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	<title>conto-erotico &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/conto-erotico/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "conto-erotico"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 16:51:15 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A carta]]></title>
<link>http://marquesdesardinhas.wordpress.com/2008/03/20/a-carta/</link>
<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 18:55:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rômulo Mafra</dc:creator>
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<description><![CDATA[10 de outubro de 1911
Olá meu amor!
Depois de mais de cinco meses de total silêncio teu, finalment]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><i>10 de outubro de 1911</i></p>
<p class="MsoNormal">Olá meu amor!</p>
<p class="MsoNormal">Depois de mais de cinco meses de total silêncio teu, finalmente tive notícias tuas e pude te achar aí, no coração da África, onde – espero – receberás esta minha missiva. Na verdade, estou apreensivo, já que não sei como é o serviço postal neste lugar, e esta primeira carta pode vir a se perder antes que teus olhos consigam lê-la.</p>
<p class="MsoNormal">Obviamente meu assunto principal contigo é saber com exatidão o motivo deste teu silêncio. O motivo para não me responderes à última carta, enviada ainda para Lisboa, onde estavas antes de partir nesta louca empreitada pelo Continente Negro. Lesses também, assim espero, o ótimo livro que te mandei, do nosso grande Wilde. Talvez devesses espelhar-se no anti-herói, Dorian, personagem do livro. Mas espelhar-se no sentido de ver como a vida pode cobrar-te todas as atrocidades que cometes para comigo. Principalmente deixando-me nesta ansiedade maldita, que só curo com alguns bons remédios, dados pelo nosso também querido amigo, Lino (ele te mandou lembranças!). Porém, corrijo-me, pois também não poderia esquecer das atrocidades que cometes para com todos a tua volta; teus parentes, inclusive; e principalmente tua mãe, que tanto te quer bem. Ela sofre, como eu, tua ausência forçada. Sei que querias fugir de um possível escândalo entre nós dois, mas podias ter me avisado! Fugiria contigo, sabes bem disso.</p>
<p class="MsoNormal">Mas não!, preferisses a solidão, e, agora, pelo que sei, vives neste mundo tão diferente e tão excitante. No meio do nada, talvez com belas mulheres e homens ao teu redor, nas orgias que tanto gostas. O que me lembra a nossa última “festa”, como gostavas de chamar. Ficavas sempre perto de mim; raramente nos desgrudávamos nesta hora. Nossa pele parecia que se atraía, distanciávamo-nos dos outros neste momento, mesmo dividindo a cama com quatro ou cinco pessoas. Na última, acho, estavam Lino, sua amante e mais duas “mocinhas”. Só lembro que terminei a metade da garrafa de absinto, e que vocês queriam me matar por isso. Daí em diante, pouca coisa me recordo além de teu corpo nu sob o meu; tua (e minha também) excitação em ver as pessoas se amando a nossa volta. Imagino que faças o mesmo aí nesta selva. Com teu dinheiro e tua beleza, não seria realmente difícil. Além, é claro, de teus outros atrativos, como a inteligência aguçada, que faz de ti um ser superior em vários níveis. E sim, superei nossas diferenças literárias. Nas últimas cartas, quando discutíamos sobre literatura e dizias que Flaubert não te aprazia, sabes que fiquei deveras magoado. Mas isso passou. Tentei entender o teu lado e tua preferência por Balzac. Sabes também que adoro Balzac, portanto, esqueceis nossas pequenas divergências neste campo.</p>
<p class="MsoNormal">Termino esta carta, reforçando que não estou falando isso tudo para te bajular, pois sabes que eu sou teu, como sempre fui. Só quero te ver novamente. Estar em teus braços. Beijar-te como dois loucos amantes beijam-se à beira da morte.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Preciso de ti, meu querido. Preciso das tuas cartas. Preciso do teu corpo e tua mente.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Sempre teu</p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';">Rui</span></p>
<p><i>Publicado no CLAP #01, em janeiro de 2007</i></p>
<p><a href="http://marquesdesardinhas.wordpress.com/files/2008/03/orgia-estatuas.jpg" title="orgia-estatuas.jpg"><img src="http://marquesdesardinhas.wordpress.com/files/2008/03/orgia-estatuas.thumbnail.jpg" alt="orgia-estatuas.jpg" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Série Bar 69 ]]></title>
