<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>canon-biblico &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/canon-biblico/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "canon-biblico"</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 20:29:58 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[SÍNODO: UM “NÃO” À INTERPRETAÇÃO “SUBJECTIVA OU MERAMENTE EXPERIENCIAL” DA BÍBLIA ]]></title>
<link>http://catolicismo.wordpress.com/?p=842</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 03:45:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://catolicismo.pt-br.wordpress.com/2008/10/07/um-%e2%80%9cnao%e2%80%9d-a-interpretacao-%e2%80%9csubjectiva-ou-meramente-experiencial%e2%80%9d-da-biblia/</guid>
<description><![CDATA[SINODO 2008 : A saudação do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé
(6/10/2008) Um ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>SINODO 2008 : A saudação do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé</strong></p>
<p style="text-align:justify;">(6/10/2008) <strong>Um "não" à interpretação "subjectiva ou meramente experiencial" da Bíblia</strong> - foi expresso pelo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal William Levada, na saudação que dirigiu à assembleia sinodal, nesta segunda-feira de manhã.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O purpurado reafirmou "a responsabilidade do magistério" como "Intérprete autêntico da Palavra de Deus". "Só a viva Tradição eclesial - recordou - permite que a Sagrada Escritura seja compreendida como autêntica Palavra de Deus, que se torna guia, norma e regra para a vida da Igreja e o crescimento espiritual dos crentes". "O que significa - sublinhou - a recusa de qualquer interpretação subjectiva ou puramente experiencial ou fruto de uma análise unilateral, incapaz de acolher em si o sentido global que no decurso dos séculos guiou a Tradição de todo o povo de Deus".</strong></p>
<p style="text-align:justify;">"Neste horizonte - insistiu o cardeal Levada - emerge a necessidade e a responsabilidade do magistério, chamado a ser o intérprete autêntico da própria Palavra de Deus ao serviço de todo o povo cristão e para a salvação de todo o mundo; e também nós, bispos, conhecemos como são grandes as nossas responsabilidades como legítimos sucessores dos apóstolos e o que espera de nós a sociedade de hoje, à qual temos o dever de transmitir a verdade que, por nossa vez, recebemos". Para o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, esta tarefa diz directamente respeito aos Bispos, em primeira pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>FONTE: <a href="http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=235754" target="_blank">RÁDIO VATICANA</a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[COMUNIDADE FIDEI DEPOSITIUM NO ORKUT]]></title>
<link>http://catolicismo.wordpress.com/2008/06/24/comunidade-fidei-depositium-no-orkut/</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 05:16:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://catolicismo.pt-br.wordpress.com/2008/06/24/comunidade-fidei-depositium-no-orkut/</guid>
<description><![CDATA[
Caros leitores em Cristo Jesus,
Criei uma comunidade no Orkut para este blog.
Quem quiser participa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img style="width:250px;height:195px;" src="http://catolicismo.files.wordpress.com/2008/06/cordeiro.jpg" alt="" height="250" /></p>
<p style="text-align:center;">Caros leitores em Cristo Jesus,</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Criei uma comunidade no Orkut para este blog</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem quiser participar, por favor, acesse o link abaixo. Na comunidade podem ser debatidos assuntos referentes à Igreja Católica e sobre Cristianismo em geral. Incluo aqui também a possibilidade de se debater sobre protestantismo, espiritismo, ocultismo e outras seitas ou religiões (apologética), porém será exigido que não se ofenda ninguém e que haja um mínimo de educação e seriedade.</p>
<p style="text-align:justify;">Seria interessante que fossem debatidos alguns dos posts publicados por aqui, fazendo da comunidade uma extensão deste blog.</p>
<p style="text-align:center;">Deixo aqui o link:</p>
<p style="text-align:center;">Para visualizar a página da <strong>Comunidade 'Fidei Depositium'</strong>,</p>
<p style="text-align:center;">acesse: <a href="http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=58602525" target="_blank">http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=58602525</a></p>
<p style="text-align:center;"><strong>P A X</strong></p>
<p style="text-align:center;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[IRRACIONALIDADE DO PROTESTANTISMO]]></title>
<link>http://catolicismo.wordpress.com/2008/05/31/irracionalidade-do-protestantismo/</link>
<pubDate>Sat, 31 May 2008 03:46:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://catolicismo.pt-br.wordpress.com/2008/05/31/irracionalidade-do-protestantismo/</guid>
<description><![CDATA[POR 
JOHN VENNARI
EXCERTOS DA CONFERÊNCIA:
http://www.fatimaondemand.org/brazil_07/pt/audiofiles/pt]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><em>POR </em></strong></p>
<p align="center"><strong>JOHN VENNARI</strong></p>
<p align="center"><strong>EXCERTOS DA CONFERÊNCIA:</strong></p>
<p align="center"><a title="http://www.fatimaondemand.org/brazil_07/pt/audiofiles/pt-11.wma" href="http://www.fatimaondemand.org/brazil_07/pt/audiofiles/pt-11.wma">http://www.fatimaondemand.org/brazil_07/pt/audiofiles/pt-11.wma</a></p>
<p align="center"><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>BÍBLIA: A ÚNICA REGRA DA FÉ?</strong></p>
<p align="justify">O Protestante acredita estar em solo firme, pois diz que acredita e aceita a Bíblia <em>e somente a Bíblia</em>, como única regra da Fé.</p>
<p align="justify">Esta é a doutrina central Protestante da <em>Sola Scriptura</em> – a Bíblia sozinha é a única regra de Fé. É a Bíblia e somente a Bíblia que é o Pilar e Suporte da verdade.</p>
<p align="justify">Portanto a primeira pergunta a fazer é: quão estável é este suporte Protestante? O Protestante está realmente em terra firme quando diz que a Bíblia sozinha é a única regra de Fé?</p>
<p align="justify">Há um conhecido convertido ao Catolicismo nos Estados Unidos chamado Scott Hahn – um ministro Protestante que tornou-se Católico. Parte de sua história de conversão nos dá boas respostas a esta questão (Eu pessoalmente gostaria que o Dr.Hahn tivesse se tornado um pouco mais tradicional após sua conversão, mas isso não diminui a força da história)</p>
<p align="justify">Dr. Hahn foi ministro Presbiteriano, que, em seus dias de seminarista, era veementemente anti-Católico. Subsequentemente, como ministro, fez um tremendo estudo das Escrituras, pois queria que seus sermões fossem impregnados das Escrituras.</p>
<p align="justify">Mas, quanto mais ele estudava as Escrituras, mais ele percebia que as verdades nas quais os Católicos acreditavam, particularmente manifestadas nos ensinamentos dos antigos Pais da Igreja – São Jerônimo, São Basílio, Santo Agostinho - eram firmemente enraizadas nas Sagradas Escrituras. Esses Pais da Igreja eram <em>Católicos</em>. Cada um deles celebrava o Santo Sacrifício da Missa!</p>
<p align="justify">Não vou contar toda sua história, mas quero ressaltar um evento crucial que foi decisivo para sua conversão. Foi algo que ocorreu enquanto ele lecionava.</p>
<p align="justify">Lá estava ele, um Ministro Presbiteriano – <em>um Professor Presbiteriano</em> – ensinando a jovens adultos.</p>
<p align="justify">E um dos mais inteligentes alunos da classe perguntou, "Dr. Hahn, o senhor sabe a maneira como nós Presbiterianos acreditamos que somente a Bíblia é a única regra da fé Cristã, e nós seguimos a Bíblia e somente a Bíblia – e não a Bíblia e a Tradição?"</p>
<p align="justify">Hahn disse <em>"sim"</em></p>
<p align="justify">O aluno disse, <em><strong>"Bem, e em que lugar da Bíblia isso é dito?"</strong></em></p>
<p align="justify">Hahn respondeu, <em>"Que pergunta mais estúpida!"</em></p>
<p align="justify">Assim que falou isso Hahn disse a si mesmo, "Você nunca falou assim com um aluno antes. Você nunca respondeu a um aluno insultando-o."</p>
<p align="justify">Mas a razão pela qual Hahn respondeu daquela maneira foi porque ele sabia que não tinha uma resposta.</p>
<p align="justify">Hahn disse, "Bem, em Timóteo 2o., 3:16"</p>
<p align="justify">Mas o estudante retrucou, "Não, Timóteo 2º., 3:16 diz 'Toda Escritura, inspirada por Deus, deve ser aproveitada para ensinar, para reprovar, para corrigir, em instrução, em justiça'. Diz que as Escrituras são <em>úteis</em>! Não diz que só devamos acreditar na Bíblia!"</p>
<p align="justify">Então Hahn disse, "Bem, veja o que Nosso Senhor diz sobre a Tradição em Mateus 15".</p>
<p align="justify">Mais uma vez o aluno respondeu, "Bem, nada! Nosso Senhor não estava condenando <em>toda </em>Tradição, mas Ele estava condenando a tradição corrupta dos Fariseus".</p>
<p align="justify">Então, após mais algumas tentativas frustradas de citar as Escrituras, Hahn anunciou que a aula chegara ao final e que poderiam continuar na próxima semana.</p>
<p align="justify">Agora, Dr. Hahn <em>percebeu</em> que não havia respondido à pergunta do aluno. <em>E o aluno sabia </em>que sua pergunta não tinha sido respondida.</p>
<p align="justify">Hahn foi para casa suando frio aquela noite e pensava, "Qual é a resposta para aquela pergunta?"</p>
<p align="justify">Ao chegar em casa telefonou para aqueles que considerava serem os maiores estudiosos Protestantes das escrituras nos Estados Unidos. E perguntou-lhes: "Pode ser que eu tenha dormido durante esta parte do meu treinamento no seminário, mas: vocês sabem a maneira como nós Protestantes acreditamos somente na Bíblia, e não nas Escrituras e Tradições – Onde na Bíblia isso é citado?"</p>
<p align="justify">E cada um desses estudiosos Protestantes disse: "Que pergunta mais estúpida!"</p>
<p align="justify">Então cada um desses professores invocou os mesmos versículos que Hahn tinha invocado: "Bem, há Timóteo 2º., 3:16" Ao que Hahn respondia como seu aluno, "Não esse versículo só diz que as Escrituras são úteis, e não que sejam a única regra de Fé".</p>
<p align="justify">Cada um dos professores também disse, "Ora, existem as palavras de Nosso Senhor em Mateus 15".</p>
<p align="justify">E Hahn retorquiu, "Não, Nosso Senhor não estava condenando toda a tradição, mas somente a tradição corrupta dos Fariseus." E disse mais, "São Paulo nos instruiu em Tessalonicences  2º., 2:14 para resistirmos e "<strong>mantermos</strong> as tradições que aprendemos, seja por palavras, ou por nossas epístolas" (<em>Thes. 2, 2:14).</em></p>
<p align="justify">E esses grandes sábios, esses mais eminentes teólogos Protestantes ficaram sem resposta.</p>
<p align="justify">Foi aí que Scott Hahn percebeu que o princípio central, fundamental do Protestantismo – somente a Bíblia – <em>não é Bíblico!</em></p>
<p align="justify">Esta é uma tremenda contradição, e uma das razões pelas quais nunca poderia ser um Protestante. O Protestantismo alega que a base de seu sistema de crença é somente a Bíblia, mas o princípio de "Somente a Bíblia" é um princípio não bíblico; é um princípio que não é encontrado em nenhum lugar da Bíblia.</p>
<p align="center"><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>SEM BASE NA HISTÓRIA</strong></p>
<p align="justify">Em segundo lugar, o princípio de que "somente a Bíblia como única regra de Fé", não pode ser um verdadeiro princípio do Cristianismo pois não tem base na história do Cristianismo. Como os primeiros cristãos aprenderam sua Fé?</p>
