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	<title>criancas-de-rua &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/criancas-de-rua/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "criancas-de-rua"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 16:48:43 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Sorrisos de Rua]]></title>
<link>http://elianelahorta.wordpress.com/?p=45</link>
<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 22:29:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Elianela Horta</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Essa foto fiz na Praça da Liberdade em Belo Horizonte-MG no dia 26/01/2008 durante um curso, me le]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://elianelahorta.wordpress.com/files/2008/08/sorrisos_de_rua_i-copy.jpg" alt="" width="1024" height="683" class="alignnone size-full wp-image-46" /></p>
<p>Essa foto fiz na Praça da Liberdade em Belo Horizonte-MG no dia 26/01/2008 durante um curso, me lembro que era uma aula prática sobre luz natural, que por vez muito interessante. Mas teve algo ainda mais interessante, o professor que me desculpe, pois foi uma cena que realmente me tomou a atenção... Três crianças de rua que brincavam na fonte da praça... Quando vi não consegui me conter e mesmo de longe tive que fotografá-las. O Fabiano Aguiar, um grande amigo e fotógrafo que participava da aula também teve a mesma percepção que eu e agiu da mesma forma. Os meninos pareciam felizes, pelo menos naquele momento. Durante o ensaio fotográfico que parecia despercebido por estas crianças, uma delas nos flagrou e comunicou aos demais modelos distraídos. Aqueles garotos vieram ao nosso encontro, sérios e eu os esperei com um sorriso (eu sabia que eles iam querer ver as fotos e sabia mais ainda que me era de muito gosto mostrá-las) e que logo tornou-se recíproco. Mostraram-se tão empolgados por serem o centro das atrações e começaram a gargalhar, pedindo para ver as fotos que tiramos deles. Enquanto viam pelo display da camera as fotos que o Fabiano fez, mais uma vez não consegui me conter e tive que registrar aquele momento de alegria. Juro, foi emocionante!!! Mas engraçado né, de certa forma dá uma coisa ruim no peito ao saber que a felicidade daquelas crianças eram momentâneas, pois elas não tinham muitos motivos de alegria na vida. Mas com todo esse contraste, tristezas versus alegria devo adimitir, aqueles garotos eram lindos, simpatissíssimos e foram sensacionais, então só tenho uma coisa a pedir por elas e por todas que passam pela mesma situaçao: Deus, proteja as nossas crianças!!!</p>
<p>ps.: esta foto esteve me destaque por uma semana no site <a href="http://photos.uol.com.br/"><em>Photos</em></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Roupas também educam]]></title>
<link>http://modainfantil.wordpress.com/?p=15</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 14:03:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogymodas</dc:creator>
<guid>http://modainfantil.wordpress.com/?p=15</guid>
<description><![CDATA[Rou
(Garota para colorir)
Nos primeiros anos de vida a criança aprende a reconhecer o mundo: cores,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://modainfantil.wordpress.com/"><img src="http://www.portalis.co.pt/imagens-k/bratz.gif" alt="" /></a>Rou</p>
<p>(Garota para colorir)</p>
<p>Nos primeiros anos de vida a criança aprende a reconhecer o mundo: cores, formas e sons. Será que a roupa pode ajudar nesse aprendizado? Uma pesquisa feita em Santa Catariana revela que vestidinhos, blusinhas e calças podem contribuir para o desenvolvimento da garotada.</p>
<p>Enquanto brinca com o vestido, Gabrielle aprende. “Nesse momento ela está vivenciando o em cima e o embaixo, ela está desenvolvendo a sua coordenação motora”, diz estilista Ana Cristina Nardelli.As estampas não são escolhidas por acaso. “A criança também começa a perceber as primeiras formas do corpo e do rosto nesse momento”, explica a estilista. Pedagogos orientam e os estilistas transportam a fantasia dos brinquedos para o tecido. Eles criam detalhes curiosos que vão aguçar os cinco sentidos da criança. “A aprendizagem da criança, através dos cinco sentidos até os três, quatro anos, a gente está despertando a criatividade desse ser humano para o resto da vida”, diz a psicopedagoga Bernadete Wolff.</p>
<p>Enquanto trocam a roupa dos filhos os pais dão de cara com a sugestão: que tal resgatar velhas cantigas?</p>
<p>A partir dos três, quatro anos começa a “fase dos por quês”. É comum ouvir: “Mãe, por que isso? Pai, por que aquilo?” E a roupa pode ajudar as crianças estimulando a curiosidade das crianças. Quem olha, pensa que a Camila está usando um simples vestido, mas ele traz a proposta de um jogo de perguntas e respostas. É cavalo ou é peixe? Afinal o que é este bichinho? O nome dele é cavalo marinho.</p>
<p>Matheus e a mãe adoraram a idéia. “A gente vai conversando, vai brincando, é gostoso, né amor? Vai trocando de roupa e vai falando sobre os planetas e um monte de coisa.”</p>
<p>Que tal passear pelo fundo do mar e viajar por outros planetas? Nessa idade a criança já tem capacidade de abstrair e precisa exercitar a imaginação. Se os pais forem companheiros nessa brincadeira, tanto melhor! “A criança aprende pela interação e, especialmente, com carinho, amor, com afeição da mãe que é o grande recurso que a criança tem para o aprendizado”, diz Bernadete.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Olha a imprudência!]]></title>
<link>http://sponibus.wordpress.com/?p=15</link>
<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 00:08:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Helô Aruth</dc:creator>
<guid>http://sponibus.wordpress.com/?p=15</guid>
<description><![CDATA[Praça da República, domingo, 19h30.
