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	<title>contraponto &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/contraponto/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "contraponto"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 20:08:49 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Festivais gastronómicos temáticos]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=9434</link>
<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 22:33:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>leitaobatista</dc:creator>
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<description><![CDATA[O concelho do Sabugal ganhará com a realização de iniciativas de promoção da gastronomia tradic]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>O concelho do Sabugal ganhará com a realização de iniciativas de promoção da gastronomia tradicional que aproveitem alguns produtos emblemáticos da nossa culinária antiga. Por que não lançar a breve trecho o festival gastronómico do bucho raiano?</em></strong></p>
<p><img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/10/panelas.jpg" alt="" title="panelas" width="230" height="167" class="alignleft size-full wp-image-9438" /></a>Em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, decorre, até 12 de Outubro, o «II Festival Gastronómico do Achigã». Em Tomar, distrito de Santarém, tem lugar, até 20 de Outubro, a iniciativa «Todos com o Feijão…O Feijão com Todos». Em Alvaiázere, distrito de Leiria, acontece neste fim-de-semana, 4 e 5 de Outubro, o «I Festival Gastronómico do Chícharo».<br />
Os três exemplos referidos dão-nos uma ideia de como se está progressivamente a tirar partido das singularidades gastronómicas de cada região ou de cada lugar, para assim se promover o desenvolvimento da actividade de restauração a se atraírem mais visitantes. Os restaurantes ganham com as vendas e algum do restante comércio não lhe fica atrás, para além de se divulgarem especialidades gastronómicas únicas, que por si só dão nome e fama a uma região.<br />
O concelho do Sabugal teve em Maio deste ano, entre os dias 21 e 25, por iniciativa do Município, uma primeira iniciativa do género, designada «Circuitos Gastronómicos». Durante cinco dias os restaurantes aderentes disponibilizaram diversos pratos, dentro do leque da nossa gastronomia típica. Foi uma boa iniciativa, que marcou uma nova visão, mas que, como tudo na vida, precisa de ser melhorada para se tornar mais eficaz.<br />
É pois no sentido de ajudar, que deixo algumas ideias:<br />
Devem escolher-se para este tipo de eventos os meses frios, pois a nossa gastronomia mais típica contém sobretudo ementas de Inverno, onde impera a carne, os enchidos e os molhos gordurosos.<br />
Há clara vantagem em se associar a iniciativa a um determinado produto típico, no nosso caso são disso exemplo o cabrito, o bucho e a truta.<br />
Sugiro mesmo o lançamento a breve trecho de uma iniciativa bem representativa da nossa culinária: O festival gastronómico do bucho raiano.<br />
<strong><em>«Contraponto»,</strong> opinião de <strong>Paulo Leitão Batista</em></strong></font><br><a href='mailto:leitaobatista@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>leitaobatista@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Feira das Melancias do Sabugal não é o que foi]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=8042</link>
<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 23:51:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>leitaobatista</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt-br.wordpress.com/2008/09/05/feira-das-melancias-do-sabugal-nao-e-o-que-foi/</guid>
<description><![CDATA[A Feira de Setembro do Sabugal revela-se hoje um mero mercado mensal, com pouca afluência de fregue]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>A Feira de Setembro do Sabugal revela-se hoje um mero mercado mensal, com pouca afluência de fregueses e feirantes, não havendo sequer rasto das melancias que antigamente também davam nome à feira..</em></strong></p>
