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	<title>ditadura-militar &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/ditadura-militar/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ditadura-militar"</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 22:58:41 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[CONDENAÇÃO DE CORONEL ABRE PRECEDENTES CONTRA TORTURADORES DA DITADURA MILITAR]]></title>
<link>http://glaucocortez.wordpress.com/?p=803</link>
<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 03:07:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>glaucocortez</dc:creator>
<guid>http://glaucocortez.pt-br.wordpress.com/2008/10/12/condenacao-de-coronel-abre-precedentes-contra-torturadores-da-ditadura-militar/</guid>
<description><![CDATA[Família comemora condenação moral e política de coronel torturador 

 Flávia Albuquerque
Repór]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span class="titulo1">Família comemora condenação moral e política de coronel torturador </span></strong><br />
<a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/10/10/materia.2008-10-10.7483232573/view" target="_blank"><br />
<span class="assinatura1"> Flávia Albuquerque<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></span></a></p>
<p>São Paulo - A decisão da Justiça de responsabilizar o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra por tortura durante a <strong>ditadura militar</strong> foi comemorada hoje (10) pela família Teles, em São Paulo. A sentença saiu ontem (9) e condena o coronel moral e politicamente pela tortura contra César Augusto Teles, Maria Amélia de Almeida Teles e Criméia Alice Schmidt de Almeida. A família não pede indenização financeira, mas o reconhecimento de que o Estado mantinha como torturadores membros do Exército.</p>
<p>A família falou com a imprensa durante evento em homenagem aos 40 anos do 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado em Ibiúna, no interior paulista. A cerimônia ocorreu no Memorial da Resistência, na Estação Pinacoteca do Estado, e reuniu ex-presos políticos e pessoas que participaram da luta contra a ditadura e a favor da democracia.</p>
<p>Durante a cerimônia foram inaugurados dois painéis: um com as fotos dos 23 estudantes mortos na época da ditadura e outro com a lista dos 719 presos durante o Congresso. Na lista aparecem os nomes Jean Marc Von der Weid, Wladimir Palmeira, Franklin Martins e José Dirceu, entre outros. A cerimônia foi organizada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e com a UNE.</p>
<p>Uma das autoras da ação judicial que resultou na declaração de Ulstra como torturador, Amélia afirmou que a decisão é extremamente importante não só para a família Teles, mas também para a sociedade brasileira em geral, porque resgata a cidadania, a ética e a justiça. “Abre possibilidades para o Brasil criar uma cultura de combate, de pôr fim à ditadura, à tortura, ao desmando. É um momento em que a democracia se reconstrói e se consolida”.</p>
<p>O marido de Amélia, César Augusto Teles, disse que desde a época em que a família foi presa, em 1972, eles tentam levar os torturadores o julgamento, mas até conseguir um advogado disposto a isso era complicado, devido ao clima de terror existente no país por causa da ditadura. “Hoje eu sinto que foi uma decisão ainda pequena, mas importante porque é um primeiro passo para que outros também recorram e peçam a punição desses torturadores, que são criminosos. Mas acho que eles não têm perdão, mas também não estou procurando vingança. Quero que o país viva dentro da lei e que as pessoas tenham o direito de ter o pensamento que quiserem, desde que não infrinjam a lei”.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Após 36 anos, Coronel Ustra é declarado torturador pela Justiça]]></title>
<link>http://francolinno.wordpress.com/?p=351</link>
<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 15:07:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>francolinno</dc:creator>
<guid>http://francolinno.pt-br.wordpress.com/2008/10/10/apos-36-anos-coronel-ustra-e-declarado-torturador-pela-justica/</guid>
<description><![CDATA[O Globo
Tatiana Farah
SÃO PAULO - O coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a class="wp-caption-dd" title="O Globo" href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/10/09/sp_coronel_ustra_declarado_torturador_pela_justica-548643050.asp" target="_blank">O Globo</a><br />
Tatiana Farah</p>
<p style="text-align:justify;">SÃO PAULO - O coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-Codi de 1970 a 1974, foi declarado torturador pela Justiça em uma decisão inédita no país. O juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível do estado de São Paulo, deu ganho de causa à família de Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha, militante de esquerda presa e torturada com o marido, Cesar, os filhos pequenos e a irmã, Criméia, no prédio da Operação Bandeirantes em dezembro de 1972.</p>
<p style="text-align:justify;">A família Teles ingressou em 2005 com uma ação civil declaratória na Justiça exigindo apenas uma coisa: que o coronel reformado fosse reconhecido como torturador. O processo é o mesmo de uma ação indenizatória, mas não é pedido nenhum centavo de reparação por danos materiais ou morais. Também não tem efeito penal, já que é um processo cível e a Lei da Anistia não permite punições nesse sentido.</p>
<p style="text-align:justify;">- Fechou uma porta do passado e abriu outra. A do começo do fim da impunidade. Quem sabe seja o fim disso, não é? Ficamos satisfeitos - disse Criméia Alice Schmidt de Almeida, que integrava a Guerrilha do Araguaia e foi presa e torturada quando estava grávida de sete meses:</p>
<p style="text-align:justify;">- Eu fui torturada por ele (Brilhante Ustra).</p>
<p style="text-align:justify;">A sentença do juiz Santini Teodoro julga procedente o pedido de Amelinha, Criméia e César Teles, mas considerou improcedente o pedido de Janaína e Edson Luiz, os filhos de Amelinha, que ainda crianças teriam sido torturados sob comando de Ustra. Para o magistrado, não há provas da participação de Ustra na tortura dos dois. Com isso, o militar foi condenado a pagar as custas do processo, mas os irmãos Teles também foram condenados a pagar parte do processo. Cada lado pagará R$ 10 mil. Criméia disse não saber se Janaína e Edson Luiz iriam recorrer da sentença para reivindicar a responsabilização de Ustra em instância superior:</p>
<p style="text-align:justify;">- Para nós, o importante é que ele seja declarado como torturador - disse Criméia.</p>
<p style="text-align:justify;">Em trecho da sentença, Santini Teodoro faz uma severa condenação à tortura, ainda que haja risco à segurança nacional. "Mesmo quem atenta contra a segurança do Estado, mesmo quem se inspira em doutrinas vigorantes em nações que se abstiveram, em 1948, de votar pela aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mesmo essas pessoas têm direito à preservação de sua dignidade e, portanto, não devem ser submetidas a tortura. A investigação, a acusação, o julgamento e a punição - mesmo quando o investigado ou acusado se entusiasme com idéias aparentemente conflitantes com os princípios subjacentes à promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos -, devem sempre seguir a lei. O agente do Estado não deve torturar, pois qualquer autorização nesse sentido só pode ser clandestina ou manifestamente ilegal", escreve o juiz, para quem "a lei da anistia não atinge direitos de particulares, que possam ser exercidos na esfera civil. Tortura, que é ato ilícito absoluto, faz nascer, entre seu autor e a vítima, uma relação jurídica de responsabilidade civil".</p>
<p style="text-align:justify;">A sentença lembra ainda que a tortura é crime que não prescreve.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Militar nega ter torturado militantes<!--more--></strong></p>
<p style="text-align:justify;">À Justiça, Brilhante Ustra negou que tenha torturado os militantes presos pelo regime militar. E segue negando, segundo o advogado Paulo Esteves, que anunciou na quinta-feira ao GLOBO que o ex-coronel vai recorrer da decisão de primeira instância em São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">- Para ele, é um assunto bastante desagradável. Ele acha que é vítima de injustiça. O coronel sustenta que jamais participou de tortura - disse o advogado de Ustra, afirmando que, por isso, vai recorrer da decisão à segunda instância, primeiro, pela "questão do mérito", e, segundo, usando o argumento de outra ação que foi extinta pelo mesmo tribunal paulista: - Há um conflito de opinião a respeito dessa ação declaratória.</p>
<p style="text-align:justify;">O caso ao que se refere Paulo Esteves é o da família Merlino. Influenciada pelo processo dos Teles, em 2007, a viúva e a irmã do jornalista Luiz Merlino, morto sob tortura em 1971, no mesmo prédio da OBAN, ingressaram no Tribunal de Justiça com o pedido de ação declaratória de responsabilização do coronel reformado Ustra. Paulo Esteves, recorreu à instância superior, que, no final de agosto extinguiu o processo por julgá-lo inapropriado tecnicamente. Foram dois votos a um.</p>
<p style="text-align:justify;">- Nós ficamos muito felizes quando soubemos da sentença dos Teles. Foram eles que inspiraram minha mãe a mover a ação declaratória e achamos que a sentença agora vai dar uma força para o recurso que ela vai ingressar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) - conta Tatiana Merlino, sobrinha de Luiz Merlino.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Enfim o Coronel tornou-se torturador.]]></title>
<link>http://relatividade.wordpress.com/?p=1111</link>
<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 10:42:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>relatividade</dc:creator>
<guid>http://relatividade.pt-br.wordpress.com/2008/10/10/enfim-o-coronel-tornou-se-torturador/</guid>
<description><![CDATA[
Impunidade ainda não acabou (Agência BRASIL)
Era 28 de dezembro de 1972 quando César Augusto Tel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_q82HeJQFXTg/SO8pBu9LE0I/AAAAAAAAFFM/1DaYRKVrQ_U/s1600-h/0,,14975675,00.jpg"><img class="alignleft" style="border:0 none;display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q82HeJQFXTg/SO8pBu9LE0I/AAAAAAAAFFM/1DaYRKVrQ_U/s400/0,,14975675,00.jpg" border="0" alt="" width="220" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Impunidade ainda não acabou (Agência BRASIL)</p>
<p style="text-align:justify;">Era 28 de dezembro de 1972 quando César Augusto Teles e Maria Amélia Almeida Teles foram presos em São Paulo pelos militares. No dia seguinte, os filhos do casal, Edson e Janaína, então com 4 e 5 anos, respectivamente, foram tirados de sua casa, em Cidade Ademar, zona leste de São Paulo, e levados para o prédio do DOI-Codi junto com Criméia Alice Schmidt de Almeida, grávida de sete meses, irmã de Amélia.</p>
<p style="text-align:justify;">Militantes do movimento de esquerda contra a ditadura militar, o casal foi torturado na frente das crianças em uma operação liderada pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (foto). Hoje, 36 anos depois, Ustra foi considerado torturador pela Justiça do Estado de São Paulo após a sentença do juiz Gustavo Santini Teodoro. A decisão em primeira instância do processo de ação declaratória ajuizado é comemorada por toda a família Teles.</p>
<p style="text-align:justify;">"É um sinal de que a impunidade está acabando neste país", acredita Criméia, espancada pelo próprio coronel Ustra na prisão. Ela, a irmã Amélia, o cunhado César, e os dois sobrinhos Edson e Janaína ajuízaram a ação sem pedir qualquer indenização. "A intenção era reconhecer que houve tortura e torturadores no Brasil", disse.</p>
<p style="text-align:justify;">No que diz respeito às crianças, o juiz julgou a ação improcedente porque "a prova testemunhal ficou muito vaga quanto aos autores Janaina de Almeida Teles e Edson Luis de Almeida Teles". "Me considero vitoriosa mesmo que a decisão não contemple a mim e o meu irmão. Eu ouvi os gritos, vi minha mãe sendo torturada, fiquei seis meses sequestrada. Isso é tortura sim, tortura psicológica", diz.</p>
<p style="text-align:justify;">O advogado da família, Anibal Castro de Souza, explica que a ação declaratória é um grande avanço para a democracia brasileira. "Estamos pedindo o direito à verdade. É a prova de que os tempos estão mudando, que hoje conseguimos o que antes era impossível".</p>
<p style="text-align:justify;">A atriz e ex-deputada federal Bete Mendes foi a primeira a denunciar publicamente o coronel Ustra por tê-la torturado enquanto estava presa.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Governador Magalhães Pinto]]></title>
<link>http://opiodopovo.wordpress.com/?p=530</link>
<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 03:30:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>bcgbrasil</dc:creator>
<guid>http://opiodopovo.pt-br.wordpress.com/2008/10/09/governador-magalhaes-pinto/</guid>
<description><![CDATA[
