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	<title>critica-de-cinema &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/critica-de-cinema/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "critica-de-cinema"</description>
	<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 04:38:03 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[CineEsquemaNovo promove oficinas]]></title>
<link>http://carlosscomazzon.wordpress.com/?p=2616</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 14:42:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Scomazzon</dc:creator>
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<description><![CDATA[Estão abertas até o dia 6 de outubro as inscrições para as oficinas do CineEsquemaNovo 2008 - Fe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Estão abertas até o dia 6 de outubro as inscrições para as oficinas do <em>CineEsquemaNovo 2008 - Festival de Cinema de Porto Alegre</em> (CEN). A <em>Oficina de Mão Dupla</em>, desenvolvida a partir da mostra paralela de mesmo nome, que integra a programação do CEN, é coordenada por Gabriela Motta e Fabiano de Souza, curadores desta programação especial. Em pauta, as artes visuais, o cinema e a relação entre ambos. Os encontros acontecem nos dias 16 de outubro, das 10h às 12h30min e das 14h às 17h, e no dia 17 de outubro, das 10h às 12h30min, sempre no Santander Cultural.</p>
<p>Para participar é preciso enviar um <a title="Oficinas CineEsquemaNovo" href="mailto:oficinas@cineesquemanovo.org" target="_blank">e-mail</a> com um pequeno currículo pessoal e uma defesa da candidatura. O festival também realiza a tradicional <em>Oficina de Crítica Cinematográfica</em>, em que os participantes têm a responsabilidade de escolher o longa-metragem que receberá o Prêmio da Nova Crítica. Neste ano, ela será ministrada pelo crítico Marcelo Lyra, que fará uma introdução à crítica de cinema, com uma rápida pincelada na história do cinema global e brasileiro.</p>
<p>Os encontros ocorrem de 14 a 17 de outubro, das 10h às 12h30min, também no Santander Cultural. Para participar, é necessário, além de acompanhar as aulas, assistir aos seis filmes da Mostra de Longas-Metragens. Os interessados devem encaminhar por <a title="Imprensa CineEsquemaNovo" href="mailto:imprensa@cineesquemanovo.org" target="_blank">e-mail</a> um currículo resumido, duas resenhas de filmes (um estrangeiro e outro brasileiro), defesa de candidatura e eventual indicação de link na internet para sua produção autoral (blogs, por exemplo).</p>
<p>Os selecionados para as oficinas serão comunicados por e-mail ou telefone até o dia 10 de outubro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3289-8131 e pelo <a title="CineEsquemaNovo" href="http://www.cineesquemanovo.org" target="_blank">site</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[&gt; A crítica de cinema "oficial" e os blogs]]></title>
<link>http://cinebaltimore.wordpress.com/?p=153</link>
<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 15:14:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>mateusilva</dc:creator>
<guid>http://cinebaltimore.pt-br.wordpress.com/2008/09/05/a-critica-de-cinema-oficial-e-os-blogs/</guid>
<description><![CDATA[Com o início dos trabalhos de sua página na internet, ganha materialidade a Associação dos Crít]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Com o início dos <a href="http://www.accirs.com.br/" target="_blank"><strong>trabalhos de sua página na internet</strong></a>, ganha materialidade a Associação dos Críticos de Cinema do RS. <!--more-->A entidade congrega mais de 30 profissionais - da área da comunicação ou não - ligados à cultura cinematográfica aqui na Capital.</p>
<p>Em seu primeiro texto, a presidente da entidade, jornalista Ivonete Pinto reconheceu a crescente importância de blogs no contexto jornalístico:</p>
<p><em><strong>"Sites e blogs fazem surgir comentaristas de última hora, cinéfilos com textos rasteiros, mas também são incubadoras de um novo grupo de críticos. Além do mais, propiciam o exercício da crítica de forma direta e sem maiores limitações de tamanho...". </strong></em></p>
<p>Ivonete é professora do curso de cinema da Ulbra Canoas. <a href="http://www.accirs.com.br/site/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=118&#38;Itemid=176" target="_blank"><strong>O texto completo aqui.</strong></a></p>
<p>O site, além de ser a janela institucional da entidade, também divulgará textos de críticos - passados e futuros. Está valendo conferir o texto do jornalista Hiron Goidanich que trabalhou por muitos anos na cobertura de cinema do Segundo Caderno de Zero Hora.</p>
<p>Goida relembra sua relação com o recém falecido crítico Tuio Becker, que escrevia sobre cinema no Correio do Povo e teve uma intensa participação política a favor do cinema no Estado. Tuio Becker é também um dos pais do Festival de Cinema de Gramado.</p>
<p><a href="http://www.accirs.com.br/site/index.php?option=com_content&#38;task=view&#38;id=34&#38;Itemid=209" target="_blank"><strong>O texto emocionado de Goida, aqui.</strong> </a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[À Prova de Morte]]></title>
<link>http://thegipsycab.wordpress.com/?p=19</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 02:53:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>thegipsycab</dc:creator>
<guid>http://thegipsycab.pt-br.wordpress.com/2008/08/26/a-prova-de-morte/</guid>
<description><![CDATA[ O projeto Grindhouse nasceu a partir de mais um dos improváveis desejos de Quentin Tarantino, que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0     false false false  EN-US X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--> <span style="line-height:115%;" lang="PT-BR">O projeto <em>Grindhouse </em>nasceu a partir de mais um dos improváveis desejos de Quentin Tarantino, que queria homenagear mais um dos gêneros cinematográficos que o influenciaram. Como o cineasta já havia homenageado as novelas policiais em <em>Cães de Aluguel </em>e <em>Pulp Fiction, </em>o cinema negro dos anos 70 em <em>Jackie Brown</em>, e o kung fu <em>spaghetti </em>em ambos <em>Kill Bill, </em>resolveu que era hora de prestar seu tributo ao cinema de terror B. Para dar força ao projeto, o diretor convidou seu amigo Robert Rodrigues para ajudá-lo a produzir o filme.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="line-height:115%;" lang="PT-BR">Tarantino cresceu freqüentando sessões de <em>Grindhouse</em>, onde dois ou mais filmes de terror toscos eram exibidos em sequência, intercalados com trailers igualmente mal feitos. Nessas sessões, a qualidade da projeção normalmente era lamentável e não era incomum os filmes virem incompletos, com rolos faltando ou até mesmo queimando no projetor.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="line-height:115%;" lang="PT-BR">A idéia inicial era produzir dois médias-metragens – um dirigido por Rodriguez e outro por Tarantino – de cerca de 50 minutos cada, convidar alguns outros amigos [Eli Roth, Rob Zombie, Edgar Wright] para “dirigir” alguns trailers falsos, e pronto. Teríamos uma reprodução de uma sessão <em>Grindhouse.</em> O problema é que tanto <em>Planeta Terror</em><span> (segmento de Rodriguez)<em> </em></span>quanto o tarantinesco <em>À<span> Prova de Morte </span></em>ficaram com cerca de 80 minutos de projeção, fazendo com que a duração final do filme fosse superior às três horas. Nem as críticas favoráveis ajudaram. O filme foi mal nas bilheterias americanas e os estúdios e distribuidoras internacionais acharam melhor dividi-lo em dois longas para ter renda em dobro. Não só isso, no Brasil os filmes foram separados por um intervalo superior a um ano. Prometido pra março de 2008, <em>À Prova de Morte </em>só chega aos cinemas nacionais em outubro do mesmo ano.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="line-height:115%;" lang="PT-BR">Com a duração liberada, o diretor teve liberdade para brincar a vontade. Enquanto Robert Rodriguez se preocupou em deixar seu filme esteticamente parecido com os filmes-B setentistas, Tarantino notadamente se divertiu fazendo <em>À Prova de Morte.</em> O filme começa com estética semelhante à de <em>Planeta Terror, </em>com brincadeiras de <em>frames </em>faltando, erros de continuidade etc. Mas isso dura pouco mais de meia hora. No restante dos quase 110 minutos de projeção, o filme se transforma em preto e branco e depois, como em um passe de mágica, ganha um visual com mais atual, com cores vivas e qualidade de projeção impecável.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="line-height:115%;" lang="PT-BR">Além do gênero homenageado, Tarantino também recheia o filme de homenagens a todos seus trabalhos anteriores. Personagens recorrentes de Kill Bill (em duas cenas impagáveis), um toque de celular ou citações que apenas os mais aficionados irão se dar conta tornam o filme mais prazeroso de ser visto. É um exercício descobrir todas as referências. Acredite, são muitas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="line-height:115%;" lang="PT-BR">A premissa é boba: um dublê (Kurt Russel) que utiliza seu carro “a prova de morte” de maneira sádica para matar mulheres nas estradas de pequenas cidades dos EUA. Vale destacar o empenho em se criar o suspense necessário no começo do filme. Com a falta de história, sobra tempo para o diretor implantar seu estilo. Toda verborragia de seus diálogos, seu fetiche pelos pés femininos, os longos e lentos planos, o erotismo, a importância e a força que ele dá às suas protagonistas, está tudo presente.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="line-height:115%;" lang="PT-BR">As atuações também homenageiam os filmes-B e são toscamente deliciosas. Kurt Russel (um tanto canastrão), Vanessa Ferlito (em uma sequência de dança de tirar o fôlego) e Zoe Bell merecem mais destaque que o resto. A última, inclusive, realizou todas suas ações no filme sem dublê, o que é surpreendente. Quem vir o filme com certeza entenderá.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="line-height:115%;" lang="PT-BR">Diversão garantida para os já iniciados em Tarantino, o filme pode ser um tanto indigesto para quem não dá a mínima para as referências cinematográficas ali presentes. A necessidade de saber “o que é” o projeto, um roteiro simples e o excesso de diálogos longos são os principais motivos que renderão vários comentários negativos em rodas de discussão.</span></p>
<p class="MsoNormal">Nota: 7</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">- Texto originalmente publicado na revista Welcome Planet de Setembro/Outubro de 2008.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Batman - O Cavaleiro das Trevas]]></title>
<link>http://thegipsycab.wordpress.com/?p=14</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 15:37:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>thegipsycab</dc:creator>
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<description><![CDATA[ Que o diretor Cristopher Nolan reinventou o Batman com seu filme de 2005 não é novidade para ning]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0     false false false  EN-US X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--> <span lang="PT-BR">Que o diretor Cristopher Nolan reinventou o Batman com seu filme de 2005 não é novidade para ninguém, mas aposto que poucos esperavam o que estava por vir três anos depois. O diretor juntou novamente a mesma equipe e elevou o personagem a outro nível em seu mais novo filme, O Cavaleiro das Trevas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">A tal abordagem realista que Nolan conferiu a Batman Begins ganha novos ares aqui. A cidade parece mais sóbria e ainda menos fantasiosa que no filme anterior. Os limites impostos ao traje do personagem principal e as discussões acerca de como melhorá-lo também ajudam aproximar a obra da realidade. Claro que tem muita coisa absurda, mas até elas são explicadas de alguma forma. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O diretor também acerta a retirar o alívio cômico dos ombros do mordomo Alfred. O sarcasmo e as frases bem colocadas ainda estão presentes nos diálogos do personagem, mas soam mais naturais que no filme anterior.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Ainda corrigindo suas falhas prévias, Nolan filmou/editou as cenas de luta de forma mais competente dessa vez, tornando-as, assim, mais compreensíveis. A pouquíssima utilização de computação gráfica até surpreende para um filme do gênero. Mas se O Cavaleiro das Trevas é ainda melhor que seu antecessor, isso se deve ao talento de seus protagonistas que deram profundidade ímpar aos personagens. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">A atuação de Christian Bale já é natural. Ele é o Batman e sabe disso. Sir Michael Caine, Morgan Freeman e Gary Oldman também retomam seus papéis com classe e autoridade. A chata e inexpressiva Katie Holmes foi substituída pela talentosa Maggie Gyllenhaal e não faz nenhuma falta. Aaron Eckhart quase rouba a cena com a transformação do promotor Harvey Dent ao longo da projeção, mas não há como negar que o filme é mesmo de Heath Ledger.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O Coringa é simplesmente assustador e não é necessário conhecer suas origens para temê-lo, muito pelo contrário, e Nolan sabe disso. Não há nada daquela figura caricata vivida por Jack Nicholson no filme de Tim Burton em 89. Ledger criou um personagem perturbado, anárquico e, por isso, imprevisível. Nunca se sabe o que pode acontecer quando a figura de rosto desfigurado e cabelo desgrenhado surge em tela. Seus trejeitos, sua voz e, principalmente, sua risada são capazes de causar arrepios. É de se lamentar que o ator de apenas 28 anos tenha falecido no início do ano por uma overdose acidental de medicamentos. Um cara que é capaz de arrancar elogios como o cowboy homossexual de Brokeback Mountain e o Coringa, dois personagens completamente distintos e opostos, com certeza seria capaz de muito mais.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Por fim, Batman – O Cavaleiro das Trevas pode não ser perfeito, mas é grandioso. Nolan elevou os padrões para filmes baseados em quadrinhos, mas mais justo do que compará-lo a outros do gênero é fazê-lo com grandes obras do cinema. É como se o “intocável” Elliott Ness tivesse uma ajudinha extra em sua luta contra Al Capone... Por mais absurdo que possa soar, o novo Batman é um filme denso e pesado, de elevadíssima carga emocional e que demora um pouco para ser digerido. É daqueles que deixam a sala em silêncio enquanto as pessoas caminham para a saída.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Nota</strong>: 9</p>
