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	<title>blogagens-coletivas &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "blogagens-coletivas"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 15:53:59 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Um mar de plástico]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/?p=786</link>
<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 19:05:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
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<description><![CDATA[
 Arpex
O que vou dizer pode parecer um tanto estranho partindo de quem, afinal, escolheu viver bem ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2008/03/pontadoarpex.jpg" alt="pontadoarpex.jpg" /></div>
<div style="text-align:center;"><i> Arpex</i></div>
<p>O que vou dizer pode parecer um tanto estranho partindo de quem, afinal, escolheu viver bem no interior do continente da América do Sul, a mil quilômetros da praia mais próxima (isso em linha reta...).  Mas a verdade é que eu sou daqueles sujeitos extremamente ligados à água, o que faz com que pelo menos uma vez por ano eu tenha que cair no mar (e só aguento esperar tanto tempo porque assim que começa a estação das secas eu vou ali na Chapada mergulhar em algum poço).</p>
<p>Isso se explica: minha infância e juventude giraram em torno desta ponta de pedra aí em cima, a Ponta do Arpoador no Rio de Janeiro _ ou para os íntimos, o Arpex.   Foi aí que mesmo antes de falar eu me iniciei no estranho ritual de abandonar a segunda pele que nós humanos inventamos para retornar ao útero, não o materno, mas o primordial da vida.  Foi aí que aprendi a nadar.  Foi aí que aprendi a mergulhar.  Foi aí que tomei meus primeiros caixotes, ainda insuspeitadas metáforas molhadas para caixotes mais complicados vida afora.  Foi aí que eu aprendi a respeitar o mar, quase me afogando com uns quinze anos de idade.  Foi aí, também, que dei meu primeiro beijo e meus primeiros amassos.  E, é claro, foi aí que eu também aplaudi o pôr do sol, muitas e muitas vezes, um ritual bem conhecido da solar tribo carioca dos veneradores de Aton.</p>
<p>Razão pela qual eu posso dizer o seguinte: o mar é meu amigo.  Mexeu com ele, mexeu comigo.</p>
<p>***</p>
<p>Hoje é o Dia Mundial da Água, e o blog <i>Faça a Sua Parte</i> lá no Verbeat conclamou os blogueiros interessados no assunto a <a href="http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2008/03/22-de-marco-dia-mundial-da-agu.html" target="_blank">participarem de uma blogagem coletiva</a>:</p>
<blockquote><p><font color="#000000">"</font><font color="#000000">O dia 22 de março comemora o  Dia Mundial da Água. Nesse dia teremos mais uma edição da  postagem coletiva do <a href="http://esa.un.org/iys/">Faça a sua parte</a>.</font></p>
<p><font color="#000000">A ONU escolheu 2008 como o "<b>Ano Internacional do Saneamento</b>". O Dia Mundial da Águá fará parte dos eventos programados.</font></p>
<p><font color="#000000"><i>A                         Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a                         resolução <a href="http://daccessdds.un.org/doc/UNDOC/GEN/N93/100/87/IMG/N9310087.pdf?OpenElement">A/RES/47/193</a> de 22 de dezembro de 1992 (p. 22/02/93),                         através da qual 22 de março de cada ano seria                         declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser                         observado a partir de 93, de acordo com as recomendações                         da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente                         e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre                         recursos hídricos) da Agenda 21. E através da <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.670.htm">Lei n.º 10.670</a>, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data.</i></font><font color="#000000"><i></i><i></i></font></p>
<p><font color="#000000">Visite o <a href="http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/calendario.html">Calendário Verde do Faça a sua parte</a> e leia mais sobre o Dia Mundial da água. Clique no banner e informe-se. Veja porque o saneamento é um tema importante não apenas para o meio ambiente, mas para todos nós.</font><font color="#000000"><i>"</i></font></p></blockquote>
<p><font color="#000000"> OK.  Diz o Houaiss:</font></p>
<blockquote><p>"<font color="#000000"><i><b>Saneamento</b></i></font></p>
<p><font color="#000000"><i><b>Datação</b><br />
<font size="1"> sXV cf. InedHist</font></i></font></p>
<p><font color="#000000"><i><b>Acepções</b><br />
<span class="sq">■</span> <font>substantivo masculino</font><br />
</i></font>     <font><font color="#000000"><i> ato ou efeito de sanear<br />
</i></font> <font> <font color="#000000"><i><b>1</b>    <font>Rubrica: urbanismo.</font><br />
<font>    </font> série de medidas que tornam uma área sadia, limpa, habitável, oferecendo condições adequadas de vida para uma população ou para a agricultura<br />
</i></font>  <font> <font color="#000000"><i><b>2</b>    <font>Derivação: sentido figurado.</font><br />
<font>    </font> conjunto de ações para estabelecer princípios éticos rigorosos<br />
</i></font>  <font><font color="#000000"><i> Ex.:  o s. da administração pública<br />
</i></font> <font> <font color="#000000"><i><b>3</b>    <font>Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: direito processual.</font><br />
<font>    </font> eliminação de vícios, irregularidades ou nulidades processuais</i></font> "  </font></font></font></font></font></p></blockquote>
<p>Evidentemente a acepção que interessa ao tema da blogagem coletiva é a primeira.</p>
<p>Mantendo a tradição rebelde deste blog, abordaremos o tema a partir de uma perspectiva um pouco diferente, pensando o saneamento não de uma perspectiva local, mas sim global.</p>
