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	<title>conexao-brasil &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "conexao-brasil"</description>
	<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:16:40 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Bizarrices Brasileiras]]></title>
<link>http://paolasartoretto.wordpress.com/?p=170</link>
<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 20:14:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>paolasartoretto</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pois é, cá estou eu de volta na Suécia depois de seis semanas viajando pelo Brasil. Eu tenho assu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, cá estou eu de volta na Suécia depois de seis semanas viajando pelo Brasil. Eu tenho assunto para uns dez posts, mas como cheguei na sexta-feira e ontem já comecei a trabalhar na <a href="http://www.mediaandglobaldivides.se">conferência</a> da IAMCR (que está muito interessante e acho que vai render assunto para mais alguns posts) vou começar apontando algumas coisas que eu vi no Brasil e achei muito bizarras, sim porque nao é só aqui nas Oropa que tem bizarrice, pai que prende filha no porão, gente que sai pra rua vestido de árvore, etc... Mas vamos lá</p>
<p><strong>Botox </strong>eu estava olhando a novela das sete e quase tive um susto, achei que o filho do Edson Celullari já tinha crescido e estava atuando, mas depois eu vi que era o próprio, ou sua versão updated. Mas vamos combinar que tá meio scary. Perguntei para o Nicklas quantos anos dava para Edson, resposta: uns 30, resposta certa: 50. E a Ana Maria Brega, a boca dela não fecha mais. Será que essa gente se olha no espelho e se acha bonita?</p>
<p><a href="http://paolasartoretto.files.wordpress.com/2008/07/bode1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-174" src="http://paolasartoretto.wordpress.com/files/2008/07/bode1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="179" /></a><strong>Botas horrorosas com sola tijolão. </strong>Elas estão por toda a parte, here, there everywhere. Tem umas com a sola vazada, tem de várias cores, tem até uns sapatinhos boneca com o mesmo solado e quem usa não tem bom-senso.</p>
<p><strong>Ataque dos vendedores</strong>. Eu até nem tinha vontade de fazer compras porque era só botar o pé numa loja e já vem um vendedor me atacando, seguindo, mostrando coisas, e o meu sossego, e a minha paz, e quanto a fazer compras calmamente, procurando coisas pelas araras, pensando se eu quero mesmo as coisas, se vai combinar com o que eu tenho, se eu quero alguma outra coisa? Sim porque metade das vezes que eu entro  numa loja eu não sei o que eu quero, ou melhor sei, eu quero bisbilhotar. Sem ninguém me perseguindo. Por isso que eu sempre gostei da Renner, pena que esse ano as roupitchas tavam bem feinhas. E caras. (Aproveitando a deixa, que coisa horrível o que fizeram com a Livraria do Globo no centro de Porto Alegre. Explico: era uma livraria até que legal, bonitinha, com fotos e máquinas da antiga Editora do Globo, tinha um restaurante na parte de cima e tal. Agora é uma loja de sapatos horrorosa, cheia das botas horrorosas ai de baixo e com vendedores que atacam os passantes que se dirigem à Livraria do Globo que agora se resume a um quartinho nos fundos da tal loja. Lamentável)</p>
<p><strong>Cobertura "jornalistica" de tragédias a la novela mexicana. </strong>Isso além de ser bizarro é triste, transformar a dor de uma família que perde um filho ou o caso chocante de uma mãe com problemas psiquiátricos que jogou a filha da janela em um espetáculo para um país ver. Tudo com muitas lágrimas, juras de justiça, xingamentos. Enquanto isso os suecos vão comprando os pampas para plantar eucalipto transgênico (sobre isso a ermã é que vai ter que escrever).</p>
<p>Ainda tem mais uma coisa que eu notei e não é apenas bizarra, mas vergonhosa: acho que boa parte da classe média e seus porta-vozes na mídia gostariam mesmo é de construir umas câmaras de gás e mandar os pobres para lá. Eu vi isso principalmente em Porto Alegre, andando pelas ruas e vendo os motoristas dos carros com vidro escuro quase atropelando os pobres na rua e ouvi alguns comentários amendrontadores na TV. A ermã inclusive me avisou que vai desconfiar caso os mendigos comecem a sumir das ruas de Porto Alegre assim de repente.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[CHEGUEI]]></title>