<p align="justify">Como a Fé era comunicada a eles?</p>
<p align="justify">Como foi que Nosso Senhor pediu aos Apóstolos para comunicarem a Fé, as verdades que devem ser acreditadas para a salvação?</p>
<p align="justify">Ele ordenou: "vão em frente e ensinem todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Ele disse a Pedro, "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja" (<em>Mat. 16:18</em>). E São Paulo ensinou claramente que é a <strong>Igreja</strong> <em><strong>que é o pilar e o mastro principal da verdade</strong></em><em> (Tim. 1, 3:16).</em></p>
<p align="justify">Nosso Senhor deu a Pedro a autoridade, e incumbiu os Apóstolos a pregar em Seu nome. "Como meu Pai me enviou eu também vos envio". (<em>João 20:21</em>).</p>
<p align="justify">Nosso Senhor não escreveu livros. Tampouco disse aos seus Apóstolos: "Sentem-se e escrevam Bíblias e as espalhem sobre a terra, e que cada homem leia sua bíblia e julgue por si mesmo", o que é a essência do Protestantismo – cada indivíduo lê a Bíblia e decide para si quais são as verdades do Cristianismo. Não! Como disse, Nosso Senhor fundou uma Igreja para pregar em Seu Nome: "Aquele que os escutam, é a Mim que está escutando, aquele que os rejeitam é a Mim que rejeitam" (<em>Lucas 10:16</em>).  "E aquele que não ouvir a Igreja, seja considerado pagão e pecador público". (<em>Mat: 18:17</em>)</p>
<p align="justify">A Igreja e a Fé existiam <em>antes</em> do Novo Testamento. Somente cinco dos doze Apóstolos escreveu algo! A Igreja estava ensinando, administrando sacramentos, os Apóstolos estavam perdoando pecados, a Igreja fazia mártires de sete a dez anos antes que uma só letra fosse escrita num pergaminho.</p>
<p align="justify">A Igreja estava espalhada por todo o Império Romano antes que uma só palavra do Novo Testamento fosse escrita. Tínhamos santos e mártires Católicos <em>antes</em> de termos Evangelhos e Epístolas.</p>
<p align="justify">O primeiro Evangelho foi escrito por São Mateus, cerca de sete anos após Nosso Senhor ter deixado este mundo. O próximo foi o Evangelho de Marcos, escrito 10 anos após Cristo ter subido aos céus. O Evangelho de São Lucas foi escrito 25 anos após a Ascenção de Nosso Senhor, e o Evangelho de João foi escrito 63 anos após Nosso Senhor ter deixado esta terra. O Apocalipse foi escrito 65 anos após a Ascenção de Nosso Senhor. E <em>tudo isso</em> foi escrito, como reitera o Papa Leão XIII, sob a Divina Inspiração.</p>
<p align="justify">Sendo assim, como é que os primeiros Cristãos se tornaram Cristãos e salvaram suas almas? Lendo a Bíblia? Não, pois não havia o Novo Testamento.</p>
<p align="justify">Vimos que o Novo Testamento nem havia sido terminado 65 anos após Nosso Senhor Ascender ao Céu.</p>
<p align="justify">Mas isto não é tudo.</p>
<p align="justify">Por mais de trezentos anos, a Igreja não tinha todos os livros da Bíblia compilados em um só livro.</p>
<p align="justify">E isto nos leva diretamente à questão da Autoridade.</p>
<p align="justify">Pois se você me der um livro – chamado <em>A Bíblia</em>. E você me disser que tudo naquele livro é a infalível palavra de Deus, a primeira coisa que vou perguntar é, <em>"Quem disse isso?"</em></p>
<p align="justify"><em>"Quem disse isso?"</em></p>
<p align="justify">Os livros não se escrevem sozinhos. Livros de múltiplos autores não se compilam sozinhos em um grande livro, e depois se auto-proclamam terem sido escritos pela palavra de Deus.</p>
<p align="justify">Não! Alguém, ou algum núcleo social, a quem Deus outorgou a autoridade de ensinar; de ensinar em Seu Nome; de ensinar infalivelmente, que pode me dizer isso. Somente uma autoridade como essa pode me dizer que esse livro é a palavra infalível de Deus.</p>
<p align="justify">E foi a Igreja Católica, no Concílio de Cartago em 397 DC, através da orientação do Espírito Santo, que determinou de uma vez por todas, qual era o Cânone do Novo Testamento; que decidiu que livros foram divinamente inspirados e quais não foram.</p>
<p align="justify">Vocês se lembram que existiam vários outros "Evangelhos" e "Epístolas" em circulação; alguns escritos por homens bons e santos, mas que não foram palavras inspiradas por Deus (por exemplo, as Epístolas de São Clemente). Outros foram simples fabricações; como os chamados Evangelho de Pilatos ou o Evangelho de Nicodemos.</p>
<p align="justify">E foi a Igreja Católica que decidiu quais livros foram inspirados divinamente e quais não foram. Foi a Igreja Católica que juntou o Novo Testamento, agregou-o ao Velho Testamento, e entregou a Bíblia ao mundo. Foi a Igreja Católica que produziu a Bíblia, não foi a Bíblia que produziu a Igreja.</p>
<p align="justify">Portanto, como disse, o princípio Protestante de "Somente a Bíblia" não tem base na história. A religião Católica é a única religião que pode responder à pergunta <em>"Quem disse isso?"</em> – ou seja "quem disse que a Bíblia é a palavra escrita de Deus?"</p>
<p align="center"><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>E APARECEU GUTENBERG!</strong></p>
<p align="justify">Mas o problema não pára aí. Pois se é necessário que eu leia a Bíblia para ser salvo, se a fé vem somente ao lermos a Bíblia, então a fé só vem pela intervenção da palavra impressa, que só foi inventada em meados do século 15 por Johannes Gutenberg.</p>
<p align="justify">Antes disso, todos os livros eram copiados manualmente. Era uma tarefa laboriosa, demorada e dispendiosa. Não era possível dar uma cópia da Bíblia a cada Católico, nem mesmo a cada família Católica.</p>
<p align="justify">Somente tivemos Bíblias distribuídas amplamente há pouco mais de 400 anos. Então o que acontecia com os milhões de Cristãos que viveram antes disso, que viveram toda a sua vida sem nunca terem visto uma Bíblia ou um texto impresso do Novo Testamento?</p>
<p align="justify">Então, a teoria de "Somente a Bíblia" – ou seja, de que seguindo só a Bíblia como caminho da salvação – pressupõe que a Bíblia deveria ter estado disponível a todos os homens desde a fundação do Cristianismo. Bem, já vimos que esse não foi o caso. Vimos que os livros do Novo Testamento foram escritos 65 anos após Nosso Senhor ter deixado a terra. E vimos que o Mundo Cristão não teve uma Bíblia completa e compilada antes de 397 DC; e que nem estavam disponíveis para distribuição em massa até meados do século 15. Portanto, o princípio "Somente a Bíblia" não tem base na história.</p>
<p align="center"><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>CONFLITOS COM A RAZÃO</strong></p>
<p align="justify">Finalmente, o princípio de Somente a Bíblia é contrário à razão. Pois se você me der um livro e me falar que tudo o que é escrito nesse livro é a Palavra de Deus, e que devo lê-lo e acreditar <em>Somente na Bíblia</em> para a salvação, a primeira coisa que vou dizer-lhe é "Ótimo, então <em>deixe-me em paz</em>. Me dê essa Bíblia e <em>eu</em> decido qual é o verdadeiro sentido das Escrituras".</p>
<p align="justify">Esse é essencialmente o sistema Protestante. Se você for a uma congregação Luterana, você estará vendo só a interpretação particular de Martinho Lutero sobre a Bíblia.</p>
<p align="justify">E se for a uma congregação Metodista, você estará vendo a interpretação particular da Bíblia por um indivíduo chamado John Wesley.</p>
<p align="justify">E se for a uma congregação Presbiteriana, você verá só a interpretação particular de John Knox, o fundador desse grupo.</p>
<p align="justify">E se você for membro de uma denominação Protestante, não há razão para que se levante e diga ao pregador; "Irmão, eu acredito que não fales a verdade. Sua interpretação está errada! Eu encontrei o significado correto".</p>
<p align="justify">E se você for muito zeloso e eloquente suficiente, e determinado, você poderá começar a pregar, e você poderá começar sua própria congregação Protestante – <em><strong>pois foi assim que todas elas começaram.</strong></em></p>
<p align="justify">E percebemos que isso é consequencia da interpretação particular da Bíblia. Pois, de acordo com o sistema Protestante – que todo homem que lê a Bíblia e chega a sua própria interpretação – a conclusão lógica disso é que poderiam haver tantas religiões Protestantes tanto quanto forem os indivíduos. Para eles não há uma igreja estabelecida por Cristo para ensinar em Seu nome! Não existe uma autoridade estabelecida por Deus para dizer-me que talvez eu tenha cometido um erro!</p>
<p align="justify">Esta é uma das razões pelas quais eu nunca poderia ter sido um Protestante. Vejo que o princípio de "Somente a Bíblia" é contrário ao das Escrituras, não tem base histórica e é contrário à razão: pois termina em milhares de interpretações conflitantes das Escrituras, e é contrário ao que Nosso Senhor estabeleceu para o que seria Sua Igreja.</p>
<p align="center"><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>A BÍBLIA ME TORNOU CATÓLICO!</strong></p>
<p align="justify">Um dos muitos Protestantes que finalmente descobriram esta verdade foi um homem chamado Paul Whitcomb.</p>
<p align="justify">Paul Whitcomb era um ministro Protestante cujos intensos estudos das Sagradas Escrituras o fizeram aceitar a Igreja Católica como a única verdadeira Igreja edificada na Bíblia. Isso é explicado em um folheto já esgotado chamado <em>A Bíblia me Tornou um Católico.</em></p>
<p align="justify">O Sr. Whitcomb estudou as Escrituras através do método "interpretação por correlação".</p>
<p align="justify">O método funciona da seguinte maneira. Ele focava em determinada frase das Escrituras, como por exemplo "Filho de Deus", e procurava nas Escrituras  cada vez que aquela frase era usada, a fim de encontrar a verdade Bíblica do significado daquela frase.</p>
<p align="justify">Quando usou esta interpretação por correlação para a palavra "Igreja", foi levado a uma descoberta inesperada (resumida aqui em quatro pontos).</p>
<p align="justify"><strong>1)</strong> Sua primeira descoberta, disse, foi de que a "Igreja"  na Bíblia era definida como "um corpo" – e não somente um corpo humano, mas um Corpo Divino – o Corpo Místico do Próprio Cristo.</p>
<p align="justify">"Ele é também a Cabeça daquele corpo que é a Igreja<em>"(Colossenses, 1:18)</em></p>
<p align="justify">"Ora, vocês são o corpo de Cristo e membros dele cada qual por sua parte" <em>(Coríntios I, 12:27)</em></p>
<p align="justify">"Pois somos membros do seu corpo" <em>(Efésios, 5:30)</em></p>
<p align="justify"><strong>2)</strong> O Sr. Whitcomb também descobriu que esta Igreja não era um corpo desmembrado, mas sim um corpo <em>unificado</em>.</p>
<p align="justify">"Haverá um só rebanho e um só pastor" <em>(João, 10:16)</em></p>
<p align="justify">"Eu lhes dei a Glória que me destes, para que eles sejam um, assim como nós somos um" <em>(João  17:22).</em></p>
<p align="justify">"Há um só corpo e um só espírito, como também uma só esperança... um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo" <em>(Efésios 4:4-5).</em></p>
<p align="justify">O Sr. Whitcomb percebeu claramente que este corpo – a Igreja – era constituído como <em>único:</em> único em membros, único em crença, único em adoração, e único em governança.</p>
<p align="justify"><strong>3)</strong> Então ele percebeu que esta Igreja deve ser uma Igreja de <em>ensinamentos.</em> E não apenas isso, mas uma Igreja de ensinamentos <em>infalíveis:</em></p>
<p align="justify">"De Deus recebi todo o poder no céu e na terra. Portanto vão e façam de todos os povos discípulos meus, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar o que eu ordenei" <em>(Mateus 28:18-20).</em></p>
