<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>diarios-de-viagem &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/diarios-de-viagem/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "diarios-de-viagem"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 11:33:58 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Diário do Rio (4)]]></title>
<link>http://joaoluizsampaio.wordpress.com/?p=25</link>
<pubDate>Sun, 18 May 2008 17:21:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaoluizsampaio</dc:creator>
<guid>http://joaoluizsampaio.pt-br.wordpress.com/2008/05/18/diario-do-rio-4/</guid>
<description><![CDATA[Ontem à noite estive no Municipal para assistir &#8220;Fidelio&#8221;, de Beethoven. Muito já se d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem à noite estive no Municipal para assistir "Fidelio", de Beethoven. Muito já se disse sobre como o compositor sentia-se desconfortável no universo operístico, o que levaria a um resultado desigual e meio desconjuntado em "Fidelio". Eu mesmo já repeti isso mas, ontem, fiquei menos com essa impressão. O que se deve talvez ao ritmo do espectáculo dirigido por Alberto Renault e regido por Roberto Minczuk. A concepção cênica é muito bonita, abstrata mas repleta de significados, com poucos, mas ricos, elementos, trabalhando com a oposição entre o preto e o vermelho. É inteligente, de bom gosto, e dá fluência à cena - o mesmo vale para a regência de Minczuk. O problema? As vozes. Não todas mas, infelizmente, as mais importantes. Janette Dornellas é uma Leonore/Fidelio apagada, os efeitos, quando a voz cai para o grave, são um pouco desagradáveis e problemas de emissão a tornam inaudível em momentos fundamentais da partitura (no que a orquestra colabora um pouco, é verdade). O Florestan de John Pierce, que foi Tristão na produção de 2003 do Municipal do Rio, sai-se melhor - o timbre escuro se presta bem à cena de abertura do segundo ato mas, no final, ele escorrega ao simular os delírios do personagem, com a voz escapando por tudo quanto é canto, diluindo os efeitos. Mas o elenco trouxe também boas surpresas - o jovem tenor paraense Attala Ayan (Jaquino) merece ter a trajetória acompanhada; Carol MacDavitt foi uma Marzelline encantadora; Sebastião Teixeira saiu-se bem como Pizarro; o grande destaque, cênica e vocalmente, foi o baixo argentino Hernan Iturralde como Rocco, uma voz que corre solta, agradável de ouvir, ao mesmo tempo em que recria a dureza do personagem.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Diário do Rio (3)...ou Katilene Batalha]]></title>
<link>http://joaoluizsampaio.wordpress.com/?p=24</link>
<pubDate>Sat, 17 May 2008 13:34:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaoluizsampaio</dc:creator>
<guid>http://joaoluizsampaio.pt-br.wordpress.com/2008/05/17/diario-do-rio-3ou-katilene-batalha/</guid>
<description><![CDATA[O apelido acima foi dado pela equipe da Sinfônica Brasileira à soprano Kathleen Battle, conhecida ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O apelido acima foi dado pela equipe da Sinfônica Brasileira à soprano Kathleen Battle, conhecida pelo temperamento difícil. Comigo, ela foi uma simpatia. A diva, no entanto, aparece nos entornos. Foram dias de negociação para acertar a entrevista - além das mudanças de horário, logo de cara precisei mandar uma série de matérias minhas para que ela avaliasse meu trabalho e decidisse se falaria ou não comigo. Não sei se o fato do pacote incluir entrevistas com amigas delas, como Jessye Norman, ajudou, mas, enfim, o fato é que ontem ela mandou avisar que eu havia passado no teste. Foi marcada então uma conversa para hoje de manhã. Estamos os dois no Rio, mas ela preferiu fazer a entrevista por telefone. Dez minutos, pontualmente às dez da manhã. Se contarmos os intervalos para ela beber água, vai, oito minutos de bate-papo. Pois bem, o que se pergunta em oito minutos de entrevista, já de antemão sabendo que ela não responde questões sobre o "suposto" temperamento difícil ou o veto a seu nome em teatros como o Metropolitan? O repórter sai pela tangente, pergunta sobre o mundo da ópera, a exigência dos contratos, etc; e ela também adota a "saída pela direita", diz que "é difícil, mas é preciso encontrar sempre tempo para voltar aos estudos, etc". Bom, falamos também da diversidade de repertório na era da especialização, nos equívocos que ela vê na formação dos cantores líricos, na tradição de intérpretes dos spirituals, na mistura de influências e como é desafio do cantor reuni-las por meio do filtro de sua própria voz e musicalidade. Vou deixar os detalhes para a matéria do "Caderno 2", que deve ser publicada no começo da semana. Hoje à noite tem "Fidelio".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Diário do Rio (2)]]></title>
<link>http://joaoluizsampaio.wordpress.com/?p=23</link>
<pubDate>Sat, 17 May 2008 03:07:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaoluizsampaio</dc:creator>
<guid>http://joaoluizsampaio.pt-br.wordpress.com/2008/05/17/diario-do-rio-2/</guid>
<description><![CDATA[A soprano norte-americana Kathlenn Battle apresentou-se hoje à noite no Municipal com  Orquestra]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A soprano norte-americana Kathlenn Battle apresentou-se hoje à noite no Municipal com  Orquestra Sinfônica Brasileira, regência de Roberto Minczuk. Na primeira parte, a sinfonia Londres, de Haydn. Na segunda, a diva. O repertório foi meio esquizofrênico. Começou com a ária "Una Voce Poco Fa", de "O Barbeiro de Sevilha" e seguiu com "O Mio Babbino Caro", de "Gianni Schicchi"; a orquestra tocou então "O Trenzinho do Caipira", de Villa, de quem Battle cantou em seguida a "Melodia Sentimental". Para completar, "Azulão", de Jayme Ovalle, uma canção de Granados e três spirituals. Como bis, mais "Azulão", com participação do Coro Infantil da UFRJ. Bom, e que tal foi? Concertos assim, com grandes artistas já longe de seu auge, colocam sempre, ao menos para mim, um desafio de julgamento. Pensando apenas na noite de hoje, deve-se dizer que a voz já perdeu volume, o fôlego já não é o mesmo, ela demonstra já não ter a agilidade vocal de antes e a voz descolore um pouco ao final das linhas de canto; nas árias de ópera, fica entre uma efusão exagerada de efeitos no Rossini e uma interpretação apática do Puccini; nas demais peças do repertório, a intenção se sobrepõe à técnica. A todo momento, no entanto, uma inflexão, uma construção, parecem trazer de volta ecos do timbre de outra época, da delicadeza, da clareza - e aí é como se o passado fosse um filtro pelo qual a música passa antes de chegar a nós no momento presente. Como ficamos, então? Se vocês tiverem a resposta, agradeço - não sei realmente como fugir ao "longe do auge, ainda guarda em alguns momentos aquilo que fez dela um grande expoente de sua geração". De qualquer forma, fiquei pensando em como a carreira de Battle teria se encaminhado se não houvesse sido interrompida pelo temperamento que a afastou dos principais palcos do mundo. Essa interrupção matou sua voz que, no entanto, segue viva como uma sombra, uma lembrança do que não foi (ou foi por pouco tempo). Saí do Municipal com um quê de melancolia. Será que há mesmo motivo para isso?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Diário do Rio (1)]]></title>
<link>http://joaoluizsampaio.wordpress.com/?p=20</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 01:07:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>joaoluizsampaio</dc:creator>
<guid>http://joaoluizsampaio.pt-br.wordpress.com/2008/05/15/diario-do-rio-1/</guid>
<description><![CDATA[Começo meu diário do Rio ainda em São Paulo, na redação do jornal tentando adiantar ao máximo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Começo meu diário do Rio ainda em São Paulo, na redação do jornal tentando adiantar ao máximo as coisas antes de, amanhã, sair em viagem. Serão três dias de programação intensa - amanhã, tem a miss simpatia, Kathleen Battle (mais para frente, conto o drama da tentativa de entrevistá-la) com Sinfônica Brasileira; no sábado, a primeira ópera da gestão Carla Camurati/Roberto Minczuk no Municipal, "Fidelio", de Beethoven; e, no domingo, visita à exposição/instalação que faz retrospectiva da obra de Jocy de Oliveira, que estréia também sua nova ópera. O plano original incluía também a apresentação de "Um Castelo à Beira do Mar", parte do ciclo Richard Strauss da Sala Cecília Meireles. Infelizmente, os horários das apresentações bateram. Uma pena, de verdade. Bom, esses fins de semana musicais no Rio vira e mexe entram na minha agenda. Não dá, claro, para chegar a conclusões muito precisas sobre a vida musical da cidade a partir deles - mesmo que a gente acompanhe diversas apresentações, será sempre um recorte, que oferece possibilidade apenas para julgamentos pontuais. Mas, entre um concerto e outro, uma conversa e outra, vou mantendo vocês atualizados. No iPod, como trilha sonora, nada de Kathleen Battle, Beethoven ou Jocy de Oliveira mas, sim, canções de Schubert com Fischer-Dieskau, Christian Gerhaher e, em dois registros preciosos, Schumann com Aksel Schiotz, Charles Panzéra e... Alfred Cortot (isso mesmo, a lenda do piano, mestre de grandes mestres, gravou o Dichterliebe nos anos 30 e havia perdido por aí o registro). O pacote foi um presente inesperado que recebi hoje pela manhã do Isaac, de quem falei lá embaixo. Mas essa é uma outra história, que conto mais tarde. Agora, de volta ao trabalho.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Viajar a pé pela costa portuguesa, da Nazaré à Foz do Arelho, Agosto de 2007]]></title>
<link>http://dobrarfronteiras.wordpress.com/2007/12/02/nazare-foz-do-arelho-a-pe/</link>
<pubDate>Sun, 02 Dec 2007 11:13:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>David S R Santos</dc:creator>
<guid>http://dobrarfronteiras.pt-br.wordpress.com/2007/12/02/viajar-a-pe-pela-costa-portuguesa-da-nazare-a-foz-do-arelho-agosto-2007/</guid>
<description><![CDATA[Este verão, sem tempo nem dinheiro para grandes viagens decidi fazer algo diferente, conhecer um po]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Este verão, sem tempo nem dinheiro para grandes viagens decidi fazer algo diferente, conhecer um pouco mais do nosso Portugal, mais especificamente a costa entre a Nazaré e Peniche, a pé!</p>
<p align="justify">Já tinha pensado na aventura à um tempo, mas entretanto tinha ficado tudo em "águas de bacalhau", até que no dia 23 de Agosto (quinta-feira)  surgiu a oportunidade de a fazer no dia seguinte e fim de semana. Foi portanto tudo em cima do joelho: comprar comida para dois dias, meter tudo na mochila (incluído a tenda pois davam, chuva e trovoada para o Sábado), saber o horário do autocarro para a Nazaré e avisar a família, que estava de férias em Peniche para se prepararem para a minha chegada.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/12/sjorge.jpg" alt="Bilhete S. Jorge &#62; Nazare" /></p>
<p align="justify">Apanhei o primeiro autocarro para a Nazaré, em S. Jorge, mesmo ao pé de casa, às 07h48, 18 minutos atrasado. 2,88€ para chegar à Nazaré pelas 09h00, passando por Alcobaça.</p>
<p>Não perdi tempo com a Nazaré. Saí do autocarro, peguei a mochila e pus-me a andar, para o porto de abrigo, seguindo depois em direcção à praia do Salgado.  Depois do porto de abrigo comecei a encontrar uma placas que indicavam "<a title="Capela de S Gião na wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_S%C3%A3o_Gi%C3%A3o" target="_blank">Capela de S. Gião</a>", no mesmo sentido para que eu me dirigia. Fiquei surpreendido, não por desconhecer a existencia duma capela, mas por esta estar tão bem sinalizada; as placas de estilo citadino estavam colocadas ali, num caminho de terra batida, algumas literalmente no meio das dunas. Dois quilómetros depois encontrei a resposta para este enigma.</p>