<link>http://paolasartoretto.wordpress.com/?p=169</link>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 13:11:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>paolasartoretto</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sim, cheguei no Brasil sábado, depois de esperar 8 horas em São Paulo porque, como todos os que vi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, cheguei no Brasil sábado, depois de esperar 8 horas em São Paulo porque, como todos os que viram Jornal Nacional sabem, o Salgado Filho tem fechado por causa do mau tempo.</p>
<p>Eu acho que vou iniciar uma campanha para criar um ponto turístico internacional em Porto Alegre para que comecem voos diretos da Europa, porque viajar 12 horas e ainda ter que esperar em São Paulo não é lá muito divertido.</p>
<p>Falando em Porto Alegre, hoje de tarde depois do dentista, to indo para lá.</p>
<p>Ah sim, imaginem só o que eu vi na casa dos meus pais domingo, logo que cheguei de Porto Alegre??? Quem ta pensando que foi uma barata acertou em cheio. Até no inverno elas me perseguem...</p>
<p>Vou ali comer uma bergamota, da árvore plantada pelo meu pai, como ele fez questão de deixar bem claro.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[If you broke it, you shouldn't be allowed to fix it]]></title>
<link>http://paolasartoretto.wordpress.com/?p=166</link>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 13:04:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>paolasartoretto</dc:creator>
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<description><![CDATA[Terça-feira, dia 3 foi um dia que eu nunca vou esquecer: eu tive a oportunidade de escutar Naomi Kl]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>[gallery]Terça-feira, dia 3 foi um dia que eu nunca vou esquecer: eu tive a oportunidade de escutar Naomi Klein ao vivo no Södra Teatern aqui em Estocolmo. Eu sou fã dela desde No Logo e agora depois de ler The Shock Doctrine minha admiração pela escritora canadense aumentou.  The Shock Doctrine (A Doutrina do Choque) é um livro de quase 600 páginas que fala sobre algo que ela chama de "disaster capitalism" ou seja como governantes (os Republicanos nos Estados Unidos) se aproveitam disastres - naturais ou provocados - para empurrar leis de privatização e desregulamentação. No livro ela cita vários exemplos de quando isso aconteceu: golpes de estado nos anos 60-70 na América Latina, Rússia depois do fim da União Soviética, Sri Lanka depois do Tsunami, New Orleans depois do furacão Katrina e por último o Iraque. A idéia dela quando começou a escrever o livro era falar sobre a indústria de reconstrução e segurança que vem lucrando com a reconstrução do Iraque. Entretanto, na palestra Naomi contou que quando estava na Argentina em 2003 ela participou de algumas manifestações contra a ocupação e percebeu que as Mães da Praça de Maio argumentavam que estavam fazendo com o Iraque a mesma coisa que fizeram com a Argentina nos anos 60. Foi então que ela começou a refletir sobre o assunto, perdeu muitos prazos de entrega de manuscritos e o que era para ser um livro sobre a ocupação do Iraque se transformou num tratado sobre o Capitalismo de Disastre.</p>
<p>Naomi falou da crescente indústria de segurança que ganha cada vez mais dinheiro protegendo países e pessoas de ameaças que muitas vezes nem sequer existem. O que essa indústria faz é criar sofisticados sistemas de proteção para os ricos e "gerenciar" os pobres com prisões, controles de fronteiras além de tratar de afastá-los fisicamente - com projetos habitacionais e planejamento urbano - de quem tem dinheiro, como aconteceu no Sri Lanka depois do Tsunami. Naquele país, o dinheiro que os europeus enviaram para ajudar as comunidades locais a se recuperarem do desastre, foi na verdade usado para afastá-los da costa e do mar, de onde tiravam seus sustento, para construir resorts ultra luxuosos.</p>