Estávamos no carro, saindo da Galeria Olido, quando avistamos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Praça da República, domingo, 19h30.</p>
<p>Estávamos no carro, saindo da Galeria Olido, quando avistamos algo meio inusitado um pouco mais à frente. O que é aquilo pendurado na traseira do ônibus? Uma aceleradinha no carro, e aí já dá pra ver direitinho... é um garoto!</p>
<p>A cena não é tão incomum para quem está acostumado a freqüentar o centro de São Paulo. Mas não deixa de ser um tanto perigosa.</p>
<p>Eu cheguei a ficar atrás do ônibus, pra fazer uma conversão, quando minha irmã ainda me alertou: "sai daí, porque se o menino cair..."</p>
<p>No final, o garoto gostou dos flashes, e fez até pose. "Tia, vai sair no jornal?"</p>
<p><a href="http://sponibus.files.wordpress.com/2008/06/dsc03231.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-16" src="http://sponibus.wordpress.com/files/2008/06/dsc03231.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-17" src="http://sponibus.wordpress.com/files/2008/06/dsc03232.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-18" src="http://sponibus.wordpress.com/files/2008/06/dsc03233.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[O que acontece além da janela de seu carro]]></title>
<link>http://blogdanielaalves.wordpress.com/2008/01/18/o-que-acontece-alem-da-janela-de-seu-carro/</link>
<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 13:14:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela Alves</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sozinhas ou em pequenos grupos, as &#8220;crianças de rua&#8221;  são controladas à distância]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Sozinhas ou em pequenos grupos, as "crianças de rua"  são controladas à distância pelos mais velhos, que no final arrecadam o dinheiro conseguido. As pessoas que contribuem com dinheiro, normalmente o fazem porque têm pena das crianças, mas o dinheiro raramente é para elas. Na verdade, esta atitude só faz alimentar a rede de exploração infantil.</p>
<p align="justify">As razões que levam estas crianças à mendicidade vão desde a carência econômica familiar até fenômenos mais complexos de crime organizado ligado à exploração de crianças.</p>
<p align="justify">Em Portugal, Teresa Espírito Santo,  presidente da comissão de Lisboa Central, alertou que há fortes suspeitas de Portugal ser a plataforma giratória na rotação de crianças. Elas passam por Portugal e seguem para outros países.</p>
<p align="justify">"Quando acolhemos uma criança a pressão é imensa e aparecem sempre outras pessoas, muitas vezes até de nacionalidade portuguesa", lembrou a responsável.</p>
<p align="justify">A desconfiança da presidente daquela comissão vai de encontro ao descrito no Relatório Sobre Tráfico de Pessoas 2007, elaborado pelos Estados Unidos: "Portugal é um dos países de destino e passagem de mulheres, homens e crianças traficadas do Brasil, Ucrânia, Moldávia, Rússia, Roménia e, com menor dimensão, de alguns países africanos".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Janela da Alma]]></title>
<link>http://sabersorrir.wordpress.com/2007/10/04/solidariedade/</link>
<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 16:45:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gil Giardelli &#38; Humanidade 4.0</dc:creator>
<guid>http://sabersorrir.wordpress.com/2007/10/04/solidariedade/</guid>
<description><![CDATA[
  Dois homens seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.
