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	<title>desmatamento &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "desmatamento"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 20:36:04 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Babaçu x Pecuária X Siderúrgicas: Sobre-vimento para quem?]]></title>
<link>http://ayres1000.wordpress.com/?p=159</link>
<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 13:05:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>ayres1000</dc:creator>
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<description><![CDATA[Abaixo segue interessante texto sobre a história da luta da quebradeiras de coco babaçu e seus atu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo segue interessante texto sobre a história da luta da quebradeiras de coco babaçu e seus atuais conflitos.</p>
<p>Texto retirado de http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=521</p>
<p>03/04/2006</p>
<h1 class="titulo_noticia">Babaçu livre</h1>
<p><em>A expansão da pecuária e de outros interesses econômicos na região dos babaçuais ameaça o trabalho das quebradeiras de coco, fundamental para a sobrevivência de diversos grupos extrativistas do meio-norte do país</em></p>
<p>Texto e fotos: André Campos</p>
<table style="width:238px;height:224px;" border="0" width="238" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.reporterbrasil.com.br/images/articles/20060403quebradeiras.jpg" border="0" alt="" width="230" height="172" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="legenda">Quebradeira de coco em ação: uma atividade predominantemente feminina</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Do babaçu, tudo se aproveita. Essa é uma frase comum na chamada região dos babaçuais, localizada na faixa de transição para a floresta Amazônica. Com cerca de 18,5 milhões de hectares (algo equivalente a 75% do estado de São Paulo), sua área inclui terras de várias unidades da federação, principalmente do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins. Locais onde, para milhares de famílias, babaçu é quase um sinônimo de sobrevivência. Da folha dessa palmeira, que pode chegar a 20 metros de altura e tem inflorescência em cachos, faz-se telhado para as casas, cestas e outros objetos artesanais; do caule, adubo e estrutura de construções; da casca do coco produz-se carvão para fazer o fogo, e, do seu mesocarpo, o mingau usado na nutrição infantil; da amêndoa obtêm-se óleo, empregado sobretudo na alimentação mas também como combustível e lubrificante, e na fabricação de sabão.</p>
<table style="width:215px;height:307px;" border="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.reporterbrasil.com.br/images/articles/20060403casa.jpg" border="0" alt="" width="200" height="266" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="legenda">O caule do babaçu é usado como estrutura na construção de casas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Que eu conheça, o babaçu tem 49 utilidades diferentes,<!--more--> mas acredito que sejam mais”, conta Emília Alves, de 53 anos, dos quais mais de 30 coletando o coco que cai da palmeira. Trata-se de uma atividade tradicionalmente feminina, muito cantada nas músicas das “quebradeiras de coco” (como elas mesmas se autodenominam) e indissociável do modo de vida de diversas comunidades da região, onde, diz-se, toda mulher foi, é ou será um dia quebradeira de coco. Há várias gerações, lá estão elas com um machado preso sob uma das pernas e um porrete de madeira na mão, arrebentando diariamente centenas de cocos para extrair as amêndoas. Apesar de não haver dados oficiais, calcula-se que, no Brasil, entre 300 mil e 400 mil extrativistas sobrevivam dessa atividade. Para se ter uma idéia, é um número semelhante ao total de índios aldeados que, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), vivem atualmente no Brasil.</p>
<p>Emília mora no município de São Miguel do Tocantins, localizado no extremo norte daquele estado. “Cheguei em 1971. Naquela época, o pessoal plantava roça e quebrava coco onde queria”, lembra. A partir de 1973, diz ela, as coisas começaram a mudar, por conta de “gente que apareceu do nada e se pôs a dizer que era dona da terra”. Relatos semelhantes são comuns por toda a região dos babaçuais; histórias de terrenos que foram cercados e de mulheres que se viram impedidas de coletar o coco do babaçu. Nesse contexto, surgiram formas de exploração do trabalho, como, por exemplo, a “quebra de meia” (na qual quebradeiras de coco precisam ceder ao dono da terra metade das amêndoas) e o “barracão” (em que elas são obrigadas a entregar tudo nas mãos do proprietário, de acordo com as condições financeiras impostas por ele).</p>
<table style="width:225px;height:226px;" border="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.reporterbrasil.com.br/images/articles/20060403cerca.jpg" border="0" alt="" width="230" height="172" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="legenda">Quebradeiras de coco atravessam cerca para chegar aos babaçuais, a maioria das palmeiras está em terras de fazendeiros</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A partir da década de 1980, as dificuldades enfrentadas impulsionaram o aparecimento de organizações em defesa dessas mulheres. Atualmente, Emília é coordenadora executiva da Regional do Tocantins do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), presente em quatro estados brasileiros (Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins). A entidade tem como principal bandeira aquela que, historicamente, é a grande reivindicação das quebradeiras de coco: o direito de livre acesso aos babaçuais.</p>
<p>A discussão política em torno desse tema atingiu novo patamar a partir de 1997, quando foi aprovada, no município de Lago do Junco, região central do Maranhão, a Lei do Babaçu Livre. Basicamente, ela garante às quebradeiras de coco do município e às suas famílias o direito de livre acesso e de uso comunitário dos babaçus (mesmo quando dentro de propriedades privadas), além de impor restrições significativas à derrubada da palmeira. Essa iniciativa vem se alastrando e, atualmente, 13 municípios (oito no Maranhão, quatro no Tocantins e um no Pará) possuem legislação do gênero.</p>
<table style="height:303px;" border="0" width="186" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.reporterbrasil.com.br/images/articles/20060403terezinha_fernades.jpg" border="0" alt="" width="200" height="267" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="legenda">Terezinha Fernandes, autora do projeto de lei para garantir o livre acesso aos babaçuais</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em 2003, o debate sobre o assunto passou a integrar a agenda política nacional, com a criação de um projeto de lei que, em resumo, estende a Lei do Babaçu Livre para toda a área dos babaçuais. Terezinha Fernandes (PT-MA), a deputada federal autora do projeto, acredita que sua aprovação é estratégia fundamental para garantir a sobrevivência de diversos grupos extrativistas do Brasil. “Neste momento, é fundamental garantir meios para a manutenção da atividade das quebradeiras de coco. Trata-se de um trabalho penoso, mas é o único que existe hoje para as mulheres da região”, afirma.</p>
<p>José Hilton de Sousa, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (Faema), declara-se favorável à lei, desde que existam regras claras para o uso comum do espaço das propriedades. “É necessário que as partes discutam para chegar a uma definição", diz. "Existem pessoas de todos os tipos, inclusive as aproveitadoras, que podem cometer improbidades nas fazendas.”</p>
<p>Entre proprietários de terra da região, são comuns reclamações de que as quebradeiras de coco estariam cortando cercas com o objetivo de fazer um caminho mais curto até os babaçuais. Muitas vezes também estariam deixando a casca do coco espalhada pelo chão, provocando ferimentos nos casos dos animais. Além disso, a realização de “caieiras” – método artesanal para a fabricação do carvão a partir da queima casca do coco – dentro das propriedades é criticada sob a alegação de que traz risco de incêndios.</p>
<p>Para Sousa, o acesso das mulheres aos babaçuais é atualmente muito mais bem aceito na região, e ocorre mesmo nos locais onde não há Lei do Babaçu Livre. “Funciona na base da boa vizinhança. Eu mesmo tenho uma fazenda no município de Fortuna (MA) onde há ocorrência de babaçu, e lá as pessoas entram sem nenhum problema.” A receptividade dos fazendeiros à lei, no entanto, é questionada por Terezinha Fernandes, que afirma existir forte pressão para evitar a sua aprovação na Câmara Federal. “Já houve inclusive fazendeiro que veio me abordar nos corredores do Congresso, reclamando que o projeto era prejudicial a suas atividades econômicas.”</p>
<table style="height:153px;" border="0" width="151" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.reporterbrasil.com.br/images/articles/20060403babacual.jpg" border="0" alt="" width="230" height="172" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="legenda">Áreas de babaçuais, na região de transição para a Amazônia, estão sendo devastadas, inclusive em áreas de conservação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A expansão da fronteira agrícola e, principalmente, da atividade pecuária tem gerado um aumento significativo do desmatamento e dos conflitos de interesse relacionados à utilização dos babaçuais. Diversas áreas estão sendo devastadas para dar lugar ao pasto, situação que provoca tensões inclusive em unidades de conservação oficialmente reconhecidas, como as reservas extrativistas do Ciriaco e Mata Grande, além do Parque Estadual do Mirador, todos no Maranhão. No início de 2005, uma ação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) daquele estado resultou na retirada de 9 mil cabeças de gado de dentro do parque.</p>
<table style="width:217px;height:357px;" border="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.reporterbrasil.com.br/images/articles/20060403terezinha_cruz.jpg" border="0" alt="" width="200" height="267" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="legenda">A atividade é fundamental para a sobrevivência de centenas de milhares de famílias agroextrativistas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Há quatro reservas extrativistas na região dos babaçuais, todas criadas em 1992. Até o momento, porém, apenas uma delas (a Reserva Extrativista Quilombo do Flexal, no Maranhão) tem condições minimamente aceitáveis de regularização fundiária. Maria Querubina da Silva, coordenadora executiva da regional do MIQCB em Imperatriz (MA), defende a regularização das outras três como tema de fundamental interesse para as quebradeiras de coco. “Mas existe hoje uma forte ação política para impedir que isso aconteça”, afirma ela.</p>
<p>Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a extinção de duas dessas reservas (Mata Grande e Extremo Norte do Estado do Tocantins). Em dezembro do ano passado, ele estava pronto para ser votado e foi retirado da pauta após pedido da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP).</p>
<p><strong>Privado x coletivo</strong></p>
<p>O argumento de que a Lei do Babaçu Livre viola o direito de propriedade privada marca aquele que é, sem dúvida, o ponto mais polêmico dos debates em torno do tema. E foi justamente com base nessa alegação que o relator do projeto no Congresso Nacional, deputado federal Wagner Lago (PDT-MA), fez alterações profundas em seu texto original. São mudanças que, na prática, removem a garantia de livre acesso das quebradeiras de coco aos babaçuais, mantendo apenas aspectos referentes à preservação da palmeira.</p>
<p>Segundo seu relatório, ao afirmar que as matas de babaçu são de usufruto comunitário das populações extrativistas, o projeto praticamente dá a elas o direito exclusivo sobre tais áreas (algo que ele insinua constituir “desapropriação indireta”). Essa preocupação é compartilhada pelo presidente da Faema: “Tenho medo de que toda essa liberdade seja usada como argumento para mais invasões, e isso nós não agüentamos mais”.</p>
<p>Para Terezinha Fernandes, esse discurso não condiz com a realidade. Ela afirma ainda que, com as modificações feitas, nem vale a pena colocar o projeto em votação. “A Constituição também garante que a terra tem de cumprir sua função social, e é com base nesse ponto que criamos o projeto”, diz. “As florestas de babaçu são hoje quase todas propriedades privadas; então como é que vamos preservar a atividade das quebradeiras de coco?”</p>
<p>Joaquim Shiraishi Neto, professor do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e pesquisador do tema, questiona a suposta ênfase dada à propriedade privada em detrimento dos interesses coletivos nessa discussão. “A Constituição reconhece o país como formado por uma sociedade pluriétnica, identificando inclusive alguns grupos com realidades e direitos específicos”, explica ele. “Pelo princípio de igualdade, o Estado também tem de reconhecer as quebradeiras de coco e as formas de reprodução social desse grupo.”</p>