<p align="justify"><strong>4)</strong> Percebeu que Nosso Senhor pedia a divina proteção para aquela autoridade que ensinava:</p>
<p align="justify">"Eu lhes disse estas coisas enquanto permaneço com vocês. Mas o Peráclito, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar-lhes em Meu nome, ele lhes ensinará todas as coisas e lhes recordará tudo o que eu lhes disse. Quando vier o Peráclito, que eu lhes enviarei da parte do Pai, ele dará testemunho de mim, porque desde o princípio estão comigo" <em>(João 14:25-26 – 15:26-27)</em></p>
<p align="justify">Leu também em Timóteo 1 3:15</p>
<p align="justify">"Enquanto lhe escrevo isso …que você saiba como se comportar na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade"</p>
<p align="justify">"Após ler tudo isso, ele notou, " Eu estava perturbado pela descoberta dessa verdade Bíblica ... pois [como Protestante] não era membro de uma Igreja que ensina, muito menos de uma Igreja que ensina a verdade infalível".</p>
<p align="justify">Pois essa "igreja" nem existe no sistema Protestante.</p>
<p align="justify">O Sr. Whitcomb continua:</p>
<p align="justify">"A Igreja da qual eu era membro, como todas as outras igrejas Protestantes, ao contrário mantinha que a Bíblia é a única  distribuidora e garantia da verdade divinamente autorizada, que se alguém será salvo ele deverá aprender através da Bíblia o que deve fazer para ser salvo. De acordo com a crença Protestante, a única responsabilidade da Igreja é garantir aos "salvos", aqueles que professam Cristo como Senhor e Salvador, um lugar onde possam se reunir na 'comunhão da oração'".</p>
<p align="justify">"Isso apesar do fato de que nos primeiros quatrocentos anos não havia uma bíblia Cristã publicada;</p>
<p align="justify">"Apesar do fato de que nos próximos mil anos até a invenção da imprensa escrita, havia pouquíssimas Bíblias;</p>
<p align="justify">"Isso apesar do fato de que aqueles que fizeram da Bíblia sua única regra de Fé inventaram centenas de regras de fé conflitantes;</p>
<p align="justify">"Isso apesar do fato de que a própria Bíblia afirma que muitos que a interpretam privadamente <em>(II Pedro 3:16) </em>a interpretarão erroneamente".</p>
<p align="justify">Para encurtar a história, O Sr. Whitcomb explicou que a única "Igreja" que se encaixava na descrição de "Igreja" encontrada na Bíblia, era a Igreja Católica. (Ele também percebeu que a Bíblia não diz tudo, como João 21:25 nos diz "há muitas outras coisas que Jesus fez e que, se fossem escritas uma por uma, creio que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que seriam escritos")</p>
<p align="justify">Foi a Igreja Católica, segura em sua infalível autoridade outorgada por Nosso Senhor que nos deu a Bíblia, e é somente pela autoridade da Igreja Católica que sabemos com certeza que a Bíblia é a verdadeira palavra de Deus. Foi por isso que Santo Agostinho, no século quarto falou: "Eu não acreditaria nos Evangelhos, caso a autoridade da Igreja Católica não me movesse a fazê-lo"</p>
<p align="justify">Isso é somente um resumo desses tópicos. Não tive tempo de desenvolver para vocês as bases bíblicas de rezar para os anjos e santos, pela devoção de Nossa Mãe Bendita, e outros aspectos da doutrina Católica. Mas desejo reiterar que uma sólida contra – reforma apologética é mais importante do que nunca.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[TESTEMUNHOS PATR&Iacute;STICOS SOBRE A SUCESS&Atilde;O APOST&Oacute;LICA]]></title>
<link>http://catolicismo.wordpress.com/2008/05/01/testemunhos-patrsticos-sobre-a-sucesso-apostlica/</link>
<pubDate>Thu, 01 May 2008 05:13:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://catolicismo.pt-br.wordpress.com/2008/05/01/testemunhos-patrsticos-sobre-a-sucesso-apostlica/</guid>
<description><![CDATA[Existem vários escritos do início da era Cristã, que testemunham a estrutura e as característica]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Existem vários escritos do início da era Cristã, que testemunham a estrutura e as características da Igreja de Cristo. Nessas obras podem ser encontradas provas sobre questões como a Sucessão dos bispos da Igreja e a Tradição apostólica, por exemplo.</p>
<p align="justify">Transcrevemos algumas passagens da obra de Santo Irineu de Lião, Contra as Heresias, escrita no século II, que combatia com veemência a gnose, heresia presente ainda hoje.</p>
<p align="justify">A obra é dividida em cinco livros, os três primeiros forma escritos durante o papado (bispado) de Santo Eleutério (175-189) e os dois últimos durante o pontificado de São Vitor I (189-198).</p>
<p align="justify">Como foi dito, a obra é composta de cinco livros, por tanto, é muito extensa e tem como objetivo refutar as heresias entre elas, a gnose; ao mesmo tempo em que combate a heresia, ela expõe a verdadeira doutrina Cristã. Por isso, serão expostos nesta seção, alguns fragmentos da obra para mostrar a legitimidade da doutrina da Santa Igreja.</p>
<p align="justify">Esta obra de Santo Irineu demonstra que a Igreja desde os tempos dos primeiros apóstolos, seguia, além das Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério; é muito útil para aquele que deseja ter uma noção de eclesiologia e hierarquia da Igreja, pela obra, pode-se constatar que a Igreja é hierarquizada desde os tempos de Jesus Cristo.</p>
<p align="justify">Uma das passagens mais importantes da obra de Santo Irineu de Lião é aquela descreve a sucessão apostólica de São Pedro à Santo Eleutério, o Papa da época de Santo Irineu. Santo Irineu descreve alguns fatos de alguns destes bispos que ao todo são doze Papas. Esta descrição se encontra na primeira parte do terceiro livro, no capítulo 3, versículo 3. Note na linha vermelha sublinhada que Santo Irineu nos da a confirmação de que os apóstolos fundaram e edificaram a igreja e transmitiram o governo episcopal a Lino, ou seja o governo da Igreja Católica foi entregue a outras pessoas após o martírio de São Pedro.</p>
<p align="justify">3,3. "<span style="text-decoration:underline;"><strong>Os bem-aventurados apóstolos que fundaram e edificaram a igreja transmitiram o governo episcopal a Lino</strong></span>, aquele Lino que Paulo lembra na epístola a Timóteo. Lino teve como sucessor Anacleto. Depois dele, em terceiro lugar, depois dos apóstolos, coube o episcopado a Clemente, que tinha visto os próprios apóstolos e estivera em relação com eles, que ainda guardava viva em seus ouvidos a pregação deles e diante dos olhos a tradição. E não era o único, porque nos seus dias viviam ainda muitos que foram instruídos pelos apóstolos. No pontificado de Clemente surgiram divergências graves entre os irmãos de Corinto. Então a igreja de Roma enviou aos coríntios uma carta importantíssima para reuni-los na paz, reavivar-lhes a fé, e reconfirmar a tradição que há pouco tempo tinha recebido dos apóstolos, isto é, a fé num único Deus todo-poderoso, que fez o céu e a terra, plasmou o homem e provocou o dilúvio, chamou Abraão, fez sair o povo do Egito, conversou com Moisés, deu a economia da Lei, enviou os profetas, preparou o fogo para o diabo e os seus anjos. Todos os que o quiserem podem aprender desta carta que este Deus é anunciado pelas igrejas como o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo e conhecer a tradição apostólica da igreja, porque mais antiga do que aqueles que agora pregam erradamente outro Deus superior ao Demiurgo e Criador de tudo o que existe.</p>
<p align="justify">A este Clemente sucedeu Evaristo; a Evaristo, Alexandre; em seguida, sexto depois dos apóstolos foi Sisto; depois dele, Telésforo, que fechou a vida com gloriosíssimo martírio; em seguida Higino; depois Pio; depois dele, Aniceto. A Aniceto sucedeu Sóter e presentemente, Eleutério, em décimo segundo lugar na sucessão apostólica, detém o pontificado. Com esta ordem e sucessão chegou até nós, na Igreja, a tradição apostólica e a pregação da verdade. Esta é a demonstração mais plena de que é uma e idêntica a fé vivificante que, fielmente, foi conservada e transmitida, na Igreja, desde os apóstolos até agora."</p>
<p align="justify">Em passagens anteriores, nos versículos 1 e 2 do mesmo capítulo e mesma parte do terceiro livro podemos encontrar o registro da preocupação dos primeiros cristãos em conservar a tradição da Igreja de Cristo (Igreja Católica) descrevendo a sucessão dos bispos das várias igrejas. Note na parte em vermelho e sublinhado que Santo Irineu diz que poderia enumerar todos os bispo estabelecidos nas igrejas pelos apóstolos e seus sucessores, ou seja havia sucessão a qual denominamos sucessão apostólica.</p>
<p align="justify"><strong>Onde está a verdadeira tradição</strong></p>
<p align="justify">3,1. "Portanto, a tradição dos apóstolos, que foi manifestada no mundo inteiro, pode ser descoberta em toda igreja por todos os que queiram ver a verdade. <span style="text-decoration:underline;"><strong>Poderíamos enumerar aqui os bispos que foram estabelecidos nas igrejas pelos apóstolo e os seus sucessores até nós</strong></span>; e eles nunca ensinaram nem conheceram nada que se parecesse com o que essa gente vai delirando. Ora, se os apóstolos tivessem conhecido os mistérios escondidos e os tivessem ensinado exclusiva e secretamente aos perfeitos, sem dúvida os teriam confiado antes de a mais ninguém àqueles aos quais confiavam as próprias igrejas. Com efeito, queriam que os seus sucessores, aos quais transmitiam a missão de ensinar fossem absolutamente perfeitos e irrepreensíveis em tudo, porque, agindo bem, seriam de grande utilidade, ao passo que se falhassem seria a maior calamidade."</p>
<p align="justify">3,2. "Mas visto que seria coisa bastante longa elencar, numa obra como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga e conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo, e, indicando a sua tradição recebida dos apóstolos e a fé anunciada aos homens, que chegou até nós pelas sucessões dos bispos, refutaremos todos os que de alguma forma, quer por enfatuação ou vanglória, quer por cegueira ou por doutrina errada, se reúnem prescindindo de qualquer legitimidade. <span style="text-decoration:underline;"><strong>Com efeito, deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa da sua origem mais excelente, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos."</strong></span></p>
<p align="justify">De suma importância é a parte destacada em azul sublinhado, pois, ela confirma o primado da Santa Igreja em Roma no governo episcopal daqueles que sucederam a São Pedro. Em outras palavras, Santo Irineu de Lião diz que com efeito, toda a igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, deve necessariamente estar de acordo com ela (a igreja de Roma), por causa da sua origem mais excelente e por que nela sempre foi conservada, de maneira especial, a tradição que deriva dos apóstolos. Compare esta passagem com a seguinte passagem do livro dos Atos do Apóstolos:  <span style="text-decoration:underline;"><strong>At 16, 4-5: "Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número dia a dia."</strong></span></p>
<p align="center"><strong>Autor: Rogério Amaral Silva</strong></p>
<p align="center"><strong>Fonte: Veritatis Splendor</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[HISTORICIDADE DA IGREJA CAT&Oacute;LICA - FONTES]]></title>
<link>http://catolicismo.wordpress.com/2008/05/01/historicidade-da-igreja-catlica-fontes/</link>
<pubDate>Thu, 01 May 2008 05:03:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://catolicismo.pt-br.wordpress.com/2008/05/01/historicidade-da-igreja-catlica-fontes/</guid>
<description><![CDATA[