<p class="MsoNormal">Texto escrito para a Revista Welcome Planet que circularia em agosto. A revista não foi publicada.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Procurado - Deliciosamente absurdo]]></title>
<link>http://thegipsycab.wordpress.com/?p=7</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 03:26:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>thegipsycab</dc:creator>
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<description><![CDATA[Normalmente quando um renomado diretor não-americano faz sua estréia em Hollywood, logo se teme qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Normalmente quando um renomado diretor não-americano faz sua estréia em Hollywood, logo se teme que ele vá se render às fórmulas e conceitos pré-definidos pela indústria. No caso do russo Timur Bekmambetov não se tratava de um temor, e sim de uma esperança.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Responsável pelo maior [maior, não melhor] filme da história do cinema russo – o fraquíssimo <em>Guardiões da Noite </em>–, o cineasta ainda dirigiu uma continuação nada melhor [<em>Guardiões do Dia</em>] e tinha planos para um terceiro, que teria o original título de <em>Guardiões do Crepúsculo</em>. Ainda assim, os filmes fizeram enorme sucesso na Rússia, custando pouco e superando bilheterias de <em>blockbusters </em>americanos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Credenciado com esse currículo, Hollywood logo abriu os olhos para o diretor que claramente se preocupava mais com o visual “pop” de suas obras do que com o filme em si [mas rendia horrores aos cofres dos estúdios] e o escalou para dirigir a adaptação da história em quadrinhos <em>O Procurado</em>, de Mark Millar e J. G Jones. O engraçado é que com um bom material em mãos, o diretor russo não só deu conta do recado como surpreendeu com o resultado final.</span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="PT-BR">O Procurado </span></em><span lang="PT-BR">conta a história do pacato Wesley Gibson [James McAvoy], um contador que não gosta do que faz, odeia a chefe, e sua namorada o trai com seu melhor amigo. Os personagens Angelina Jolie e Morgan Freeman aparecem em tela para informar Wesley da existência de uma confraria de assassinos que existe há mais de mil anos e trabalha para o "destino", para manter as coisas em ordem. Além disso, o pai de Wesley era o maior assassino da organização e foi recentemente morto por um dissidente dela. A partir daí Wesley passa por um duríssimo treinamento e descobre habilidades que desconhecia, dentre elas a estupenda capacidade de curvar uma bala. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aqui, toda preocupação do diretor russo com a estética traz resultados. A ação é extremamente estilizada, cheia de <em>bullet-times </em>e algumas das situações mais absurdas já vistas no cinema. A trilha sonora é eficaz e a edição de som do competente Jon Title [<em>Diamantes de Sangue, O Gângster</em>] confere ao filme apuro técnico e uma agilidade invejável.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">James McAvoy mostra porque é um dos novos queridinhos da indústria e é muito legal ver a transformação do personagem ao longo do filme. Morgan Freeman já está no piloto automático e suas atuações sempre mantêm aquele nível correto: não são ruins, mas também não são nada demais. Enquanto isso, Angelina Jolie aparece magérrima e, ainda assim, extremamente bela e sedutora.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Surpreendentemente, a indústria hollywoodiana fez muito bem a Timur Bekmambetov, que soube fazer as concessões certas. Toda exuberância visual do diretor casou perfeitamente com o clima necessário para adaptar uma HQ como <em>O Procurado </em>aos cinemas. Não espere um filme realista ou algo do tipo. Se você é daqueles que vê uma coisa absurda na telona e já solta um “Falooou, hein” em voz alta, passe longe. A ação é sempre frenética, ágil e absurda. A gente sabe que a bala não faz curva ou que não é possível acertar uma bala com outra bala, mas e daí? Tudo aqui é absurdo sim. Deliciosamente absurdo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;" align="left"><strong><span lang="PT-BR">O Procurado<br />
…………………<br />
</span></strong><em><span lang="PT-BR">[Wanted, USA/Germany, 2008]<br />
</span></em><strong><span lang="PT-BR">Diretor:</span></strong><span lang="PT-BR"> Timur Bekmambetov<br />
<strong>Elenco:</strong> James </span>McAvoy, Angelina Jolie, Morgan Freeman, Terrence Stamp<br />
<strong>Gênero:</strong> Ação<br />
<strong>Duração:</strong> 110 min.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;" align="left"><strong>Nota: </strong>7</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;" align="left">Texto originalmente publicado na Revista Paradoxo - www.revistaparadoxo.com</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[&gt; Jornalista lança livro em Gramado ]]></title>
<link>http://cinebaltimore.wordpress.com/?p=36</link>
<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 01:40:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>mateusilva</dc:creator>
<guid>http://cinebaltimore.pt-br.wordpress.com/2008/08/07/jornalista-fatimalei-lunardelli-lanca-livro-em-gramado/</guid>
<description><![CDATA[O livro A Crítica de Cinema em Porto Alegre na Década de 1960, da jornalista Fatimarlei Lunardelli]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O livro <strong>A Crítica de Cinema em Porto Alegre na Década de 1960</strong>, da jornalista Fatimarlei Lunardelli<!--more-->, será lançado no dia 13, às 16h, no centro de eventos da UFRGS dentro da programação do Festival de Gramado. Esse é o segundo livro dela pela coleção <strong>Escritos de Cinema</strong>, projeto da Coordenação de Cinema da prefeitura da Capital.</p>
<p>Achei bacana pôr aqui porque quando comecei a me interessar por cinema li <strong>Quando éramos jovens</strong>, o livro anterior da Fatimarlei, que documenta a história do Clube de Cinema de Porto Alegre que rendem muitos mais posts.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[&gt; Amor em tempos de AIDS]]></title>
<link>http://cinebaltimore.wordpress.com/?p=25</link>
<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 01:25:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>mateusilva</dc:creator>
<guid>http://cinebaltimore.pt-br.wordpress.com/2008/08/07/meu-tempo-nao-parou-amor-em-tempos-de-aids-de-jair-giacomini-e-silvio-barbizan/</guid>
<description><![CDATA[Meu objetivo no audiovisual é trabalhar com documentários, por isso, aqui no blog eu foco nesse g]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Meu objetivo no audiovisual é trabalhar com documentários, por isso, aqui no blog eu foco nesse gênero. E foi assim que cheguei a <strong>Meu Tempo não Parou - Amor em tempos de Aids</strong>. <!--more-->Uma produção apoiada pela ONG Nuances que trata dos direitos de homossexuais e transgêneres. A direção é dos gaúchos Jair Giacomini e Silvio Barbizan.</p>
<p>É um filme que foi rodado aqui na Capital e traz depoimentos de pessoas que acompanharam o aparecimento e a evolução da Aids entre seus grupos sociais.</p>
<p>Assisti na Sala Redenção da UFRGS e estou a fim de levar essa pauta adiante, conhecer os diretores talvez. Vamos ver se pinta a oportunidade.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[a waltz for a night]]></title>
<link>http://joaogrando.wordpress.com/?p=178</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 01:30:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>joao~grando</dc:creator>
<guid>http://joaogrando.pt-br.wordpress.com/2008/06/04/a-waltz-for-a-night/</guid>
<description><![CDATA[Spoilers, spoilers p/ caralho (mas nada que atrapalhe quem gosta de cinema).

1. Before
Em tudo (e n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><em>Spoilers, spoilers p/ caralho (mas nada que atrapalhe quem gosta de cinema).</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">1. Before</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em tudo (e no cinema, que faz parte de tudo, como tudo) há partes que resumem os todos. A mão pode resumir um corpo todo; um dedo, um corpo todo; a íris, idem etc. Ou o código genético, para ser mais científico, menos verborrágico e menos repetitivo. Neste processo metonímico, um fotograma (como Rypley atrás de um espelho que reflete Dickie, ou <a href="http://www.reelingreviews.com/thedreamerspic.jpg" target="_blank">Matthew substituindo Theo também no espelho em the Dreamers</a>, a anamorfose na ponte em Indiana Jones e a Última Cruzada, e outros tantos exemplos mais eruditos), um plano (skatistas-ícaros em câmera lenta voando até a falência em Paranoid Park, como muito bem observou <a href="http://www.contracampo.com.br/89/festparanoidpark.htm" target="_blank">Luiz Carlos Oliveira Jr.</a>), uma cena, um diálogo ou qualquer outro elemento fílmico pode resumir o filme todo. Em Before Sunrise, é uma história que Jesse conta a Celine, sobre o arrebatamento ao ver um bebê nascendo, sobre o encantamento ao o ver respirar pela primeira vez vs. a constatação de que, um dia, ele irá morrer: uma visão inocente (semelhante à que o gato Che de Celine tem diariamente de seu jardim), portanto pura, e por isso justa com ambigüidade das coisas: deleitosa, mas desde sempre melancólica por ser sabido seu fim. As duas verdades gritantes da vida (a própria vida (milagre) e a morte) sob um olhar puro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Eu sempre havia ouvido falar muito de Before Sunrise. E pensava (mas não com tom desafiante) no que o filme poderia ter de mais. Afinal, visto por fora, pela capa do DVD (ou pelo cartaz, para quem teve a boa sorte de assistir num cinema) são somente duas pessoas conversando. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Falarei dos motivos depois, primeiro do impacto: para ficar somente no cinema (embora tudo pertença a tudo, repetindo sempre) vale lembrar a anedota que Hitchcock contou a Truffaut, que me não lembro se li um trecho na livraria ou se li num livro de Mamet (mas com certeza ninguém me comentou, pois eu li), ao falar sobre roteiros relativamente à direção: ele conta de um homem que sonhou um filme que lhe parece fascinante durante o sono e ao acordar e anotar a história do sonho recém sonhado escreve apenas “homem se apaixona por mulher”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Então se me fez intuitiva e subitamente óbvia a consistência que Ítalo Calvino proclamaria, mas não pôde proclamar como queria, para o próximo (este) milênio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Há uma série de elementos quase independentes que o cinema combina. Ele acontece devido mais à combinação e menos aos elementos em si (e digo todos os elementos: produção, elenco, fotografia, orçamento, impacto nas revistas de fofoca, argumento, roteiro etc.). A lógica acadêmica (acadêmica no sentido de Oscar) de um todo ser bom e suas partes serem destacáveis (melhor fotografia, melhor som etc.) para o qualificar (própria da indústria (linha industrial) nalguns casos) imita uma lógica que se usa na vida mesmo para diversas escolhas pré-estabelecidas (a famosa “preferência”), como gostar de morenas, ou loiras, ou ruivas, ou magras, altas, tímidas, ricas, inteligentes etc. Porém se sabe não haver fórmulas: o processo de estimação é mais sofisticado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Evidentemente muitas vezes é possível enumerar os elementos que chamaram a atenção por cumprirem um padrão predileto. É como quando se conhece uma moça (ou um moço, para as moças, ou para os moços que gostam de moços): às vezes se acha o que se esperava, mas noutras um dos pré-requisitos para arrebatar é surpreender.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E para se surpreender os padrões não funcionam. Ou funcionam, justamente por oprimirem o quadro da surpresa, como se empurrassem molas. Exemplo: para alguns a música seria dispensável no cinema (e muitas vezes ela é puro enfeite mesmo), para outros até o som seria dispensável (Vinícius de Moraes defendia que a única forma de cinema era o mudo quando era crítico, apesar de ser amigo de Orson Welles), como o pessoal do Dogma 95. Mas como dizer que cinema não pode ter música, se num filme como O Quarto do Filho, de Nani Moretti, o seu uso estabelece uma significação narrativa que, tal qual um canhão de luz num teatro, foca o estado subjetivo dos fatos narrados, complementa a história? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Então pode haver um esquema para cada idéia. Então a fotografia, o roteiro, até a montagem (que seria o elemento mais cinema do cinema, segundo Kubrick, Glauber e seu mestre Eisenstein, para ficar só nos populares e paradigmáticos) subordinam-se ao filme como obra (conceito). As coisas se estendem de maneira honesta a partir do conceito (ou idéia e/ou anseio) que as lançou, como numa geração espontânea, ou, contrapondo esta idéia e inda assim parando no mesmo lugar, o cumprimento de um destino: elas arranjam seu espaço e tornam-se o que são. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E este é o caso deste projeto. O casal se afirma como idéia um ao outro; e o(s) filme(s) afirma(m) a idéia de casal, o encontro das duas idéias anteriores e a reação delas em tal estado – tudo então é justo com isso, os planos-sequência, os enquadramentos, a música, a montagem – uma intervenção mínima para os registrar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Um amante se tornando como tal é um processo de existência paralelo. Os amantes vivem <a href="http://joaogrando.wordpress.com/2008/05/07/um-nu-num-mundo/" target="_blank">num mundo</a> próprio, de espaço e tempo particulares, definidos pelo movimento de seus atores, que são vetores que delimitam tal universo. E todos estes universos incontáveis que existem no mundo são belíssimos. Os amantes todos vivem coisas que precisariam de filmes para registrar. Mas bastaria uma câmera. Então aí está o fino filmar: criou-se uma realidade para a registrar, com as intervenções justas. O cinema (um possuidor de câmera(s)) simulou e registrou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Então, cinema puro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">2. Sunrise</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Eu me confesso meio incomodado de estar em casa véspera de feriado, mas este filme salvou-me”, assim começava meu esboço inicial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E tal frase me veio à cabeça na cena já perto do fim, que há um homem tocando cravo, que eles vêem pela janela: é cedo, ele está só, e, por alguns segundos, ele fica só no fotograma, ganha seu espaço único na montagem: aquele momento é dele: a arte repletando todo o espaço, a arte lhe bastando por valer por tudo.