Um deles ficava sentado ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/10/mundo1.jpg" title="mundo1.jpg"></a><br />
  Dois homens seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.<br />
Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora, todas as tardes, para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama fica próxima a única janela existente no quarto o outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo.<br />
             Eles conversavam muito falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seus envolvimentos com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se, ele passava todo tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. <br />
            Ele dizia que da janela dava para ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade.<br />
            Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele fazia de modo primoroso e dedicado, com detalhes. O outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo. Dias e semanas passaram-se.<br />
            Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto.O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora. Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável o deixou sozinho no quarto.<br />
           Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando consegui fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava para ver um muro branco?<br />
            A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.<br />
        Ser solidário não é apenas fazer doações, ser solidário é também compreender e ter compaixão.  Para isto basta ajudar. </p>
<p>Gabriela Araújo da Silva Muito Obrigado pelas doações ! ;]</p>
<p><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/10/mundo1.jpg" title="mundo1.jpg"></a><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/10/mundo1.jpg" title="mundo1.jpg"></a><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/10/mundo1.jpg" title="mundo1.jpg"></a><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/10/mundo1.jpg" title="mundo1.jpg"></a><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/10/mundo1.jpg" title="mundo1.jpg"></a><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/10/mundo1.jpg" title="mundo1.jpg"></a><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/10/mundo1.jpg" title="mundo1.jpg"></p>
<p style="text-align:center;"><img width="442" src="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/10/mundo1.jpg" alt="mundo1.jpg" height="493" /></p>
<p></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cidade Limpa até aonde vai?]]></title>
<link>http://sabersorrir.wordpress.com/2007/09/19/cidade-limpa-ate-aonde-vai/</link>
<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 19:18:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gil Giardelli &#38; Humanidade 4.0</dc:creator>
<guid>http://sabersorrir.wordpress.com/2007/09/19/cidade-limpa-ate-aonde-vai/</guid>
<description><![CDATA[

Por: Luana Aquino e Gil Giardelli



Nosso prefeito Gilberto Kassab colocou em vigor a lei cidade ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p style="line-height:150%;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:13pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></p>
<p><span style="font-size:13pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong><strong><span style="font-weight:normal;font-family:Arial;"><font size="3"><strong><span style="font-size:8pt;color:#999999;font-family:Arial;"><strong><span style="font-size:8pt;color:#999999;font-family:Arial;"><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/09/fome-2.jpg" title="fome-2.jpg"></a>Por: Luana Aquino e Gil Giardelli</span></strong></span></strong></font></span></strong></strong></span></span><span style="font-size:13pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong><strong><span style="font-weight:normal;font-family:Arial;"><font size="3"><strong><span style="font-size:8pt;color:#999999;font-family:Arial;"></p>
<p style="line-height:150%;margin:0;" class="MsoNormal"><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000"></p>
<p style="line-height:150%;margin:0;" class="MsoNormal">
Nosso prefeito Gilberto Kassab colocou em vigor a lei cidade limpa, retirando da cidade a poluição visual e criando um novo padrão. Na nossa equipe temos uma pessoa que toda terça-feira faz trabalho voluntário com os moradores de rua.</p>
<p></font></span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></p>
<p style="line-height:150%;margin:0;" class="MsoNormal"><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000">Na terça passada (18/09) este voluntário presenciou uma monstruosidade do ser humano, policiais do 11 º batalhão retiraram os moradores de rua com jatos de água, entre os moradores havia um jovem casal com u</font><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/09/fome-2.jpg" title="fome-2.jpg"></a><font color="#000000">ma recém nascida de 4 meses, aonde eles vão morar ninguém sabe.</font></span></strong></p>