José de Magalhães Pinto (1909 - 1996) nasceu na pequena Santo Antônio do Monte em Minas Gerais.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://opiodopovo.wordpress.com/files/2008/10/magalhaes-pinto.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-531" title="magalhaes-pinto" src="http://opiodopovo.wordpress.com/files/2008/10/magalhaes-pinto.jpg?w=300" alt="" width="300" height="279" /></a></p>
<p>José de Magalhães Pinto <strong>(1909 - 1996)</strong> nasceu na pequena <a href="http://www.samonte.mg.gov.br/investimentos.php">Santo Antônio do Monte </a>em Minas Gerais.</p>
<p>Banqueiro e político, Magalhães Pinto foi um dos fundadores da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Udn">UDN</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Ipatinga">braço direito </a>da ditadura militar em Minas Gerais.</p>
<p>Foi Governador do Estado de <strong>1961 a 1966</strong>.</p>
<p>Dai o nome oficial do <strong>Mineirão</strong>.</p>
[caption id="attachment_532" align="aligncenter" width="468" caption="Estádio Governador Magalhães Pinto - Mineirão"]<a href="http://opiodopovo.wordpress.com/files/2008/10/belo_-_mineirao.jpg"><img class="size-large wp-image-532" title="belo-mineirao" src="http://opiodopovo.wordpress.com/files/2008/10/belo_-_mineirao.jpg?w=468" alt="Estádio Governador Magalhães Pinto - Mineirão" width="468" height="324" /></a>[/caption]
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cinema e Censura no Brasil (1964-1988)]]></title>
<link>http://caouivador.wordpress.com/?p=1418</link>
<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 17:38:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Cardia</dc:creator>
<guid>http://caouivador.pt-br.wordpress.com/2008/10/08/cinema-e-censura-no-brasil-1964-1988/</guid>
<description><![CDATA[Ótima dica encontrada no Dialógico: a página &#8220;Memória da Censura no Cinema Brasileiro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Ótima dica encontrada no <a href="http://dialogico.blogspot.com/2008/10/memria-da-censura.html" target="_blank">Dialógico</a>: a página "<a href="http://www.memoriacinebr.com.br/" target="_blank">Memória da Censura no Cinema Brasileiro</a>", com documentos e material de imprensa de 444 filmes brasileiros que precisaram passar pelo crivo da Censura Federal de 1964 a 1988.</p>
<p style="text-align:justify;">Vale a pena conferir. Até porque, além de documentos oficiais, há também cartas de pessoas indignadas com "filmes imorais" - mostra de que não só a ditadura que era "inquisitorial". Tudo bem que muitos filmes não fossem nenhuma maravilha cinematográfica, mas taxá-los de "imorais" reflete o quanto a sociedade brasileira era conservadora.</p>
<p style="text-align:justify;">Aliás, ainda é: não assisto novelas, mas lembro de uma grande polêmica quanto a uma novela apresentar ou não um casal homossexual se beijando. No fim, acabou-se decidindo por não apresentar a cena do beijo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As feridas abertas da ditadura]]></title>
<link>http://rafaelfortes.wordpress.com/?p=886</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 17:42:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Fortes</dc:creator>
<guid>http://rafaelfortes.pt-br.wordpress.com/2008/10/06/as-feridas-abertas-da-ditadura/</guid>
<description><![CDATA[Da matéria intitulada &#8220;Países que puniram ficaram menos violentos&#8221;, de Bruno Versolato]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Da matéria intitulada "Países que puniram ficaram menos violentos", de Bruno Versolato, no excelente dossiê sobre a barbárie da ditadura, na <em>Caros Amigos</em> de setembro (ainda nas bancas, eu acho):</p>
<p>"Para Paulo Cunha, professor de História Política da Unesp, as críticas contra a postura do ministro Tarso Genro não têm base:</p>
<p>Não é verdadeiro o argumento de que uma revisão da Lei de Anistia trará instabilidade institucional ou golpe. Ao contrário, a impunidade foi o maior legado da ditadura militar e representa a maior ameaça à consolidação da democracia."</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O triste fim do Bar Riviera]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=805</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:06:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio Küller</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/10/06/o-triste-fim-do-bar-riviera/</guid>
<description><![CDATA[

No post 1968,  Sidnei Sauerbronn (Sidão) termina o texto citando o Bar Riviera. Sobre o bar, po]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="/Documents%20and%20Settings/Jose%20Antonio/Dados%20de%20aplicativos/Windows%20Live%20Writer/PostSupportingFiles/b17f530c-35a9-4727-811c-db6edde19ce8/boteco-3[2].jpg"></a></p>
<p><a href="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:cHzWurgx0BbP4M:http://www.joaowerner.com.br/images/urbanos/boteco.JPG"><img class="alignleft" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:cHzWurgx0BbP4M:http://www.joaowerner.com.br/images/urbanos/boteco.JPG" alt="" width="97" height="135" /></a></p>
<p>No post <a href="http://josekuller.wordpress.com/2008/10/02/1968/"><strong><span style="color:#0000ff;">1968</span></strong></a>,  Sidnei Sauerbronn (Sidão) termina o texto citando o Bar Riviera. Sobre o bar, pouca informação existe hoje na Internet. Não encontramos, por exemplo, nenhuma foto do interna ou externa do local.</p>
<p>Por isso, reproduzimos a seguir o artigo mais completo  que encontramos sobre o Riviera. Ele anuncia o fechamento definitivo do espaço onde, como diz o sub-título da reportagem, falamos muito mal da ditadura.</p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:small;"><strong>A casa na Rua da Consolação onde estudantes e artistas falavam mal da ditadura fechou depois de 57 anos</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;"><em>Por Valdir Sanches</em></span></p>
<p>Chico Buarque de Hollanda desceu de um táxi, com uns amigos, na Rua da Consolação, esquina com Paulista. O que ia fazer num lugar desses, em plena madrugada? Ora, estava chegando ao mais famoso reduto da esquerda festiva da cidade nos anos da ditadura.</p>
<p>Um bar, claro. Naqueles anos, fins dos 1960 e década de 1970, o Riviera viveu seu período de grande efervescência revolucionária, festiva e etílica. A abertura política do País, a partir de 1985, fez-lhe mal. Aos poucos, a clientela se foi. Em fevereiro, fechou as portas, depois de 57 anos de história na noite paulistana.</p>
<p>Quem viu Chico Buarque descer do táxi foi o hoje cineasta e escritor Jorge Bouquet. "Eles vinham de uma serenata que tinham feito para uma garota. O Chico ia apresentando o motorista de táxi para as pessoas: 'Este é fulano, meu motorista particular'."</p>
<p> A noite era uma criança, como se dizia na época. O bar ficava aberto até o último freguês - e ele raramente saía antes do amanhecer. Grande parte da clientela batia ponto toda noite. "Se você quisesse me achar, era lá", diz a jornalista Dina Amendola. Outros, eram assíduos, mas não tanto. José Dirceu, então líder estudantil, Fernando Henrique Cardoso, Vinicius de Moraes, Toquinho, Chico.</p>
<p> Dina não militou contra o regime, mas esteve na torcida (chegou a ser presa, por causa de um bilhete). "Quando algum de nós sumia, falávamos: 'Fulano sumiu do mapa'. E o mapa era o Riviera." No bar, diz, chegava a notícia do sumiço - indício certo de prisão.</p>
<p>Mas a freguesia não vivia só de resistência. "Nós, garotas, queríamos conhecer e namorar um moço bem legal, de preferência do movimento revolucionário. Se fosse um líder estudantil, que pertencesse à diretoria da UNE, aí era o máximo."</p>
<p>O máximo, também, era o que acontecia entre as paredes do bar (uma delas curva, com tijolos de vidro - a marca do lugar). Certa noite, o Pernambuco, esse era o apelido, entrou no Riviera e disse que ia fazer strike. Novidade nos Estados Unidos: grupos de pessoas saíam correndo nuas pelas ruas.</p>
<p>Os amigos achavam que ia pegar mal, mas Pernambuco insistia. Até que em certa hora encostou na coluna do bar, segundo alguns. Ou ficou atrás da última mesa dos fundos, segundo outros. O fato é que tirou a roupa. Nu, abriu caminho entre as mesas, saiu para a rua e... entrou em um carro (um Fusca), que o esperava.O publicitário Albertinho Lira, um dos que contam o episódio, diz que a atitude foi conseqüência "da revolução sexual da época". Sim, eram tempos de liberação sexual (e não havia aids).</p>
<p> Albertinho (que certa noite subiu numa mesa para discursar) fala do mezanino do bar, lugar menos agitado. "A gente ia lá com uma garota, para uma beijoquinha, uma aproximação corporal." Mas nada parecido com "o que essa molecada faz hoje, de ficar se beijando na rua". Todos os amigos de bar tinham "a mesma ideologia". Consistia em "combater a ditadura e ter acesso a festas". Albertinho militou numa organização clandestina, a Polop, mas desistiu. "Por um motivo: eu tinha medo."</p>
<p> Quanto a festas, não faltavam. "Aquela era a década das festas, todo mundo fazia festas e todos procuravam por uma", diz a jornalista Dina. A notícia corria pelas mesas do bar: festa na casa de fulano. Ou alguém era convidado para uma festa e chegava com a turma do Riviera. "Fui numa festa na Vila Madalena e a Elis Regina estava lá", diz Albertinho Lira.</p>
<p>Para encontrar Toquinho não era preciso sair do bar. "O Riviera era um pouco a casa descontraída de estudantes, intelectuais e artistas", diz o cantor e compositor. Na época, estudava Contabilidade no Mackenzie. Ia sempre ao bar com um colega, estudante de Arquitetura na USP, apelidado de Chico.</p>
<p>Davam uma canja para o pessoal? "Eu e o Chico estávamos sempre com o violão debaixo do braço, às vezes tocávamos." Toquinho também freqüentava o mezanino. "Pagava uma pizza para a namorada e dava uns beijinhos."</p>
<p>O prato mais requisitado do bar era, na verdade, um sanduíche. O Royal, algo como um bauru em pão de forma, envolvido por uma omelete. Um dos que não falhavam nas noites do bar, o jornalista Chico Lins, acha que as peculiaridades da culinária eram uma das atrações do lugar. "Todo mundo era durango e podia ficar no lanche, que era mais barato."</p>
<p>Mas também: "Eu ia lá porque encontrava meus amigos. Vivíamos num clima sufocante, e a prudência indicava que se procurassem os seus." O que não garantia muito. Porque esta ou aquela pessoa, tão bem instalada em uma mesa, podia ser um policial infiltrado. Jorge Bouquet, o cineasta, certa noite desconfiou de um cidadão "que chegou e entrou na conversa".</p>
<p> "Disse que trabalhava na Gazeta Mercantil, mas achei que era um tira infiltrado." No dia seguinte, Jorge ligou para um amigo do jornal. O suspeito realmente trabalhava lá. "Depois, acabou ficando meu amigo", diz Jorge.</p>
<p>Ao lado do Riviera havia outro bar agitado, o Ponto 4. A clientela ia e vinha de um para outro. Às vezes a polícia baixava e pegava o pessoal em trânsito. O próprio delegado Sérgio Paranhos Fleury, uma espécie de mastodonte da polícia política, o Dops, é citado como tendo, algumas vezes, comandado pessoalmente a ação. "Eles levavam todo mundo, para ver se pegavam alguém da luta armada", diz um dos que falam em Fleury, a jornalista Dina.</p>
<p>O cartunista Chico Caruso retratou a situação em um desenho. Mostra os camburões cheios e o dono do bar se lamentando: "Lá se vai minha freguesia." Os irmãos Chico e Paulo, gêmeos, nasceram no mesmo ano que o Riviera, 1949. Estudavam na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. "O bar era a extensão da faculdade", diz Paulo. "O Chico tinha uma postura política mais consistente, mas eu era mais da turma do desbunde."</p>
<p>O Riviera era destino natural do pessoal que saía do Cine Belas Artes, do outro lado da Rua da Consolação. "A gente saía do cinema e ia direto para o Riviera, para ficar comentando o filme", diz Dina, a jornalista. Albertinho Lira lembra-se de que pulavam uma divisória do canteiro central da Consolação, para chegar mais depressa ao bar. O cinema, que também enfrentou a decadência, mas teve melhor sorte - restaurado, está em pleno funcionamento - foi fundado em 1952, três anos depois do Riviera.</p>
<p>Nos bons tempos, os fregueses mais próximos penduravam a conta. "Se atrasava, a mãe do Renato (o dono) ligava para a pessoa", diz Carlos Salum, redator de uma agência de Marketing. "Ela dizia: 'Faz tempo que você não aparece por aqui...' Era tão atenciosa, que o pessoal ia lá e pagava." O bar aberto pelo comerciante Renato Maniscalco teve uma clientela fina até 1964. Com os militares no poder, o público foi mudando, vieram os estudantes, artistas. Em 1999, decadente, fechou. Mas logo reabriu. Desta vez, foi despejado e não houve jeito. O único que restou foi o ponto de táxi Riviera, ao lado.</p>
<p>Texto originalmente publicado no <a href="http://txt.estado.com.br/editorias/2006/04/29/cid106031.xml">Estado de São Paulo</a>, sábado, 26 de abril de 2006.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A coerência da direita]]></title>
<link>http://caouivador.wordpress.com/?p=1369</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 00:18:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Cardia</dc:creator>
<guid>http://caouivador.pt-br.wordpress.com/2008/10/01/a-coerencia-da-direita/</guid>
<description><![CDATA[Coisa muito interessante é a coerência que vemos na direita. No mundo inteiro.