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Emocionei-me. Então me perdoem as elucidações ingenuamente didáticas, tais como as interpretações simbolistas, as considerações extra-filme, o ponto de vista de espectador. O Amor é Filme, de Lirinha, é o que, numa linha menos reta, me vem à cabeça. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Pelo conteúdo cênico, esta foi a montagem ficcional mais próxima que eu já vi da inalcançável realidade de se estar embebido numa atmosfera de descobertas, de se conhecer e ser conhecido por outra pessoa, de se maravilhar com as combinações e contrastes, e de perceber estes todos combinações e aquelas todas contrastes; de uma levíssima condição de se exercer a criatividade quando ela vem, de exercer-se como se é, de fazer piadas após declarações de amor oblíquas, ou ubíquas, por estarem presentes em cada replica e tréplica, amalgamá-las por vezes, de se não ver o tempo passar quando ele passa mais que antes e menos que depois.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Lembrou-me algumas coisas vividas e certamente a outros também. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Pelos referenciais, a história pontua uma mudança de era (já no início do filme Jesse fala sobre a idéia que teria para um programa, algo semelhante a um reality show, Celine replica dizendo-lhe que simplesmente acompanhar a vida real seria muito chato – operação que acabara de se iniciar no filme) – uma era que passa a se voltar para a realidade como tal, sem idealizações, o “fantástico” do cotidiano. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Porquanto é por excelência o conto de fadas contemporâneo: heróis de dentes não tão brancos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Das coisas como são (podem ser). De um lirismo mais pé atrás. Uma linguagem mais Jorge Macchi e menos Oliviero Toscani. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Menos Romeu &#38; Julieta, mas rivalizando em intensidade com eles. Em intensidade e em teor: estão ali a magnificência, o mistério, a ambigüidade e todas as coisas cabíveis ao amor, mas demonstrados num cenário crível, cético, ordinário: contemporâneo, na conotação de ainda presente, que ainda não morreu: na conotação de vivo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Um encontro ao vivo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Registrou-se um encontro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">O encontro entre o garoto de 13 anos que sonhava em começar a fazer as coisas e a senhora no leito de morte, para a qual a vida é uma lembrança revivida – ambos olhavam para o meio do caminho, mas o americano não se vislumbrava sair do início; a francesa já se sentia no fim.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Um encontro entre a França e os EUA (muito mais rico que em The Dreamers, por exemplo, a despeito do apelo visual e referencial daquele filme). A França encanta-se, romantiza, critica, protesta. Os EUA são mais práticos. O poema dado pelo mendigo e a quiromancia, após uma atmosfera mágica que nos leva a crer que ambos creram juntos por alguns momentos, são investigados racionalmente por Jesse, contrapondo a paixão com que a francesa se lança: ela supõe magia; ele, um processo cínico. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E assim eles vagam como pontos de vista personificados sobre questões das quais não se pode estabelecer uma verdade.. dão dois pontos de vista para os mesmos fatos. Compõem ambigüidades. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A vida (num de seus estados extremos) sob olhar puro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Também o velho e o novo mundo, o feminino e o masculino, o oriente e o ocidente (se pensarmos geograficamente é como os países se relacionam relativamente um ao outro).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Entanto um encontro como o símbolo Yin e Yang, com um com um pouco do outro também (Jesse não resistiu à roda gigante). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Encontram-se as desconfianças, as necessidades, a bagagem pessoal de cada um, e uma intenção mútua e abstrata de continuar, que se afirma acima de tudo isso, punge como desejo, solicita realização. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E, por fim, um final (embora não no fim mesmo) comparável ao final de Sociedade dos Poetas Mortos, ao seu ritmo, seu ritmo de afirmação de rebeldia em formato clássico; comparado ao final de Cinema Paradiso, ao seu ritmo, como ode à memória e saudade conseqüente, como ode à inocência irrecuperável; comparável ao jogo de cinema, de metalinguagem, de brindar o espectador pelo seu poder de saber mais que as personagens sabem ou manipular seu ponto de vista, tais quais os finais clássicos de Cidadão Kane (mesmo que a questão Rosebud seja um jogo lúdico – e também por isso virtuoso – ante toda o mérito formal) e Vertigo (de pensar a imagem como fonte de verdade e a partir disso tornar ambas relativas); ou comparável ao impacto som x silêncio, no sentido de contraste de formas, como o epílogo primeiro sensorial e em seguida completamente silencioso como não o foi o Filme Falado de Manoel Oliveira (a barbárie é som, silêncio; a civilização, palavra).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Quando o casal despediu-se (au revoir/ later) despediram-se de um tempo, um tempo que permitia cada um levar apenas lembranças e esperanças (como a foto não tirada por Jesse). Fosse depois de 1995 (a era que terminava), salvar-se-iam num mundo virtual, em MSN, blogs, correio eletrônico, e-mails, Skype, MySpace, Twitter, Flickr... talvez se inseririam num meio-termo ausência/presença, subvertendo a prova de resistência do tempo à chama, deixando-a apagar aos poucos, por não a alimentar nem a deixar consumir-se. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Salvar-se-iam talvez no mundo virtual, ou se matariam como acabo de dizer. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Salvar-se-iam do mundo que lhes deu apenas um dia, dum mundo de sonhos impedidos por aviões, trens, faculdades, residências e dessas coisas desse mundo ao qual se convencionou chamar real. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Por tudo isso, Before Sunset tornou-se uma questão mitológica, tão esperado quanto O Retorno do Rei pelos que usam orelhinhas de elfo para ir às estréias com filmes de elfos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">3. Sunset</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">c: Maybe we should meet here in five years or something.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">j: All right, all right, five year- Five years! That's a long time! </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><em>c: It's awful! It's like a sociological experiment!</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“L'absence diminue les médiocres passions, et augmente les grandes, comme le vent éteint les bougies et allume le feu.” </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><em>François de La Rochefoucault</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">São-nos apresentadas as imagens dos lugares de Paris por onde eles passarão, invertendo o processo do filme passado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Logo essa inversão de fluxo consecutivo eu concluo se dará também na história: se antes houve a construção primeiro para a lembrança depois, agora a esperança antes para a (des)construção depois. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">(Prematuramente) pensei: a realidade irá os enfrentar e eles perceberão que o que tiveram foi singular por ter surgido de uma situação singular, pois o laço que os uniu por algumas horas brotou de uma atmosfera absurda em cuja somente qual sentimentos utópicos podem brotar (lembrar Romeu &#38; Julieta para ser mais clichê). Seria a situação, não eles. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E a realidade fatalmente os enfrentou e a tal inversão fatalmente estava certa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E eu errado: they’re for each other, ils sont fait l'un pour l'autre. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Esperança antes, construção depois. Sem <em>des</em>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Eles já se sabiam, eles já se esperavam. E se concluiriam. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Eles (e consequentemente o filme) retornam ao encontro anterior. Até porque seu reencontro só se dá devido ao registro da história do encontro anterior (o pequeno best seller de Jesse).<span> </span>Até porque eles são o filme, a ponto de forma e conteúdo se fundirem: a história contada é influenciada pela forma como fora contada: eles discutem se tiveram ou não uma relação sexual (tão importante naquele contexto quando a traição de Capitu), referenciando o fato de isso não ter ficado claro para os espectadores pelo filme anterior. Questões pendentes que interessam tanto aos dois quanto a nós (aqui não sabemos nada a mais que eles, descobrimos as coisas ao mesmo ritmo) são visitadas e revisitadas. Põe o papo em dia, falam dos planos, do que fizeram, e ficam cada vez mais perto, cada vez mais à vontade, cada vez mais com vontade, cada vez mais os mesmos daquele dia (quase inteiro) em Viena. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A felicidade recôndita de se saberem infelizes longe um do outro é intermitentemente revelada (as mulheres fingem, diz Celine, e ela mesmo finge se importar com a felicidade alternativa de Jesse, finge não se importar com a nova despedida porvir). Diante desse jogo, eu, de início, se fosse Ethan Hawke, teria dito já ao encontrá-la que a curiosidade que um pelo o outro nutriam suportaria a ascensão do espaço e que se extinguisse quando o acontecesse valeria a pena. Se primeiro foi tomar um lanche, depois foi descer do trem, e passar a tarde, que virou dia, noite... o tempo aumentou e eles o ocuparam, mas não gasosamente (ocupando o espaço dado), e sim solidamente (crescendo junto), mantendo a intensidade. Então era um medo o de acreditar no mérito do absurdo do encontro sem acreditar que o absurdo como elemento missionário. Porém os minutos passam, e eles não trocam telefone, nem e-mail, blog, Flickr, Twitter. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Eles têm suas vidas. Cada qual tem seu cônjuge: Jesse tem filho e esposa, Celine tem um namorado. Mas eles são coadjuvantes. Suas vidas separadas são coadjuvantes. O agente de Jesse, seu motorista, o corredor que os ultrapassa na praça, os vizinhos... coadjuvantes, coadjuvantes, coadjuvantes. Até a avó de Celine é coadjuvante (embora seja a menos coadjuvante (e por isso mesmo uma das poucas que aparece como imagem individual – à semelhança do tocador de cravo do primeiro filme)). <a href="http://joaogrando.wordpress.com/2007/12/22/37/" target="_blank">Há somente os dois</a>. Há, no máximo, Paris, mas Paris é uma extensão de Celine (uma metonímia ao contrário, a cidade representando sua habitante, a despeito de “"Oh it's so French. It's so cute." Ugh! I hate that!”), a qual se vai revelando ao mesmo ritmo da cidade:<span> </span>à medida que Paris se descerra, Celine o faz no mesmo ritmo. Vê-se de fora, pelo viés de turista, de estrangeiro, até aproximar-se de sua faceta íntima, seus bairros, seus lares, suas gentes. A cidade de Paris enquanto Pasárgada de Jesse torna-se real. À medida que se aproxima de casa, Celine se abre mais e mais. Abertas as portas de seu apartamento. Celine abre-se. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E lá (ali) ela canta. Ela imita oficialmente a atitude de palco de Nina Simone após a ter imitado o filme inteiro.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em vez do beijo desesperado (a caída de, ainda que inofensivas, ainda que pequenas, máscaras) à porta do trem no filme anterior, uma valsinha (mais leve, mais aliviada, mais tranqüila que os violinos que encerra o filme anterior). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A sensação agora não é o desespero. A sensação é o alívio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Valsarão, definitivamente.<span> </span>Foi tacitamente decidido, definido, definitivamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Tanto pelo título, tanto pelo conceito do filme anterior, tanto pela perene ameaça do final vindouro, resistia-se. Mas Celine quebra a regra principal do projeto: “você vai perder o seu vôo”. Um pequeno zoom, close-up nele, que sabia. Ela sabia. Eles sabiam. Nós, no fundo, também. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><em>Definitivamente</em>, usada linhas acima, pode significar que define, mas pode significar algo que não mais se alterará. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Pode ser uma situação que ficou definida (e vai durar), pode ser uma situação que foi definida (foi decidida, vale para o momento). E do final, do depois do final, não sabemos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E o final nos diz isso. Definitivamente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Porquanto, por excelência, um filme de amor: de como ele inevitavelmente se instala, de como ele abrange uma combinação de acontecimentos e buscas (ou de todos os elementos) que nutrem a e nascem da sua contigüidade. Da fatalidade com que se consorcia.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">De como ele, sempre sob uma aura ambígua, para exigir coragem, instala-se como anseio guia, tal como um anseio vital, de sobrevivência, e obriga a busca oprimindo infelicidade a seus componentes; em suma, de como dá um jeito de fazer com que seus envolvidos dêem um jeito. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em suma, de como ele inevitavelmente não é evitável. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Au revoir, later</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/u4i7ePX9jo8'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/u4i7ePX9jo8&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ararat]]></title>
<link>http://periodismedeplastilina.wordpress.com/?p=10</link>
<pubDate>Sat, 24 May 2008 08:51:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carmen González Vázquez</dc:creator>
<guid>http://periodismedeplastilina.pt-br.wordpress.com/2008/05/24/ararat/</guid>
<description><![CDATA[

Habrá un día en que todos
al levantar la vista




veremos una tierra
 que ponga libertad.”