<p></span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><br />
<strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000">Os policiais estavam cumprindo seu dever de manter a cidade limpa, de acordo com o nosso prefeito Gilberto Kassab. Um verdadeiro ato desumano, porque enquanto nosso prefeito está em sua cama quentinha com comida feita na hora, milhares de pessoas em nossa cidade não tem o que comer e muito menos que vestir.</font></span></strong></p>
<p></span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><br />
<strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000">De acordo com a estimativa mais otimista, feita pelo governo federal, cerca de 20 milhões de brasileiros passam fome. Na pior das hipóteses, sugerida pelo Mapa do Fim da Fome no Brasil da Fundação Getúlio Vargas, o problema mais que dobra de tamanho: 50 milhões seria o número de miseráveis que não têm o que comer.É o fundo do poço. É a pior, a mais cruel forma de exclusão social que alguém pode sofrer.</font></span></strong></p>
<p></span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><br />
<strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000">Passar fome e não ter renda suficiente sequer para cobrir uma das necessidades mais básicas do ser humano: comer. Para se manter em pé, o corpo humano precisa, em média, de 2.000 a 2.500 calorias diárias.</font></span></strong></p>
<p></span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><br />
</span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000">A fome é um problema mundial que não afeta somente o Brasil, não é só a fome que afeta o mundo o que mais falta o mundo é a falta de compaixão. </font></span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong></span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000">Quando o País vai mostrar explicitamente na nossa cara o que todo mundo já sabe e finge que não vê?Provavelmente até todas estas pessoas morrerem. Ai voltaremos ao regime Hitler para unificar um tipo de povo.</font></p>
<p></span></strong><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><br />
<strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000">É... Hitler eliminava Judeus por achar que assim limparia o Mundo. Kassab “limpa” os problemas sociais com jatos d´agua. Qual tipo violência é pior? A de Hitler que matava a bala ou a de Kassab que mata vagarosamente...</font></span></strong><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><br />
</span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000">Vamos pensar no que estamos deixando acontecer! <br />
</font></span></strong></p>
<p></span></strong><strong><span style="font-weight:normal;font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"><font color="#000000">  </font></span></strong><strong><span style="font-size:11pt;line-height:150%;font-family:Arial;"></span></strong>   <a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/09/fome-2.jpg" title="fome-2.jpg"><img src="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/09/fome-2.jpg" alt="fome-2.jpg" /></a><br />
 <strong><font color="#000000"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ps. Renato Nascimento, muito obrigado pelas doações</span><font size="3"><font face="Times New Roman"> =]</font></font></font></strong><strong><span style="font-size:10pt;font-family:Georgia;"></span></strong></p>
<p></font></span></strong></strong></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Muito Obrigado !]]></title>
<link>http://sabersorrir.wordpress.com/2007/09/06/25/</link>
<pubDate>Thu, 06 Sep 2007 18:31:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gil Giardelli &#38; Humanidade 4.0</dc:creator>
<guid>http://sabersorrir.wordpress.com/2007/09/06/25/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Plantar e colher as sementes da felicidade e da inclusão social. É para isso que devemos tr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Plantar e colher as sementes da felicidade e da inclusão social. É para isso que devemos trabalhar, celebrando cada conquista, promovendo a ajuda ao próximo, facilitando o caminho, reconhecendo a beleza e a satisfação de ser solidário, principalmente, fazendo a nossa parte!"</p>
<p>Lígia Cortez Obrigado pela doação.</p>
<p>Ps : As doações podem ser feitas via SEDEX.</p>