<p>É verdade que as políticas públicas de saneamento mais modernas procuram contemplar o caráter local da atividade, mas também se preocupam em criar uma interlocução adequada com a questão ambiental.  Por exemplo, a <a href="http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11445.htm" target="_blank">Lei no 11.445/2007</a>  , que é o marco regulatório do saneamento básico no Brasil, estabelece os seguintes princípios fundamentais para a prestação dos serviços de "saneamento básico":</p>
<blockquote>
<p class="texto1" style="line-height:12pt;text-indent:35px;" align="justify"> <span style="font-size:10pt;font-family:Arial;font-weight:normal;"><font face="Arial" size="2">"<font color="#000000"><i>Art. 1<u><sup>o</sup></u>   Esta Lei estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a  política federal de saneamento básico.</i></font></font></span></p>
<p class="texto1" style="line-height:12pt;text-indent:35px;" align="justify"> <font color="#000000"><i><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;font-weight:normal;"><font face="Arial" size="2">Art. 2<u><sup>o</sup></u>   Os serviços públicos de saneamento básico serão prestados com base nos seguintes  princípios fundamentais:</font></span></i></font></p>
<p class="texto1" style="line-height:12pt;text-indent:35px;" align="justify"> <font color="#000000"><i><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;font-weight:normal;"><font face="Arial" size="2">I -  universalização do acesso;</font></span></i></font></p>
<p class="texto1" style="line-height:12pt;text-indent:35px;" align="justify"> <font color="#000000"><i><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;font-weight:normal;"><font face="Arial" size="2">II -  integralidade, compreendida como o conjunto de todas as atividades e componentes  de cada um dos diversos serviços de saneamento básico, propiciando à população o  acesso na conformidade de suas necessidades e maximizando a eficácia das ações e  resultados;</font></span></i></font></p>
<p class="texto1" style="line-height:12pt;text-indent:35px;" align="justify"> <font color="#000000"><i><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;font-weight:normal;"><font face="Arial" size="2">I<b>II -  abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos  resíduos sólidos realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do  meio ambiente</b>;</font></span></i></font><font color="#000000"><font size="2"><font face="Arial"><i>(...)</i></font></font></font><font color="#000000"><i><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;font-weight:normal;"><font face="Arial" size="2">"</font></span></i></font></p>
</blockquote>
<p>Não obstante, a expressão "meio ambiente" consta apenas 6 vezes ao longo dos 60 artigos que constituem a lei, e na maior parte das vezes de forma um tanto vaga.   E pode-se dizer efetivamente que o marco regulatório se eximiu de integrar de forma mais consistente a questão ambiental com as questões do saneamento, embora esta seja uma dimensão vital da política.</p>
<p>Além disso, ainda não se vê regulamentação infralegal da Lei que sugira uma maior preocupação com o assunto.  Aliás, um dos <a href="http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2007-2010/2007/Msg/VEP-09-07.htm" target="_blank">vetos presidenciais</a> à Lei quando de sua sanção presidencial ilustra bem o problema, ao mostrar que mesmo o pouco que foi feito parece já ser demais:</p>
<blockquote><p>"<font color="#000000"><i>Art. 59 </i></font></p>
<blockquote><p><font color="#000000"><i>"Art. 59.  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação."</i></font></p></blockquote>
<p><font color="#000000"><i>Razão do veto </i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>"<b>Não é recomendável que a Lei da Política Nacional de Saneamento Básico, por sua relevância e complexidade, passe a viger a partir de sua publicação</b>. O veto ao dispositivo é imprescindível, uma vez que todos os agentes relacionados ao saneamento necessitam de um tempo mínimo para se adequarem às normas, havendo, com o veto, 45 dias para a entrada em vigor da Lei."</i></font>"</p></blockquote>
<p>A maior parte das pessoas se preocupa em a) jogar o lixo produzido em suas atividades diárias nas suas latas de lixo;  b) jogar o lixo acumulado em suas latas de lixo na lixeira da rua e c) que a limpeza urbana recolha diariamente o lixo em frente às suas casas.  Algumas pessoas conhecem o conceito de reciclagem.  Muito poucas se preocupam com a noção integral de ciclo de vida do lixo, no entanto; embora a gente até se pergunte onde vão parar os guarda-chuvas e luvas perdidas, em geral ninguém dá muita bola para saber onde vai parar esse lixo todo.</p>
<p>E isso é um erro.</p>
<p>***</p>
<p><i>I met a traveller from an antique land<br />
Who said: "Two vast and trunkless legs of stone<br />
Stand in the desert. Near them on the sand,<br />
Half sunk, a shattered visage lies, whose frown<br />
And wrinkled lip and sneer of cold command<br />
Tell that its sculptor well those passions read<br />
Which yet survive, stamped on these lifeless things,<br />
The hand that mocked them and the heart that fed.<br />
And on the pedestal these words appear:<br />
`My name is Ozymandias, King of Kings:<br />
Look on my works, ye mighty, and despair!'<br />
Nothing beside remains. Round the decay<br />
Of that colossal wreck, boundless and bare,<br />
The lone and level sands stretch far away. </i></p>
<p>_ Percy Bysshe Shelley</p>
<p><img src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2008/03/trashvortex.jpg" alt="trashvortex.jpg" /></p>
<p><i>O vórtex do lixo; animação <a href="http://oceans.greenpeace.org/en/the-expedition/news/trashing-our-oceans/ocean_pollution_animation" target="_blank">aqui</a><br />
</i></p>