H]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align:center;"><span lang="CA"><a href="http://periodismedeplastilina.files.wordpress.com/2008/05/mount_ararat_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-9 aligncenter" src="http://periodismedeplastilina.wordpress.com/files/2008/05/mount_ararat_h.jpg?w=300" alt="" width="300" height="199" /></a></span></p>
<blockquote>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align:left;"><span lang="CA"><em>Habrá un día en que todos</em></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align:left;"><span lang="CA"><em>al levantar la vista</em></span></p>
<div><span style="font-size:100%;"><em></em></span></div>
<div><em></em></div>
<div><span style="font-size:100%;"></span></div>
<p><span style="font-size:100%;"><span lang="CA"></p>
<p style="text-align:left;"><em>veremos una tierra</em></p>
<p><em> que ponga libertad<strong>.”</strong></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:100%;"><strong><em><span lang="CA">Himno de la libertad</span></em></strong></span><span style="font-size:100%;" lang="CA">, José Antonio Labordeta</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></span></p></blockquote>
<p> </p>
<p class="MsoBodyText" style="line-height:150%;text-align:justify;"><span lang="CA"><span style="font-size:180%;"><span style="font-size:large;">A</span></span>rarat és una muntanya testimoni de diferents esdeveniments, ja siguin llegendes o interpretacions religioses, convertint-la així com a símbol nacional d’Armènia. Aprofitant aquest simbolisme, la pel·lícula Ararat pretén fer una crida a la reflexió sobre un fet (com molts d’altres) que a pesar de la magnitud que va comportar és passat de pàgina camí cap a l’oblit i la ignorància d’una societat que creu caracteritzar-se com a democràtica. Raffi, amb unes llaunes de pel·lícula i una camera sota el braç, és detingut a la duana com a presumpte sospitós. L’interès del funcionari per descobrir què amaga el protagonista en cadascuna de les llaunes serà l’excusa de l’armeni per explicar la seva visió del conflicte. </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="line-height:150%;text-align:justify;"><span lang="CA">La pel·lícula tracta el rodatge d’un llargmetratge que relata l’atrocitat armènia que va viure Gorky en primera persona amb una duresa inquietant. No obstant, la pel·lícula no deixa de presentar-nos que es tracta d’un muntatge, d’un fet real sí, però amb la camera darrere que grava les diferents interpretacions dels actors que es van movent pel plató. Això provoca que l’emoció quedi reduïda però a l’hora molt enfocada a la reflexió perquè no deixa de ser quelcom fictici tot i que sapiguem que parteix d’un testimoni real: una reconstrucció del passat que aconsegueix una pel·lícula que no deixa indiferent a ningú. </span></p>
<p><span lang="CA">Partint des del fet que el conflicte armeni va passar ara fa noranta-tres anys, el film té un cert nivell de versemblança amb la situació en què es troba la societat d’avui en dia. Des d’una vessant política que aposta per la no recuperació i l’oblit de la guerra (“olvidamos la puta historia y tiremos adelante” respon l’actor turc a Raffi), fins a la veritat manipulada, representada així, aprofitant la imatge i garantint-ne la seva certesa. No obstant però, el director no busca cap tipus de reivindicació, al meu parer, sinó que vol preguntar a l’espectador què és l’odi, l’art, la terra, la memòria dins la societat en què vivim, ara per ara conformista amb el que la televisió i els polítics ens vol vendre.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Homem de Ferro]]></title>
<link>http://tvcinemaemusica.wordpress.com/?p=115</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 12:45:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>caioarroyo</dc:creator>
<guid>http://tvcinemaemusica.pt-br.wordpress.com/2008/05/05/homem-de-ferro/</guid>
<description><![CDATA[
A primeira coisa que pensei ao sair do cinema é que a Marvel pode finalmente dizer que fez um film]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://tvcinemaemusica.files.wordpress.com/2008/05/ironmanpubc.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-117" src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/05/ironmanpubc.jpg?w=300" alt="" width="300" height="232" /></a></p>
<p>A primeira coisa que pensei ao sair do cinema é que a Marvel pode finalmente dizer que fez um filme dos seus personagens tão digno quanto seu gibi.<br />
Para quem não sabe, Homem de Ferro é primeira produção feita pela Marvel Studios, antes qualquer estúdios hollydianos da vida que comprasse a história tinham direito a fazer as mudanças que achassem necessário, dai vocês já sabem o resultado disso, filmes como Elektra, Motoqueiro Fantasma e Homem Aranha 3.</p>
<p>E a Marvel soube aproveitar essa liberdade,  conseguiu fazer um filme que respeite os fãs, lotado de referências sobre o universo do herói e da marvel ((S.H.I.E.L.D, Maquina de Combate, o possível vilão para uma continuação). Mas como também soube fazer um filme que atraísse um novo público.</p>
<p>Com um ótimo roteiro que trouxe a história da guerra fria para os nossos tempos, e principalmente por trazer todos os aspectos importantes da personalidade do personagem.<br />
Um homem ganancioso, cheio de defeitos e que não lembra nada aquele estereotipo de super-herói; que simplesmente só resolve se mexer quando algo ao seu redor o incomoda, um egocêntrico cientista.</p>
<p>Robert Downey Jr é Tony Stark, agora a escolha que parecia obvia, ficou mais ainda, primeiro pela história parecida entre Tony e Downey, que teve autos e baixos em sua carreira,  mas também como Stark soube se levantar.<br />
Downey trouxe consigo um nível de atuação que antes não existia nos filmes do genêro, que chegou perto com o Magneto de Ian McKellen , mas pode ser considerado o primeiro por ter um filme inteiro só para ele e sua perfeita atuação</p>
<p>E diferente dos outros filmes, não só o personagem principal, mas os outros atores foram escolhidos a dedo, Gwyneth Patrow (que não sou fã) trouxe um charme e sua voz sexy para sua personagem; Esperava uma melhor atuação de Jeff Bridges, mas faz um bom vilão.<br />
E o excelente ator Terrence Howard que faz uma dupla excelente com Downey, colocando na telona a boa dupla da HQ, Tony Stark e Jim Rhodes, além claro de deixar os fãs com água na boca para o futuro do seu personagem como o Maquina de Combate.</p>
<p>O diretor John Favreau (como curiosidade ele trabalha no filme como o segurança de Tony Stark), fez um filme sem aqueles momentos drámaticos e chatos, até nas cenas de ação a alma do Homem de Ferro é respeitada, aliás cenas de ação de tirar o folêgo. Escolha também do diretor de usar pouco a tecníca do fundo verde e colocar em todas as fases uma armadura de verdade, que trouxe um realismo impressionante.</p>
<p>E o final de abrir a boca e provar que realmente Homem de Ferro é definitivamente um filme diferente de todos os outros já feitos do universo Marvel.</p>
<p>No meu caso não fechei até agora, também por causa da emocionante cena depois dos créditos, que deixa aberto para um futuro não tão distante que os fãs sonham a muito tempo.Se você ainda não assistiu fique até o fim dos créditos e se você não viu, fique calmo aqui o <a href="http://br.youtube.com/watch?v=OSQsMBx8uH8" target="_blank">link</a> da cena (infelizmente em péssima qualidade).<br />
<a href="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-93" style="border:0 none;float:right;" src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg" alt="" width="14" height="13" /></a><a href="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-93" style="border:0 none;float:right;" src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg" alt="" width="14" height="13" /></a><a href="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-93" style="border:0 none;float:right;" src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg" alt="" width="14" height="13" /></a><a href="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-93" style="border:0 none;float:right;" src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg" alt="" width="14" height="13" /></a><a href="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-93" style="border:0 none;float:right;" src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/04/star1.jpg" alt="" width="14" height="13" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[...from blogspot]]></title>
<link>http://tiagovelosodias.wordpress.com/?p=7</link>
<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 22:23:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>tiagovelosodias</dc:creator>
<guid>http://tiagovelosodias.pt-br.wordpress.com/2008/04/05/from-blogspot/</guid>
<description><![CDATA[SATURDAY, FEBRUARY 12, 2005
  

“Ainda que eu falasse
A língua dos anjos
Se não tivesse Amor
S]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 class="date-header">SATURDAY, FEBRUARY 12, 2005</h2>
<div class="post"><a name="110821461844350056"></a>  </p>
<div class="post-body">
<div><span><strong>“Ainda que eu falasse<br />
A língua dos anjos<br />
Se não tivesse Amor<br />
Seria como um sino ruidoso  </p>
<p>Ainda que tivesse o dom da profecia<br />
O conhecimento de todos os mistérios<br />
E de toda a ciência<br />
Ainda que tivesse toda a fé<br />
A ponto de transportar montanhas<br />
Se não tivesse amor<br />
Nada seria</p>
<p>o Amor é paciente<br />
o Amor é prestativo<br />
Tudo espera<br />
Tudo suporta<br />
o Amor jamais esquecerá</p>
<p>As profecias desaparecerão<br />
As línguas cessarão<br />
A ciência também desaparecerá</p>
<p></strong><strong>Agora portanto permaneceu<br />
A fé, a esperança e o amor<br />
A maior delas, porém<br />
É o Amor<br />
A maior delas, porém<br />
É o Amor”<br />
...<em>Bleu,</em> Krzysztof Kieslowski<br />
</strong></p>
<p> </p>
<p></span></div>
</div>
<p class="post-footer"><em>POSTED BY TVD AT <a title="permanent link" href="http://tiagofilmes.blogspot.com/2005/02/ainda-que-eu-falasse-lngua-dos-anjos.html">5:22 AM</a></em> <a class="comment-link" href="http://tiagofilmes.blogspot.com/2005/02/ainda-que-eu-falasse-lngua-dos-anjos.html#comments">4 COMMENTS</a></p>
</div>
<h2 class="date-header">SATURDAY, DECEMBER 11, 2004</h2>
<div class="post"><a name="110279569108848290"></a>  </p>
<h3 class="post-title">The Nightmare Before Christmas</h3>
<div class="post-body">
<div><a href="http://www.hello.com/" target="ext"><img src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" border="0" alt="Posted by Hello" align="middle" /></a> <br />
<a href="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/640/timnightmarebefxmas.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/320/timnightmarebefxmas.jpg" border="0" alt="" /></a>   </p>
<p><span>It was late one fall in Halloweenland, <br />
and the air had quite a chill. <br />
Against the moon a skeleton sat, <br />
alone upon a hill. <br />
He was tall and thin with a bat bow tie; <br />
Jack Skellington was his name. <br />
He was tired and bored in Halloweenland <br />
"I'm sick of the scaring, the terror, the fright. <br />
I'm tired of being something that goes bump in the night. <br />
I'm bored with leering my horrible glances, <br />
And my feet hurt from dancing those skeleton dances. <br />
I don't like graveyards, and I need something new. <br />
There must be more to life than just yelling, <br />
'Boo!'" <br />
Then out from a grave, with a curl and a twist, <br />
Came a whimpering, whining, spectral mist. <br />
It was a little ghost dog, with a faint little bark, <br />
And a jack-o'-lantern nose that glowed in the dark. <br />
It was Jack's dog, Zero, the best friend he had, <br />
But Jack hardly noticed, which made Zero sad. <br />
All that night and through the next day, <br />
Jack wandered and walked. <br />
He was filled with dismay. <br />
Then deep in the forest, just before night, <br />
Jack came upon an amazing sight. <br />
Not twenty feet from the spot where he stood <br />
Were three massive doorways carved in wood. <br />
He stood before them, completely in awe, <br />
His gaze transfixed by one special door. <br />
Entranced and excited, with a slight sense of worry, <br />