<p>Desde 2002, o Brasil é signatário da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), documento que dá sustentação a esse tipo de argumento ao determinar a necessidade de o Estado proteger o modo de vida de populações cujas condições sociais, culturais e econômicas as distingam de outros setores da coletividade nacional. Em dezembro de 2004, foi criada pelo governo federal a Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais, que, entre outras incumbências, deve sugerir critérios para a regulamentação das atividades de agroextrativismo próprias dessas populações específicas. As quebradeiras de coco são uma das 15 identidades étnicas com assento na comissão, juntamente com outras como, por exemplo, índios, quilombolas, ciganos e seringueiros.</p>
<p><strong>Lei só no papel</strong></p>
<p>Quando a estrada de terra não alaga (algo comum na época das chuvas, de dezembro a março), cerca de uma hora de ônibus separa a cidade de Imperatriz do pequeno povoado de Petrolina, localizado no mesmo município e onde vivem cerca de 230 famílias de agricultores. Imperatriz já aprovou a Lei do Babaçu Livre, mas Terezinha Cruz, presidente da Associação das Quebradeiras de Coco de Petrolina, é categórica em afirmar: a lei só existe no papel. Diariamente, ela e outras mulheres percorrem cerca de 4 quilômetros até o local onde normalmente trabalham. E, no caminho, passam por fazendas em que os donos não permitem a realização da atividade. “Quando pegávamos coco nas vizinhanças, dava para trazer em casa e quebrar aqui”, lembra ela. “Mas, agora, faça chuva ou faça sol, a gente tem de trabalhar lá no meio do mato.”</p>
<p>Situações ligadas à proibição do acesso já foram denunciadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um dos órgãos responsáveis pela fiscalização da Lei do Babaçu Livre. E por conta disso, diz Terezinha Cruz, as mulheres da comunidade já sofreram ameaças. “Chegaram a dizer que, qualquer dia desses, ia amanhecer quebradeira com a boca cheia de formiga”, afirma ela. Essa é a realidade também em outras áreas de babaçu. Em outubro de 2005, o MIQCB publicou o estudo Guerra Ecológica nos Babaçuais, coordenado pelo antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida. Entre outras informações, ele cataloga 12 situações recentes que colocam em risco a integridade física das quebradeiras de coco, incluindo ameaças de morte, surras e estupro.</p>
<p>Atualmente, a Fazenda Eldorado é a principal área onde trabalham as mulheres da Associação das Quebradeiras de Coco de Petrolina. Trata-se de uma propriedade da Ferro Gusa Carajás, siderúrgica criada a partir de parceria entre a Companhia Vale do Rio Doce e a norte-americana Nucor Corporation. Há aproximadamente oito anos, motivadas pelas crescentes dificuldades de acesso aos babaçuais, as quebradeiras procuraram os donos da fazenda e firmaram com eles um contrato de comodato que permite a coleta e a quebra do coco em uma área de 307 hectares da propriedade. A Fazenda Eldorado possui eucaliptos que são utilizados na produção de carvão vegetal, que abastece os fornos da siderúrgica.</p>
<p>O contrato estabelece restrições como, por exemplo, só permitir a entrada na área das quebradeiras de coco que pertencem à associação. Além disso, há previsão de multas caso ele não seja renovado anualmente. Mesmo após a aprovação da Lei do Babaçu Livre no município, ocorrida em 2003, o contrato continua em vigor, apesar de, em princípio, contrariar as disposições básicas dessa lei.</p>
<p>Segundo Silas Zen, gerente de exportação da Ferro Gusa Carajás, a empresa entende que a Lei do Babaçu Livre viola o direito de propriedade garantido pela Constituição. “Entretanto, sem entrar no mérito quanto à constitucionalidade dela, os babaçuais encontram-se em áreas gravadas junto ao IBAMA como Reserva Florestal Legal (porcentagem de cada propriedade destinada à preservação ambiental). Desse modo, a empresa está obrigada a garantir que não seja realizada qualquer exploração nestas áreas, salvo autorização do IBAMA”, diz ele. “O contrato preconiza um número limitado de pessoas para evitar a depredação e, conseqüentemente, garantir o uso continuo e sustentado da mesma pelos membros da comunidade.”</p>
<p><strong>Siderúrgicas x quebradeiras</strong></p>
<table style="width:217px;height:357px;" border="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.reporterbrasil.com.br/images/articles/20060403siderurgica.jpg" border="0" alt="" width="230" height="334" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="legenda">Uso do côco para a produção de carvão vegetal acirrou conflito de acesso ao babaçu</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em Petrolina, assim como em muitos outros locais, ocorreu uma intensificação nas disputas em torno do babaçu durante os últimos três anos, motivada pela consolidação de um novo interesse econômico na região: o uso do coco para a produção de carvão vegetal. “Isso foi a pior dificuldade que já enfrentamos”, afirma Terezinha Cruz. Diversas fazendas têm sido arrendadas para essa atividade, cujo mercado consumidor é formado por empresas de óleos vegetais, cerâmicas e, principalmente, pelas siderúrgicas ligadas ao Projeto Carajás.</p>
<p>Maior reserva de ferro do mundo, a serra dos Carajás, no sul do Pará, converteu-se, a partir da década de 1980, em palco de um dos mais ambiciosos projetos de mineração da história do Brasil. Segundo a Associação das Siderúrgicas de Carajás (Asica), que congrega as 15 usinas atuantes na região, o pólo gera cerca de 34 mil empregos diretos e indiretos, exportando o equivalente a US$ 800 milhões por ano.</p>
<p>Em setembro de 2005, no entanto, um relatório apresentado pelo Ibama mostrou que o franco crescimento da atividade tem sido sustentado pelo uso de carvão vegetal proveniente de desmatamentos ilegais. Com base em dados apresentados pelas próprias siderúrgicas, o Ibama identificou, entre 2000 e 2004, o consumo de 7,7 milhões de metros cúbicos de carvão ilegal e de 15,4 milhões de metros cúbicos de toras de madeira exploradas sem autorização. Tal situação gerou, no ano passado, mais de R$ 500 milhões em multas para as siderúrgicas. A Ilegalidade, segundo o Ibama, movimentou R$ 385 milhões.</p>
<p>Nesse contexto, a utilização do carvão feito a partir da queima do coco do babaçu ganhou força como alternativa para suprir o déficit energético do setor. Segundo Cynthia Martins, doutoranda em antropologia social pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e uma das pesquisadoras do estudo Guerra Ecológica nos Babaçuais, tal fato incentivou um refinamento nas técnicas para impedir o acesso ao babaçu – “situações como a instalação de cercas elétricas e a ação de vigias que disparam tiros para amedrontar as mulheres”, exemplifica. De forma geral, organizações extrativistas não são contrárias ao uso do coco pelas siderúrgicas, desde que o carvão seja originário somente da casca. No entanto, diversas entidades alertam para o crescimento da produção de carvão feito com o coco inteiro – prática que impede as quebradeiras de obterem a amêndoa, principal subproduto da economia familiar do babaçu.</p>
<p>Em toda a região dos babaçuais, não está claro quais são as usinas que estariam fazendo uso de carvão proveniente da queima do coco inteiro. A Companhia Siderúrgica do Maranhão (Cosima), por exemplo, é freqüentemente apontada por organizações agroextrativistas como uma delas. No entanto, a empresa afirma que sempre utilizou apenas carvão feito a partir da casca. “O carvão do coco inteiro tem alto teor de óleo e gera muito alcatrão, causando sérios transtornos ao processo produtivo”, explica Fernando Rangel, superintendente de energia da Cosima. “Essa é mais uma razão pela qual não nos interessa receber esse tipo de matéria-prima.”</p>
<p>Mesmo no que diz respeito à casca do coco, há queixas relacionadas ao surgimento de novas formas de exploração associadas à cadeia produtiva do carvão vegetal. “Identificamos situações em que uma pessoa chamada de ‘fornecedor’ contrata mulheres sem-terra para quebrar coco o dia inteiro, obrigando-as a vender a amêndoa por um preço muito baixo e a dar para ele toda a casca”, diz Cynthia. Não é um caso isolado de trabalho precário associado às atividades do pólo siderúrgico de Carajás, visto que as carvoarias que abastecem as usinas são freqüentemente apontadas como um dos principais focos de incidência de trabalho escravo e degradante do país.</p>
<p>A utilização do coco na produção de carvão vegetal também preocupa entidades ligadas ao meio ambiente. “Muitas vezes, quem queima o coco inteiro o colhe de forma indiscriminada: força a retirada antes do tempo de amadurecimento, cortando o cacho ou mesmo queimando a palmeira”, explica a gerente executiva do Ibama em Imperatriz, Adriana Soares de Carvalho. Para piorar, diz ela, as siderúrgicas não possuem capacidade de plantio e de reposição florestal que dê sustentação à cadeia produtiva. “A falta de planejamento faz com que esse tipo de coisa aconteça”, acrescenta. Além disso, Adriana afirma que a inexistência de um zoneamento ecológico-econômico adequado pode gerar conflitos entre as diversas atividades. “Eu não sei dizer hoje qual é a potencialidade que deve ser priorizada em várias das regiões do Maranhão, simplesmente porque o assunto não foi discutido.”</p>
<p><strong>Alternativas econômicas</strong></p>
<table style="height:287px;" border="0" width="157" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.reporterbrasil.com.br/images/articles/20060403amendoa.jpg" border="0" alt="" width="200" height="267" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="legenda">A venda da amêndoa do côco é a principal fonte de lucro para a economia familiar do babaçu</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A importância da amêndoa para a economia familiar não se restringe à venda direta, já que a maioria dos projetos de geração de renda direcionados às quebradeiras de coco também a utilizam. O óleo comestível e o sabonete feitos dela são dois dos principais produtos com os quais organizações extrativistas buscam melhorar os rendimentos das trabalhadoras, através da criação de sistemas de comercialização e produção em maior escala. Por exemplo, no extremo-norte do Tocantins, na região conhecida como Bico do Papagaio, 1 quilo de amêndoa é comprado por um preço entre R$ 0,50 e R$ 0,60, enquanto 1 litro de óleo de babaçu (que é obtido com 2 quilos de amêndoa) chega a ser vendido por R$ 5. Uma quebradeira de coco extrai, em média, 5 quilos de amêndoa por dia.</p>
<p>Segundo Emília Alves, no Bico do Papagaio vivem cerca de 2 mil quebradeiras de coco. Entre 1992 e 2004, conta ela que a Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (Asmubip) chegou a produzir óleo do babaçu em larga escala através de uma prensa adquirida pela entidade. A Asmubip comprava amêndoas de cerca de 700 trabalhadoras, por preços maiores do que o do mercado, mas dificuldades financeiras acabaram levando ao fim da iniciativa. “No último ano em que o projeto funcionou, o preço de compra foi de R$ 0,80 o quilo e, nessa época, o atravessador chegava a pagar R$ 0,75. Mas quando paramos, eles voltam para R$ 0,60 ou até R$ 0,50 o quilo.”</p>
<table style="width:217px;height:357px;" border="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.reporterbrasil.com.br/images/articles/20060403oleo.jpg" border="0" alt="" width="200" height="267" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="legenda">Em cooperativas e associações, produzir e comercializar óleo permite agregar valor ao produto</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>De acordo com Emilia, seria necessário um investimento de R$ 30 mil para que a prensa voltasse a funcionar de forma auto-sustentada. A Asmubip, no entanto, enfrenta dificuldades para obter esse crédito. “Os governantes não acreditam que as mulheres são capazes”, diz ela. Historicamente, apenas 10% do crédito rural no Brasil é destinado a pessoas do sexo feminino.</p>
<p>Quase sempre, há uma grande quantidade de intermediários entre o trabalho das quebradeiras de coco e o consumidor final. Organizações como a Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema) buscam mudar essa realidade através de sistemas cooperativistas de produção e comercialização de produtos do babaçu. A Assema, que congrega dezenas entidades de trabalhadores rurais e de quebradeiras de coco, vende produtos como carvão, sabonete e tortas provenientes de subprodutos da palmeira, inclusive exportando para os Estados Unidos e a Europa.</p>
<p>Além disso, organizações de quebradeiras de coco reivindicam atualmente o desenvolvimento de tecnologias apropriadas para a conversão das amêndoas do babaçu em biodiesel. O próprio governo destaca o amplo potencial produtivo da agricultura familiar no fornecimento de insumos para a produção do combustível, uma das principais apostas do Governo Federal visando a diversificação do modelo energético brasileiro.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Terras mantêm valorização, mas inflação reduz ganhos dos proprietários]]></title>