<p align="justify">A <a title="Capela de S Gião na wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_S%C3%A3o_Gi%C3%A3o" target="_blank">capela</a>, classificada com visigótica, encontra-se ali junto ao mar, no meio duma quinta, mas com uma particularidade: está toda coberta, como que dentro de uma caixa de zinco que a proteje das intempéries, tanto que passa mesmo desprecebida. No momento em que lá passei o "caixote" estava fechado.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.monumenta.pt/img/foto_04.gif" alt="http://www.monumenta.pt/destaque_sgiao.htm" width="200" height="150" /> <img src="http://www.monumenta.pt/img/foto_01.gif" alt="http://www.monumenta.pt/destaque_sgiao.htm" width="200" height="150" /></p>
<p align="justify">A partir daqui segui sempre pelo areal até à praia do Salgado, com o mar à direita e a serra de Mangues à esquerda. Com a aproximação ao "centro" da praia, mas um pouco afastados dos olhares, encontram-se alguns nudistas. A praia é conhecida por isso... não vou comentar.</p>
<p align="center"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/11/salgado-beach.jpg" alt="Areal da Praia do Salgado, com Nazaré ao fundo" width="471" height="314" /></p>
<p align="center">Areal da Praia do Salgado, com Nazaré ao fundo (foto de <a href="http://www.panoramio.com/photo/2565860" target="_blank">alan1</a>)</p>
<p align="justify">No fim da praia, primeira grande subida. Começam-se a sentir os quilitos a mais da mochila! Para além disso o calor do meio dia também não ajuda muito. Os quilometros até São Martinho do Porto fazem-se por cima das falésias, em parte (ou totalmente, se tiver o mapa) acompanhando um percurso pedestre marcado que começa logo ao cimo da subida, à direita. Pelo caminho, uma assustadora passagem junto a falésias que estão para ruir, em que há fendas de 5 metros de largura, e muitos de profundidade mesmo ao nosso lado! Deve ser bonito ver aquilo cair. Pena não ter data marcada...</p>
<p align="justify">Quando cheguei a São Martinho do Porto era já hora de almoço. Antes de descer parei numa capela para descansar mais um pouco e contemplar a beleza da baía. Achei interessante o poema que da parte de fora estava escrito num azulejo:</p>
<p align="center">
<address>Do nicho d'esta capela<br />
</address>
<address>Que está em cima do monte</address>
<address>Para protejer todo o mar,</address>
<address>O santo fica a rezar</address>
<address>Se vê sumir-se uma vela</address>
<address>Na linha do horizonte</address>
<address> </address>
<address>E reza, reza... coitado</address>
<address>Porque em terra há mais d'uma,</address>
<address>Mais d'uma noiva, que o santo</address>
<address>Não quer que tenha por manto</address>
<address>Por alvo veo de noivado</address>
<address>Uma mortalha de espuma</address>
<p align="justify">Almocei junto à marina. Estava um vento infernal; desisti rapidamente da ideia de ir refrescar ao mar. Até estar no areal era doloroso com a areia a bater no corpo.</p>
<p align="justify">Contornei a baía de S. Martinho até Salir do Porto pelo passeio de madeira entre as dunas e o areal, o que facilita bastante a caminhada quando comparado com a areia.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.panoramio.com/photo/611995" target="_blank"><img src="http://static4.bareka.com/photos/medium/611995.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p align="center">Baía de S. Martinho (Foto de <a href="http://www.panoramio.com/photo/611995" target="_blank">Roelfchen</a>)</p>
<p align="justify">Não perdi muito tempo em Salir do Porto (a praia também nunca foi o meu forte...). Subi para a Serra do Bouro. Já previa que fosse um troço difícil, mas para além disso mostrou-se desinteressante. Na tentativa de andar o mais junto ao mar possível acabei por andar a subir e descer a serra acabando por vir ter quase ao mesmo sitio. Por fim desisti e segui pela estrada. Cheguei à Foz do Arelho eram 18:45.</p>
<p align="justify">
<p style="text-align:center;"><img src="http://static4.bareka.com/photos/medium/5119071/arelho.jpg" alt="" width="500" height="301" /></p>
<p style="text-align:center;">Foz do Arelho (foto de <a href="http://www.panoramio.com/user/374405">VitorM</a>)</p>
<p align="justify">Tinha esperança que com a maré baixa consegui-se passar a foz, mas pelo que me pareceu ao longe, com mochila seria um pouco difícil, uma vez que a maré não tinha descido assim tanto. Fui a um quiosque perguntar se haveria algum serviço de barcos para passar para o outro lado. A resposta foi não! No máximo poderia procurar no porto. O ultimo autocarro para sair da foz do Arelho era daí a 5 minutos, com destino às Caldas da Rainha.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">Decido não ir procurar barco, mas sim apanhar o autocarro. Na verdade estava um pouco frustrado depois do troço na serra do Bouro.</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/12/farelho.jpg" alt="Bilhete Foz do Arelho &#62; Caldas da Rainha" /></p>
<p align="justify">O autocarro ia só até às Caldas motorista informou-me que   com sorte talvês ainda lá conseguisse apanhar um outro para Peniche. E apanhei, ainda não sei bem como... Cruzámos-nos com ele e o motorista lé fez sinal ao outro para parar e fiz a troca!</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/12/crainha.jpg" alt="Bilhete Caldas da Rainha &#62; Peniche" /></p>
<p align="justify">Cheguei a Peniche ao anoitecer, com uma mochila super-carregada de mantimentos para três dias...</p>
<p align="justify">
<p style="text-align:center;"><img src="http://static3.bareka.com/photos/medium/1039922/forte-peniche.jpg" alt="" width="500" height="319" /></p>
<p align="justify">Se fosse hoje tinha feito algo diferente. Tinha apanhado logo autocarro em S. Martinho para Óbidos, fazia uma visita à maravilha durante a tarde, e depois seguia para Peniche. Bom, fica para a próxima!</p>
<p align="justify">Não levei máquina fotográfica. Quem quiser ver fotos desta bela região pode procurar aqui: <a href="http://www.panoramio.com/map/#lt=39.510398&#38;ln=-9.123459&#38;z=6&#38;k=1&#38;a=1&#38;tab=1" target="_blank">Fotos Panoramio</a></p>
<p align="left">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hassilabied, Aldeia do Deserto do Saara, Sahara Marrocos e Dunas de Erg Chebbi 4km de Merzouga]]></title>
<link>http://marrocos.wordpress.com/2007/11/10/hassilabied-aldeia-do-deserto-do-saara-sahara-marrocos-e-dunas-de-erg-chebbi-4km-de-merzouga/</link>
<pubDate>Sat, 10 Nov 2007 09:28:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joao Leitao</dc:creator>
<guid>http://marrocos.pt-br.wordpress.com/2007/11/10/hassilabied-aldeia-do-deserto-do-saara-sahara-marrocos-e-dunas-de-erg-chebbi-4km-de-merzouga/</guid>
<description><![CDATA[Hassilbied

Hassilbied é uma pequena aldeia oásis que fica mesmo na margem das dunas de Erg Chebbi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1>Hassilbied</h1>
<p><img src="http://www.joaoleitao.com/viagens/imagens/marrocos/hassilabied/rua-em-hassilabied.jpg" border="2" width="500" /></p>
<p>Hassilbied é uma pequena aldeia oásis que fica mesmo na margem das dunas de Erg Chebbi no Sudeste de Marrocos. Hassilbied ou Hassi Labied quer dizer Poço Branco tendo este nome uma história que conta que antigamente havia um poço que porque a água era muito salgada ficou pintado de branco pela evaporação da água e permanência do sal nas paredes do poço. Mais tarde o oásis ficou de água doce e o nome de entre dos nómadas fico para sempre como Poço Branco.</p>
<p>Hassilbied nasceu então de várias famílias nómadas ( 50 famílias ) que dividiram o terreno do oásis onde existem as palmeiras e as hortas por 50 partes iguais. Estas famílias fizeram casas pequenas onde ficavam as mulheres e crianças enquanto os homens partiam com o gado ( dromedários e cabras ) para encontrar alimento para os animais.</p>
<p>Hoje Hassilbied é um pouco mais do que um juntar de algumas casas e conta com alguns hotéis, campings e albergues, 2 ciber-cafés, 4 lojas de artesanato, 1 telefone público e 5 mercearias.</p>
<p><img src="http://www.joaoleitao.com/viagens/imagens/marrocos/hassilabied/vista-geral-aldeia-saara.jpg" border="2" width="500" /></p>
<p>Hassilabied é uma das aldeias que estão à volta das Dunas de Erg Chebbi. As outras aldeias do deserto são: Tisserdemine, uma das mais pequena delas todas, situada para lá da cabeça das dunas ( Ras el Ramel ); Ras el Ramel, ou "cabeça das areias", é mesmo um pequeno povoado de nómadas que não passa de umas 4 ou 5 casitas mesmo pegadas às dunas, aqui, também há um pequeno mercado com algumas coisas básicas como cigarros, óleo, bolachas, chá, champô e água;</p>
<p>Hassilabied fica a 15km de Ras el Ramel; Taqjust a aldeia mesmo pegada a Merzouga, este nome estranho quer dizer "colina" e, na verdade há uma grande colina, onde no topo se encontra o Auberge Panorama; Merzouga, a maior e mais conhecida de todas as aldeias aqui na zona. Merzouga dá por muitas vezes o nome às próprias dunas, que, na boca de muita gente ficam como Dunas de Merzouga; Tanamoust, é uma aldeia antes de Ramlia, que tem um nome de um insecto fêmea que nunca fiquei a perceber qual era, mas, que sei que é um daqueles que picam ( daí também ser fêmea :D hehe vejam bem a explicação que me deram… J ; Ramlia, ou Aldeia dos Homens Pretos, pequena aldeia só com pessoas negras, vindo os seus antepassados do Mali, atravessando o Saara nas caravanas de trocas comerciais entre o Norte de África e os países sub-Saarianos, este é o local ideal para visitar a casa da associação dos músicos Gnawa “Les Pigeons des Sables“.</p>
<p>Hassilabied fica entre a cabeça das dunas ( Ras el Ramel ) e a aldeia de Merzouga, da qual se situa a 4km de distância. Esta aldeia merece uma pequena visita enquanto se está na região por uns quantos dias. Alguém que queira visitar esta parte do deserto deve ficar no mínimo 3 noites, onde, Hassilabied tem que ficar como destino que merece metade de dia de visita.</p>
<p><img src="http://www.joaoleitao.com/viagens/imagens/marrocos/hassilabied/centro-aldeia-berbere-marrocos.jpg" border="2" width="500" /></p>
<p>Hassilabied divide-se em 3 partes: hortas, frente do rio, centro, aldeia nova. As hortas são as grandes plantações e zona de palmeiras pegadas às dunas, a frente do rio são as casas que ficam de frente para as hortas, mas depois do rio ( rio seco, neste caso pistas de areia, que quando chove muito enche de água ); o centro, é a linha de uma avenida principal que passa a aldeia de uma ponta a outra, avenida essa que não é de alcatrão mas de terra batida, linha essa com mercearias, lojas de artesanato, ciber-cafés, hotéis, mecânicos e arranjo de pneus, talhos, bomba de gasolina e escola primária.</p>
<p>Quer ler mais sobre este artigo? Clique no link a seguir para ir para outro site com o artigo completo: <a href="http://www.joaoleitao.com/viagens/2007/11/15/hassilabied-aldeia-no-deserto-do-saara-nas-dunas-de-erg-chebbi-sul-de-marrocos/" title="Deserto Marrocos" target="_blank">Deserto Marrocos </a></p>
<p><img src="http://www.joaoleitao.com/viagens/imagens/marrocos/hassilabied/mesquita-hassilabied.jpg" border="2" width="500" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marrocos Novembro 2007]]></title>
<link>http://marrocos.wordpress.com/2007/09/14/marrocos-novembro-2007/</link>
<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 14:53:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joao Leitao</dc:creator>
<guid>http://marrocos.pt-br.wordpress.com/2007/09/14/marrocos-novembro-2007/</guid>
<description><![CDATA[NOVEMBRO 2007 - JUNTE-SE A NÓS!