Ela se diz favoráv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Coisa muito interessante é a coerência que vemos na direita. No mundo inteiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Ela se diz favorável à "liberdade", tanto na política como na economia.</p>
<p style="text-align:justify;">Vivenciamos por 21 anos, de 1964 a 1985, uma ditadura implantada por um movimento golpista que se auto-intitulava "revolucionário democrático", da mesma forma que o Bush diz fazer guerra pela paz. Para certas pessoas, a democracia só é interessante quando elas ganham a eleição: quando a oposição vence, é sinal de que "o povo não sabe votar", então é preciso tirar o direito dele para "aprender".</p>
<p style="text-align:justify;">E na economia, é o que vemos ultimamente: os defensores do livre-mercado correndo para pedir socorro ao Estado que eles dizem que deve ser mínimo. Sem contar alguns empresários que não investem um centavo sem receberem "incentivos fiscais", ou seja, favores do mesmo Estado que eles tanto criticam.</p>
<p style="text-align:justify;">Logo, não é tão estranho ver o Coronel Mendes, ídolo-mor da direita guasca e defensor da pena de morte, <a href="http://www.rsurgente.net/2008/10/coronel-mendes-volta-defender-pena-de.html" target="_blank">citar a China como exemplo de país onde "a lei é forte"</a>: lá, o partido que está no poder é chamado de comunista...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Roda Viva - um olhar de 1968]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=711</link>
<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 18:21:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio Küller</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/09/27/roda-viva-um-olhar-de-1968/</guid>
<description><![CDATA[ 


&#8220;A cortina já está aberta quando você chega: enormes rosas à esquerda, enorme garrafa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://www.teatrope.com/images/entrevistas/2008_mar_10/2%20Rose%20Mary%20Martins%20(Ao%20fundo)%20em%20O%20canto%20do%20teatro%20brasileiro%201.jpg"></a></p>
<p><a href="http://br.geocities.com/infocasadamusica/CartazRodaViva.jpg"><img class=" alignleft" src="http://br.geocities.com/infocasadamusica/CartazRodaViva.jpg" alt="http://br.geocities.com/infocasadamusica/CartazRodaViva.jpg" width="250" height="185" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">"<em>A cortina já está aberta quando você chega: enormes rosas à esquerda, enorme garrafa de Coca-Cola à direita, enorme tela de TV no fundo, uma passarela branca avançando até a metade da platéia. (...) A campainha toca três vezes, a platéia faz silêncio, ruídos estranhos saem dos alto-falantes, na tela de TV aparece uma frase: “Estamos à toa na vida”. (...) </em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p>Entra o coro, com longas túnicas vermelhas e mantilhas pretas. Canta um triste Aleluia, rodeia Benedito. Aparece o Anjo da Guarda (Antônio Pedro), o empresário de TV, com asas negras, cassetete de policial na cintura, maquiagem de palhaço de circo: “Benedito não serve, nós precisamos de um ídolo! Você será Ben Silver!”</p>
<p>O Coro joga para trás as túnicas e mantilhas, é agora um grupo de jovens do iê-iê-iê que canta: “Aleluia, temos feijão na cuia!” (...) O espetáculo não está somente no palco, o Coro invade a platéia, conversa com ela, e o empresário pede um minuto de silêncio em homenagem ao ídolo: cada participante do Coro olha fixamente um espectador (agora todos já entendem porque a bilheteria insistiu em vender ingressos da primeira fila).</p>
<p>O minuto termina, Ben Silver é carregado para o palco num grotesco andor feito de long-plays e fotos de cantores, conduzido por grotescas caricaturas das “macacas de auditório”, que no fim do primeiro ato o levam embora, deitado sobre uma cruz de madeira, nu, cansado sob o peso do próprio sucesso.</p>
<p><a href="http://www.teatrope.com/images/entrevistas/2008_mar_10/2%20Rose%20Mary%20Martins%20(Ao%20fundo)%20em%20O%20canto%20do%20teatro%20brasileiro%201.jpg"><img class="alignright" src="http://www.teatrope.com/images/entrevistas/2008_mar_10/2%20Rose%20Mary%20Martins%20(Ao%20fundo)%20em%20O%20canto%20do%20teatro%20brasileiro%201.jpg" alt="" width="250" height="333" /></a>Ben Silver, esgotado pelo sucesso, procura o consolo de sua mulher (...) para uma linda cena de amor que é repentinamente interrompida pela câmera (sic) de TV e pelo Capeta (o jornalista desonesto) (...). E juntos, o jornalista e o Ibope, decretam o fim da carreira de Ben Silver: “O ídolo é casado! E além de tudo, é bêbado!”</p>
<p>Uma procissão de três matronas antipáticas tenta salvar o ídolo exigindo que ele faça caridade. Mas nada adianta, Ben Silver acabou. Só há uma solução: transformá-lo em Benedito Lampião. Para manter o prestígio ele deve suicidar-se. (...) a platéia sai do teatro evitando sujar os saltos dos sapatos Chanel nos restos do fígado de Benedito Silva que o Coro das fãs devora no final. (...) tudo é caricatura do religioso no espetáculo, que, como atividade religiosa, se desenvolve em todo teatro, palco, galerias, platéia. (O teatro com que sonhava Antonin Artaud).</p>
<p>Para criar o ídolo, ele é liturgicamente paramentado, peça por peça de seu ridículo traje prateado. (...) os atores se dirigem agressivamente à platéia, fazem perguntas, pedem assinaturas em manifestos, sacodem e encaram os espectadores (a censura de 14 anos me parece muito pouco severa para o espetáculo).</p>
<p>Ben Silver se encontra com a esposa coroado de espinhos, nu, como o Cristo. A tentativa de salvar o ídolo em decadência é encenada como uma procissão, liderada pelo capeta (seria a peça toda uma Missa Negra?) – que satiriza o jornalista marrom - usando como cruz o conhecido “X” de lâmpadas em pregado pelos fotógrafos. E a primeira cena entre Benedito e sua mulher é uma caricatura da Visão de Nossa senhora. (...) Elementos cristãos, aliás, são misturados com rituais pagãos (o fígado de Prometeu, as orgias de Dionísio), até com rituais políticos (a foice-e-martelo no chapéu do nordestino de Benedito Lampião)."</p>
<address></address>
<address></address>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em> IN: MENEZES, Marco Antônio. Roda Viva, de Francisco Buarque de Hollanda. Jornal da tarde, São Paulo, 2 fev. 1968. Divirta-se, pág. 01.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<address class="MsoNormal"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Para uma análise da peça teatral Roda Viva, ver mais em: </span><a href="http://www.ceart.udesc.br/revista_pesquisa/edelcio_a_encenacao_no_brasil.htm"><span style="color:#800080;font-family:Times New Roman;">A encenação no Brasil entre os anos de 1967 e 1974 – O tropicalismo no teatro</span></a><span style="font-family:Times New Roman;">. </span></span>Ver mais sobre o teatro em 1968 em <a href="http://www.40anosde68.ufrj.br/pesq_teatro.htm"><strong><span style="color:#0000ff;">http://www.40anosde68.ufrj.br/pesq_teatro.htm</span></strong></a><span style="color:#0000ff;"> </span>e 68 -<a href="http://sessentaeoito.blogspot.com/"><strong><span style="color:#0000ff;">http://sessentaeoito.blogspot.com/</span></strong></a></address>
<address class="MsoNormal"> </address>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">Por fim, encerre ouvindo a música e vendo um panorama dos acontecimentos de 1968 e dos últimos quarenta anos.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/50SuEs-ER0Y'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/50SuEs-ER0Y&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[68&gt;89]]></title>
<link>http://joaogrando.wordpress.com/?p=480</link>
<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 21:47:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>joao~grando</dc:creator>
<guid>http://joaogrando.pt-br.wordpress.com/2008/09/26/6889/</guid>
<description><![CDATA[
SE NÃO PODE CONTRA ELES, NÃO SE JUNTE A ELES.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#008000;"><strong><span style="font-size:18pt;font-family:arial;"><span style="color:#ffcc00;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/-Yfy47eT56U'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/-Yfy47eT56U&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></span></span></strong></span></p>
<p><span style="color:#008000;"><strong><span style="font-size:18pt;font-family:arial;"><span style="color:#ffcc00;">SE NÃO PODE CONTRA ELES,</span> NÃO SE JUNTE A ELES.</span></strong></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ORVIL Completo]]></title>
<link>http://januacoeli.wordpress.com/?p=1024</link>
<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 21:44:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Ferraz</dc:creator>
<guid>http://januacoeli.pt-br.wordpress.com/2008/09/26/orvil-completo/</guid>
<description><![CDATA[Nada como o Google! Já tinha ouvido falar sobre o projeto Orvil - documento elaborado pelas Forças]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Nada como o Google! Já tinha ouvido falar sobre o projeto Orvil - documento elaborado pelas Forças Armadas sobre o comunismo em geral e sobre as tentativas de implantação do regime assassino no Brasil em particular -, mas nunca havia tido acesso à documentação na íntegra e, para ser sincero, não sabia nem que ela era pública.</p>
<p style="text-align:justify;">Qual não foi, então, a minha grata surpresa ao encontrar, procurando o livro "A Verdade Sufocada" do Coronel Carlos Brilhante Ustra, <a href="http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=737&#38;Itemid=78">um artigo introdutório sobre o projeto Orvil</a> seguido do link para <strong><a href="http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf">o livro completo, digitalizado</a></strong>! Preciosa documentação! É uma pena que as fotos estejam completamente irreconhecíveis, mas o texto está todo lá (são <strong>953 páginas</strong>) e permite busca textual no arquivo .pdf (embora com alguns erros de reconhecimento). "Folheando" o livro, encontrei coisas como as seguintes:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Em Goiás [em 1950], o movimento camponês, liderado por José Porfirio e infiltrado pelo PCB, chegou a formar um "território livre" de 10 mil km², com governo paralelo e milícias armadas, sob a égide de uma Constituição própria que definia o Estado como popular e socialista (p.57).</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Na tarde do dia 2 de abril de 1964, mais de um milhão de pessoas lotavam as ruas e praças centrais do Rio de Janeiro. A população irmanada - operários,estudantes, senhores idosos e crianças, todas as profissões, todas as categorias sociais e todos os credos - reunia-se na maior manifestação popular que o Brasil jamais vira. Chuvas de papéis picados, jogados dos edifícios, atapetavam de branco as ruas e calçadas. Bandeiras brasileiras coloriam o espetáculo. Faixas repudiavam o comunismo. Em cima dos carros, pessoas carregavam flores, rejubilando-se pela vitória da democracia. Os jornais do dia saudaram a retomada da democracia. As rádios e canais de televisão cobriam a manifestação, transmitindo, para todo o país, os discursos inflamados.</p>
<p style="text-align:justify;">Era a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", um movimento de cunho nacional em defesa do regime e da Constituição e que já se realizara, com êxito, em São Paulo, Belo Horizonte, Santos e Porto Alegre. Programada com antecedência, no Rio de Janeiro, transformara-se, de protesto contra o caos do governo anterior, em júbilo pela vitória da democracia (p. 111-112).</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Nos meses subseqüentes [em 1969], a ALN realizou uma série de assaltos a bancos, supermercados e empresas de transporte coletivo e de atentados a bomba, dos quais se destacam o atentado ao Palácio Episcopal, em 6 de agosto, e o metralhamento, em 24 de agosto, da vitrina da loja "Mappin", que expunha material alusivo à Semana do Exército (p. 329)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Nestes nossos dias em que a História é reescrita pelos derrotados de outrora, uma documentação como esta é fundamental para que possamos entender o que aconteceu no nosso país há poucas décadas, bem como sobre o que está acontecendo agora e o que pode vir a acontecer. Os criminosos perderam a guerra, mas não desistiram. E nós não podemos ficar passivos diante da desconstrução histórica à qual somos submetidos diuturnamente. Houve um dia em que o povo brasileiro lotou as ruas para se opôr aos criminosos comunistas; se for utópico demais desejar uma segunda <strong>Marcha da Família</strong>, ao menos respeitemos a memória dos nossos pais e avós, não colaborando com a reelaboração da História que nos é imposta pelos que hoje estão no poder.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Questões de soberania]]></title>