Jack opened the door to a white, windy flurry. <br />
Jack didn't know it, but he'd fallen down <br />
In the middle of a place called Christmas Town! <br />
Immersed in the light, Jack was no longer haunted. <br />
He had finally found the feeling he wanted. <br />
And so that his friends wouldn't think him a liar, <br />
He took the present filled stockings that hung by the fire. <br />
He took candy and toys that were stacked on the shelves <br />
And a picture of Santa with all of his elves. <br />
He took lights and ornaments and the star from the tree, <br />
And from the Christmas Town sign, he took the big letter C. <br />
He picked up everything that sparkled or glowed. <br />
He even picked up a handful of snow. <br />
He grabbed it all, and without being seen, <br />
He took it all back to Halloween. <br />
Back in Halloween a group of Jack's peers <br />
Stared in amazement at his Christmas souvenires. <br />
For this wondrous vision none were prepared. <br />
Most were excited, though a few were quite scared! <br />
For the next few days, while it lightninged and thundered, <br />
Jack sat alone and obsessively wondered. <br />
"Why is it they get to spread laughter and cheer <br />
While we stalk the graveyards, spreading panic and fear? <br />
Well, I could be Santa, and I could spread cheer! <br />
Why does he get to do it year after year?" <br />
Outraged by injustice, Jack thought and he thought. <br />
Then he got an idea. "Yes. . .yes. . .why not!" <br />
In Christmas Town, Santa was making some toys <br />
When through the din he heard a soft noise. <br />
He answered the door, and to his surprise, <br />
He saw weird little creatures in strange disguise. <br />
They were altogether ugly and rather petite. <br />
As they opened their sacks, they yelled, "Trick or treat!" </span></p>
<p><a href="http://www.hello.com/" target="ext"><img src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" border="0" alt="Posted by Hello" align="middle" /></a> <br />
<a href="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/640/nmbc1.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/320/nmbc1.jpg" border="0" alt="" /></a> </p>
<p>Then a confused Santa was shoved into a sack <br />
And taken to Halloween to see mastermind Jack. <br />
In Halloween everyone gathered once more, <br />
For they'd never seen a Santa before <br />
And as they cautiously gazed at this strange old man, <br />
Jack related to Santa his masterful plan: <br />
"My dear Mr. Claus, I think it's a crime <br />
That you've got to be Santa all of the time! <br />
But now I will give presents, and I will spread cheer. <br />
We're changing places I'm Santa this year. <br />
It is I who will say Merry Christmas to you! <br />
So you may lie in my coffin, creak doors, and yell, 'Boo!' <br />
And please, Mr. Claus, don't think ill of my plan. <br />
For I'll do the best Santa job that I can." <br />
And though Jack and his friends thought they'd do a good job, <br />
Their idea of Christmas was still quite macabre. <br />
They were packed up and ready on Christmas Eve day <br />
When Jack hitched his reindeer to his sleek coffin sleigh, <br />
But on Christmas Eve as they were about to begin, <br />
A Halloween fog slowly rolled in. <br />
Jack said, "We can't leave; this fog's just too think. <br />
There will be no Christmas, and I can't be St. Nick." <br />
Then a small glowing light pierced through the fog. <br />
What could it be?. . .It was Zero, Jack's dog! <br />
Jack said, "Zero, with your nose so bright, <br />
Won't you guide my sleigh tonight?" <br />
And to be so needed was Zero's great dream, <br />
So he joyously flew to the head of the team. <br />
And as the skeletal sleigh started its ghostly flight, <br />
Jack cackled, "Merry Christmas to all, and to all a good night!" <br />
'Twas the nightmare before Christmas, and all though the house,<br />
Not a creature was peaceful, not even a mouse. <br />
The stockings all hung by the chimney with care, <br />
When opened that morning would cause quite a scare! <br />
The children, all nestled so snug in their beds, <br />
Would have nightmares of monsters and skeleton heads. <br />
The moon that hung over the new-fallen snow <br />
Cast an eerie pall over the city below, <br />
And Santa Claus's laughter now sounded like groans, <br />
And the jingling bells like chattering bones. <br />
And what to their wondering eyes should appear, <br />
But a coffin sleigh with skeleton deer. <br />
And a skeletal driver so ugly and sick <br />
They knew in a moment, this can't be St. Nick! <br />
From house to house, with a true sense of joy, <br />
Jack happily issued each present and toy. <br />
From rooftop to rooftop he jumped and he skipped, <br />
Leaving presents that seemed to be straight from a crypt! <br />
Unaware that the world was in panic and fear, <br />
Jack merrily spread his own brand of cheer. <br />
He visited the house of Susie and Dave; <br />
They got a Gumby and Pokey from the grave. <br />
Then on to the home of little Jane Neeman; <br />
She got a baby doll possessed by a demon. <br />
A monstrous train with tentacle tracks, <br />
A ghoulish puppet wielding an ax, <br />
A man eating plant disguised as a wreath, <br />
And a vampire teddy bear with very sharp teeth. <br />
There were screams of terror, but Jack didn't hear it, <br />
He was much too involved with his own Christmas spirit! <br />
Jack finally looked down from his dark, starry frights <br />
And saw the commotion, the noise, and the light. <br />
"Why, they're celebrating, it looks like such fun! <br />
They're thanking me for the good job that I've done." <br />
But what he thought were fireworks meant as goodwill <br />
Were bullets and missiles intended to kill. <br />
Then amidst the barrage of artillery fire, <br />
Jack urged Zero to go higher and higher. <br />
And away they all flew like the storm of a thistle, <br />
Until they were hit by a well guided missile. <br />
And as they fell on the cemetery, way out of sight, <br />
Was heard, "Merry Christmas to all, and to all a good <br />
night." <br />
Jack pulled himself up on a large stone cross, <br />
And from there he reviewed his incredible loss. <br />
"I thought I could be Santa, I had such belief" <br />
Jack was confused and filled with great grief. <br />
Not knowing where to turn, he looked toward the sky, <br />
Then he slumped on the grave and he started to cry. <br />
And as Zero and Jack lay crumpled on the ground, <br />
They suddenly heard a familiar sound. <br />
"My dear Jack," said Santa, "I applaud your intent. <br />
I know wreaking such havoc was not what you meant. <br />
And so you are sad and feeling quite blue, <br />
But taking over Christmas was the wrong thing to do. <br />
I hope you realize Halloween's the right place for you. <br />
There's a lot more, Jack, that I'd like to say, <br />
But now I must hurry, for it's almost Christmas day." <br />
Then he jumped in his sleigh, and with a wink of an eye, <br />
He said, "Merry Christmas," and he bid them good bye. <br />
Back home, Jack was sad, but then, like a dream, <br />
Santa brought Christmas to the land of Halloween. </p>
<p><a href="http://www.hello.com/" target="ext"><img src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" border="0" alt="Posted by Hello" align="middle" /></a> <br />
<a href="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/640/nmbc2.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/320/nmbc2.jpg" border="0" alt="" /></a> <br />
the end <br />
...Tim Burton </p>
</div>
</div>
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</div>
<h2 class="date-header">SUNDAY, NOVEMBER 28, 2004</h2>
<div class="post"><a name="110165384566028942"></a>  </p>
<div class="post-body">
<div><a href="http://www.tiagofilmes.blogspot.com/www.beforesunset.com">www.beforesunset.com </a><br />
vale a pena give a wider perspective of what happen to us....the real meaning of each instant of each moment that will live forever inside in our memories </div>
</div>
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<div>www.beforesunset.com <br />
vale a pena give a wider perspective of what happen to us....the real meaning of each instant of each moment that will live forever inside in our memories </div>
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</div>
<h2 class="date-header">WEDNESDAY, OCTOBER 06, 2004</h2>
<div class="post"><a name="109705810842174671"></a>  </p>
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</div>
<h2 class="date-header">SUNDAY, SEPTEMBER 19, 2004</h2>
<div class="post"><a name="109559003644510266"></a>  </p>
<h3 class="post-title">John Ford</h3>
<div class="post-body">
<div><span><br />
“A música de um compositor devia expressar a terra em que nasceu, os seus casos amorosos, a sua religião, os livros que o influenciaram, as imagens que ama. Deveria ser a soma total das suas experiências.” – Sergei Rachmaninov   </p>
<p>John Ford é por excelência um ser humano que conseguiu transparecer na sua obra esta individualidade colectiva reflectida de forma ímpar nos seus filmes, quando vemos um filme de western vislumbramos John Ford nas imagens. Na estrutura narrativa clássica dos seus filmes apercebemo-nos do seu íntimo tão próximo de todos nós. </p>
<p><a href="http://www.hello.com/" target="ext"><img src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" border="0" alt="Posted by Hello" align="middle" /></a> <br />
<a href="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/640/john-ford1.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/320/john-ford1.jpg" border="0" alt="" /></a> </p>
<p>Sean Aloysius O’Feeney nasceu em 1895, em Cape Elisabeth, na costa sul do pequeno estado do Maine, filho de Sean e Barbara O’Feeney. Sean era ainda uma criança quando se mudou para a cidade de Portland, cidade na qual o seu pai iria ter um saloon. Em 1913, depois de sair do liceu, Sean descontente com a sua situação profissional como agente de publicidade de uma fábrica de sapatos, parte para Hollywood com apenas 18 anos. Ingressa no mundo do cinema através do seu irmão_ Francis Ford_ argumentista-realizador nos estúdios da Universal. O apelido Ford nasceu de um curioso episódio passado na Broadway quando Francis teve de assinar ao substituir um actor com esse apelido, mas existe outra versão na qual o apelido se deve a uma homenagem ao dramaturgo Isabelino Britânico, assim Sean O’Feeney começou a responder por John Ford. <br />
Assim começou John Ford a trabalhar na Universal, com o nome de Jack adaptação corrente nos países Anglo-Saxónicos de John. <br />
Em 1914, Hollywood com apenas 3 anos de existência encontra-se em constante evolução, o rancho de Mrs Wilcox está agora transformado em múltiplos estúdios, armazéns, oficinas, casas e bares, um imenso terreno de urbanização selvagem e febril, onde chegavam cineastas de todo a América de forma a escapar aos “trusts”, aos impostos, aos ambientes fechados de New York ou Chicago sendo assim criados os alicerces da futura indústria cinematográfica. <br />
Alguns nomes assumem papel de relevo entre estes reconhecidos génios pioneiros: David Grifith, Thomas Ince, Erich Strohein. A indústria do cinema conquista o mundo a um ritmo alucinante, em breve numa pequena cidade com apenas 25 000 habitantes, Hollywood, iria ser inaugurada a famosa “Universal City” capaz de albergar 30 produções no mesmo espaço de tempo. <br />
É neste ambiente de crescimento e frenesim optimista que John Ford com apenas 19 anos se movimenta entre os grandes pioneiros do cinema mundial, envolto num mar de novas ideias e descobertas cinematográficas, adapta-se a situações distintas desde assistente a aderecista passando por escritor e actor ocasional. <br />
Presume-se que o seu primeiro trabalho foi numa série de episódios intitulada “Lucille Stop”, dirigida pelo seu irmão Francis na qual trabalhou como aderecista. <br />
Numa época em que era preciso cada um desdobrar-se por múltiplas tarefas, John Ford seria um autêntico “homem dos 1001 ofícios”, o seu árduo trabalho reflecte a sua força de alma, competência e carácter profissional, características presentes em toda a sua obra. <br />