P. Qual a origem da palavra?
R. Vem da palavra Grega Katholikos, que depois foi latinizada para C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><a href="http://catolicismo.files.wordpress.com/2008/05/07christ-calling-peter-and-andrew.jpg"><img class="aligncenter" style="border:0 none;" src="http://catolicismo.files.wordpress.com/2008/05/07christ-calling-peter-and-andrew-thumb.jpg" border="0" alt="07Christ calling Peter and Andrew" width="191" height="184" /></a></div>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>P. Qual a origem da palavra?</strong><br />
R. Vem da palavra Grega Katholikos, que depois foi latinizada para Catholicus.</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>P. Qual o significado da palavra?</strong><br />
R. Significa "Universal", que , por sua vez, significa: "em relação a, ou que afeta o mundo inteiro e todas as pessoas que nele vivem". Quer dizer: abrangente, amplo, geral e que contém todo o necessário. Em suma, significa todas as pessoas em todos os lugares, tendo todo o necessário, o tempo todo.</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>P. Mas é Bíblica?</strong><br />
R. É sim. Está em Mateus 28,19-20, "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosto todos os dias, até o fim do mundo."<br />
Esta é uma declaração de Universalidade, Katholicos, Catholicus, Católico.</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>P. Ouvi dizer que a palavra "Católico" não foi usada por centenas de anos depois que Jesus Cristo fundou Sua Igreja.<br />
</strong>R. Não é verdade. O primeiro uso que se registra da palavra que pude encontrar, está na carta de Santo Inácio de Antioquia para a Igreja Católica, parágrafo 8, de 107 D.C.,<br />
Sem dúvida alguma a palavra vinha sendo utilizada antes do tempo desta carta.</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>P. Alguns dizem que a Igreja Católica terminou no tempo de Constantino (285-337), com o "Édito de Milão", que ele emitiu em 313, concedendo à Igreja liberdade de culto. Outros dizem que foi nessa época que a Igreja começou. Quem está com a razão?</strong></p>
<p align="justify">R. Ninguém tem razão. A Igreja Católica é a verdadeira Igreja fundada por Jesus Cristo e Ele garantiu sua perpetualidade, Mateus 28,20, e sua total veracidade, 1Timóteo 3,15. Agora, se algum dos argumentos da questão fosse verdadeiro, então você não acha que os Pais da Igreja o teriam mencionado em algum lugar? Ao invés disso, os Pais da Igreja mencionam a Igreja Católica  em centenas de seus escritos ao longo de muitos séculos. Peçam aos que afirmam essas coisas para exibirem um documento que prove seu ponto de vista.</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Aqui está o que os Pais da Igreja falaram. Em todos os casos a palavra "Católico" é utilizada. Preste atenção às datas, e como se estendem por mais de um século antes e depois de Constantino. O JXXXX se refere ao número dos parágrafos em "A Fé dos Pais de outrora", por William A. Jurgens.</strong></p>
<div><strong>Igreja Católica...</strong></div>
<div><strong></strong><br />
Inácio, Carta aos fiéis de Esmírnia 8:1-2. J65. 106 D.C.<br />
Martírio de São Policarpo 16:2. J77,79,80a,81a, 155DC<br />
Clemente de Alexandria, Stromata (Miscelânea) 7:17:107:3. J435, 202D.C.<br />
Cipriano, Unidade da Igreja Católica 4-6. J555-557, 251D.C.<br />
Cipriano, Carta a Florentino 66:69:8. J587, 254D.C.<br />
Lactantius, Instituições Divinas 4:30:1. *J637, 304D.C.<br />
Alexandre de Alexandria, Cartas 12. J680, 324D.C.<br />
Anastácio, Carta no Concílio de Nicea 27. J757, 350D.C.<br />
Anastácio, Carta a Serapio 1:28. J782, 359D.C.<br />
Anastácio, Carta ao Concílio de Rimini 5. J785, 361D.C.<br />
Cirilo de Jerusalém, Lições Catequéticas 18:1. J836-*839, 350D.C.<br />
Dâmaso, Decreto de Dâmaso 3. J910u, 382D.C.<br />
Serapião, O Sacramental 13:1. J1239a, 350D.C.<br />
Paciano de Barcelona, Carta a Sinfroniano 1:4 J1243, 375D.C.<br />
Agostinho, carta a Vicente o Rogatist 93:7:23. J1422, 408D.C.<br />
Agostinho , Carta a Vitalis 217:5:16. J1456, 427D.C.<br />
Agostinho, Salmos 88:2:14, 90:2:1. J1478-1479, 418D.C.<br />
Agostinho, Sermões 2, 267:4. *J1492, *J1523, 430 D.C.<br />
Agostinho, Sermão para os Catecúmenos sobre o Credo 6:14. J1535, 395D.C.<br />
Agostinho, A Verdadeira Religião 7:12+. *J1548, *J1562, J1564, 390D.C.<br />
Agostinho, Contra a Carta de Mani 4:5. *J1580-1581, 397D.C.<br />
Agostinho, Instrução Cristã 2:8:12+. *J1584, J1617, 400D.C.<br />
Agostinho, Batismo 4:21:28+. J1629, J1714, J1860a, J1882, 411D.C.<br />
Agostinho, Contra os Pelagianos 2:3:5+. *J1892, *J1898, 421D.C.<br />
Inocêncio I, Carta a Probus 36. J2017, 417D.C.<br />
Fulgêncio de Ruspe, Perdão dos Pecados 1:19:2, J2251-2252, 517D.C.</div>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Os textos seguintes atestam a antiguidade da Igreja Católica.</strong></p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Antiguidade da Igreja...</strong></p>
<p align="justify">Hermas, O Pastor Vis 2:4:1. J82<br />
Anônimo Segunda Carta de Clemente aos Coríntios 14:2. J105<br />
Clemente de Alexandria, Stromata (Miscelânea) 7:17:107:3. J435<br />
Agostinho, Carta a Deogratias 102:15. J1428<br />
Agostinho, Salmos 90:2:1. J1479<br />
Agostinho, Predestinação dos Santos 9:18. J1985<br />
Gregório I, Carta a João 5:44:18. J2295 595D.C.</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Os textos seguintes apoiam a perpetualidade da Igreja Católica.</strong></p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Igreja para sempre...</strong></p>
<p align="justify">Clemente, Carta aos Coríntios 42:1,64. J20,29a 80D.C.<br />
Anônimo, Segunda Carta de Clemente a Roma 14:2. J105<br />
Cipriano, Unidade da Igreja Católica 4. J555-556<br />
Cipriano, Carta aos Relapsos 33:27:1. J571<br />
Hilário, A Trindade 7:4. J865 Agostinho, Salmos 90:2:1. J1479<br />
Agostinho, Sermão para os Catecúmenos 6:14. J1535</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Os seguintes textos falam sobre a fundação da Igreja Católica.</strong></p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Fundação da Igreja...</strong></p>
<p align="justify">Clemente, Carta aos Coríntios 42:1. J20<br />
Hermas, O Pastor Vis 2:4:1-3:5:1. J82-84 140D.C.<br />
Anônimo, Carta de Clemente 14:2. J105<br />
Irineu, Contra Heresias 3:16:6. J217a<br />
Tertuliano, Objeção aos Hereges 9:3. J289<br />
Clemente of Alexandria, Stromata (Miscelânea) 7:17:107:3. J435 202D.C.<br />
Cipriano, Unidade da Igreja Católica 4. J555-556<br />
Cipriano, Carta aos Lapsed 33:27:1. J571<br />
Hilário de Poitiers, A Trindade 7:4. J865<br />
Agostinho, Homilias sobre João 9:10. J1814</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Os textos seguintes atestam o fato de que a Igreja Católica foi estabelecida em Roma.</strong></p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>A Igreja Estabelecida em Roma...</strong></p>
<p align="justify">Clemente, Carta aos Coríntios, Palestra. J10a 80D.C.<br />
Inácio, Carta aos Romanos, J52<br />
Irineu, Contra Heresias 3:3:3. J210-211<br />
Cipriano, Carta a Cornélio 59:55:14. J580<br />
Concílio de Constantinopla, Canon3. J910d<br />
Dâmaso, Decreto de Dâmaso 3. J910u<br />
Optatus de Melvis, Cisma dos Donatistas 2:2. J1242</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Os seguintes textos falam da unidade da Igreja Católica.</strong></p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Unidade da Igreja...</strong></p>
<p align="justify">Didaqué 4:3. J1b Inácio, Carta aos Filipenses 3:2. J56<br />
Tertuliano, Objeção aos Hereges 20:4. J292<br />
Cipriano, Unidade da Igreja Católica 4. J555-556</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Os seguintes documentos atestam a "Universalidade" da Igreja Católica.</strong></p>
<p align="justify"><strong>A Igreja Católica é realmente "Universal" como o nome implica.</strong></p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="justify"><strong>Igreja Universal...</strong></p>
<p align="justify">Didaqué, 9:1,10:1. J6,7<br />
Clemente, Carta aos Coríntios 5:1. J11<br />
Inácio, Carta aos Efésios 3:2. J38<br />
Martírio de São Policarpo, Palestras. J77,79,81a<br />
Hermas, O Pastor Par 9:17:4. J93<br />
Anônimo, Carta a Diogenetus 6:1. J97a<br />
Aristides de Atenas, Apologia 15. J112<br />
Justino Mártir, Diálogo com Trifão 110. J144<br />
Irineu, Contra Heresias 1:10:1. J191,192,215,257<br />
O Muratorian Fragmento. J268<br />
Tertuliano, Contra os Judeus 7:4. J320a<br />
Clemente de Alexandria, Exortação aos Gregos10:110:1. J405<br />
Cirilo de Jerusalém, Lições Catequéticas 18:23. J838<br />
Dâmaso, Decreto de Dâmaso 3. J910u</p>
<div>
<hr size="2" /></div>
<p align="center">Escrito por Bob Stanley, 9 de outubro de 1998</p>
<p align="center">Atualizado em 3 de dezembro de 2003</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O NOME "IGREJA CATÓLICA", DESDE OS APÓSTOLOS - CITAÇÕES DOS CRISTÃOS PRIMITIVOS]]></title>
<link>http://catolicismo.wordpress.com/2008/04/28/citaes-sobre-o-nome-igreja-catlica/</link>
<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 21:37:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://catolicismo.pt-br.wordpress.com/2008/04/28/citaes-sobre-o-nome-igreja-catlica/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Quando Jesus Cristo diz: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei A MINHA IGREJA, e as ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">"Quando Jesus Cristo diz: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei <strong>A MINHA IGREJA</strong>, e as portas do inferno não prevalecerão contra ELA” (Mt 16, 18.) <em>a que Igreja se refere</em>? Não é ao Protestantismo, nem a nenhuma Igreja protestante em particular, porque <strong>as Igrejas protestantes só começaram a existir no século XVI</strong>.</p>
<p align="justify">Refere-se, sem dúvida alguma, à <strong>IGREJA CATÓLICA</strong>; é fácil demonstrá-lo.</p>
<p align="justify">Logo nos inícios da Igreja, os seguidores de Cristo foram designados com o nome de cristãos. Assim podiam distinguir-se dos filósofos pagãos e dos judeus ou seguidores da sinagoga. Este nome de cristãos como se sabe, já vem na própria Bíblia, e tal denominação começou em Antioquia: “em Antioquia é que foram os discípulos denominados CRISTÃOS, pela primeira vez” (At 11, 26), “Então Agripa disse a Paulo: Por pouco me não persuade a fazer-me CRISTÃO” (At 26, 28). “Se padece como CRISTÃO, não se envergonhe; mas glorifique a Deus neste nome” (1Pd 4, 16).</p>
<p align="justify">Aconteceu, porém que, tão logo a Igreja começou a propagar-se, começaram a aparecer os hereges, seguindo doutrinas diversas daquela que tinha sido recebida dos Apóstolos, <strong>mas tomando o nome de cristãos, pois também criam em Cristo e d’Ele se diziam discípulos. Era preciso, portanto, um novo nome para designar a verdadeira Igreja, distinguindo-a dos hereges.</strong> E desde tempos antiqüíssimos, desde os tempos dos Apóstolos, a Igreja começou a ser designada como <strong>IGREJA CATÓLICA</strong>, isto é, <strong>UNIVERSAL</strong>, a Igreja que está espalhada por toda a parte, <strong>para diferençá-la dos hereges, pertencentes às igrejinhas isoladas que existiam aqui e acolá.</strong></p>
<h3><strong>70 a 107 d.C.</strong></h3>
<p align="justify">1. Já Santo Inácio de Antioquia, que foi <strong>contemporâneo dos Apóstolos</strong>, pois nasceu mais ou menos no ano 35 da era cristã e, segundo Eusébio de Cesaréia no seu <em>Chrónicon</em>, foi bispo de Antioquia, entre os anos <strong>70 e 107</strong>, já <strong>Santo Inácio</strong> nos fala abertamente da Igreja Católica, na sua <em>Epístola aos Esmirnenses</em>: “<strong>Onde comparecer o Bispo, aí esteja a multidão, do mesmo modo que, onde estiver Jesus Cristo, aí está a <span style="text-decoration:underline;">IGREJA CATÓLICA</span></strong>” (<em>Epístola aos Esmirnenses c 8, 2</em>).</p>
<p align="justify">2. Outro <strong>contemporâneo dos Apóstolos</strong> foi <strong>São Policarpo, bispo de Esmirna</strong>, que nasceu no <strong>ano 69</strong> e foi <strong>discípulo de São João Evangelista</strong>. Quando São Policarpo recebeu a palma do martírio, a Igreja de Esmirna escreveu uma carta que é assim endereçada: “A Igreja de Deus que peregrina em Esmirna à Igreja de Deus que peregrina em Filomélio e a <strong>todas as paróquias da <span style="text-decoration:underline;">IGREJA SANTA E CATÓLICA</span> em todo o mundo</strong>”. Nessa mesma Epístola se fala de uma oração feita por São Policarpo, na qual ele “fez menção de todos quantos em sua vida tiveram trato com ele, pequenos e grandes, ilustres e humildes, e <strong>especialmente de toda a IGREJA CATÓLICA, </strong><strong>espalhada por toda a terra</strong>” (c. 8).</p>