<link>http://jornalanoticiaonline.wordpress.com/?p=18</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 18:39:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>biodiversidade</dc:creator>
<guid>http://jornalanoticiaonline.wordpress.com/?p=18</guid>
<description><![CDATA[Click, leia e comente as Notícias do www.zootecniabrasil.com.br 

Demora da CTNBio em analisar libe]]></description>
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<ul style="margin-top:0;" type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1685"><span style="font-size:small;">Demora da CTNBio em analisar liberação de sementes transgênicas preocupa Ministério da Agricultura</span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1684"><span style="color:green;"><span style="font-size:small;">Programa de Documentação da Trabalhadora Rural chega a município do Amapá</span></span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1683"><span style="font-size:small;">CNA diz que altos custos na pecuária tornam inútil a valorização da arroba do boi</span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1682"><span style="color:green;"><span style="font-size:small;">Arroto de vaca ajuda a estudar mudança climática</span></span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1681"><span style="font-size:small;">Terras mantêm valorização, mas inflação reduz ganhos dos proprietários</span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1680"><span style="color:green;"><span style="font-size:small;">Custos dos insumos e falta de regularização fundiária ameaçam agricultura </span></span></a></span></strong></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1679"><span style="font-size:small;">Governo do Paraná e ONU fazem parceria para ampliar aqüicultura</span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1678"><span style="color:green;"><span style="font-size:small;">FAO: Brasil terá safra recorde de milho em 2008</span></span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1677"><span style="font-size:small;">Preços em alta compensam menor volume e elevam receita com exportações de carne brasileira</span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1676"><span style="color:green;"><span style="font-size:small;">Alta do preço do boi influencia estudo sobre produção agropecuária</span></span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1675"><span style="font-size:small;">Cientista quer combate ao avanço da pecuária sobre floresta para diminuir desmatamento da Amazônia</span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
<li class="MsoNormal"><strong><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://www.zootecniabrasil.com.br/sistema/modules/news/article.php?storyid=1674"><span style="color:green;"><span style="font-size:small;">Conab voltará a ofertar gado apreendido na Operação Boi Pirata com lotes reavaliados</span></span></a></span></strong><span style="font-family:Verdana;"></span></li>
</ul>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[rumo a Pequim!!!]]></title>
<link>http://novacharges.wordpress.com/?p=168</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 21:35:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>novaes</dc:creator>
<guid>http://novacharges.wordpress.com/?p=168</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://novacharges.files.wordpress.com/2008/07/novaesjb3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-167" src="http://novacharges.wordpress.com/files/2008/07/novaesjb3.jpg?w=300" alt="" width="300" height="297" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Forte ação contra desmatadores dda amazônia]]></title>
<link>http://kiminda.wordpress.com/?p=3721</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 12:43:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nilnews</dc:creator>
<guid>http://kiminda.wordpress.com/?p=3721</guid>
<description><![CDATA[O ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, está preparando operação midiática contra desmatadores]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, está preparando operação midiática contra desmatadores da Amazônia, na próxima semana, que pode contar até com a participação do Exército.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.radiobras.gov.br/especiais/desmatamentoamazonia/desmatamento_faixa.jpg" alt="" width="456" height="176" /></p>
<p>Por outro lado, Minc vai baixar portaria diminuindo "para 5%" as exigências burocráticas para que pesquisadores "de instituições públicas de notória excelência", como USP, Unicamp e universidades federais, tenham acesso à biodiversidade dos parques nacionais. "Biopirata é biopirata; cientista é cientista", diz Minc. As universidades seriam co-responsáveis pelo que seus cientistas fizerem nos parques. "Voltaremos a ser eco-aliados", diz ele.</p>
<p>MB</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Não há "bordoada" melhor contra o desmatamento do que multa pesada, diz Lula]]></title>
<link>http://blogdamorg.wordpress.com/?p=393</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 05:22:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Morgana Gualdi Laux</dc:creator>
<guid>http://blogdamorg.wordpress.com/?p=393</guid>
<description><![CDATA[O governo vai aplicar multas pesadas em quem insistir no desmatamento de florestas, seja para expand]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O governo vai aplicar multas pesadas em quem insistir no desmatamento de florestas, seja para expandir fronteiras agrícola e pecuária ou para a exploração de madeira.</strong> O recado foi dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na inauguração de um centro de triagem de animais silvestres, em Brasília.</p>
<p><strong>– Quem for picareta e achar que pode enganar todo mundo durante todo o tempo, nós temos que dar uma bordoada, e não tem bordoada melhor do que multa pesada e do que apreender as coisas e vender – afirmou o presidente.</strong></p>
<p>De acordo com o presidente, se não for desta maneira não há como controlar o processo de desmatamento no país.</p>
<p><strong>Lula afirmou que há pessoas que desmatam sem qualquer necessidade, quando poderiam seguir os mecanismos oficiais de liberação para exploração de florestas.</strong></p>
<p>– Tem gente que desmata porque quer desmatar, porque tem uma consciência predadora – afirmou.</p>
<p><strong>O presidente disse que o país chegou em um momento que só campanhas preventivas já não resolvem o problema do desmatamento. Ele fez uma comparação da atual situação ambiental com as campanhas preventivas realizadas durante anos para tentar prevenir acidentes de trânsito por causa do consumo de bebida alcoólica, e reconheceu que a campanha do "se dirigir não beba, se beber não dirija", falhou.</strong></p>
<p>– Quanto mais a gente falava, é que nem criança pequenininha, quanto mais a gente falar não faz, aí ela faz.</p>
<p><strong>O presidente Lula defendeu a Lei Seca editada recentemente, que pune com rigor os motoristas flagrados por dirigir com qualquer quantidade de álcool no organismo.</strong></p>
<p><strong>– Se não for assim, as pessoas não respeitam. Esse é o dado concreto – afirmou.</strong></p>
<p>O presidente alertou os exportadores do país para trabalharem com a consciência de que a preservação ambiental, ao contrário de ser um entrave aos seus negócios, tem que ser a marca do diferencial do produto brasileiro.</p>
<p><strong>– Se nós não cuidarmos, daqui a pouco isso vai virar contra nós. Daqui a pouco você tem sueco, holandês, alemão e italiano dizendo não comprem a soja do Brasil porque vem da Amazônia, não comprem biodiesel do Brasil porque vem da Amazônia, não comprem carne do Brasil porque vem da Amazônia – destacou o presidente.</strong></p>
<p>De acordo com Lula, os próprios brasileiros estão "dando um tiro no pé" ao relegar para segundo plano a questão ambiental.</p>
<p>O presidente também mandou um recado aos burocratas do governo federal, que, segundo ele, têm o raciocínio de que tudo pode ser feito por Brasília.</p>
<p><strong>– Ou o governo federal se reeduca para fazer parcerias com seus entes federados, com prefeitos e estados, ou é humanamente impossível achar que daqui de Brasília, de trás de uma mesa, a gente consegue fazer as coisas acontecerem no que diz respeito a questão ambiental – alertou.</strong></p>
<p>Fonte SITE DO CLICK RBS</p>
<p>É um assunto um tanto discutível. Eu e o meu namorado comentamos a respeito dele hoje de manhã e mencionamos a punição sempre financeira para o indivíduo aprender e se conscientizar. Acredito que o Presidente mantendo a mesma postura quanto ao consumo de álcool, ou seja, a tolerância zero, acertará para o bem do ambiente.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Continua o desmatamento na Amazônia]]></title>
<link>http://ecourbana.wordpress.com/?p=624</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 14:49:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecourbana</dc:creator>
<guid>http://ecourbana.wordpress.com/?p=624</guid>
<description><![CDATA[ Fonte Greenpeace Brasil, 15 de julho de 2008
Outros 1.096 km2 de florestas foram desmatados na Amaz]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/1190893886carvoeira.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-629" src="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/1190893886carvoeira.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a> Fonte <strong>Greenpeace Brasil</strong>, 15 de julho de 2008</p>
<p>Outros 1.096 km2 de florestas foram desmatados na Amazónia Legal no mês de Maio, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que divulgou nesta terça-feira os dados do sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) para este período, em que 46% da região esteve coberta por nuvens. Pelo segundo mês consecutivo, a área de floresta destruída corresponde ao tamanho da cidade do Rio de Janeiro, terra natal do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.</p>
<p>No mês anterior, foram detectados 1.123 km2 desmatados na Amazónia, com 53% de cobertura de nuvens. O Mato Grosso, mais uma vez, é o campeão do desmatamento, com 646 km2, sendo que os dados incluem tanto corte raso como degradação progressiva.<!--more--></p>
<p>"Não basta ficar a discutir todos os meses se os números aumentaram ou diminuíram. A principal questão é: o governo está agindo em tempo hábil, usando os alertas do Deter, para combater o desmatamento na Amazónia? A resposta é: à parte algumas ações espetaculares pontuais, o Brasil não tem feito o dever de casa como deveria", avalia Paulo Adario, coordenador da campanha Amazónia, do Greenpeace.</p>
<p>Para a organização, o governo precisa enfrentara as principais causas da destruição da Amazónia, que são de conhecimento de todos: o aumento da fronteira agrícola, a exploração ilegal e predatória de madeira, a transferência de população carente para a região (por falta de um programa eficiente de reforma agrária em outras áreas do país), a queima da floresta para a produção de carvão (para atender a procura das mineradoras). O elemento comum a todas estas causas é a falta de governança.</p>
<p>"Enquanto o Brasil não resolver as causas estruturais que provocam o desmatamento da Amazónia, ou seja, enquanto não substituir o atual modelo de desenvolvimento baseado na exportação de mercadorias de baixo valor agregado por uma economia de base florestal que beneficie as populações locais, aliada à proteção da floresta, a flutuação do desmatamento continuará a ser notícia", afirma Adario.</p>
<p>Segundo ele, ao invés de apenas discutir números, a sociedade também deve cobrar a responsabilidade do governo em zerar o desmatamento da Amazónia o mais rápido possível.</p>
<p>O Greenpeace destaca que os dados do Deter não são precisos, já que ele não foi concebido para ser um sistema para medir a área desmatada. O sistema utilizado pelo Inpe para medir as áreas desmatadas, desde 1988, é o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes), que utiliza imagens de satélite de alta resolução, medidas de agosto a agosto. O Deter começou a ser utilizado em 2004 como um sistema de alerta que tem como principal propósito apoiar o governo para ações de fiscalização e controle de desmatamento.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Monocultura de cana devasta o Cerrado no Alto São Francisco]]></title>
<link>http://ecourbana.wordpress.com/?p=608</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 04:51:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecourbana</dc:creator>
<guid>http://ecourbana.wordpress.com/?p=608</guid>
<description><![CDATA[Maria Luisa Mendonça, Brasil de Fato, 2 de julho de 2008
O cerrado é conhecido como &#8220;pai das]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/cana-cortadores.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-611" src="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/cana-cortadores.jpg?w=300" alt="" width="300" height="224" /></a><strong>Maria Luisa Mendonça</strong>, Brasil de Fato, 2 de julho de 2008</p>