6 DIAS - O NORTE, RUÍNAS ROMANAS e CIDADE IMPERIAL DE FES


+ Cha]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#99cc00"><strong>NOVEMBRO 2007 - JUNTE-SE A NÓS!<br />
</strong></font></p>
<h2><font color="#00ffff"><strong>6 DIAS - O NORTE, RUÍNAS ROMANAS e CIDADE IMPERIAL DE FES<br />
</strong></font></h2>
<p><img src="http://www.liste-tourisme-maroc.com/blog/foto-chefchaouen.jpg" alt="Rua na parte antiga de Chefchaouen, prédios pintados de azul" border="1" height="300" width="400" /><br />
+ Chaouen</p>
<p><font color="#ff0000">1ºDIA</font> : PORTUGAL - ASILAH</p>
<p>Saída de Portugal de manhã em direcção a Tarifa no Sul de Espanha. 500KM auto-estrada. Barco Ferry-boat Tarifa -&#62; Tanger. Chegada a Asilah pelo principio da tarde. “pequeno-almoço tardio” / “almoço mentiroso” pelo caminho numa estação de serviço depois de sevilha. tragam mantimentos para o almoço pois faremos tudo seguido até ao barco. é possível comer algo no ferry. seguimos de tanger directo para asilah.</p>
<p>chegada a asilah sempre por auto-estrada. carro em parque privado. hotel, descanso, duches. Jantar num restaurante  junto das muralhas antigas da cidade. Pequeno passeio nocturno pela cidade.</p>
<p><font color="#ff0000">2ºDIA</font> : ASILAH - RUÍNAS DE LIXUS - ASILAH</p>
<p>pequeno-almoço. Dia livre para descansar ou passear pela cidade e visitar a antiga cidade e rampas junto à costa. Almoço livre. Encontro às 15h para visitar as ruínas romanas de lixus, a alguns kms da cidade. De volta a Asilah para jantar e hotel.</p>
<p><font color="#ff0000">3ºDIA</font> : ASILAH - FES</p>
<p><img src="http://www.joaoleitao.com/viagens/lazy-k-gallery/Marrocos-Abril-2007-1/lazy-k-slides/Marrocos-Abril-2007%20%2830%29.JPG" alt="FES" border="1" width="400" /><br />
+ Fes</p>
<p>saída matinal de Asilah em direcção a Fes. sempre em auto-estrada de Asilah até Fes. carro em parque privado. Hotel, duches e descanso. Almoço livre em restaurantes junto ao hotel bem no centro da medina antiga. resto do dia livre. encontro às 19h para irmos jantar. restaurante no centro da cidade.</p>
<p><font color="#ff0000">4ºDIA</font> : FES  - VISITA À CIDADE</p>
<p>com guia profissional teremos uma visita cultural à cidade e aos pontos mais importantes. palácios, antigos caravanserais, riads, etc. visita da medina em várias épocas. almoço no centro da medina. de volta ao hotel ao fim da tarde. banquete / jantar especial no hotel.</p>
<p><font color="#ff0000">5ºDIA</font> : FES  - RUÍNAS ROMANAS DE VOLUBILIS - CHEFCHAOUEN</p>
<p>saída matinal de Fes para visitarmos as ruínas unesco de volubilis. temos uma visita guiada com um guia profissional. em ouazzane visitamos uma cooperativa artesanal de produtos de mel e azeite. seguimos para almoçar na medina de chefchaouen por volta das 13h. hotel, descanso, duches. encontro às 19h para jantar especial. passeio nocturno pela cidade. terraços para chá de menta e fumar shisha ( tabaco com vários sabores oriundo do médio oriente ).</p>
<p><font color="#ff0000">6ºDIA</font> : CHEFCHAOUEN - TETUAN- CHEFCHAOUEN</p>
<p><img src="http://www.liste-tourisme-maroc.com/blog/ruas-chaouen-marrocos.jpg" alt="Mulheres a venderem fruta e legumos no centro da cidade, Chefchaouen em Marrocos" border="1" height="300" width="400" /><br />
+ Chaouen</p>
<p>saída matinal para visitarmos a cidade de tetuan e a sua medina unesco. almoço num restaurante na cidade. depois de visitarmos alguns monumentos na cidade, voltamos para chefchaouen onde temos o resto do dia livre para compras ou descanso. encontro às 19h para jantar no centro da cidade, na sua praça principal.</p>
<p><font color="#ff0000">7ºDIA</font> : CHEFCHAOUEN - PORTUGAL</p>
<p>saída matinal em direcção a tanger. barco matinal para espanha e temos então finalmente auto-estrada - Tarifa - Sevilha - Évora por cerca de 5horas de viagem. fácil.</p>
<p><img src="http://www.liste-tourisme-maroc.com/blog/montanhas-rif-marrocos.jpg" alt="Vista de Chefchaouen com montanha" border="1" height="300" width="400" /><br />
+ Chaouen</p>
<h2><strong>TOTAL PREÇOS</strong></h2>
<h3><font color="#ff0000"><strong>400 EUROS</strong></font></h3>
<p><strong>PREÇO INCLUI </strong></p>
<ul>
<li>noites em hotel RIAD de qualidade LUXO em Fes e qualidade média superior em Chaouen e Asilah. Tudo super limpo e com óptimas condições, sempre com casa-de-banho privativa.</li>
<li>6 pequenos-almoços</li>
<li>6 jantares</li>
<li>guias para fes, tetouan, chefchaouen e volubilis</li>
<li>+50 Euros de inscrição</li>
</ul>
<p><strong>PREÇO NÃO INCLUI </strong></p>
<ul>
<li>bilhete ferry boat para carro e passageiros</li>
<li>gasolinas</li>
<li>almoços</li>
<li>bebidas livres fora das refeições</li>
</ul>
<p><img src="http://www.joaoleitao.com/viagens/lazy-k-gallery/Marrocos-Abril-2007-2/lazy-k-slides/Marrocos-Abril-2007%20%287%29.jpg" alt="ASILAH" border="1" width="400" /><br />
+ Asilah</p>
<h2><font color="#ff0000"><strong>Telefones de contacto<br />
</strong></font></h2>
<p><font color="#ffffff"><strong>JOÃO</strong> </font>telefone: 917539295</p>
<p><font color="#ffffff"><strong>XANA </strong></font>telefone:  966712089</p>
<p>Se estiver interessado neste grupo e vir connosco por favor deixe um comentário nesta página e entre também em contacto telefónico o mais rápido possível. Obrigado.</p>
<h2><font><font><font><font color="#ff0000">Grupos Google para as nossas Viagens a Marrocos<br />
</font></font></font></font></h2>
<p>Pode consultar os nossos grupos Google para ver em aberto todos os passos da organização das viagens, dúvidas, escalrecimentos, trocas de emails, etc.</p>
<p style="width:42px;height:42px;">   <img src="http://groups.google.com/group/marrocos-agosto-2007/icon?fd=nvr&#38;hl=en" height="42" width="42" /></p>
<p><a href="http://groups.google.com/group/marrocos-agosto-2007" target="_blank" class="on"><font size="-0"><strong>Marrocos Agosto 2007</strong></font></a></p>
<p style="width:42px;height:42px;">   <img src="http://groups.google.com/group/marrocos-17-26-agosto-2007/icon?fd=nvr&#38;hl=en" height="42" width="42" /></p>
<p>         <a href="http://groups.google.com/group/marrocos-17-26-agosto-2007" target="_blank" class="on"><font size="-0"><strong>Marrocos 17 a 26 de Agosto 2007</strong></font></a></p>
<p style="width:42px;height:42px;">   <img src="http://groups.google.com/group/marrocos-setembro-2007/icon?fd=nvr&#38;hl=en" height="42" width="42" /></p>
<p><a href="http://groups.google.com/group/marrocos-setembro-2007" target="_blank" class="on"><font size="-0"><strong>Marrocos Setembro 2007</strong></font></a></p>
<p style="width:42px;height:42px;">   <img src="http://groups.google.com/group/marrocos-outubro-2007/icon?fd=nvr&#38;hl=en" height="42" width="42" /></p>
<p><a href="http://groups.google.com/group/marrocos-outubro-2007" target="_blank" class="on"><font size="-0"><strong>Marrocos Outubro 2007</strong></font></a></p>
<h2>Requesitos para sermos guias</h2>
<ol>
<li>seguro de viagem Internacional: <a href="http://www.worldnomads.com/allcountries.aspx?country=PRT" title="Seguro de Viagem" target="_blank">Seguro de Viagem</a></li>
<li>Só confirmamos a sua viagem quando tiver depositado 50% da quantia da VIAGEM numa das nossas contas. Este dinheiro será devolvido na sua totalidade se a viagem não se realizar por nossa culpa, e, será devolvido 50% do dinheiro se for você a não comparecer</li>
<li>Não somos guias oficiais. Não queremos ser. Por isso, vamos ser seus amigos. Um amigo que o vai ajudar a viajar em Marrocos. Não sou responsável por si, pelas suas maluqueiras ou ataques de inresponsabilidade. Se algo estranho acontecer, e que seja devido à sua falta de responsabilidade, estará por sua conta. De resto tudo o que puder fazer para qualquer eventualidade, estarei ao seu lado, como um amigo seu estaria</li>
<li>Posso disponibilizar o meu carro para viajar, todas as despesas são por sua conta: gasolinas, 1 mudança de óleo, barco. Podem ir 4 pessoas no carro ( a contar comigo ou com a Xana )</li>
<li>Somos nós que pagamos o nosso alojamento e comida. A nossa parte do transporte é paga por si</li>
<li>Posso organizar viagens 4×4 raids aventura para grupos de 4×4. Sei de percursos formidáveis para todos os níveis de Off-Road. Posso organizar tudo desde alojamentos em pista até percursos de montanha e deserto. Se for preciso, organizo tudo com 4×4 de assistência jipe marroquino</li>
<li>Sou super responsável, não bebo, não fumo, sou divertido, social, comunicável e vegetariano ( não se preocupe que isto não vai influenciar a nossa viagem… não o vou fazer ter que comer saladas… <img src="http://marrocos.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=")" class="wp-smiley" /></li>
<li>Falo fluente inglês, espanhol, francês, intermédio de árabe e italiano, e tenho conhecimento básicos de russo, alemão e japonês, por isso grupos multi-culturais não me assustam</li>
<li>Tenho grande experiência em comunicar com japoneses, russos, polacos, americanos e povos árabes</li>
</ol>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marrocos Passagem de Ano 2007/2008 - MARRAQUEXE]]></title>
<link>http://marrocos.wordpress.com/2007/06/12/marrocos-passagem-de-ano-20072008-marraquexe/</link>
<pubDate>Tue, 12 Jun 2007 23:16:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joao Leitao</dc:creator>
<guid>http://marrocos.pt-br.wordpress.com/2007/06/12/marrocos-passagem-de-ano-2007-2008-marraquexe/</guid>
<description><![CDATA[VIAGEM CANCELADA. METI O TELEFONE ERRADO. NINGUÉM SE INSCREVEU. FIQUEI CHEIO DE TRABALHO DE REPENTE]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#ff0000">VIAGEM CANCELADA. METI O TELEFONE ERRADO. NINGUÉM SE INSCREVEU. FIQUEI CHEIO DE TRABALHO DE REPENTE. ESQUECI ESTE BLOG. VOILÁ, VIAGEM CANCELADA. DESCULPE SE ALGUÉM SOFREU ALGUM DANO COLATERAL... MELHOR COLATERAL QUE CULATERAL POR ISSO SORRIAM QUE AINDA ESTÃO VIVOS. A VIDA É BELA. APROVEITEM. BOAS FÉRIAS BOAS VIAGENS. </font></p>
<p>UMA OUTRA IDEIA DE PASSAGEM DE ANO SERÁ: <a href="http://marrocos.wordpress.com/2007/10/27/passagem-de-ano-deserto-do-saara-merzouga-marrocos/ ">http://marrocos.wordpress.com/2007/10/27/passagem-de-ano-deserto-do-saara-merzouga-marrocos/ </a></p>
<h2>  MARROCOS Passagem de Ano 2007-2008 MARRAKECH</h2>
<p>Faltam 2 meses para a viagem por isso estamos em muito boa altura para começarmos a preparar tudo.</p>
<p><strong>PASSAGEM DE ANO MARRAQUEXE 2007-2008</strong></p>
<p>6 Dias - 5 Noites<br />
Saída de Évora às 23h do dia 27 de Dezembro ( 5ª Feira )</p>
<p>1º Dia - 28 Dezembro - 6ª Feira - Évora - Chefchaouen - 609km - auto-estrada<br />
2º Dia - 29 Dezembro - Sábado - Chefchaouen - Marraquexe - 550KM - auto-estrada<br />
3º Dia - 30 Dezembro - Domingo - Marraquexe<br />
4º Dia - 31 Dezembro - 2ª Feira - Marraquexe<br />
5º Dia - 1 Janeiro - 3ª Feira - Marraquexe - Asilah - 550km - auto-estrada<br />
6º Dia - 2 Janeiro - 4ª Feira - Asilah - Évora - 538 km - auto-estrada</p>
<p>TOTAL KMS 2247</p>
<p>legenda: Dias - Trajecto - Kms - Hotel</p>
<p><strong>Trajecto</strong></p>
<p>Chefchaouen ( 2 noites ) Riad Qualidade Superior<br />
Marrakech ( 3 noites ) Riad de Luxo<br />
Asilah ( 1 noite ) Pensão Qualidade Superior</p>
<h2><strong>Percurso até Marrocos</strong></h2>
<p>Faremos sempre auto-estrada até Marrocos, ou seja, de Évora, local de encontro, seguiremos sempre até Sevilha, Sevilha Jerez e Tarifa onde apanharemos o ferry. É possível haver alterações no local de barco, tudo depende dos portos, a outra alternativa será Algeciras. Não se preocupe que não altera em nada a viagem. Tudo fica igual.</p>
<p>Fazemos a viagem de noite pois é muito mais tranquila, sem carros, passando Sevilha sem transito, etc. Chegamos ainda a Marrocos pela manhã, vendo o dia a nascer e nós a chegarmos a África...é simbólico.</p>
<h3><strong>Marraquexe e a viagem</strong></h3>