<p><img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/09/feira.jpg" alt="Feira de Setembro no Sabugal" align='right' hspace='1' width="240" height="180" class="wp-image-8046" /></a>Realizou-se hoje, 4 de Setembro, a afamada Feira das Melancias do Sabugal. Quem ali se deslocou no intuito de ir a uma feira de ano, com a grandeza própria deste tipo de eventos, ficou desenganado: a feira de agora já não tem nada a ver com a feira de outros tempos.<br />
Antigamente, a também apelidada Feira Nova era aguardada com ansiedade por toda a população. O seu sinal mais marcante consistia nas colossais melancias que se vendiam na ocasião. Camionetas, tractores e até carros de vacas, chegavam de véspera ao largo de S. Sebastião e ali estacionavam e expunham a produção de melancias. Na sua maior parte eram produtores particulares, vindos das terras do sul do concelho, como Casteleiro e Moita, a que se juntava gente do termo de Belmonte e de Penamacor.<br />
Alguns compravam as melancias na véspera e outros guardavam-se para o dia da própria feira. Não havia quem não levasse uma melancia grande para casa. Dela comeria toda a família e dela se guardava a semente para o amanho do melancial na primavera chegante.<br />
Era pitoresco o quadro das melancias em monte, no solo ou nas camionetas, e as pessoas de roda das maiores, exigindo ao feirante que fizesse a «capadura» à escolhida, a ver se estava madura. Muitas vezes era aos garotos que cabia transportar as melancias, o que era uma festa, já que o transporte era rebolando a peça colossal de fruta pelas ruas, a caminho de casa.<br />
Hoje fomos à feira. Corremos as tendas e  bancas e verificámos que não havia uma única camioneta vendendo melancias. Quem queria seguir a tradição, restava-lhe ir ao edifício da Praça Municipal e comprar uma pequena melancia nas bancas fixas dos vendedores de fruta.<br />
No restante também a feira é muito fraca. Hoje certamente prejudicada pela chuva que caiu durante a manhã, mas a decadência deve-se sobretudo à mudança de tempos. Nos dias que correm a feira ambulante já não é o local eleito para as compras, preferindo-se os centros comerciais e os hipermercados, que a pouco e pouco vão invadindo todo o território.<br />
Desde o tempo medieval que o Sabugal tem duas feiras de referência: a de S. Pedro, em 29 de Junho, e a Feira Nova, na primeira quinta-feira de Setembro. Ambas são hoje uma sombra daquilo que foram outrora. Outros tempos, outras vontades, outros hábitos!<br />
<strong><em>«Contraponto»,</strong> opinião de <strong>Paulo Leitão Batista</em></strong></font><br><a href='mailto:leitaobatista@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>leitaobatista@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Filme Ruim da Semana: Contraponto (Tideland)]]></title>
<link>http://lekoshimura.wordpress.com/?p=103</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 17:30:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>lekoshimura</dc:creator>
<guid>http://lekoshimura.pt-br.wordpress.com/2008/07/18/filme-ruim-da-semana-contraponto/</guid>
<description><![CDATA[
Ainda bem que vi no DVD. Uma merda:

É um filme do Terry Gilliam sobre uma garotinha órfã (*) de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-104" src="http://lekoshimura.wordpress.com/files/2008/07/tideland.jpg?w=196" alt="" width="196" height="280" /></p>
<p>Ainda bem que vi no DVD. Uma merda:</p>
<ul>
<li>É um filme do Terry Gilliam sobre uma <span style="color:#ff0000;"><em>garotinha órfã </em>(*)</span> de pais viciados.</li>
<li>Ela vive numa <span style="color:#ff0000;"><em>mistura de realidade e fantasia</em> (*)</span>.</li>
<li>Outros <span style="color:#ff0000;"><em>personagens loucos perdidos na vida </em>(*)</span> surgem.</li>
<li>A narrativa convida o espectador a entrar <em><span style="color:#ff0000;">num mundo repleto </span><span style="color:#ff0000;">de </span><span style="color:#ff0000;">imaginação e fantasia </span></em><span style="color:#ff0000;">(*)</span>.</li>
<li>O personagem central é interpretado por uma <span style="color:#ff0000;"><em>atriz mirim</em> (*)</span>.</li>
<li><span style="color:#ff0000;"><em><strong>PARECE PEÇA DE TEATRO (*)(*)(*)(*)(*)(*)(*)</strong></em></span>.</li>
