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	<title>cerebrando &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/cerebrando/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "cerebrando"</description>
	<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 04:22:59 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[O teatro dos oprimidos]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=241</link>
<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 17:31:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
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<description><![CDATA[
A Colômbia invadiu as terras do Equador e bombardeou e matou gente das FARC utilizando tecnologias]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align:middle;" src="http://farm2.static.flickr.com/1294/1053321295_1871bd3e81.jpg?v=0" alt="" width="500" height="293" /></p>
<p>A Colômbia <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2008/03/07/153/">invadiu as terras do Equador e bombardeou e matou gente das FARC</a> utilizando tecnologias de localização por satélite que só os EUA poderiam oferecer, e também aviões fabricados no Brasil, do mesmo tipo que os americanos proibiram que fossem vendidos à Venezuela, país este que mandou imediatamente suas tropas para a fronteira com a Colômbia prontas, na ocasião, para o embate, este que se foi resolvendo com conversas diplomáticas com intermediação do governo brasileiro que, por sua vez, vem pondo o pé atrás atento a conjuntura política na América Latina e no mundo, assim como os EUA.</p>
<p>Então o governo brasileiro <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/02/24/materia.2008-02-24.0497370989/view">propõe a criação do Conselho Sul-Americano de Defesa</a> – precisamente quando os EUA (que invadiram preventivamente o Iraque) reativam sua <a href="http://framos.wordpress.com/2008/06/01/o-velho-conflito-norte-sul-a-unasul-e-a-iv-frota/">IV Frota</a> (encarregada das operações em mares latino-americanos), que havia sido extinta nos anos 50 do século passado.</p>
<p>O tempo está fechando! O Brasil tem água, a Amazônia e recém-descobertas reservas de petróleo significativas. O continente sul-americano como um todo oferece ainda as FARC, o narcotráfico, e um Hugo Chávez olhando feio pra George Bush no recreio. Parece uma ‘área de lazer’. Os EUA, por seu turno, tem a IV Frota de volta, cujo poderio bélico de um único navio ultrapassa largamente as forças militares da maioria dos países por aqui. Tem também Uribe, uma espécie de puxa-saco do fortão da escola.</p>
<p>No tabuleiro, o Brasil vem fazendo lances fortes, na medida do possível. O Exército mantém programas de treinamento de guerrilha na selva, aprendendo com os <em>charles</em> láááá no Vietnã – que derrotaram quem? Os EUA na guerra nunca declarada que fez resultar, além de milhões de mortos, a imagem que ilustra esse post.</p>
<p><strong>O teatro está armado, literalmente.</strong> Será que a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Phan_Th%E1%BB%8B_Kim_Ph%C3%BAc">Kim Phuc</a> tupiniquim sairá bem na foto?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hackers podem transformar seu computador numa bomba...]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=225</link>
<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 16:26:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8230; e são capazes de causar as maiores catástrofes de forma anônima e invisível, constituind]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>... e são capazes de causar as maiores catástrofes de forma anônima e invisível, constituindo uma terrível ameaça à civilização. <strong>Pelo menos é isso que algumas pessoas querem que você pense, quase sempre ligadas a alguma estrutura de poder baseada em sistemas de hierarquias e em conceitos de autoridade.</strong> Em nome do combate a ciberdelinquência e ao ciberterrorismo, instâncias governamentais e empresariais alardeiam o perigo que a internet representa, propondo mecanismos de controle incongruentes, criando paranóias e fomentando a tecnofobia.</p>
<p>Por isso, todo amante da liberdade deve desconfiar de toda e qualquer autoridade. A atual (e velha) conjuntura do mercado e da política, marcada pelo domínio de pequenos grupos com grande capacidade de influência e poder, se encontra ameaçada pela expansão e democratização, não-racionais e autônomas, de <strong>um novo ecossistema social vivo e complexo, baseado na internet – que não é somente uma rede mundial de computadores, mas uma interconexão global de pessoas, de mentes, de idéias. </strong>Um imenso e inesgotável banco de dados dinâmico e canais de comunicação e interação que envolve cada vez mais pessoas, e que a cada dia se configura em necessidade básica oferecendo múltiplos serviços e diversas ferramentas.</p>
<p><strong>É claro que dados precisam percorrer um caminho para se tornarem informação, e outro para se converterem em conhecimento.</strong> Contudo, esse é o terreno móvel da internet: cada vez mais dados, mais informação e, também, mais conhecimento. Há problemas, claro, que devem ser enfrentados com vigor – criminosos que se escondem no anonimato da rede, por exemplo. Mas que paguem por seus crimes os criminosos, sem que nós, cidadãos, tenhamos que abrir mão de liberdades fundamentais em nome do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u408903.shtml">controle social e de uma suposta segurança que nunca virá</a>, vivendo sob a violência de uma incessante e invisível <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pan%C3%B3ptico">vigilância panoptica</a>. Todo poder acaba em abuso...</p>
<p>Enquanto isso, a rede acontece: desmentindo, por exemplo, o <a href="http://blog.wired.com/27bstroke6/2008/05/did-hackers-cau.html">boato de que cruéis hackers chineses causaram um apagão na costa leste dos EUA em 2003</a>, num ataque remoto que poderia ser considerado um ato de guerra; e gerando cada vez mais <a href="http://www.simviral.com/2008/04/um-estudo-muito-interessante-da-mccann-sobre-social-media/">estudos</a> que contribuam para entender os efeitos e perspectivas desse novo ecossistema.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paz, amor e internet]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=220</link>
<pubDate>Tue, 27 May 2008 13:38:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=220</guid>
<description><![CDATA[
O Jornal Nacional exibiu ontem, dia 26/5, uma reportagem atípica sobre o uso da internet nas aldei]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2082/2361725173_4252cd0d6c.jpg?v=0" alt="" width="410" height="307" /></p>
<p>O Jornal Nacional exibiu ontem, dia 26/5, uma reportagem <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2008/02/21/desliga-a-tv-e-vai-pra-internet/">atípica</a> sobre o uso da internet nas aldeias indígenas em regiões remotas da amazônia. <strong>Segundo a matéria, um email evitou uma guerra entre índios e madeireiros peruanos clandestinos.</strong> Os invasores estrangeiros equipados com aparatos de alta tecnologia e modernos fuzis de fabricação americana; os índios erguendo, em um ato de fé ancestral, os arcos e as flechas.  Antes, contudo, de saírem para a batalha em defesa de suas terras, um jovem – dentre os poucos que sabiam utilizar o computador instalado na aldeia – decidiu enviar um email para diversas ONGs e órgãos oficiais, informando sobre a invasão e solicitando apoio de entidades não-governamentais e ações imediatas por parte do Governo Federal. O email chegou a presidência da República, que o repassou a Polícia Federal – em pouco tempo, juntaram-se aos arcos e flechas dos índios os helicópteros e dezenas de soldados que prenderam os invasores peruanos e destruíram as toras de madeira criminosamente derrubadas.</p>
<p><strong>A internet, vê-se, vem se tornando um recurso cada vez mais básico – se converte, a cada dia, de luxo informacional em necessidade.</strong> A rede propõe, ainda na forma de caos organizado, uma nova realidade com importantes implicações para o futuro de um país e da humanidade inteira. Uma sociedade em rede é uma sociedade diferente – é uma sociedade na qual todos têm voz, - e a usam! - , idependente da cultura, da etnia, das tradições de cada grupo ou de seu lugar ante o Estado.</p>
<p>A internet vai se integrando em nossa vida, e se tornando imprescindível – mesmo na amazônia. Começa a rascunhar nossa futura sociedade, cuja forma resultará dos conflitos que travamos hoje – <strong>quem sabe internacionalizemos a amazônia?! Não que eu defenda isso, mas seria um caso a se pensar depois que se confirmasse desarmada a última bomba nuclear e que o lobby do petróleo ruísse dando lugar a uma infinidade de fontes alternativas de energia.</strong> Afinal, evitar uma guerra é sempre melhor do que a matança irracional de cuja sombra nunca nos livramos. Teremos sempre a aprender com os índios.</p>
<p><span style="color:#888888;">foto do flickr de <strong><a title="Link para a galeria de E-GIACOMAZZI" href="http://www.flickr.com/photos/giacomazzi/"><strong>E-GIACOMAZZI</strong></a></strong></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nós somos alvos]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=206</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 21:21:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=206</guid>
<description><![CDATA[