<p>Existem certas latitudes do Oceano Pacífico por onde quase ninguém passa.  O lugar chama-se Giro Subtropical do Norte do Pacífico: trata-se de uma extensa região, quase do tamanho da África segundo algumas estimativas, onde uma grande massa de ar quente se forma, produzindo uma região de ar estacionado bastante insalubre.  Os veleiros evitam o lugar, e na verdade a maior parte dos grandes animais marinhos também.</p>
<p>Em 1997, o velejador Charles Moore, capitão do veleiro Alguita, havia participado de uma competição no Havaí e resolveu experimentar uma nova rota mais ao norte.  Ele sabia que estava entrando na "zona morta", mas o que encontrou lá não saiu mais de sua mente _ e transformou-se em sua razão de viver.</p>
<p>Eis uma matéria sobre ele, que saiu no Le Monde e está disponível nesta <a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2008/03/19/ult580u2972.jhtm" target="_blank">tradução</a> do UOL:</p>
<blockquote><p>"<font color="#000000"><i>Charles Moore conserva os seus achados mais preciosos num armário de ferro no fundo do seu jardim, perto do oceano Pacífico, em Long Beach, Califórnia. Há dez anos que, a bordo de um catamarã batizado Alguita, este homem vem caçando obstinadamente uma presa singular, o plástico encalhado no fundo do oceano. (...)</i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>O seu interesse no plástico resulta de um evento casual. Em 1997, ao retornar de uma competição de veleiros que o conduziu de Los Angeles até Honolulu, o navegador tomou a decisão de passar por uma rota habitualmente evitada pelos marinheiros, pois ela atravessava uma zona de altas pressões, sem vento, onde as correntes se enroscam no sentido das agulhas de um relógio: o Giro do Pacífico Norte. "Dia após dia, eu não consegui ver nenhum golfinho, nenhuma baleia, nenhum peixe sequer; <b>tudo o que eu via ali era plástico</b>", recorda-se.</i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>Charles Moore apaixonou-se por este lugar esquecido. Ele criou uma <a href="http://www.algalita.org/index.html" target="_blank">fundação</a>, fez com que ela fosse financiada por doadores privados e, com a ajuda de cientistas especialistas na poluição da água, desenvolveu um método de quantificação dos detritos, antes de retornar para aquela área. Os primeiros resultados das pesquisas foram divulgados pela publicação especializada "The Marine Pollution Bulletin" em 2001. A equipe recenseou 334.271 fragmentos de plástico por km2 em média (e até mesmo a quantidade máxima de 969.777 fragmentos por km2 em certos lugares), para um peso médio de 5 kg/km2. A massa de plástico é seis vezes mais elevada do que a massa de plâncton colhida no local. O Giro atua como uma armadilha para as partículas.</i></font></p>
<p><img src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2008/03/tartarugaelixo.jpg" alt="tartarugaelixo.jpg" /></p>
<p><font color="#000000"><i>Tartaruga deformada pelo lixo</i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>O lugar onde as amostragens foram colhidas, que é tão grande quanto o Texas, é batizado de Eastern Garbage Patch, a "Porção-lixo do Leste" do Pacífico. Qual é a superfície total desta vasta "lata de lixo"? "Isso, nós ainda não descobrimos", responde Charles Moore. "A água está sempre em movimento, e, com isso, a poluição fica muito difícil de medir. Eu percorri 150 mil quilômetros a bordo do Alguita pelo Pacífico Norte, e encontrei plástico por todo lugar".</i></font></p>
<p><font color="#000000"><i>A mais recente viagem do Alguita permitiu constatar um agravamento dos níveis de poluição. "Foi verdadeiramente chocante constatar que em cada colheita que nós trazíamos do fundo do mar para a superfície, a rede estava sistematicamente lotada de partículas e objetos de plástico", observa Jeffery Ernst, 22 anos, que acaba de obter o seu diploma de biologia marinha e que se alistou como voluntário para integrar a tripulação do Alguita. Os fragmentos, que são colhidos por meio de um grande jereré sofisticado, deverão ser selecionados e classificados em 128 categorias diferentes, em função do seu tipo (fio, filme, espuma, fragmento, granulados), do seu tamanho e da sua cor.</i></font>"</p></blockquote>
<p>***</p>
<p><img src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2008/03/andywarhol.jpg" alt="andywarhol.jpg" /></p>
<p><i>Self-portrait, 1966 </i></p>
<p><i>“I love Los Angeles.  I love Hollywood.  They’re beautiful.  Everybody’s plastic, but I love plastic.  <b>I want to be plastic</b>.”</i> – Andy Warhol, em <a href="http://cachef.ft.com/cms/s/0/33577264-51d8-11dc-8779-0000779fd2ac.html" target="_blank">entrevista</a> para Nigel Andrews, 1987</p>
<p>Uma parte do lixo que produzimos é reciclada (essa é ainda a menor, ínfima parte); outra parte é sepultada em aterros sanitários.  E uma outra boa parte vai parar nos rios e daí no mar.  Essa parte se constitui em geral de lixo leve, principalmente papel e plástico, além, é claro, de todo o tipo de material que se solubiliza em água, como esgoto e dejetos químicos e biológicos.</p>
<p>De uma forma ou outra, os materiais que jogamos no mar são "dissolvidos" e voltam para o meio ambiente sob uma ou outra forma.  O plástico, porém, não.  Por não ser biodegradável, o plástico que produzimos fica eternamente depositado na natureza.  Sabe-se que a radiação ultravioleta produzida pelo Sol o fragiliza e fragmenta, em um processo conhecido como fotodegradação, razão pela qual as peças de plástico expostas ao Sol _ como por exemplo as que ficam flutuando no oceano _ terminam se rompendo e fragmentando em uma míriade de partes, mas continuam lá, apenas em pedaços cada vez menores.  E isso não é necessariamente bom, muito pelo contrário, pois quanto menores os pedaços, mais facilmente eles podem interagir com a vida marinha _ e essa interação é quase sempre fatal.  Está bem documentado que espécimes de <a href="http://www.algalita.org/gallery2/main.php?g2_itemId=97" target="_blank">aves marinhas como o albatroz</a>, bem como de outras espécies, vêm sendo encontrados com o seu tubo digestivo entupido por detritos plásticos, que não conseguem digerir e terminam por matar o animal.</p>