<p>O cerrado é conhecido como "pai das águas", pois abastece as principais bacias hidrográficas do País. Aqui estão as nascentes do rio São Francisco e seus afluentes, como o Samburá, o Santo Antônio e o rio do Peixe, além do Rio Grande, que deságua no rio Paraná. A fauna e a flora são riquíssimas e guardam muitas espécies ameaçadas de extinção. Na Serra da Canastra foram identificadas mais de 300 espécies de aves e 7.000 espécies de plantas.</p>
<p>No município de Lagoa da Prata já existia uma usina de açúcar desde a década de 70, de propriedade de Antonio Luciano, "coronel" e latifundiário, conhecido como um dos maiores grileiros de Minas Gerais. Mais recentemente, a empresa francesa Louis Dreyfus adquiriu esta usina e expandiu o monocultivo de cana para a produção de etanol. Nos últimos dois anos, outras empresas participam do processo de expansão da monocultura da cana na região. Os efeitos são devastadores.<!--more--></p>
<p>Na fazenda de Antonio Luciano chegaram até a desviar o curso do rio São Francisco para facilitar o escoamento da produção, sem licença ambiental ou estudos técnicos. Tanto no período inicial de implantação da cana, como nesta fase recente, a monocultura substitui áreas de lavouras e criação de gado, além de destruir as reservas florestais e a mata ciliar. Na implantação dos plantios, as empresas fazem queimadas clandestinas das matas nativas à noite, derrubam e enterram as árvores, para fugir da fiscalização.</p>
<p>"Hoje é comum encontrarmos animais mortos nas estradas, fugindo da devastação das matas. Já encontramos lobos, raposas, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, lontra, quati, tatu, serpentes, garças, corujas, lagartos, além de peixes mortos no rio, como surubins, que chegam a pesar 40 quilos. Plantam cana até na beira dos rios e das lagoas", afirma Francisco Colares, professor de zoologia na Universidade de Iguatama.</p>
<p>Segundo Colares, a usina de Lagoa da Prata utiliza a água do São Francisco em todo o processo de produção-para irrigação durante o cultivo, para lavar a cana depois da colheita e para resfriar as caldeiras no processamento. Em um dos pontos de captação, o bombeamento é de 500 litros por segundo-quantidade de água suficiente para abastecer todo o município.</p>
<p>O processo de expansão é intenso. A Empresa Total está construindo uma usina em Bambuí e está prevista a implantação de mais três usinas na região-duas em Arcos e uma em Iguatama, além da expansão da produção em Lagoa da Prata. O cultivo de cana chega até a Zona de Amortecimento do Parque Nacional da Serra da Canastra, considerada pelo Atlas da Biodiversidade em Minas gerais como sendo de importância biológica extrema.</p>
<p>O parque fica entre as nascentes do rio São Francisco e a bacia do Rio Grande. A preservação da Zona de Amortecimento, ou área circundante ao parque, é essencial para garantir sua conservação. A produção de cana no local causa grande impacto, por seu potencial invasor, pelo intenso uso de agrotóxicos, entre outros. A Usina Itaiquara se instalou no município de Delfinópolis e plantou cana em áreas de preservação permanente, próximas ao grande reservatório de águas de Furnas.</p>
<p>"A cana chega até a margem do reservatório; plantam cana praticamente dentro d'água. Desmataram a área e praticaram queimadas, o que representa um grande risco para toda a região. O Ministério Público moveu uma ação contra a empresa e esperamos que a área seja recuperada em breve e que os responsáveis sejam punidos pelo dano ambiental. È necessário que os órgãos competentes fiscalizem essa atividade, pois a monocultura traz sérios problemas ambientais. O Brasil deveria priorizar uma agricultura diversificada", afirma Joaquim Maia Neto, Chefe da unidade do IBAMA responsável pelo Parque Nacional da Serra da Canastra.</p>
<p>O Secretário de Agricultura e Meio Ambiente do município de Luz, Dario Paulineli, descreve outros impactos na região. "A cana se expandiu rapidamente nos últimos anos. A empresa Louis Dreyfus fez muitos contratos de arrendamento com agricultores locais e o impacto ambiental foi enorme. A usina aplica o veneno de avião e atinge os agricultores vizinhos e a população das cidades. Desmatam madeira de lei, árvores protegidas por lei como o pequizeiro e a gameleira, plantam cana perto das nascentes dos rios, não respeitam os estudos de impacto ambiental. Muitos animais estão morrendo com a devastação das matas".</p>
<p>Para o agricultor Gaudino Correia, não vale a pena arrendar a terra. "Os contratos são de 12 anos e depois disso a cana já acabou com tudo. A usina usa máquinas pesadas para preparar a terra e causa erosão do solo. Depois queimam a cana e a cinza se espalha por toda a região. Eu não quis arrendar minha terra e estou cercado de cana. Aqui não tem mais terra para lavoura e por isso subiu tanto o preço dos alimentos. Meus vizinhos deixaram de produzir milho, feijão, café, leite e arrendaram a terra para a empresa Total. Eu ainda planto milho, feijão, e produzo leite, mas para o produtor o preço não aumentou, só para o atravessador e para a população. Ainda consigo produzir leite porque faço a ração. Se fosse comprar, não sobrava nenhuma renda. O preço da ração aumentou 50% e fica difícil criar animais".</p>
<p>O agricultor Sebastião Ribeiro tem a mesma posição. "A usina insistiu, mas eu não quis arrendar minha terra. Meus vizinhos arrendaram e depois ficaram com depressão, porque é o mesmo que perder a terra. O que vai acontecer se os agricultores deixarem de plantar alimentos?" Ribeiro explica também que a usina faz irrigação da cana com pivô central, usando água do São Francisco.</p>
<p>Especialistas alertam que não há fiscalização eficiente sobre os impactos sociais e ambientais. "O Estado deveria priorizar a preservação das nascentes dos rios. É como desgastar as veias que levam o sangue para o coração. Essa expansão tem sido muito rápida e a idéia é dobrar a produção de cana na região. A agricultura familiar vai sumir e podem faltar alimentos", afirma Lessandro da Costa, diretor da Associação Ambientalista do Alto São Francisco.</p>
<p>Apesar da propaganda das empresas, que dizem gerar emprego e desenvolvimento, organizações locais denunciam que as usinas não respeitam leis ambientais e trabalhistas. "Usam venenos violentos que afetam a saúde dos trabalhadores e da população. Onde antes se produzia milho, feijão, café, leite e outros alimentos, agora é só cana. Não há crédito para os pequenos produtores, mas o Banco do Brasil tem dinheiro de sobra para incentivar as grandes usinas, que destroem o cerrado e a Amazônia. Essa política vai deixar uma herança de destruição", afirma Carlos Santana, assessor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bambuí.</p>
<p>Ele explica que "Aqui tem serviço, mas só braçal. Os trabalhadores chegam de todas as partes do país para cortar cana e o aluguel na região aumentou muito. Outra conseqüência foi o congestionamento do sistema de saúde pública. Os cortadores de cana recebem por produção e isso causa a exploração. Muitos ficam doentes e não conseguem mais trabalhar".</p>
<p>O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa da Prata, Nelson Rufino, denuncia que, "A usina Louis Dreyfus causa grande destruição do meio-ambiente. O trator da empresa arranca as árvores e depois enterra para esconder o crime ambiental. Somente metade dos canais onde depositam o vinhoto é feita de cimento. Nos outros canais o vinhoto vai direto para o subsolo e para os rios. Nós chamamos o vinhoto de "água que fede".</p>
<p>Rufino descreve ainda os impactos sociais nos municípios da região. "As cidades estão totalmente cercadas porque a cana chega até as áreas urbanas. A empresa joga veneno de avião e o índice de câncer na população é enorme. Só na minha família temos cinco casos de câncer e isso é comum na cidade. Há mais de 140 trabalhadores afastados por problemas de saúde como tendinite, problemas de coluna, asma e outras doenças pulmonares. Temos registros de cinco casos de mortes por acidentes de trabalho. Dois trabalhadores caíram nas caldeiras, um morreu durante a queima da cana e outros dois morreram em acidentes com o trator".</p>
<p>Grande parte dos cortadores de cana é migrante e está vulnerável à exploração e ao preconceito. O local onde vivem em Lagoa da Prata é chamado de "Carandirú". Rufino afirma que "Para os trabalhadores a situação piorou porque perdemos renda. Ano passado fizemos uma greve de 45 dias e conseguimos um aumento de $2,50 para $2,80 por tonelada de cana cortada. Mas a empresa quer buscar uma forma de nos incriminar e está processando o sindicato".</p>
<p>Outra forma de manipular os trabalhadores é estimulando a competição. Para isso, a empresa os divide em grupos, de acordo com a quantidade de cana cortada. Quem não cumprir a meta não será contratado na próxima safra. Aqueles que atingem a maior meta vão para a turma dos "touros", que cortam de 17 a 25 toneladas de cana por dia. Muitos trabalhadores desse grupo foram afastados por problemas de saúde e agora são chamados de "bezerros doentes".</p>
<p>Mesmo em áreas onde já havia atividade agrícola, o monocultivo da cana gera um grau muito maior de devastação porque substitui agricultura diversificada por cultivos homogêneos e contínuos, o que leva à destruição total das reservas florestais. A demanda das empresas por grande quantidade de terras de boa qualidade, com acesso à água e à infra-estrutura, gera devastação dos recursos naturais e da agricultura local. Portanto, não é verdade que a indústria da cana se expande para áreas degradadas e terras marginais, como afirma o governo.</p>
<p>Moacir Gomes, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bambuí, conclui que, "O presidente Lula não conhece a realidade. Como pode dizer que a cana não substituiu áreas de produção de alimentos? As usinas estão trazendo miséria e vai faltar comida na mesa da população".</p>
<p>- Maria Luisa Mendonça é jornalista e coordenadora da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Etanol e segurança hídrica nacional]]></title>
<link>http://ecourbana.wordpress.com/?p=573</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:17:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecourbana</dc:creator>
<guid>http://ecourbana.wordpress.com/?p=573</guid>
<description><![CDATA[Carlos Tautz, Blog do Noblat, 11 de julho de 2008
Sem qualquer regulação pública que resguarde os]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/etanol2.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-586" src="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/etanol2.gif?w=225" alt="" width="225" height="300" /></a><strong>Carlos Tautz</strong>, <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/">Blog do Noblat</a>, 11 de julho de 2008</p>
<p>Sem qualquer regulação pública que resguarde os interesses de longo curso do Brasil, o mercado vai expandindo para o sul do Mato Grosso do Sul e para o sul de Goiás a indústria do etanol. Parece que ninguém lembrou que propor a transformação do etanol em commodity internacional, para muito além do atendimento ao mercado interno, significa detonar pelo menos três grandes problemas: a especialização produtiva; a posse de vastas porções do território por empresas, nacionais e internacionais, que definem a utilização de recursos segundo sua própria lógica e interesse; e a utilização em larguíssima escala das águas nacionais sem uma estratégia de segurança hídrica que garanta o fornecimento ao próprio Brasil pelos próximos anos.</p>
<p>Ainda por cima, há outro grave problema na tendência de expansão da indústria do etanol para o Mato Grosso do Sul, Goiás, e também o Mato Grosso. Esses estados são reconhecidos pela fragilidade dos seus sistemas de licenciamento ambiental, principalmente em relação a recursos hídricos. E etanol é basicamente água misturada a outros componentes químicos.</p>
<p>Torná-lo o combustível substituto do petróleo, na escala global com que sonha o presidente Lula, é o mesmo que amarrar ao mercado internacional a capacidade de a natureza brasileira produzir água pelas próximas décadas, independentemente das necessidades da população - que, aliás, não pára de crescer.<!--more--></p>
<p>Para apostar na hipótese etanol internacional, se é que o Brasil precisa fazê-lo, seriam necessários estudos conclusivos prévios sobre a capacidade de o País fornecer ao mercado global tamanho volume de água, via etanol, sem arriscar a segurança hídrica nacional.</p>
<p>Além disso, há o tal problema do licenciamento frouxo na maioria dos estados, algo que já preocupa quadros do governo responsáveis por regular o acesso aos recursos hídricos. Um dos que têm alertado para o problema é o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, que pelo menos uma vez tornou pública a sua preocupação.</p>
<p>Durante reunião sobre biocombustíveis no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada em 20 de abril, em São Paulo, Machado afirmou que está tranqüilo quanto à capacidade de a ANA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizarem o licenciamento ambiental de empreendimentos de etanol que demandem água de rios federais.</p>