</ul>
<p>Legenda: <span style="color:#ff0000;"><em>(*) = sinais evidentes de filme ruim</em></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fundão - terra da cereja nacional]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=5129</link>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 00:49:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>leitaobatista</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt-br.wordpress.com/2008/06/11/fundao-terra-da-cereja-nacional/</guid>
<description><![CDATA[Nesta época do ano vêem-se cerejas por todo o lado, quase sempre vindas do Fundão, terra que apos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Nesta época do ano vêem-se cerejas por todo o lado, quase sempre vindas do Fundão, terra que apostou neste fruto para criar uma imagem diferenciadora. E ninguém hoje duvida de que o Fundão ganhou a aposta.</em></strong></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/06/cerejas.jpg' alt='Cereja do Fundão' align='left' hspace='10' width='230' height='173' />Relembro da infância o simbolismo da romaria da Senhora da Póvoa, em Vale de Lobo. Esta festa era sinónimo de cerejas, fruta dilecta das crianças, para mais num tempo em que se comia a fruta da época, ao invés de hoje, onde temos todo o tipo de frutas durante o ano inteiro. A cereja no Sabugal vem mais tarde, mas nas terras do sul a cerejas já «pintam» no início de Maio e a partir daí é uma fartutinha pegada.<br />
Nos últimos anos descobri que a boa cereja nacional é a da Serra da Gardunha, ou mais propriamente do Fundão. A terra apostou em campanhas de Marketing, criando uma nova imagem, ligada a esse fruto pequeno e doce.<br />
O ano de 2006 ficou marcado pela ligação da cereja do Fundão ao campeonato mundial de futebol, realizado na Alemanha. A imagem da campanha mostrava duas cerejas entrelaçadas em forma de coração com o slogan «Cereja do Fundão - o fruto da nossa selecção».<br />
Este ano de 2008 a Câmara do Fundão oferece 25 mil caixas de cereja em eventos como o Rock in Rio, Euro 2008 (na Suíça) ou o Festival do Atlântico (Madeira), assim continuando a campanha de divulgação do Fundão através do seu produto mais genuíno.<br />
A cereja tem na aldeia de Alcongosta o seu berço natural. O Município do Fundão realiza ali a feira anual da cereja, que este ano decorre de 13 a 15 de Junho, contando com as habituais tasquinhas, concertos, animação de rua, provas desportivas e muitas outras iniciativas de interesse. Uma das principais será o festival gastronómico «Fundão aqui come-se bem!», ao qual aderiram os restaurantes do concelho<br />
O Fundão demonstra assim como se promove um concelho aproveitando um produto local. Se hoje formos ao Fundão lá veremos os pequenos produtores ocupando as bermas das estradas, assim vendendo a sua produção. Espraiamos a vista pelo horizonte e notamos que as encostas estão prenhes de cerejeiras com os seus pequenos frutos vermelhos fazendo criar água na boca. Entramos em qualquer supermercado do país e lá estão as cerejas frescas, as compotas de cereja, a ginjinha, tudo com a palavra «Fundão».<br />
Assim se aposta no desenvolvimento de uma terra, elegendo um produto local de excelência, apostando em fortes campanhas de marketing, apoiando os produtores. O Fundão divulgou-se com a cereja e é agora o destino de muita gente que anda á descoberta. O concelho ultrapassou por esta via a letargia em que parecia ter caído.<br />
Que outros concelhos vejam no Fundão uma inspiração para a afirmação do seu futuro.<br />
<strong><em>«Contraponto»,</strong> opinião de <strong>Paulo Leitão Batista</em></strong></font><br><a href='mailto:leitaobatista@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>leitaobatista@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[As quintas do Faleiro]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=4944</link>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 23:27:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>leitaobatista</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt-br.wordpress.com/2008/06/04/as-quintas-do-faleiro/</guid>