<p><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/09/solidario1.jpg" title="solidario1.jpg"><img src="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/09/solidario1.jpg" alt="solidario1.jpg" /></a><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/09/solidario1.jpg" title="solidario1.jpg"></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O  olhar de dona Nilza]]></title>
<link>http://sabersorrir.wordpress.com/2007/08/28/o-olhar-de-dona-nilza/</link>
<pubDate>Tue, 28 Aug 2007 18:28:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gil Giardelli &#38; Humanidade 4.0</dc:creator>
<guid>http://sabersorrir.wordpress.com/2007/08/28/o-olhar-de-dona-nilza/</guid>
<description><![CDATA[
Com a panela no fogo, a mulher corre no quintal, olha para cima da ribanceira e grita para a casa v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3></h3>
<p class="grupoC2">Com a panela no fogo, a mulher corre no quintal, olha para cima da ribanceira e grita para a casa vizinha: "Ô Nilza, tô sem alho!" Da janela da cozinha, Nilza estica o braço e lança três ou quatro dentes de alho para salvar o almoço da amiga. Aos 55 anos, Nilza Rosa, nascida de parteira no alto do Morro da Formiga, zona norte do Rio, recorre a essa cena para dizer, categórica, que não quer trocar o "calor humano" da favela pela convivência fria entre vizinhos no "asfalto", a cidade formal lá embaixo. "Sou formiguense, nasci e vou morrer aqui", diz.<br />
Nilza faz parte desse grupo porque sabe que o rotineiro socorro na casa do vizinho não ocorreria num prédio da zona sul do Rio, Ou da Tijuca, o bairro de classe média que fica aos pés do morro onde se criou.<br />
"Sou de uma família de 11 filhos. Quatro das minhas irmãs moram aqui e meus quatro filhos também. Com a família perto, é tudo mais fácil. E aqui no morro todo mundo se ajuda. Se eu ganhasse um apartamento lá em baixo, venderia e continuaria na Formiga. Em prédio no asfalto ninguém se cumprimenta", diz Nilza, entre um aceno e outro para os vizinhos. Ela conta que convenceu o marido, Dejair Santos, que conheceu na Tijuca, a viver no morro. "Ele não sai mais!" <br />
Os laços de solidariedade são mais fortes nas favelas e superam os problemas.<br />
"As pessoas são muito ligadas às outras, apesar do tráfico e da polícia. Eles não gostam dessa situação, vivem sob duas tiranias, mas a relação com vizinhos e familiares é de solidariedade"... "As pessoas conversam na porta de casa. No asfalto, prevalece a indiferença. A classe média é mais voltada para seus próprios círculos."<br />
Os questionários da pesquisa foram distribuídos em favelas como o Complexo do Alemão e Mangueira, na zona norte, Rocinha, na zona sul, e Cidade de Deus, na zona oeste. Na comparação com uma pesquisa anterior feita pelo Nupevi entre todos os cariocas, os moradores de favela parecem gostar mais da cidade. Apenas 7% gostariam de deixar o Rio, enquanto entre os cariocas em geral esse porcentual é de 15%.<br />
Para Nilza, a velha oposição favela-asfalto nem faz mais sentido, já que ruas foram pavimentadas na Formiga na década de 90 no programa Favela-Bairro. Diz que, não fosse pelo tráfico, seria possível viver no morro como em qualquer lugar. "As casas são melhores e em qualquer uma tem DVD, TV, geladeira. Em qualquer barraquinho tem celular. Mas a TV está estragando os jovens. Ninguém mais almoça junto, não tem mais aquele respeito pelas madrinhas, pelos mais velhos."<br />
Líder comunitário da Rocinha, Carlos Costa discorda do resultado da pesquisa. Para ele, quem respondeu que não quer sair da favela quis, na verdade, dizer que não tem alternativa. "A informalidade e a falta de estrutura incomodam os que começam a sair para estudar e ver outras coisas. Ainda existe um vínculo, mas numa escala menor. Hoje, mesmo na favela, é cada vez mais cada um por si", afirma. "O que incomoda é não poder prever quando um tiroteio vai começar do seu lado. No asfalto também tem a violência, o assalto, o tiro na via expressa, mas a relação com isso muda."</p>
<p class="grupoC2">Estadão</p>
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<title><![CDATA[Baixada do Glicério, Marcola, Irmã Derly, 90.000 habitantes e 160 vagas na pré escola!]]></title>
<link>http://sabersorrir.wordpress.com/2007/08/20/baixada-do-glicerio-marcola-irma-derly-90000-habitantes-e-160-vagas-na-pre-escola/</link>
<pubDate>Mon, 20 Aug 2007 21:41:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gil Giardelli &#38; Humanidade 4.0</dc:creator>
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<description><![CDATA[Olhos azuis, cabelo ruivo e crespo, pele morena, Guilherme sabe ler e escrever desde os três anos. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Olhos azuis, cabelo ruivo e crespo, pele morena, Guilherme sabe ler e escrever desde os três anos. Agora, aos quatro, já mudou o tipo de letra, de imprensa para cursiva, canta o hino nacional inteiro e, como a maioria dos brasileiros, só vacila na segunda estrofe da segunda parte - aquela do "Brasil, de amor eterno seja símbolo...". O repórter mostrou-lhe a capa do bloco de anotações, escrito em inglês: "Reporter's note book". E ele leu: "Re-pór-ters nó-te bo-óc". O garoto também é rápido em contas simples de somar, diminuir e multiplicar.<br />