<p>Marraquexe é uma cidade fantástica cheia de coisas para ver e disfrutar. Nesta viagem rápida e fácil, dormimos 2 noites na cidade azul de Chefchaouen dentro da sua medina antiga, descemos para Marrakech onde ficamos 3 dias para uma fantástica passagem de ano, e por final subimos até Asilah, cidade costeira de encantos místicos. Durante a estadia em Marraquexe visitaremos os principais monumentos, a praça Jemaa El fna, Koutoubia, Museu de Marrakech, vários palácios, Jardins Menara e Majorelle, etc. Tudo incluido no preço.</p>
<h2><strong>Preços e Gastos</strong></h2>
<p>6 noites meia-pensão<br />
(pequeno-almoço + jantar)</p>
<p><strong>420EUROS POR PESSOA</strong></p>
<p>Sempre em hotéis de qualidade superior chamadas RIADS.</p>
<p>Este preço não inclui o ferry boat e bilhetes adjacentes. Não inclui gastos pessoais nem gasolinas. Estes preços dependem de cada um, e de quantas pessoas vão de carro, pois fica tudo a dividir por todos dentro de um carro.<br />
Quem tem um carro com mais lugares disponíveis que queira por mais gente ( há pessoas que preferem ir sosinhas ) digam com antecedencia pois há sempre gente que não tem carro e precisa assim de se juntar a quem tenha. As despesas do carro, ferry-boat e gasolinas são sempre a dividir pelo número de pessoas que vai dentro do carro.</p>
<p><strong>Outras despesas:</strong></p>
<p>O barco fica cerca de 260 Euros (2 pessoas mais carro - ida e volta) , às vezes é possível arranjar promoções como já apanhei, ficando mais barato. Num carro com mais pessoas, o preço é divido por mais. As gasolinas serão cerca de 3 depósitos de um carro, ida e volta. Mais 150EUROS. ou seja, num carro com 4 pessoas o valor das despesas extra por pessoa será de +- 120EUROS, prefazendo um total de viagem +- a 540EUROS. Se gastar outros 500EUROS na compra de um tapete... :) a culpa não é minha! :D</p>
<h2>RESERVAS, COMO?, QUANDO?</h2>
<p>Todas as respostas têm que estar dadas até dia 17 de Novembro, data esta em que acabam as entradas. Para reservar o seu lugar, tem que fazer uma transferência de 50% do dinheiro ( 210EUROS ) por pessoa, para o seguinte NIB:</p>
<blockquote><p>JOÃO LEITÃO<br />
MILLENNIUM BCP<br />
NIB:0033 0000 00172901725 05</p></blockquote>
<p>Estes 50% do dinheiro não serão devolvidos se você desistir. Servirá mesmo para pagar os 45% do valor da reserva que tive que fazer para si. Os outros 5% são para pagar o trabalho que me dará a cancelar.</p>
<p>Os outros 50% do valor terão que ser entregues dentro de um envelope no local de encontro.</p>
<h2>Coisas necessárias</h2>
<p>Seguro do carro com expansão territorial para Marrocos. Seguro pessoal ou familiar vejam o site ( <a href="http://www.worldnomads.com/allcountries.aspx" title="seguro marrocos" target="_blank">http://www.worldnomads.com/allcountries.aspx</a> ) onde pode fazer um seguro barato e bom. Este seguro é obrigatório! Não se pode inscrever se não tiver feito qualquer tipo de seguro de viagem. Tenho que ter o comprovativo disso para o aceitar na viagem.</p>
<p>Falta ainda decidir vir, fazer a transferência...e...basicamente chegar a altura para irmos embora.</p>
<h2>Podemos te encontrar para falarmos João?</h2>
<p>Muita gente gosta de me conhecer para falar comigo e me ver a pinta antes de se "alistar" à caravana marroquina.</p>
<p>Mas, Épa, este ano vou estar em Marrocos até a última semana de Dezembro e volto logo a seguir outra vez na primeira semena de Janeiro. A única hipótese de me contactar será por aqui o pelo meu telefone marroquino: 00212.18.36.52.49 , fico à espera das vossas chamadas. Tenham em conta que vou estar a viver no Sul, no deserto, por isso se eu não atender é porque a ligação não está boa. Tentem várias vezes sff. :) , ou então desçam e venham beber um chá comigo!</p>
<h2>Como vamos?</h2>
<p>Bem... hum hum...se ainda não percebeu bem como vamos...então...acho melhor não vir mesmo! :P hehe, sim sim vamos de carro. As estradas são muito boas, sempre auto-estrada e sem buracos, viagem apta para qualquer carro. :)</p>
<h1>Condições e regras da viagem</h1>
<ol>
<li>Má disposição fica em Portugal.</li>
<li>Egos enormes ficam em Portugal.</li>
<li>Rabugiçes ficam em Portugal.</li>
<li>Passaporte necessário ( ainda válido por 3 meses ).</li>
<li>Não se conduz a mais do que o permitido nas estradas e vou eu sempre à frente.</li>
<li>Seguro obrigatório ( <a href="http://www.worldnomads.com/allcountries.aspx" title="seguro marrocos" target="_blank">http://www.worldnomads.com/allcountries.aspx</a> )</li>
</ol>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marrocos Outubro 2007]]></title>
<link>http://marrocos.wordpress.com/2007/06/12/marrocos-outubro-2007/</link>
<pubDate>Tue, 12 Jun 2007 22:47:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joao Leitao</dc:creator>
<guid>http://marrocos.pt-br.wordpress.com/2007/06/12/marrocos-outubro-2007/</guid>
<description><![CDATA[Para participarem  nesta viagem deixem um comentário!! ( fundo da página ) 
  MARROCOS Outubro 20]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#ff0000">Para participarem  nesta viagem deixem um comentário!! ( fundo da página ) </font></p>
<h1>  MARROCOS Outubro 2007</h1>
<p>9 Dias - 8 Noites</p>
<p><strong>Saída de   Évora às 23h do dia 12 de Outubro ( feriado )<br />
</strong></p>
<p>1º Dia - 13 Outubro - Sábado - Évora - Asilah - 538kms auto-estrada - Dar Al Andalus</p>
<p>2º Dia - 14 Outubro - Domingo - Asilah - Marraquexe - 550km auto-estrada  - Riad Zara</p>
<p>3º Dia - 15 Outubro - 2ª Feira - Marraquexe - Riad Zara</p>
<p>4º Dia - 16 Outubro - 3ª Feira - Marraquexe - Ait Ben Haddou - Oásis Fint - 215km - La Terrasse des Délices</p>
<p>5º Dia - 17 Outubro - 4ª Feira - Oásis Fint - Merzouga - Auberge du Sud - 410km</p>
<p>6º Dia - 18 Outubro - 5ª Feira - Merzouga - Auberge du Sud</p>
<p>7º Dia - 19 Outubro - 6ª Feira - Merzouga - Fes - Dar Dmana - 471km</p>
<p>8º Dia - 20 Outubro - Sábado - Chefchaouen -Dar Terrae</p>
<p>9º Dia - 21 Outubro - Domingo - Chefchaouen - Évora - 609km - auto-estrada</p>
<p><strong>TOTAL KMS 2793</strong></p>
<p>legenda: Dias - Trajecto - Kms - Hotel</p>
<p><!--[if supportMisalignedColumns]--></p>
<p>INSCREVA-SE! VENHA CONNOSCO! TÊM CARRO? PRECISA DE UM LUGAR? TEMOS QUE SER UM MÍNIMO DE 12 PESSOAS.</p>
<h2>Trajecto</h2>
<p>Asilah ( 1 noite ) Pensão Qualidade Superior<br />
Marrakech ( 2 noites ) Riad de Luxo<br />
Oasis de Fint ( 1 noite ) Albergue de Montanha<br />
Dunas de Erg Chebbi ( 2 noites ) Albergue do Deserto Qualidade Superior<br />
Fes ( 1 noite ) Riad de Luxo<br />
Chefchaouen ( 1 noite ) Hotel Qualidade Superior</p>
<h2>Mas tenho que andar sempre com o grupo tipo “patos da quinta”?</h2>
<p>Não. Não. E não. Não pode, não quero, não quer, e não deve. À parte de viajarmos juntos de carro e possivelmente jantarmos ou almocarmos algumas vezes juntos, todo o resto do tempo é para descobrir por si. Posso-lhe dar dicas e conselhos para onde ir. Acho que viajar é descoberta pessoal, e como todos têm gostos diferentes não faz sentido andarmos todos juntos. O que faço é: ok pessoal, estamos no centro, há isto a ver para aqui, monumentos para ali, lojas para acolá. Às 9h pequeno-almoço, 15 horas almoço no restaurante tal, ou, às 18h temos que estar sem falta no parque de estacionamento para irmos embora. Quem quiser faz as suas escolhas.</p>
<h2>Sou brasileiro/a posso ir?</h2>
<p>hehe claro que sim. Pode e deve! O suceso deste blog é em parte pelos milhões de brasileiros que existem. Vocês são bué deles! Granda país! Então e como vocês tb sabem, um vôo para Lisboa a partir de muitas cidades brasileiras é muito simples. Por isso, conciliar uma viagem destas com uns diazitos em Lisboa para conhecer a capital não é mau pensado pois não? Bem-vindos a Portugal! Venham!</p>
<h1>Quanto custa?</h1>
<p><strong>Joia de inscrição no grupo:</strong> 50Euros</p>
<h2>HOTÉIS e PEQUENOS ALMOÇOS, ALMOÇOS E JANTARES</h2>
<p>400 EUROS</p>
<h2>DESPESAS DOS CARROS</h2>
<p>Vou fazer os calculos para um carro com 4 pessoas:</p>
<p>Barco ferry-boat carro + 4 passageiros Tarifa-Tanger-Tarifa = 80Euros por pessoa.</p>
<p>Gasolina +- 4 depósitos para Total viagem +-2700k = 50Euros por pessoa, um depósito por pessoa.</p>
<h1>TOTAL TOTAL TOTAL VIAGEM</h1>
<p>Hotéis + Comidas + Barco + Gasolinas + Jóia = 580 Euros por pessoa - 9 Dias</p>
<h1>Condições e regras da viagem</h1>
<ol>
<li>Má disposição fica em Portugal.</li>
<li>Egos enormes ficam em Portugal.</li>
<li>Rabugiçes ficam em Portugal.</li>
<li>Passaporte necessário ( ainda válido por 3 meses ).</li>
<li>Não se conduz a mais do que o permitido nas estradas e vou eu sempre à frente.</li>
<li>Não se é arrogante e mal educado para um polícia, mesmo se a razão for nossa.</li>
<li>Drogas? epá…não me digam nada…comprem às escondidas…não preciso de saber pois não?</li>
<li>Não trazer drogas de volta para Portugal, nem que seja um suficiente para um pequeno charro…épa…qual é a vossa, podem por em risco todo um grupo, e sem dúvida levam um soco meu que vai doer isso garanto.</li>
<li>Querem fazer chichi? Epá claro que sim pára-se não há problema.</li>
<li>Sou eu que decido horas de partida.</li>
<li>Vamos com transporte próprio, em que vocês ou vêem de carro, ou tento eu vos pôr num outro carro que tenha lugares disponíveis. As despesas são todas a dividir pelas pessoas desses mesmos veículos. Gasolinas, barco, possíveis pneus furados, muda de óleo, seguro.Estas são viagens que se fazem só com um mínimo de 12 pessoas, sendo tipo 4 pessoas por 3 carros…não interessa muito a quantidade de carros mas sim o número mínimo de pessoas.Há uma joía de inscrição do grupo, valor total de hotéis e comida, valor de barco e por último valor de gasolinas. A jóia de inscrição tem que ser dada assim que se quiser inscrever. Paga por transferência bancária.</li>
<li> O valor dos hotéis por pessoa têm que ser depositados na minha conta bancária 1 mês antes da viagem para garantir que as pessoas vêem mesmo. Ou seja, neste caso isso corresponde ao princípio de Setembro. Se a viagem por qualquer razão não se realizar devolvo o dinheiro. Se houver uma desistência em cima da hora, este dinheiro servirá para pagar os hotéis em falta pela pessoa que faltou. Será então devolvido o dinheiro das comidas ( pequeno-almoço, almoço e jantar ).</li>
<li>O hotel em Chefchaouen fica com os vossos passaportes para tirar fotocópias, não se assustem.</li>
<li>Nunca mas nunca se deve fazer a tal coisa de mau gosto que é tirar uma lembrança daquele hotel ou daquele restaurante como algumas pessoas têm a mania de fazer em Portugal, tipo levar o tapete ou o cinzeiro como recordação…epá não sejam ciganos…, e também o que acontece é que eu mesmo os levo à esquadra marroquina.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marrocos Setembro 2007]]></title>
<link>http://marrocos.wordpress.com/2007/03/24/marrocos-setembro-2007/</link>
<pubDate>Sat, 24 Mar 2007 22:06:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joao Leitao</dc:creator>
<guid>http://marrocos.pt-br.wordpress.com/2007/03/24/marrocos-setembro-2007/</guid>
<description><![CDATA[Esta viagem é muito parecida com a de Abril 2007. É basicamente um escape a grandes centros urbano]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Esta viagem é muito parecida com a de Abril 2007. É basicamente um escape a grandes centros urbanos. Cidade cidade mesmo só Fes pois Chaouen é pequenita e de ambiente caseiro. :)</p>
<p>Descemos quase em linha recta de norte a sul passamos montanha com quase 3000m e chegamos ao deserto onde teremos um descanso de 3 dias, viagem de dromedário etc...</p>
<p>Estas viagens têm a característica de serem viagens pessoais, em que o principal interesse é juntar um grupo de pessoas e descer a Marrocos pelo preço real de deslocações alojamento etc. É dar a oportunidade das pessoas experienciarem o que é realmente viajarem sosinhas por Marrocos...só que, com uma ajudinha minha. :), não como vosso guia, mas como vosso amigo que vos preparou a sopinha quase toda...quaaase... :) Resumindo, vão ter as coisas organizadasmas sem perder a "pimenta" do que é viajar por nós mesmos.</p>
<p><font color="#ff0000">ATENÇÃO ALTERAÇÕES</font></p>
<h1>  MARROCOS SETEMBRO 2007</h1>