<p>Os dois órgãos têm, segundo Machado, conhecimento teórico, segurança institucional e quadros técnicos suficientes para licenciar empreendimentos que demandem água de rios federais. O mesmo não poderia ser garantido, observou, em relação aos afluentes desses rios e aos afluentes dos afluentes. Em sua maioria, eles são rios estaduais sob responsabilidade dos sistemas de licenciamento estaduais.</p>
<p>Especialistas, como a doutora em química Sônia Hess, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, vêm alertando que a situação é ainda pior quando a exigência de grandes quantidades de água para produção de etanol se soma à vasta poluição atmosférica gerada pela queima da cana.</p>
<p>O MS recebe quatro projetos de cana financiados pelo BNDES, incluindo o maior de todos - o da LDC Bio, no município de Rio Brilhante, que sozinho levará mais de 10% de todos os desembolsos do Banco para o setor sucro-alcooleiro.</p>
<p>Foi o Banco quem identificou o caminho que o etanol vai traçando em direção ao centro-oeste. Transformado pelo governo em agente financeiro viabilizador do setor sucro-alcooleiro e encarregado de subsidiar as posições que o Brasil defenderá na Conferência Internacional sobre Biocombustíveis (São Paulo, novembro de 2008), o BNDES constatou uma disparada na demanda por seus financiamentos para o etanol, por parte de investidores nacionais e internacionais.</p>
<p>Eles são atraídos pela relativa fartura e baixo custo no Brasil dos insumos estratégicos para essa atividade. Aqui há, simultaneamente, terra agricultável, recursos hídricos, mão-de-obra, amplo domínio do ciclo e da cadeia de produção do etanol. E, ainda por cima, o território brasileiro tem uma das cinco maiores insolações do planeta, o que potencializa a produção do álcool combustível.</p>
<p>Dadas estas facilidades, os financiamentos do BNDES para o setor representaram mais de 5% dos desembolsos totais do Banco em 2007. Em 2004, atingiram 1,2%. O valor médio dos projetos subiu de R$ 80 milhões para R$ 300 milhões (leia uma análise completa do perfil destas operações em www.ibase.br/dvdn).</p>
<p>É urgente a elaboração de um amplo plano diretor para orientar a indústria do etanol - e isso nem de longe se esgota com o prometido zoneamento econômico ecológico da cana, até agora não apresentado pelo Ministério da Agricultura. É preciso muito mais.</p>
<p>Por exemplo, necessitamos de mecanismos para impedir o financiamento público a projetos que provoquem o deslocamento de culturas de alimentos em direção a biomas sensíveis - em especial o Pantanal, a Floresta Amazônica e o Cerrado. Em verdade, o governo já deveria ter elaborado tal planejamento antes de iniciar sua cruzada pelos combustíveis agrícolas mundo afora. Mas ainda há tempo de fazê-lo, para depois não termos de chorar sobre o etanol derramado.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O preço do índio (e de muitos outros elementos)]]></title>
<link>http://ecourbana.wordpress.com/?p=571</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:07:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecourbana</dc:creator>
<guid>http://ecourbana.wordpress.com/?p=571</guid>
<description><![CDATA[Escrito por Rogério Grassetto Teixeira da Cunha, Correio da Cidadania, 11 de julho de 2008
Você sa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/amazonia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-576" src="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/amazonia.jpg?w=300" alt="" width="300" height="206" /></a>Escrito por <strong>Rogério Grassetto Teixeira da Cunha</strong>, <a href="http://www.correiocidadania.com.br/content/view/2055/57/">Correio da Cidadania</a>, 11 de julho de 2008</p>
<p>Você sabia que o preço do índio subiu mais de 1500% em pouco mais de três anos, valendo mais de mil dólares o quilo em agosto de 2006? Refiro-me aqui ao elemento químico índio. Isto vem ocorrendo devido à exploração e uso cada vez mais intensos e à diminuição dos estoques, tal como tem acontecido com um sem-número de outros minerais. O problema é que extraímos recursos naturais para a produção de bens e serviços como se eles tivessem suprimento infinito. Isto se dá não só com minérios, mas com petróleo, gás, energia e água (para não falar das espécies animais e vegetais), como tudo, em suma. Esta é uma relação doente com o planeta. Para piorar, os arautos e soldados do modelo econômico vigente ainda defendem com unhas e dentes na mídia a necessidade imperiosa de crescimento constante, infinito e o mais acelerado possível. Ou seja, além de extrairmos os recursos como se eles não tivessem fim, ainda colocamos o pé no acelerador e achamos isso bonito.<!--more--></p>
<p>Certos cientistas já começaram a tentar quantificar o tempo que as reservas de certos elementos químicos irão durar. Os resultados, em muitos casos, são alarmantes. A revista de divulgação científica New Scientist publicou um interessante artigo a este respeito ("Earth's natural wealth: an audit", do volume 2605). As reservas de zinco (metal utilizado para inúmeros fins, desde a fabricação de telhas até processos de galvanização), por exemplo, devem acabar em 2037. O famoso chumbo, usado para fabricar desde pesos para pesca até canos e pilhas, deve agüentar ainda uns 40 anos. Já o ouro poderá durar um pouco mais: 45 anos. A sua irmã pobre, prata, não está tão bem: as reservas devem resistir por 29 anos. Já o menos conhecido antimônio, fundamental para a fabricação de alguns medicamentos (como este que vos escreve pode atestar, por ter tomado o dito cujo para curar-se de leishmaniose), além de materiais anti-chamas, deve durar de 15 a 30 anos se nada for feito em termos de reciclagem. E a tenebrosa lista prossegue: estanho (40 anos), urânio (59), cobre (61), níquel (90).</p>
<p>Em todos os casos citados, os prazos de validade dos estoques minerais literalmente despencam se considerarmos a hipótese do mundo consumi-los a taxas que sejam apenas a metade das apresentadas pelos EUA. Desnecessário lembrar que chegar a taxas iguais às americanas é o sonho dourado da maioria dos economistas.<br />
No caso de elementos químicos menos conhecidos, mas amplamente utilizados, as durações calculadas são igualmente assustadoras. Quatro deles chamaram-me particularmente a atenção. O térbio parece ser o mais crítico de todos. O elemento, usado na fabricação de alguns tipos de lâmpadas fluorescentes (além de lasers e alguns equipamentos eletrônicos), tem reservas estimadas até 2012, antes mesmo que a Copa do Mundo venha ao Brasil. Vejam que o colorido da festa já pode ficar prejudicado por falta de térbio. Você sabe em casa quando o açúcar ou o arroz estão acabando. Mas não tem noção quanto ao térbio disponível no planeta. Mas atenção, ele está acabando. E, diferentemente dos grãos, não dá para aumentar a sua produção, porque o que há já está pronto, disponível na natureza. As buscas por novas reservas podem ser intensificadas, mas isso também tem efeito limitado. Mesmo argumentando-se que as estimativas são alarmistas (como feito para alguns elementos), e mesmo que os prazos sejam maiores, isto não invalida o aspecto fundamental: as reservas minerais são finitas. Ponto.</p>
<p>O háfnio, um metal de nome exótico, que será cada vez mais empregado nas novas gerações de chips de computadores (além de ser necessário em reatores nucleares e alguns tipos de lâmpadas incandescentes), talvez acabe em 2017. O metal índio, lembrado no começo do artigo, é cada vez mais importante em tecnologias emergentes, como uma nova geração de células solares (de painéis fotovoltaicos, usados para conversão de energia solar em elétrica), além de ser usado em telas de cristal líquido, deve durar ainda de cinco a dez anos.</p>
<p>No caso do tântalo, utilizado na fabricação de equipamentos eletrônicos compactos (como telefones celulares e computadores), lentes de câmeras fotográficas e motores a jato, as implicações foram mais além. A matéria da New Scientist lembra que a guerra civil na República Democrática do Congo, de 1998 a 2002, tinha como um dos motivos o controle das riquezas minerais do país, dentre elas as maiores minas de tântalo na África. Imaginem quantas guerras não surgirão em função dos estoques destas várias outras substâncias que tendem a acabar rapidamente.</p>
<p>Infelizmente, os recursos minerais da Terra são finitos. E uma hora vão acabar. E logo, como no caso de vários exemplos que citei. A despeito de inúmeras pessoas e movimentos lúcidos virem alertando para isto há algum tempo, não se percebe mudança significativa de rumos da economia global. Pelo contrário. Pode-se notar inclusive certo "contra-ataque" ao movimento ambientalista, demonizado como inimigo do emprego e do desenvolvimento.</p>
<p>Ainda assim, tenho esperança de que a humanidade, conforme os minérios e elementos químicos comecem a acabar, passe a dar-se conta do absurdo de tratarmos os recursos naturais como se eles viessem de fontes infinitas. Aí talvez percebamos que a reciclagem é o mínimo dos mínimos a ser feito, não só com latinhas de alumínio e papelão, mas com o háfnio, o térbio e o índio, com todos os recursos naturais. Talvez comecemos a perceber que necessitamos de uma nova forma de lidar com o planeta, que precisamos de uma sociedade que não seja voltada ao consumismo e de uma economia que não seja baseada no absurdo princípio do crescimento eterno.</p>
<p>Rogério Grassetto Teixeira da Cunha, biólogo, é doutor em Comportamento Animal pela Universidade de Saint Andrews.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Notícias]]></title>
<link>http://ecolouca.wordpress.com/?p=399</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 16:05:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecolouca</dc:creator>
<guid>http://ecolouca.wordpress.com/?p=399</guid>
<description><![CDATA[Estudos apontam impacto demográfico sobre florestas
&#8220;O crescimento da demanda global por alim]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Estudos apontam impacto demográfico sobre florestas</strong></p>
<p>"O crescimento da demanda global por alimentos, combustíveis e madeira criará uma pressão inédita e insustentável sobre os remanescentes florestais do mundo quando a população passar dos atuais 6 bilhões para 9 bilhões de habitantes, segundo dois relatórios divulgados na segunda-feira."</p>
<p>"O relatório diz que, se não houver um rápido incremento da produtividade rural, uma área equivalente a 12 Alemanhas terá de ser devastada para dar lugar a mais produção de alimentos e biocombustíveis até 2030."</p>
<p>"O RRI diz que os governos não conseguem conter as incursões agro-industriais sobre as terras indígenas. Cita como exemplo o cultivo da soja e da cana no Brasil, que deve saltar de 28 milhões de hectares atualmente para 128 milhões até 2020 - com grande avanço da fronteira agrícola sobre a Amazônia."</p>
<p>link: <a href="http://oglobo.globo.com/ciencia/salvevoceoplaneta/mat/2008/07/14/estudos_apontam_impacto_demografico_sobre_florestas-547233377.asp" target="_blank">http://oglobo.globo.com/ciencia/salvevoceoplaneta/mat/2008/07/14/estudos_apontam_impacto_demografico_sobre_florestas-547233377.asp</a></p>
<p>.</p>
<p><strong>Inpe: desmatamento na Amazônia atingiu 1.096 km2 em maio, leve queda em relação a abril</strong></p>
<p>link: <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/07/15/inpe_desmatamento_na_amazonia_atingiu_1_096_km2_em_maio_leve_queda_em_relacao_abril-547246471.asp" target="_blank">http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/07/15/inpe_desmatamento_na_amazonia_atingiu_1_096_km2_em_maio_leve_queda_em_relacao_abril-547246471.asp</a></p>
<p>.</p>
<p><strong>Leitor informa que um novo grupo de pingüins mortos foi encontrado em Arraial do Cabo</strong></p>
<p>link: <a href="http://oglobo.globo.com/participe/mat/2008/07/14/leitor_informa_que_um_novo_grupo_de_pinguins_mortos_foi_encontrado_em_arraial_do_cabo-547236846.asp" target="_blank">http://oglobo.globo.com/participe/mat/2008/07/14/leitor_informa_que_um_novo_grupo_de_pinguins_mortos_foi_encontrado_em_arraial_do_cabo-547236846.asp</a></p>
<p>.</p>
<p>já estava pronta para gritar quando vi a imagem, mas era uma urna funerária (?)!!</p>
<p>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/images/2008071511.jpg" alt="" width="258" height="380" /></p>
<p>.</p>
<p>Urna funerária em forma de touro contendo corpo de membro da família real de Ubud queima durante cerimônia na Indonésia.</p>
<p>Folha Online ( imagens do dia 15/07/08 )</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[notícias]]></title>
<link>http://coisasdafana.wordpress.com/?p=24</link>
<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 14:16:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>fana</dc:creator>
<guid>http://coisasdafana.wordpress.com/?p=24</guid>
<description><![CDATA[apesar do sono, vamos lá:
Motorista do DF cria &#8216;corrente do goró&#8217; para driblar lei sec]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>apesar do sono, vamos lá:</p>