<p>Charles Moore e sua equipe vêm pesquisando a região há alguns anos, e suas estimativas são de que a região contém, em peso, <b>6 vezes mais plástico do que plancton</b>, sendo a maior parte desse plástico escassamente visível a olho nu.</p>
<p>E se você acha que isto é um problema apenas para os animais marinhos...bem, você está enganado.  Quanto menores e mais invisíveis os pedaços de plástico, mais provável que alguns deles acabem parando...dentro de nós.</p>
<p>Estima-se que uma análise sanguínea pode detectar, em quase qualquer humano vivo, cerca de 100 tipos de substâncias industriais inexistentes há cinquenta anos atrás.  Só recentemente têm havido estudos buscando identificar alguma relação causal entre a proliferação destas substâncias e algumas tendências de longo prazo que vêm sendo identificadas em vários países, tal como a <a href="http://www.bestlifeonline.com/cms/publish/health-fitness/Our_oceans_are_turning_into_plastic_are_we_2_3.shtml" target="_blank">epidemia de obesidade e a progressiva queda na fertilidade masculina</a>.</p>
<p>Finalmente, o mais grave: todo este lixo flutua em águas internacionais.  E águas internacionais não são de ninguém.  Ninguém tem muito incentivo, portanto, a fazer qualquer coisa sobre isso, até que os riscos fiquem bastante claros.  Infelizmente, até isso acontecer pode ser muito tarde.</p>
<p>***</p>
<p>O que fazer?</p>
<p>O próprio Moore é bastante pessimista diante do quadro, dada a imensidão da tarefa.  É impossível filtrar o mar.  Ele tem uma metáfora bastante boa para descrever o atual estado de coisas: "<i>o mar é como um banheiro sem descarga.  Nós podemos parar de usar a privada, mas não podemos tirar o que já está lá</i>".</p>
<p>A NOAA _ National Oceanic and Atmospheric Administration, que já tem há alguns anos um <a href="http://marinedebris.noaa.gov/" target="_blank">programa de monitoramento de resíduos marinhos</a>, administra um tímido <a href="http://marinedebris.noaa.gov/projects/removal_nwhi.html" target="_blank">programa de remoção de resíduos</a> ao norte do Havaí _ porém, o programa é centrado na busca e remoção de redes de pesca abandonadas, também conhecidas como "<i>ghostnets</i>", porque elas apesar de abandonadas nunca param de pescar, levando à morte milhares de animais marinhos.</p>
<p>Em  uma <a href="http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?file=/c/a/2007/10/30/MNT5T1NER.DTL&#38;type=printable" target="_blank">matéria do SFGate do ano passado</a>, <span>Holly Bamford, oceanógrafa e chefe do serviço de resíduos marinhos da NOAA, reagiu de forma previsível para qualquer burocracia pega no contrapé, questionando o tamanho e o volume do lixo total existente no Giro do Pacífico.  Entretanto, ela informou que o governo americano pretende iniciar pesquisas com avionetas de controle remoto que fotografarão a área _ mas o programa só deve começar em um ano e meio, e só terá resultados daqui a dois anos.  E, evidentemente, ainda não se sabe muito bem como proceder para retirar os detritos existentes (outra entrevista com Charles Moore e Holly Bamford <a href="http://www.abc.net.au/worldtoday/content/2007/s2078528.htm" target="_blank">aqui</a>).</span></p>
<p>É claro que a abordagem mais prática seria aplicar regulações mais estritas sobre o que se pode jogar ao mar ou não.  Existe uma convenção internacional _ "<a href="http://www.imo.org/home.asp?topic_id=1488" target="_blank"><i>Convention on the Prevention of Marine Pollution by Dumping of Wastes and Other Matter</i></a>", de 1972, mais conhecida como Convenção de Londres _ regulamentando o tipo de material que pode ser jogado ao mar, mas apenas para embarcações, aeronaves e plataformas, e não a partir da terra, o que reduz bastante sua abrangência já que esta é a maior parte do lixo atirado ao mar.</p>
<p>Mas até onde sei não existem iniciativas mais organizadas e sérias para lidar com o problema do lixo não-biodegradável em mar alto, muito menos de limitação do despejo de plásticos no mar.  Se alguém conhece, por favor sinta-se a vontade para informar ou mesmo linkar a fonte na caixa de comentários deste post.</p>
<p>***</p>
<p>Infelizmente,  este texto não termina com uma boa notícia:</p>
<blockquote><p>"<font color="#000000"><i><b>Analysis from Algalita's September 2007 expedition shows <font color="#ff0000">a five fold increase in plastic quantities</font> in the Gyre since Captain Charles Moore began his research in 1997</b>. This next Algalita Expedition will build upon earlier data, and gather new information to provide a more complete, scientifically accurate picture of the issue's scope.</i></font>"</p></blockquote>
<p>Outras boas matérias sobre isso <a href="http://www.bestlifeonline.com/cms/publish/health-fitness/Our_oceans_are_turning_into_plastic_are_we_2.shtml" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://www.pbs.org/odyssey/odyssey/20050428_log_transcript.html" target="_blank">aqui</a>.  E este é o <a href="http://orvalguita.blogspot.com/" target="_blank">blog</a> das expedições do Alguita; vale a pena dar uma olhada de vez em quando.</p>
<p>E aqui, uma entrevista com Charles Moore:</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/n7Nn-mUfSBU'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/n7Nn-mUfSBU&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>***</p>
<p>PS: update</p>
<p>Como eu demorei pra burro pra entrar com o post, muita gente já largou na frente.  Confiram!</p>
<ul>
<li><a href="http://www.samshiraishi.com/permacultura-agua/">A vida como a vida quer (Sam Shiraishi)</a></li>
<li><a href="http://goldenalecrim.blogspot.com/2007/11/gua-um-bem-precioso.html">Alecrim Dourado (Denise BC)</a></li>