<h3><strong>2º Século d. C.</strong></h3>
<p align="justify">3. O <strong>Fragmento Muratoriano</strong> que é <strong>uma lista feita no segundo século, dos livros do Cânon do Novo Testamento</strong> fala em livros apócrifos que “<strong>não podem ser recebidos na <span style="text-decoration:underline;">IGREJA CATÓLICA</span></strong>”.</p>
<p align="justify">4. <strong>São Clemente de Alexandria</strong> (também do <strong>século segundo</strong>) responde à objeção dos infiéis que perguntam: “<em>como se pode crer, se há tanta divergência de heresias, e assim a própria verdade nos distrai e fatiga, pois outros estabelecem outros dogmas</em>?” Depois de mostrar vários sinais pelos quais se distingue das heresias a verdadeira Igreja, assim <strong>conclui São Clemente</strong>: “<em>Não só pela essência, mas também pela opinião, pelo princípio pela excelência, <strong>só há uma Igreja antiga e é a <span style="text-decoration:underline;">IGREJA CATÓLICA</span></strong>. Das heresias, umas se chamam pelo nome de um homem, como as que são  chamadas por Valentino, Marcião e Basílides; outras, pelo lugar donde vieram, como os Peráticos; outras do povo, como a heresia dos Frígios; outras, de alguma operação, como os Encratistas; outras, de seus próprios ensino, como os Docetas e Hematistas</em>". (Stromata 1.7. c. 15).</p>
<p align="justify"><strong></strong></p>
<h3>3º Século d.C em diante.</h3>
<p align="justify">5. No século III, <strong>Firmiliano, bispo de Capadócia</strong>, diz assim: “<strong>Há uma só esposa de Cristo que é a <span style="text-decoration:underline;">IGREJA CATÓLICA</span>”</strong> (Ep. De Firmiliano nº 14).</p>
<p align="justify">6. <strong>São Frutuoso</strong>, martirizado no <strong>ano 259</strong>, diz: "é necessário que eu tenha em mente a <strong><span style="text-decoration:underline;">IGREJA CATÓLICA</span>, difundida desde o Oriente até o Ocidente</strong>”. (Ruinart. Acta martyrum pág 192 nº 3).</p>
<p align="justify">7. <strong>Lactâncio</strong>, convertido ao cristianismo no<strong> ano 300</strong>, diz: “<strong>Só a <span style="text-decoration:underline;">IGREJA CATÓLICA</span> é que conserva o verdadeiro culto</strong>. Esta <strong>é a fonte da verdade; do qual se alguém sair, está privado da esperança de vida e salvação eterna</strong>” (Livro 4º cap. III).</p>
<p align="justify">8. <strong>São Paciano de Barcelona</strong> (morto no <strong>ano 392</strong>) escreve na sua epístola a Simprônio: “Como, depois dos Apóstolos, apareceram as heresias e com nomes diversos procuram cindir e dilacerar em partes aquela que é a rainha, a pomba de Deus, não exigia um sobrenome o povo apostólico, para que se distinguisse a unidade do povo que não se corrompeu pelo erro?... Portanto, entrando por acaso hoje numa cidade populosa e encontrando marcionistas, apolinarianos, catafrígios, novacianos e outros deste gênero, <em>que se chamam cristãos</em>, <strong>com que sobrenome eu reconheceria a congregação de meu povo, se não se chamasse <span style="text-decoration:underline;">CATÓLICA</span>?</strong> (Epísola a Simprônio nº 3). E mais adiante, na mesma epístola: <strong>“Cristão é o meu nome; <span style="text-decoration:underline;">CATÓLICO</span>, o sobrenome</strong>” (idem nº 4).</p>
<p align="justify">9. <strong>São Cirilo de Jerusalém</strong> (do mesmo <strong>século IV</strong>) assim instruiu os catecúmenos “Se algum dia peregrinares pelas cidades, <strong>não indagues simplesmente onde está a casa do Senhor, porque também as outras seitas de ímpios e as heresias querem coonestar com o nome de casa do Senhor, as suas espeluncas; nem perguntes simplesmente onde está a igreja, <em>mas onde está a <span style="text-decoration:underline;">IGREJA CATÓLICA</span></em>; <em>este é o NOME PRÓPRIO desta SANTA MÃE de todos nós, que é também a ESPOSA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO</em>”</strong> (Instrução Catequética c. 18; nº 26).</p>
<p align="justify">10.<strong> Santo Agostinho</strong> (do <strong>séc V</strong>) dizia: “Deve ser seguida por nós aquela religião cristã, a comunhão daquela Igreja <strong>que é a <span style="text-decoration:underline;">CATÓLICA</span>, e CATÓLICA, é chamada não só pelos seus, mas também por todos os seus inimigos</strong>” (Verdadeira religião c 7; nº 12).</p>
<p align="justify">11. E quando o <strong>Concílio de Constantinopla</strong>, no <strong>ano de 381</strong>, colocou, no seu Símbolo estas palavras: “<strong>Cremos na Igreja Una, Santa, <span style="text-decoration:underline;">CATÓLICA</span> e Apostólica</strong>”, isto não constituía novidade alguma, pois já desde tempo antiquíssimo, se vinha recitando no Credo ou Símbolo dos Apóstolos: <strong>creio na Santa Igreja <span style="text-decoration:underline;">CATÓLICA</span></strong>.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">Não são poucos os exemplos aqui expostos, nem tampouco os únicos. No entanto creio que são suficientes para provar historicamente, ou seja, por meio de citações em documentos historicamente comprovados, que <strong>a Igreja que Jesus Cristo fundou é</strong> a mesma que os apóstolos continuam até hoje em uma sucessão <strong>ininterrupta por mais de 2000 anos: a Igreja Católica.</strong></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong>Fontes:</strong></p>
<h6><em></em></h6>
<h5><em>- Pe. Divino Antônio Lopes, </em><em>Instituto Missionário dos Filhos e Filhas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e das Dores de Maria Santíssima (http://www.filhosdapaixao.org.br)</em></h5>
<h5><em>- Santo Inácio de Antioquia, Epístola aos Esmirnenses c 8, 2</em></h5>
<h5><em>- São Paciano de Barcelona, Epístola a Simprônio nº 3</em></h5>
<h5><em>- São Clemente de Alexandria, Stromata 1.7. c. 15</em></h5>
<h5><em>- Firmiliano, Ep. De Firmiliano nº 14</em><em></em></h5>
<h5><em>- São Frutuoso, Ruinart. Acta martyrum pág 192 nº 3</em><em></em></h5>
<h5><em>- Lactâncio, Livro 4º cap. III</em><em></em></h5>
<h5><em>- São Cirilo de Jerusalém, Instrução Catequética c. 18; nº 26</em></h5>
<h5><em>- A Verdadeira Religião, Santo Agostinho</em></h5>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A MISSA DOMINICAL]]></title>
<link>http://catolicismo.wordpress.com/2007/11/04/a-missa-dominical/</link>
<pubDate>Sun, 04 Nov 2007 03:00:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://catolicismo.pt-br.wordpress.com/2007/11/04/a-missa-dominical/</guid>
<description><![CDATA[Cardeal D. Eugenio de Araújo SalesArcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro

02/11/2007
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><em><b>Cardeal D. Eugenio de Araújo Sales<br>Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro</b><b></b></em></p>
<p align="justify"><b><em></em></b>
<p align="justify"><b>02/11/2007</b><b></b>
<p align="justify"><b></b>
<p align="justify">O cumprimento do dever de participar da Missa cada domingo e nos dias santos de guarda é um dos sinais de uma vida religiosa autêntica. Diz o "Catecismo da Igreja Católica" (nº 2.181): "Aqueles que deliberadamente faltam a esta obrigação, cometem pecado grave". A fidelidade às orientações e exigências da Igreja são fundamentais para ser membro vivo da obra de Cristo. A participação semanal ao Santo Sacrifício é importante fator, que nos alimenta em nossa fraqueza com a fortaleza que nasce da Eucaristia. Esse amparo espiritual faz-se mais significativo em nossos dias, pois uma mentalidade errônea sobre a liberdade favorece a escolha de elementos eclesiais a critério dos indivíduos e não segundo o ensino de Cristo. E, assim, organizam uma religião que é católica apenas de nome. Torna-se mais grave quando o cristianismo é manipulado por opções ideológicas. Um referencial é a palavra do Papa João Paulo II, em sua primeira visita ao Brasil. A homilia em Aparecida, em 5 de julho de 1980, nos ajuda a discernir o verdadeiro do falso nessa matéria: "Qual é a missão da Igreja, se não a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis? (...) E este anúncio de Cristo Redentor, de sua mensagem de salvação, não pode ser reduzido a um mero projeto humano de bem-estar e felicidade temporal. Tem, certamente, incidências na história humana, coletiva e individual, mas é fundamentalmente anúncio da libertação do pecado".
<p align="justify">Prejudicando seriamente o plano de Deus, há os que reduzem a Igreja à tentativa da construção de uma sociedade sem injustiças e outros que se limitam a uma espiritualidade sem um profundo vínculo com a superação dos males, inclusive sociais frutos do pecado. A orientação correta é a que decorre dos ensinamentos de Jesus autenticamente transmitidos pela Hierarquia.
<p align="justify">A valorização da assistência à Missa, dentro de um contexto comunitário e especialmente em dias de preceito, sofre com essas tendências. Tal é a importância do assunto que o Papa foi levado a publicar precioso documento, a Carta Apostólica "Dies Domini", com data de 31 de maio de 1998, dirigida ao Episcopado, ao Clero e aos fiéis sobre a santificação do domingo.
<p align="justify">Os primeiros cristãos necessitavam de boa dose de heroísmo para viver a sua fé, em virtude do ritmo dos dias do calendário. O grego e o romano não propiciavam aos fiéis o tempo livre do domingo e, em conseqüência, estes celebravam os Ofícios divinos na madrugada. Os costumes evoluíram à luz do cristianismo nascente. No século III, um autor escreveu o que já então se constatava em toda a região: a santificação do domingo já era observada. No entanto, ainda no século IV, um grupo de cristãos foi levado a um tribunal pelo delito de participar de reuniões ilícitas - no caso, a Celebração Eucarística. A resposta foi clara e peremptória: "Temos celebrado a assembléia dominical por que não nos é permitido omiti-la". E morreram mártires de sua Fé.
<p align="justify">O costume, (mais tarde, preceito) da assistência à Missa aos domingos e dias santificados vem, pois, das origens do cristianismo. Hoje, essa presença que caracteriza o católico deve ser objeto de um exame de consciência.
<p align="justify">No decorrer desses dois milênios persistiu o preceito do primeiro dia da semana, em modalidades variadas. Constitui parte integrante da própria existência do fiel. Há causas que o escusam. Entre elas, a ausência do Ministro ordenado. Nesses casos, o fiel é exortado vivamente – portanto, conselho e não estrito dever - a participar da Liturgia da Palavra. O Código de Direito Canônico (can 1.248) recomenda, de modo claro, a dedicação de um tempo a atos piedosos que santifiquem o Dia do Senhor. No entanto, a assistência à Missa, mesmo fora da paróquia, é obrigatória, desde que não haja grave incômodo para dela não participar. A obrigação perdura. O Código do Direito Canônico também afirma: "É grave encargo a assistência à Missa aos domingos e festas de preceito. Somente uma causa suficiente a dispensa e, mesmo assim, recomenda-se substituí-la por práticas religiosas”. Trata-se de "recomendação" (cânones 1.247 e 1.248).
<p align="justify">Infelizmente, no período pós-conciliar surgiu a falsa informação de ter sido abolido o dever de assistência à Missa aos domingos e dias santos, como também a abstenção dos trabalhos servis no Dia do Senhor. O "Catecismo da Igreja Católica" (nº 2.181) usa como exemplos dos motivos sérios, relevantes, que dispensem da obrigatoriedade da observância do Dia do Senhor, inclusive da Santa Missa: "Doença, cuidado com bebês", a que se poderiam acrescentar outros assemelhados, como "distância do local da Santa Missa" que, acarretasse incômodo de vulto a quem a percorresse. E, como se trata de uma participação comunitária, não cumpre esse dever quem assiste a transmissão pela televisão ou rádio, mesmo que seja de grande proveito espiritual. De modo particular, beneficiam-se os enfermos e encarcerados, impedidos de chegar a uma igreja. O mesmo se diga dos que residem distantes dos templos.
<p align="justify">A importância da fidelidade ao preceito grave da assistência à Santa Missa se origina do valor infinito do Santo Sacrifício, explicitado pelas palavras do Santo Padre em "Dies Domini".