John como já havia referido, entrou em contacto com os génios pioneiros da altura, foi com Grifith no seu filme “Birth of a Nation”, que ainda hoje é referenciado como exemplo, que John Ford participou como actor e teve o seu primeiro contacto com Grifith fazendo a seguinte afirmação ”Se Grifith não tivesse existido, ainda estaríamos hoje na fase infantil do cinema. Descobriu tudo, inventou o grande plano e uma série de coisas que ninguém tinha pensado antes. Grifith transformou o cinema em arte”. <br />
John Ford com apenas 25 anos já havia dirigido por volta de 50 filmes, foi em 1917 que assinou a sua primeira película de seu nome “The Tornado” um western, o espaço da acção é bravio e não totalmente civilizado, é curioso o facto de John Ford antes de ter dedicado a sua vida ao Western já havia criado inconscientemente o seu mito ao dominar o cavalo como actor em “Birth of a Nation”. Foi assim o western o género exacto para John expressar o seu talento, o seu estilo, a sua visão do mundo, tal como o próprio disse ao usar a palavra western no duplo sentido “Sou um homem de cultura western.” <br />
Muitos dos filmes que John Ford trabalhou eram rodados numa semana, com a equipa a dormir em sacos de campanha, levando consigo os cavalos e todo o material necessário à rodagem regressando já com o filme acabado. <br />
Apesar de todos os filmes serem rodados em torno do mesmo ambiente “western” é curiosa a variedade dos argumentos, e a mistura de vigor, humanidade e sentido de paisagem, pilares presentes nos filmes de John Ford tal como salientam as primeiras críticas publicadas no “Exhibitors Trade Review” – “é este o género de filme que Henry Carey e Jack Ford fazem melhor que qualquer actor e director em todo o mundo”. <br />
Ford troca os estúdios da Universal pela Fox, é lá que dirige “Just Pals” durante uma década. John Ford dirige cada vez menos filmes western, seguindo o caminho do melodrama como é o caso do filme “The Village Blacksmith”, 1922 e “Hoodman Blind”, 1923. Nesta fase da sua carreira Ford tem 28 anos, e uma experiência que transparece nas suas películas todo seu estilo juvenil, e as suas movimentadas aventuras surgem agora de forma mais madura e pensada que ultrapassa a tradição directa dos seus primeiros filmes sendo o “O Cavalo de Ferro” o filme marco deste ponto de viragem na sua carreira, neste filme Ford torna-se um especialista no enquadramento do homem na paisagem. Este enquadramento físico da acção funde o facto histórico com o gesto humano: transformador, individual ou colectivo. Se o “O Cavalo de Ferro” é a abertura do género à saga consciente que tornará Ford em algo mais criativo do que apenas um “fazedor” de westerns, “Três Patifes” representa um conflito ético desenvolvido na acção, ideia mestra de toda a sua obra, reflexão sobre o sentido da vitória moral que nasce da aparente derrota humana. Assim sendo pode-se considerar o primeiro como um épico e o segundo uma obra que conduz ao sentido poético, mais intimista. <br />
Em suma o seu universo cinematográfico torna-se intrinsecamente ligado aos significados essenciais, às linhas puras onde o tempo e o modo tornam-se mais importantes do que as coisas, a visão é total e definitivo triunfo sobre a limitação técnica, o artifício consegue ultrapassar-se identificando-se com a arte. Nada sai deformado ou diminuído, as figuras vivem naturais e espontâneas, todos os locais estão próximos, todo o movimento é traduzido num enquadramento cinematográfico singular e ideal. O cinema de John Ford aproxima-se de pintura em movimento “Moving Picture” e é neste vasto quadro que se liberta toda a sua sensibilidade poética que coincide com o acto criativo.</p>
<p> </p>
<p></span></div>
</div>
<p class="post-footer"><em>POSTED BY TVD AT <a title="permanent link" href="http://tiagofilmes.blogspot.com/2004/09/john-ford.html">3:32 AM</a></em> <a class="comment-link" href="http://tiagofilmes.blogspot.com/2004/09/john-ford.html#comments">1 COMMENTS</a></p>
</div>
<h2 class="date-header">TUESDAY, SEPTEMBER 14, 2004</h2>
<div class="post"><a name="109518492901093334"></a>  </p>
<h3 class="post-title">Il Postino</h3>
<div class="post-body">
<div><a href="http://www.hello.com/" target="ext"><img src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" border="0" alt="Posted by Hello" align="middle" /></a> <br />
<a href="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/640/BSO_The_Postman_%28Il_Postino%29--Frontal.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/img/266/1627/320/BSO_The_Postman_%28Il_Postino%29--Frontal.jpg" border="0" alt="" /></a>   </p>
<p class="MsoNormal"><span>“E foi nessa idade...Que a poesia me procurou. Não sei de onde.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Veio do Inverno, ou de um rio</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Não sei como, nem quando.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Não, não eram vozes, não eram palavras, nem silêncio.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Mas fui intimidado por uma rua, pelos ramos da noite.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Abruptamente, entre os outros, entre violentos fogos ou regressando sozinho.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Ali estava eu sem rosto</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>e ela tocou-me”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Pablo Neruda</span></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><span>O amor é a essência, e a poesia a semente, Mario Ruopollo, filho de um pobre pescador que o pressiona a arranjar emprego, recebe uma carta dos seus dois irmãos que emigraram em busca de melhores condições de vida. A perspectiva de melhores condições de vida no exterior atrem-no, mas é nesta pacata ilha Italiana_Capri_que Mario desabrocha para as maravilhas do seu universo e desenvolve o seu espírito crítico para situações que visam a exploração social dos habitantes da ilha.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>É através do cine-jornal que chega a notícia que Pablo Neruda_poeta do povo_ em consequência da sua militância no partido comunista Chileno é expulso do seu país e decide pedir exílio a Itália. Seduzido pelo mar, Neruda e a sua amante Matilde Urrutia optam por uma casa na ilha de Capri. É nesta casa que Mario irá travar conhecimento com Neruda e aguçar a sua sensibilidade poética.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Com a chegada a Capri de Pablo Neruda, o chefe da estação de correio local contrata um carteiro— Mario Ruopollo que todos os dias irá com a sua bicicleta entregar as cartas dirigidas ao poeta e gradualmente estabelecer uma relação de amizade que lhe irá abrir novos horizontes e marcar a sua vida irremediavelmente.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>É na tasca local, ponto de encontro da ilha, que Mario vislumbra o Amor, pela primeira vez, num jogo de matraquilhos, o seu olhar perde-se na harmonia e volúpia de Beatriz, filha da rígida dona da tasca, deixando o jogo para segundo plano. Seduzido pela bela Beatriz logo procura Neruda, para este escrever poemas para a sua Beatriz, Neruda recusa e dá-lhe um caderno onde Mario poderá transpor a sua essência através dos seus próprios versos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Beatriz seduzida pelos poemas e metáforas de Mario, é constantemente controlada pela sua mãe, Donna Rosa, que não aprova a sua relação, chega mesmo a ameaçar que se Mario continuar a procurá-la lhe dará um tiro. Todas estas nuvens tempestuosas irão ser dissipadas, Neruda como padrinho, Mario e Beatriz como noivos, toda a ilha comemora a união entre os dois, entretanto Pablo Neruda recebe a notícia pela qual ansiava desde que chegou, finalmente podia regressar ao seu país.</span></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><span>Passam-se anos e Neruda não mais dá notícias, torna-se então evidente o apego e a dependência inerente à condição humana, Beatriz e Donna Rosa criticam-no por este ter enviado uma carta impessoal a pedir que lhe enviassem alguns objectos pessoais. Mario relembra-se então de um episódio com o gravador no qual Beatriz dominava todos os encantos da ilha, inconscientemente vai gravar, com o intuito de relembrar ao seu camarada,<span> </span>todas as maravilhas intemporais da sua ilha pela última vez, acrescidas agora com o bater de coração de Pablito o seu futuro filho, o qual ainda irá conhecer o poeta chileno.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Paralelamente a esta história de amor desenrola-se outra, na qual Mario desenvolve valores sociais relacionados com o comunismo, entrando em confronto com o candidato a presidente que se irá aproveitar da ingenuidade do povo prometendo bens básicos de forma a obter votos. Mario fica conhecido no universo comunista e é convidado a recitar o seu poema, dedicado ao seu camarada Pablo Neruda, numa manifestação pró-comunista abate-se a negra nuvem da morte com a carga da polícia de intervenção. <br />
</span></span></p>
<h4><span><span>Análise da Cena</span></span></h4>
<p class="MsoHeader"><span>Início ~ 1h27m36s</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>Duração ~7m</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>Fim<span> </span>~ 1h34m36s</span></p>
<p class="MsoHeader"> </p>
<p class="MsoHeader"><span>Surge um reflexo escuro no rio, através de uma panorâmica associada a um movimento de grua no sentido ascendente vislumbramos a imagem do andor segurado por Mario nessa noite, Nossa S<sup>ra</sup> das Dores, enquadrada num plano médio, surge como forte indice da fatalidade que se irá abater sobre Mario.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>No intuito de ir buscar os objectos pessoais, Mario, enquadrado num plano americano, revisita a silenciosa casa de Pablo Neruda, silêncio apenas quebrado pelo abrir da porta. Segue-se um lento plano subjectivo de Mario, que capta no seu silencioso olhar, uma atmosfera envolvida num ambiente saudoso. Mario, surge imóvel enquadrado no mesmo plano americano de à pouco, apenas o seu olhar se havia deslocado. Através de um travelling à direita vê-mos Mario a caminhar em direcção ao gira-discos, quebra-se o silêncio, ouve-se o disco que Mario escolhêra. A música ilumina a memória de Mário transpodo-a para o plano físico, através de um plano de conjunto revêmos Neruda e Matilde a dançar, até serem ocultados pela parede da sala em direcção ao exterior. Através de um plano geral seguido de subjectivo, apercebemo-nos que Mario os havia seguido com a esperança que tudo fosse real, o olhar saudoso deste é transmitido através de um travelling à direita que percorre o exterior da casa até transparecer a saudade e vontade de um dia voltar a ver o seu companheiro.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>Mario reentra em casa, enquadrado num plano inteiro desliga a música, regressa então o profundo silêncio, que apesar de ter sido quebrado sempre esteve presente ao longo deste flash-back. Deslocando-se no peso deste silêncio Mario, enquadrado num plano médio, aproxima-se da secretária de Pablo Neruda, a panorâmica no sentido descendente acaba no plano pormenor da sua mão que percorre vagarosamente os objectos que Neruda tinha sobre a secretária, parando sobre o gravador, Mario coloca a cassete gravada por ambos acariciando o gravador como se estivesse a sentir a presença do seu amigo. Enquanto a câmara enquadra um plano próximo da secretária e do<span> </span>gravador ouve-se a voz de Neruda como pano de fundo, Mario aproxima se da cadeira e fecha suavemente o livro de Neruda, senta-se no momento que ouve a sua voz, é numa lenta panorâmica para cima que se desenrola a cassete, o movimento de câmara acaba num zoom in até grande plano de Mario que sorri, pois relembra-se da maravilha da sua ilha: Beatriz Russo.</span></p>
<p class="MsoHeader"> </p>
<p class="MsoHeader"> </p>