<description><![CDATA[Conta-se que há longo tempo, certamente há mais de um século, o Faleiro era uma terra grada e mui]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Conta-se que há longo tempo, certamente há mais de um século, o Faleiro era uma terra grada e muito promissora. O tempo áureo há muito que passou e hoje é a aldeia fantasma do concelho do Sabugal, para a qual importa encontrar um destino alternativo ao desmoronamento total daquilo que dela resta.</em></strong></p>
<p><img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/06/faleiro-pleitao.gif" alt="Quinta do Faleiro" align='left' hspace='10' width="225" height="160" class="wp-image-4973" />Embora anexa da Bismula, que em si era aldeia imponente, o Faleiro conseguia ter expressão própria. Situado numa ligeira encosta, virado a Poente, era sobretudo um aglomerado de gente que vivia da lavoura.<br />
Os habitantes exploravam as terras férteis, especialmente as veigas das margens da ribeira de Alfaiates, que lhe passa a poucas centenas de metros. Havia gado vacum, ovino e caprino, que conferia bons rendimentos. Do Faleiro também saíram homens para o contrabando. Consta que havia ali cargueiros varudos, de força viva e pé ligeiro, sempre prontos a juntarem-se aos rapazes das terras vizinhas, da Bismula, Escabralhado e Rebolosa, para cruzarem a raia nas noites de breu.<br />
A aldeia terá chegado a possuir dez juntas de vacas de trabalho e meia dúzia de pastorias, sendo por isso terra de potencial.<br />
Enigmaticamente, sem que ninguém encontrasse uma razão forte, o Faleiro viu-se, aos poucos, reduzido de gente. Algumas famílias procuraram as terras vizinhas, onde teriam raízes, e as quintas ficaram reduzidas a meia dúzia de casais, dando lugar a uma terreóla pequena e pobre. Com o correr dos tempos, a situação agravou-se. A juventude foi em busca de longes paragens, seguindo na aventura da emigração, e os velhos foram definhando. As antigas casas de lavoura foram ficando ao abandono, até que todos as deixaram de vez, uns pela morte, outros porque optaram por ir para os lares de idosos, alguns porque se sentiram sós e procuraram companhia nas casas de familiares. O último resistente saiu dali há meia dúzia de anos, largando a também derradeira casa de lavoura da aldeia.<br />
Hoje o Faleiro é uma povoação fantasma, desprovida de gente, colosso de casas velhas ameaçando ruína. As habitações são bons exemplos da antiga arquitectura beirã. Paredes grossas, erigidas com grandes pedras de granito, janelas pequenas, telha de canudo, são as características comuns a todas elas. Algumas apresentam os característicos currais fronteiros, onde se recolhia o carro das vacas e as alfaias da lavoura. No térreo das casas estão as lojas que acolhiam os animais e os celeiros onde se formavam as tulhas com as colheitas. Para acesso ao piso cimeiro há uma escadaria de pedra, que termina no típico balcão ou patim, que era uma espécie de patamar.<br />
Este destino atroz do Faleiro é o possível caminho de outras terras raianas, que também primam pela pequenez. Com o rodar do tempo as casas vão ficando desabitadas, as gentes que teimam em resistir vão envelhecendo e, num ápice, o despovoamento total pode acontecer.<br />
Como fazer reviver o Faleiro? Será impossível que novos colonos ocupem as velhas habitações e recultivem os campos. Mas pode haver lugar a projectos de recuperação da aldeia para fins turísticos. Reconstruir as casas deixando-lhe a traça antiga, instalar comodidades no seu interior, recriar os objectos da lavoura, realojar animais domésticos, recuperar o carro das vacas e demais alfaias da lavoura. Numa palavra, fazer do local um museu vivo ou uma quinta pedagógica, voltado para a recepção de pessoas interessadas em passar um período de sossego, no puro contacto com a Natureza e com vista para os modos de vida de antigamente.<br />
Um projecto isolado para os Casais do Faleiro não será viável, mas um plano integrado de recuperação de casas em várias aldeias para turismo rural, em paralelo com campanhas de promoção das nossas terras enquanto destino turístico no interior do país, poderão dar alguma esperança.<br />