<p align="justify">Santificar o Dia do Senhor – assistência à Missa dominical e repouso semanal – favorecendo inclusive a vida familiar – é contribuir para a paz e a convivência pacífica na comunidade. Aproxima-nos do Senhor e abre novas perspectivas a uma autêntica vida cristã.
<p align="justify"><strong>Todos os direitos reservados - Copyright 1996 - Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro - Rua Benjamin Constant nº23 - Glória - RJ - CEP: 20241-150 </strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LUTERO DESMASCARADO POR SEUS PR&Oacute;PRIOS ESCRITOS]]></title>
<link>http://catolicismo.wordpress.com/2007/09/10/lutero-desmascarado-por-seus-prprios-escritos/</link>
<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 03:14:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Roldão</dc:creator>
<guid>http://catolicismo.pt-br.wordpress.com/2007/09/10/lutero-desmascarado-por-seus-prprios-escritos/</guid>
<description><![CDATA[Excerto de:
Lutero, o filme: uma boa e grossa mentira
Marcos Libório
Fonte: http://www.montfort.org]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Excerto de:</p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';color:#c00000;">Lutero, o filme: uma boa e grossa mentira</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';color:#c00000;">Marcos Libório</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial','sans-serif';color:#c00000;">Fonte: </span><span style="font-size:10pt;font-family:'Arial','sans-serif';color:#4f6228;"><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&#38;subsecao=apologetica&#38;artigo=lutero_filme&#38;lang=bra">http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&#38;subsecao=apologetica&#38;artigo=lutero_filme&#38;lang=bra</a></span></p>
<p align="justify">Os protestantes costumam colocar Lutero como um príncipe, um homem iluminado, que trouxe à luz a Igreja que jazia nas trevas da “corrupção”. Em todos os meios protestantes, Lutero foi um homem que, ao ler “um livro proibido”, a Bíblia, descobriu em suas letras simples a doutrina até então “obscura” de Cristo: a salvação somente pela fé. Desde então Lutero é uma figura ímpar na história do protestantismo. Porém, seus escritos praticamente desapareceram da estante dos protestantes modernos (ou pelo menos, de suas obras). O que vemos hoje é que os protestantes fundamentalistas se baseiam mais em sua própria opinião – errada – das Escrituras do que num fundamento ao menos mais criterioso. Entretanto, será que é válida a fundamentação da teologia protestante na herança dos estudos de Lutero?</p>
<p align="justify">Quantos protestantes, mesmo pastores, já leram obras de Lutero. Dificilmente um católico que não seja estudioso do assunto leria. Mas espera-se que os protestantes tenham uma certa noção dos escritos dos seus pais. Lutero deixou uma obra extensa, da qual em português creio não existir nem metade. Suponho, também, que nem metade dos protestantes já leu as obras dele. O que será que encontrariam? Talvez não gostem muito do que encontrarão, caso se aventurem. Na realidade, apesar de ser um estudioso da Bíblia, ter causado uma revolução no seio da Igreja, muitas vezes Lutero foi um blasfemo. Ao menos, pelos seus escritos, é o que nos parece.</p>
<p align="justify">Muitos protestantes questionam os católicos acerca do que falaram os seus teólogos do passado. Muitos dizem que Papas pecaram, disseram isso ou aquilo. Tudo isso, para eles, é prova de que a Igreja Católica não é a Igreja fundada por Jesus, nosso Senhor. Que o Espírito Santo não pode conduzir uma Igreja que ensina a “venda do perdão”, por exemplo. Outros alegam que a Igreja não podia ter transferido a um homem o poder que somente Deus contém. Entre várias outras alegações, os erros do passado são, para os protestantes, prova mais que suficiente de que a Igreja é demoníaca.</p>
<p align="justify">No nosso país, é comum o uso de “ditados populares”. Um deles, que podemos até aplicar aqui, é “Cuidado! O peixe morre pela boca”. Muito do que Lutero escreveu, em confronto com o Papa e a autoridade da Igreja, é defendida até o fim pelos seus idealistas. Mas será que  defenderiam com a mesma vontade o Lutero que vamos apresentar aqui? Talvez fiquem surpresos, digam que ele não quis dizer o que está aparentado, que existem outros escritos dele que dizem o contrário. Ora, pelo que vamos ler, parece que não há como entender outro contexto, o que faz com que entendamos exatamente o que Lutero quis dizer quando da redação das obras. E se existem outros escritos dele que dizem o contrário, isto não é um fator de alívio, mas de complicação.</p>
<p align="justify">Mas, de qualquer forma, o leitor julgue as palavras de Lutero...ditas pelo próprio reformador em seus escritos:</p>
<h3><span style="color:#ff0000;font-size:small;">Seja um pecador:</span></h3>
<p align="justify"><strong> “<em>Se és um pregador da graça, então pregue uma graça verdadeira, e não uma falsa; se a graça existe, então deves cometer um pecado real, não fictício. Deus não salva falsos pecadores. Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda...Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar...Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia”. </em></strong><strong>(American Edition, <em>Luther's Works</em>, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963. 'The Wittenberg Project;'  'The Wartburg Segment', translated by Erika Flores, de Dr. Martin Luther's <em>Saemmtliche Schriften</em>, Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521.<em> </em>)</strong></p>
<p align="justify">Lutero está claramente dizendo que os nossos pecados, mesmo o pecado mais intenso imaginável, não importa. Diz que podemos cometer os pecados de forma convicta, que mesmo assim não nos separaremos de Deus. Imagine um católico dizendo tal coisa a um protestante, em um debate sobre o pecado, qual seria a resposta do protestante? (não responda, caro leitor, apenas abra sua Bíblia e leia o que ela diz sobre o pecado – Mt 25,32; Mt 13,30; Mt 3,10; Hb 10,26-29).</p>
<h3><span style="color:#ff0000;font-size:small;">Fazer o bem é mais perigoso que o mal:</span></h3>
<p align="justify">“<strong><em>Estas almas piedosas que fazem o bem para chegar ao céu não somente não o alcançarão, como serão arranjados entre os ímpios; e importa mais em impedi-los de fazerem boas obras que pecados”. </em></strong><strong><em>(Wittenberg, VI, 160, citado por O'Hare, in ‘The Facts About Luther’, TAN Books, 1987, p. 122)</em></strong></p>
<p align="justify">Sim, é isso que você leu. Deve-se evitar praticar boas obras, não pecados. Acaso foi isso que Jesus ensinou? Pense em Cristo exortando a pecadora, em vias de ser apedrejada, e, ao segurá-la pela mão, dizer: “vá, e não pratique mais boas obras”. Na verdade, o que Lutero quer dizer é “<em>não se preocupe com os pecados, Jesus os encobrirá. Preocupe-se com suas boas obras, isto lhe condenará</em>”. As Escrituras dizem que seremos julgados pela forma como vivemos a nossa fé. Paulo diz claramente, em Rm 2,5-11, que o justo julgamento de Deus será de acordo com nossas ações. De acordo com 2Cor 5,10, receberemos a recompensa de Deus de acordo com nossos atos, bons ou ruins. Segundo Lutero, seremos recompensados por não fazer boas obras, enquanto que nossos pecados não influirão no julgamento de Deus.</p>
<p align="justify">Você pode perguntar: mas não são os protestantes que acreditam “<em>somente na Bíblia</em>”? Bem, responderíamos, somente quando lhes convém...</p>
<p align="justify"><span style="color:#ff0000;"><strong>Não há livre arbítrio:</strong></span></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong> “<em>Em relação a Deus, e a tudo que importa na salvação e condenação, o homem não possui livre-arbítrio, é um cativo, um prisioneiro, um escravo, seja da vontade de Deus, seja da vontade de Satanás</em>”. </strong><strong>(Bondage of the Will, Martin Luther: Selections From His Writings, ed. by Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 190) </strong></p>
<p align="justify"><strong><em>…Tudo que fazemos é por necessidade, não por livre-arbítrio, pois o livre-arbítrio não existe...</em></strong></p>
<p align="justify"><strong><em> (Ibid, p. 188) </em></strong></p>
<p align="justify"><strong>“<em>O homem é como um cavalo. Deus o está montando? Um cavalo é obediente e aceita as vontades de seu dono, e vai onde quer que ele queira. Acaso Deus soltou as rédeas? Então Satanás sobe em seu dorso, e o submete aos seus caprichos...Portanto, a necessidade, e não o livre-arbítrio, é o princípio controlador de nossa conduta. Deus é o autor do que é mal como do que é bom, e, da forma como concede a felicidade àqueles que não a merecem, assim também condena a outros que não desejaram seu destino</em>”. </strong><strong>('<em>De Servo Arbitrio</em>', 7, 113 seq., citado por O'Hare, in '<em>The Facts About Luther</em>, TAN Books, 1987, pp. 266-267.)</strong></p>
<p align="justify">A Bíblia discorda de Lutero. Lemos em Eclesiástico 15,11-20: “<em>Não digas: É por causa de Deus que ela me falta. Pois cabe a ti não fazer o que ele abomina. Não digas: Foi ele que me transviou, pois que Deus não necessita dos pecadores. O Senhor detesta todo o erro e toda a abominação; aqueles que o temem não amam essas coisas. No princípio Deus criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo; deu-lhe ainda os mandamentos e os preceitos. Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão. Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria de Deus. Forte e poderoso, ele vê sem cessar todos os homens. Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens</em>”.</p>
<p align="justify">Os protestantes, claro, replicarão dizendo que Eclesiástico não é um livro canônico. Apesar de estarem errados, e Eclesiástico ser sim um livro canônico, podemos citar livros que eles apreciam como Escritura Sagrada: Dt 30,19-20: “<em>Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele. Porque é esta a tua vida e a longevidade dos teus dias na terra que o Senhor jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó, teus pais</em>”. Vemos que o homem, além de ser livre para escolher, ele é obrigado a fazer tal escolha. Em Gn 4,7 lemos: “<em>Se praticares o bem,, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo</em>”.</p>
<p align="justify">Em Jo 15,15: “<em>Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai</em>”. Não nos parece que João concorda com Lutero a respeito da natureza eqüina dos homens, nem de seu jóquei. Lutero disse que Deus é o responsável pelo bem e pelo mal. Porém Paulo também discorda dele, pois escreveu: “<em>Pois, se nós, que aspiramos à justificação em Cristo, retornamos, todavia, ao pecado, seria porventura Cristo ministro do pecado? Por certo que não!</em>”. Por certo que Lutero está errado.</p>
<h4><span style="color:#ff0000;">Os cristãos não estão sujeitos a autoridade alguma:</span></h4>
<p align="justify"><strong>“<em>Todo cristão é pela fé tão exaltado sobre todas as coisas que, por meio de um poder espiritual, é senhor de todas as coisas, sem exceções, que nada lhe causará mal. De fato, todas as coisas foram feitas sujeitas a ele e são orientadas a servi-lo na sua salvação</em>”. </strong><strong>('<em>Freedom of a Christian</em>,' Martin Luther. Selections From His Writings, ed. por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 63.)</strong></p>
<p align="justify"><strong><em>“Injustiça é feita quando as palavras “sacerdote, clérico, espiritual, eclesiástico” são transferidas de todos os cristãos para aqueles poucos que são chamados por costume mesquinho de “esclesiásticos</em>” (Ibid., p. 65)</strong></p>
<p align="justify">Segundo Lutero, não há necessidade de sacerdotes, e da hierarquia. Todo cristão tem uma relação livre com Deus. Isto parece algo muito bom, e realmente nós podemos ter uma relação direta com Deus. Entretanto não podemos excluir o papel da hierarquia e dos sacerdotes. Lemos no livro de Números, capítulo 12, que a irmã de Moisés, Mirian (Maria), disse: “<em>Porventura é só por Moisés, diziam eles, que o Senhor fala? Não fala ele também por nós</em>”. A Bíblia mostra que “<em>o Senhor ouviu isso</em>” e disse “<em>Por que vos atrevestes, pois, a falar contra o meu servo Moisés?</em>” e logo depois “<em>Maria foi ferida por lepra</em>”.</p>