<p>10 Dias - 9 Noites</p>
<p><strong>Saída de   Évora às 23h do dia 30 de Agosto</strong></p>
<p>1º Dia - 31 Agosto - 6ª Feira - Tanger - Chefchaouen - 609kms - Hotel Madrid</p>
<p>2º Dia - 1   Setembro - Sábado - Chefchaouen -   Imilchil - 538kms - Hotel Chez Bassou</p>
<p>3º Dia - 2   Setembro - Domingo - Imilchil - Hotel Chez Bassou</p>
<p>4º Dia - 3   Setembro - 2ª Feira - Imilchil -   Tamtettoucht - 82km - Auberge Bougafer</p>
<p>5º Dia - 4   Setembro - 3ª Feira - Tamtettoucht - Erg   Chebbi - 238km - Auberge du Sud</p>
<p>6º Dia - 5   Setembro - 4ª Feira - Erg   Chebbi - Auberge du Sud</p>
<p>7º Dia - 6   Setembro - 5ª Feira - Erg   Chebbi - Auberge du Sud</p>
<p>8º Dia - 7   Setembro - 6ª Feira - Erg Chebbi - Fes - 471km - Dar Dmana</p>
<p>9º Dia - 8   Setembro - Sábado - Fes - Asilah - 416kms - Dar Al Andalus</p>
<p>10º Dia - 9   Setembro - Domingo - Asilah - Tanger -   Évora</p>
<p><strong>TOTAL KMS 2894</strong></p>
<p>legenda: Dias - Trajecto - Kms - Hotel</p>
<p><!--[if supportMisalignedColumns]--></p>
<p>INSCREVA-SE! VENHA CONNOSCO! TÊM CARRO? PRECISA DE UM LUGAR? TEMOS QUE SER UM MÍNIMO DE 12 PESSOAS.</p>
<h2>Trajecto</h2>
<p>Evora-Chefchaouen ( 1 noite )<br />
Chefchaouen-Imilchil ( 2 noites )<br />
Imilchil -Tamtettoucht ( 1 noite )<br />
Agoudal - Dunas de Erg Chebbi ( 3 noites )<br />
Erg Chebbi -Fes ( 1 noite )<br />
Fes -Asilah ( 1 noite )</p>
<p>Fes -Evora</p>
<p><strong>Que em mapa ficaria algo assim parecido:</strong></p>
<p><img src="http://www.liste-tourisme-maroc.com/blog/marrocos-setembro-2007-3.gif" alt="9 dias marrocos, Marrocos viagem Setembro 2007" border="1" height="428" width="501" /></p>
<p>Isto numa viagem alternativa mais a pensar em ver deserto e montanha do que cidades grandes. Tem muito de off-road, acessível para todos os tipos de carro. No deserto temos pista e alguma areia ( nada que não se passe a acelarar um pouco mais ), e na montanha temos um longo percurso em pista pelo Alto Atlas.</p>
<p>Esta viagem é ideal para um grupo de amigos que sempre quiseram ir a Marrocos mas não sabem como.</p>
<h2>Mas tenho que andar sempre com o grupo tipo “patos da quinta”?</h2>
<p>Não. Não. E não. Não pode, não quero, não quer, e não deve. À parte de viajarmos juntos de carro e possivelmente jantarmos ou almocarmos algumas vezes juntos, todo o resto do tempo é para descobrir por si. Posso-lhe dar dicas e conselhos para onde ir. Acho que viajar é descoberta pessoal, e como todos têm gostos diferentes não faz sentido andarmos todos juntos. O que faço é: ok pessoal, estamos no centro, há isto a ver para aqui, monumentos para ali, lojas para acolá. Às 9h pequeno-almoço, 15 horas almoço no restaurante tal, ou, às 18h temos que estar sem falta no parque de estacionamento para irmos embora. Quem quiser faz as suas escolhas.</p>
<h2>Sou brasileiro/a posso ir?</h2>
<p>hehe claro que sim. Pode e deve! O suceso deste blog é em parte pelos milhões de brasileiros que existem. Vocês são bué deles! Granda país! Então e como vocês tb sabem, um vôo para Lisboa a partir de muitas cidades brasileiras é muito simples. Por isso, conciliar uma viagem destas com uns diazitos em Lisboa para conhecer a capital não é mau pensado pois não? Benvindos a Portugal! Venham!</p>
<h1>Quanto custa?</h1>
<p>Eu normalmente arranjo viagens mais baratas que o normal, mas como já conheço os donos dos hotéis e sermos um grupo, os preços são mais em conta.</p>
<p><strong>Joia de inscrição no grupo:</strong> 50Euros</p>
<h2>TOTAL HOTÉIS e PEQUENOS ALMOÇOS, ALMOÇOS E JANTARES</h2>
<p>400 EUROS</p>
<h2>DESPESAS DOS CARROS</h2>
<p>Vou fazer os calculos para um carro com 4 pessoas:</p>
<p>Barco ferry-boat carro + 4 passageiros Tarifa-Tanger-Tarifa = 80Euros por pessoa.</p>
<p>Gasolina +- 4 depósitos para Total viagem +-2700k = 50Euros por pessoa, um depósito por pessoa.</p>
<h1>TOTAL VIAGEM</h1>
<p>Hotéis + Comidas + Barco + Gasolinas + Jóia = 580 Euros por pessoa - 10 Dias</p>
<h1>Condições e regras da viagem</h1>
<ol>
<li>Má disposição fica em Portugal.</li>
<li>Egos enormes ficam em Portugal.</li>
<li>Rabugiçes ficam em Portugal.</li>
<li>Passaporte necessário ( ainda válido por 3 meses ).</li>
<li>Não se conduz a mais do que o permitido nas estradas e vou eu sempre à frente.</li>
<li>Não se é arrogante e mal educado para um polícia, mesmo se a razão for nossa.</li>
<li>Drogas? epá…não me digam nada…comprem às escondidas…não preciso de saber pois não?</li>
<li>Não trazer drogas de volta para Portugal, nem que seja um suficiente para um pequeno charro…épa…qual é a vossa, podem por em risco todo um grupo, e sem dúvida levam um soco meu que vai doer isso garanto.</li>
<li>Querem fazer chichi? Epá claro que sim pára-se não há problema.</li>
<li>Sou eu que decido horas de partida.</li>
<li>Vamos com transporte próprio, em que vocês ou vêem de carro, ou tento eu vos pôr num outro carro que tenha lugares disponíveis. As despesas são todas a dividir pelas pessoas desses mesmos veículos. Gasolinas, barco, possíveis pneus furados, muda de óleo, seguro.Estas são viagens que se fazem só com um mínimo de 12 pessoas, sendo tipo 4 pessoas por 3 carros…não interessa muito a quantidade de carros mas sim o número mínimo de pessoas.Há uma joía de inscrição do grupo, valor total de hotéis e comida, valor de barco e por último valor de gasolinas. A jóia de inscrição tem que ser dada assim que se quiser inscrever. Paga por transferência bancária.</li>
<li> O valor dos hotéis por pessoa têm que ser depositados na minha conta bancária 1 mês e meio antes da viagem para garantir que as pessoas vêem mesmo. Ou seja, neste caso isso corresponde ao princípio de Julho. Se a viagem por qualquer razão não se realizar devolvo o dinheiro. Se houver uma desistência em cima da hora, este dinheiro servirá para pagar os hotéis em falta pela pessoa que faltou. Será então devolvido o dinheiro das comidas ( pequeno-almoço, almoço e jantar ).</li>
<li>O hotel em Chefchaouen fica com os vossos passaportes para tirar fotocópias, não se assustem.</li>
<li>O hotel na aldeia berbére de Agoudal nas montanhas do Atlas não tem casa de banho privativa… é a montanha no seu local mais puro, um sítio alternativo sem dúvida bonito e fora da cena turística..</li>
<li>Nunca mas nunca se deve fazer a tal coisa de mau gosto que é tirar uma lembrança daquele hotel ou daquele restaurante como algumas pessoas têm a mania de fazer em Portugal, tipo levar o tapete ou o cinzeiro como recordação…epá não sejam ciganos…, e também o que acontece é que eu mesmo os levo à esquadra marroquina.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marrocos Abril 2007]]></title>
<link>http://marrocos.wordpress.com/2007/02/04/marrocos-abril-2007/</link>
<pubDate>Sun, 04 Feb 2007 10:01:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joao Leitao</dc:creator>
<guid>http://marrocos.pt-br.wordpress.com/2007/02/04/marrocos-abril-2007/</guid>
<description><![CDATA[Grupo Abril 2007 FECHADO
4 PESSOAS . 1 JIPE
3 PESSOAS . 1 JIPE
3 PESSOAS . 1 CARRO
4 PESSOAS . 1 CAR]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2>Grupo Abril 2007 FECHADO</h2>
<p>4 PESSOAS . 1 JIPE</p>
<p>3 PESSOAS . 1 JIPE</p>
<p>3 PESSOAS . 1 CARRO</p>
<p>4 PESSOAS . 1 CARRO</p>
<h2>Datas</h2>
<p>1 a 8 de Abril 2007</p>
<p>Saída de Évora 31 Março 23:00, Chegada a Évora 8 de Abril 19:00.</p>
<h2>Trajecto</h2>
<p>Evora-Chefchaouen ( 1 noite )<br />
Chefchaouen-Imilchil ( 1 noite )<br />
Imilchil -Agoudal ( 2 noites )<br />
Agoudal - Dunas de Erg Chebbi ( 2 noite )<br />
Erg Chebbi -Fes ( 1 noite )<br />
Fes -Evora</p>
<p><strong>Que em mapa ficaria algo assim parecido:</strong></p>
<p><img src="http://www.liste-tourisme-maroc.com/blog/marrocos-abril-2007-2.gif" alt="8 dias marrocos, Marrocos viagem Abril 2007" border="1" height="428" width="501" /></p>
<p>Isto numa viagem alternativa mais a pensar em ver deserto e montanha do que cidades grandes. Tem muito de off-road, acessível para todos os tipos de carro. No deserto temos pista e alguma areia ( nada que não se passe a acelarar um pouco mais ), e na montanha temos um longo percurso em pista pelo Alto Atlas.</p>
<p>Esta viagem é ideal para um grupo de amigos que sempre quiseram ir a Marrocos mas não sabem como.</p>
<h2>Mas tenho que andar sempre com o grupo tipo "patos da quinta"?</h2>
<p>Não. Não. E não. Não pode, não quero, não quer, e não deve. À parte de viajarmos juntos de carro e possivelmente jantarmos ou almocarmos algumas vezes juntos, todo o resto do tempo é para descobrir por si. Posso-lhe dar dicas e conselhos para onde ir. Acho que viajar é descoberta pessoal, e como todos têm gostos diferentes não faz sentido andarmos todos juntos. O que faço é: ok pessoal, estamos no centro, há isto a ver para aqui, monumentos para ali, lojas para acolá. Às 9h pequeno-almoço, 15 horas almoço no restaurante tal, ou, às 18h temos que estar sem falta no parque de estacionamento para irmos embora. Quem quiser faz as suas escolhas.</p>
<h1>Quanto custa?</h1>
<p>Eu normalmente arranjo viagens mais baratas que o normal, mas como já conheço os donos dos hotéis e sermos um grupo, os preços são mais em conta.</p>
<p><strong>Joia de inscrição no grupo:</strong> 50Euros</p>
<h2>Chefchaouen</h2>
<p>50euros por pessoa pensão completa  ( 1noite )</p>
<p>ALTERAÇÃO DE HOTEL: Em vez do Hotel Madrid, ficamos na Dar Terrae. O preço subiu.</p>
<h2>Deserto</h2>
<p>Pessoa pensão completa ( 2noites )</p>
<p>Hotel bom em suite com casa de banho privada, todas as comidas, chás, viagem de camelo e noite em bivouac nómada ( tendas num oásis ).</p>
<h2>Agoudal</h2>
<p>Pessoa pensão completa ( 2noites )</p>
<p>Albergue de montanha, quartos simples sem casa de banho privada. Todas as comidas.</p>
<h2>Imilchil</h2>
<p>Pessoa pensão completa ( 1noite )</p>
<p>Hotel de montanhas em quartos simples com casa de banho privativa. Todas as comidas.</p>
<h2>Fes</h2>
<p>Pessoa pensão completa ( 1noite )</p>
<p>Riad de luxo qualidade superior, suites casa de banho privada. Pequeno almoço e Jantar de luxo na riad, tudo do melhor que há. Entrega de uma prenda do organizasor... Moi... :)</p>
<p>(os preços aqui vão variar um pouco, menos 20 euros, menos 10 euros, mais 15 euros mais 10 euros... dependendo do quarto com que cada pessoa fica...)</p>
<h2>TOTAL HOTÉIS e PEQUENOS ALMOÇOS, ALMOÇOS E JANTARES</h2>
<p>295 EUROS +- 37 Euros por dia tudo incluido.</p>
<h2>DESPESAS DOS CARROS</h2>
<p>Vou fazer os calculos para um carro com 4 pessoas:</p>
<p>Barco ferry-boat carro + 4 passageiros Tarifa-Tanger-Tarifa = 83Euros por pessoa.</p>
<p>Gasolina +- 4 depósitos para Total viagem +-2700k = 50Euros por pessoa, um depósito por pessoa.</p>
<h1>TOTAL VIAGEM</h1>
<p>Hotéis + Comidas + Barco + Gasolinas + Jóia = 478 Euros por pessoa</p>
<h1>Condições e regras da viagem</h1>
<ol>
<li>Má disposição fica em Portugal.</li>
<li>Egos enormes ficam em Portugal.</li>
<li>Rabugiçes ficam em Portugal.</li>
<li>Passaporte necessário ( ainda válido por 3 meses ).</li>
<li>Não se conduz a mais do que o permitido nas estradas e vou eu sempre à frente.</li>
<li>Não se é arrogante e mal educado para um polícia, mesmo se a razão for nossa.</li>
<li>Drogas? epá...não me digam nada...comprem às escondidas...não preciso de saber pois não?</li>
<li>Não trazer drogas de volta para Portugal, nem que seja um suficiente para um pequeno charro...épa...qual é a vossa, podem por em risco todo um grupo, e sem dúvida levam um soco meu que vai doer isso garanto.</li>
<li>Querem fazer chichi? Epá claro que sim pára-se não há problema.</li>
<li>Sou eu que decido horas de partida.</li>
<li>Todo o dinheiro das comidas e hotéis tem que me ser entregue no início da viagem, sou eu que resolvo pagamentos com restaurantes e hotéis, não têm que se preocupar com isso.</li>
<li>O hotel em Chefchaouen fica com os vossos passaportes para tirar fotocópias, não se assustem.</li>
<li>O hotel na aldeia berbére de Agoudal nas montanhas do Atlas não tem casa de banho privativa... é a montanha no seu local mais puro, um sítio alternativo sem dúvida bonito e fora da cena turística..</li>