<strong><em>«Contraponto»,</strong> opinião de <strong>Paulo Leitão Batista</em></strong></font><br><a href='mailto:leitaobatista@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>leitaobatista@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Centenário da trágica morte de Trindade Coelho]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=4585</link>
<pubDate>Sat, 17 May 2008 20:41:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>leitaobatista</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt-br.wordpress.com/2008/05/17/centenario-da-tragica-morte-de-trindade-coelho/</guid>
<description><![CDATA[O Sabugal é uma referência incontornável na vida do escritor transmontano Trindade Coelho, por te]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>O Sabugal é uma referência incontornável na vida do escritor transmontano Trindade Coelho, por ter sido aqui que começou a sua vida profissional enquanto magistrado, razão suficiente para que o nosso município se associe às comemorações do centenário do seu falecimento.</em></strong></p>
<p><img src="http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/05/coelho1.jpg" alt="Trindade Coelho" align='right' hspace='1' width="228" height="248" class="wp-image-4577" />A Câmara Municipal do Mogadouro planeou para este ano um conjunto de iniciativas tendo em vista assinalar o centenário da morte do escritor Trindade Coelho. Está em curso o Prémio Nacional Trindade Coelho, que visa a descoberta de novos valores literários, bem como uma exposição itinerante que vai percorrer as localidades que acolheram Trindade Coelho ao longo da sua vida.<br />
Já foi efectuada uma evocação através do Grémio Literário de Vila Real. E no primeiro dia de Agosto haverá uma Assembleia Municipal extraordinária para homenagear o escritor, que terá o ponto alto uma cerimónia a realizar junto à sua estátua. Os estudos sobre a vida e obra do escritor serão igualmente incentivados pelo município através de um conjunto de iniciativas a levar a cabo em regime de parceria com várias entidades.<br />
Considerado o mestre do conto rústico português, José Francisco Trindade Coelho, nasceu em 18 de Junho de 1861 na vila do Mogadouro, distrito de Bragança. Após concluir os estudos universitários em Coimbra, ingressou na magistratura, sendo colocado no Sabugal como delegado. O lugar foi obtido graças ao empenho pessoal de Camilo Castelo Branco, admirador da obra de Trindade Coelho.<br />
Depois passou por Portalegre e por Ovar, acabando por se fixar em Lisboa, onde não teve tarefa fácil tudo por causa do Ultimato Inglês, durante o qual teve de «fiscalizar» a imprensa da capital.<br />
Desgostoso com a vida, suicidou-se a 18 de Agosto de 1908, com 47 anos.<br />
O Sabugal pode e deve associar-se ao programa comemorativo (desconhecemos se por aqui também passará a exposição itinerante). O Município sabugalense poderá contactar a Câmara Municipaldo Mogadouro para cumprir esse desiderato. Será até apropriado organizar um colóquio, semelhante ao que recordou os 150 anos do nascimento de Joaquim Manuel Correia, onde especialistas na obra do escritor poderão falar da sua obra.<br />
Lanço mesmo uma outra ideia que poderá ter acolhimento: realizar uma investigação que descubra a casa onde o escritor esteve alojado enquanto viveu no Sabugal, para depois se colocar na parede exterior uma placa alusiva.<br />
<strong><em>«Contraponto»,</strong> opinião de <strong>Paulo Leitão Batista</em></strong></font><br><a href='mailto:leitaobatista@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>leitaobatista@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Colecção de António Piné foi para Lisboa]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=4328</link>
<pubDate>Fri, 02 May 2008 16:42:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>leitaobatista</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt-br.wordpress.com/2008/05/02/coleccao-de-antonio-pine-foi-para-lisboa/</guid>