Noam Chomsky, em artigo¹ sobre armas nucleares e crise ambiental, cita o general Lee Butler, ex-ch]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/113/316192008_edf1cef0ee.jpg?v=0" alt="" width="413" height="392" /></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky">Noam Chomsky</a>, em artigo¹ sobre armas nucleares e crise ambiental, cita o general Lee Butler, ex-chefe do comando estratégico dos EUA, que antes foi um dos mais ávidos defensores da fé nas armas nucleares, e hoje declara que tais armas nos fizeram um mal imenso: ‘Com que autoridade sucessivas gerações de líderes nas potências nucleares usurparam o poder de ditar o destino da continuidade da vida no nosso planeta? E, mais recentemente, por que esta audácia de tirar o fôlego persiste, em um momento em que nós deveríamos estar tremendo em face de nossa loucura e unidos no compromisso de abolir suas manifestações mais mortíferas?’</p>
<p>É de conhecimento de todos a existência de armas capazes de deixar uma esteira de devastação sem precedentes e as iminentes crises ambientais que assolarão o planeta, muito embora sejam preocupações maiores para a maioria das pessoas as novelas produzidas pelos telejornais e juntar grana para pagar a prestação do carro. A insanidade, portanto, não é só daqueles que fazem as bombas nem dos caras que, talvez um dia, as lançarão sobre nós. No artigo, lê-se que, após o fim da União Soviética, o Pentágono avalia que o ambiente internacional evoluiu de um ‘ambiente rico em armamentos’ para um ‘ambiente rico em alvos’ e comenta documentos produzidos por especialistas dos EUA que consideram como armas de guerra o abuso do poder de controle das finanças internacionais.</p>
<p><img class="alignright" style="float:right;" src="http://farm2.static.flickr.com/1348/1470902823_4a5145322e.jpg?v=0" alt="" width="282" height="388" /></p>
<p>Portanto, não obstante as transformações que sofrem as formas de fazer as guerras e os motivos das matanças e conflitos, sempre haverá alvos, e hoje os alvos somos nós. - Se pensarmos o mundo com seus idiotas no poder, suas tensões de todas as ordens, seu esgotamento ambiental progressivo e suas armas com poder de destruição global, não somos mais do que alvos que sonham.</p>
<p><span style="color:#888888;">1. Artigo transcrito no jornal A Tarde neste domingo dia 5.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Professor Manta quer ganhar o Nobel*?]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=196</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 21:13:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
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<description><![CDATA[Trechos da matéria sobre as declarações do professor da Faculdade de Medicina da Universidade Fed]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Trechos da matéria sobre as declarações do professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Antonio Natalino Manta Dantas, publicadas no <a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI2858408-EI8266,00.html">portal Terra:</a></p>
<blockquote><p>O professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Antonio Natalino Manta Dantas, atribui ao <em>'baixo QI dos baianos'</em> a nota 2 obtida pelo curso no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).</p></blockquote>
<blockquote><p><em>Pode estar havendo uma contaminação das cotas e influência da transformação curricular nesse resultado</em>.</p></blockquote>
<blockquote><p>Ainda na entrevista, Dantas afirmou que a tradicional percussão do Olodum é um '<em>barulho</em>' e que um dos símbolos da Bahia, o berimbau, é um instrumento para pessoas pouco inteligentes. '<em>O berimbau é o tipo de instrumento para o indivíduo que tem poucos neurônios. Ele tem uma corda só e não precisa de muitas combinações musicais</em>', disse.</p></blockquote>
<p>Vê-se que o professor Manta, <strong>baiano e formado na UFBA</strong> em 1960, é daqueles cuja vida prática não contradiz as opiniões. O professor recorre a simplificada idéia numérica de QI – <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/QI">Quociente de Inteligência</a> – para acusar a suposta inferioridade dos baianos. Um erro científico básico: conceitos de raça e de inteligência não são claros na Biologia moderna e não há motivos científicos para pregar diferenças de nível de inteligência entre grupos distintos.</p>
<p>É comum que gente equivocada incorra em falácias – conscientes ou não – favorecendo certos grupos frente a outros segundo aspectos culturais e não relacionados a inteligência. Declarações como as do professor Manta não sinalizam apenas ignorância, são perniciosas, não obstante sejam também risíveis, e seu efeito deve ser a destruição de sua própria reputação, supondo que ele tenha alguma. O professor Manta incorre em velhos erros históricos, talvez, para ganhar o Prêmio Nobel*?</p>
<p>Sobre o berimbau, <strong>Tom Zé</strong> dá uma <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2858117-EI6594,00.html">resposta esclarecedora</a>, apesar de evidente para quem tem o mínimo de percepção de mundo...</p>
<p><span style="color:#888888;">* Referência as declarações do biólogo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Watson">James Dewey Watson</a> – ganhador do prêmio Nobel –  que declarou estar "inerentemente pessimista quanto às perspectivas da África" porque "todas as nossas políticas sociais estão baseadas no facto de que a inteligência deles é a mesma que a nossa – enquanto que todos os testes dizem que não é assim".<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um papo esquecido sobre religião]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=193</link>
<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 21:46:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
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<description><![CDATA[
foto do Flickr de bachmont
Dia desses, numa discussão desinteressada, defendi que, não obstante a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2387/2363815661_db19acdc9f.jpg?v=0" alt="" /></p>
<p style="text-align:center;">foto do Flickr de <strong><a title="Link para a galeria de bachmont" href="http://www.flickr.com/photos/bachmont/"><strong>bachmont</strong></a></strong></p>
<p>Dia desses, numa discussão desinteressada, defendi que, não obstante a importância da Religião para o homem, o religioso em si é – considerando nossa cultura cristã ocidental – alguém de alma degradada e auto-mutilada. Argumentei que uma Religião autêntica teria que ser contracultural em essência – como o foi o cristianismo em suas origens –, pois nossa cultura cristã ocidental estabelecida já não respeita o sagrado, nem as tradições – tudo, agora, é muito fluido e mutável; o nosso ‘Deus’ é hoje um conceito vago pronto para se dissolver numa ‘força vital’ ou ‘consciência superior’; a Igreja Católica é uma instituição sem lugar, mais preocupada com seus efeitos terrenos do que com o outro mundo que prega, nos fazendo crer que Deus foi feito para a Igreja, e não o contrário; e as seitas pentecostais, como a Igreja Universal e afins, representam o que há de mais selvagem no quesito intolerância e manipulação e também ignorância, marcadas por uma tal sede de dominação do mundo e das pessoas que resultou numa das crenças mais ferozmente pretensiosas de nossos tempos.</p>
<p>Na mesma discussão, disse ainda, levianamente, que igrejas teriam sempre uma atmosfera mórbida e doentia – cada fiel levaria consigo ao lugar os seus demônios e tentaria sufocá-los a todo custo, mesmo que inadvertidamente – e por isso mesmo da forma mais perigosa.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Humanidade desistida]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=191</link>
<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 21:42:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
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<description><![CDATA[
foto do Flickr de Mabar
A humanidade, apesar de grandiosa em alguma medida, sempre foi horrenda! As]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://farm1.static.flickr.com/163/361410104_e585f172bf.jpg?v=0" alt="" width="386" height="260" /></p>
<p style="text-align:center;">foto do Flickr de <strong><a title="Link para a galeria de Mabar" href="http://www.flickr.com/photos/mabar/"><strong>Mabar</strong></a></strong></p>
<p>A humanidade, apesar de grandiosa em alguma medida, sempre foi horrenda! As mais negativas características de nossa época – como o fascismo, o nacionalismo, a corrupção, a intolerância religiosa – são também de todas as épocas. Vê-se mais comumente hoje, entretanto, a ascensão dos idiotas, os estúpidos no poder. A juventude hoje é velha e conservadora – os jovens medem a vida a partir de coisas sem importância, dedicam a vida ao desejo utilitário e à busca insossa de comodidade financeira e de um artificial, frágil e mesquinho status social, em qualquer esfera ou classe social (exceto aqueles que encontram no crime e na violência a forma desesperada de existir). A vida dos jovens atuais os tornam tolos e desinteressantes, e a sua falta de curiosidade e de ousadia perante outros aspectos da vida menos superficiais e os preconceitos de todos os tipos escondem um rancor secreto contra o mundo.</p>
<p>Àqueles que agora sentem que pisam num chão que lhe desagrada, resta-lhes ser sua própria fonte de experiências e ver um mundo diferente, ainda que sozinhos – sob o brilho solar de uma vida que desponta a cada amanhecer, a cada movimento... a cada onda que irrompe do mar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Arte e cultura livres]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=190</link>