<link>http://molotoversiondos.wordpress.com/?p=244</link>
<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 13:32:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Henrique Lopes</dc:creator>
<guid>http://molotoversiondos.pt-br.wordpress.com/2008/09/25/questoes-de-soberania/</guid>
<description><![CDATA[De &#8220;irmão mais velho&#8221; dos vizinhos sul-americanos, o Brasil está se transformando em u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">De "irmão mais velho" dos vizinhos sul-americanos, o Brasil está se transformando em um belo instrumento de capitalização política. Explico: sempre que alguma questão importante é colocada em jogo na dinâmica interna de países sul-americanos, lá estará algum presidente disposto a encontrar um alvo brasileiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi assim com o gás na Bolívia, onde a renegociação dos contratos de exploração foi uma promessa de campanha de Evo Morales. E está sendo assim com o pedido de revisão do Tratado de Itaipu, no Paraguai, também plataforma eleitoral de Lugo, e com os problemas com a Odebrecht, no Equador, onde no domingo se realiza o referendo constitucional.</p>
<p style="text-align:justify;">Não por coincidência, estes três episódios estão ligados ao aproveitamento de recursos naturais tão caros à economia e ao desenvolvimento destes países. Longe de ser apenas oportunismo político, o que estas novas lideranças querem é corrigir os desvios causados por negócios fechados entre governos que ficaram lá atrás, felizmente no passado. Governos que tinham uma visão absolutamente distinta sobre a soberania e a importância da exploração de recursos naturais como meio de promover maior eqüidade e justiça social.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é nada contra o Brasil, e muito menos contra o presidente Lula. Trata-se apenas de eliminar as brechas que, no passado, permitiram a celebração de acordos extremamente nocivos aos interesses das nações mais pobres deste continente. E é por essas e outras que, a despeito do que dizem alguns por aí, existe, sim, uma verdadeira mudança na América do Sul. Uma nova tomada de postura.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Flora &amp; Donatela: uma alegoria]]></title>
<link>http://franc1968.wordpress.com/?p=210</link>
<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:52:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>franc1968</dc:creator>
<guid>http://franc1968.pt-br.wordpress.com/2008/09/23/210/</guid>
<description><![CDATA[ 



A guerrilheira Stella 
 
 

É uma leitura. E, como toda leitura, existe para ser contestada]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<div><strong><em></em></strong></div>
<div><strong><em></em></strong></div>
<p><strong><em><span style="color:#000080;"></p>
[caption id="attachment_211" align="aligncenter" width="320" caption="A guerrilheira Stella "]<a href="http://franc1968.wordpress.com/files/2008/09/dilma.jpg"><img class="size-full wp-image-211" title="dilma" src="http://franc1968.wordpress.com/files/2008/09/dilma.jpg" alt="A guerrilheira Stella " width="320" height="285" /></a>[/caption]
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">É uma leitura. E, como toda leitura, existe para ser contestada. Mas ela não nasceu por acaso.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">As telenovelas brasileiras são famosas por difundirem modismos e por refletirem temas candentes de nossa realidade. Algumas até acabam gerando pautas de discussão. Uma novela como “Escalada”, por exemplo, colocou na casa das pessoas a discussão sobre a legalização do divórcio, numa época em que isso era proibido. Muitos dizem que as novelas alienam as pessoas, mas, em uma análise mais profunda, podemos ver que elas nada mais são que reflexos do estado de espírito do brasileiro. Mais do que histórias água-com-açúcar e fantasiosas, as telenovelas mostram, muitas vezes sutilmente, uma leitura da situação do país. É o caso de grandes sucessos como “Saramandaia”, “O bem amado”, “Pecado capital”, “Vale tudo”, “Roque Santeiro”, “Gabriela”, “Pátria minha” etc.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">No caso de “A favorita”, novela de João Emanuel Carneiro, temos alguns personagens interessantes: Romildo Rosa, o epítome de um certo tipo de político brasileiro; Ariovaldo Copola, o velho comunista, pintado em cores ternas pelo autor; Orlandinho, um gay recém-assumido; Halley, um malandro de bom coração; Dodi, um malandro de má índole; Leonardo, um operário que bate na esposa; Maria do Céu, uma alpinista social; Cilene, uma cafetina; etc. São personagens que, de modo estereotipado, criam uma paisagem variada da sociedade brasileira. O autor se permite a algumas subversões: a família Rosa é formada por negros e é muito rica, por causa das falcatruas do seu patriarca; o operário Leonardo é um monstro insensível e sua violência não é justificada; as prostitutas da casa de Cilene são bem resolvidas e até felizes; a rica Donatela é a mocinha, enquanto que a “pobre” Flora é a grande vilã da trama, uma Hannibal Lecter de saias.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">É aqui que entra a minha teoria: na relação entre Flora e Donatela.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Na paleta do autor, o ódio de Flora por Donatela é justificado pelo fato de esta ser sempre “a favorita”. Donatela sempre superou Flora: em casa, era mais querida pelo pai de Flora; na dupla sertaneja, tinha mais carisma; no amor, ficou com o melhor partido, Marcelo Fontini; e, após a morte deste, cuidou da filha dele com Flora. Nos dias de hoje, Lara, a filha de Flora, ama Donatela como se ela fosse a sua mãe de verdade. Como se vê, um dramalhão que faz jus à música de abertura: um tango eletrônico do grupo Bajofondo. Mas uma outra leitura é possível.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">No início da novela, a maior parcela do público torcia por Flora. A sua versão dos fatos parecia mais verossímil. Seu ar sofrido, sua postura sempre tranqüila e seu modo de se portar contrastavam com Donatela, uma mulher rica, fútil e casada com um canalha, Dodi. Ao saber da libertação de sua inimiga, Donatela passou a vigiá-la, o que aumentou as suspeitas do público sobre a personalidade da ricaça. O autor, usando o recurso da elipse e se negando a mostrar os fatos passados, construiu um confronto no qual aparentemente havia uma oprimida e uma opressora. Com o tempo, o autor foi desmontando o que havia construído no começo: Donatela não era tão má assim; Flora não era tão honesta quanto parecia. Em pouco tempo, o público já não sabia para quem torcer.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Em um capítulo decisivo, o autor revelou os fatos: Flora é verdadeiramente uma assassina. E Donatela, vítima de uma armadilha, perdeu a sua liberdade. É precisamente nessa reviravolta que está a minha teoria. </span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Olhemos para a história recente do Brasil.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Durante anos vivemos sob a chamada “ditadura militar”. Em 1964, os militares tomaram o poder no Brasil. Os livros de história dizem que o governo militar instaurou um regime violento, marcado por perseguições, torturas e censura. Hoje se alardeia que alguns “heróis” lutaram em defesa da democracia. E alguns até pagaram com a vida por isso. Outros foram exilados. Alguns foram presos. Uns até mudaram de rosto e de identidade.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Os que sobreviveram aos “anos de chumbo” estão muito bem hoje; alguns até receberam gordas indenizações. Presidentes como Costa e Silva, Médici e Geisel são, em maior ou menor grau, demonizados nos dias de hoje. E isso é ensinado nas escolas, nas universidades e alardeado na voz dos artistas “engajados”.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Ao que parece, os “heróis” que resistiram à “ditadura militar” foram perseguidos injustamente. E o governo militar, como um monstro assassino, cometeu as piores atrocidades. Os “heróis” queriam a democracia. Os militares, o controle absoluto.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">O que os livros escondem, ou disfarçam, é que os “heróis” queriam implantar no Brasil um regime semelhante ao cubano, ou seja, o comunismo, sob cuja bandeira mais de cem milhões de pessoas foram mortas só no século XX. Algo como os gulags soviéticos, os paredóns cubanos e o grande salto chinês de Mao Tse-Tung seria implantado em nosso país tropical, se os militares não tivessem agido naquele aziago ano de 1964. Esconde-se também que, na luta pela defesa desses ideais, os “heróis” recorriam a métodos violentos: seqüestros, assaltos, atentados a bomba, assassinatos. Em suas ações, muitos civis terminavam feridos ou mortos. O atentado do aeroporto de Guararapes, no Recife, em 1966 e o ataque ao quartel-general do II Exército em São Paulo, em junho de 1969, são fatos incontestáveis: os “heróis” estavam dispostos a matar. Como um governo reage a uma ação terrorista? Com repressão, é lógico. E cumpre dizer que boa parte desses “mocinhos” recebeu treinamento em Cuba, e eles conheciam táticas de guerrilhas, sabiam manusear e fabricar armas e explosivos, entre outras coisas. Em termos menos gentis, eram terroristas.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Alguém pode afirmar que a reação militar foi desproporcional; mas, se o rato sabe de sua fraqueza, por que ousa desafiar o leão? O governo militar reagiu à agressão dos terroristas.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Hoje os terroristas de ontem estão no poder. E os militares da época são pintados como seres insensíveis e assassinos. Naqueles terroristas eu vejo a Flora, interpretada por Patrícia Pillar.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Assim como Flora, os terroristas de ontem distorcem a história, de modo a extrair uma realidade que lhes seja mais palatável. Para isso, suprimem fatos, mudam as palavras e transformam em vilão quem os combateu. Consideram-se inocentes e vítimas. E colocam a sua dor como merecedora de toda a compaixão do mundo. Em outros termos, sofrem de um tanto de sociopatia, são ególatras, e parecem não ter consciência moral.</span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Os militares, que salvaram o país de um mal maior, agora são obrigados a ficar escondidos em suas casernas. Como Donatela, têm de ficar pelos cantos, fingindo-se de mortos. </span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><strong><em><span style="color:#000080;">Em algum momento, torcemos por Flora, pois não sabíamos da inteireza dos fatos. Do mesmo modo, aprendemos por intermédio de uns “iluminados” que o regime militar foi uma ditadura, e que os terroristas nada mais eram que guerreiros da liberdade. É fato que, entre eles, houve muita bucha de canhão, muitos inocentes que abraçaram sem conhecer a fundo um ideal criminoso. Mas isso não retira o sangue de suas mãos. </span></em></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000080;"><strong><em>Não podemos persistir no erro. Sabemos quem são os que desprezam a vida, os que mentem. É hora de empurrá-los para o gulag do esquecimento.</em></strong> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Congresso da UNE em Ibiúna]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=678</link>
<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 02:14:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>antoniomorales</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/09/17/o-congresso-da-une-em-ibiuna/</guid>
<description><![CDATA[
por Nelson Piletti
Meados de outubro de 1968. Apesar de proibida de funcionar pela ditadura militar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://josekuller.files.wordpress.com/2008/09/ibiuna1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-680" title="ibiuna1" src="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/09/ibiuna1.jpg" alt="" /></a></p>
<p>por Nelson Piletti</p>
<p>Meados de outubro de 1968. Apesar de proibida de funcionar pela ditadura militar, que mandara incendiar sua sede no Rio de Janeiro, logo após o golpe de 1º. de abril de 1964, a União Nacional dos Estudantes(UNE) realiza o XXX Congresso num sítio do Bairro dos Alves, a uns vinte quilômetros do centro de Ibiúna pela estrada de São Sebastião.</p>
