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	<title>domesticidades &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/domesticidades/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "domesticidades"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 00:30:53 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Das incongruências do matrimônio]]></title>
<link>http://diariointramuros.wordpress.com/?p=48</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 08:24:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mrs G</dc:creator>
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<description><![CDATA[Casamento é divertido, quentinho e faz bem pra saúde, mas nem tudo é perfeito, como é de conheci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Casamento é divertido, quentinho e faz bem pra saúde, mas nem tudo é perfeito, como é de conhecimento geral. Saia por aí perguntando e ouvirá preleções interessantes sobre a divisão dos afazeres domésticos, a administração das finanças, o regime sexual, a educação da cria.</p>
<p>Do alto das minhas bodas de oito meses, ainda não deparei com esses obstáculos. (Ou não mais, depois de treinar o marido a botar o lixo pra fora.) Apesar disso, não estou isenta de dificuldades. Pessoalmente, minhas picuinhas com essa milenar instituição social são duas: minha sogra e a escassez de Espaço Individual.</p>
<p>A velha é ruim pra caralho, vai durar pra sempre. Ou seja, não há nada que eu possa fazer a esse respeito, a não ser rezar e sentir pena de mim mesma. Mas pelo Espaço Individual (assim mesmo, com maiúsculas), é possível lutar.</p>
<p>Na minha casa nós tomamos café da manhã juntos, cozinhamos juntos, vemos TV (er, DVDs no computador, porque não temos TV) juntos, lemos na cama juntos. O que é uma delícia 99% do tempo. Mas as minhas células eremitas choram de saudade daqueles momentos de absoluta solidão em que eu podia tomar café, cozinhar, ver filmes e ler em perfeito silêncio. Não que a solitude mude essas atividades de maneira prática - é mais uma sensação de estar em retiro espiritual. Só eu e mim mesma, e Deus (ou Deusa. Ou deuses. Sei lá eu).</p>
<p>Foi por isso que, quando Mr G disse que iria viajar nesse último fim de semana para a despedida de solteiro de um amigo, botei um círculo vermelho no calendário e comecei a contagem regressiva: 180 dias, 179, 178... Me preparei adequadamente. Fiz reserva num hotel spa, botei montes de leituras na mala.</p>
<p>E sábado foi mesmo um dia iluminado.</p>
<p>No domingo eu não via a hora de ele voltar pra casa.</p>
<p>Oito meses e o Espaço Individual já não é mais o mesmo.</p>
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<title><![CDATA[Um lar para chamar de meu]]></title>
<link>http://diariointramuros.wordpress.com/?p=44</link>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 08:49:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mrs G</dc:creator>
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<description><![CDATA[Uma das minhas sagas dos últimos tempos está chegando ao fim. Esse fim de semana nos mudamos para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das minhas sagas dos últimos tempos está chegando ao fim. Esse fim de semana nos mudamos para a casa nova, de malas (quatro: duas minhas, uma dele e uma com 'enxoval') e umas poucas cuias (dois pratos, dois garfos, duas facas, um sortimento de canecas desparceiradas e minha caixa de produtos de limpeza, porque não é à toa que respondo por Bree Van de K... er, Hodge.)</p>
<p>Todos os nossos outros pertencem já foram, ao longo das últimas duas semanas, encaixotados e empilhados em um guarda-volumes. Presentes de casamento, livros, roupas, DVDs, artigos de papelaria. Eu, que me prezo de ser implacável no julgamento do que vale a pena ser guardado (quase nada, em geral), fiquei besta de ver quanta tralha fomos capazes de juntar. E agora tudo isso está fora de uso, por causa da outra mudança que acontecerá em breve (mais sobre isso, já sabem, depois).</p>