<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 17:14:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=190</guid>
<description><![CDATA[
foto do Flickr de Bluelinestudio.it
A indústria [termo que vem se tornando cada vez mais antipáti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2272/1498901360_ef829a4537.jpg?v=0" alt="" width="344" height="229" /></p>
<p style="text-align:center;">foto do Flickr de <a title="Link para a galeria de Bluelinestudio.it" href="http://www.flickr.com/photos/delemir/"><strong>Bluelinestudio.it</strong></a></p>
<p>A indústria [termo que vem se tornando cada vez mais antipático] viciou de tal forma algumas dinâmicas sociais que geram maus costumes até mesmo naqueles que deveriam dela estar livres – como é o caso de muitos artistas. Creio que o artista deve subverter todas as relações que não sejam favoráveis à arte, mas o que se vê, quase sempre, é o contrário: a indústria subverte os artistas, e estes atuam segundo interesses da indústria [interesses que passam a ser também os seus quando a sua motivação passa a ser mormente de natureza comercial].</p>
<p>Não é difícil imaginar, mesmo para os diletantes, o quanto são restringidas as possibilidades de desenvolvimento de diversos tipos de arte (especialmente do cinema) quando a motivação dos produtores é predominantemente comercial. Não é preciso ser escritor para perceber o quanto a literatura padece com a motivação comercial - ‘É difícil para os escritores não medir o próprio mérito pelos direitos autorais, e quando os livros de má qualidade podem trazer boas compensações pecuniárias é necessário muita firmeza de caráter para produzir bons livros e continuar pobre’, escreveu <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell">Bertrand Russel</a> em <a href="http://www.esextante.com.br/publique/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/principal/view_0002.htm?editionsectionid=2&#38;infoid=429&#38;user=reader">1935</a>. É evidente que tal situação não se aplica somente aos escritores, e que direitos autorais, no caso, implicam não só em reconhecimento [que é necessário], mas em dividendos cujas proporções, normalmente, são estabelecidas pelas empresas intermediárias entre autor e público.</p>
<p>Embora a internet, ainda que de forma experimental e caótica, elimine a necessidade de tal intermediário [visto que qualquer um pode publicar sua obra diretamente], é claro que critérios devem ser considerados - afinal, artista não é quem apenas publica algo, mas quem produz arte e a publica [pessoalmente, penso que publicar um livro deve ser, sim, possível, mas também um tanto de dificuldade não faria mal – pois exigiria alguma determinação e vontade do autor para publicar a sua obra, demonstrando que acredita nela, confiando que tem algo de valor a expressar]. Contudo, sei o quanto a dinâmica anárquica da internet é fundamental para a difusão da cultura e do conhecimento, indo de encontro a 'ditadura do intelectual' e <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/22/o-culto-do-amador/">ao elitismo reivindicado, porém não praticado</a> de alguns espíritos draconianos – e não é a toa que a rede [que cresce a cada dia em volume de conteúdo - qualquer conteúdo - e participação de pessoas] incomode tanto as indústrias que fizeram fortuna e poder com a arte e a cultura, especialmente as fonográfica e cinematográfica – os setores mais afetados pela <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/16/voce-e-um-corsario-sanguinario-assassino-e-ladrao/">pirataria</a>. Aliás, com o surgimento de tecnologias como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P2P">P2P</a>, os prejuízos dessas indústrias foram tão gritantes e deseperadores que ensejaram um fenômeno interessante: as empresas agridem seus próprios clientes acusando-os de bandidos – e não é raro ver artistas agredindo seu próprio público a mando dos donos das empresas as quais se rendem, comparando o ato de baixar um vídeo ou uma música na internet a um roubo de carro ou coisa que o valha. A questão dos direitos autorais, claro, deve ser amplamente discutida – afinal o artista precisa sobreviver  e ser reconhecido e até recompensado – mas não apenas sob a ótica da indústria, afinal, <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/20/12/">os tempos mudam....</a></p>
<p>Em suma, pelo menos para os artistas, é hora de resgatar a arte como arte, e esperar dela resultados como tal. É preciso ter claro que mesmo que toda a indústria em torno da cultura e da arte ruam e desabem, a arte permanece, desde que permaneçam as pessoas e, claro, os artistas. A arte não precisa da indústria, seja esta da esfera pública ou privada. Precisa, sim, de públicos – e começam a surgir outras formas de alcançá-los que prescindem da sujeição do artista aos donos da indústria. Novos modelos de negócios surgem e novas formas de propriedade intelectual mais flexíveis - como a licença <a href="http://www.creativecommons.org.br/">Creative Commons</a> - que estimulam a livre troca de idéias e a livre e dinâmica circulação de obras autorais. Já é um começo. Cabe aos artistas revisarem seus objetivos quando necessário, e ousarem descobrir e experimentar - e arriscar - novas possibilidades de difusão de seus trabalhos.</p>
<p>Por Fabricio Kc</p>
<p>P.S. A internet faz surgir novos modelos de negócios também no âmbito artístico-cultural como exemplificou a  banda inglesa <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Radiohead">Radiohead</a>, que disponibilizou em <a href="http://www.radiohead.com/deadairspace/">seu site</a> o album <em>Rainbow</em> para download, deixando a critério dos fãs definir quanto pagaraiam por ele.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem tem medo da internet? - privacidade e anonimato: questão de liberdade fundamental]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/03/10/quem-tem-medo-da-internet-privacidade-e-anonimato-questao-de-liberdade-fundamental/</link>
<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 21:01:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/03/10/quem-tem-medo-da-internet-privacidade-e-anonimato-questao-de-liberdade-fundamental/</guid>
<description><![CDATA[Recomendo a leitura da entrevista com o ensaísta e crítico cultural americano Lee Siegel, concedid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="right">Recomendo a leitura da <a href="http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2008/03/02/ali-1.93.19.20080302.7.1.xml">entrevista com o ensaísta e crítico cultural americano Lee Siegel</a>, concedida à jornalista Lúcia Guimarães, no Estadão (domingo,  2 março de 2008). Siegel é um nova-iorquino polêmico, autor de livros como <i>Love and other games of change</i> (2004), <i>Not Remotely Controlled</i> (2007) e <i>Against the Machin</i>e (2008). Apresento alguns argumentos de Siegel, e depois teço críticas pontuais - pois não dá pra concordar com tudo. A entrevista foi sobre este último livro, cujo argumento central:</p>
<div align="right">
<blockquote><p><b>'é que a internet veio acelerar uma tendência cultural preexistente - o fato de que nunca na história o indivíduo foi tão elevado acima da sociedade, e satisfazer o próprio desejo tornou-se mais importante do que equilibrar os relacionamentos com o outros.'</b></p></blockquote>
</div>
<p align="right">Embora Siegel enfatize que não é contra a internet, acha que a tecnologia deve ser usada com cuidado: 'ela deve amplificar nosso humanismo, não nos desumanizar'. Entre uma e outra crítica mais ou menos pertinente, declara-se muito incomodado com o anonimato na rede e defende que:</p>
<div align="right">
<blockquote><p><b>'na cultura, chegamos à ditadura do proletariado que Marx queria ver na economia e felizmente não aconteceu. As vozes mais irresponsáveis, mais barulhentas e agressivas estão erodindo a autoridade do jornalismo tradicional - é o igualitarismo antidemocrático. Vivemos um clima de hostilidade ao mérito e ao talento que destaca certas pessoas.'</b></p></blockquote>
</div>
<p align="right">Sobre <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/11/traducao-para-o-portugues-do-livro-free-culture-de-lawrence-lessig/">Lawrence Lessig</a> - um dos fundadores do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Creative_Commons">Creative Commons</a> e um dos maiores defensores da Internet livre - Siegel diz que:</p>
<div align="right">
<blockquote><p><b> 'é um cara divertido. Tenho certeza de que é um advogado competente, mas quando começa a falar de cultura, fica engraçado. Ele confunde o que a democracia permite com o que permite a existência da democracia, um mecanismo político e não cultural.'</b></p></blockquote>
</div>
<p class="tj">&#160;</p>
<p class="tj"><img src="http://fabriciokc.wordpress.com/files/2008/03/peixe.thumbnail.jpg" alt="Liberdade" align="right" height="112" width="149" />Penso que a internet é um novo fenômeno para o qual teremos que inventar novas regras. É uma infoesfera global onde todos temos voz e ouvimos uns aos outros - anônimos ou não. Proibir o anonimato é, necessariamente, violar a privacidade. Críticos conservadores vêem no <span class="hlhilite">anonimato</span> um mecanismo propício para salvaguardar <i>crackers</i>, caluniadores, terroristas e pedófilos -  ameaças terríveis, decerto. Porém, cercear a liberdade de todos - negando o direito à privacidade na internet - para evitar tais  criminosos é ainda mais terrível. É preciso evitar a impunidade,  mas é imprescindível  não criminalizar a rede, e cuidarmos para que  argumentos  reacionários não  acabem servindo  àqueles que almejam o controle das velhas estruturas de poder. Se a  privacidade for considerada ilegal, somente  os criminosos farão uso dela.</p>