<description><![CDATA[A doação da colecção de arte de António Piné a uma instituição sedeada em Lisboa, em detrime]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>A doação da colecção de arte de António Piné a uma instituição sedeada em Lisboa, em detrimento de Pinhel, terra natal do coleccionador, diz bem do estado em que está o Interior em matéria de sensibilidade cultural.</strong></em></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/05/galeria1.jpg' alt='Arte contemporânea' align='right' hspace='2' width='230' height='153' />O pinhelense António Piné, coleccionador de arte contemporânea cujo espólio está avaliado em cinco milhões de euros, doou a sua colecção à Associação Nacional de Farmácias. O legado reúne 140 obras de arte, incluindo quadros de Vieira da Silva, Picasso, Joaquim Rodrigues, Arpad Szènes, Júlio Pomar, Cargaleiro e Batarda, bem como uma escultura de Rui Chafes.<br />
Ao que consta foi com muita mágoa que o coleccionador, farmacêutico de profissão, anunciou a sua decisão. Isto porque esperou 12 anos para que a Câmara Municipal de Pinhel, a quem pretendia doar a colecção, encontrasse um local para sua instalação. Farto de esperar, cansado da falta de sensibilidade da edilidade para a questão, e talvez ciente da verdade do adágio de que ninguém é profeta na sua própria terra, António Piné decidiu oferecer a obra a quem a valorize e dela se orgulhe.<br />
A indiferença do edil de Pinhel para com o espólio artístico de António Piné é o exemplo do laxismo militante que importa combater para que as nossas terras tenham melhor futuro.<br />
Esta história de Pinhel, concelho próximo do Sabugal, revela bem a falta de sensibilidade dos nossos autarcas para com as questões da cultura. Um festival de realejo, uma garraiada, um concurso de tunas, uma festa de comes e bebes, enchem-lhes melhor as medidas. Foi assim que a Bienal de Artes do Sabugal, uma iniciativa única na região, que na década de 1990 se realizou em três edições, teve o seu ocaso. O certame foi substituído pela festa da concertina, que entretanto também se finou.<br />
Será tempo de se olhar para os valores da nossa terra, procurando uma acção concertada e estruturada que garanta a realização de iniciativas culturais de prestígio, revelando sensibilidade para o que de bom se produz nesse domínio.<br />
<strong><em>«Contraponto»,</strong> opinião de <strong>Paulo Leitão Batista</em></strong></font><br><a href='mailto:leitaobatista@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>leitaobatista@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Raia sabugalense ignorada para férias de Páscoa]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/?p=3701</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 10:52:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>leitaobatista</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt-br.wordpress.com/2008/03/14/raia-sabugalense-ignorada-para-ferias-de-pascoa/</guid>
<description><![CDATA[A revista Visão apresentou oito paraísos de fronteira, tendo por referência outras tantas zonas r]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>A revista <em>Visão</em> apresentou oito paraísos de fronteira, tendo por referência outras tantas zonas raianas, que considerou dignas da visita dos portugueses nestas férias da Páscoa. A raia do Sabugal e dos concelhos vizinhos foi porém completamente ignorada.</strong></em></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/03/sbg-placard.jpg' alt='Concelho do Sabugal' align='right' hspace='1' width='225' height='146' />Repórteres da revista <em>Visão</em> percorreram toda a fronteira de Portugal com Espanha, a fim de descobrirem alguns dos melhores destinos para as férias da Páscoa. A reportagem foi publicada na edição de ontem, 13 de Março, indicando um roteiro que incluiu sugestões sobre o contacto com a paisagem natural e o património monumental, gastronomia, passeios pedestres, desportos e outras actividades de lazer.<br />