<p align="justify">A Bíblia nos ensina a não proceder contra os escolhidos por Deus: “<em>Deus me guarde de jamais cometer este crime, estendendo a mão contra o ungido do Senhor, meu senhor, pois ele é consagrado ao Senhor!</em>” (1Sam 24,7). Pela intercessão de Moisés, Mirian foi curada da lepra. Logo depois vemos Coré (Num 16) se rebelar contra Moisés e Aarão: “<em>Basta! Toda a assembléia é santa, todos o são, e o Senhor está no meio deles. Por que vos colocais acima da assembléia do Senhor?</em>”. A Bíblia mostra que, por causa desta revolta, “<em>Saiu um fogo de junto do Senhor e devorou os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso</em>”.</p>
<h4><span style="color:#ff0000;">Os camponeses mereceram seu destino:</span></h4>
<p align="justify">“<strong><em>Assim como as mulas não se movem até que seu dono lhe puxe as cordas, assim o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, açoitá-los, enforcá-los, queimá-los, torturá-los e decapitá-los, para que aprendam a temer o poder estabelecido</em>” (El. ed. 15, 276, citado by O'Hare, em 'The Facts About Luther, TAN Books, 1987, p. 235). </strong></p>
<p align="justify">“<strong><em>O camponês é um porco, e quando um porco é abatido, ele está morto, e da mesma forma os camponeses não pensam sobre a vida futura, pois do contrário se comportariam de outra maneira</em></strong>”<strong>. </strong><strong>('<em>Schlaginhaufen</em>,' '<em>Aufzeichnungen</em>' p. 118, citado ibid., p. 241) </strong></p>
<p align="justify">Trata-se do episódio da guerra dos camponeses de 1525. O próprio Lutero recomendava aos príncipes: <strong>“<em>impeça-os da forma que puderem, como se matam cachorros loucos</em>” (Ibid., p. 235).</strong> <strong>Erasmo de Roterdã, contemporâneo de Lutero, relatou que mais de cem mil camponeses perderam suas vidas (Ibid., p. 237). </strong></p>
<h4><span style="color:#ff0000;">Poligamia:</span></h4>
<p align="justify"><strong> “<em>Confesso não poder evitar que uma pessoa despose muitas mulheres, pois tal não contradiz as Escrituras. Caso um homem escolha mais de uma mulher, deve procurar saber se está satisfeito com sua consciência de que o fará em acordo com o que diz a Palavra de Deus. Neste caso, a autoridade civil nada tem a fazer</em>”. </strong><strong>(De Wette II, 459, ibid., pp. 329-330) </strong></p>
<p align="justify"><strong><em>“A Bíblia poderia melhorar”</em></strong><strong> ('<em>TheFacts About Luther</em>, O'Hare, TAN Books, 1987, p. 202) </strong></p>
<p align="justify"><strong>“<em>A história de Jonas é tão monstruosa que é absolutamente inacreditável</em>” (Ibid.)</strong></p>
<p align="justify">“<strong><em>Eu jogaria o livro de Esther no Elba. Sou de tal forma inimigo deste livro que preferiria que não existisse, pois é judaizante demais e com grande parte de idiotices pagãs</em>”. (Ibid.)</strong></p>
<p align="justify"><strong>“<em>A carta de Tiago é uma carta de palha, pois não contém nada de evangélico</em>.” </strong><strong>('<em>Preface to the New Testament</em>,' ed. Dillenberger, p. 19.) </strong></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong>“<em>Se algo sem sentido foi falado, este é o lugar. Eu confirmo o que muitos já haviam dito que, com muita probabilidade, esta epístola não fora escrita pelo apóstolo, e não merece o nome do apóstolo</em>”. </strong><strong>('<em>Pagan Servitude of the Church</em>' ed. Dillenberger, p. 352.).</strong></p>
<p align="justify"><strong>“<em>Para mim tal livro* não possui qualquer característica cristã. Que cada um julge este livro; eu mesmo tenho aversão, e isto é o suficiente para rejeitá-lo</em>”  (<em>Sammtliche Werke</em>,  63, pp. 169-170, '<em>The Facts About Luther</em>,' O'Hare, TAN Books, 1987, p. 203). </strong></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong><em>*NT: Trata-se do livro de Apocalipse</em></strong></p>
<p align="justify">É dito que Lutero entendeu a Bíblia “como se Deus falasse ao coração”. Mas é difícil de imaginar que o próprio Deus, que lhe “falou ao coração”, revelasse que Tiago escreveu uma epístola sem valor. Tal confusão é bem parecida com a “inspiração pelo Espírito Santo” que os evangélicos têm hoje em dia para confirmar a veracidade de suas interpretações bíblicas. É interessante também notar que, para os protestantes, a Bíblia é a autoridade final, correto? Porém vemos que Lutero se coloca acima da autoridade da Bíblia, escolhendo quais livros devem pertencer ou não a ela, e ainda com a “autoridade” de definir determinado livro. Na realidade, Lutero se colocou acima da Bíblia que afirma estar sujeito. Sem perceber, os protestantes de ontem e de hoje fazem o mesmo.</p>
<p align="justify">Os protestantes, debatendo sobre os deuterocanônicos, citam passagens que dizem que os que acrescentam qualquer coisa à Palavra de Deus serão condenados. Demonstramos com vários artigos que, na realidade, quem acrescentou ou retirou algo da Bíblia foram os reformadores. E o próprio Lutero admite tal feito, com a adição da palavra “somente” em Rm 3,28 de sua tradução para o alemão:</p>
<p align="justify">“<strong><em>Se um papista lhe questionar sobre a palavra ‘somente’, diga-lhe isto: papistas e excrementos são a mesma coisa. Quem não aceitar a minha tradução, que se vá. O demônio agradecerá por esta censura sem minha permissão</em>”. </strong><strong>(<em>Amic. Discussion</em>, 1, 127,'<em>The Facts About Luther</em>,' O'Hare, TAN Books, 1987, p. 201) </strong></p>
<h4><span style="color:#ff0000;">Judeus para o inferno:</span></h4>
<p align="justify"><strong> “<em>Os judeus são pequenos demônios destinados ao inferno.</em>” </strong><strong>('<em>Luther's Works</em>,' Pelikan, Vol. XX, pp. 2230).</strong></p>
<p align="justify"><strong>“<em>Queime suas sinagogas. Negue a eles o que disse anteriormente. Force-os a trabalhar e trate-os com toda sorte de severidade...são inúteis, devemos tratá-los como cachorros loucos, para não sermos parceiros em suas blasfêmias e vícios, e para que não recebamos a ira de Deus sobre nós. Eu estou fazendo a minha parte</em>”. </strong><strong>('<em>About the Jews and Their Lies</em>,' citado em O'Hare, in '<em>The Facts About Luther</em>, TAN Books, 1987, p. 290) </strong></p>
<p align="justify"><span style="color:#ff0000;"><strong>Cristo pecador:</strong></span></p>
<p align="justify">“<strong><em>Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?” Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer</em></strong>”. <strong>(Lutero, Tischredden,</strong> <strong>Table Talk</strong>, <strong>Weimar, Vol. </strong><strong>II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, </strong><strong>Martinho Lutero</strong><strong>, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15) ou em</strong><em> <strong>(Lutero, Propos de table, n. 1472, ed. De Weimar, II, 107)”</strong></em><strong> </strong></p>
<p align="justify"><span style="color:#ff0000;"><strong>Contra o sacramento da Eucaristia:</strong></span></p>
<p align="justify"><strong><em>“Pensais, sem dúvida, que o beberrão Cristo, tendo bebido demais na ceia, aturdiu os discípulos com uma vã tagarelice?” (</em>Funck-Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi, 1956, 2a. ed, p.135) </strong></p>
<p align="justify"><span style="color:#ff0000;"><strong>E ainda, violento e mais blasfemador:</strong></span></p>
<p align="justify"><strong><em>“Certamente Deus é grande e poderoso, pensa Lutero, e bom e misericordioso e tudo quanto se pode imaginar nesse sentido, mas é estúpido</em>”<em> (Deus est stultissimus; Propos de table n. 963, ed. De Weimar, I, 487)” </em>(Brentano: 147)</strong></p>
<p align="justify">Creio que não se pode comentar tais palavras, assegurando que vieram do nome daquele que cultuam hoje como “a estrela que brilhou no meio à escuridão da Idade Média”. Não há dúvida: Lutero está errado. Cristo se assemelhou em tudo a nós, menos ao pecado. Isto é evidente pela Sagrada Escritura e pela autoridade da Igreja, pois Cristo é Deus. Imagine, leitor, o que aconteceria se você apresentasse este fragmento a um protestante, esperasse este identificar quem o disse, e depois revelar que foi dita por nada menos que Martinho Lutero?</p>
<p align="justify">Para que o leitor não pense que acusamos o pseudo-reformador alemão gratuitamente, registramos a seguir também algumas de suas muitas mentiras e atos de arrogância, que foram instrumento (iníquo) amplamente utilizado em sua revolta. Depois da leitura da confissão em <em>Augsburg</em>, <em>Melanchthon</em> e os demais luteranos foram questionados pelos católicos na <em>Confutatio</em>, devendo então ceder em alguns pontos. <em>Melanchthon</em> estava disposto ao sacrifício em nome da paz, mas Lutero era radicalmente contra, o que provocará a defesa intransigente da confissão protestante através da <em>Apologia</em>. Lutero então escreveu a <em>Melanchthon</em> do castelo de <em>Cobourg</em>, incentivando o amigo a se expressar de forma ambígua:</p>
<p align="justify"><strong><em>“(...) Pois, uma vez conseguida a paz e escapado à violência, podemos facilmente fazer remendos para nossos ardis (mentiras) e faltas (tricks (lies) and failings), porque a misericórdia de Deus prevalece sobre nós.” </em></strong><strong><em>(GRISAR</em></strong><strong>, Hartmann, S.J., Martin Luther, His life &#38; work, The Newman Press, 1960, p.388)</strong></p>
<p align="justify">E se a mentira era companheira de Lutero, sabemos que tal vício normalmente acompanha e justifica outros vícios. No caso luterano, era a soberba que transbordava de sua boca incontrolável, como na carta a <em>Henrique VIII</em>:</p>
<p align="justify"><strong><em>“Através de mim Cristo começou Sua revelação sobre as abominações no lugar santo.” (Grisar:261)</em></strong></p>
<p align="justify">E ainda:</p>
<p align="justify"><strong><em>“Estou certo que meus dogmas vêm do céu.” </em>(Grisar: 261) </strong></p>
<p align="justify"><span style="color:#ff0000;"><strong>Vemos também sua soberba em confissões como esta</strong></span><em><span style="color:#ff0000;"><strong>:</strong></span> </em></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong><em>“Muito embora a Igreja, Agostinho e os outros doutores, Pedro e Apolo e até um anjo do céu ensinem o contrário, minha doutrina é tal que só ela engrandece a graça e a glória de Deus e condena a justiça de todos os homens na sua sabedoria.”</em> (<em>Weimar, XL, 1 Abt., 132;</em> apud Franca, IRC: 179)</strong></p>
<p align="justify">Em Julho de 1521, portanto quando estava no castelo de <em>Wartburg</em>, Lutero escrevia a <em>Melanchthon</em>:</p>
<p align="justify"><em></em></p>
<p align="justify"><em><strong>“Eis que, eu rezo muito pouco... Por uma semana inteira eu nem escrevi, nem rezei nem estudei, atormentado em parte pelas tentações da carne, parte por outro problema</strong></em><strong> [constipação].</strong><em><strong> Reze por mim, pois na solidão estou afundando no pecado. (...) Eu queimo nas chamas de minha carne insubmissa; em resumo, eu deveria estar ardente no espírito, pelo contrário eu ardo na carne, no desejo, na preguiça, na desocupação e na indolência, (...) Eu sou severamente experimentado pelo pecado e pelas tentações. (...)”</strong></em><strong> (Grisar: 199) </strong></p>
<p align="justify">Lutero dizia o mesmo a <em>Staupitz </em>dois anos antes. (Grisar: 199)</p>
<p align="justify">Vejam essa confissão, prezados leitores: <span style="text-decoration:underline;">Lutero ficava uma semana inteira sem rezar!</span> E ainda por cima ficava ocioso, pois nem lia, nem estudava! Entregue ao ócio<em>, mãe de todos os vícios</em>, e sem rezar, sem pedir a ajuda divina, certamente iria cair em tentação. Lutero reclamava das tentações, porém, ao invés de rezar e fazer penitência, abandonava-se cada vez mais ao vício; não rezava nem vigiava. E como os vícios gostam de fazer companhia um ao outro, pois o <em>semelhante atrai semelhante,</em> vemos como Lutero os possuía com largueza:</p>