Guilherme é superdotado? Na ausência de uma avaliação criteriosa e técnica, o que se pode dizer dele é que é, pelo menos, um privilegiado. Mãe faxineira-diarista, pai sapateiro, morador de cortiço, Guilherme conseguiu vaga numa escola de educação infantil da Baixada do Glicério, em São Paulo. Na escola faz três refeições por dia, convive com meninos e meninas menos dotados, corre no pátio, brinca no escorregador, tem aulas de capoeira, música, dança, rudimentos de computação com acesso à internet, e, como toda a turma de 26 colegas da mesma idade, escova os dentes e desdobra/dobra diligentemente o lençol sobre o colchonete na soneca de uma hora após o almoço. O almoço tem salada, arroz, feijão, panqueca de carne moída, mexerica de sobremesa. E aí está seu privilégio.</p>
<p align="center"><a href="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/08/cidade_dos_anjos.jpg" title="cidade_dos_anjos.jpg"><img src="http://sabersorrir.wordpress.com/files/2007/08/cidade_dos_anjos.jpg" alt="cidade_dos_anjos.jpg" /></a></p>
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<p>Na Baixada do Glicério, um retalho do bairro da Liberdade na região mais central da maior e mais rica cidade do Brasil, só há duas escolinhas reconhecidas (e conveniadas) pela Prefeitura para atendimento gratuito de crianças entre três e seis anos. Somadas, só dispõem de vagas para 160 - há uma terceira conveniada que trabalha com crianças de até três anos.</p>
<p>Segundo a Secretaria Municipal de Educação, seu cadastro computadorizado, que elimina a duplicação de demanda, registra na região do Glicério 212 crianças não atendidas na faixa de zero a três anos e 149 entre quatro e seis. "A realidade é outra", diz irmã Derly Fabres, freira da congregação católica Irmãs da Imaculada Conceição, que há três anos criou o Quintal da Criança, a escola do surpreendente Guilherme e de outras 105 crianças. "Nosso cadastro mostra que deixamos de atender 320 crianças este ano. Não estou incluindo as mães que chegam no portão para perguntar se há vagas. Vão embora desiludidas, sem se inscrever. Paramos de cadastrar. É falta de respeito criar expectativas e não ter como atender. No Glicério há cerca de mil crianças sem pré-escola."<br />
Em verdade, ninguém sabe exatamente a quanto soma a "demanda reprimida" de pré-escolas na região do Glicério. Irmã Derly, com mais de 15 anos de convivência com os problemas sociais da região, reconhece que pode estar equivocada, "para menos". O prefeito Gilberto Kassab (DEM, ex-PFL) anunciou que até o fim de seu mandato, em dezembro de 2008, todas as demandas de pré-escola da cidade serão atendidas, mas, para isso, a população necessitada terá de contar mais com a boa vontade de empresas privadas do que com investimentos da prefeitura. Para o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, "praticamente não há demanda não satisfeita entre três e seis anos". O "déficit desafiador", segundo Schneider, está na creche (de zero a três anos). E é bastante alto: 90 mil em todo o município.</p>
<p>Este também é um dado empírico. Como a pré-escola não é obrigatória (o fundamental é), o município só cadastra os pedidos de vagas e tem obrigação legal de atendê-los. Não há pesquisas sobre o potencial da população não atendida. Uma das explicações para a ausência de dados confiáveis pode estar no que o Valor ouviu repetidamente de moradores do Glicério: "Funcionários da secretaria quase não vão aos cortiços. Preferem procurar as mães na porta das escolinhas, e daí só falam com quem foi atendido". O Ministério da Educação fez cruzamento dos dados que recebe das secretarias estaduais (crianças matriculadas em escolas públicas ou privadas) com os da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2005), que indica a população na faixa etária de pré-escola. O cruzamento "desceu" até as regiões do país e o resultado mostra que no Nordeste há mais crianças de quatro a seis anos em pré-escolas (77,6%) do que no Sudeste (75%). A desagregação não chegou à capital paulista e muito menos ao Glicério.</p>
<p>Nada em São Paulo está tão perto da burocracia e do poder quanto a Baixada do Glicério. Situada na 1ª Zona Eleitoral, área do 1º Distrito Policial, da 1ª Subprefeitura e também do 1º Cartório de Registro de Imóveis, a rua que empresta o nome à região está a menos de 600 metros do comando do Corpo de Bombeiros e dos dois prédios do Tribunal de Justiça - o mais antigo, na praça Clóvis Bevilacqua, e o moderno palácio de aço, com sua torre de 109 metros de lâmina curva de vidros azuis.</p>