<link>http://poetisagitahabiba.wordpress.com/?p=21</link>
<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 06:11:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetisagitahabiba</dc:creator>
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<description><![CDATA[

1) Bar 69 - Mulata Cuíca 

 A última tragada exigia fôlego e respeito – Pensava o velho enqua]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 class="titulo"></h2>
<div align="justify">
<h1><font color="#999999"><b>1) Bar 69 - Mulata Cuíca</b> </font></h1>
</div>
<div align="justify"> A última tragada exigia fôlego e respeito – Pensava o velho enquanto eu devia estar analisando o letreiro luminoso nada convincente e convidativo. Pensei que o velho fosse interromper meu pensamento com uma irritante tosse, típica do genuíno suicida, mas fui eu, quem o interrompeu. Na verdade, aquela cena de um velho se acabando com uma ponta de cigarro, me instigava muito mais que o letreiro mal acabado, decente de um puteiro da Boca do Lixo.<br />
_ O que está olhando?<br />
Eu não tinha que responder. Estávamos os dois parados diante da fúnebre entrada do Bar, com certeza ele saindo, talvez se despedindo da herdadeira vez que freqüentava aquilo ali e eu estava entrando... Aliás, pensando em ir embora e não entrar.<br />
_ Engraçado... Eu é que fumo e carrego comigo este cheiro de merda, melhor dizendo para a moça entender, este cheiro podre do vício, mas eu posso sentir transpirando de tu o meu cheiro, quer dizer, o cheiro de merda. Cacete! A moça me compreende, não compreende? Quis dizer, o cheiro de podre. Pois é. A Donzela fede podridão.<br />
Eu quis ignorá-lo, deixá-lo a mercê apenas da bebedeira e do vício que certamente o mataria. Quieta, vi o velho sugar o resto de nicotina da bituca e rezei ironicamente para que morresse ali mesmo. Velho agourento!<br />
A porta do Bar se abriu e uma qualquer saiu, se aproximando do velho lhe dizendo alguma coisa ao pé do ouvido. Não, não. Estava errada, porque depois de ouvir o gemido rouco do velho, entendi que aquela uma estava era lambendo e lavando a orelha do velho com sacanagens... Ele abraçava a bunda da mulata, curtia com as carnes dela, se divertia em palmar a retaguarda sobressalente. A dita cuja pelo jeito era puta e o velho um afortunado com dinheiro no bolso, reservado da infeliz aposentadoria.<br />
Eu, olhava o velho com a mulata e o letreiro Bar 69 e não sabia o que meus olhos podiam ver de pior. Atrás de mim, ainda existia a rua mas eu não voltaria para trás. Se desistisse, a dúvida continuaria a comer meu fígado e se ficasse? O medo me vigiaria como um urubu a espreita. Eu só não queria mais me iludir, fingir de morta para saciar meus inimigos. Decidi virar de costas para o Bar, onde estavam os dois sacanas e vagar com minha boêmia até que ouvi a puta da mulata rir gemendo, ofegando devagarinho que nem cadela. Eu não consegui pensar, só ouvir... Ela parecia estar gostando tanto! Mas também podia estar fingindo e nem seria tão difícil, estando ela com o velho. Se duvidar, ele estava pagando até para ela urrar como uma égua!<br />
Silêncio. De repente um breu de silêncio... Os dois deviam ter dado sumiço, fugido para algum cafofo de meretriz e eu ficado finalmente só, de costas para o Bar 69 com o meu triste dilema. Ao me virar, me deparei com a dantesca cena... “Dantesca” é uma palavra muito artística para o que vi, devo me corrigir: Presenciei uma cena grotesca, cena de quinta categoria. Vi a puta da mulata de cócoras, de altura conveniente ao velho (que era um meio metro de homem) sendo bolinada descaradamente. Ela encaixava a buceta negra no dedo do meio que o velho ritmava dentro dela... A mulata tirava e punha e ainda por cima, gemia toda prosa. A enorme bunda fazia a mão do velho sumir, mas ele não dava o dedo a ela, se ela não sambasse conforme o enredo que ele toscamente balbuciava babando, mas a filha da puta da mulata acompanhava os batuques, balangandãs, qualquer som frenético que ele imitava com a boca. A mulata parecia a rainha da Bateria de escola de Samba, gozando ao próprio som da cuíca (aiui aiuiuiui!...) Vi tudo acontecer e eles gargalhavam de mim.<br />
_Seja bem vinda Donzela... Não se engane com a merda do letreiro. Lá dentro, as coisas são realmente como tinham que ser. Aqui fora é que as coisas e pessoas deixam de existir. A moça tá me entendendo? Estou falando da cruel mas limpa verdade. Tu sabe do que estou dizendo. Sabe que a podridão está mais impregnada em você do que neste lugar... Entre.<br />