<h4><a title="Lei seca" href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL640806-5598,00.html" target="_blank">Motorista do DF cria 'corrente do goró' para driblar lei seca</a>;</h4>
<h4><a title="Pres�dios" href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL641241-5598,00.html" target="_blank">Garoto que passou um ano em presídio recebe atendimento psicológico</a>;</h4>
<h1 class="entry-title"><a title="Jur�dico e Pol�tica" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL641720-5601,00.html" target="_blank">Senado aprova projeto que torna inviolável escritórios de advocacia</a>;</h1>
<h4><a title="Desmatamento e Pol�tica" href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL641584-5598,00.html" target="_blank">Senado aprova MP que pode aumentar desmatamento na Amazônia</a>;</h4>
<h4><a title="Morcego" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL640776-5602,00.html" target="_blank">Britânica encontra morcego no sutiã</a>.</h4>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Degradação do solo já afeta um quarto da população mundial]]></title>
<link>http://ecourbana.wordpress.com/?p=554</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 02:47:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecourbana</dc:creator>
<guid>http://ecourbana.wordpress.com/?p=554</guid>
<description><![CDATA[Ecoblogue, 4 de julho de 2008
A degradação do solo está a aumentar em muitas partes do mundo, seg]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/queimada4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-555" src="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/queimada4.jpg?w=300" alt="" width="300" height="203" /></a><a href="http://www.ecoblogue.net/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=1818&#38;Itemid=1"><strong>Ecoblogue</strong></a>, 4 de julho de 2008</p>
<p>A degradação do solo está a aumentar em muitas partes do mundo, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (2) pela FAO, com dados referentes a um período de 20 anos. Definida como o declínio a longo prazo na função e na produtividade de um ecossistema, a degradação do solo está a aumentar em gravidade e extensão, afectando mais de 20% das terras agrícolas, 30% das florestas e 10% dos pastos. Cerca de 1,5 mil milhões de pessoas, um quarto da população mundial, depende directamente dos solos que estão em processo de degradação.<!--more--></p>
<p>As consequências desse fenôómeno incluem diminuição da produtividade agrícola, migração, insegurança alimentar, prejuízos a recursos e ecossistemas básicos e a perda de biodiversidade genética e de espécies, devido a mudanças nos habitats.</p>
<p>“A degradação do solo tem também importantes implicações para a redução e a adaptação àsalterações climáticas, já que a perda de biomassa e de matéria orgânica do solo libera carbono na atmosfera e afecta a qualidade do solo e sua capacidade de reter a água e os nutrientes”. afirmou Parviz Koohafkan, Director da Divisão de Terras e Águas da FAO.</p>
<p>O estudo indica que, apesar da determinação dos 193 países que ratificaram a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, em 1994, a degradação do solo está a agravar-se, ao invés de diminuir.</p>
<p>Cerca de 22% das terras em processo de degradação estão em zonas ou muito áridas ou sub-húmidas secas, enquanto 78% estão em regiões húmidas. O estudo revela que a principal causa da degradação do solo é a má gestão da terra.</p>
<p>Em comparação com avaliações anteriores, o estudo revela que a degradação do solo tem afectado novas regiões desde 1991, enquanto que algumas áreas historicamente muito degradadas foram tão afectadas que agora estão estáveis, por terem sido abandonadas ou exploradas com baixo nível de produtividade.</p>
<p>Os dados sobre a degradação do solo em nível mundial são parte do estudo apresentado pela FAO, pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e pela Informação Mundial do Solo (ISRIC). O estudo chama-se Avaliação da Degradação do Solo em Zonas Áridas (LADA, em inglês) e foi financiado pelo Global Environment Facility.</p>
<p>Mas as notícias não são apenas más. A pesquisa identificou uma série de lugares onde o solo é utilizado de forma sustentável (19% das terras agrícolas) ou se está alcançando maior qualidade e produtividade (10% dos bosques e 19% dos pastos).</p>
<p>Muitos dos avanços em terras agrícolas estão associados à irrigação, mas também há exemplos de melhorias em terras agrícolas e pastos nas pradarias e planícies da América do Norte e Índia Ocidental. Alguns dos avanços são resultado de aumento da cobertura florestal, seja com plantio de florestas, em especial na Europa e América do Norte e com algumas projectos de bonificação de terras, por exemplo no norte da China.</p>
<p>No entanto, algumas das iniciativas positivas se baseiam na invasão de áreas agrícolas e pastos por florestas e arbustos, o que por regra geral não é considerado melhoria do solo.<br />
O estudo mostra que a degradação da terra continua sendo um assunto prioritário que requer atenção renovada dos cidadãos, comunidades e governos.</p>
<p>O ranking por país e por população rural afectada com a degradação dos solos é: 1- China (457 milhões de pessoas); 2 – Índia (177 milhões de pessoas); 3 – Indonésia (86 milhões); 4 – Bangladesh (72 milhões); 5 – Brasil (46 milhões).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Comer Tofu pode fazer mal para a memória]]></title>
<link>http://delreicultural.wordpress.com/?p=16</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 01:04:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dionísio Panteu</dc:creator>
<guid>http://delreicultural.wordpress.com/?p=16</guid>
<description><![CDATA[Comer bastante produtos feitos com soja pode causar demência segundo pesquisa da Universidade de Lo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify"><span style="font-family:Garamond,serif;"><span style="font-size:medium;">Comer bastante produtos feitos com soja pode causar demência segundo pesquisa da Universidade de Loghborough no Reino Unido. O vilão da história é o  fitoestrogênio. Nutriente abundante na soja.</span></span></p>
<p class="western" align="justify"><span style="font-family:Garamond,serif;"><span style="font-size:medium;">Os cientistas relacionam essa substância a perda de memória. A relação é agravada quando o consumidor é idoso com mais de 68 anos. Os resultados da pesquisa não são definitivos. </span></span></p>
<p class="western" align="justify"><span style="font-family:Garamond,serif;"><span style="font-size:medium;">Quem for esperto vai seguir a receita de Dionísio: beber vinho, comer uvas e cozinhar com azeite de oliva. A saúde agradece e o meio ambiente também. A expansão do cultivo da Soja é o maior vilão do desmatamento na Região Norte e Centro-Oeste do Brasil.<br />
</span></span><br />
<a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.5/br/"><img style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
<img class="alignleft" src="http://creativecommons.org/images/public/somerights20.png" alt="" /><span>Comer Tofu pode fazer mal para a memória</span> by <a rel="attributionURL" href="http://delreicultural.wordpress.com/">Dionísio Panteu</a> is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.5/br/">Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil License</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Novo mapa mostra aqüífero Guarani mais limitado]]></title>
<link>http://ecourbana.wordpress.com/?p=548</link>
<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 06:45:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecourbana</dc:creator>
<guid>http://ecourbana.wordpress.com/?p=548</guid>
<description><![CDATA[RAFAEL GARCIA, Folha de S.Paulo, 5 de julho de 2008
Quanto mais os geólogos estudam o aqüífero G]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ecourbana.files.wordpress.com/2008/07/aquiferoguarani1td8.gif"><img class="alignleft size-medium wp-image-549" src="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/aquiferoguarani1td8.gif?w=199" alt="" width="199" height="300" /></a>RAFAEL GARCIA, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u419540.shtml">Folha de S.Paulo</a>, 5 de julho de 2008</p>
<p>Quanto mais os geólogos estudam o aqüífero Guarani --a maior reserva hídrica subterrânea das Américas-- mais fica claro que ele não é o mar inesgotável de água doce que se imaginava existir há algumas décadas. Um novo mapeamento realizado pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) constata que o fluxo de água na camada geológica que compõe o aqüífero é mais lenta do que se imaginava anteriormente.</p>
<p>O novo mapa hidrogeológico realizado pelo Laboratório de Estudo de Bacias, da Unesp, está em fase de finalização e deve ficar pronto até o fim do ano. Mas já está claro para os cientistas que o panorama revelado no trabalho sugere cautela.<!--more--></p>
<p>O fluxo mais lento significa que, se o ritmo de extração das águas é muito intenso em um local, a água acaba ali e demora para reaparecer. É um risco, portanto, apostar no Guarani para suprir a crescente demanda de água no interior paulista.</p>
<p>"No caso de necessidade de extração de grandes volumes, a alternativa de se concentrar um elevado número de poços em pequenas áreas pode não ser a mais correta", diz Didier Gastmans, da Unesp. Segundo o geólogo, é preciso cuidar para que os lugares mais favoráveis --onde o aqüífero fica perto da superfície, como Ribeirão Preto-- sejam superexplorados.</p>
<p>"Os técnicos responsáveis pela elaboração de políticas públicas de recursos hídricos terão de considerar que a água subterrânea terá que ser aduzida até os pontos de consumo."</p>
<p>Um provável resultado do novo mapa da Unesp será a "diminuição" do Guarani em 10%, em razão da adoção de novos critérios geológicos. O padrão está sendo adotado para o projeto internacional de proteção do reservatório, do qual a Unesp participa. "Hoje se conhece a real extensão do aqüífero em território argentino e uruguaio, o que no início do projeto era mera suposição."</p>
<p>Segundo Gastmans, porém, a extensão total do aqüífero é uma "questão menor" comparada à perspectiva de problemas regionais. Um deles é o da poluição da agricultura, sobretudo a de cana-de-açúcar. "Com a prática da fertirrigação com vinhaça [resíduo da fabricação de álcool], podemos em longo prazo ter problemas com concentrações elevadas de nitrato nas águas", diz.</p>
<p>Outra preocupação é a entrada de contaminantes no aqüífero por meio de poços escavados sem precaução. Em algumas áreas de Santa Catarina a água já é inadequada para consumo humano por excesso de sulfatos e cloretos. Regiões mais "azaradas", como Presidente Prudente, estão sobre águas não potáveis do aqüífero, com excesso natural de flúor.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Amazônia no redemunho]]></title>
<link>http://ecourbana.wordpress.com/?p=546</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 04:43:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>ecourbana</dc:creator>
<guid>http://ecourbana.wordpress.com/?p=546</guid>
<description><![CDATA[Washington Novaes
O Estado de S.Paulo, 4 de julho de 2008
Num planeta assustado com mudanças climá]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://ecourbana.files.wordpress.com/2008/07/desmatamento_0.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-547" src="http://ecourbana.wordpress.com/files/2008/07/desmatamento_0.jpg?w=221" alt="" width="221" height="231" /></a>Washington Novaes</strong></p>
<p><strong>O Estado de S.Paulo, 4 de julho de 2008</strong></p>
<p>Num planeta assustado com mudanças climáticas, é inevitável que a Amazônia não escape do noticiário de cada dia, tal a sua importância tanto para as condições no mundo como para o clima no País. É inquietante, assim, ouvir do novo ministro do Meio Ambiente que o desmatamento nesse bioma ficará entre 14 mil e 15 mil km2 em um ano (crescimento de mais de 20% sobre a taxa anterior). Ou que poderá chegar a 20 mil km2, segundo estudo do Imazon. Um terceiro levantamento, da Amigos da Terra, diz que em 2007 os bovinos abatidos na Amazônia Legal ultrapassaram 10 milhões de cabeças, quase metade do total nacional abatido e 46% mais que em 2004. De lá para cá, o crescimento do rebanho na região responde pela quase totalidade do que ocorreu no País - e por isso não levará tempo para ser questionado, já que cada bovino emite (Embrapa Meio Ambiente) 58 quilos de metano por ano, ou cerca de 12 milhões de toneladas anuais em todo o rebanho (equivalentes a cerca de 250 milhões de toneladas anuais de carbono).<!--more--></p>
<p>Em Rondônia, diz o Grupo de Trabalho Amazônico, o desmatamento (9 milhões de hectares) já supera um terço da área total do Estado. Boa parte disso, ilegalmente, ou em "terra de ninguém", como afirma o Incra, já que 14,6% da área amazônica está em mãos de "posseiros ou grileiros". São no total 710,2 mil km2 (duas Alemanhas ou Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo juntos). Só no Pará, 288,6 mil km2 (23% do Estado).</p>