<p>A Baixada do Glicério também convive com o poder espiritual. Subindo uma ladeira, chega-se a pé à católica Catedral da Sé, no marco zero da cidade. No lado oposto, o missionário David Martins Miranda exibe a igreja pentecostal Deus é Amor, o "maior templo do Brasil", que no dia da inauguração, em 2004, abrigou 200 mil pessoas. Na rua do Glicério está a Igreja Nossa Senhora da Paz. Quarteirão acima, a igreja presbiteriana Han In, sem imponência e quase sempre fechada. Na Tabatinguera, modesta igrejinha anuncia para 12 de agosto a festa de Nossa Senhora da Cabeça. Numa vila que se despreende da Travessa dos Estudantes - calçadas bem-varridas com marcas de giz para o jogo de amarelinha -, Zé Pilintra e Maria Padilha revelam o futuro e reconciliam casais com jogo de búzios e baralho cigano.<br />
Com tais companhias, a Baixada do Glicério mereceria melhor sorte para sua população, estimada em 90 mil pessoas. A metade vive em cortiços e edifícios de até 28 andares com 500, 600, 800 quitinetes cada um - de três a seis habitantes por janela, entre eles uma criança, no mínimo - como o Esplanada e o Branca de Neve, entre outros sem nome, onde a água empoça nas tempestades de verão.</p>
<p>O problema da Baixada do Glicério é que o poder passa por cima dela, a dez metros de altura. Os carros costumam andar muito depressa pela Radial Leste e viadutos do Glicério e 31 de Março. Não dá tempo para interessar-se com o que ocorre embaixo das seis pistas que ligam o Centro, o Sul e o Oeste da cidade ao Leste e ao Norte.</p>
<p>Sob o elevado e suas adjacências, diriam os sociólogos, coabitam o lumpesinato, o proletariado empobrecido e a classe média baixa. Catadores de papel, moradores de rua, ambulantes, albergados, empregados do comércio, serventes do serviço público, pequenos comerciantes, policiais, traficantes de crack e adolescentes drogados, prostitutas e rufiões, mães solteiras, desempregados. E crianças sem escola. Segundo irmã Derly, criança sem escola e desemprego são parte do mesmo problema. "Mãe que não tem onde deixar o filho não arranja e nem procura emprego. No Quintal da Criança, 18 mães conseguiram trabalho depois de matricular seus filhos."</p>
<p>Aos 66 anos, recuperada de uma gripe forte que a levou ao hospital, irmã Derly circula com agilidade pela Baixada. Na rua Almirante Mauriti, embaixo do elevado, uma jovem de não mais de 20 anos aproxima-se. É mais uma na frustrada procura de vaga para a filha de três anos e que não aparecerá nos computadores da prefeitura. Pela mão da mãe, a garotinha sorri sem os dois dentes da frente. Resignada, a moça volta para a banquinha onde vende roupas a R$ 10. Sua banca é uma das 19 no local. Atrás dela, um cartaz adverte: "Área militar, proibido comércio".</p>
<p>Mais à frente, em direção ao Centro, ainda embaixo do viaduto, catadores de papel estão em plena atividade: mulheres separam o material para reciclagem, que elas próprias ou seus companheiros trouxeram da rua durante a noite ou madrugada. A maioria veio do Nordeste ou nasceu em São Paulo de pais nordestinos. O ambiente é sombrio, a luz do dia chega pelas laterais do elevado, filtrada entre montanhas de sacos plásticos.</p>
<p>Paulo e Lucileine formam um casal satisfeito com a vida em comum de catadores. Ele sai à tarde, puxando sua carreta e volta à noite. "Numa cidade de tantas ladeiras, a descida com a carroça carregada é a parte do trabalho mais cansativa e perigosa", diz Paulo, ex-vigilante de empresa falida e que há 13 anos está na profissão. Lucileine faz a seleção do material (80% dos recicladores são mulheres). O casal consegue, em média, R$ 1 mil por mês, vendendo papelão para uma empresa que vem retirá-lo na cooperativa. Eles têm três filhos. Dois já passaram pela escolinha da irmã Derly. Juliana, de três anos, entrou no Quintal da Criança este ano. "Nosso trabalho é importante para a sociedade" diz Paulo. Ele faz uma coerente explanação sobre reciclagem, à qual não faltam expressões como "consciência ecológica" e "autogestão".</p>
<p>Na cooperativa, assistida pela ONG Reciclagem Franciscana, ligada aos frades católicos, não há crianças à vista. As que têm entre três e seis anos freqüentam o Quintal da Criança. As mais crescidinhas já estão na Escola Municipal de Educação Fundamental Duque de Caxias, na praça Dr. Márcio Margarido, com a placa "Esta escola participa do programa São Paulo é uma Escola". Quando irmã Derly passa por lá, garotas de sete e oito anos correm para saudá-la, e as mães mostram o caderno escolar, para a freira avaliar o progresso.</p>