<li><a href="http://www.amigosdablogosfera.org/2008/03/16/blogagem-coletiva-2203-dia-mundial-da-agua/">Amigos da Blogosfera (Luma Rosa)</a></li>
<li><a href="http://aniscomcanela.blogspot.com/2008/03/obrigado-rio-uberabinha.html">Anis com Canela (Suelly)</a></li>
<li><a href="http://www.blogconsultoria.natura.net/2008/03/22/dia-mundial-da-agua/">Blog COnsultoria Natura (Luciana)</a></li>
<li><a href="http://blogdoronald.blogspot.com/2008/03/dia-mundial-da-gua-faa-sua-parte.html">Blog do Ronald (Ronald)</a></li>
<li><a href="http://blog-memories.burazine.com/2008/03/blogagem-coletiva-dia-mundial-da-agua.html">Blog Memories (Claudya)</a></li>
<li><a href="http://blogosferasolidaria.blogspot.com/2008/03/uma-orao-para-gua.html">Blogosfera Solidaria (Fátima, vários posts)</a></li>
<li><a href="http://bluemoon-tina.blogspot.com/2008/03/gua.html">Blue Moon (Tina)</a></li>
<li><a href="http://bocadiurna.blogspot.com/2008/03/blogagem-coletiva-no-dia-universal-da.html">Boca Diurna (Marcos Santos)</a></li>
<li><a href="http://oscar-vg.blogspot.com/2008/03/tudo-o-que-voc-precisa-saber-sobre.html">By Osc@r Luiz (Oscar Luiz)</a></li>
<li><a href="http://carbonozero.blogspot.com/2008/03/dia-da-gua.html">Carbono Zero (Luz Fernandes)</a></li>
<li><a href="http://cartadaitalia.blogspot.com/2008/03/o-mercador-de-gua.html">Carta da Itália (Allan)</a></li>
<li><a href="http://casadochico.blogspot.com/2008/03/dia-mundal-da-gua-blogagem-coletiva-do.html">Casa do Chico (Chico)</a></li>
<li><a href="http://casadochico.blogspot.com/2008/03/dia-mundal-da-gua-blogagem-coletiva-do.html">Catatau (Catatau)</a></li>
<li><a href="http://crazyseawolf.blogspot.com/2008/03/blogagem-coletiva-dia-mundial-da-gua_22.html">Chronicles % Tales Unlimited (RED) (Cidão)</a></li>
<li><a href="http://dotearth.blogs.nytimes.com/2008/03/20/26-billion-with-no-place-to-go-to-the-toilet/">Dot Earth (The New York Times)</a></li>
<li><a href="http://www.energiaeficiente.com.br/2008/03/22/dia-internacional-da-agua/">Energia Eficiente (Flávio)</a></li>
<li><a href="http://radioativos.blogspot.com/2008/03/dia-mundial-da-gua.html">Estrupícius Radioativus (Makarrao)</a></li>
<li><a href="http://floraisderosacea.blogspot.com/2008/03/gua-no-planeta.html">Florais de Rosácea (Rosácea)</a></li>
<li><a href="http://hippopotamo.blogspot.com/2008/03/dia-mundial-da-agua.html">Hippos (Luci Lacey)</a></li>
<li><a href="http://unipmarques.wordpress.com/2008/03/20/terra-planeta-sem-agua/">Jornalismo Unip Marquês (Antônio da Costa)</a></li>
<li><a href="http://vergueiro.wordpress.com/2008/03/21/agua-um-direito-de-todos/">Jornalismo Unip Vergueiro (Rosana Pires)</a></li>
<li><a href="http://www.ladybugbrazil.com/2008/03/22/agua-limpa-por-favor/">Ladybug Brasil (Lucia Freitas)</a></li>
<li><a href="http://jardinephemere.blogspot.com/2008/03/digesto-da-poluio.html">Le Jardin Éphémère (Maria Augusta)</a></li>
<li><a href="http://flordemorango.blogspot.com/2008/03/blogagem-coletiva-dia-mundial-da-gua.html">Letras de MOrango (Madalena)</a></li>
<li><a href="http://luluonthesky.blogspot.com/search/label/Blogagem%20Coletiva%3A%20Dia%20Mundial%20da%20%20%C3%81gua">Lulu on the Sky (Lulu onthe Sky)</a></li>
<li><a href="http://luxuriante.wordpress.com/2008/03/22/dia-mundial-da-agua-blogagem-coletiva">Luxuriante (Vitória)</a></li>
<li><a href="http://luzdeluma.blogspot.com/2008/03/blogagem-coletiva-dia-internacional-da.html">Luz de Luma (Luma)</a></li>
<li><a href="http://meiroca.com/2008/03/22/dia-mundial-da-agua-%e2%80%93-blogagem-coletiva/">Meiroca (Meire)</a></li>
<li><a href="http://eumarlene.blogspot.com/2008/03/dia-mundial-da-agua.html">Meu Blog (Marlene M)</a></li>
<li><a href="http://movimentonatura.wordpress.com/2008/03/22/dia-mundial-da-agua-2/">Movimento_natura.blog (Luciana)</a></li>
<li><a href="http://nmarieroses.blogspot.com/2008/03/gua-amm.html">N' Roses (Guga Flaquer)</a></li>
<li><a href="http://bloggdaro.blogspot.com/2008/03/blogagem-coletiva-dia-internacional-da_22.html">Na casa da vovó (Rosane)</a></li>
<li><a href="http://leonorcordeiro.blogspot.com/2008/03/dia-mundial-da-gua.html">Na Dança das Palavras (Leonor Cordeiro)</a></li>
<li><a href="http://www.verbeat.org/blogs/afonsochato/2008/03/tio-me-da-um-go.html">O Chato (D. Afonso XX)</a></li>
<li><a href="http://leonor_cordeiro.blog.uol.com.br/arch2008-03-16_2008-03-22.html#2008_03-20_22_11_58-2788411-0">O Mundo Encantado de Cecília Meireles (Leonor Cordeiro)</a></li>
<li><a href="http://ostracysmus.blogspot.com/2008/03/urgncia-de-uma-conscincia-global.html">OSTRA_CYSMUS (ANA C./SOB_VERSIVA)</a></li>
<li><a href="http://oficinadegerencia.blogspot.com/2008/03/22-de-maro-dia-mundial-da-gua.html">Oficina de Gerência (Herbert)</a></li>
<li><a href="http://nutriane.blogspot.com/2008/03/dia-mundial-da-gua.html">Pavulagem da Ro (Roseane)</a></li>
<li><a href="http://plataformavirtual.wordpress.com/2008/03/22/dia-mundial-da-agua/">Plataforma Virtual (Jean Carlo)</a></li>
<li><a href="http://ramosforestenvironment.blogspot.com/2008/03/relao-do-homem-com-natureza.html">Ramosforest Environment (Luiz Ramos)</a></li>
<li><a href="http://rosacc60.blogspot.com/2008/03/dia-da-gua-faa-sua-parte.html">Rosa147 (Rosa)</a></li>
<li><a href="http://sotaquemix.blogspot.com/2008/03/22-de-maro-dia-mundial-da-gua.html">Sotaque Mix (Aline)</a></li>
<li><a href="http://drang.org/blog/2008/03/22/quanta-agua-desperdicamos/">Sturm und Drang! (Denise Rangel)</a></li>
<li><a href="http://superdicasss.blogspot.com/2008/03/gua-manancial-de-vida.html">Super Dica$$$ (Jaqueline Amorim)</a></li>
<li><a href="http://www.interney.net/blogs/supimpa/2008/03/18/dia_da_agua_da_agua_da_pia_da_pena_da_to/">Supimpa (Fábio)</a></li>
<li><a href="http://www.interney.net/blogs/malla/2008/03/22/agua_anabolizada/">Uma Malla pelo Mundo (Lucia Malla)</a></li>
<li><a href="http://ajudandonatureza.blogspot.com/2008/03/mais-de-um-bilho-de-seres-humanos-sem.html">Verde que te quero verde (Chicoelho)</a></li>