A viagem começa no sul, na zona de Castro Marim, passando depois ao Alentejo, com centralidade em Reguengos de Monsaraz e na barragem do Alqueva. Dali os repórteres deram um salto e poisaram para lá do Tejo, nas campinas da Idanha onde observaram os grifos e foram a Penha Garcia admirar o «presépio da Beira». Dali o salto foi ainda maior e os exploradores aterraram em Melgaço e Castro Laboreiro, já a norte de Trás-os-Montes, onde visitaram um museu dedicado à memória do contrabando e o santuário da Senhora da Peneda. Depois continuaram pelo norte do país, centrados em Chaves e na província galega de Ourense, chegando ainda a Rio de Onor, e ao Parque Natural de Montesinho.<br />
De fora, ficou, como se viu, todo o distrito da Guarda, incluindo pois a zona raiana do Sabugal, onde os repórteres não passaram ou, ali chegados, não encontraram pontos dignos de nota.<br />
Lamenta-se o facto, pois sabemos que temos na nossa região muitos locais de enlevo e também algumas estruturas de apoio a quem anda deambulando. A questão é que não vendemos.<br />
Falta-nos apostar em campanhas de divulgação das nossas terras e das suas potencialidades. Só dessa forma evitaremos que não nos passem ao lado ou, vindo até nós, não fiquem com a ideia de que nada temos digno de registo.<br />
<strong><em>«Contraponto»,</strong> opinião de <strong>Paulo Leitão Batista</em></strong></font><br><a href='mailto:leitaobatista@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>leitaobatista@gmail.com</font></a></p>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Instalar no Soito uma «incubadora de empresas»]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/2008/03/03/instalar-no-soito-uma-%c2%abincubadora-de-empresas%c2%bb/</link>
<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 10:05:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>leitaobatista</dc:creator>
<guid>http://capeiaarraiana.pt-br.wordpress.com/2008/03/03/instalar-no-soito-uma-%c2%abincubadora-de-empresas%c2%bb/</guid>
<description><![CDATA[No momento em que avançam as obras no agora chamado Centro de Negócios do Soito, propomos a instal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>No momento em que avançam as obras no agora chamado Centro de Negócios do Soito, propomos a instalação no local de uma «incubadora de empresas», porque tal é necessário para apoiar os jovens empresários e é essencial para que o espaço venha a ter verdadeira utilidade.</strong></em></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/03/soito-cnt01a.jpg' alt='Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito' align='right' hspace='1' width='225' height='160' />Há quem sonhe aventurar-se no mundo empresarial procurando criar o seu próprio emprego, numa sedução pela via da afoiteza e da inovação. Criaram até um neologismo para designar esse acto façanhudo: empreendorismo.<br />
Ora os empreendedores são sobretudo jovens de mente aberta, que aceitam o desafio de agarrarem a ambas mãos negócios inovadores, mas que comportam avultados riscos. Estes jovens são absolutamente necessários à economia e merecem ser apoiados.<br />
Tem isto a ver com uma iniciativa que se tornou comum nos nossos dias por parte das entidades públicas: a criação de «incubadoras de empresas» ou «ninhos de negócios». A sua função é apoiar esses jovens, dando-lhes um acrescido estímulo para que enveredem pelo auto-emprego e criem depois, com o desenvolvimento do negócio, muitos mais postos de trabalho. Trata-se de unidades funcionais que dão apoio a novas empresas de base tecnológica, com condições para singrar no mundo dos negócios. Pode fornecer-se um espaço apetrechado para receber uma empresa, para além de se apoiar administrativamente o novo negócio ou mesmo possibilitar que técnicos forneçam formação ao nível da gestão empresarial. O fundamental é que os jovens se sintam capazes de enfrentar o mercado.<br />
Há bons exemplos de sucesso neste tipo de iniciativas, como o são o Taguspark em Oeiras e o Mandan Parque no Monte da Caparica, ambos na zona de Lisboa. Mas o interior do País bem necessita destas estruturas, consideradas fundamentais, a par de outras, para o chamado desenvolvimento sustentável.<br />