<p class="tj">Quanto a 'hostilidade ao mérito', não vejo como um problema da internet, mas sim dos profissionais que reclamam mérito sem merecê-lo, reclamam elitismo sem praticá-lo. Não creio que mérito e qualidade sejam monopólio do jornalismo tradicional, tampouco que grandes estruturas e dinheiro garantam 'autoridade'.</p>
<p class="tj">Por fim, não ignoro que muitos exemplos de agressividade, estupidez e crimes infestam a internet, amparados precisamente na liberdade e no anonimato. Mas numa infoesfera global, povoada com todo tipo de gente que diverge em valores, em opiniões e mesmo em capacidade, os excessos devem ser limitados pelo civismo e os crimes devem ser punidos pela Lei. - E não havemos de querer impor o 'civismo' nem abrir mão de nossa liberdade cedendo-a aos criminosos.</p>
<p class="tj">Não raro, para muitos, a liberdade é coisa assustadora...  Mesmo livres, clamam pelo barulho de arrastar de correntes...</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Guerra descamisada]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/03/07/153/</link>
<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 14:01:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/03/07/153/</guid>
<description><![CDATA[A imagem mostra uma lista de chamadas sobre a &#8216;crise andina&#8217;, captada no portal G1 (curi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://fabriciokc.wordpress.com/files/2008/03/war1.jpg" alt="Chamadas sobre o conflito andino - G1" align="left" height="482" width="241" />A imagem mostra uma lista de chamadas sobre a 'crise andina', captada no portal G1 (curiosas a primeira e a última, não?). Não quero opinar sobre as Farc nem sobre Hugo Chávez, tampouco sobre o conflito em questão (pois, para fazê-lo, teria que, além de me basear na imprensa, incorrer em inevitáveis estupidezes ideológicas). Limito-me a tecer um breve comentário estimulado por toda essa picuinha narcótica:</p>
<p>Creio que poucos lamentaram a morte de Raul Reyes, posto que se tratava de um terrorista. O terrorismo é um crime cruel, e não nos parece mal que tais criminosos sejam eliminados, embora esqueçamos que os terroristas de uns são, para outros, guerreiros da liberdade. Tal definição é, quase sempre, ideológica.</p>
<p>Eu, particularmente, me choco menos com o terrorismo do que com as mortes e assassinatos cotidianos e corriqueiros que assolam as favelas brasileiras. Acostumamo-nos a pensar que favela é zona de guerra, e um jovem pobre que lá morre é uma vítima natural das circunstâncias. Estranho e chocante seria um jovem branco morrer baleado quando estava indo, de carro, ao shopping...</p>
<p>Já estamos em guerra Fidel! A guerra aqui é cotidiana. É brutal. Porém é parda e descamisada - tolerada desde que não se fechem os shoppings centers e não impeçam uma prainha no fim de semana...</p>
<p>Já não é nobre ser soldado – ter que morrer por petróleo ou por interesses de grupos econômicos e políticos. Já não é nobre ser guerrilheiro e querer perenizar a guerrilha como mera forma de poder. De um ponto de vista humano, livre da mediocridade, ignorância e hipocrisia habituais, livre da moralidade laica ou religiosa e da futilidade conveniente e acomodada, é mais digno, infelizmente, ser um traficante de fuzil na mão do que um babaca sentado à mesa de um bom restaurante, que critica o crime e a violência e glorifica o capitão Nascimento.</p>
<p>Por Fabricio Kc</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Imperialismo brasileiro]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=148</link>
<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 14:51:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=148</guid>
<description><![CDATA[
foto do Flkcr de Daquella manera
&nbsp;
O Gusmão me indicou uma breve e muito boa entrevista com o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img src="http://fabriciokc.wordpress.com/files/2008/03/imperialismo.jpg" alt="Imperialismo" height="257" width="297" /></div>
<div style="text-align:center;">foto do Flkcr de <b><a href="http://www.flickr.com/photos/daquellamanera/" title="Link para fotos de Daquella manera"><b>Daquella manera</b></a></b></div>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p>O <a href="http://emiliogusmao.blogspot.com/">Gusmão</a> me indicou uma breve e muito boa entrevista com o historiador, escritor e jornalista Gilberto Maringoni, publicada em <a href="http://www.viomundo.com.br/radio/paraguai-sera-manchete-e-nao-por-causa-dos-sacoleiros/">podcast</a> por Luiz Carlos Azenha, no seu <a href="http://www.viomundo.com.br/">Viomundo</a>.</p>
<p>Maringoni fala sobre as eleições que ocorrerão no Paraguai nas próximas semanas, comentando o contexto histórico do cenário político naquele país cuja importância é tão negligenciada por aqui. Interessante saber, por exemplo, que, segundo o historiador, cerca de 40% da população do Paraguai é filiada ao Partido Colorado, entidade que controla o país há 60 anos e constitui hoje uma máquina tão entranhada no Estado que é difícil ser cidadão sem ser partidário. E também que, entre os candidatos à presidência está Fernando Lugo - ex-bispo ligado a Teologia da Libertação – que uniu uma ampla frente política que se estende da extrema esquerda até o centro, prometendo realizar a reforma agrária e ‘financiar programas sociais cobrando mais caro pela energia elétrica produzida em Itaipu e consumida pelo Brasil’. O programa de Lugo visando a justiça social, portanto, atinge sérios interesses brasileiros, especialmente em relação ao ‘<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Itaipu">Tratado de Itaipu</a>’, firmado na década de 70 entre os dois países, mas que hoje beneficia muito mais o Brasil do que o Paraguai.</p>
<p>O chanceler brasileiro Celso Amorim, no entanto, <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2006/11/23/ult34u168676.jhtm">diz que o tratado é intocável</a>, embora seja legítima a reivindicação paraguaia. As condições do tratado aplicadas a atual conjuntura econômica favorece amplamente o Brasil, subvertendo-o numa forma de imperialismo por parte do país.</p>
<p>Questões como <a href="http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/2006/05/13/ult82u5893.jhtm">a nacionalização do Gás na Bolívia</a> e a de Itaipu – que ainda vai dar manchetes – expõem as difíceis contradições inerentes à questão da soberania nacional. Talvez seja necessário repensar o modelo, avançar na integração política sul-americana, construindo uma proteção menos rígida assentada em princípios mais razoáveis do que no <a href="http://www.renajorp.net/2006/05-bolivia.html">chauvinismo mentiroso da grande imprensa nacional</a>.</p>
<p>Ouça a entrevista (7 min.) no <a href="http://www.viomundo.com.br/radio/paraguai-sera-manchete-e-nao-por-causa-dos-sacoleiros/">Viomundo. </a></p>
<p>Por Fabricio Kc</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Inclusão digital e Cultura digital - não basta acessar, tem que compreender]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=133</link>
<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 16:04:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=133</guid>
<description><![CDATA[
foto do Flickr de gustavopicon
&nbsp;
O celular P2P (peer-to-peer), em fase de desenvolvimento pela]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2331/2256373705_39221cd6af.jpg?v=0" height="368" width="461" /></div>
<div style="text-align:center;">foto do Flickr de <b><a href="http://www.flickr.com/photos/gpicon/" title="Link para fotos de gustavopicon"><b>gustavopicon</b></a></b></div>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">O celular P2P (peer-to-peer), em fase de desenvolvimento pela empresa sueca TerraNet, pode, segundo <a href="http://samadeu.blogspot.com/2008/02/celular-p2p-pode-acelerar-incluso.html">Sérgio Amadeu</a>, acelerar a inclusão digital. Isso porque, com a nova tecnologia, ‘todo telefone celular passaria a ser um aparelho que além de transmitir e receber chamadas também poderia retransmitir o sinal de outros aparelhos’, sem torres, sem operadoras, podendo ainda ‘se conectar com um roteador Wi-Fi e enviar e receber seu sinal através do protocolo de Voz sobre IP, ou seja, utilizar o Skype, por exemplo.</p>
<p>A Samsung, por sua vez, anuncia que vem desenvolvendo uma nova tecnologia que será aplicada em conversores digitais (set-top-box) que ‘<a href="http://revistahometheater.uol.com.br/site/tec_noticias_02.php?id_lista_txt=4100">possibilitará exibir conteúdo da internet em televisores sem a necessidade de computador.’</a></p>
<p>A Google já oferece <a href="http://www.undergoogle.com/blog/2005/10/google-oferece-wi-fi-gratuto-so.html">Wi-Fi gratuito</a> em São Francisco, nos EUA, como início de um suposto enorme projeto que deverá abranger as maiores cidades do mundo – um plano para, quiçá, conquistar o universo.</p>
<p>O futuro da internet cintila e já nos atinge os olhos. As ameaças sobre as indústrias convencionais persistem agora com mais robustez, não mais como a primeira bolha especulativa que gerou impérios baseados no nada. Agora os negócios são de verdade!<br />
Muita coisa vai mudar.</p>