<p class="MsoHeader"><span>O ambiente e enquadramento do plano seguinte, é-nos dado a conhecer lentamente através de uma panorâmica à direita,<span> </span>Mario e o<span> </span>seu amigo, chefe da estação dos correios, estão a unir fios junto da secretária onde se encontra o gravador. Mario questiona-se se funcionará no exterior. Vislumbra-se realmente o que se passa com um plano geral, os dois testam e preparam-se para levá-lo para o exterior...</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>Os dois encontram-se à beira mar, o seu amigo encarrega-se da operação do gravador enquanto Mario grava. Plano geral seguido de uma panorâmica à direita descendente, desde o seu amigo até ao plano pormenor da mão de Mario a gravar a rebentação das “Pequenas Ondas na Caletta di Sotto”. É então classificada por Mario, enquadrado num muito grande plano, como a 1<sup>a</sup> maravilha da ilha.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>No plano seguinte o seu amigo encontra-se a segurar o equipamento de gravação enquanto Mario grava a “Rebentação das Ondas Grandes” sobre as rochas, um pouco mais abaixo, de forma a aumentar a intensidade de som e o pormenor visual através de uma panorâmica descendente à esquerda aproximamo-nos da futura 2<sup>a</sup> maravilha da ilha, classificada de novo com um muito grande plano de Mario.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>Mais uma vez o olhar da câmara dirige-se no sentido onde se encontra a maravilha a ser gravada, uma panorâmica para cima e à direita indica-nos que a 3<sup>a</sup> maravilha da ilha é o Vento nos Rochedos, indicada de novo por Mario, enquadrado num muito grande plano, que dirá qual será a 4<sup>a</sup> maravilha, no decorrer da gravação desta: o “Vento Sobre os Arbustos”.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>O plano pormenor das redes a serem puxadas para o barco, e o seu barulho oco contra o casco do navio, remete-nos para a 5<sup>a</sup> maravilha: “As Redes Tristes do Meu Pai”.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>O plano seguinte, transporta-nos para uma visão geral do campanário da igreja onde os sinos tocam e o padre pergunta se eles já conseguiram gravar o som dos sinos, é-nos assim dada a conhecer a 6<sup>a</sup> maravilha: “Campanário de N. S<sup>ra</sup> das Dores / com padre”.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span>A 7<sup>a</sup> maravilha da ilha: as estrelas que iluminam a noite, transmitida por um amplo plano geral, e pela atenta afirmação que muitos vezes não estamos atentos à beleza que nos envolve. Mário atribui-lhe o nome de “Céu Estrelado da Ilha”.</span></p>
<p class="MsoHeader"><span><span>A maravilha seguinte é o som do bater de coração de Pablito, seu futuro filho, começando por um plano geral, seguido de uma panorâmica à direita até Beatriz e de outra para baixo até à cabeça de Mario, encostada na barriga junto ao “Coração de Pablito”, gravado como sendo a 8<sup>a</sup> Maravilha.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"> </p>
</div>
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</div>
<h2 class="date-header">SATURDAY, SEPTEMBER 11, 2004</h2>
<div class="post"><a name="109491710612738099"></a>  </p>
<h3 class="post-title">Trailer</h3>
<div class="post-body">
<div><a href="http://www.themoviebox.net/">http://www.themoviebox.net/</a></div>
</div>
<p class="post-footer"><em>POSTED BY TVD AT <a title="permanent link" href="http://tiagofilmes.blogspot.com/2004/09/trailer.html">8:35 AM</a></em> <a class="comment-link" href="http://tiagofilmes.blogspot.com/2004/09/trailer.html#comments">0 COMMENTS</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Objectivo]]></title>
<link>http://tiagovelosodias.wordpress.com/2008/04/03/objectivo/</link>
<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 15:38:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>tiagovelosodias</dc:creator>
<guid>http://tiagovelosodias.pt-br.wordpress.com/2008/04/03/objectivo/</guid>
<description><![CDATA[

Abril 3, 2008

Este site tem como objectivo ser um espaço de livre debate  sobre  Cinema assim c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://tiagovelosodias.wordpress.com/2008/04/03/objectivo/" rel="bookmark" title="Link Permanente para Objectivo"><br />
</a></h3>
<p>Abril 3, 2008</p>
<div class="entry">
<div class="snap_preview">Este site tem como objectivo ser um espaço de livre debate  sobre  Cinema assim como</p>
<p>de filmes que estão em cartaz, clássicos e preferÊncias pessoais.</p>
<p>Desta forma está aberto a contributos, novas  ideias e soluções para o cinema Portugues contemporÂneo</p></div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Juno, inocência perfeita]]></title>
<link>http://tvcinemaemusica.wordpress.com/?p=17</link>
<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 02:56:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>caioarroyo</dc:creator>
<guid>http://tvcinemaemusica.pt-br.wordpress.com/2008/02/24/juno-inocencia-perfeita/</guid>
<description><![CDATA[
Todo filme tachado atualmente de “independente” corre sérios riscos apos o grande sucesso do f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/02/juno_02.jpg" title="juno"><img src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/02/juno_02.jpg" alt="juno" border="0" height="168" width="444" /></a><br />
Todo filme tachado atualmente de “independente” corre sérios riscos apos o grande sucesso do filme Pequena Miss Sunshine de ser um filme obrigatoriamente fora dos padrões e formulas prontas do nosso tempo, e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0467406/" target="_blank"><b>Juno</b></a> consegue isso de uma forma que inédita. Como falar de uma menina de 16 anos que transa pela primeira vez e fica grávida de um menino mais inocente que a própria e sem ser pesado e cheio de boas lições, se a industria das fórmulas prontas queria uma solução para isso, achou nesse filme intitulado Juno e mais do que isso achou uma fórmula que acrescenta dois novos ingredientes para um filme que faça sucesso.</p>
<p>Diálogos rápidos e cheio de sacarmos, personagens que são aquelas pessoas normais que cruzam todos os dias nossa vida e fazem parte da sua família.<br />
Personagens que criam uma relação entre si maravilhosa, desde os pais (pai interpretado por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0799777/" target="_blank">J.K Simmons </a>que é o único ator que não me agradou) da Juno que são a síntese de pais modernos, até a personagem da atriz <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004950/" target="_blank">Jennifer Garden</a>, que nunca fui fã e nesse filme esta ótima, é a síntese de quando nos tornamos adultos e alguns tem medo de mostrar quem realmente somos e nos escondemos em uma imagem que agradara a todos, outra perfeita analogia sobre fórmulas prontas. Já seu marido (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000867/" target="_blank">Jason Bateman</a> que mostra um talento diferenciado) lembra muito o personagem do par romântico (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0148418/" target="_blank">Michael Cera</a>, o ator perfeito para o personagem perfeito), só que crescido, reprimido pela sua esposa e sua ideai família perfeita),ate conhecer toda a juventude e inocência de Juno, conhecimento que provoca uma das melhores cena do filme, mostrando toda a maturidade real ou futura de Juno.</p>
<p>A personagem principal Juno é perfeita, que foi escrita e construída em pequenos detalhes que juntos criaram uma das melhores personagens que já vi no cinema, e tudo isso graças a excelente e merecedora de um Oscar <a href="http://http://www.imdb.com/name/nm0680983/" target="_blank">Elle Page</a> atriz que apesar de nova, é capaz de emocionar qualquer um, desde seus gestos até a entonação da sua voz, além de uma beleza inocente e perfeita para o filme.<br />
Dois detalhes interessantes no filme um que desagradou e outro que é uma perfeição, o que desagradou foi o excesso do mundo “ indie” no filme e que ate é considerado um futuro motivo para o não reconhecimento na academia na hora da premiação final, mas que é um pouco mais novo (meu caso) ou convive com jovens sabe que o filme ressalta e mostra perfeitamente essa nova cena intitulada indie, que ajuda todo o contexto do filme e <i>que é o motivo principal  de uma das melhores coisas do filme que é a perfeita trilha sonora</i>, que vai ganhar um tópico exclusivo e mais detalhado, que completa as lacunas do filme, recheada de artistas interessantes como Cat Power, entre outros, com grande destaque para  a banda The Moldy Peaches que faz uma ótima musica folk.</p>
<p>Juno foi considerado uma comedia dramática por todos, a primeira metade seria a comedia e a segunda parte um drama inteligente e extremamente bonito,o filme mostra aquela inocência e mistura de imaturidade da adolescência, prova que não é preciso levar tão a serio alguns assuntos, e principalmente mostra um amor inocente mais que sentimos na sua adolescência, quando não temos ainda aquela visão chata de perfeição, e tudo isso  é concretizado na ultima cena, uma das mais lindas que já assisti no cinema, que nã ao descreverei para vocês assistirem e terem o prazer de se emocionar, os dois segredos que comentei acima?<b> Ser simples e inteligente. </b></p>
<p><a href="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/02/5estrcin.jpg" title="5"><img src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/02/5estrcin.thumbnail.jpg" alt="5" align="right" border="0" height="49" width="154" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sweeney Todd]]></title>
<link>http://tvcinemaemusica.wordpress.com/?p=8</link>
<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 02:19:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>caioarroyo</dc:creator>
<guid>http://tvcinemaemusica.pt-br.wordpress.com/2008/02/24/sweeney-todd/</guid>
<description><![CDATA[
Para um grande filme fazer sucesso em outros países com uma história que não é muito conhecida ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/02/sweeneytodd_51.jpg" title="hh"><img src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/02/sweeneytodd_51.jpg" alt="hh" border="0" height="137" width="437" /></a></p>
<p>Para um grande filme fazer sucesso em outros países com uma história que não é muito conhecida tirando seu país de origem, é preciso uma boa propaganda e trailers que expliquem bem e é exatamente o oposto do que acontece no novo filme do mestre do sombrio <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000318/" target="_blank">Tim Burton</a>. Fui assistir <a href="http://www.imdb.com/title/tt0408236/" target="_blank">Sweeny Todd</a> em uma sessão de sexta-feira a tarde, com um público bem diversificado e confirmei meu maior medo, ninguém sabia que se tratava de um musical, alias você sabia que o filme é musical? A culpa é exclusiva do motivo citado acima, um trailer que foi feito com cenas que não tinham musicas e principalmente uma história pouco conhecida fora do eixo EUA e Europa.<br />
Na primeira cena as conversas chatas de cinema viraram praticamente uma discussão e só era possível escutar a mesma coisa –“ O filme todo vai ser assim?” ou “ Hum é musical.” Conclusão diálogos constantes durante o filme e muitas pessoas abandonando o filme pela metade.</p>
<p>Escrita minha queixa vamos falar do filme, Tim Burton é o melhor diretor para contar histórias sombrias e até estranhas, com figurinos e cenários perfeitos, e seu melhor parceiro, é claro <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000136/" target="_blank">Johnny Depp </a>que mais uma vez interpreta bem um personagem misterioso. Infelizmente não sei se pelos motivos acima ou por ter odiado os últimos filmes de Tim Burton como o sem graça e estranha fábrica de chocolate ou Noiva Cadáver, cópia barata do excelente e melhor filme de animação Estranho mundo de Jack, o filme não me agradou.<br />
Musicas chatas e muito repetitivas, Johnny Depp é um excelente ator, assim como a ótima atriz <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000307/" target="_blank">Helena Bonham Carter</a>, mas são péssimos cantores, as melhores vozes ficam com os personagens secundários e fato mais engraçado é que quase em todas as criticas que li foram as mesmas que o filme é ótimo, tirando a cantoria. Outra razão para o meu desagrado é demora para o principal da história, que parece que nunca vai acontecer e que é necessário metade do filme para os grandes acontecimentos e melhores cenas do filme. Como a cena da praia cheia de sarcasmo ou a musica sobre o “recheio” das tortas que é excelente final.</p>
<p>Agora esperar pelo próximo filme da dupla Burton e Depp e que eles voltem com grandes filmes como dos anos 80 e 90.<br />