<li><a href="http://viajanteconsciente.hitechlive.com.br/noticias/22-de-marco-dia-mundial-da-agua-e-dai/">Viajante Consciente (Lyanne e Marcelo)</a></li>
<li><a href="http://visaoglobal.org/2008/03/20/dia-da-gua-ainda-no-h-motivos-para-festas/">Visão Global (Xico Lopes)</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Revolução na biologia]]></title>
<link>http://ohermenauta.wordpress.com/?p=702</link>
<pubDate>Wed, 12 Mar 2008 06:24:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>ohermenauta</dc:creator>
<guid>http://ohermenauta.wordpress.com/?p=702</guid>
<description><![CDATA[
Chimeroptera Lamarckensis Sp. no fundo do lago Vitória, África
Talvez meus 4,5 leitores não este]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2008/03/borborraia.jpg" alt="borborraia.jpg" /></p>
<p><i>Chimeroptera Lamarckensis Sp. no fundo do lago Vitória, África</i></p>
<p>Talvez meus 4,5 leitores não estejam sabendo, mas duas descobertas recentes puseram a comunidade científica em polvorosa nos últimos dias.</p>
<p>A primeira foi a descoberta de uma nova espécie por uma expedição da Universidade do Alabama ao Lago Vitória, na África, onde uma equipe de biólogos chefiada pelo Prof. Leo Carrara conseguiu fotografar e capturar o estranho animal acima.</p>
<p>Aparentemente, dizem os biólogos, trata-se de um tipo de borboleta que desenvolveu a capacidade de viver dentro das tépidas águas do lago Vitória, alimentando-se de pólen e outros pequenos detritos que se acumulam no fundo.  Mas o mais chocante, e que está pondo em risco os fundamentos onde se apóia o edifício do saber biológico atual, é que datações de DNA mostram que a espécie não tem mais que alguns milhares de anos _ o que contraria tudo o que se conhece sobre a teoria da evolução e da seleção natural.</p>
<p>"A descoberta é surpreendente e pode mudar o rumo da Biologia como a conhecemos", diz o Professor Carrara.  "Há uma chance razoável de que tenhamos que repensar profundamente a teoria da evolução natural, e, mais surpreendentemente, ressuscitar teses que imaginávamos mortas, como a herança de caracteres adquiridos, de Lamarck".</p>
<p>Segundo estudiosos, a teoria darwinista de seleção natural não consegue dar conta do período extremamente rápido em que a Chimeroptera Lamarckensis evoluiu.  No entanto, a teoria de Lamarck da herança de caracteres adquiridos é compatível com períodos evolucionários mais curtos.</p>
<p>"De fato, existem algumas espécies de arraias no Lago Vitória", diz Janet Dawkinson, estudiosa de evolução na Universidade de Nebraska.  "Não é impossível que as borboletas tenham absorvido, de alguma forma, esse novo plano corporal através ou da mera observação, ou de algum outro tipo de interação ainda desconhecido, com as arraias".</p>
<p>Consultado, o prof. Richard Dawkins, famoso no mundo inteiro pela sua militância darwinista, preferiu não se manifestar enquanto maiores informações não estiverem disponíveis.  O magnata do projeto genoma, Craig Venter, pediu à Universidade do Alabama amostras da Chimeroptera para iniciar imediatamente o sequenciamento do DNA da nova espécie.</p>
<p>(continua)</p>
<p><!--more--> A segunda descoberta que desconcertou os cientistas se deu na China.  Uma equipe da Universidade de Pequim, chefiada pelo professor Yang-Tzé, descobriu nas profundezas dos bosques de bambú da provincia de Seichen um bando de ursos panda cuja aparência desafia os preceitos da biologia atual.</p>
<p>Os ursos aparentemente foram expostos por mais de quarenta anos a um depósito de lixo que continha uma grande quantidade de <i>memorabilia</i> da banda de rock Kiss, proscrita da China durante a Revolução Cultural.  Como resultado, sua pigmentação característica alterou-se de forma a mimetizar as pinturas faciais dos componentes da banda de rock, como se vê na foto abaixo:</p>
<p><img src="http://ohermenauta.wordpress.com/files/2008/03/kisspandas.jpg" alt="kisspandas.jpg" /></p>
<p>O mecanismo da mutação ainda não está bem compreendido, mas está sendo analisado por uma equipe multinacional formada por cientistas americanos, chineses e ingleses.</p>
<p>Debbie Roadieside, da Universidade de Manchester, está estudando os mecanismos genéticos que podem ser responsáveis pelo fenômeno: "estamos avaliando a possibilidade de que alguns grupos de genes estejam conseguindo, de alguma forma, enviar sinais visuais captados pela retina dos ursos panda para as células responsáveis pela pigmentação dos pêlos.  O principal suspeito até agora é o complexo de genes conhecido como Simmons", em homenagem a Archibald Simmons, cientista israelense que primeiro identificou este conjunto de genes. "Os genes Simmons já foram identificados como tendo a capacidade de promover a reciclagem de muitos compostos intra- e extra- celulares", completa a Dra. Roadieside.</p>
<p>Os ursos, que estão em observação e monitoramento constante no zoológico de Pequim, exibem também modificações de comportamento.  De fato, o diretor do zoológico, Comissário Yeng Chuan, reclama dos aumentos de gastos do estabelecimento desde a chegada dos ursos.  "Eles só bebem água mineral Perrier e exigem toneladas de toalhas brancas toda semana", reclama Chuan.</p>
<p>***</p>
<p>Este post é a minha participação no <a href="http://www.interney.net/blogs/malla/2008/03/11/lamarck/" target="_blank">Blog Carnival sobre evolução</a>, cujo tema é "<i>como seria o mundo se o lamarckismo estivesse certo</i>", a convite de dona Lúcia Malla que coitada, descreve a iniciativa como "um pequeno evento de seriedade".  Ela não me conhece...   :)</p>
<p>PS: só depois de escrever o post é que verifiquei que a <a href="http://transferenciahorizontal.blogspot.com/2008/02/um-carnaval-de-posts-de-cincia.html" target="_blank">proposta original</a> do blogueiro Átila é esta:</p>