<p>Contudo, falamos muito de inclusão digital, de ampliação do acesso à rede mundial, e quase nada de ‘cultura digital’. Falamos do abismo digital entre quem tem e quem não tem acesso à internet. Mas não nos preocupamos ainda com o seu uso, com a exploração plena de suas possibilidades totais e com a enorme carência de cultura digital mesmo entre aqueles que acessam a rede regularmente. Gente que ‘usa’ a internet, mas não a pratica – que a utiliza como próteses do tipo de conteúdo típico da TV, como o culto as celebridades a o estímulo ao consumo.</p>
<p>A carência de cultura digital também atinge quem nos governa. A ignorância em relação à dinâmica da rede mundial produziu episódios que lançaram ao ridículo as estruturas de poder do Estado, como o caso do <a href="http://br-linux.org/linux/bloqueio-do-youtube-video-cicarelli">bloqueio do site Youtube</a>, e do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20908.shtml">projeto de lei proposto pelo Senador tucano Eduardo Azeredo</a>, que não vale nem sequer um comentário aqui. Quem carece de cultura digital não poderá governar.</p>
<p>Que venha o Google com o Wi-Fi gratuito, que os celulares P2P nos livrem das telecoms como as conhecemos hoje. Que a internet seja livre e de todos. <b>Mas que, sobretudo, as estruturas sejam descentralizadas; que a difusão do conhecimento e da cultura seja democratizada, universalizada; que tudo o que é sólido se desmanche no ar... Internet como potencial do compartilhamento do ‘conhecimento total’, não só acessível a todos, mas entendida por todos, compreendida em sua essência.</b></p>
<p>Por Fabricio Kc</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Um 'Nobre' jornalismo nos grilhões]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/02/22/um-nobre-jornalismo-nos-grilhoes/</link>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 16:02:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/02/22/um-nobre-jornalismo-nos-grilhoes/</guid>
<description><![CDATA[Dizia um argumento de Borges que &#8220;um homem de vontade forte manda outro, moralmente subjugado ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ibahia.globo.com/recursos/entrevistas/imgs/%7BCA3D7EB5-72DC-4BC2-8812-104730575694%7D_bmd_pn.jpg" align="right" height="144" width="206" />Dizia um argumento de Borges que "um homem de vontade forte manda outro, moralmente subjugado por ele, executar um ato. O que manda morre e o outro, até o fim de seus dias, continua executando aquele ato.'</p>
<p>Lembro de tal argumento toda vez que assisto <b>Patricia Nobre</b> apresentando o telejornal <a href="http://ibahia.globo.com/bahiameiodia/default.asp">Bahia Meio-Dia</a>, da TV Bahia. Há pessoas que mesmo libertas dos grilhões, ainda ouvem o já assimilado barulho do arrastar das correntes...</p>
<p><span style="font-weight:bold;">ATUALIZAÇÃO:</span> Este post foi motivado por uma entrevista (inútil), realizada pela jornalista, sobre a <a href="http://ibahia.globo.com/bahiameiodia/materias_texto.asp?modulo=2906&#38;codigo=169735">carência de UTIs nos hospitais públicos de Salvador</a>. O entrevistado foi alguém ligado a gestão da Saúde do Governo Wagner, e a entrevista não esclareceu a situação nem objetivou a informação, resultando num fraco ataque meramente político. - Nada pessoal, portanto, contra a jornalista.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desliga a TV e vai navegar!]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=129</link>
<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 20:09:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
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<description><![CDATA[
foto do Flickr de  daveynin
&nbsp;
Não tenho assistido TV, embora, nos últimos dias, o tenha feit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2075/2191334424_0b41a8affb.jpg?v=0" height="314" width="419" /></div>
<div align="center">foto do Flickr de  <a href="http://www.flickr.com/photos/daveynin/" title="Link para fotos de daveynin"><b>daveynin</b></a></div>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p>Não tenho assistido TV, embora, nos últimos dias, o tenha feito o suficiente para desconfiar de que a Rede Globo vem implementando uma <a href="http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20080221-316733,00.html">disfarçada campanha contra a internet.</a> Assisti diversas ‘reportagens’ sobre os riscos do ‘mal uso’ da internet por parte de adolescentes. As reportagens eram nitidamente dirigidas aos pais. – Chamo de ‘campanha disfarçada’ porque, embora as reportagens apresentem um tom informativo e educativo para os pais de adolescentes, elas não informam sobre a internet – apenas exibem os possíveis males resultantes do acesso ‘não-fiscalizado’.</p>
<p>Mas trata-se de um assunto óbvio! Grandes grupos empresariais de mídia e também políticos vêem com receio a disseminação do acesso livre a internet – e parecem sempre dispostos a estrangular a rede, com o intuito de domá-la, tentando reduzi-la a mera extensão da programação da TV.</p>
<p>Uma vez mais os donos do negócio demonizam uma nova tecnologia que está (in)surgindo! Que a internet, como qualquer ambiente, pode trazer problemas – todos nós sabemos. Contudo, querem que pais de adolescentes confundam prazer, ou uma mera atividade cultural, com uma perigosa enfermidade. Uma coisa é o uso da internet, outra coisa é a dependência. Quem confunde uma coisa com outra é o verdadeiro doente.</p>
<p>Fica a pergunta: a Rede Globo e demais emissoras de TV se atreveriam a difamar assim outras atividades culturais praticadas com entusiasmo por adolescentes, tipo: ler um livro; ou passar horas PASSIVAMENTE DIANTE DA TELEVISÃO?</p>
<p><a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/08/navegar-e-preciso-tv-digital-nao-e-preciso/">Desliga a TV e vai navegar!</a></p>
<p>Por Fabricio Kc</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Democracia sem povo]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/02/15/democracia-sem-povo/</link>
<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 15:43:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/02/15/democracia-sem-povo/</guid>
<description><![CDATA[Aplicada aos dias de hoje, julgo de ambragência apenas parcial a invectiva de Carlyle: &#8216;a dem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Aplicada aos dias de hoje, julgo de ambragência apenas parcial a invectiva de Carlyle: '<i>a democracia é o desespero de não encontrar heróis que nos dirijam</i>' (1843). O 'povo' ainda busca heróis, por isso a palavra 'povo' é a mais pronunciada pelos políticos pretensos e de carreira. <b>Contudo, cada professor primário poderia ser um herói de verdade se ensinasse a seus alunos a arte de ler com incredulidade os jornais (e toda a mídia) e a prudência de desconfiar da esperança quando tal palavra é citada em discursos, sejam estes políticos ou midiáticos.</b> Assim, seria menos difícil perceber que 'democracia' só é <i>desespero</i> na medida em que não a aplicamos de forma essencial. - O povo, nesta democracia carnavalesca que vivemos hoje, é o ator principal que, aos trancos e barrancos, entre o samba, o mijo e a cachaça, faz da sua festa a alegria de alguns, e acredita que faz também a sua. Mas numa época anti-racional como a nossa, 'crer' talvez seja o mais importante, <b>mesmo que vivamos num quase caos enfeitado com urnas eletrônicas.</b></p>
<p>Por Fabricio kc</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Internet: uma rede vulnerável]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/02/11/internet-uma-rede-vulneravel/</link>
<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 14:51:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/02/11/internet-uma-rede-vulneravel/</guid>
<description><![CDATA[
Foto do Flickr de Tub Gurnard
&nbsp;
Em janeiro último, uma avaria nos cabos submarinos no mediter]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img src="http://farm1.static.flickr.com/193/513745984_c1730fefa2.jpg?v=0" height="421" width="316" /></div>
<div align="center">Foto do Flickr de <a href="http://www.flickr.com/photos/tubgurnard/" title="Link para fotos de Tub Gurnard"><b>Tub Gurnard</b></a></div>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Em janeiro último, uma <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u368495.shtml">avaria nos cabos submarinos</a> no mediterrâneo deixou parte do Oriente Médio, da Índia e do Egito sem Internet. Há informações que os danos foram causados acidentalmente pela âncora de um navio, perto de Alexandria. O ocorrido evidencia a extrema fragilidade da rede mundial, que funciona a partir de um punhado de cabos submarinos, relativamente vulneráveis, cujos eventuais danos geram conseqüências globais.</p>
<p class="MsoNormal">Não se pode ignorar a possibilidade de que os cabos submarinos se tornem, no futuro, alvos do terrorismo, afinal, são pontos estratégicos de fundamental importância. – Os cabos não são tão difíceis de atacar se são tão vulneráveis a acidentes. A internet é poderosa e infinita, porém frágil.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cultura cínica]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/01/26/113/</link>
<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 23:18:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/01/26/113/</guid>