<p>Já no Iraque, a reconstrução depois da guerra se transformou num mega negócio onde quem ganhou foram empresas de segurança como Halliburton e Blackwater (onde um dos maiores acionistas é o vice-presidente Dick Cheney) e quem perdeu foi o povo Iraquiano.</p>
<p>Como disse a apresentadora da palestra -não lembro o nome dela- o The Shock Doctrine não é um livro esperançoso, mas é certamente inspirador. Segundo Naomi, a saída para evitar os tratamentos de choque planejados pelo governo americano é falar e refletir sobre o que está acontecendo a nossa volta, porque os estrategistas do capitalismo de disastre se aproveitam exatamente dos momentos em que todos estão chocados e sem entender o que está acontecendo.</p>
<p>Por fim, Naomi falou da idéia do débito ecológico, ou seja, que os países desenvolvidos paguem para que as reservas naturais continuem intactas, uma vez que países como Equador e Brasil também querem lucrar com petróleo e outras commodities. O que não pode acontecer é deixar que os responsáveis pelo estrago tenham a chance de arrumar a casa como aconteceu no Iraque.</p>
<p>O mais engraçado de tudo foi um grupo de jovens suecos arrumadinhos na porta do teatro carregando umas placas com fotos do Milton Friedman. Para mim eles pareciam umas crianças mimadas que não têm idéia do que é pobreza, desemprego e fome tentando defender seu direito de dirigir uma BMw, passar férias na Tailândia e carregar uma bolsa Gucci. Ridículo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Vou pra Porto Alegre, tchau!]]></title>
<link>http://paolasartoretto.wordpress.com/?p=164</link>
<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 20:34:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>paolasartoretto</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sábado, 9:25 to chegando no Salgado Filho. Ainda bem que ta frio o que significa ausência de barat]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado, 9:25 to chegando no Salgado Filho. Ainda bem que ta frio o que significa ausência de baratas.<span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/ySQthwdZCVI'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/ySQthwdZCVI&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Dia Internacional do Trabalhador]]></title>
<link>http://paolasartoretto.wordpress.com/?p=154</link>
<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 07:53:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>paolasartoretto</dc:creator>
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<description><![CDATA[

Como todos sabem, 1° de maio é o Dia Internacional de Trabalhador, uma data que foi criada para ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://paolasartoretto.files.wordpress.com/2008/04/20060507logo_trab_escravo1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-156" src="http://paolasartoretto.wordpress.com/files/2008/04/20060507logo_trab_escravo1.gif" alt="" width="199" height="102" /></a></p>
<p><a href="http://paolasartoretto.files.wordpress.com/2008/04/20060507logo_trab_escravo.gif"></a><br />
Como todos sabem, 1° de maio é o Dia Internacional de Trabalhador, uma data que foi criada para celebrar as conquistas sociais e econômicas da classe trabalhadora. Entretanto, hoje em dia anda meio complicado falar em celebração quando muitos direitos adquiridos depois de anos de luta vão sendo perdidos pouco a pouco por conta do capitalismo desenfreado e da tão aclamada economia globalizada.<br />
Um exemplo disso é o trabalho escravo: estima-se que hoje existam 27 milhões de pessoas trabalhando em condições análogas à escravidão pelo mundo afora, em torno de 25 mil delas no Brasil.</p>
<p>Eu não tenho a intenção de organizar uma super blogagem coletiva como as que a Lys, a Georgia e a Meroca organizaram nos últimos meses, principalmente porque eu vou me mudar dia 3 de maio e dia 1° eu vou blogar diretamente do meio das caixas. Além disso provavelmente eu fique sem internet nos primeiros dias depois no novo apê. Mas seria legal se um monte de gente escrevesse sobre os atuais problemas enfrentados pelos trabalhadores no Brasil, em especial o trabalho escravo.</p>