<p>Minha casa tem teto, mas de resto não tem nada. Minto: tem quartos, cozinha, salas, banheiros e um jardim fofo com peixes no tanque. O que já é alguma coisa. Pelo próximo mês e pouco, vamos morar nela feito squatters de luxo, mas não faz mal, porque ela é nossa. Ou pelo menos o é a dívida que a fará nossa ao final de 25 anos. Mas não faz mal, porque ela é nossa. Nossa, nossa, nossa.</p>
<p>Está achando que é muito barulho por uma hipoteca que vai durar a minha vida profissional inteira? Pois saiba que, aqui, chegar aos finalmentes da compra de uma casa é motivo pra comemoração, sim. O mercado imobiliário da Inglaterra é total casa da mãe Joanne, porque não tem lei que regule. Você pode acertar uma compra, pagar depósito, gastar uma pequena fortuna em inspeções, advogado e o escambau... e acabar sem casa. Qualquer uma das partes pode desistir até o segundo em que o contrato é assinado, o que pode levar tempo pra caralho e, no nosso caso, levou. Nove semanas e meia. E não foram de amor.</p>
<p>O detalhe é que essa é a <em>quarta </em>casa que nos pusemos a comprar. Começamos a busca em dezembro e pagamos todos os nossos pecados, passados e futuros, até essa compra finalmente sair. E, ironicamente, mal vamos entrar e logo vamos sair. Mas isso é assunto para outro dia. Por ora, um brinde à casa, que é nossa, nossa, nossa. Olha ela aí.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3257/2572697119_2bf7816a7b.jpg?v=0" alt="" /></p>
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<title><![CDATA[Pomo da discórdia]]></title>
<link>http://diariointramuros.wordpress.com/2008/05/13/pomo-da-discordia/</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 16:14:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mrs G</dc:creator>
<guid>http://diariointramuros.pt-br.wordpress.com/2008/05/13/pomo-da-discordia/</guid>
<description><![CDATA[Ano passado, meu laptop, um Toshiba muito amigo e ainda na tenra infância, passou desta para uma me]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado, meu laptop, um Toshiba muito amigo e ainda na tenra infância, passou desta para uma melhor. Foi morte súbita, seguida de um defeito congênito, genético, quiçá, na placa-mãe. Levou consigo muitos pertences insubstituíveis. Músicas. Fotos. Escritos. Configurações precisas obtidas ao acaso e, portanto, irrecuperáveis.</p>
<p>Fiquei ressabiada e ressentida. De coração partido. Decidi que, dali pra frente, só me entregaria novamente a um computador robusto, confiável, que soubesse me amar como eu a ele. Resolvi que ia partir pro lado de lá da força e comprar um Mac.</p>
<p>O marido não estava bem convencido da necessidade. Tive de fazer campanha. Afinal, eu precisava justificar o alto preço de alguma maneira. Praticamente dei a entender que não precisaríamos trocar de máquina pelos próximos quatro séculos. Prometi deixá-lo instalar todos os jogos que quisesse. Andei sem roupa pela casa por uns três dias. Etc.</p>
<p>Agora eu tenho um iMac. Processador de 2.8GHz. Dois giga de memória. HD de 320GB. Mighty Mouse. Controle remoto. Teclado fino como papel. Lindo, inteligente, muderno, esguio, bacanudo, versátil, potente. Só falta preparar o jantar. E eu o odeio do fundo do coração.</p>
<p>Não é problema de adaptação. Já faz seis meses que o bicho mora em casa, mas pra mim ele ainda é um alien. Me aproximo dele como a um banheiro público. Qualquer tarefa que precise ser bem-feita eu faço no trabalho, só por garantia. Uso o teclado estúpido com a ponta dos dedos, porque as teclas não têm profundidade nenhuma e eu me sinto operando um brinquedo. A tela é grande demais. Os downloads nunca param onde eu quero. As configurações avançadas da impressora aparecem a partir do Firefox, mas do Pages, não.</p>
<p>Eu sei que posso admitir meu erro, comprar um PC e acabar com a agonia. Mas agora virou questão de princípio. Nós vamos ter de aprender a nos dar bem. Nem que eu tenha de instalar Windows e usar escondido.</p>
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