<p align="justify"><strong><em>“À sua Catarina escrevia em 1540: vou comendo como um boêmio e bebendo como um alemão, louvado seja Deus!”</em> (Franca, IRC: 186). E em 1534 havia escrito: <em>“Ontem aqui bebi mal e depois fui obrigado a cantar; bebi mal e sinto-o muito. Como quisera haver bebido bem ao pensar que bom vinho e que boa cerveja tenho em casa, e mais uma bela mulher... Bem farias em mandar-me daí toda a adega bem provida do meu vinho e, o mais freqüentemente que puderes, um barril de tua cerveja.”</em> (Franca, IRC: 186)</strong></p>
<p align="justify"><span style="color:#ff0000;"><strong>São confissões escandalosas na boca de um <em>reformador evangélico.</em></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="color:#ff0000;"><strong>Mas não para por aí.</strong></span> Mandava dizer de <em>Wartburg</em> (1541):</p>
<p align="justify"><strong><em>“Aqui passo todo o dia no ócio e na embriaguez.”.</em></strong> Em <em>Erfurt</em>, por 1522, <em>Melanchthon</em> relata que Lutero não fez senão <strong><em>“beber e gritar, como de costume.”</em> (Franca, IRC: 186)</strong></p>
<p align="justify">Em 1531 o rebelde reclama a <em>Wenceslau Link</em>:</p>
<p align="justify"><strong><em>“a dor de cabeça, contraída em Coburgo por causa do vinho velho, ainda não foi debelada pela cerveja de Wittemberga”</em> (Franca, IRC: 187)</strong></p>
<p align="justify">Na mesma linha da decadência moral, Lutero encaixa então seu sistema teológico. Veja-se como ele aconselha o atribulado <em>Jerome</em> <em>Weller</em> em termos estarrecedores:</p>
<p align="justify"><strong><em>“Quando te vexar o diabo com estes pensamentos, palestra com os amigos, bebe mais largamente, joga, brinca ou ocupa-te em alguma coisa. De quando em quando se deve beber com mais abundância, jogar, divertir-se e mesmo fazer algum pecado em ódio e acinte ao diabo para não lhe darmos azo de perturbar a  consciência com ninharias... Quando te disser o diabo: não bebas, responde-lhe: por isso mesmo que me proíbes hei de beber e em nome de J.C. beberei mais copiosamente... Por que pensas que eu bebo, assim, com mais largueza, cavaqueio com mais liberdade e banqueteio-me com mais freqüência, senão para vexar e ridicularizar o demônio que me quer vexar e ridicularizar de mim?... Todo o decálogo se nos deve apagar dos olhos e da alma, a nós tão perseguidos e molestados pelo diabo.”</em> (<em>De Wette, IV, 213, </em>apud Franca, IRC: 187)</strong></p>
<p align="justify">Cristo havia mandado o jovem rico guardar os mandamentos. Lutero mandou seu discípulo apagar os mandamentos dos olhos e da alma! Eis o <em>reformador evangélico! </em>E como conseqüência do princípio luterano, o rebelde escreve ao então escrupuloso <em>Melanchthon</em> em 1521:</p>
<p align="justify"><strong><em>“Seja um pecador, e peca fortemente, mas creia ainda mais firmemente (Esto peccator et pecca fortiter, sed fortius fide)”</em> (Grisar: 206)</strong></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><span style="color:#ff0000;"><strong>Também, segundo Lutero,</strong></span></p>
<p align="justify"><strong><em>“Cristo não tomou sobre si só uma condição humana geral, mas submeteu-se ao diabo e concorda com o diabo de alguma forma. Ele não assumiu só as culpas, como afirma a fé católica, mas também a disposição ao pecado.”</em> (</strong><strong>Beer): 30 Giorni Ano VII, fev. 1992, pág.55, entrevista "Lutero? Delírio Maniqueísta")</strong></p>
<p align="justify">
<p align="justify">Agora ficam claras as frases blasfemas de Lutero contra Cristo: na <em>cristologia</em> luterana Nosso Senhor de fato tinha de pecar; para que Cristo pagasse o pecado deveria cometer todos os pecados! Eis a <em>reforma</em> que dizia reconduzir a Igreja à <em>pureza primitiva</em>! Dado que Cristo é uma dualidade para Lutero, Ele não pode ser a terceira pessoa da Santíssima Trindade, que encarnando tornou-se uma só pessoa:</p>
<p align="justify"><strong><em>“Cristo não pode ser “pessoa”, deve ser um “compositum”, pois nele devem coexistir a divindade e a maldição, ou seja, a diabolicidade.”</em> (Beer: 55) </strong></p>
<p align="justify"><strong>“<em>Para Lutero (...) Deus é mau em si, é preciso atribuir a diabolicidade a Deus. São Paulo escreveu que em Jesus Cristo “habita a plenitude da divindade”, e Lutero comentou: “é bom que tenhamos um homem assim, porque Deus é em si mesmo mau e cruel.” </em>(Beer: 59)</strong></p>
<p align="justify">E por fim, falemos do famoso debate de Leipzig. Nessa famosa disputa, <em>Eck</em> fez Lutero negar os livros que na Bíblia defendem o Purgatório, fundamento das indulgências que Lutero atacava. <em>Eck</em> venceu de tal modo a disputa, que como conseqüência o <em>Duque George da Saxônia</em> firmou posição definitiva a favor da Igreja, e as universidades de <em>Colônia</em> e <em>Louvain</em> condenaram as doutrinas heréticas de Lutero. (LLORCA, Bernardino, Historia de la Iglesia Catolica, Vol. III – Edad Nueva, BAC, 4ª ed, p. 671)</p>
<p align="justify"><strong>“<em>No debate de Leipzig o opositor católico de Martinho Lutero demonstrou-lhe de modo irrefutável que sua “nova doutrina” não se opunha apenas aos papas mas também à Tradição tal como claramente expressa pelos Padres e pelos Concílios. Lutero viu-se obrigado a reconhecê-lo e declarou então que também os Concílios Ecumênicos tinham se enganado. (...) Lutero abandonou a idéia católica de uma Igreja interprete autêntica do verdadeiro sentido da Revelação. Lutero não reconhecia mais na Igreja uma consciência comum superior à inteligência e às interpretações particulares</em>.” </strong>Naquele momento realizou-se uma ruptura decisiva.</p>
<p align="justify">O fato relevante é que as universidades haviam sido invocadas como árbitros da disputa, e seu veredicto então deveria ser aceito pelos participantes. As universidades de <em>Paris</em> e <em>Erfurt</em> também irão condenar Lutero, embora mais tarde. (Ibid.)</p>
<p align="justify">Mais curioso ainda é que Lutero havia dito no começo que aceitaria as sentenças das universidades. Quando <em>Colônia</em> e <em>Louvain</em> rejeitaram várias de suas proposições, Lutero escreveu uma <em>Responsio</em>, onde pretendia mostrar <em>“a vaidade e nulidade de tais veredictos acadêmicos em geral.” </em>Dizia ainda, em linguagem que lhe era própria:</p>
<p align="justify"><strong><em>“Até que eles o refutem, (...) considera as condenações como se fossem imprecações de uma meretriz bêbada (sic!). Os professores de Louvain e Colônia são caracterizados como “asnos” em carta a Spalatin.”</em> (Grisar: 149)</strong></p>
<p align="justify">Infelizmente, os protestantes se recusarão a buscar as obras de Lutero e de outros reformadores. Sua metodologia “minha consciência é meu guia” lhe impede de aderir a qualquer semelhança com a doutrina de algum ser humano, ainda mais se este ser humano ensinou o que mostramos acima. Na realidade, os protestantes, que acham que retiram suas doutrinas da Bíblia, na realidade copiam as conclusões de outras pessoas, como Lutero (o que é um mal negócio), Calvino (também), ou o que pode ser ainda pior, de suas próprias conclusões.</p>
<p align="justify">O mesmo fundador da <em>"Reforma",</em> Martinho Lutero, chegou a <em>"lamentar",</em> o dano que a sua rebelião contra a autoridade da Igreja, tinha causado. O espetáculo de seus escritos faz as seguintes observações ...</p>
<p align="justify"><strong><em>"Este aqui não ouvirá falar do Batismo, e aquele nega o sacramento, outro põe um mundo entre isto e o último dia: alguns ensinam que Cristo não é Deus, alguns dizem isto, alguns dizem isso: há tantas seitas e credos como há tantas cabeças. "Nenhum rústico é tão rude quando ele tiver sonhos e fantasias, e pensar que é inspirado pelo Espírito santo e deve ser um profeta."</em></strong><strong>De Wette III, 61. citado em O'Hare, Os fatos sobre Lutero, 208.</strong></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong>Em 1600, devido à reforma protestante, havia mais de 100 divisões em várias seitas. Antes de 1900, havia 1000 ao redor. Antes de 1981 havia mais que 20.700. Hoje há mais de 33.800  dividindo o Corpo de Cristo, sendo fundadas por meras criaturas humanas. As comunidades protestantes aumentaram em número de aproximadamente 65% em só vinte anos. (Dados da Enciclopédia Cristã mundial, abril de 2001), uma publicação protestante.</strong></p>
<p align="justify">Talvez a única conclusão que podemos retirar destas, e de várias outras frases, é a que o apóstolo Paulo nos incentiva: “<em>Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos... A menos que a prova vos seja, talvez, desfavorável</em>” (2Cor 13,10).</p>
<p align="center"><strong>ANEXO</strong></p>
<p align="justify">A maioria dos protestantes possuem uma visão mítica e romântica de Lutero. Contudo, bem outra é a realidade histórica que nos trazem os historiadores, alguns dos quais protestantes como Franz Funck-Brentano. Eis algumas frases de Lutero compiladas na obra de João Clá Dias, "Como Ruiu a Cristandade Medieval":</p>
<p align="justify"><strong>"Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma coisa. Meu juízo é o juízo de Deus" (Weimar, X, 2, Abt., 107)"; </strong></p>
<p align="justify"><strong>"Sim, eu digo: todas as casas de tolerância, que, entretanto, Deus condenou severamente, todos os homicídios, mortes, roubos e adultérios, são menos prejudiciais que a abominação da missa papista." </strong><strong>(Werke, t. XV, 773-774)"; </strong></p>
<p align="justify"><strong>"Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: "Que fez, então, com ela?", depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer." </strong><strong>(Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)". </strong></p>
<p align="justify">
<p align="justify">Aliás, é interessante transcrever um pequeno trecho da biografia de Lutero, escrita pelo protestante Franz Funck-Brentano, em que transparecem os pontos essenciais da "concepção de mundo" do reformador:</p>
<p align="justify"><strong>"(...) Tendo sido censurado pelo doutor Jonas, por ter insultado Deus em seu salmo ‘Quore fremuerunt gentes’ Lutero responde: - "Certamente, mas qual o profeta que não insultou a Deus?" </strong></p>
<p align="justify">Em outro dia:</p>
<p align="justify"><strong>- "Se Deus não me perdoasse os pecados, eu os jogaria pela janela".</strong></p>
<p align="justify">“De resto, se Deus encheu de mal o mundo, se quis fazer o mundo infeliz, foi para que aspirássemos à vida futura. (...) É verdade, diz Lutero, que seria quase lamentável que nós fizéssemos tudo o que Deus ordena, pois Deus faria isso por sua divindade; tornar-se-ia um mentiroso e não poderia manter-se no posto". A palavra de São Paulo aos romanos seria atirada na lama, quando diz: "Deus tudo ordenou sobre o pecado, a fim de que pudesse ter piedade de nós". O Padre-Nosso não serviria de nada, nem o Credo; a fé, a remissão dos pecados tornar-se-iam inúteis, supérfluas". "Ah! mas eis que tudo vai bem! Pequemos no interesse de Deus". "Deus está presente em todas as criaturas, na menor folha, na menor parcela de graveto".</p>
<p align="justify">Argumento inesperado nos lábios de Lutero a favor desse panteísmo que excitava Calvino; essa grande doutrina panteísta, a de Plotino, de Giordano Bruno, de Miguel Servet, de Spinoza, de Retif de la Bretonne, de Goethe e de Hegel, que se encontraram na mesma forma de conceber o mundo, sem se terem combinado nem influenciado uns e outros. (...) Arrebatado por esse declive, nosso doutor Martinho (sic) rola em enormidades, ousaríamos dizer, numa depravação intelectual que não foi ainda revelada, ao que parece, por nenhum de seus inúmeros biógrafos.(...)</p>
<p align="justify">Funck-Brentano, Lutero, pp. 175 - 177, 180 - 181, 199 - 201, 212</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