<p>"<i><i>Como seria o ser humano atualmente se Lamarck estivesse certo? Se Lamarck estivesse certo (e ignorando como seriam todos os outros organismos), como seríamos nós, depois de todas essas gerações convivendo em sociedade? Que características adquiridas seriam passadas adiante?</i>"</i></p>
<p>Como não fui fiel ao tema, suponho que esteja desqualificado.  Mas ainda assim curti.   :)</p>
<p>Outros participantes deste Carnival so far:</p>
<p><a href="http://www.interney.net/blogs/malla/2008/03/11/lamarck/"><b>Lucia Malla</b></a><br />
<a href="http://1001gatos.org/o-codigo-lamarck/" target="_blank"><b>1001 Gatos de  Schrodinger</b></a><br />
<a href="http://transferenciahorizontal.blogspot.com/2008/03/uma-pequena-mudana.html"><b>Transferência Horizontal</b></a><br />
<a href="http://brontossauros.blogspot.com/2008/03/dia-do-lamarck.html"><b>Carlos Hotta</b></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Que me Irrita?! De Vero?!]]></title>
<link>http://desespero.wordpress.com/2007/04/10/o-que-me-irrita-de-vero/</link>
<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 20:40:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>desespero</dc:creator>
<guid>http://desespero.wordpress.com/2007/04/10/o-que-me-irrita-de-vero/</guid>
<description><![CDATA[Ok, deu para perceber que a minha querida Elektra me passou essa tarefa pra me irritar porque eu fa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, deu para perceber que a minha querida Elektra me passou essa tarefa pra me irritar porque eu faço uma das coisas que ela "<strong>se irrita sem frescura"</strong>, ainda bem que ela tá lá no final da lista, última coisa mesmo!! Mas é que ela é minha melhor amiga e vocês sabem quando acontece aquela coisa incrivelmente espetacular no meio da baladinha que ela (irritadinha como é) decidiu não ir e eu enfrentei sozinha?! Pois é, tenho de contar na meeeesma hora para ela (ainda mais com umas cervejas - ou q<a href="http://desespero.wordpress.com/files/2007/02/lara.jpg" title="Lara Croft"></a>ualquer outra bebida alcóolica que engorda - na cabeça) e pumba! Como o número dela está sempre no primeiro lugar da lista do celular nem preciso me esforçar muito, é só um botão, aliás, ainda bem porque no auge da baladinha, pensar muito só se for para conquistar o gatinho sarado que não está nem tchuns pra ti porque você está uma baleia jubarte (sim, porque a orca é mais bonitinha mas é pequena demais) mas mesmo assim você insiste em mandar aquele olhar 43, sabe como é?! Mas voltando ao caso, ela que desligasse o celular se não gosta de ser acordada, né não?! Quer saber! A partir de hoje, vou apagar o número dela do celular! Ruim vai ser quando eu recorrer a tecla verde na baladinha, pra quem será que vai a ligação? Pra minha mãe! Ó céus, melhor perder o celular em algum lugar antes de sair para a balada.</p>
<p>Mas vamos ao que interessa, né ELEKTRA?! Eu, como vocês devem perceber tenho muito menos irritações que a minha companheira de blog, sou mais zen... Bom, ao menos até que pisem mesmo no meu calo, aí eu rodo a baiana que existe em mim...</p>
<p><strong>O que me Irrita mesmo, de verdade!</strong></p>
<ol>
<li>Acordar com despertador tocando (eu sei, é necessário, mas eu odeio! Ainda mais se for aqueles biiiiiii, biiiiiii no teu ouvido! Argh! Geralmente acordo antes e desligo, acho que ele serve mais pro meu psicológico... Coisa de gente doida)</li>
<li>Mexer nas minhas coisas e não colocar de volta no lugar!!</li>
<li>Quem se acha superior aos outros, pior ainda quando os trata mal, além de machismo, discriminação...</li>
<li>Quem fala muito alto</li>
<li>Que me subestimem, posso não ser a última coca-cola no deserto, mas fazer pouco de mim, não, por favor! (aqui até cabia um "causo" que minha amiga fez comigo no momento que eu mais precisava de apoio, mas deixo isso para outro post...)</li>
<li>Quem tem mania de títulos, sabe aqueles "porfessores doutores não sei das quantas"?</li>
<li>Sair para fazer compras, ver a roupa que eu sempre sonhei por um precinho camarada, levar para experimentar e ela ficar uma droga por causa dos meus pneus</li>
<li>Quem me olha de cima a baixo</li>
<li>Como a Elektra, gente que tem o desplante de vir dizer que eu estou "gordinha", ou "<strong>mais</strong> gordinha", me poupe!</li>
<li>Propaganda de iogurte ou cereais na tv ou revista com aquelas magricelas... Argh! Que ódio!!!!!</li>
<li>Internet tartaruga! Eca!</li>
<li>Quem espreme a pasta de dentes no meio e não na ponta (hehehehehehe...) Elektra, juro que não é por mal, mas algo aqui dentro me faz perder a cabeça quando isso acontece!</li>
<li>Quando alguém me chama de filhinha, fofinha, queridinha, fia, mermã... NÃO!!!!! Me matem logo!</li>
<li>Quando um meu conterrânio diz que vai "banhar"! Hihihihihi... Não me perguntem porque mas eu não suporto!</li>
</ol>
<p><strong><strong>coisas que eu não entendo porque irritam tanto os outros, e que não me afetam nem um pouquinho:</strong></strong></p>
<ol>
<li>Deixar a tampa do vaso sanitário levantada (tb não entendo)</li>
<li>Passar roupa, ok, não é legal, mas das tarefas domésticas essa nem é das piores, prefiro isso mil vezes a lavar a louça!</li>
<li>Areia grudando no protetor solar! Hihihihi... Ta na praia nêga, aguenta! ;-)</li>
</ol>
<p>Bom, acho que é isso... Nem vou passar isso pra ninguém não, quem quiser fazer fica a vontade, mas se quiserem dizer nos comentários o que irrita vocês, vou gostar de saber. Mas façam uma lista pequena, né, se não os comentários ainda ficam maiores que os posts desse blog. ;-)</p>
<p>E VIVA A CALÇA AMADA!</p>
<p>by Lara Croft</p>
<p><a href="http://desespero.wordpress.com/files/2007/02/lara.jpg" title="Lara Croft"><img src="http://desespero.wordpress.com/files/2007/02/lara.miniatura.jpg" alt="Lara Croft" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mulheres! A que estamos sujeitas? O que nos assujeita? A luta continua...]]></title>
<link>http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/08/mulheres-a-que-estamos-sujeitas-o-que-nos-assujeita-a-luta-continua/</link>