<p>Há muitas questões pertinentes no tocante ao trabalho escravo e direitos trabalhistas, principalmente agora com o aumento da demanda por etanol que esta gerando uma demanda por mão-de-obra escrava nos canaviais. Mas essa é apenas uma sugestão.</p>
<p>Para mais idéias eu sugiro esses sites</p>
<p><a href="http://www.reporterbrasil.org">Repórter Brasil</a><br />
<a href="http://blogdosakamoto.blig.ig.com.br/"> Blog do Leonardo Sakamoto</a><br />
<a href="http://www.cartamaior.com.br"> Agência Carta Maior</a><br />
<a href="http://www.cpt.org.br"> Comissão Pastoral da Terra</a></p>
<p>Em inglês<br />
<a href="http://www.antislavery.org"> Anti-Slavery International</a><br />
<a href="http://www.freetheslaves.net"> Free the Slaves</a></p>
<p><strong>PS</strong>: quem tiver a fim de participar, deixe um comentário que eu coloco um link para o blog de vocês.</p>
<p><strong>Presença Confirmada</strong><br />
<a href="http://universodesconexo.wordpress.com/">Lys</a><br />
<a href="http://laurams.wordpress.com/">Laura</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As mulheres e a escravidão]]></title>
<link>http://paolasartoretto.wordpress.com/?p=145</link>
<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 15:41:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>paolasartoretto</dc:creator>
<guid>http://paolasartoretto.pt-br.wordpress.com/2008/03/08/as-mulheres-e-a-escravidao/</guid>
<description><![CDATA[ Obs.:tive algumas dificuldades técnicas e não consegui colocar o selo da blogagem coletiva. Que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> <b>Obs.:</b>tive algumas dificuldades técnicas e não consegui colocar o selo da blogagem coletiva. Que saco!</p>
<p>Hoje algumas mulheres vão receber flores, chocolates, cartões mas para muitas, dia 08 de março de 2008 vai ser um dia como qualquer outro: de trabalho. Duro, pesado e acima de tudo forçado.  Embora tenhamos avançado muito em termos de direitos e participação da mulher na sociedade ( para uma visão geral da história do movimento feminino, leiam o <a href="http://universodesconexo.wordpress.com/2008/03/08/pela-valorizacao-da-mulher-brasileira-3/">post</a> de hoje da Lys que esta ótimo) ainda temos um longo caminho a percorrer. Muitas mulheres brasileiras ainda são exploradas de diversas maneiras, dentro ou fora do Brasil e não têm a quem recorrer para reclamar seus direitos, muitas vezes não tem conhecimento de seus direitos e outras vezes são ingnoradas por autoridades cujo papel seria defendê-las.</p>
<p>Hoje eu estava procurando dados sobre as mulheres e o trabalho escravo no Brasil e não encontrei muita coisa (inclusive, se alguém tiver algum link, faça a enorme gentileza de postar nos comentários) então vou usar o meu achômetro e arriscar dizer que a maioria das mulheres trabalhando em condições análogas à escravidão no Brasil está na prostituição e indústria de vestuário. Eu arrisco em dizer que grande maioria das pessoas exploradas em prostituição são mulheres. De acordo com um <a href="http://www.antislavery.org/homepage/resources/PDF/Contemporary%20Forms%20of%20Slavery%20in%20Brazil.pdf">relatório </a> de 2006 da Anti-Slavery International, aproximadadamente 70 mil mulheres estão envolvidas em prostituição em outros países, notadamente Espanha e Portugal (Daí se entende porque tantas brasileiras são barradas ou ter que dar satisfação de toda essa vida e das passadas nas imigrações desses países). Eu acho que qualquer país tem direito de defender suas fronteiras, mas isso não quer dizer que eu ache que um estado soberano poderia colocar exércitos atirando de metralhadora quem tentasse entrar muito menos tratar pessoas de forma indigna e muitas vezes injusta e discriminatória. Bom, esse é um caso: muita gente vem para a Europa a passeio, a trabalho, em viagens de estudo e acaba sendo barrado por conta das estatísticas que depõem contra nós.</p>