<li>No deserto está programada uma viagem de camelo. Vão dormir em tendas nómadas num oasis.</li>
<li>Nunca mas nunca se deve fazer a tal coisa de mau gosto que é tirar uma lembrança daquele hotel ou daquele restaurante como algumas pessoas têm a mania de fazer em Portugal, tipo levar o tapete ou o cinzeiro como recordação...epá não sejam ciganos..., e também o que acontece é que eu mesmo os levo à esquadra marroquina.</li>
</ol>
<hr noshade="noshade" />
Comentem esta página para mais informações ou se estiver interessado em vir.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marrocos - Primeira vez]]></title>
<link>http://marrocos.wordpress.com/2007/01/21/marrocos-%e2%80%93-primeiros-contactos-ferry-boat-e-comboio-para-marrakech-primavera-2000/</link>
<pubDate>Sun, 21 Jan 2007 15:18:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joao Leitao</dc:creator>
<guid>http://marrocos.pt-br.wordpress.com/2007/01/21/marrocos-primeiros-contactos-ferry-boat-e-comboio-para-marrakech-primavera-2000/</guid>
<description><![CDATA[Marrocos – Primeira vez
Primavera 2000
Ferry-Boat e Comboio para Marrakech
Lá estava eu no autoca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1>Marrocos – Primeira vez</h1>
<p>Primavera 2000</p>
<h2>Ferry-Boat e Comboio para Marrakech</h2>
<p>Lá estava eu no autocarro das 6:15 da manha de Lisboa para Algeciras, bem no sul de Espanha de onde iria apanhar o Ferry-boat para Marrocos...</p>
<p>A imagem que vi ao chegar ao porto de Algeciras, das montanhas africanas do outro lado do estreito de Gibraltar já estava registada na minha mente, memórias de infância de muitas viagens que tinha feito a Ceuta com os meus pais quando era mais novo.</p>
<p><img src="http://www.liste-tourisme-maroc.com/blog/montanhas-marrocos-gibraltar.jpg" alt="Vista das montanhas no norte de marrocos a alguns kms do porto de algeciras" border="1" height="300" width="400" /></p>
<p>Naquele momento percebi que toda uma vida de viagens iria começar, e que aquelas montanhas eram e foram a minha fonte de curiosidade e de inspiração para o facto de estar ali, sosinho, e para outras viagens que arrepiadamente senti que iria fazer no futuro. Em maior parte das coisas que fiz, fi-las antes de as ter concretizado.</p>
<p>Naquele momento de mil segundos tive uma contemplação "mortem obire" em pleno bater de coração...1000 imagens a correrem na minha mente como se toda a vida estivesse a dár-se a mim mesmo.</p>
<p>A minha antecipação é assumbrosamente real... lá estava Marrocos. À espera.</p>
<p>Encarei essas montanhas como estágios de dificuldades que me deram o calo para ir sempre onde quis: 1-chegar lá, olhar, sentir; 2-ultrapassar e chegar ao outro lado.</p>
<p>Cheguei já de noite a Marrocos e apanhei um táxi até a estação dos comboios. Até agora todo este mundo mágico do desconhecido era um pouco ultrapassado pelo medo e desconfiança. Muitas vezes me questionei do que realmente estava ali a fazer e se iria sobreviver naquela loucura de situação.</p>
<p>Tudo em Marrocos era diferente do que alguma vez tinha visto e aquele comboio da noite Tanger para Marraquexe é sem duvida uma experiência única e deveras assustadora. Mais tarde toda aquela confusão de pessoas, de vendedores de amendoins e berberes aos gritos começou a pouco e pouco a tornar-se natural e à qual eu me rendi e relaxei após uma das senhoras ao meu lado me ter me oferecido amendoins.</p>
<p>Só passadas umas horas me apercebi que aquele comboio estava a ser usado por dezenas de mulheres contrabandistas que, afinal não eram tão gordas como eu pensava, mas, tinham coisas dentro dos vestidos fazendo com que parecessem ter 200 quilos. Cada mulher ocupava 1 banco para 3.</p>
<p>Uma senhora resolve sentar-se ao meu lado, esborrachando-me contra a janela. Foi bom para dormir um pouco, quente e confortável.</p>
<p>Quando acordei resolvi mudar de lugar e através de um convite sentei-me ao lado de umas turistas que mesmo ainda passadas 2 horas de viagem estavam aterrorizadas com todo o ambiente do comboio. Tinha agora companhia “ocidental”. Os ratitos com medo estavam agora todos dentro da mesma gaiola.</p>
<p>O meu bilhete era até Fés que mais tarde alterei. Foi logo aqui a minha primeira discussão estilo marroquino. Uma situação em que comecei a ver que o sangue português é bom para discutir com eles. Hehe, parece que as inúmeras batalhas no Norte de África pelos vistos nos deu olhos bem abertos e sangue quente para uma discussão e defendermos o que queremos. Neste caso, eu simplesmente queria alterar o meu bilhete, e o supervisor não. Lá consegui, e devo dizer que não sei bem como, pois na altura não falava mesmo nada mais que o básico de francês, e, naturalmente nem uma palavra de árabe.</p>
<p>Consegui o que queria. Paguei o extra pela diferença do preço do bilhete e lá ia eu. Segui até Marraquexe com as minhas novas amigas australianas onde chegámos pela manhã.</p>
<h2>Marrakech primeiros contactos</h2>
<p>Mais em breve...</p>
<h2>Carro alugado 1ª vez, volta ao Vale das Rosas e Ouarzazate</h2>
<p>Mais em breve...</p>
<h2>Carro alugado 2ª vez, volta Vale das Rosas, Gorges du Todra, dunas de Erg Chebbi, Merzouga, Source Bleu de Meski, Midelt Marrakech: Grande volta do Atlas Marrakech a Marrakech.</h2>
<p>Mais em breve...</p>
<h2>Fes</h2>
<p>Mais em breve...</p>
<h2>Gastos da Viagem</h2>
<p><strong>Marrocos Primavera 2000</strong><br />
partida de lisboa 29 de abril 2000<br />
regresso lisboa 12 de maio 2000</p>
<p>Lisboa -&#62; Algeciras 6:00-18:30 bus 22€<br />
Algeciras -&#62; Tanger COMANAV 23.30€x2<br />
Tanger -&#62; Fes ONCF train nuit 112.00dh + suplemento marrakesh 68.00dh<br />
carro (fiat uno) 2 dias 250.00/dia/3 (500.00dh)167.00dh<br />
carro (fiat uno) 3 dias 250.00/dia/3 (750.00dh) 250.00dh<br />
Gasolina 1er ocasion (940.00dh/3) 314.00dh<br />
Gasolina 2eme ocasion (2150.00dh/3)670.00dh<br />
Marrakesh -&#62; fes ONCF 168.00dh<br />
Fes -&#62; tanger morora ONCF 72.00dh<br />
Algeciras -&#62; madrid -&#62; lisboa oriente CAF (16.000SP) 80€. duração 17:25<br />
Hotel em mMarraquexe terrasse 6 nuits 120.00dh, chambre 2 nuits 80dh<br />
Auberge em Erg Chebbi dunas de Merzouga total 320.00dh<br />
Gastos diversos, jantares e compras 200€<br />
<strong>Total </strong>754.6€</p>
<h2>Trajecto da viagem por dias:</h2>
<p><strong>sábado 29</strong><br />
lisboa -&#62; algeciras<br />
algeciras -&#62; tanger<br />
tanger -&#62; marraquexe</p>
<p><strong>domingo 30</strong><br />
marraquexe</p>
<p><strong>segunda 1</strong><br />
marraquexe -&#62; ait ben-haddou (almoço)<br />
ait ben-haddou -&#62; ouarzazate<br />
ouarzazate -&#62; et kellat mgouna (jantar)</p>
<p><strong>terça 2</strong><br />
et kellat mgouna -&#62; boumalne dadés (compras)<br />
boumalne dadés -&#62; tinerhir (almoço)<br />
tinerhir -&#62; gorges du todra<br />
gorges du todra -&#62; ouarzazate<br />
ouarzazate -&#62; marraquexe (jantar)</p>
<p><strong>quarta 3</strong><br />
marraquexe</p>
<p><strong>quinta 4</strong><br />
marraquexe</p>
<p><strong>sexta 5</strong><br />
marraquexe</p>
<p><strong>sábado 6</strong><br />
marraquexe</p>
<p><strong>domingo 7</strong><br />
marraquexe -&#62; et kellat<br />
mgouna -&#62; erfoud -&#62; erg chebbi<br />
saara auberge</p>
<p><strong>segunda 8</strong><br />
erg chebbi -&#62; kasbah rissani -&#62; merzouga (almoço)<br />
merzouga -&#62; saara hamada du guir (deserto de cobalto vulcânico)<br />
erg chebbi dunas saara auberge</p>
<p><strong>terça 9</strong><br />
erg chebbi -&#62; le source bleue de meski (banho em piscina de água natural)<br />
le source bleue de meski -&#62; er rachidia -&#62; valle du ziz (gorges du ziz) -&#62; rich (gasolina)<br />
rich -&#62; midelt -&#62; boumia -&#62; nasbah tadla -&#62; beni mellal -&#62; el kella des sraghna (jantar) -&#62; marraquexe</p>
<p><strong>quarta 10</strong><br />
marraquexe -&#62; fes</p>
<p><strong>quinta 11</strong><br />
fes -&#62; tanger -&#62; algeciras -&#62; lisboa</p>
<h2>Problemas</h2>
<p>comboio da noite tanger -&#62; marraquexe<br />
carro alugado que não era muito bom FIAT UNO<br />
o carro alugado ficou todo partido<br />
não encontramos hotel em fes às 3 da manha. as únicas coisas diponíveis eram hoteis de prostitutas na cidade nova que teríamos de pagar à hora.</p>
<h2>Links úteis</h2>
<p>Em breve...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sexto: Burros ao poder]]></title>
<link>http://dobrarfronteiras.wordpress.com/2007/01/07/sexto-burros-ao-poder/</link>
<pubDate>Sun, 07 Jan 2007 15:27:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>David S R Santos</dc:creator>
<guid>http://dobrarfronteiras.pt-br.wordpress.com/2007/01/07/sexto-burros-ao-poder/</guid>
<description><![CDATA[&#8221; (&#8230;)Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><span style="font-weight:bold;">" </span>(...)Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro<br />
E que ele me batesse e me estimasse...</p>
<p>Antes isso que ser o que atravessa a vida<br />
Olhando para trás de si e tendo pena ... <span style="font-weight:bold;">"</span></p>
<p><span style="font-size:85%;"><em>Alberto Caeiro, <span class="blsp-spelling-error"><span class="blsp-spelling-error">in XVIII - Quem me Dera que eu Fosse o Pó da Estrada</span></span></em></span><br />
<span style="font-weight:bold;"><br />
</span></p>
</div>
<p><a href="http://bp1.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RaE4Y1J_lYI/AAAAAAAAABo/0GvzRj95oA0/s1600-h/HPIM3912.JPG"><img style="display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://bp1.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RaE4Y1J_lYI/AAAAAAAAABo/0GvzRj95oA0/s400/HPIM3912.JPG" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align:justify;">São 6 horas da manhã de Quinta-Feira dia 21 de Dezembro de 2006. Toca o despertador numa das tendas do terraço do <a href="http://www.auberge-sahara.com/"><span class="blsp-spelling-error"><span class="blsp-spelling-error">Auberge</span></span> <span class="blsp-spelling-error"><span class="blsp-spelling-error">Sahara</span></span>.</a> Apesar da hora tardia a que nos deitamos, não custa levantar; a ansiedade de dobrar mais uma fronteira sobrepõe-se ao cansaço. Bebe-se um resto do chá frio que sobrou da ceia de ontem, faz-se o pagamento e <span class="blsp-spelling-corrected">fazemos-nos</span> à estrada.</div>
<div style="text-align:justify;">
<div style="text-align:justify;">Antes de seguir viagem é preciso abastecer o depósito. <span class="blsp-spelling-corrected">Dirigimos-nos</span> às bombas mais <span class="blsp-spelling-corrected">próximas</span>, que <span class="blsp-spelling-error"><span class="blsp-spelling-error">teóricamente</span> </span>funcionam 24/24. Chegamos, esperamos e nada. <span class="blsp-spelling-corrected">Alguém</span> nos alerta que é preciso ir acordar o homem que está a dormir lá numa casa. Lá vamos nos, bater á porta. Passado um bocado o homem vem, com o tapete na mão, muito <span class="blsp-spelling-error"><span class="blsp-spelling-error">calmamente</span></span> e põem-se a fazer as suas orações. Mesmo depois de terminadas as orações, parece pouco <span class="blsp-spelling-corrected">interessado</span> em <span class="blsp-spelling-corrected">vender-nos</span> uns litros de <span class="blsp-spelling-corrected">essência</span>, por isso decidimos ir bater a outra porta.</p>
<p>Partimos para umas bombas mais á frente e aqui, não é preciso acordar <span class="blsp-spelling-corrected">ninguém</span>. Os <span class="blsp-spelling-error"><span class="blsp-spelling-error">gasolineiros</span></span> dormem ali ao lado das bombas embrulhados nuns cobertores. Atendem-nos prontamente, tentam <span class="blsp-spelling-corrected">enganar-nos</span> nos <span class="blsp-spelling-error"><span class="blsp-spelling-error">trocos</span></span>, mas tudo se resolve.</p>