<description><![CDATA[Escrevo este post sob o ponto de vista, claro, de um cidadão formado em Comunicação Social e usu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><i>Escrevo este post sob o ponto de vista, claro, de um cidadão formado em Comunicação Social e usuário de internet, apenas, sem qualquer autoridade, portanto, a não ser a da liberdade de expressão.</i></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://farm1.static.flickr.com/119/304036241_15f8eb8fba.jpg?v=0" height="339" width="365" /></div>
<div style="text-align:center;">Foto do Flickr de <a href="http://www.flickr.com/photos/payalvora/304036241/">ReefRaff</a>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
</div>
<p>O filme ‘<b>O meu nome não é Johnny</b>’, da Globo Filmes, tem patrocínio de empresas públicas como Petrobras, BNDES e Banco do Brasil, entre outras. Não assisti o filme e não cabe a mim julgar sua qualidade, mas, antes, lançar um olhar sobre o cinismo que impera no cenário cultural do país, considerando sobretudo as esferas política e empresarial envolvidas na regulamentação da produção e distribuição de produtos culturais audiovisuais.</p>
<p>É cinismo uma empresa privada financiar produtos culturais com dinheiro público (isenção fiscal), mas é algo brutal empresas públicas (empresas cujo controle majoritário é do Estado brasileiro) financiarem empresas privadas (como a Globo Filmes) que, como se não bastasse, amortizam o investimento (da grana pública!!) através da bilheteria paga pelo público. – (O caso do filme ‘Dois filhos de Francisco’, todo pago com dinheiro público e com inserções publicitárias do Bradesco – com a logomarca atual numa época em que ela nem existia – em cenas do filme chega a ser uma agressão).</p>
<p>A Globo noticiou o filme ‘O meu nome não é Johnny’ em todos os seus veículos de todas as formas. Jornais, revistas e programas de TV fizeram do assunto manchete noticiosa. É preciso democratizar a produção, mas é impossível diversificar o conteúdo, portanto, sem pulverizar também a distribuição. Por isso suponho que a internet, com o desenvolvimento da IPTV – e quando tivermos banda larga no Brasil – <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/08/navegar-e-preciso-tv-digital-nao-e-preciso/">tornará obsoleta a incipiente TV Digital.</a> O Youtube é hoje o maior difusor de microproduções independentes, e isso é um fato consumado. Os governos deveriam ocupar-se de tornar esse cenário produtivo e favorável à democratização da produção de cultura e comunicação, pensando e desenvolvendo estratégias públicas de difusão cultural. A revolução da informação está acontecendo, feita por nós, e também a nossa revelia – mas também a revelia do ‘Poder”.</p>
<p>Revoluções trazem novos modelos, e os novos modelos de mercados da informação, da comunicação e da cultura precisam ser regulamentados. Contudo, muitas vezes são os políticos – que não entendem nada do que não seja política – que formulam propostas de regulamentação, e mesmo que especialistas e representantes da sociedade civil participem das discussões, a decisão é sempre dos políticos, que não são especialistas em nada que preste. Agências Reguladoras de Estado são confundidas com Agências Reguladoras de Governo – é cada vez maior a ‘politização’ de setores cujas gerências caberiam mais adequadamente a especialistas técnicos. Em suma, os modelos são decididos e geridos sem o necessário ‘conhecimento’.</p>
<p>A pirataria é, assim, a regulação mais ética e democrática do mercado cinematográfico e fonográfico, por exemplo. Todos nós sabemos que, quando está muito claro que uma lei já não serve à sociedade, é preciso transgredi-la já, e não esperar que ela seja mudada por políticos e lobistas. O que é feito com dinheiro público deve ser acessível ao público, e esse público é ‘todo mundo’, esse público é ‘qualquer um’.</p>
<p><b>Por <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/about/">Fabricio Kc</a></b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ Sob o domínio dos idiotas: os games 'Counter-Strike' e 'EverQuest' estão proibidos no Brasil]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/01/19/counter-strike-e-everquest-estao-proibidos-no-brasil/</link>
<pubDate>Sat, 19 Jan 2008 03:43:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/01/19/counter-strike-e-everquest-estao-proibidos-no-brasil/</guid>
<description><![CDATA[Os jogos &#8216;Counter-Strike&#8216; e &#8216;EverQuest&#8216; estão proibidos no Brasil.
A decis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://fabriciokc.wordpress.com/files/2008/01/001072.jpg" title="001072.jpg"><img src="http://fabriciokc.wordpress.com/files/2008/01/001072.thumbnail.jpg" alt="001072.jpg" align="right" height="165" width="145" /></a>Os jogos '<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Counter-Strike">Counter-Strike</a>' e '<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/EverQuest">EverQuest</a>' estão proibidos no Brasil.</p>
<p>A decisão foi proferida pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais e publicada no <a href="http://www.procon.go.gov.br/procon/detalhe.php?textoId=001072">site oficial </a>do Procon/GO, considerando que "os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais". (<a href="http://jogos.uol.com.br/pc/ultnot/2008/01/18/ult182u7954.jhtm">Folha Online)</a></p>
<p>_______</p>
<p>É estarrecedora a ignorância dos magistrados que dedicam tanto tempo e energia para nos proteger de terríveis ameaças sociais como os – videogames! O curioso é que a preocupação se restringe aos <i>games</i> - livros e filmes repletos de carnificinas e homicídios sanguinolentos não devem representar, segundo a lógica de tais protetores, o perigo de formar assassinos em série. Deduz-se que o problema não está no conteúdo, mas na forma: para eles, a interatividade dos <i>games</i> produz máquinas de matar. Ignorância descabida e perigosa: interatividade não mata nem faz matar, nem tampouco jogar videogame é coisa que transforma a mente e os valores de um indivíduo, tornando-o um sanguinário ultraviolento – games divertem, apenas isso.</p>
<p>Não desprezo o imenso impacto dos <i>games</i> na cultura e na sociedade. Seus efeitos devem ser estudados à luz do conhecimento, e decisões judiciais devem ser tomadas a partir do bom senso, e não do preconceito e da desinformação. É preocupante que tais juízes nos representem enquanto sociedade. No ano passado, o <b>youtube</b> foi bloqueado no Brasil por conta de uma inominável, absurda e inócua decisão de um juiz que prefiro não adjetivar. Tais magistrados são os responsáveis por decidir sobre os destinos e limites dos cidadãos  e da sociedade como um todo. São indícios da marca de nossa era: <b>a ascensão social dos idiotas. </b></p>
<p>Trata-se de um ataque a liberdade de expressão, como defende o <a href="http://samadeu.blogspot.com/2008/01/ataque-liberdade-de-expresso-juiz-quer.html">Sérgio Amadeu</a>. Julgar que uma atividade lúdica é causa de um comportamento patológico é, no mínimo, triste!</p>
<p><b>Por <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/about/">Fabricio Kc</a></b></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Juventude: utopia em trinta segundos]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/01/17/juventude-em-trinta-segundos/</link>
<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 21:00:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/01/17/juventude-em-trinta-segundos/</guid>
<description><![CDATA[
Foto do Flickr de ClareMarie

Não sei se o mundo está degenerando, nem me é lícito acusar os jo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img src="http://farm1.static.flickr.com/32/39342422_be65c1af97.jpg?v=0" height="442" width="332" /></p>
<pre>Foto do Flickr de <a href="http://www.flickr.com/photos/claremarie/">ClareMarie</a></pre>
</div>
<p class="MsoNormal">Não sei se o mundo está degenerando, nem me é lícito acusar os jovens de hoje por não pensarem no futuro (a não ser naquele imediato, seu, não do mundo). As atuais expressões culturais e estilos de vida e comportamento dos jovens já não representam a mudança, muito menos a contestação, esta que aparece mais como teatro no panorama do consumo. A juventude perdeu beleza...</p>
<p class="MsoNormal">Em maio de 68 os estudantes insurretos de Paris sonhavam: ‘<i>quando penso na revolução, quero fazer amor</i>’. Hoje, quarenta anos depois, a juventude - acalentada pelo consumo fácil de artigos de moda e de artes comerciais – já não acredita na realidade de seus próprios desejos. Vivemos num mundo que está mais em colapso do que em crise, cheio de injustiças e de violência, repleto de armas, e, contudo, o jovem hoje baseia e alicerça toda a sua vida, todo um projeto de existência, num planejamento automático dirigido unicamente à formação profissional e à ascensão social e financeira. O capital é a autoridade da qual ninguém desconfia, tampouco questiona.</p>
<p class="MsoNormal">Mesmo em 68, as declarações e anseios eram essencialmente subjetivos: ‘anúncios públicos de sentimentos e desejos privados’ (HOBSBAWM, 1994). Já denotavam, portanto, uma crescente desconfiança nas organizações políticas quando não a sua completa rejeição. De lá para cá, vida e juventude se confundiram. ‘Heróis’ - Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain - foram vitimados por um estilo de vida fadado à morte precoce. Guerras acabaram e outras começaram. Novas tecnologias transformaram ainda mais o cotidiano, diminuíram as distâncias e comprimiram o tempo... mas os jovens, mesmo com toda a História desse breve intervalo de quarenta anos, não são, hoje, mais do que milhares de peões nos tabuleiros do capitalismo, condicionados a se tornarem gerentes nas bases do sistema que nos resta. <b>A vida inteira cabe nos trinta segundos da propaganda da TV.</b></p>