<p>O segundo caso é de uma mulher que está vindo para para a Europa para se prostituir. Vamos analisar o seguinte: esse mesmo relatório da Anti-Slavery do qual falei antes, cita dados da Polícia Federal que revelam que, em geral, as mulheres traficadas para exploração sexual com fins comerciais têm entre 18 e 30 anos, baixo nível de escolaridade, a maior parte são solteiras com histórico de violência doméstica e algumas vezes com experiências prévias trabalhando como prostitutas. Agora convenhamos: uma pessoa que viaja nessas condições (muitas vezes pensando que está vindo para a Europa para trabalhar de garçonete, faxineira, babá) merece ser tratada como criminosa? Geralmente, a mulher que é levada a se prostituir é a parte mais fraca que um esquema que movimenta muito dinheiro, ela precisa de amparo e de autoridades que ajam em seu favor e de leis que reconheçam sua posição. Pensem que eu, ou você que está lendo tivemos o privilégio de escolher nossas profissões, de estudar. Muita gente não tem, especialmente no Brasil.</p>
<p>No âmbito do trabalho escravo no meio rural, o reconhecimento do papel da mulher pode ser muito importante para a erradicação da escravidão. Mesmo que a mão-de-obra seja constituída em sua maioria por homens, esses homens têm mães, esposas e filhas.  Se houverem conscientização e iniciativas no sentido de incluir a mulher no trabalho remunerado muitos homes irão escapar da situação de desespero que faz com que eles aceitem promessas mirabolantes, sejam levados para outro estados e explorados.Em seu último livro (Ending Slavery) Kevin Bales fala sobre a importância de incluir as mulheres nas políticas de desenvolvimento e erradicação da escravidão. Ele dá o exemplo de um programa de micro-crédito para mulheres em Bangladesh, o dinheiro servia para que as mulheres fizessem de tudo um pouco desde plantar ervas, costurar, vender roupas até iniciar pequenas fábricas e manufaturas.</p>
<p>Mas que contribuição nós, enquanto cidadãos podemos dar para a erradicação do trabalho escravo, especialmente o trabalho escravo feminino? Em primeiro lugar podemos nos informar sobre o que acontece em áreas bem remotas do Brasil, de posse dessa informação, precisamos entender o problema da escravidão e quem tem mais poder para solucioná-lo. Fazendo isso, descobrimos que os muito está nas mãos dos políticos e empresários o que significa que nós, enquando cidadãos, podemos usar o poder de voto, o poder de compra e o poder de agir e cobrar de políticos e empresarios ações que contribuam à erradicação do trabalho escravo.</p>
<p>Em relação à prostituição, acho que muita gente precisa rever seurs conceitos, refletir mais sobre suas opiniões. Aqui na Europa eu ouço muitos brasileiros falando: "quem vem para se prostituir sabe no que está se metendo" ou "essas prostitutas acabam com a reputação de quem sai do Brasil para estudar e trabalhar".  Quanto à primeira afirmação, dá para dizer que muita gente não sabe no que está se metendo e outras tantas sabem e só estão se metendo porque estão desesperadas mesmo. Quanto à segunda afirmação eu poderia escrever um post inteiro mas vou apenas dizer que erra quem faz a generalização de que todas as brasileiras que vêm para a Europa são prostitutas e erra quem julga sem entender a lógica da situação.</p>
<p>Por fim, espero a data de hoje sirva para celebrar as conquistas de muitas mulheres que lutaram para que hoje nós tenhamos possamos votar, estudar, trabalhar e dizer o que pensamos e para refletir sobre o caminho que ainda temos que percorrer para que os direitos conquistados pela luta feminista possam ser desfrutados por mulheres de diferentes classes, religiões e etnias.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Informações para quem vai trabalhar no exterior]]></title>
<link>http://paolasartoretto.wordpress.com/2008/01/16/informacoes-para-quem-vai-trabalhar-no-exterior/</link>
<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 09:35:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>paolasartoretto</dc:creator>
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<description><![CDATA[O governo brasileiro acaba de lançar uma cartilha para brasileiros que pretendem trabalhar no exter]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O governo brasileiro acaba de lançar uma cartilha para brasileiros que pretendem trabalhar no exterior. A cartilha traz informações sobre vistos, organizações de apoio ao imigrante, deportações, etc.</p>
<p>Clique <a href="http://www.oit.org.br/prgatv/tip/campanha/brasileiros_no_exterior_cartilha.pdf">aqui</a> para baixar a cartilha.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Racismo, violência e intolerância]]></title>