<p>Crianças de zero a três anos são vistas mais adiante, fora dos limites da CooperGlicério, onde começa a área dos catadores clandestinos - "clandestinos, não; desorganizados!", protesta Lucileine. Entre os "desorganizados", algumas mulheres moram longe, em outros bairros onde também não há creches, dormem debaixo do viaduto de segunda a sábado - não há coleta no domingo -, trazem os filhos para o trabalho, e eles crescem no meio do lixo. Avó, duas filhas e três netas - uma de colo, as outras de dois e três anos - dormem numa barraquinha que crianças ricas usam para brincar de acampamento. A poucos metros, um catador juntou pedaços de isopor e improvisou um cubículo para dormir dentro dele. Outro protegeu seu espaço com cortina de plástico preto, atrás da qual assiste TV em tela plana. Água e luz debaixo do viaduto vêm do Albergue São Francisco (450 camas), mantido pelos franciscanos, ali perto.</p>
<p>Quem não mora debaixo do viaduto ocupa os cortiços das vizinhanças. Lindalva e Antônio têm seis filhas e moram numa antiga garagem de chão batido e pé alto, onde folhas de zinco e um pedaço de lona fazem as vezes de telhado. A proteção só cobre metade do teto, e chove dentro de casa, à frente e atrás do quarto-cozinha armado no meio da garagem, com fogão, cama, colchonetes e uma TV usada. Há ratos na garagem e é impossível exterminá-los com veneno por causa das crianças. O casal paga R$ 300 de aluguel. Nem todos cortiços têm banheiro. A solução é a ONG Minha rua, minha casa, também debaixo do elevado. Um oásis. Ali são atendidos moradores de rua. O refeitório é limpo, o salão de festas está enfeitado com bandeirolas juninas, e quem mora em cortiços pode usar seus banheiros.</p>
<p>Tudo o que está debaixo do elevado vai acabar. CooperGlicério e Minha rua, minha casa terão que mudar-se para um terreno da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), nas proximidades. Ainda não se sabe o que acontecerá com os catadores "desorganizados". Segundo Paulo César, a prefeitura considera que um eventual incêndio no local vai atrapalhar o trânsito acima do viaduto, parar a cidade.</p>
<p>Foi para atender aos filhos de catadores que irmã Derly, em 2004, criou o Quintal da Criança, na rua do Glicério, 221. Para isso teve apoio da Associazione Umanitaria Maria Flos Carmelli, entidade italiana de Galarape, perto de Milão, dedicada a ações de benemerência em Bangladesh, Índia, países da África e Brasil. Derly alugou por R$ 3 mil um velho depósito pertencente à igreja Nossa Senhora da Paz, ao lado, e, com R$ 20 mil, fez a limpeza, o calçamento do pátio e reformas para a instalação de cozinha, refeitório e banheiros. Cinqüenta crianças constituíram sua primeira turma, dividida em duas classes de três e quatro anos.</p>
<p>Hoje, a escolinha duplicou seu atendimento, as salas de educação e o dormitório ficam num segundo andar e as crianças de seis anos já saem da escola alfabetizadas. Filhos de catadores continuam maioria, mas há também filhos de presidiários, de prostitutas, de desempregados (perfeitamente integrados, três garotos têm necessidades especiais). O pátio de recreação é amplo e ensolarado. No centro dele há um escorregador, doado por um catador, pai de aluna, que o encontrou no lixo da região dos Jardins, jogado fora por uma escola particular.</p>
<p>O Quintal da Criança funciona com diretora, orientadora pedagógica, seis educadores, cozinheira e auxiliares, num total de 15 pessoas em tempo integral, além de quatro "oficineiros", os encarregados das aulas de dança etc. A rede varejista C&#38;A doa livros para a biblioteca e roupas para o bazar que funciona ao lado dos portões da escola. O Itaú colabora com material de higiene e alunos da Escola de Propaganda e Marketing da Universidade Paulista (Unip), todos os meses comparecem com alimentos e roupas. Os computadores também são doação. A Associação Maria Flos Carmelli continua contribuindo e, no ano passado, foi firmado um convênio com a prefeitura, o que assegura um ingresso mensal e estável (informação da Secretaria de Educação) de R$ 161 por criança.</p>
<p>"Gostaria de ter 400 crianças, mas não tenho mais espaço", diz irmã Derly, nascida no Espírito Santo de uma família de lavradores. Seus pais tiveram 22 filhos, dos quais 16 estão vivos. "É preciso dar um futuro às crianças do Glicério. Haveria menos violência se houvesse mais escolas."</p>
<p>Foi no Glicério que Marcos Willians Herbas-Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), começou a ficar famoso. Morava lá e era trombadinha na Sé, aos nove anos. Dizem que era muito inteligente. Agora está preso. A batalha da irmã Derly faz crer que Guilherme e seus 105 coleguinhas terão melhor futuro.</p>
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