<p>A cada estatística, um sobressalto. Diz o Serviço Florestal Brasileiro que 29,3 milhões de hectares de florestas públicas não têm nenhuma destinação, não estão em áreas de conservação ou indígenas. E, de novo segundo o Imazon, 45% da floresta está sob alguma forma de pressão humana, incluindo desmatamentos ilegais, influência urbana, assentamentos rurais (regulares ou não), áreas de garimpo e queimadas. Não há organização que coordene as ações do governo federal na região amazônica, assevera o Tribunal de Contas da União (Amazônia Org., 14/6): "Faltam estruturas e diálogo entre os órgãos." Falta dinheiro também. Os gastos federais na Amazônia, segundo o IBGE, estão em 0,4% das despesas totais, inferiores a R$ 3 bilhões (Estado, 5/6), que podem ser comparados, por exemplo, com as despesas anuais em juros (em torno de R$ 170 bilhões/ano).</p>
<p>Anuncia o ministro do Meio Ambiente que em 2009 estará concluído o zoneamento ecológico/econômico da Amazônia, que definirá em que áreas podem ou não podem localizar-se atividades econômicas. E o ministro da Agricultura diz que será "total" a restrição à cana-de-açúcar na área. Segundo ele, já foram identificados 50 milhões de hectares de "áreas aptas" para essa expansão. Espera-se que não seja à custa de mais desmatamento em áreas de Cerrado, pois esse bioma já está perdendo 22 mil km2 por ano e tem 800 mil km2 desmatados. Mas fica um alerta no ar: diz o ministro Mangabeira Unger que onde houver zoneamento a área de reserva obrigatória em floresta poderá cair dos 80% em vigor para 50% (Estado, 18/6).</p>
<p>Outro alerta vem de informação do Ministério do Meio Ambiente (MMA): os proprietários que desejem financiamentos de bancos oficiais e privados - e que a partir desta semana precisariam provar a legalidade de sua ocupação e atividade - não precisarão "mostrar toda a titulação, apenas pedir a legalização" (Estado, 30/6). Até aqui, só cuidaram do recadastramento 3 mil de 15 mil médias e grandes propriedades nos 36 municípios que mais desmataram. Ao mesmo tempo, diz o ministro, o Ibama prepara "um pacote de medidas para simplificar o licenciamento de obras de infra-estrutura", porque se pretende reduzir à metade o tempo para licenciamentos. Resta torcer para que não se trate de um facilitário, já que, segundo o superintendente do Ibama, "metade dos estudos de impacto ambiental submetidos ao órgão não passariam por uma banca de mestrado".</p>
<p>São bem-vindos, certamente, os acordos com exportadores de soja e de madeira, para que não comprem produtos provenientes de áreas desmatadas (os Estados Unidos, por exemplo, já proibiram a importação das madeiras nessas condições). Mas é inexplicável que o MMA siga em seus planos de concessão de florestas públicas para "manejo sustentável" durante 40 anos (renováveis) por empresas privadas, quando continuam sem resposta todas as questões sobre as vulnerabilidades e até temeridade desse caminho para a biodiversidade, levantadas por cientistas conceituados. A elas se soma agora um estudo da Embrapa mostrando que a maçaranduba (madeira amazônica), quando abatida, precisa de 140 anos para ver recuperada a área, e não 30 anos, como prevêem os planos de manejo para o retorno da retirada de madeira a um trecho explorado. Na mata atlântica, diz a Biological Conservation, a recomposição da biodiversidade numa área "manejada" precisa de 100 a 300 anos.</p>
<p>Da mesma forma, causa estranheza o novo ministro dizer que, embora tenha posição pessoal contra a implantação da usina nuclear de Angra 3 e outras (por considerar sua energia cara e insegura, além da falta de destinação para o lixo nuclear), dará seguimento ao projeto do governo de avançar por esse caminho, ainda que o MMA tenha votado contra (e sido derrotado) na gestão anterior à sua. Da mesma forma, o ministro de Minas e Energia anunciar - sem reparos do MMA - que a Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, estará licenciada em 2009, quando seu estudo de impacto não foi sequer examinado pelo Ibama. Repete-se aí o caso do projeto de transposição do Rio São Francisco, aprovado em entrevistas pela ministra anterior, antes de examinado por um órgão a ela subordinado.</p>
<p>Fica a pergunta: e quando o Ministério do Meio Ambiente discutirá com a sociedade a matriz energética brasileira, a possibilidade de reduzir o consumo e a necessidade real de novas usinas?</p>
<p>Washington Novaes é jornalista. E-mail: <a href="mailto:wlrnovaes@uol.com.br">wlrnovaes@uol.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Representantes Indígenas da Raposa Serra do Sol visitam a Europa. ]]></title>
<link>http://relatividade.wordpress.com/?p=596</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 12:27:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>relatividade</dc:creator>
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<description><![CDATA[
De muito acerto político a ação de divulgar a luta indígena da Raposa Serra do Sol na Europa, o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a href="http://brasil.indymedia.org/images/2003/06/256214.jpg"><img class="alignleft" style="border:0 none;display:block;text-align:center;cursor:pointer;width:320px;margin:0 auto 10px;" src="http://brasil.indymedia.org/images/2003/06/256214.jpg" border="0" alt="" width="276" height="185" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">De muito acerto político a ação de divulgar a luta indígena da Raposa Serra do Sol na Europa, os(as) representantes indígenas estão reunindo-se com autoridade de governos, parlamentos e inclusive o Papa, para pressionar na solicitação: “.. que ratifique a Convenção 169 da OIT sob povos indígenas e tribais em países independentes (que trata sobre a relação entre os povos indígenas e a sua terra, recursos naturais e oportunidades de desenvolvimento) para que outros povos nativos possam solicitar apoio”. Os(as) representantes indígenas, estão também denunciado a grilagem de terras em Roraima; o relação promiscua do governo do estado de Roraima (PSDB) e 6 latifundiários “sojeiros” e os crimes praticados contra os(as) indígenas da região.</p>
<p style="text-align:justify;">Em rápido giro na web, percebe-se comentários “preconceituosos” com relação a ação indígena. São exemplos que ridiculizam a ida dos(as) mesmos(as) por exemplo à Portugal, na solicitação apoio a convenção 169 da OIT. Vale-se dizer, com relação ao nosso “descobrir”, que a população “moderna e branca” mantém inúmeras relações “inteligentes” e periódicas com o Portugal aqui mesmo no Brasil, por exemplo, através das portuguesas Unidas, Grupo Sonae e das empresas de capital português como a VIVO, emfim uma relação muito “autônoma” na qual “nós” é que pagamos a conta.</p>
<p style="text-align:justify;">Os indígenas da Raposa Serra do Sol, estão fazendo uma peregrinação altiva e justa, denunciam a imposição do capital e da má política em sua reserva e estado, revindicando seus direitos e novos direitos para seu povo. Solicitam apoio a outros governos e personalidades do mundo, que pressionem o STF do Brasil e fortaleçam a ação do governo federal brasileiro de demarcação contínua das terras , e de retirada dos não-índios da reserva Raposa Serra do Sol. A ação dos(as) indígenas, da visibilidade a causa não para sí, mas “para que outros povos nativos possam solicitar apoio” como já dito.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aziz Ab`Saber fala sobre a Amazônia]]></title>
<link>http://ocavirtual.wordpress.com/?p=150</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 14:10:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>ocavirtual</dc:creator>
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<description><![CDATA[Falta planejamento no caso da Amazônia? 
Aziz Ab`Saber: Total. Qualquer coisa que diga respeito a u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Falta planejamento no caso da Amazônia? </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:bold;">Aziz Ab`Saber:</span> Total. Qualquer coisa que diga respeito a um projeto é feita sem previsão de impacto, sem delimitação de subáreas. Na questão amazônica, cheguei a fazer um mapinha das 23 células espaciais e mandei para o Lula quando assumiu a presidência, com uma carta dizendo que deveria reunir em Brasília pessoas competentes, geógrafos, geólogos, sociólogos, indigenistas para estudar cada uma delas. Depois, se organizariam seis comissões com pós-graduandos e técnicos para ir até as células, comparando os problemas, que são muito variados. Mas alguém rasgou a carta, eles não querem a opinião de ninguém. Uma das minhas críticas ao governo Lula é a falta de democracia no debate das idéias.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:bold;">CC</span>: O sr. diz que anda aflito com a questão da reserva indígena Raposa-Serra do Sol. Por quê?</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:bold;">AAS:</span> Ali existem dois grupos: um que quer a descontinuidade de posse da reserva e outro que quer manter integralmente o território que foi demarcado. Mas o governador de Roraima quer simplesmente resolver o problema dos arrozeiros, que são só uma parte do problema. Em minha opinião, a primeira coisa a fazer seria um plano de Buffer Zone (zona tampão), porque os que estão além da linha demarcada oficialmente vão ter interesse em penetrar naquela área pelos mais variados motivos. Isto implica um planejamento correto, porque tem um grande trecho que fica na fronteira e a reserva é enorme. Na área onde estão os arrozeiros, eles devem continuar, e os recursos ganhos têm que ser destinados a favor dos grupos indígenas regionais, numa proporção mínima de 30% a 50% do valor da produção, sob o controle de um organismo independente. A presença do Estado, a favor dos índios e não do neocapitalismo, se faria a cada cinco quilômetros nessa faixa, com um centro cultural, um parque para crianças indígenas, hospital, escolas bilíngües, e assim por diante. Na parte mais norte, seriam instalados alguns alojamentos para cientistas.</p>
<p><span style="font-weight:bold;">CC</span>: Como o sr. vê a proposta da Academia Brasileira de Ciências de, em dez anos, transformar a Amazônia num pólo tecnológico e científico?</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:bold;">AAS</span>: Esqueça essa gente do Rio de Janeiro que não conhece o espaço total da Amazônia. Para opinar sobre Roraima, estou falando com base nas viagens que fiz para lá, viagens sofridas em que fui aprendendo, fui vendo. CC: O sr. lamentou a saída de Marina Silva do ministério do Meio Ambiente? AAS: Não, não lamentei. Mas achei que foi dramático do ponto de vista político. Sai a Marina e entra no Plano Amazônia Sustentável o Mangabeira Unger. Quando voltou ao Brasil, o Mangabeira queria ser recebido como um deus, porque veio de Harvard. E no Instituto de Estudos Avançados da USP ficou numa salinha onde ninguém o recebia. Quando saiu, xingava o instituto publicamente. Mais engraçado é o Lula tê-lo nomeado Secretário de Planejamento a Longo Prazo, quando o que nós precisamos desesperadamente é resolver os problemas regionais no presente momento, pensando no futuro.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:bold;">CC</span>: Hoje o maior problema da Amazônia é o agronegócio?</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:bold;">AAS</span>: Não. O que é preciso é evitar que o agronegócio faça o que queira, com a floresta a seu favor, sempre. Um fazendeiro do Sul do Pará defendeu bem a posição dele, dizendo o seguinte: “A propriedade é minha e faço com ela o que quiser e quando quiser.” Isso na cara do estado brasileiro. Em Marabá, vi uma passeata de fazendeiros com mais de mil e quinhentas pessoas, com toda a cidade quieta, amedrontada. Depois vim a saber que era a maneira de dizer que eles mandam na Terra do Meio (PA). Não há presença do Estado ali.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:bold;">CC</span>: O governador Blairo Maggi é mesmo o vilão do meio ambiente no Brasil hoje?</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:bold;">AAS</span>: Mas é claro. E ficou amigo do Lula por razões que a gente não sabe. As coisas que ele diz: “Tem que haver desmate para plantar”. Só que o burro não sabe que no século 16 também era assim e não foi feito um grande desmate. Lembro que a primeira vez que fui a Pernambuco, em 1972, desmatava-se apenas da meia encosta para baixo e ao longo de colinas. O lugar onde estava a cabeceira dos rios estava bem preservado. Maggi, não, o negócio dele é desmatar. Agora, na Amazônia, cada caso é um caso que tem que ser pensado e resolvido, sem fragmentação e sem criar mosaicos a favor do neocapitalismo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Somos o número 1 em desmatamento]]></title>
<link>http://kalikalache.wordpress.com/?p=632</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 13:22:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Kali Kalache</dc:creator>
<guid>http://kalikalache.wordpress.com/?p=632</guid>
<description><![CDATA[Está mais do que na hora da gente cuidar do nosso Meio Ambiente!