<p>O local é de difícil acesso. Juntamente com dois colegas, representando os universitários de Caxias do Sul, cheguei em São Paulo na manhã de terça-feira, viajei para o encontro marcado numa praça de Sorocaba, voltei para São Paulo, instalando-me num alojamento da USP, onde fiquei até a noite de quarta-feira, participando de reuniões e manifestações contra a ditadura, sob a constante ameaça da polícia e do exército, que depois acaba acontecendo.</p>
<p>Na noite de quarta-feira, assim como nas noites anteriores, carros particulares conduziam estudantes até uma certa altura da Rodovia Raposo Tavares.</p>
<p>De lá, na carroceria de caminhões, fomos até o Bairro dos Alves, percorrendo a pé os últimos quilômetros até o sítio do Congresso, onde chegamos na quinta pela manhã.</p>
<p>As instalações eram extremamente precárias: um acampamento de lona para as assembléias, um galpão onde uns poucos podiam dormir em sistema de revezamento – a maioria dormia no local das assembléias onde não se podia entrar sem tirar os calçados, já que chovia muito, o barro era abundante e o chão também havia sido revestido com lona – um chiqueirão desativado que servia de cozinha.</p>
<p>E lá estávamos cerca de mil estudantes de todo o Brasil – algumas delegações, duas ou três, nem conseguiram chegar – sem a mínima infra-estrutura de alimentação, alojamento, higiene.</p>
<p>No sábado, finalmente, após um difícil e prolongado processo de credenciamento, o Congresso teria início. Mas, quando acordamos, por volta das sete horas, vimo-nos cercados por mais de 250 policiais fortemente armados, dando tiros para o alto.</p>
<p>Todos presos, cada um procurando seus calçados num enorme monte – a maioria vestindo o que dava certo nos pés – colocados em fila indiana, marchamos até os ônibus e caminhões da polícia na estrada de São Sebastião, formando um comboio que nos levaria até o presídio Tiradentes no centro de São Paulo, que posteriormente foi demolido.</p>
<p>Em cada centro populacional – Ibiúna, Vargem Grande, Cotia – os veículos circulavam pelo centro para que a população visse os “facínoras” subversivos aprisionados no que foi considerada uma grande vitória do governo militar.</p>
<p>No presídio Tiradentes, onde chegamos por volta das sete da tarde, fiquei instalado numa cela de aproximadamente 3x6 metros com mais de 66 colegas. Num canto, uma torneira e um buraco no chão para as necessidades.</p>
<p>Para comer a gororoba servida num grande panelão, muitos usavam a carteirinha de estudante, outros o cabo da escova de dentes, previamente aquecido e amassado, outros, ainda, simplesmente as mãos.</p>
<p>Após uma semana de interrogatórios, a maioria dos estudantes foram levados presos para seus Estados, algumas delegações foram liberadas em São Paulo mesmo e cerca de 70, considerados os líderes, permaneceram presos.</p>
<p>Entre esses estava José Dirceu, então presidente da União Estadual dos Estudantes(UEE) de São Paulo e organizador do Congresso que, posteriormente seria banido do Brasil em troca da libertação do embaixador dos EUA, seqüestrado com o objetivo de obter a soltura de presos políticos. Hoje, muitos participantes do Congresso de Ibiúna ocupam posições de destaque na política, na economia, na cultura do país. Vinte anos depois, em 1988, eu próprio fui candidato a prefeito de Ibiúna.</p>
<p>O que significa, entre outras coisas, que o mundo gira, a história é dinâmica. Com o tempo as posições podem se inverter. Nas palavras de Harold Pinter, Nobel de Literatura de 2005, “nada é absolutamente falso nem absolutamente verdadeiro”.</p>
<p>Só para citar um de nossos maiores escritores, Guimarães Rosa, “natureza da gente não cabe em nenhuma certeza. (...) Esta vida está cheia de ocultos caminhos”.</p>
<p><em>Originalmente publicado no jornal A VOZ DE IBIÚNA</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SERGIO SANTEIRO]]></title>
<link>http://homoluddens.wordpress.com/?p=103</link>
<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 01:40:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>homoluddens</dc:creator>
<guid>http://homoluddens.pt-br.wordpress.com/2008/09/18/sergio-santeiro/</guid>
<description><![CDATA[
PRIMEIROS CANTOS, de Sergio Santeiro (1977).
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/K0sVrNdRMQI'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/K0sVrNdRMQI&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><strong><span style="color:#800000;">PRIMEIROS CANTOS</span>,</strong> de Sergio Santeiro (1977).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[super hiper mega aula]]></title>
<link>http://propart.wordpress.com/?p=16</link>
<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 15:52:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Penkala</dc:creator>
<guid>http://propart.pt-br.wordpress.com/2008/09/17/super-hiper-mega-aula/</guid>
<description><![CDATA[E então tem um aulão no dia 4 de outubro próximo, num sábado. O aulão vai das 8h até as 13h. O]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>E então tem um aulão no dia 4 de outubro próximo, num sábado. O aulão vai das 8h até as 13h. O objetivo é reunir todo mundo pra que todos se conheçam e desenvolvam atividades bacanas. No aulão deste ano os alunos vão desenvolver, com orientação dos professores, atividades usando a linguagem audiovisual. A idéia é que o encontro resulte em vídeos de curta duração que abordem as mudanças no comportamento, na cultura, na economia, nas relações sociais e nas políticas nos últimos 40 anos, tanto no Brasil quanto no mundo.</p>
<p>Os vídeos serão exibidos na Mostra    	   	<strong>1968-2008: Da Resistência à Globalização</strong>, que acontece de 13 de outubro até 12 de dezembro no curso de Publicidade e Propaganda da FACEBG. A Mostra pretende dar conta de um tema que ainda não se esgotou na cultura, que é o ano de 1968. Vocês sabem por que o ano significa tanto na história do século XX? O que aconteceu em 1968? Zuenir Ventura, autor brasileiro, escreveu 1968 - O ano que não terminou enfocando o ano aqui no Brasil, mas o mundo viveu esse ano com bastante intensidade também. Nos EUA, por exemplo, se vivia uma guerra. Nós, aqui no Brasil, vivíamos também uma guerra: uma luta de resistência à opressão da Ditadura Militar, que apertou sua corda opressora contra a expressão e contra a liberdade política neste ano, quatro após o Golpe.</p>
<p>Convoco vocês a pensarem sobre 1968, sobre os 40 anos entre 68 e 2008, e a irem pro aulão dia 4 de outubro munidos de idéias pra que a gente possa fazer um vídeo bem bacana pra Mostra!</p>
<p>Entendam um pouco sobre o ano de 1968 no mundo:</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>Ano Internacional dos Direitos Humanos, pela ONU.</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>JANEIRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">5 de Janeiro - Início da Primavera de Praga, marcada pela vitória nas eleições do ministro Alexander Dubček, que questiona a Cortina de Ferro.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">30 de janeiro - Vietcongues lançam a "Ofensiva Tet" contra os americanos durante o ano-novo vietnamita (o ano lunar chinês).</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">31 de Janeiro - Vietcongs atacam a embaixada americana em Saigon.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>FEVEREIRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">5 de fevereiro - Universidades são ocupadas por estudantes na Espanha e na Itália, e na Alemanha, um consulado americano.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">18 de fevereiro - Em Berlim, grande manifestação estudantil contra a guerra do Vietnã, liderada por Rudi Dutschke.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>MARÇO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">7 de Março - Guerra do Vietnã: Primeira batalha em Saigon começa.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">16 de Março - Matança de My Lai: Guerra do Vietnã: Tropas americanas matam vários civis.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">27 de Março - Morre o astronauta russo Yuri Gagarin.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">28 de Março – Brasil: Ditadura Militar: O estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de 16 anos, é morto pela polícia no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, Brasil. Secundarista e pobre, Edson estava almoçando no restaurante quando foi mortalmente baleado. Ao contrário do que o governo publicou na época, Edson não era líder estudantil nem participava de confrontos armados. [A morte de Edson Luís virou um marco na luta estudantil contra a ditadura. Seu enterro foi histórico, unindo centenas de pessoas em protesto, repúdio e luto]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://josekuller.files.wordpress.com/2008/04/1998-009915_pop.jpg"><img class="alignnone" title="Edson Luis" src="http://josekuller.files.wordpress.com/2008/04/1998-009915_pop.jpg" alt="" width="500" height="350" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><em>(Edson Luís, metralhado no restaurante universitário</em>)</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/021edson%20luis.gif"><img class="alignnone" title="Velando Edson" src="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/021edson%20luis.gif" alt="" width="283" height="399" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">(<em>Velório de Edson</em>)</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2007/imagens/brasil28_5.jpg"><img class="alignnone" title="Enterro de um estudante pobre" src="http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2007/imagens/brasil28_5.jpg" alt="" width="600" height="312" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">(<em>Enterro de Edson Luís</em>)</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>ABRIL:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">4 de Abril</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- EUA: Martin Luther King é assassinado em Memphis, Tennessee [Luther King, ativista político e humanista, é o símbolo da luta contra a discriminação racial nos EUA]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://adwebfreak.files.wordpress.com/2006/11/martin-luther-king.jpg"><img class="alignnone" title="Martin Luther King" src="http://adwebfreak.files.wordpress.com/2006/11/martin-luther-king.jpg" alt="" width="389" height="336" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- Brasil: Falece o jornalista e empresário Assis Chateaubriand, dono da TV Tupi e do império dos Diários Associados.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">6 de abril - Lançamento do filme 2001, Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">11 de Abril - O presidente americano, Lyndon Johnson, assina a lei sobre os direitos civis.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">20 de Abril - Pierre Elliott Trudeau torna-se primeiro-ministro do Canadá.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">23 de Abril - Em Paris, França, é feito o primeiro transplante do coração na Europa.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">23 a 30 de Abril - Guerra do Vietnã: Estudantes americanos fazem protestos contra a guerra, na Universidade de Columbia, em Nova York.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>MAIO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">2 de Maio – França: Inicio do "Maio de 1968". Estudantes se manifestam contra o "status quo". Barricadas são levantadas nas ruas e ocorrem confrontos com a polícia.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://br.geocities.com/vestihistoria/Franca_1968.jpg"><img class="alignnone" title="Maio de 1968" src="http://br.geocities.com/vestihistoria/Franca_1968.jpg" alt="" width="363" height="470" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">3 de Maio A Universidade de Paris (Sorbonne) é fechada pelas autoridades. A UNEF (Union nationale des étudiants de France) organiza passeatas que são dissolvidas com violência cada vez maior pela polícia.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://i305.photobucket.com/albums/nn204/mickaell6/maio_68_Paris.jpg"><img class="alignnone" title="Maio de 68" src="http://i305.photobucket.com/albums/nn204/mickaell6/maio_68_Paris.jpg" alt="" width="428" height="310" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">10 de Maio A "noite das barricadas". Os estudantes ganham as simpatias de bancários, comerciantes, funcionários públicos, jornaleiros, professores e sindicalistas que aderem à causa estudantil. O protesto estudantil contra o autoritarismo e anacronismo das academias, com a adesão dos operários, transforma-se numa contestação política ao regime de Charles de Gaulle, então presidente francês.