<a href="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/02/3estrcin.jpg" title="3"><img src="http://tvcinemaemusica.wordpress.com/files/2008/02/3estrcin.thumbnail.jpg" alt="3" align="right" border="0" height="47" width="141" /></a></p>
<p><span style="color:#0000ee;text-decoration:underline;" class="Apple-style-span"></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pequena Miss Sunshine.]]></title>
<link>http://patigastmann.wordpress.com/2007/05/06/140/</link>
<pubDate>Sun, 06 May 2007 03:16:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>patigastmann</dc:creator>
<guid>http://patigastmann.pt-br.wordpress.com/2007/05/06/140/</guid>
<description><![CDATA[                            
Nenhuma família é verdadeiramente normal ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><font size="2" face="Arial"> <a href="http://patigastmann.files.wordpress.com/2007/05/13794ctz_aol.jpg" title="13794ctz_aol.jpg"><img align="left" src="http://patigastmann.files.wordpress.com/2007/05/13794ctz_aol.jpg" alt="13794ctz_aol.jpg" /></a><a href="http://patigastmann.files.wordpress.com/2007/05/pequena-miss-sunshine-poster05.jpg" title="pequena-miss-sunshine-poster05.jpg"></a><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#990000"><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></font></font></font><font size="2" face="Arial"><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#990000"><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></font></font></font>                      <font size="2" face="Arial">   </font></p>
<p align="right"><strong><font size="2" face="Arial">Nenhuma família é verdadeiramente normal </font><font size="2" face="Arial">mas a família</font><font size="2" face="Arial"> Hoover extrapola. O pai desenvolveu um método de auto-ajuda que é um fracasso, o filho mais velho fez voto de silêncio, o cunhado é um professor <a href="http://patigastmann.files.wordpress.com/2007/05/pequena-miss-sunshine01.jpg" title="pequena-miss-sunshine01.jpg"></a>suicida e o avô foi expulso de uma casa   de repouso por usar    heroína. Nada funciona para o clã, até que a filha caçula, a desajeitada Olive (Abigail Breslin), é convidada para participar de um concurso de beleza para   meninas pré-adolescentes. Durante três dias eles deixam todas as suas diferenças de lado e se unem para atravessar o país numa kombi amarela enferrujada.</font></strong></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></p>
<p align="left" style="margin:0;" class="MsoNormal"><a name="Ficha_Técnica" title="Ficha_Técnica"></a><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Ficha Técnica</strong><br />
</span><span><strong>Título Original:</strong> Little Miss Sunshine<br />
<span style="font-family:Arial;"><strong>Gênero:</strong></span> Comédia<br />
<span style="font-family:Arial;"><strong>Tempo de Duração:</strong></span> 101 minutos <span><br />
<span style="font-family:Arial;"><strong>Ano de Lançamento (EUA):</strong> </span></span>2006<br />
<span style="font-family:Arial;"><strong>Site Oficial:</strong></span> <a href="http://microsites2.foxinternational.com/br/pequenamisssunshine/"><strong>http://microsites2.foxinternational.com/br/pequenamisssunshine/</strong></a></span></p>
<p align="left" style="margin:0;" class="MsoNormal"><span><span style="font-family:Arial;"><strong>Distribuição:</strong></span> Fox Searchlight Pictures<br />
</span></p>
<p></span></p>
<p align="left" style="margin:0;" dir="ltr" class="MsoNormal">&#160;</p>
<blockquote>
<p align="left" style="margin:0;" class="MsoNormal"><strong>minha crítica</strong></p>
<p align="left" style="margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p align="left" style="margin:0;" class="MsoNormal"><font face="Arial"><font size="2">  </font><a href="http://patigastmann.files.wordpress.com/2007/05/lms_00330_2.jpg" title="lms_00330_2.jpg"></a><font size="2">  Não sou o que se pode chamar de cinéfila, por falta de tempo, e admito de paciência. Mas acredito que sei reconhecer um bom filme. <strong>Miss Sunshine</strong> para mim foi além disto. Tratar de temas batidos como família em crise, diferenças, paradigmas, preconceitos, sem cair em uma mesmice, e repetir fórmulas prontas, isso o filme conseguiu. Alterando momentos hilários com crises de choro do incío ao fim, o filme que para muitos abusa do humor negro, para mim no entando, usa isso como um artifício e sem cair no mau gosto. Entre todas as dificuldades expostas através dos problemas em se adecuar a sociedade que cada personagem apresenta, o  que mais me chamou atenção foi em relação de como é tratado a questão da beleza. Do esteriótico de beleza dos dias de hoje, que no filme é retratato em meninas, crianças ainda. <strong>Miss Sunshine</strong> da um desfecho diferente a esta tema, do que costumamos ver por aí, o famoso estilo Sessão da Tarde, onde a menina feia no final se transforma em Cinderela. </font></font></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[&gt; Entrevista com o crítico Hiron Goidanich]]></title>
<link>http://cinebaltimore.wordpress.com/?p=54</link>
<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 02:41:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>mateusilva</dc:creator>
<guid>http://cinebaltimore.pt-br.wordpress.com/2008/08/06/entrevista-com-o-critico-iron-goidanich/</guid>
<description><![CDATA[Aí os caras pediram, ‘olha aí os 60 anos, você tem que ser presidente’. Eu aceitei;
 
Trabal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Aí os caras pediram, ‘olha aí os 60 anos, você tem que ser presidente’. Eu aceitei;</strong><br />
 <br />
<em>Trabalho para a disciplina de Redação Jornalística I: entrevista com o crítico de cinema Hiron Goidanich, o Goida, realizada em sua casa, em junho de 2008.   &#62; por Mateus Silva</em></p>
<p>Os associados do Clube de Cinema de Porto Alegre são quase 100 porto-alegrenses <!--more-->que se encontram toda semana para assistir e avaliar filmes. E, no último abril, o Clube completou 60 anos de exibições. Por isso fomos conversar com o seu presidente, jornalista <strong>Hiron Cardoso Goidanich</strong>, o Goida. Ele trabalhou por muitos anos na editoria de cultura de Zero Hora e se especializou em crítica cinematográfica. Na biblioteca de sua casa destaque para a coleção de histórias em quadrinhos – em diversas línguas e sobre vários assuntos; desde a Turma da Mônica até uma enciclopédia francesa com a história da humanidade. “As pessoas me perguntam se eu li todos. Eu digo que uma biblioteca como essa não se faz do dia para a noite, não é assim, aqui tem livros de uma vida toda”.</p>
<p><strong>O Clube de Cinema fez 60 anos de atividades. Ininterruptas?</strong></p>
<p>GOIDA – Ininterruptas. Mas eu sou sócio bem mais recente. Eu entrei em 1959.</p>
<p><strong>E como foi que conheceu o Clube?</strong></p>
<p>GOIDA – A pessoa que era presidente era o <strong>Paulo Fontoura Gastal</strong>. Ele era um jornalista que escrevia para o <em>Correio do Povo</em> e a <em>Folha da Tarde</em>. O Gastal tinha bastante espaço para escrever sobre cinema e era uma pessoa que a gente lia muito. Quando eu comecei a me interessar por cinema mais sério, a partir de 11 anos, nós tínhamos como norteador o P. F. Gastal. Era ele quem dava dicas de cinema para gente, dizia ‘olha esse filme, olha aquele’. Ele se envolveu com cinema muito cedo, nos seus 25 anos. Era um jornalista de um conhecimento muito grande.</p>
<p><strong>Você disse que conheceu o Clube por intermédio do Paulo Fontoura Gastal.</strong></p>
<p>GOIDA – Eu comecei com estagiário na <em>Última Hora</em>, aqui na Capital. Eles diziam que quando o jornal passasse a ser impresso aqui em Porto Alegre eu seria o crítico de cinema. A partir de dezembro de 1959, o jornal começou a ser impresso aqui e eu comecei com a crítica - como prometido. E o Gastal trabalhava no Correio e na Folha da Tarde. Naquela época nós já nos conhecíamos e ele me convidou para ir numa sessão do Clube: ‘tu vai ver como é bom’. E eu disse que ficava tímido, mas acabei aceitando.</p>
<p><strong>Lembra qual foi o primeiríssimo filme no Clube?</strong></p>
<p>GOIDA – Não lembro. Parece mentira, mas não me lembro. Naquele tempo a gente via muitos filmes. Bem no Centro da Cidade tinha o cinema Ópera que eles passaram tudo da Novelle Vague francesa. Esses cinemas do centro da Cidade tinham sessão das duas da tarde às dez da noite, sessões a cada duas horas. E chegava muito filme também.</p>
<p><strong>E o Clube hoje.</strong></p>
<p>GOIDA – Primeiro vamos falar sobre o Clube ontem. Desde o início, desde 1948, teve o apoio dos exibidores e distribuidores locais. E isso se mantem, porque senão o Clube de Cinema não existiria. Os caras emprestavam o cinema, davam o filme de graça e a gente só pagava o operador e o pessoal da limpeza. Isso abriu portas fantásticas. Naquela época cinema pequeno era como o Ópera que tinha 900 lugares. Cinema grande seria o Cacique que, contando com a parte superior, tinha em torno de 1800 lugares. O Clube não tinha problema de ter 300, 400 associados. Quando eu entrei tinha uns 400 associados. Hoje em dia a gente limita a 100.</p>
<p><strong>Tem um sócio que assinou a ata de número 1, em 1948?</strong></p>
<p>GOIDA – Exatamente, o único sobrevivente dos que assinaram a ata. Seu Francisco Araújo tem 86 anos. Mas tem outros sócios que entraram no Clube um ano depois. E esse pessoal ainda vai lá. Isso é interessante. </p>
<p><strong>E os festivais?</strong></p>
<p>GOIDA – O Clube tem uma relação próxima com Gramado, desde sua estréia. Lá, os associados do clube conseguem um crachá de ‘visitante’ e podem assistir aos filmes da manhã e os da tarde. E tem também o Festival Internacional do Uruguai com uma média de 100 a 150 longas-metragens. No Uruguai o crachá é de ‘invitado’ e os sócios podem assistir a quantos filmes desejaram por uma taxa monstruosa de dez reais [risos]. Nós vamos para o Uruguai desde 1999, só que nas primeiras vezes foram poucas pessoas, cinco ou seis. Este ano foram 25.</p>
<p><strong>Qual era a relação do Clube com a censura dos militares?</strong></p>
<p>GOIDA –Até 1968 ainda tinha uma certa “liberdade”. Mas quando teve o AI-5, em 1968, aí sim começou a censura pra valer. O Clube tinha que fazer uma programação semanal e passar na censura para ter o carimbo. Porque senão não podia exibir o filme. Uma vez tinha lá uma produção checa pra passar, e nós botamos o nome de um filme norte-americano, um musical. E o milico, de certo, pensou que musical norte-americano não trazia grandes problemas, claro. Vimos o filme rezando. Foi uma época em que se diminuiu muito o número de sessões. Se limitou a só domingo quase porque dava muito trabalho para mostrar os filmes.</p>
<p><strong>Como é ser presidente do Clube de Cinema?</strong></p>
<p>GOIDA – A gente trabalha bastante! Eu assumi a presidência em 2007 - de 1996 até 2007 eu fui programador. Aí os caras pediram, ‘olha aí os 60 anos, você tem que ser presidente’. Eu aceitei. O mais importante de tudo,na minha opinião, é o programador. É o que arranja os filmes, que fala com a imprensa. Eu e o meu programador temos uma coisa comum, a gente gosta de quadrinhos e falamos bastante sobre programação. Ele é um cara novo, tem 30 anos. Tem também o Nicholas que é o cara mais jovem, tem 22 anos. Parece que agora tem uma moça com 18 anos ainda por cima. Essas pessoas deram um vigor novo no Clube. Assim como nós fomos a nova geração, é importante ter uma nova geração.</p>
<p><strong>O que é, então, ser cineclubista?</strong></p>
<p>Em primeiro lugar são pessoas que respeitam a obra cinematográfica. Jamais tu vai ver pessoas entrando com pipoca, refrigerante. Ninguém vai sair antes do filme pra comprar coisa. Sempre se apresentam todos os filmes. E ao final agente dá as opiniões, não durante. Tem sessões comentadas e debatidas, tem até um ciclo aí sobre o Cinema Policial no Santander Cultural. Termina o filme, a gente faz debate. O Clube funciona por causa de pessoas que são extremamente dedicadas. Ninguém lucra nada com isso, a não ser o prazer de assistir filmes. E que bom que jovens estão se interessando pelo Clube de Cinema, pelo visto ele ainda vai longe.</p>
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