Folha Online
As florestas tropicai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Está mais do que na hora da gente cuidar do nosso Meio Ambiente!</p>
<p>Folha Online</p>
<p>As florestas tropicais do mundo todo encolheram o equivalente a mais de um Estado de São Paulo entre 2000 e 2005. E quase metade dessa destruição aconteceu --onde mais?-- no Brasil. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u417940.shtml" target="_blank">Leia matéria completa.</a></p>
<p>Entenda os números com o vídeo abaixo:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/VmKuiJklkzk'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/VmKuiJklkzk&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[parte 2 Stedile no canal livre]]></title>
<link>http://ocavirtual.wordpress.com/?p=143</link>
<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 00:05:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>ocavirtual</dc:creator>
<guid>http://ocavirtual.wordpress.com/?p=143</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/yVQ_3FFhN2s'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/yVQ_3FFhN2s&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[parte 1 Stedile no canal livre]]></title>
<link>http://ocavirtual.wordpress.com/?p=140</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 23:33:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>ocavirtual</dc:creator>
<guid>http://ocavirtual.wordpress.com/?p=140</guid>
<description><![CDATA[
primeira parte da entrevista do João Pedro Stedile  no programa canal livre da BAnd
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/AsCxkvnax4w'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/AsCxkvnax4w&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>primeira parte da entrevista do João Pedro Stedile  no programa canal livre da BAnd</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://movimentopanamby.wordpress.com/?p=225</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 18:18:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>movimentopanamby</dc:creator>
<guid>http://movimentopanamby.wordpress.com/?p=225</guid>
<description><![CDATA[medalha!
NaPaná e Navegantes com medalha no YouTube

Aquele VT de divulgação do show do Navegante]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>medalha!</em></p>
<p style="text-align:center;"><strong><big>NaPaná e Navegantes com medalha no YouTube</big></strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.youtube.com/tvpanamby"><img class="alignnone size-full wp-image-229" src="http://movimentopanamby.wordpress.com/files/2008/06/medalha-recorte.jpg" alt="" width="294" height="247" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Aquele VT de divulgação do show do <a href="http://www.myspace.com/bandanavegante">Navegante</a> <span style="color:#ff0000;">(hoje!)</span> na Casa Fora do Eixo que foi produzido pelo <strong>NaPaná</strong>, o recém criado núcleo audiovisual do Movimento Panamby, figura entre os <strong>vídeos brasileiros mais vistos hoje no YouTube</strong>. Frase grande pra dizer: temos uma medalha! Vá pra CAFE ver o show dos guris e comemore com a gente.</p>
<p style="text-align:justify;">Não viu o vídeo? <a href="http://www.youtube.com/tvpanamby">Clica aqui!</a><br />
E não esquece, o <strong>Navegante toca a partir das 22h, com entrada que custa R$5cão.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><em>entrevista</em><br />
<big><strong>'Com ânimo pra fazer música brasileira'</strong></big></p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://egrifo.files.wordpress.com/2008/06/navegante-celso.jpg?w=455&#38;h=321" alt="montagem e foto de Vitor Torres" width="301" height="213" /></p>
<p style="text-align:justify;">A gente anda falando bastante nisso: <strong><a href="http://www.youtube.com/tvpanamby">Navegante toca hoje na Casa Fora do Eixo</a></strong>, em mais uma edição do Parangolé. E agora é a vez da banda falar. Eu, Talyta Singer, entrevistei via msn Celsinho Barreto, responsável pelas letras, um violão e algumas vozes na banda.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><a href="http://egrifo.wordpress.com/2008/06/27/com-animo-pra-…ica-brasileiracom-animo-pra-fazer-musica-brasileira/">Clique aí</a> pra ler a entrevista inteirinha.</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><em>chegou por e-mail</em><br />
<strong><big>Meia Amazônia não dá!</big></strong></p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/VMn1jXROKTA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/VMn1jXROKTA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p style="text-align:justify;">Durante a Semana do Meio Ambiente o <strong><a href="http://www.greenpeace.org/brasil">Greenpeace</a></strong> concentrou todos os seus esforços para conseguir levar à população brasileira um problema que ameaça a Amazônia: o Projeto de Lei 6424. Se aprovado, esse projeto poderá por fim às nossas florestas, em especial à Amazônia, pois <strong>reduzirá a reserva legal para 50% do tamanho que é hoje</strong>. Mais do que nunca precisamos da sua ajuda!</p>
<p style="text-align:justify;">Fomos a diversas cidades buscando apoio para que essa ameaça não se torne realidade. Mais de 4 mil pessoas visitaram nossos stands e participaram do <strong><a href="http://www.meiaamazonianao.org.br">abaixo-assinado</a></strong> dizendo não a essa ameaça. Até agora já são mais de 30 mil assinaturas no site <a href="http://www.meiaamazonianao.org.br">www.meiaamazonianao.org.br.<br />
</a></p>
<p style="text-align:justify;">A Amazônia precisa da sua ajuda! Junte-se a nós!</p>
<p style="text-align:justify;">Um grande abraço,<br />
Joanna Guinle<br />
Coordenadora da Campanha Meia Amazônia Não</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mais?</strong><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VMn1jXROKTA">+ Assista o video da campanha</a><br />
<a href="http://www.meiaamazonianao.org.br">+ Participe do abaixo-assinado</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Carta à Marina Silva, ex-Ministra do Meio Ambiente]]></title>
<link>http://direitoambiental.wordpress.com/?p=68</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 20:43:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>alandamotta</dc:creator>
<guid>http://direitoambiental.wordpress.com/?p=68</guid>
<description><![CDATA[texto escrito por Frei Beto, apoiando a ex- ministra Marina, para
reflexão:
Querida Marina
Frei Bet]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>texto escrito por Frei Beto, apoiando a ex- ministra Marina, para<br />
reflexão:</p>
<p>Querida Marina<br />
Frei Betto *</p>
<p>Caíste de pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta<br />
amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos<br />
ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso<br />
caudoloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o<br />
significado de sustentabilidade.<br />
Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a<br />
Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar<br />
no deserto, me perguntei até quando agüentarias. Não te merece um governo<br />
que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te<br />
merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça<br />
volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana,<br />
ao corte irresponsável de madeiras nobres.</p>
<p>Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará<br />
este plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos<br />
seringueiros ou às mineradoras, hidrelétricas, madeireiras e empresas do<br />
agronegócio? Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente<br />
para impedir a importação de pneus usados e transformar o nosso país em<br />
lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos<br />
transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma<br />
agrária.</p>
<p>Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a<br />
Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo<br />
governo em 2004. Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia<br />
se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao<br />
ano. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)<br />
detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de<br />
floresta.</p>
<p>É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas<br />
o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada<br />
estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de<br />
40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido<br />
desmatados. Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por<br />
17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70%<br />
resultam de queimadas na  Amazônia.</p>
<p>Quem será punido? Tudo indica que ninguém. A bancada ruralista no Congresso<br />
conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos<br />
Deputados e do Senado. E, em ano de eleições municipais, não há nenhum<br />
indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer<br />
punição aos donos das motosserras com poder de  abater árvores e eleger ($)<br />
candidatos.</p>
<p>Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua<br />
demissão - os agressores ao meio ambiente, os mesmos que repudiam a<br />
proposta de se proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e<br />
consideram que "índio atrapalha o progresso". Defendeste com ousadia nossas<br />
florestas, biomas e ecossistemas, incomodando a quem não raciocina senão em<br />
cifrões e lucros, de costas aos direitos das futuras gerações.</p>
<p>Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e fé. Em teu<br />
coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a<br />
bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da<br />
corrupção.</p>
<p>Retorna à tua cadeira no Senado. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de<br />
quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa<br />
indignação e o amor ao bem comum. Cícero se esforçou para que Catilina<br />
admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas<br />
disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos<br />
os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia.<br />
Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?"</p>
<p>Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As<br />
gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável<br />
mérito.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://ocavirtual.wordpress.com/?p=138</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 16:05:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>ocavirtual</dc:creator>
<guid>http://ocavirtual.wordpress.com/?p=138</guid>
<description><![CDATA[










 A Amazônia dos paulistas e o Capital







 Raul Marcelo 


Ter, 30 de outubro de 2007]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="660">
<tbody>
<tr>
<td align="left" valign="top"><img src="http://www.psol.org.br/nacional/templates/psol/images/spc.png" alt="" width="1" height="10" /></td>
</tr>
<tr>
<td width="10" align="left" valign="top"><img src="http://www.psol.org.br/nacional/templates/psol/images/spc.png" alt="" width="10" height="1" /></td>
<td width="650" align="left" valign="top">
<table class="contentpaneopen" border="0">
<tbody>
<tr>
<td class="contentheading" width="100%"><a class="contentpagetitle" href="http://www.psol.org.br/nacional/ecologia/44-ecologia/971-a-amazonia-dos-paulistas-e-o-capital"> A Amazônia dos paulistas e o Capital</a></td>
<td class="buttonheading" width="100%" align="right"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="contentpaneopen" style="text-align:justify;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="70%" valign="top"><span class="small"> Raul Marcelo </span></td>
</tr>
<tr>
<td class="createdate" colspan="2" valign="top">Ter, 30 de outubro de 2007 00:00</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2" valign="top">Importantes conflitos políticos estão em curso no estado de São Paulo. De um lado, índios guaranis, quilombolas, pequenos agricultores e trabalhadores em geral; do outro, os interesses da Companhia Brasileira de Alumínio – CBA e de seu proprietário, Antonio Ermírio de Moraes. A luta acontece na região do vale do Ribeira e envolve a intenção de construir a usina hidroelétrica de Tijuco Alto, com barragem no rio Ribeira de Iguape, que corta toda a região.</p>
<p>O projeto, que pretende alagar 51,8 km2 (cerca de 11 mil campos de futebol), abrange os municípios paulistas de Ribeira e Itapirapuã, e de Adrianópolis e Cerro Azul, no Paraná. A previsão é gerar 144 MW de energia, consumidos unicamente pela indústria de alumínio do Grupo CBA, localizada a 250 km dali, na cidade de Alumínio (SP).</p>
<p>A região do vale do Ribeira vive um paradoxo. Com imensa riqueza natural (2,1 milhões de área de mata Atlântica contínua, que representa 21% do total preservado do país), amarga o pior índice de desenvolvimento humano do estado de São Paulo. O vale detém ainda uma importante riqueza social, são 51 quilombos, 400 índios guaranis, assentamentos da reforma agrária agroecológicos, pescadores e muitos pequenos agricultores, totalizando 38% da população que vive na zona rural do estado. Mesmo com inúmeras áreas de preservação ambiental e a declaração de Patrimônio da Humanidade da Unesco, o rio Ribeira e sua bacia hidrográfica passam por um rápido processo de degradação, com desmatamento da mata ciliar e assoreamento de suas nascentes.</p>
<p>A CBA é uma das mais antigas empresas do grupo Votorantin, que atua em distintos ramos de atividades. Com dezoito usinas hidroelétricas, que abastecem 60% do consumo total de energia de suas indústrias, a produção da CBA destina-se em 60% para o mercado interno e 40% para exportação. Entretanto, estes dados não mostram a relação da empresa com as comunidades e cidades onde se instala. Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano, organizado pelo Programa das Nações Unidas do Brasil (PNUD), as cidades paulistas onde, a partir da década de 50, o grupo Votorantim construiu hidroelétricas, não obtiveram melhorias no seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), que relaciona educação, longevidade e distribuição de renda, como podemos constatar no quadro abaixo.</p>
<p>O processo de licenciamento para a liberação da construção da Usina Tijuco Alto entrou em fase final, após cinco audiências públicas organizadas pelo Ibama na região do vale, onde a rejeição ao empreendimento foi unânime nos movimentos sociais, ambientalistas e moradores. No entanto, a palavra final cabe ao governo Lula. Assim, como aconteceu com a hidrelétrica do rio Madeira, há possibilidade da liberação da barragem do Tijuco Alto e de outras três (Funil, Itaoca e Batatal), o que acabaria com o patrimônio histórico, social e ambiental da região.</p>
<p>Em audiência pública convocada para articular uma campanha nacional contra a construção da barragem do Tijuco Alto e das outras previstas no rio Ribeira, foi instituído um comitê em defesa do desenvolvimento do vale sem a construção de barragens. A possibilidade de derrotarmos o capital nesta batalha depende, em grande medida, da capacidade de articulação de um movimento de enfrentamento nacional, unificando amplos setores sociais.</p>
<p><em>Raul Marcelo - Deputado Estadual PSOL/SP.</em></p>
<table class="pagenav" border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<th class="pagenav_prev"> <a href="http://www.psol.org.br/nacional/ecologia/44-ecologia/972-etanol-e-biodiesel-para-quem"><br />
</a></th>
<td width="50"></td>
<th class="pagenav_next"></th>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