<p class="MsoNormal">Não houve a revolução! não ruíram os países, tampouco as estruturas de poder. Talvez, ao longo desses últimos anos, dos quais vivi quase trinta, a única coisa que aparenta estar ruindo de verdade é o ‘humano’...</p>
<p class="MsoNormal">Mas sempre teremos Paris...</p>
<p class="MsoNormal"><b>Por <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/about/">Fabricio Kc</a></b></p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[A Microsoft está assistindo você]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/01/07/a-microsoft-esta-assistindo-voce/</link>
<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 15:35:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2008/01/07/a-microsoft-esta-assistindo-voce/</guid>
<description><![CDATA[




A revista Carta Capital noticia que a Microsoft quer oferecer (comercializar) informações pes]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"></div>
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<div style="text-align:center;"><img src="http://www.peaceproject.com/graphics/postcards/PC20.jpg" height="346" width="245" /></div>
<p>A revista <a href="http://www.cartacapital.com.br/2007/07/459/o-201cgrande-irmao201d-da-publicidade">Carta Capital noticia</a> que a Microsoft quer oferecer (comercializar) informações pessoais de telespectadores (de TV mesmo!) para uso publicitário. A empresa americana propõe métodos, baseados em aparatos de alta tecnologia acoplados ao aparelho de TV, para captar - chamemos assim - dados muito específicos do indivíduo sentado em frente à tela. As informações seriam repassadas a publicitários, ajudando-os a criar campanhas personalizadas para cada usuário.</p>
<p>Carta Capital informa que a "<a href="http://www.eff.org/">Elec<span class="highlightedSearchTerm">t</span>ronic Fron<span class="highlightedSearchTerm">t</span>ier Founda<span class="highlightedSearchTerm">t</span>ion</a> (EFF), organização americana compos<span class="highlightedSearchTerm">t</span>a de advogados e que defende 'a liberdade no mundo digi<span class="highlightedSearchTerm">t</span>al', agiu con<span class="highlightedSearchTerm">t</span>ra o Google em caso semelhan<span class="highlightedSearchTerm">t</span>e e <span class="highlightedSearchTerm">t</span>em o novo sis<span class="highlightedSearchTerm">t</span>ema da Microsof<span class="highlightedSearchTerm">t</span> na mira".</p>
<p>Trata-se de uma nova e perigosa idéia da Microsoft, cujo potencial de opressão é aterrador. A princípio, a empresa alega que haverá limites no uso das informações, mas a história nos mostrou que conhecimento é poder, e todo poder quer mais conhecimento e informações.</p>
<p>Empresas como Google e Microsoft dispõem de um poderoso banco de informações de cada usuário de sistemas operacionais e serviços online. Se um internauta estiver logado em um serviço de busca, por exemplo, os termos digitados em cada busca podem ser relacionados diretamente ao perfil do usuário cadastrado nos bancos de dados da empresa fornecedora do serviço.</p>
<p>A dúvida é: têm tais empresas o direito de utilizar as informações dos usuários como queiram? - É certo que a internet amplia a nossa liberdade, mas também pode se converter em geradora de eficientes ferramentas de opressão. A privacidade é um direito humano fundamental e tal grau de violação é uma ameaça que não deve ser tolerada. O objetivo da Microsoft, no caso, é o marketing dirigido - mas nós, simples mortais, não podemos ter certeza de que Google e Microsoft não façam - ou permitam que alguém faça - usos mais obscuros das informações.</p>
<p>Mais cedo ou mais tarde perceberemos, talvez, que preservar o direito à privacidade - seja na internet ou assistindo à TV - se torna cada vez mais difícil, e a sensação de vigilância e potencial opressão pode se tornar insuportável. - Temos, ainda bem, como direito de legítima defesa, o universo do Open Source e do Software Livre. Cabe a nós utilizá-lo.</p>
<p>Por <b><a href="../http://fabriciokc.wordpress.com/about///">Fabricio Kc</a></b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os viralata - literatura independente na internet]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/24/os-viralata-literatura-independente-na-internet/</link>
<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 13:56:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/24/os-viralata-literatura-independente-na-internet/</guid>
<description><![CDATA[ 
O site Os Viralata divulga gratuitamente os trabalhos de escritores independentes, expondo as ob]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img border="0" width="412" src="http://www.quelquechose.net/qq/arquivos/viralata.jpg" height="272" style="width:266px;height:207px;" /> </p>
<p>O site <a href="http://www.osviralata.com.br/index.html">Os Viralata</a> divulga gratuitamente os trabalhos de escritores independentes, expondo as obras para venda sem intermediários - uma alternativa (oportunidade) para quem 'opta' por um modelo alternativo de publicação e distribuição de suas obras. Trata-se de um exemplo das novas formas de 'praticar  a cultura', sem ter que recorrer aos (ou depender dos) já desnecessários desaforos da indústria.</p>
<p>Os críticos que acusam tais iniciativas de estimular a <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/22/o-culto-do-amador/">proliferação do amadorismo</a> na internet - como se 'amador' fosse sinônimo de 'má qualidade' e 'profissional' sinônimo de 'boa qualidade' - deveriam não reivindicar o elitismo, mas praticá-lo, pois a qualidade das produções amadoras se eleva na mesma medida em que decai a das produções profissionais. Na internet, rótulos de 'amador' e 'profissional' certamente já não servem de parâmetro para apontar qualidade no que se refere à cultura, e o papel de 'editor' cabe agora  diretamente ao público. O fato de haver ou não uma grande estrutura empresarial por trás das publicações, ou mesmo se o autor ganha ou não dinheiro com o seu trabalho literário, já não é fator determinante do caráter da obra - não do bom-caráter, pelo menos.</p>
<p>Quando se trata de conhecimento, informação e cultura, qualidade tem mais a ver  com independência do que com dinheiro. Liberdade é sempre fundamental.</p>
<p>Por <strong><a href="http:http://fabriciokc.wordpress.com/about///">Fabricio Kc</a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rebelar-se vende!]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/20/rebelar-se-vende/</link>
<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 19:42:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/20/rebelar-se-vende/</guid>
<description><![CDATA[
Faça amor, não faça guerra! contudo, nesta era do capitalismo do desastre, tanto o amor quanto a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://www.taurus.santillana.es/upload/noticias/vende.jpg" align="right" height="256" width="140" /></p>
<p>Faça amor, não faça guerra! contudo, nesta era do capitalismo do desastre, tanto o amor quanto a guerra constituíram as bases da economia de mercado – e a contestação a tal sistema fez gerar mais uma indústria: a da rebeldia.</p>
<p>Os movimentos de contestação do ‘sistema’ nascem, basicamente, da necessidade humana de diferenciação. Mas o que vemos cotidianamente é que, por vezes, o comportamento mais contracultural pode ser também o mais medíocre, o mais submisso. Os shoppings estão cheios de punks e grunges, e é lá nas megastories que compramos a <a href="http://www.cisc.org.br/portal/biblioteca/socespetaculo.pdf">Sociedade do Espetáculo</a> (pdf), talvez a crítica mais contumaz ao sistema social vigente. O hip hop, movimento musical-cultural-social dos guetos está também em algumas paradas de sucesso. E o sistema não mudou.</p>
<p>Apesar de tudo, convergindo e catalisando todas as tendências culturais, a internet, ao meu ver, já iniciou a real contestação ao ‘sistema’. A obsolescência das leis de direito autoral e de propriedade intelectual frente às novas conjunturas sociais e tecnológicas é o primeiro sintoma de transformação, enfim, autêntica. Sólidas indústrias começam a se ‘desmanchar no ar’. Obviamente, outras surgem no lugar – há as novas majors da sociedade em rede, como a Google e a Microsoft. Porém, o terreno da web é fluido, e a sua dinâmica essencial é a anarquia (entendida como ausência de coerção). A imprevisibilidade é a regra – contudo, podemos ter como certo que tanto a ferocidade mercantil concentrada quanto a mesmice das estruturas discursivas de esquerda darão lugar a uma nova ordem – ou ao caos. <strong>A internet é filha da guerra, mas cresceu com a liberdade.</strong></p>
<p>O problema é que enquanto esperamos, Kurt Cobain se matou, Nietzsche enlouqueceu, Marx morreu... e eu mesmo já não passo muito bem.</p>
<p>* A imagem no topo é do livro (de viés liberal, parece-me, pois não o li): '<em>Rebelarse vende - el negocio de la contracultura'</em> de <a href="http://www.taurus.santillana.es/ad.php?id=395"><u>Joseph Heath</u></a>  y <a href="http://www.taurus.santillana.es/ad.php?id=396"><u>Andrew Potte. </u></a></p>
<p><strong>Por <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/about/">Fabrício Kc </a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Google contra a internet]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/18/google-contra-a-internet/</link>
<pubDate>Tue, 18 Dec 2007 05:37:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/18/google-contra-a-internet/</guid>