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">26 de Maio - O médico Euryclides de Jesus Zerbini realiza em João Boiadeiro o primeiro transplante cardíaco do Brasil.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>JUNHO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">5 de Junho – EUA: Robert Kennedy é atingido por tiros no Hotel Ambassador em Los Angeles, na Califórnia, vindo a morrer. [5 anos antes seu irmão John, então presidente norte-americano, havia sido baleado e morrido durante um desfile em carro aberto, em Dallas.]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">25 de Julho - O Papa Paulo VI publica a encíclica Humanae Vitae, que condena o uso de anticoncepcionais.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">26 de Junho - É realizada, na Av. Rio Branco, centro do Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil. Maior manifestação civil contra a ditadura militar, antes da decretação do AI-5, com participação de intelectuais, artistas e ativistas políticos. A "Marcha dos 100 Mil" representou o auge da resistência popular à ditadura e desfilou pelo centro do Rio praticamente sem nenhum incidente: o assassinato do estudante Edson Luís causou grande comoção social e, pela primeira vez - desde o golpe, os militares foram colocados na defensiva e aceitaram negociar uma pauta de reivindicações com os manifestantes. A marcha foi dedicada à memória do estudante Edson Luís, morto três meses antes.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://api.ning.com/files/ABQlwGvgX8JHxw-XNP-*Phxtgz1MjbY9iHRQrJnCkEtYbJ8CCFtuRUH97TCHsYnXEP7ZtCqz*apaXsY68dZWmCEGSj07McG6/movimento1968.jpg"><img class="alignnone" title="Passeata dos Cem Mil" src="http://api.ning.com/files/ABQlwGvgX8JHxw-XNP-*Phxtgz1MjbY9iHRQrJnCkEtYbJ8CCFtuRUH97TCHsYnXEP7ZtCqz*apaXsY68dZWmCEGSj07McG6/movimento1968.jpg" alt="" width="550" height="421" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><em>(Passeata dos Cem Mil)</em></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>JULHO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">1 de Julho - 137 países assinam acordo de não proliferação nuclear.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>AGOSTO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">20 e 21 de Agosto - Fim da Primavera de Praga: Tropas soviéticas e outros países do Pacto de Varsóvia (excepto a Romênia) invadem a cidade de Praga, na Tchecoslováquia, reprimindo a população local que apoiava as reformas levadas a cabo pelo governo local.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">24 de Agosto - Grécia torna-se no primeiro Estado Associado da CEE.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>SETEMBRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">3 de Setembro - O jornalista e deputado federal Márcio Moreira Alves, do MDB carioca, faz discurso no congresso criticando a ditadura militar. Em dado momento, Márcio ironiza os militares, pedindo para as jovens moças evitarem dançar com cadetes. O discurso irrita os generais e Márcio é processado.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>OUTUBRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">2 de Outubro - Massacre de Tlateloco: massacre de estudantes na praça das Três Culturas: o exército mata 48 pessoas durante manifestação estudantil no México.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">2 e 3 de Outubro:</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- A rua Maria Antônia, na cidade brasileira de São Paulo, onde se situavam a Universidade Mackenzie e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo é palco do conflito que ficou conhecido como a "Batalha da Maria Antônia".</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- O general peruano Juan Velasco Alvarado dirige um golpe de estado, iniciando o regime militar que durou até 1980 no Peru.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">11 de Outubro - Lançada a Apollo 7, cuja missão foi a primeira televisionada.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">14 de Outubro - O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anuncia que enviará 24.000 soldados para a Guerra do Vietnã.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">15 de outubro- Prisão de líderes estudantis no 30º Congresso da UNE, realizado em Ibiúna (São Paulo - Brasil): mais de 700 delegados eleitos nas universidades foram presos pelas forças policiais. [Entre eles estava José Dirceu]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/Ibiuna_montagem_epoca.jpg"><img class="alignnone" title="Ibiúna" src="http://www.cecac.org.br/Imagens%20Utiliz%E1veis/Ibiuna_montagem_epoca.jpg" alt="" width="425" height="319" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">(<em>Prisões no Congresso em Ibiúna - páginas da imprensa na época</em>)</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">16 de outubro - John Carlos (à direita, na foto abaixo) e Tommie Smith erguem os punhos com luvas pretas no pódio dos 200 m do atletismo. O gesto é a saudação dos <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Panteras_Negras" target="_self">Panteras Negras</a></strong>, partido que lutava pelos direitos dos negros nos EUA, e foi feito pelos atletas em protesto contra o racismo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/CRsmithT3.jpg"><img class="alignnone" title="Olimpiadas de 1968" src="http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/CRsmithT3.jpg" alt="" width="357" height="514" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>DEZEMBRO:</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">13 de Dezembro - O Presidente Costa e Silva decreta o AI-5 - Ato Institucional número 5, dando início ao período mais fechado e violento da Ditadura Militar no Brasil iniciada em 31 de Março de 1964. O ato, que durou dez anos, foi motivado pela recusa do Congresso Nacional em condenar o deputado Márcio Moreira Alves pelo discurso de setembro, que afrontou a ditadura. [Foi o período negro de uma ditadura que só acabou em 1985]</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">[ * ] <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maio_de_1968" target="_blank">Mais sobre o MAIO DE 68 NA FRANÇA</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">[ ** ] <a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=563" target="_self">Saiba mais sobre o racismo nas Olimpíadas</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">[ *** ] <a href="http://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_10/rbcs10_02.htm" target="_self">Entenda mais sobre a censura na Ditadura Militar brasileira</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">[ **** ] <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_(pai)" target="_self">Saiba mais sobre Martin Luther King</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paulo Freire: Veja pisa na  bola de novo]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=657</link>
<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 22:49:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio Küller</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/09/14/paulo-freire-veja-pisa-na-bola-de-novo/</guid>
<description><![CDATA[ 
Em 1968, pela primeira vez, Paulo Freire e a Revista Veja se encontraram. A revista Veja foi cria]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left:60px;"> </p>
<p style="padding-left:60px;"><a href="http://www.uesb.br/ascom/noticias/imagens/Paulo%20Freire.jpg"><img class="alignleft" src="http://www.uesb.br/ascom/noticias/imagens/Paulo%20Freire.jpg" alt="" width="379" height="380" /></a><a href="http://social.chass.ncsu.edu/slatta/hi216/images/portraits/FREIRE.JPG"></a>Em 1968, pela primeira vez, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_freire"><strong><span style="color:#0000ff;">Paulo Freire</span></strong> </a>e a Revista Veja se encontraram. A revista Veja foi criada em 1968 e, de lá para cá, tem aprofundado a sua opção pelos mais ricos. Em 1968, Paulo Freire vivia, exilado, no Chile. Logo depois, foi obrigado a abandonar também o Chile, novamente fugindo de uma revolução de extrema direita. Por aí, já se percebe que o primeiro encontro histórico foi, ao mesmo tempo, o início do distanciamento.  </p>
<p style="padding-left:60px;">O período de residência no Chile e o ano de 1968 foram muito produtivos na vida de Freire. Reproduzimos, a seguir,  parte de sua biografia, publicada no site do <a href="http://www.paulofreire.org.br/asp/index.asp"><strong><span style="color:#0000ff;">Centro Paulo Freire</span></strong></a>:</p>
<p style="padding-left:90px;"><em>"No Chile escreveu seu primeiro livro publicado comercialmente: Educação como prática da liberdade, “uma revisão ampliada” de Educação e atualidade brasileira, a tese com que concorreu à cátedra de História e Filosofia da Educação, na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife. Os originais em português da, Pedagogia do Oprimido, foram igualmente escritos no Chile, entre 1967 e 1868 e seriam publicados pela primeira vez em 1970: em inglês, nos Estados Unidos da América (Pedagogy of the oppresed), Nova York, Herder and Herder, e em português, com importante prefácio de Ernani Maria Fiori, Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra (Cf. Gadotti, M., Organizador, 1996, p.262).</em></p>
<p style="padding-left:90px;"><em>No Chile, foram ainda escritos alguns dos livros de Paulo Freire: Educação e conscientização: extensionsimo rural (em colaboração com Ernani Maria Fiori, José Luiz Fiori e Raul Veloso Farias), CIDOC, Cuernavaca, México, 1968; Contibución al proceso de conscientización del hombre en América Latina, Montevidéu, 1968; Acción cultural para la lidertad, ICIRA, Santiago, 1968; Extensión o comunicación? La conscientización en el medio rural, ICIRA, Santiago, 1969 (Cf. Gadotti, M., Organizador, 1996, p.260-62). Esses livros davam forma a seu discurso no Recife, inclusive ao discurso-base do “método Paulo Freire” e anunciavam sua obra prima: a Pedagogia do Oprimido".</em></p>
<p style="padding-left:60px;">Recentemente, Paulo Freire e Veja voltaram a se encontrar. A iniciativa foi da revista que publicou um texto lamentável. Na edição de 20 de agosto de 2008, a revista Veja publicou a reportagem "O que estão ensinando a ele?" de autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira. No meio da matéria, encontra-se a seguinte "pérola":</p>
<p style="padding-left:90px;"><em>"Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado."</em></p>
<p style="padding-left:60px;"><a href="http://grandesnomeseducacao.files.wordpress.com/2008/02/74ilustres1.jpg"><img class="alignright" src="http://grandesnomeseducacao.files.wordpress.com/2008/02/74ilustres1.jpg" alt="" width="200" height="308" /></a></p>
<p style="padding-left:60px;">Como não podia deixar de ser, o texto provocou a reação de educadores brasileiros. Das reações, selecionamos a da educadora Ana Maria de Araújo Freire:</p>
<blockquote><p><em>"Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE -- e um dos maiores de toda a história da humanidade --, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.</em></p>
<p><em>Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.</em></p>
<p><em>A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.</em></p>
<p><em>Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do "filósofo" e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.</em></p>
<p><em>Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.</em></p>
<p><em><a href="http://grandesnomeseducacao.files.wordpress.com/2008/02/74ilustres1.jpg"></a><a href="http://www.efdeportes.com/efd73/freire02.jpg"><img class="alignleft" src="http://www.efdeportes.com/efd73/freire02.jpg" alt="" width="193" height="268" /></a>Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu "Norte" e "Bíblia", esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.</em></p>
<p><em>Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!</em></p>
<p>São Paulo, 11 de setembro de 2008<br />
Ana Maria Araújo Freire".</p>
<p style="padding-left:30px;"><strong>Observação final</strong> (minha)<strong>:</strong> A capa da edição de Pedagogia da Autonomia, que ilustra o texto, comemora 450.000 exemplares vendidos. <strong>Paulo Freire Vive!</strong></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Chega de educação progressista!]]></title>
<link>http://franc1968.wordpress.com/?p=195</link>
<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 16:36:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>franc1968</dc:creator>
<guid>http://franc1968.pt-br.wordpress.com/2008/09/12/chega-de-educacao-progressista/</guid>