<p>O francês do outro carro que nos acompanha pede indicações para sair da cidade em direcção a <span class="blsp-spelling-error">Rosso</span>. Segundo o meu <span class="blsp-spelling-error">GPS</span> seria cortar à esquerda na rotunda, mas o jovem diz que é á direita. Tudo bem, vamos então à direita! E até <span class="blsp-spelling-corrected">íamos</span> bem, mas não demos com o cruzamento e <span class="blsp-spelling-error">enganámo</span>-nos. Pelo caminho, com o nascer do sol ao fundo, um veículo semelhante a um automóvel, <span class="blsp-spelling-error">transportava</span> perto de uma tonelada de peixe, uns no tejadilho, outros nos lugares dos passageiros, e outros ainda no porta-bagagens, com os rabos e as cabeças penderem para fora.</p>
</div>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RaE0UFJ_lXI/AAAAAAAAABg/rr44hQZNifM/s1600-h/P1010036.JPG"><img style="display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RaE0UFJ_lXI/AAAAAAAAABg/rr44hQZNifM/s400/P1010036.JPG" border="0" alt="" /></a><br />
<span class="blsp-spelling-error">Rendemo</span>-nos então às maravilhas da electrónica e decidimos seguir o <span class="blsp-spelling-error">GPS</span>. Mas mesmo assim enganámos-nos de novo! Viramos no cruzamento errado e eis que estamos no caos do transito de <span class="blsp-spelling-error">Nouakchott</span>! A cidade está a acordar, e o código da estrada é coisa de que esta gente nunca ouviu falar. Numas ruas conduz-se pela esquerda, noutras pela direita e em algumas pelo centro.</p>
<p>Apenas é preciso respeitar uma regra: os burros têm prioridade! E são ás centenas. Veículos de tracção animal, com lustrosos motores, alguns de grande cilindrada (3 burros) aceleram pelas ruas da capital. Para eles não há STOP's nem prioridades! Os carros é que têm travões, as carroças não!</p>
<p><a href="http://bp3.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RaE68VJ_lZI/AAAAAAAAAB4/hO-UrTKSrTQ/s1600-h/P1010039.JPG"><img style="display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://bp3.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RaE68VJ_lZI/AAAAAAAAAB4/hO-UrTKSrTQ/s400/P1010039.JPG" border="0" alt="" /></a><br />
Entretanto o Sol já vai alto e encontramos finalmente a estrada que nos levará a <span class="blsp-spelling-error">Rosso</span>. Pelo caminho burros e camelos "abastecem" nas ervas que crescem nas <span class="blsp-spelling-corrected">infindáveis planícies</span> que eu pensava serem apenas de areia...</p>
<p>A viagem continua já a seguir, no Sétimo.</p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[30-12-2006 Bissau &gt; Dakar]]></title>
<link>http://dobrarfronteiras.wordpress.com/2006/12/30/30-12-2006-bissau-dakar/</link>
<pubDate>Sat, 30 Dec 2006 00:00:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>David S R Santos</dc:creator>
<guid>http://dobrarfronteiras.pt-br.wordpress.com/2006/12/30/30-12-2006-bissau-dakar/</guid>
<description><![CDATA[Dia 30 de madrugada chegou a hora de iniciar a viagem de regresso. Às 5:00 da manhã dirigimos-nos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Dia 30 de madrugada chegou a hora de iniciar a viagem de regresso. Às 5:00 da manhã dirigimos-nos à "Paragem" em Bissau, o local de onde partem os 7 Place para todos os cantos de África (apanhando as respectivas ligações). Á nossa espera já estava o motorista. Já tínhamos falado com ele no dia anterior.</p>
<p>Ou antes, o Mário, nosso amigo da Guiné, foi lá negociar o preço.<br />
"-É melhor esperarem aqui no carro enquanto eu lá vou falar com eles. Se eles vêm brancos o preço aumenta logo!" disse ele.</p>
<p align="justify">E assim foi, 40.000 CFA (60€) por uma viagem de aproximadamente 140Km para 3 pessoas até Ziguinchor no Senegal onde depois teríamos de negociar um outro para nos levar até Dakar. O preço era para os lugares todos (7), sendo que o preço normal é de aproximadamente 6000CFA (9€) por pessoa.</p>
<p align="justify">Antes de partirmos, as ultimas verificações técnicas aos "cavalos" e, penso que por superstição uma bênção com água aos pneus.</p>
<p align="justify">Ainda de noite, fomos o primeiro veículo a chegar a S. Vicente, onde teríamos de apanhar uma jangada para atravessar o rio Cacheu. Esperamos até que amanhece-se.</p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RgqPBCfsfGI/AAAAAAAAAIM/4Yu8Ctdhy4U/s1600-h/vicente-ferry-southside.jpg"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://bp0.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RgqPBCfsfGI/AAAAAAAAAIM/4Yu8Ctdhy4U/s1600-h/vicente-ferry-southside.jpg"><img src="http://bp0.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RgqPBCfsfGI/AAAAAAAAAIM/4Yu8Ctdhy4U/s320/vicente-ferry-southside.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p align="center">Zona de espera pela jangada (foto de <a href="http://www.panoramio.com/user/88126">MRP</a>)</p>
<p align="justify">Ali à volta vivi-se um ambiente absolutamente mágico. Numas cabanas ali ao lado estavam umas fogueiras com um enormes caldeirões que coziam qualquer coisa. Aproximei-me para ver o que era e aproveitar um pouco do calor da fogueira, que aquela hora, mesmo em África é bastante agradável. Três enormes caldeirões coziam ostras. Em seu redor dormiam as mulheres que por turnos ficam toda a noite a tomar conta do cozinhado, enquanto outras vão tomando conta das fogueiras. Por entre o fumo e o vapor do marisco começa a clarear o dia. Passageiros de outros transportes que vão chegando aproximam-se também, e olham-me com cara de espanto. (Um branco aqui!?!)</p>
<p align="justify">Entretanto já está suficientemente claro para começar a carregar a jangada. Atravessamos o rio com Sol a nascer sobre ele.</p>
<p><a href="http://bp3.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RgqQNyfsfHI/AAAAAAAAAIU/9kN6XZJHtU4/s1600-h/samseti-ferry-must-pass.jpg"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://bp3.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RgqQNyfsfHI/AAAAAAAAAIU/9kN6XZJHtU4/s1600-h/samseti-ferry-must-pass.jpg"><img src="http://bp3.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RgqQNyfsfHI/AAAAAAAAAIU/9kN6XZJHtU4/s320/samseti-ferry-must-pass.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p align="center">Ferry a cruzar o rio Cacheu (foto de <a href="http://www.panoramio.com/user/59919">xflo:w</a>)</p>
<p align="justify">Ao chegar à outra margem, uma carrinha que estava ao nosso lado não espera pela sua vez e arranca assim que encostamos em terra, arrancando o espelho retrovisor no nosso Peugeot. O motorista fica furioso e inicia uma presseguição que termina poucos metros à frente. Após umas palavras mais "animadas", parecem chegar a um acordo e seguimos viagem. Agora que já é de dia posso observar com mais detalhe a máquina em que nos deslocamos....</p>
<p align="justify">À semelhança de todos os transportes públicos em que usei em África o velocímetro não funciona, e neste, o conta quilómetros parou nos duzentos e poucos mil. Dois outros pormenores fazem-me lembrar o "Anti-Cristo" de "Os deuses devem estar loucos": o travão de mão não funciona e as portas só abrem por fora; para sair abre-se a janela e procura-se o manipulo exterior.</p>
<p align="justify">Um pouco mais à frente paramos para carregar uns sacos de carvão. Quando vamos para arrancar o motor não pega. Calmamente o motorista pega numa chave, abre o capo, e com uma pancada mágica nos "cavalos" a máquina pega.</p>
<p align="justify">Vinte quilómetros depois de S. Vicente chegamos a Ingoré. Aqui um STOP indica paragem obrigatória. Não é um cruzamento. É o posto fronteiriço. São-nos carimbados os passaportes com a saída da Guiné-Bissau e seguimos viagem para S. Domingos. Ao chegar aí, uma nova paragem. O oficial regista num caderno os nosso dados e verifica o carimbo do passaporte. Em nenhum dos postos foi necessário pagar nada.</p>
<p align="justify">Alguns metros à frente estamos a entrar no Senegal. Nova paragem ( <span style="color:#ffcc99;">12°27'15.60"N;16°13'46.59"W</span>) e lá vou com todos os passaportes carimbar a entrada. Também aqui não se paga nada.</p>
<p align="justify">É esta a grande vantagem de viajar de transportes públicos em África. Temos o tempo todo para apreciar a paisagem e conviver com as pessoas (se não viajarmos sozinhos, como foi o caso, mas eramos 3 e ganha a maioria...). Quando se chega às fronteiras o transporte pára indica-nos onde nos devemos dirigir e ainda vai dar uma ajuda, porque eles estão sempre com pressa!</p>
<p><a href="http://bp1.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RgqTaSfsfII/AAAAAAAAAIc/Obc6sCghySk/s1600-h/sunset-karabane.jpg"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://bp1.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RgqTaSfsfII/AAAAAAAAAIc/Obc6sCghySk/s1600-h/sunset-karabane.jpg"><img src="http://bp1.blogger.com/_Kdnz9fRnzaU/RgqTaSfsfII/AAAAAAAAAIc/Obc6sCghySk/s320/sunset-karabane.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p align="center">Praia de Casamança (foto de <a href="http://www.panoramio.com/user/35445">Wooz</a>)</p>
<p align="justify">Alguns quilómetros depois estamos a chegar a Ziguinchor, a capital da província de Casamança, conhecida não só pelas suas praias paradísicas mas também pelo conflito independentista que ali se desenrola há alguns anos.</p>
<p align="justify">Não nos surpreende portanto que a cada quilómetro árvores deitadas no chão obriguem os carros a parar para controlos militares em que os os soldados acompanhados pela sua metralhadora nos estão sempre a pedir os passaportes.</p>
<p align="justify">Em Ziguinchor temos de trocar de viatura. Dado o nosso fraco francês pedimos ajuda ao motorista que nos trás de Bissau. Éra notória a falta de transportes devido ao Tabaski. Estivemos perto de uma hora a negociar epor fim lá chegamos a acordo: 60.000 CFA (aprox 90€) pelos lugares todos. O preço de cada lugar é de 7500CFA. Ficou portanto um pouco mais caro... mas somos brancos! Oferecemos um cartão de telemovel da Guiné ainda com alguns CFA ao nosso ex-motorista em agradecimento pela sua ajuda.</p>
<p align="justify">Depois de ele se ir embora, mais problemas. Agora, o novo motorista já queria levar também os amigos... Lá acabámos por levar apenas mais uma passageira, que no fundo não incomodou nada.</p>
<p align="justify">
<p><span style="color:#c0c0c0;">CONTINUA...</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[21-12-2006 Nouackchot &gt; Tambacounda]]></title>
<link>http://dobrarfronteiras.wordpress.com/2006/12/21/21-12-2006-nouackchot-tambacounda/</link>
<pubDate>Thu, 21 Dec 2006 00:00:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>David S R Santos</dc:creator>
<guid>http://dobrarfronteiras.pt-br.wordpress.com/2006/12/21/21-12-2006-nouackchot-tambacounda/</guid>
<description><![CDATA[São 6 horas da manhã de Quinta-Feira dia 21 de Dezembro de 2006. Toca o despertador numa das tenda]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">São 6 horas da manhã de Quinta-Feira dia 21 de Dezembro de 2006. Toca o despertador numa das tendas do terraço do Auberge Sahara. Apesar da hora tardia a que nos deitamos, não custa levantar; a ansiedade de dobrar mais uma fronteira sobrepõe-se ao cansaço. Bebe-se um resto do chá frio que sobrou da ceia de ontem, faz-se o pagamento e fazemos-nos à estrada.</p>
<p align="justify">Antes de seguir viagem é preciso abastecer o depósito. Dirigimos-nos às bombas mais próximas, que teóricamente funcionam 24/24. Chegamos, esperamos e nada. Alguém nos alerta que é preciso ir acordar o homem que está a dormir lá numa casa. Lá vamos nos, bater á porta. Passado um bocado o homem vem, com o tapete na mão, muito calmamente e põem-se a fazer as suas orações. Mesmo depois de terminadas as orações, parece pouco interessado em vender-nos uns litros de essência, por isso decidimos ir bater a outra porta.</p>
<p align="justify">Partimos para umas bombas mais à frente e aqui, não é preciso acordar ninguém. Os gasolineiros dormem ali ao lado das bombas embrulhados nuns cobertores. Atendem-nos prontamente, tentam enganar-nos nos trocos, mas tudo se resolve.</p>