O velho além de pervertido era insano. Saiu cada um para teu lado, a mulata entrou novamente para o Bar 69 e ele passava por mim, indo não sei para onde. Foi-se embora dizendo algo em melodia de enredo do samba...<br />
_ Anota aí na tua caçola. Não será o cigarro que me matará! Ei de morrer comendo, fudendo, gozando!<br />
O engraçado era que eu não tive qualquer sensação. Estava relativamente morta e por isso estava ali, na porta de entrada do Bar 69 – Famosa gaiola dos loucos e pervertidos. Assim diziam, mas não li isso em nenhum letreiro luminoso.<br />
O velho não era louco. Era apenas um bêbado, tarado, com grana no bolso para usar uma mulher, puta que seja!<br />
E eu? Eu era um projeto de nada, até decidir entrar no Bar 69 e querer ser uma boêmia sem rumo, ou de rumo certo ao acaso...<br />
Em suma, queria ser uma alma que goza.</div>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Conto er&oacute;tico turco]]></title>
<link>http://okuluz.wordpress.com/2008/02/16/conto-ertico-turco/</link>
<pubDate>Sat, 16 Feb 2008 15:34:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>okuluz</dc:creator>
<guid>http://okuluz.wordpress.com/2008/02/16/conto-ertico-turco/</guid>
<description><![CDATA[Todo dia, durante anos, quando Salim chegava em casa, Sua doméstica Jacira servia o jantar e ia tom]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Todo dia, durante anos, quando Salim chegava em casa, Sua doméstica Jacira servia o jantar e ia tomar banho.<br>Até que um dia, Salim estava jantando e ficou ouvindo o barulho da água, enquanto Jacira tomava banho.<br>Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho...<br>Mastigava a Comida e pensava na Jacira tomando banho...<br>Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho...<br>Até que se levantou da mesa e foi até o banheiro. Bateu na porta:<br>- Jacira, você está tomando banho?<br>- Estou sim, seu Salim.<br>- Jacira, abre a porta pra Salim.<br>- Mas seu Salim, estou nua!<br>- Jacira, abre a Porta pra Salim.<br>Jacira não resiste e acaba abrindo a porta. Salim entra no banheiro, vê a Jacira nua e pergunta:<br>- Jacira, quer foder com Salim?<br>- Mas Seu Salim... Eu não sei...<br>- Jacira, quer foder com Salim?<br>- Sim, quero sim, Seu Salim, pode vir que sou toda sua...<br>Então Salim põe a mão no registro e diz:<br>- Não vai foder Salim não! Chega de gastar água!</p>
<p>—————<br>Ouvindo: <b><font color="green">NOFX-Rancid - Rancid - Vanilla Sex</font></b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Das tentações ]]></title>
<link>http://0posmoderno.wordpress.com/2008/01/02/as-tentacoes/</link>
<pubDate>Wed, 02 Jan 2008 16:56:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Josi Vice</dc:creator>
<guid>http://0posmoderno.wordpress.com/2008/01/02/as-tentacoes/</guid>
<description><![CDATA[Chegou em casa.
A mãe dormia. Caminhou pelo corredor. Olhou as duas lá, na mesma cama, cada uma a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou em casa.</p>
<p>A mãe dormia. Caminhou pelo corredor. Olhou as duas lá, na mesma cama, cada uma a seu modo, deitadas, dormindo. Encarou o momento. Revirou as lembranças e os pensamentos. Maquinou toda a idéia e as possíveis fugas e conseqüências. Não havia muito a fazer além de ir em frente.</p>
<p>Tocou o lençol docemente, suave, cuidadoso.</p>
<p>A pele jovem da mais moça, era como um rio de delícias e procurou saber as sensações. Estava de saia.  O que tenta bem mais.</p>
<p>Foi afastando o lençol, prestando atenção ao movimento involuntário das pernas da irmã. Sim, era a irmã. E uma chica linda também, no frescor de seus quatorze anos de adolescência. Saltou de interesse para a outra, vinte um anos essa, mas há algum tempo já descobrira seu corpo na noite e pelas frestas.</p>
<p>Usava um short curto, puxou com delicadeza e viu a calcinha creme e logo a pele branca da bunda. O dedo foi logo brincar entre aqueles dois mundos de prazer.  Mas ainda queria entrar entre a saia da outra.  E lá se foi, para o outro lado da cama.</p>
<p>Aquela mente assim se fazia, entre desejos, paixões, distúrbios, sexo e sexualidades, tentações, incesto, pedofilia, zoofilia...</p>
<p>...</p>
<p>Conseguiu, ficou observando, aproximou o rosto, sentiu o cheiro, tocou por entre as pernas, a boceta coberta pela calcinha. Fez isso durante algum tempo, até que uma delas se acordou lentamente e ele se refugiou no silêncio da sua masturbação.</p>
]]></content:encoded>
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