<description><![CDATA[ 
O texto abaixo é de autoria do Eduardo Nunes, do blog Periscópio (http://operiscopio.wordpress.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://franc1968.wordpress.com/files/2008/09/tn.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-197" title="tn" src="http://franc1968.wordpress.com/files/2008/09/tn.jpg" alt="" width="372" height="402" /></a> </p>
<p style="text-align:center;">O texto abaixo é de autoria do Eduardo Nunes, do blog Periscópio (<a href="http://operiscopio.wordpress.com">http://operiscopio.wordpress.com</a>) e é uma paulada na moleira dos que acreditam na tal educação progressista. Deleite-se!</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Ontem, o C. Cardoso escreveu um </span><a class="wp-caption-dd" href="http://www.contraditorium.com/2008/09/08/nem-banana-is-my-business-anymore/" target="_blank"><span style="color:#ff0000;">post</span></a><span style="color:#000080;"> sobre a Educação, o Universo e Tudo Mais, destacando a pobreza do nosso ensino e, por extensão, a tosquice da nossa economia em relação a outros países.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Pouca gente sabe, mas o<strong> ensino no Brasil só é tão ruim porque é bom demais.</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Sim, você não sabia? Nós temos a melhor educação do mundo, segundo os <span style="text-decoration:line-through;">pedabobos</span> pedagogos e antropólogos <span style="text-decoration:line-through;">imbecis</span> nefelibatas que ditam os rumos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Todos lembram daquele padrão de escola tradicional: carteiras enfileiradas, alunos em silêncio e de cabeça baixa, todos vestidos em tons escuros, todos escrevendo, escrevendo, escrevendo. A professora, deus-nos-livre!<strong> Mulher implacável, juíza do bem e do mal, pronta para punir qualquer gaiato que pergunte</strong><strong> as horas ao colega ou que deixe de copiar para ler um romance de faroeste. </strong>Sentada na sua cadeira, ela fiscaliza tudo, espreitando por cima dos óculos. De repente, levanta e dispara a pergunta à queima-roupa: <strong>Joãozinho, quem descobriu o Brasil?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Num belo dia (ou em vários belos dias, pois falamos de várias pessoas em tempos diferentes), pensadores pensaram demais e concluíram que esse modelo de escola é prejudicial, pois limita, oprime, tolhe, molda, cerceia, escraviza, atrofia as pobres mentes das criancinhas. <strong>Repetir que “bê mais a é igual a bá” virou pecado dos gravíssimos</strong>. <strong><span style="color:#ff0000;">Falar de coisas de fora do contexto imediato do aluno tornou-se delito passível de pena de morte.</span><span style="color:#808000;"> Decorar regras de gramática, a tabuada y otras cositas passou a ser considerado crime contra a humanidade.</span></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">No Brasil, muita gente entrou em polvorosa com essas teorias. <strong>Estava aí a saída!</strong> E tivemos um agravante bastante… grave: o país era regido por uma ditadura militar de direita, que coordenava a rede de ensino. <strong>Logo, a educação tradicional passou a ser identificada como instrumento de doutrinação do regime</strong> (e realmente era, até certo ponto). Logo, ser contra a ditadura significava ser contra o bê-a-bá, contra decorar a tabuada, contra fazer ditados e sabatinas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Findo o regime militar, tratou-se de implodir o modelo vigente de ensino. Era cool ser progressista, ser construtivista, ser interacionista, ser freireano, ser piagetano, etc. O importante era que a escola fosse prazerosa e que se aprendesse “CONSTRUINDO O CONHECIMENTO”. <strong>Punir a indisciplina dos alunos foi confundido com autoritarismo de direita.</strong> Reprovar os que não aprendem foi confundido com autoritarismo de direita. <strong><span style="color:#ff0000;">E</span><span style="color:#ff0000;">screver as notas abaixo da média com caneta vermelha também não pode, pois traumatiza os coitadinhos, além de ser autoritarismo de direita.</span></strong> Mandar decorar as capitais dos Estados do Brasil, adivinhe: é autoritarismo de direita. </span><strong><span style="color:#000080;">Cantar o Hino Nacional, então, é o mais terrível exemplo de autoritarismo de direita! É coisa de milico! <span style="color:#ff0000;">“Tradicional” virou xingamento, tornou-se sinônimo de “Fascista”</span><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Temos, desde então, a melhor educação do mundo inteiro. Sim, do mundo inteirinho. Nossos métodos são inovadores e sintonizados com a vanguarda do pensamento pedagógico. Nossos alunos não podem mais ser punidos, pois temos a legislação “mais moderna do mundo” para a área. <strong>Privilegiamos a riqueza da experiência dos educandos, a construção pessoal e prazerosa do conhecimento, e nossos alunos nunca estiveram tão mal.</strong> Nunca, em toda a História.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Quem é professor sabe: a maioria dos estudantes brasileiros sai da 8ª série sem capacidade para resolver um problema matemático de 4ª série ou para entender um texto infantil. <strong>Eles não ficam mais lendo romances de faroeste na sala de aula, porque simplesmente não lêem mais nada.</strong> Escrever, então, nem pensar. Eles cometem tantos erros de ortografia e concordância, são tão incapazes de se expressar por escrito, que poderiam ser considerados analfabetos no sentido clássico, e não “analfabetos funcionais, como reza a atual nomenclatura. <strong>É duro admitir, mas foi nisso que a Educação Progressista nos transformou: num país de analfabetos.</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Ao mesmo tempo, citam-se os exemplos de países que vão bem na educação, como a Finlândia, a Coréia do Sul, o Japão. Entrem numa sala de aula desses países e vejam se lá essas teorias <span style="text-decoration:line-through;">de merda</span> libertadoras têm vez. E não adianta dizer que a educação de lá é melhor por causa do dinheiro e da tecnologia. <span style="color:#ff0000;">A educação dos países de ponta é melhor porque lá se sabe que</span></span><strong><span style="color:#000080;"> só aprende quem estuda. Lá a educação é voltada para RESULTADOS, pois SÓ OS RESULTADOS LIBERTAM. Eu disse: SÓ OS RESULTADOS LIBERTAM.<br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">Vivemos aqui também um boom tecnológico. A tal inclusão digital já chegou nas periferias. Quase todos os meus alunos pobres usam computador, seja em casa ou nas lan houses. Mas usam apenas para acessar o Orkut (onde escrevem coisas como “<span><strong><span style="color:#800080;">eu é minha amiga adoro ela nós samos show</span></strong>” e o MSN (onde usam nicks como “<strong><span style="color:#008000;">ale to na pista pra negosio</span></strong>“). Não nos falta tecnologia. Falta rumo.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000080;">O futuro da Educação está numa volta ao passado. Não para andarmos pra trás, mas para voltarmos a fazer coisas que antes davam certo, adaptando-as ao invés de implodi-las. <strong>Comparem um aluno de 4ª série dos anos 50 com um aluno de 8ª série de hoje e veremos qual é o modelo que realmente funciona</strong>.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mídia gorda e "terroristas" brasileiros]]></title>
<link>http://rafaelfortes.wordpress.com/?p=663</link>
<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 22:10:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Fortes</dc:creator>
<guid>http://rafaelfortes.pt-br.wordpress.com/2008/09/07/midia-gorda-e-terroristas-brasileiros/</guid>
<description><![CDATA[O editorial &#8220;Um fantasma ronda a caserna&#8220;, do Brasil de Fato, traz algumas consideraçõ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O editorial "<a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/um-fantasma-ronda-a-caserna" target="_blank">Um fantasma ronda a caserna</a>", do <em>Brasil de Fato</em>, traz algumas considerações interessantes sobre o debate em relação à punição para os torturadores, incluindo uma avaliação do papel da mídia e uma alfinetada no <em>Observatório da Imprensa</em>:</p>
<p class="western">"<a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/um-fantasma-ronda-a-caserna" target="_blank">Os reunidos no Clube Militar são os mesmos que lutam pela criminalização dos movimentos populares. Os mesmos que, juntamente com o “alerta” que dão sobre a forte pre<span class="highlightedSearchTerm">se</span>nça <span class="highlightedSearchTerm">de</span> “ex-terroristas” no atual Governo, e sobre supostos contatos <span class="highlightedSearchTerm">de</span>ste com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), tentam criminalizar o próprio Governo. O objetivo é simples: pressioná-lo para barganhar novos cargos – como o fizeram (<span class="highlightedSearchTerm">se</span>mpre com o apoio da gran<span class="highlightedSearchTerm">de</span> mídia comercial) para <span class="highlightedSearchTerm">em</span>placar o <span class="highlightedSearchTerm">se</span>nhor Jobim na pasta da <span class="highlightedSearchTerm">De</span>fesa.</a></p>
<p class="western"><a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/um-fantasma-ronda-a-caserna" target="_blank">Aliás, qu<span class="highlightedSearchTerm">em</span> cunhou a expressão “terroristas” para <span class="highlightedSearchTerm">de</span>signar os que combateram com armas a ditadura, foi essa mesma mídia – no caso, o Jornal do Brasil. Lamentavelmente os jornalistas do Ob<span class="highlightedSearchTerm">se</span>rvatório da Imprensa <span class="highlightedSearchTerm">não</span><span class="highlightedSearchTerm">de</span>rão nos ajudar a investigar essa questão: <span class="highlightedSearchTerm">não</span> <span class="highlightedSearchTerm">se</span> <span class="highlightedSearchTerm">deve</span> <span class="highlightedSearchTerm">falar</span> <span class="highlightedSearchTerm">de</span> <span class="highlightedSearchTerm">corda</span> <span class="highlightedSearchTerm">em</span> <span class="highlightedSearchTerm">casa</span> <span class="highlightedSearchTerm">de</span> enforcado.</a>"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Era "Pasquim" é tema de documentário]]></title>
<link>http://siqueiraaudios.wordpress.com/?p=24</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 03:50:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>leonardosiqueira</dc:creator>
<guid>http://siqueiraaudios.pt-br.wordpress.com/2008/08/20/pasquim/</guid>
<description><![CDATA[Pasquim, do italiano &#8220;pasquino&#8221;, jornal ou panfleto difamador, foi um dos periódicos ma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pasquim, do italiano "pasquino", jornal ou panfleto difamador, foi um dos periódicos mais caricatos da imprensa brasileira. Surgiu na época da ditadura militar, em 1969, e inaugurou um estilo criativo e irreverente na comunicação brasileira. A princípio, o tablóide não tinha bandeira política e se opunha a todo tipo de censura. Por causa disso, <em>Pasquim</em> viu em pouco tempo sua liberdade ameaçada. Alguns de seus escritores foram presos, o que virou notícia em um dos jornais mais prestigiados do mundo, o <em>The New York Times</em>. O documentário reúne vários jornalistas que fizeram do "Pasquim" uma publicação inteligente e debochada.</p>
<p><a href="http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/TV/2004/08/tvcapasquim20040805-01-001-wm.100.wmv" target="_blank">Clique aqui</a> para assistir o documentário.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Votar Nulo?]]></title>
<link>http://caouivador.wordpress.com/?p=1171</link>
<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 01:28:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Cardia</dc:creator>
<guid>http://caouivador.pt-br.wordpress.com/2008/08/18/votar-nulo/</guid>
<description><![CDATA[O texto abaixo foi enviado por e-mail pelo meu pai, que relembrou o grande comício por eleições p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O texto abaixo foi enviado por e-mail pelo meu pai, que relembrou o grande comício por eleições presidenciais diretas em 1984 acontecido aqui em Porto Alegre, no dia 13 de abril daquele ano. Outra vez ele já havia me contado que eu até "aprendi a gritar": DILETAS JÁ!</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Li o post do Rodrigo no Cão e também fui no Blog do Hélio, levado pelo assunto "Anular o Voto".<br />
As motivações para anular o voto nos dias de hoje, tem muitas semelhanças com as dos anos 70.</p>