<link>http://paolasartoretto.wordpress.com/2007/11/01/racismo-violencia-e-intolerancia/</link>
<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 15:12:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>paolasartoretto</dc:creator>
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<description><![CDATA[ 
A ermã acaba de me contar um triste episódio acontecido segunda-feira no DCE da UFRGS, um colega]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://paolasartoretto.wordpress.com/files/2007/11/cotas.jpg" title="cotas.jpg"><img src="http://paolasartoretto.wordpress.com/files/2007/11/cotas.jpg" alt="cotas.jpg" align="left" /></a></p>
<p>A ermã acaba de me contar um triste episódio acontecido segunda-feira no DCE da UFRGS, um colega dela no curso de Direito foi espancado no banheiro do DCE por um grupo supostamente neonazistas. O menino, que vou chamar de Pedro*, defendia as cotas na UFRGS e justiça social. Eu tive que parar um pouco de escrever meu ensaio para comentar isso no blog.</p>
<p>Tem gente que acha que no Brasil não existe racismo. Essas pessoas devem viver em algum tipo de bolha sedadas por algum tipo de soma. No Brasil existe racismo sim e acho que no sul do Brasil a situação é ainda pior pois tem aqueles que se acham melhores, superiores porque afinal de contas, descendem da nata européia.</p>
<p>Agora eu me pergunto, esses tais de Neonazistas, acham que são o que? Europeus? Essa mania da elite branca e classe média brasileira de achar que pertence a uma casta superior porque seu tataratataravô fugiu da fome ou da guerra encontrar abrigo no Brasil é deplorável. E mesmo que tenham sangue europeu correndo nas veias, isso não os faz melhores do que ninguém.  Desde quando uma raça é superior a outra? Acho que essa idéia da superioridade racial foi abandonada há no mínimo uns 50 anos. Eu entendo que há pessoas que são contra o regime de cotas nas universidades públicas, sou defensora da liberdade de pensamento e expressão, mesmo que o pensamento seja diferente do meu. O que não faz sentido é o uso da violência para defender um ponto de vista.</p>
<p>Eu espero que quem agrediu o Pedro responda pelos seus atos, para que outras pessoas que cogitam agir da mesma forma saibam que racismo e violência são crimes. Eu espero também que aqueles lutam contra a segregação racial e por uma sociedade mais igualitária e tolerante não se intimidem com esse tipo de ameaça.</p>
<p>*A Laura (ermã) pediu para eu não divulgar o nome verdadeiro do Pedro porque ele teme que a falta de civilidade de seus agressores tome proporções maiores.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sirvam nossas façanhas de modelo a toda a terra]]></title>
<link>http://paolasartoretto.wordpress.com/2007/09/20/sirvam-nossas-facanhas-de-modelo-a-toda-a-terra/</link>
<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 19:28:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>paolasartoretto</dc:creator>
<guid>http://paolasartoretto.pt-br.wordpress.com/2007/09/20/sirvam-nossas-facanhas-de-modelo-a-toda-a-terra/</guid>
<description><![CDATA[
Queria escrever um post longo sobre o Dia do Gaúcho, com análises, argumentos, fatos históricos,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://paolasartoretto.wordpress.com/files/2007/09/bandeira_oficial_rs.gif" title="bandeira_oficial_rs.gif"><img src="http://paolasartoretto.wordpress.com/files/2007/09/bandeira_oficial_rs.gif" alt="bandeira_oficial_rs.gif" height="334" width="476" /></a></p>
<p>Queria escrever um post longo sobre o Dia do Gaúcho, com análises, argumentos, fatos históricos, mas tenho 230 páginas para ler para terça-feira, então fica inviável.</p>
<p>Gostaria de falar de separatismo, racismo, imigrantes, chimarrão, porte-de-armas, PT , Revolução Farroupilha, tradicionalismo e música gaúcha, mas no momento preciso me concentrar na Mídia Chinesa.</p>
<p>Parabéns para todos os conterrâneos, aproveitem a Bienal do Mercosul, Feira do Livro de Porto Alegre que já vai começar e tomem um chimas por mim.</p>
]]></content:encoded>
</item>

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