No Sabugal não é necessária coisa tão grandiosa, mas devemos também aspirar a possuirmos um «ninho de empresas» à nossa dimensão, com condições para dar um tecto aos jovens que não têm onde instalar os seus negócios. Trata-se de lhes arranjar, a custo zero, uma instalação apropriada, até ganharem forças para possuírem a sua própria casa. Claro que é necessário complementar esses espaços com serviços de apoio ao desenvolvimento dos negócios, pois não se trata apenas de oferecer uma morada.<br />
Caberá ao Município sabugalense avançar com esse projecto. E, nesse sentido, aqui se deixa uma proposta: a adaptação do Centro de Negócios do Soito, que está a ser criado nas antigas instalações na Fábrica da Cristalina, nessa nossa «incubadora de empresas».<br />
<strong><em>«Contraponto»,</strong> opinião de <strong>Paulo Leitão Batista</em></strong></font><br><a href='mailto:leitaobatista@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>leitaobatista@gmail.com</font></a></p>
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<title><![CDATA[Sabugal fora das iniciativas da época de Carnaval]]></title>
<link>http://capeiaarraiana.wordpress.com/2008/01/22/sabugal-fora-das-iniciativas-da-epoca-de-carnaval/</link>
<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 00:59:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>leitaobatista</dc:creator>
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<description><![CDATA[Espera-se em vão que ocorram no Sabugal iniciativas de relevo que aproveitem o curto período de vi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face='Georgia'><font size='2'><strong><em>Espera-se em vão que ocorram no Sabugal iniciativas de relevo que aproveitem o curto período de viagens e de lazer que o Carnaval representa para a região. Nada sucedendo, perde-se, sucessivamente, a oportunidade de promover as nossas terras.</strong></em></p>
<p><img src='http://capeiaarraiana.wordpress.com/files/2008/01/feira-tradicoes.jpg' alt='Tecedeiras na Feira das Tradições - Pinhel' align='left' hspace='5' width='230' height='173' />O Carnaval é, por excelência, o período do ano em que mais gente ruma à Serra da Estela. Vão em busca da alvura da neve, das magníficas paisagens, da robustez dos nossos monumentos históricos. Num primeiro momento entopem as estradas que conduzem ao maciço central. Mas permanecem ali apenas algumas horas. No topo da serra o frio é intenso e o contacto com a neve, embora agrade, é coisa de pouca dura para quem não está avezado aos rigores do frio.<br />
Resulta que no resto do tempo os visitantes deambulam pela região, procurando pontos de interesse. Percorrem os roteiros das aldeias históricas, onde se inclui a nossa Sortelha. Degustam os nossos sabores gastronómicos. Vão de roda por feiras, festivais e exposições que na ocasião se realizam.<br />
E no que toca a certames de promoção turística e económica, há muito que algumas autarquias descobriram ser este um tempo de oportunidades. Há eventos de referência obrigatória. Só para dar alguns exemplos: Seia tem este ano a XXXI Feira do Queijo, Pinhel a XIII Feira das Tradições, Manteigas a XV Mostra de Actividades Económicas, Celorico da Beira a habitual Feira do Queijo da Serra da Estrela.<br />
O caso é que no Sabugal nada se passa. Para Sortelha não se conhece programa de animação que potencie as visitas neste período. Na sede do concelho também nada se realiza em proveito da oportunidade. Parece que em Aldeia do Bispo vai haver desfile carnavalesco e também tourada. Em algumas freguesias fazem-se até bailes de máscaras, promovidos por associações. Mas as coisas ficam-se por aqui.<br />
Lá para Abril, ou Maio, haverá, possivelmente, a reedição da Mostra Agro-Alimentar do Alto Côa, no Soito. Ora o certame virá fora de tempo! Não conseguiu, até agora, passar de um vulgar ajuntamento de amigos que bebem copos e soltam gargalhadas. De tão colossal fracasso, até já alguém sugeriu, e bem, que a dispendiosa iniciativa municipal passe para o dia 25 de Novembro, na Rebolosa, aproveitando o bom ajuntamento de gente na Feira de Santa Catarina.<br />
<strong><em>«Contraponto»,</strong> opinião de <strong>Paulo Leitão Batista</em></strong></font><br><a href='mailto:leitaobatista@gmail.com'><font face='Verdana' size='1'>leitaobatista@gmail.com</font></a></p>
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