<p style="text-align:justify;">Lembro que até aconteceu uma campanha para votar em branco, parece que o líder da campanha era o Wilson Vargas...<br />
Mas, como se votava em cédulas, a canalhada da ditadura muitas vezes um X nos candidatos deles e até escrevia um número na cédula. Por isso eu achava que deveria ser anulada a cédula, colocando palavrões, xingamentos ou um simples X, bem grandão. Pois assim ela não poderia ser usada pelos "escrutinadores".</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o voto em branco e os anulados, afora mostrar o descontentamento e o protesto das pessoas, trouxe uma grande dor de cabeça para nós. Os "arenosos" passaram a eleger mais gente, pois a ala direitista não anulava o voto nem votava em branco. Faziam maiorias, sem precisar cassar os da oposição.<br />
E ainda escutávamos "o povo está avaliando bem a revolução, vejam as nossas bancadas...!"<br />
Passei a votar e tentar convencer aos que como eu anulavam o voto a repensar o assunto.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando das <strong>Diretas Já</strong>, em Porto Alegre, eu trabalhava na propaganda e marketing de uma empresa. Na véspera avisei ao patrão que no outro dia não trabalharia, por causa do comício. Se ele não gostasse, que me demitisse. Pois tinha que pintar uns cartazetes, buscar panfletos impressos no turno da madrugada em gráficas com impressores solidários (sem os patrões saberem, é claro) e tinha ficado de convencer muita gente a comparecer ao comício.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao meio-dia já estava a postos na frente da prefeitura, ainda tinha mais polícia que povo.<br />
Fiquei até o fim, logo depois da fonte Talavera, com um grupo de amigos e conhecidos. Tinha gente pra cacete. Dizem que uns 200 mil. Lembro que o Sérgio Maluco uma hora gritou " Cesar, afora tu tem mais comunas aqui perto?". Quando respondi tinham uns caras atrás de nós que começaram a tirar fotos e pelas roupas não eram fotógrafos da imprensa... Era uma senhora de cerca de 60 anos, vestida como se fosse para festa, que queria falar com alguém "comunista". Ela disse que havia prometido ao falecido pai que uma dia ia dar um abraço no Prestes, queria uma ajuda para chegar nele. Claro que não foi possível ela chegar ao Prestes mas acenava com um lenço vermelho para o palanque e chorava.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, vendo as fotos, a gente lembra de tudo mas elas não passam a emoção daquele momento.<br />
Depois do comício fui para casa a pé e não tinha mais voz. O Rodrigo achou graça da minha falta de voz e ria muito quando eu tentava explicar que tinha gritado tanto para que ele não tivesse que gritar quando crescesse: EU QUERO VOTAR!!!<br />
E continuo a querer, mesmo que seja apenas para ser CONTRA.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As revistas...]]></title>
<link>http://blogdoronaldo.wordpress.com/?p=2398</link>
<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 11:27:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>ronaldonezo</dc:creator>
<guid>http://blogdoronaldo.pt-br.wordpress.com/2008/08/18/as-revistas-4/</guid>
<description><![CDATA[Veja: - O ensino do Brasil é ótimo. Esta é a frase estampada na capa da revista. A frase está es]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Veja:</strong> - O ensino do Brasil é ótimo. Esta é a frase estampada na capa da revista. A frase está escrita de forma incorreta com o objetivo de chamar a atenção do leitor para a qualidade do ensino no Brasil. A Veja aponta que os estudantes brasileiros são os piores nos rankings internacionais, mas mais de 90% dos pais e professores aprovam as escolas. A reportagem revela a grande contradição: nove de cada dez professores acham que estão muito bem preparados para dar aulas, mas o sistema de educação do país é medíocre. Ainda na Veja uma matéria sobre César Cielo, o primeiro nadador de ouro no Brasil. </p>
<p><strong>Época:</strong> - Super Phelps. A Época traz uma grande reportagem sobre Michael Phelps. A revista relaciona o que o talento, a determinação e as conquistas do maior atleta olímpico de todos os tempos ensinam sobre os limites do ser humano. Ainda na Época, Guerra na Geórgia: o risco das pretensões imperiais da Rússia; e o dia-a-dia numa enfermaria que dá conforto e respeito aos doentes terminais. E, você sabe de onde vem sua picanha? Uma reportagem revela como os bois criados em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia vão parar na mesa do consumidor. E por que os frigoríficos não conseguem controlar seus fornecedores.</p>
<p><strong>Isto É:</strong> - Michael Phelps, como ele virou um super-homem. A edição desta semana da Isto É também fala do sucesso do nadador americano. A revista traz uma reportagem sobre Gilberto Carvalho, o braço direito do presidente Lula que agora vai ser investigado pelo Ministério Público. O chefe de gabinete da Presidência entrou na mira do Ministério Público Federal por suspeita de tráfico de influência. A Isto É apresenta como a neurolinguistica pode ajudar as pessoas a se comunicarem melhor.<br />
<strong><br />
Carta Capital:</strong> - Tortura, tema proibido? A Carta Capital desta semana trata da tortura durante o regime militar. A edição desta semana revela que, apesar das pressões, o debate sobre a punição a crimes da ditadura prossegue. Ainda na edição, o depoimento de Dantas na CPI e o peso da compra da Varig na condução da Gol.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Traduzindo Gilberto Gil - II]]></title>
<link>http://tempoesia.wordpress.com/?p=191</link>
<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 19:51:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Raquel Carvalho</dc:creator>
<guid>http://tempoesia.pt-br.wordpress.com/2008/08/17/traduzindo-gilberto-gil-ii/</guid>
<description><![CDATA[

Gilberto Gil
 

Refazenda
Esta composição de Gil data de 1975 e faz muita gente pensar que fo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
[caption id="attachment_192" align="alignnone" width="300" caption="Gilberto Gil"]<a href="http://tempoesia.files.wordpress.com/2008/08/refazenda.jpg"><img class="size-medium wp-image-192" src="http://tempoesia.wordpress.com/files/2008/08/refazenda.jpg?w=300" alt="Gilberto Gil" width="300" height="299" /></a>[/caption]
<p> </p>
<p></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Refazenda</strong></p>
<p>Esta composição de Gil data de 1975 e faz muita gente pensar que foi criada pra enviar mensagens subliminares sobre a ditadura militar, por causa do abacateiro (cor verde oliva, a mesma cor do Exército Brasileiro) e do trecho "acataremos teu ato" , que parece uma referência à obediência obrigatóra e incondicional às forças do Estado ditatorial, exigidas na forma dos Atos Institucionais, entre outras informações "suspeitas" embutidas no texto da música.</p>
<p>O interessante é que o próprio Gil fala desta noção que sempre fica, e diz que isso nem lhe passou pela cabeça no momento de criação desta famosa canção. Sua idéia para Refazenda é justamente a de uma recriação natural, da volta à natureza (nós também somos do mato) e do aprendizado de seu tempo, porque temos que saber esperar o tempo certo das coisas, as frutas são temporãs, não nascem no momento que queremos, mas no tempo da natureza.</p>
<p>Guariroba é o nome da fazenda em que Gil sonhava criar uma comunidade alternativa, totalmente voltada pro ritmo da natureza, mas que não deu certo, então a fazenda foi vendida.</p>
<p>Gil ainda comparou sua temporada na pasta da Cultura com esta música, quando citou para os jornalistas, em entrevista coletiva, na ocasião de sua despedida do cargo:</p>
<p>“Acho que 'Refazenda' tem tudo a ver com esse momento. É Refazenda, que por acaso em algum momento se refere ao Planalto Central, às pragas planaltinas. Esse governo significa uma refazenda extraordinária para o país. O presidente me relatava há pouco o avanço da agricultura familiar com os biocombustíveis. Eu a cederia como jingle. Amanhecerá tomate e anoitecerá mamão."</p>
<p>Com esta frase ele encerrou sua participação no Ministério da Cultura, insinuando que as mudanças no governo Lula têm sido e ainda serão muito significativas para o país.</p>
<p>__________________________________________________________________________________________</p>
<p>Abacateiro<br />
Acataremos teu ato<br />
Nós também somos do mato<br />
Como o pato e o leão<br />
Aguardaremos<br />
Brincaremos no regato<br />
Até que nos tragam frutos<br />
Teu amor, teu coração</p>
<p>Abacateiro<br />
Teu recolhimento é justamente<br />
O significado<br />
Da palavra temporão<br />
Enquanto o tempo<br />
Não trouxer teu abacate<br />
Amanhecerá tomate<br />
E anoitecerá mamão</p>
<p>Abacateiro<br />
Sabes ao que estou me referindo<br />
Porque todo tamarindo tem<br />
O seu agosto azedo<br />
Cedo, antes que o janeiro<br />
Doce manga venha ser também</p>
<p>Abacateiro<br />
Serás meu parceiro solitário<br />
Nesse itinerário<br />
Da leveza pelo ar<br />
Abacateiro<br />
Saiba que na refazenda<br />
Tu me ensina a fazer renda<br />
Que eu te ensino a namorar</p>
<p>Refazendo tudo<br />
Refazenda<br />
Refazenda toda<br />
Guariroba</p>
<p>_________________________________________________________________________________________</p>
<p>Amostra grátis:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/mUliwjOoN-8'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/mUliwjOoN-8&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Releitura, com Greice Ive (linda versão):</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/tLNQloAXENg'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/tLNQloAXENg&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
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<title><![CDATA[Voto nulo: vale ou não a pena?]]></title>
<link>http://caouivador.wordpress.com/?p=1156</link>
<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 14:21:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Cardia</dc:creator>
<guid>http://caouivador.pt-br.wordpress.com/2008/08/16/voto-nulo-vale-ou-nao-a-pena/</guid>
<description><![CDATA[Há uns tempos atrás, em comentário ao blog do Hélio Paz, admiti a possibilidade de votar nulo no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Há uns tempos atrás, em comentário ao blog do Hélio Paz, admiti a possibilidade de votar nulo no dia 5 de outubro. Tal comentário foi lembrado pelo Hélio <a href="http://heliopaz.wordpress.com/2008/08/14/em-porto-alegre-a-esquerda-precisa-votar-nulo/" target="_blank">em seu último artigo</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">O voto nulo é um voto de protesto, assim como o branco. Significa "não aprovo nenhuma das alternativas oferecidas". É um protesto contra o próprio processo eleitoral.</p>
<p style="text-align:justify;">Porém, infelizmente, ele não vale nada. Até uns tempos atrás o voto em branco era válido, e o nulo não. Agora, ambos não são levados em conta na definição da eleição. Ao contrário do que muitos pensam, infelizmente, mais de 50% de votos nulos não anulam uma eleição. Se todos os porto-alegrenses anularem o voto, menos um, o voto do único que não anulou é que decidirá a eleição. Estúpido, mas real.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, sinto muita vontade de anular meu voto, mas não anularei. Pelo menos no 1º turno. Pois dependendo de quem for para o 2º turno, votar num ou noutro não fará a mínima diferença, e aí o voto nulo será uma realidade para mim.</p>
<p style="text-align:justify;">----------</p>
<p style="text-align:justify;">Uma pequena e surreal história. Durante a ditadura militar, quando votos não-nulos eram anulados pelo sistema - parlamentares tinham seus mandatos cassados por qualquer motivo, o que na prática significava a anulação dos votos que ele recebera - o meu pai decidiu se antecipar à ditadura: ao invés de deixá-la anular seu voto, decidiu ele mesmo anular, algo que hoje ele não faz de jeito nenhum.</p>
<p style="text-align:justify;">As eleições eram apenas parlamentares, então era preciso escrever o nome ou o número do candidato na cédula. Como o meu pai havia decidido anular, simplesmente marcou um grande "x" na cédula. Quando foi depositá-la na urna, os fiscais não permitiram, pois ele "não havia demorado tempo suficiente para votar". Obrigaram ele a voltar à cabina de votação, para "demorar o tempo suficiente". E novamente disseram que ele "votou rápido demais"...</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, no fim, ele conseguiu votar. Nulo.</p>
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