<description><![CDATA[Este post se refere à nova proposta da Google de lançar a Knol, sua enciclopédia online, investin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;" align="left"><strong>Este post se refere à nova proposta da Google de <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/16/57/">lançar a Knol</a>, sua enciclopédia online, investindo na área de produção do conhecimento.</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://fabriciokc.wordpress.com/files/2007/12/google2.jpg" title="Google"><img src="http://fabriciokc.wordpress.com/files/2007/12/google2.jpg" alt="Google" height="295" width="393" /></a></p>
<p class="MsoNormal">Se a internet é um universo, a Google é seu onipresente guardião – usualmente, é improvável, se não impossível, adentrar o universo da web sem passar pelo crivo do ‘oráculo’, utilizando algum de seus <a href="http://www.google.com.br/options/index.html">serviços</a> como busca, youtube, orkut, Blogger, Gmail, GoogleDocs, entre tantos outros. Começou como um buscador, passou a oferecer serviços<span style="color:blue;"></span> online, adquiriu novos sites, criou novas ferramentas, e até cogitou<a href="http://www.softwarelivre.org/news/10032"> investir na infra-estrutura física da rede mundial</a>.<span style="color:blue;"></span> A internet era o limite! Agora já não é. A empresa não quer mais só buscar e organizar o conteúdo da web – <strong>quer também criá-lo!</strong><span style="color:blue;"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:blue;"></span>Será que a Google exauriu o conteúdo da rede ao ponto de supor que precisa passar a fabricá-lo? Isso soa absurdo, obviamente. <strong>A empresa apenas enxergou uma oportunidade de gerar ainda mais tráfego em seus domínios – o que é o mesmo que gerar mais dinheiro – e segue a tendência lógica de uma corporação que, pouco depois de abrir o seu capital na bolsa de valores, abandonou o seu <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Don't_be_evil">slogan inicial: ‘Don’t be evil’.</a></strong><span style="color:blue;"></span></p>
<p class="MsoNormal">Transcender o seu propósito original e absolutamente útil da busca e indexação da informação para a criação de conteúdo é, no mínimo, complicado. Trata-se, afinal , de conhecimento: questão de liberdade fundamental e não de dinheiro. A Google percebeu que os resultados de suas buscas geravam infinitos acessos à Wikipedia <span style="color:blue;"></span> sem que com isso lucrassem diretamente – por que, então, não criar a sua própria enciclopédia? <strong>Ao invés de convidar o internauta (cliente) a sair, porque não induzi-lo a manter-se em seus domínios?</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Talvez me acusem de algum exagero retórico, mas não me seria lícito conjecturar que, com tal iniciativa, a Google tende a reduzir o infinito universo da internet a uma sala de espelhos, na qual a vastidão seria apenas labirinticamente ilusória? E a verdadeira internet, para muitos, estaria ‘lá fora’, inacessível, infinita, secreta!</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Ou, se quiserem, me acusem agora de otimismo pueril, mas <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/12/cnesura-na-internet-a-china-quer-uma-nova-grande-muralha/">suspeito que a internet é incorruptível, indomesticável, indomável.</a></strong> A humanidade, todos sabemos, está em vias de extinção, mas até lá a sua capacidade de contar histórias e de se expressar para o mundo com palavras, imagens e sons perdurará – com ou sem Google. Desta vez pode ser que o oráculo não saiba onde está se metendo.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Por <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/about/">Fabricio Kc </a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hackeando o cérebro: a nova arma dos EUA]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/12/hackeando-o-cerebro-a-nova-arma-dos-eua/</link>
<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 15:27:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/12/hackeando-o-cerebro-a-nova-arma-dos-eua/</guid>
<description><![CDATA[
Vi no UOL que o Pentágono apresentou publicamente uma nova arma chamada ‘Active Denial System’]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2007/01/25/ult1808u84347.jhtm"></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2007/01/25/ult1808u84347.jhtm">Vi no UOL</a> que o Pentágono apresentou publicamente uma nova arma chamada ‘<a href="https://www.jnlwp.com/ActiveDenialSystem.asp">Active Denial System</a>’ ou ADS, cujo efeito não é letal, mas causa uma forte sensação de dor. Trata-se de um curto raio de microondas que provoca intenso calor na camada superficial da pele, enganando o sistema nervoso, que acredita estar em chamas. O Pentágono afirma que submeteu a testes mais de 10 mil pessoas, e nenhuma delas suportou a ação dos raios por mais de 5 segundos. O sistema funciona até uma distância de 500 metros, por enquanto.</p>
<p class="MsoNormal">O ADS é uma tecnologia – concebida, a princípio, com fins bélicos - que afeta diretamente o sistema nervoso de um indivíduo sem agredi-lo fisicamente, mas psicologicamente, visto que os efeitos são inofensivos. Equivale a <em>hackear</em> o cérebro do inimigo. O objetivo inicial dos militares é executar missões complexas sem necessidade de baixas. <strong>Mas quem pode garantir que tal tecnologia não poderá ser aplicada com outras intenções?</strong></p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal"> <img src="http://bp1.blogger.com/_xMYTVJRrvWg/RyHSxKNmKHI/AAAAAAAAAOk/GP1Dn2ilCcY/s400/eldios.jpg" align="right" height="267" width="197" /><strong>É certo que o sistema ADS funciona como um potente mecanismo de controle</strong> através da possibilidade de provocar dor à distância, sem causar danos reais. É o sonho de qualquer déspota ou tirano psicótico. É um sistema de segurança eficaz em presídios ou mesmo em condomínios privados, uma vez que pode limitar os movimentos ou impedir a aproximação de quem quer que seja.</p>
<p class="MsoNormal">O ADS pode, sim, evitar mortes num conflito quando substitui granadas e fuzis por microondas e anula o inimigo sem a necessidade de matá-lo ou nem mesmo de feri-lo.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>O que nos preocupa é: quanto tempo levará para que a nova arma caia em mãos erradas? Ou será que já caiu?</strong></p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Histeria anti-pirataria]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/07/histeria-anti-pirataria/</link>
<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 02:06:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/12/07/histeria-anti-pirataria/</guid>
<description><![CDATA[A Operação Estação, de combate à pirataria, apreendeu nesta quinta-feira, 6 de dezembro, em Sal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ibahia.globo.com/recursos/BancoImagens/%7BC24CAA02-92CB-416B-94AB-23355FE6F3A8%7D_operacao_pirataria210x160.jpg" align="left" height="182" width="239" />A <a href="http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=813157">Operação Estação</a>, de combate à pirataria, apreendeu nesta quinta-feira, 6 de dezembro, em Salvador, milhares de CDs e DVDs piratas, além de outros produtos como calçados e óculos. O rapa aconteceu no camelódromo da estação rodoviária, perto do shopping Iguatemi, região de intenso movimento e comércio informal.</p>
<p>Exemplar! Mas a quem interessa tal operação?</p>
<p><strong>Está claro que falsificar produtos e comercializá-los é crime, mas no caso em questão, quem são as vítimas?</strong> O camelódromo que, como tantos outros em tantas cidades, funciona há décadas, atende a uma parcela da população que sustenta tal permanência e crescimento. Quem compra ali sabe que os produtos não são originais e quem os vende não tenta passá-los como tal. O atrativo para quem vende é a renda proveniente da grande demanda, para quem compra é o preço – mas ninguém sai enganado dali no que se refere ao produto, - <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u107922.shtml">trapaceados como clientes da loja Daslu</a> ou <a href="http://www.folhadaregiao.com.br/noticia?78808">ludibriados</a> como nós que compramos um litro de leite no supermercados formais.</p>
<p>Está claro, muito claro, que um Estado de Direito pode e deve recorrer à Polícia – e esta, num Estado ideal, deve deter o monopólio da força - para fazer valer as leis democraticamente estabelecidas. Mas as leis são mutáveis porque as sociedades também o são. Considerando, por exemplo, o caso de D. Maria, que vende mercadorias no camelódromo há quase 20 anos e teve todo o material apreendido: <strong>não nos seria lícito questionar se operações como esta, que atingem apenas o varejo da pirataria, devem mesmo se constituir como políticas públicas draconianas que empregam, só neste exemplo de Salvador, mais de 150 agentes das duas polícias estaduais – civil e militar – e de mais seis órgãos públicos?</strong></p>
<p>Estaríamos, assim, caindo numa histeria anti-pirataria? Essas operações policiais sistemáticas de combate à pirataria não beneficiam quem compra - consciente e voluntariamente - os produtos falsificados; e prejudicam, sobretudo, aqueles que criaram um mecanismo de sobrevivência através do comércio informal de produtos ‘piratas’ – a quem, então, tais operações interessam?</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