<p align="justify">O francês do outro carro que nos acompanha pede indicações para sair da cidade em direcção a Rosso. Segundo o meu GPS seria cortar à esquerda na rotunda, mas o jovem diz que é á direita. Tudo bem, vamos então à direita! E até íamos bem, mas não demos com o cruzamento e enganámos-nos. Pelo caminho, com o nascer do sol ao fundo, um veículo semelhante a um automóvel, transportava perto de uma tonelada de peixe, uns no tejadilho, outros nos lugares dos passageiros, e outros ainda no porta-bagagens, com os rabos e as cabeças penderem para fora.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/06/p1010036.jpg" alt="p1010036.jpg" /></p>
<p align="justify">Rendemo-nos então às maravilhas da electrónica e decidimos seguir o GPS. Mas mesmo assim enganámos-nos de novo! Viramos no cruzamento errado e eis que estamos no caos do transito de Nouakchott! A cidade está a acordar, e o código da estrada é coisa de que esta gente nunca ouviu falar. Numas ruas conduz-se pela esquerda, noutras pela direita e em algumas pelo centro.</p>
<p align="justify">Apenas é preciso respeitar uma regra: os burros têm prioridade! E são ás centenas. Veículos de tracção animal, com lustrosos motores, alguns de grande cilindrada (3 burros) aceleram pelas ruas da capital. Para eles não há STOP's nem prioridades! Os carros é que têm travões, as carroças não!<br />
Entretanto o Sol já vai alto e encontramos finalmente a estrada que nos levará a Rosso. Pelo caminho burros e camelos "abastecem" nas ervas que crescem nas infindáveis planícies que eu pensava serem apenas de areia...</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/06/p1010039.jpg" alt="p1010039.jpg" /></p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/06/hpim3912.jpg" alt="hpim3912.jpg" /></p>
<p align="justify">Por volta das 11 da manhã chegámos a Rosso, Mauritânia. Enquanto esperamos para passar o portão que dá acesso à zona de embarque no ferry para o Senegal juntam-se à nossa volta miudos que pedem "cadeau", jovens que perguntam de onde nós vimos, ...</p>
<p align="justify">"Ah, Portugal, Figo, Deco, Pauleta, ..." Todos parecem conhecer melhor do que eu a selecção nacional de futebol.</p>
<p align="justify">Passado algum tempo passamos o portão para a zona de embarque. Começam aqui as negociações. Ao contrário dos policias da fronteira com Marrocos que nos cobraram apenas os 20€ pelo visto de entrada, estes aqui vêm em nós "máquinas de fazer dinheiro". Pedem quantias absurdas, 100€ por cada carro (o nosso e o do francês que nos acompanha), para o bilhete do ferry e para as formalidades aduaneiras de saída. Após algumas negociações, ameaças de voltarmos para trás e irmos pela barragem, etc, o preço fixa-se nos 40€ cada carro.<br />
Subimos a bordo!</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/06/p1010055a.jpg" alt="p1010055a.jpg" /></p>
<p align="justify">Depois de centenas, quase milhares de quilómetros sem ver um rio, estamos a atravessar um rio, que mais que uma fronteira entre dois países é uma fronteira entre dois mundos, o lado árabe do deserto do Sahara a norte e a África Negra a Sul. A sensação é de estar a chegar ao destino. A partir daqui já não há mais noites frias. Pela primeira vez, sente-se verdadeiro calor Africano: húmido.</p>
<p align="justify">A travessia é rápida. Fico feliz por termos passado aqui e não na barragem. Esta sim é a verdadeira fronteira. Fazer a travessia de barco não é a mesma coisa que passar sobre uma barragem.<br />
Desembarcamos, e agora sim é o momento da verdade!</p>
<p align="justify">Ao desembarcarmos no Senegal somos orientados até ao local onde devemos parar a viatura e dirigirmo-nos com os passaportes à casa onde será carimbado o visto de entrada. O processo é um pouco demorado devido à muita gente que se junta ao mesmo tempo vinda do mesmo ferry.</p>
<p align="justify">A espera prolonga-se... dá tempo para aparecer alguém que nos lava os vidros do carro, ficando ainda mais sujos do que estavam, e lá somos levados a dar-lhe uma nota de 1000CFA... o Raul, apesar de todos os avisos, não resiste e tira umas fotografias ao rio e ao ferry! Os ânimos exaltam-se um pouco. Alguém diz: "Não pode tirar fotografias!", "Vamos levá-lo à policia!", ...  mas uma nota de 5€ acalma-os. Ainda assim, ficaram estas imagens:</p>
<p style="text-align:center;" align="justify"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/06/p1010051.jpg" alt="p1010051.jpg" /></p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/06/p1010056.jpg" alt="p1010056.jpg" /></p>
<p align="justify">Entretanto, são-nos pedidos penso que 1000CFA por cada cabeça (se a memória não me falha), o carimbo de entrada é batido no passaporte e estes são-nos entregues.</p>
<p align="justify">Falta agora o mais difícil, a parte do carro. Vamos ao edifício das duanas, e estranhamente, e somos levados a uma janela nas traseiras do edifício, onde entregamos o livrete do carro, a carta de condução e o passaporte do proprietário. Em alguns minutos voltamos a ter nas mãos os documentos e uma folha de autorização temporária de circulação. No passaporte vem registada a entrada do veículo, com o n.º de chassis, etc.</p>
<p align="justify">Mesmo não querendo deitar foguetes antes de tempo, dou saltos de alegria, sem tirar os pés do chão. Aparentemente a tão mal afamada fronteira do Senegal estava resolvida, e era a mais fácil e mais barata até ao momento. Mal imaginava eu o que ainda estava para vir.</p>
<p align="justify">Entrámos no carro e dirigimos-nos ao portão de saída. Aí, um suposto porteiro mais os amigos conseguem-nos extorquir 120€, isto após longas negociações, pois o valor inicial era de 450€. Garantem-nos que daqui para a frente não teremos mais problemas.</p>
<p align="justify">Desta vez já não deitei foguetes. Será que já tínhamos passado tudo, ou ainda ia aparecer mais alguém para nos extorquir euros?</p>
<p align="justify">Quinhentos metros depois os nossos piores receios tornaram-se reais. Ainda havia mais um controlo. Paramos, o agente (fardado) dirigiu-se a nós e mandou-nos ir à casa ali ao lado com o livrete e uma folha de circulação que nos tinha sido entregue na duana. Decidi apresentar apenas a folha para ele por o carimbo. Coloquei o livrete no bolso, pois a data iria denunciar a idade do veículo e quando chegou a minha vez entreguei apenas a folha, que rapidamente ficou vermelha com as porradas do carimbo.</p>
<p align="justify">Depois disto sim, estava resolvida mais uma fronteira! Gastámos apenas mais 20€ que o mínimo que prevíamos gastar, seguimos viagem sem escolta nenhuma, e às 3 da tarde estávamos em St. Luis a almoçar.</p>
<p align="justify">A estrada de Rosso para St. Louis está um quanto esburacada. Pela primeira vez na viagem apanhamos uma estrada em mau estado, que nos recorda que entrámos na verdadeira África. Os primeiros quilómetros são feitos por entre terrenos cultivado e irrigados com água do rio que dá nome ao país. Conforme nos afastamos, a erva seca e depois a terra vermelha tomam conta da paisagem, com os embondeiros no horizonte. Como se não bastasse o mau estado das estradas, também a policia nos quer dar as boas vindas, uma vez por causa duma luz de STOP que não funciona, outra porque não temos o "obrigatório" extintor.</p>
<p align="justify">A ponte metálica que dá acesso à ilha de St. Louis faz antever grandeza da cidade que nos espera, e a sua ferrugem, o decaimento que a antiga capital das colónias francesas em África sofreu nos últimos anos. Ainda assim, é fácil imaginar a beleza que esta teria no tempo em que os jardins e passeios estavam melhor arranjados e a cores das fachadas dos edifícios um pouco menos gastas pelos imperdoáveis anos.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/09/stlouis.jpg" alt="stlouis.jpg" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><em>St. Louis, Senegal, 2006 - foto de <a href="mailto:pentrexyl@gmail.com" target="_blank">pentrexyl</a></em></p>
<p align="justify">Enquanto almoçamos um prato de arroz com peixe seco, somos várias vezes interrompidos por vendedores de "souvenirs", e tentados a ir visitar a ruas estreitas e geométricas da cidade a bordo de uma das charretes que estam constantemente a passar. Infelizmente desta vez não nos podemos sujeitar a apaixonarmos-nos por esta cidade. É hora de seguir viagem!</p>
<p align="justify">Mas não para todos. A Sílvia, que nos acompanhava desde Marrocos fica por aqui. Regressará depois a Portugal novamente por estrada. É na tristeza da despedida, e no desejo dum reencontro que nos fazemos novamente à estrada. Mais uma vez a policia não nos deixa esquecer que estamos no Senegal. Logo à saída da cidade somos pela terceira vez neste dia "multados", agora por excesso de velocidade! Queremos sair o mais rápido possível deste país! O Senegal é um país lindíssimo, mas não é definitivamente o local para um branco conduzir o seu carro.</p>
<p align="justify">Até Louga a estrada assemelha-se a uma estrada nacional portuguesa. Uma vez que pretendemos contornar a Gambia, cortamos aí para o interior do Senegal.  Pretendia-mos seguir o caminho mais curto, por Touba e depois Kaffrine em direcção a Tambacounda, mas pouco depois de Louga não demos por um cruzamento onde devia-mos cortar e seguimos em frente, até Dahra, por uma estrada que mais parecia um queijo suíço. Com isto tudo fizemos mais 50km que o previsto e chegámos a Touba já de noite.</p>
<p align="justify">
<p style="text-align:center;"><img src="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/files/2007/07/touba-grande-moschea.jpg" alt="touba-grande-moschea.jpg" /></p>
<p style="text-align:center;" align="justify">Mesquita de Touba (foto de <a title="Foto de enzopost" href="http://www.panoramio.com/user/149019" target="_blank">enzopost</a>)</p>
<p align="justify">Enchemos o depósito e pedimos umas indicações. Pena ser de noite e não podermos apreciar devidamente a grandiosa mesquita de Touba, a mais importante do Senegal.  Alguns quilómetros à frente, entre Mbaké e Kaffrine somos mandados parar por um policia solitário que nos multa, novamente por causa da falta de extintor. Uma das multas mais caricatas que tivemos nesta viagem. (<a title="Multas no Senegal" href="http://dobrarfronteiras.wordpress.com/2007/07/24/multas-e-policias-senegal-2006/" target="_blank">ler mais sobre a multa</a>).</p>
<p align="justify">As estradas continuam péssimas. Como se não bastassem os buracos, à entrada das localidades há as essenciais lombas que parecem paredes, e com o escuro só as vemos quando estamos mesmo em cima delas.  Se não fossemestaslombas imagino que o numero de atropelos seria ainda mais trágico: pelo meio da escuridão há sempre crianças que brincam despreocupadas pelo meio da estrada. Pensávamos que a estrada a partir de Kaffrine estivesse num estado razoável, afinal é a estrada que liga Dakar a Tambacounda e daí à Guiné Conakri e ao Mali.</p>
<p align="justify">Pelo contrário! Esta revela-se o nosso pior pesadelo. Os constantes buracos lá deixam de quando em vez engatar a terceira velocidade, e muito raramente a quarta. Fazemos alguns quilometro em segunda, a ultrapassar camiões, muitos deles encostados à berma com um garrafão de óleo e umas braças de arbustos a servir de triângulo, enquanto o mecânico-condutor tenta substituir um pneu, ou espera por ajuda quando o caso é mais grave.</p>
<p align="justify">O cansaço de conduzir desde as 7 da manhã e suportar os arreliantes policias e guardas fronteiriços leva-me a descobrir como é conduzir a dormir. Numa estrada europeia pode ser mortal. Aqui não: vou a 20, 30km/h, e os buracos não permitem que os olhos se fechem por mais de 2 segundos. Ainda hoje não olhamos para o relógio Imagino que seja 1 ou 2 da manhã. Já exaustos decidimos encostar e dormir algumas horas, no meio da mais absoluta escuridão, onde nem a luz da estrelas consegue transpor o pó levantado pelos camiões.</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
