<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>cargas-eletricas-no-solo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/cargas-eletricas-no-solo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "cargas-eletricas-no-solo"</description>
	<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 10:08:53 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[O solo não é uma lata de lixo]]></title>
<link>http://geofagos.wordpress.com/2006/11/08/o-solo-nao-e-uma-lata-de-lixo/</link>
<pubDate>Wed, 08 Nov 2006 18:26:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Italo M. R. Guedes</dc:creator>
<guid>http://geofagos.wordpress.com/2006/11/08/o-solo-nao-e-uma-lata-de-lixo/</guid>
<description><![CDATA[Tenho mencionado diversas vezes neste blog o papel de &#8220;filtro&#8221; exercido pelo solo, princ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho mencionado diversas vezes neste blog o papel de "filtro" exercido pelo solo, principalmente devido à presença de cargas elétricas nas argilas e na matéria orgânica do solo. Como já foi dito, estas cargas têm o potencial não só de reter os elementos químicos que servem de nutrientes para as plantas, mas também de reter poluentes orgânicos e inorgânicos, impedindo-os de chegar aos corpos d'água. Só agora, no entanto, vejo que alguns desavisados podem considerar a possibilidade de descartar todo tipo de poluente no solo esperando que de alguma forma o ambiente fique instantaneamente limpo. As coisas não são bem assim. Primeiramente, nem tudo que tem carga é retido pelas argilas e pela matéria orgânica, doutra forma o mar não receberia a imensa carga de elementos químicos provenientes do intemperismo químico nos continentes (não seria nem mesmo tão salgado). Segundo, mesmo os elementos e compostos que são retidos pelas cargas do solo não o são irreversivelmente, na verdade, existe algo como uma competição pelas cargas elétricas dos solos e alguns elementos ou substâncias são mais "competitivos" que outros. Em terceiro lugar, a capacidade descontaminadora do solo é finita, a partir de um certo ponto as funções, a própria saúde do solo fica comprometida e seu papel de filtro pode ser irreversivelmente perdido. O solo tem um funcionamento muito parecido com o de um ser vivo: ele consegue lidar com os males principalmente se estiver saudável. A saúde ou qualidade de um solo em geral está relacionada a teores adequados de matéria orgânica, boa estrutura (agregados mais poros), cobertura vegetal impedindo a erosão, biodiversidade, principalmente no que se refere aos microrganismos do solo e alguns outros fatores. Um solo não pode ser simplesmente usado, para qualquer que seja o fim, ele deve ser manejado, de preferência bem manejado. Da mesma forma que a água, ele é um recurso natural renovável, mas a renovação de um solo é muito lenta, um centímetro de solo pode levar mil anos ou mais para ser formado. Definitivamente, este recurso natural não pode ser tratado como uma simples lata de lixo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre o chão que pisamos II]]></title>
<link>http://geofagos.wordpress.com/2006/10/18/sobre-o-chao-que-pisamos-ii/</link>
<pubDate>Wed, 18 Oct 2006 15:36:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Italo M. R. Guedes</dc:creator>
<guid>http://geofagos.wordpress.com/2006/10/18/sobre-o-chao-que-pisamos-ii/</guid>
<description><![CDATA[Além de impedir que os nutrientes minerais das plantas sejam lavados pela água, as cargas das argi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Além de impedir que os nutrientes minerais das plantas sejam lavados pela água, as cargas das argilas permitem que o solo aja como um filtro para o meio ambiente: quase todos os elementos e compostos químicos que chegam ao solo possuem carga elétrica e são passíveis de serem retidos pelo mesmo. Assim, é possível que uma boa parte dos agroquímicos (inseticidas, herbicidas, fungicidas e outros biocidas) fiquem retidos nos solos e não alcancem os corpos d'água (rios, lagos, represas e o mar). Vale ressaltar que quando há a erosão do solo por causa da remoção da cobertura vegetal, entre outras causas, as primeiras partículas a serem levadas embora, por serem as menores, são as argilas, o que diminui a capacidade de retenção de elementos químicos e de "filtragem" do solo, além de contribuir com o assoreamento de rios e represas, problemas tão comuns hoje no Brasil e em outros locais em que não há políticas sérias de conservação dos solos. As frações minerais mais grosseiras do solo, areia e silte, não expõem cargas elétricas em quantidade considerável. Por outro lado, a presença destas partículas mais grossas é imprescindível para que haja infiltração da água no solo, por aumentarem sua porosidade. As argilas também formam partículas de tamanhos maiores, os agregados, quando se juntam em grande número com o auxílio da matéria orgânica do solo. O conjunto dos agregados do solo em associação com os poros do solo constituem sua estrutura. A passagem excessiva de máquinas agrícolas, a diminuição dos teores de matéria orgânica e outros fatores de agressão ao solo causam destruição de sua estrutura, tornando-o compactado, o que impede não só a infiltração da água mas também o crescimento das raízes, diminuindo a produção agrícola. Por diminuir a infiltração e aumentar o escoamento superficial da água (enxurradas), a destruição da estrutura do solo aumenta também a erosão, principalmente em áreas declivosas, em que a água adquire maior energia cinética. As frações areia e silte são comumente compostas principalmente do mineral quartzo (comum nas areias de praia) e alguns outros. As argilas são compostas de minerais formados após o intemperismo das rochas, os argilominerais, e diferem principalmente de acordo com o clima da região. Em regiões secas e em regiões frias, o intemperismo é menos intenso, ocorrendo argilominerais com mais silício, como a montmorillonita. Em regiões tropicais de grande pluviosidade, os argilominerais com menos silício são mais comuns, sobressaindo a caulinita. <em>(Continua)</em></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