<pubDate>Thu, 08 Mar 2007 18:59:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>vipoa2002</dc:creator>
<guid>http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/08/mulheres-a-que-estamos-sujeitas-o-que-nos-assujeita-a-luta-continua/</guid>
<description><![CDATA[


Somos assujeitadas a que, ainda, na atualidade? Impossível, obviamente, imaginar-nos livres de s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.arte2000.net/artisti/ricci/ita/1.jpg"><img style="display:block;width:200px;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" alt="" src="http://www.arte2000.net/artisti/ricci/ita/1.jpg" border="0" /></a>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;"></span></div>
<p>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;">Somos assujeitadas a que, ainda, na atualidade? Impossível, obviamente, imaginar-nos livres de sujeições (aquilo que subjaz a nós, nos tornando sujeitos disso. Sub – baixo; Jectus – jazes → jaz por baixo). Dentre um dos mais centrais assujeitamentos contemporâneos creio que estão os </span><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#38;pid=S0100-15742001000300009&#38;lng=pt&#38;nrm=iso"><span style="font-family:georgia;">discursos </span></a><span style="font-family:georgia;">– advindos de diferentes áreas do conhecimento como da saúde, psicologia, educação física, etc. – que produzem e veiculam discursos normativos sobre o corpo, os quais nos posicionam numa posição de mulher-corpo “naturalizada”. </span></div>
<p>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;">Esse binômio mulher-corpo, aliás, é acionado sobre a divisão binária entre imanência e transcendência em que homens e mulheres são imaginariamente partidos. Estando, nos discursos de modo geral, a imanência (enquanto aquilo que está na materialidade, que é corpóreo) ao lado das mulheres e a transcendência (ligado ao incorpóreo, ao espírito, à razão) ao lado dos homens, somos relacionadas ao espaço privado, doméstico, da maternidade, intuição, passividade, emoção, enquanto os homens são incluídos no espaço público, como sendo dotados de razão, da ação... Embora essas sejam “cristalizações da imagem” que vem sendo constantemente questionadas e problematizadas (obrigada feministas!), elas ainda persistem de uma forma bem astuciosa, e para atentar a isso basta analisar criticamente algumas pedagogias contemporâneas como: certos programas televisivos, </span><a href="http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/campanhas-publicitarias"><span style="font-family:georgia;">campanhas publicitárias</span></a><span style="font-family:georgia;">, revistas, músicas, filmes, etc. </span></div>
<p>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;">Tanto a divisão binária referida quanto a idéia de que “as mulheres não tem um sexo, elas são um sexo” (</span><a href="http://www.unb.br/ih/his/gefem/labrys10/livre/anahita.htm"><span style="font-family:georgia;">leia mais</span></a><span style="font-family:georgia;">), analisada por Colette Guillaumin, atrela, assim, os significados do “ser mulher” ao corpo. O corpo das mulheres é, desse modo, transformado em sexo. Aí podemos encontrar, então, uma das principais condições de possibilidade para o centramento dos discursos corporais normativos sobre as mulheres (embora o seu delineamento aos homens não seja nem um pouco desprezível). Ora, as exigências estéticas são mais endereçadas ao gênero feminino por uma série de razões, entre elas o fato das mulheres serem postas como responsáveis pela sedução e erotismo nas relações amorosas e sexuais – pois é o seu “corpo” que parece predominar como alvo preferencial nas aproximações com um par amoroso ou sexual. Nesse sentido, </span><a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=415OPP001"><span style="font-family:georgia;">propagandas de cervejas </span></a><span style="font-family:georgia;">vêm sendo pródigas nessa criação das imagens das mulheres atreladas ao corpo e ao sexo. </span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;">Importante salientar o quanto somos assujeitadas por padrões de beleza, juventude e, assim, de corpo. Plásticas, próteses, dietas, musculação são palavras que fazem parte do repertório de um número incalculável de mulheres – e também de homens, sabemos. Até aí, tudo bem. O complicado é que esses são imperativos que funcionam como uma </span><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-71822005000100008&#38;script=sci_arttext"><span style="font-family:georgia;">dobra</span></a><span style="font-family:georgia;">, uma vez que internalizamos o que vem “de fora” para “dentro”, nos produzindo e nos tornando sujeitos desses aprisionamentos. Por isso a urgência das perguntas: precisamos disso? Dependemos do olhar dos outros? Dependemos desses julgamentos? É nisso que consiste uma possibilidade de felicidade (alicerçada numa suposta “liberdade” de gerir e transformar o corpo que, ao mesmo tempo, nos submete a tantos controles mesmo após a “aposentadoria” dos <a href="http://mulher.sapo.pt/Xt10/433373.html">espartilhos</a>)? </span></div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Dito isso, nada mais enjaulador dos modos de viver a “condição de mulher” do que os discursos que dizem de nós ao dizer sobre o nosso corpo. Cada vez mais o mundo é atravessado por morais que tratam desse domínio. “Emagrecer só depende de você”, “não há como ser gorda e ser feliz”, etc., são frases que costumo ler em comunidades do orkut sobre emagrecimento, pró-ana e mia, entre outras, e também em blogs de emagrecimento da web. Um tipo de moral que se aciona a centralidade da aparência para os sujeitos contemporâneos. Cada vez mais parecemos ser aquilo que aparentamos. Então, estar gorda, por exemplo, demonstraria uma negligência de si, uma falta de vontade, de autocontrole sobre si, sobre a sua vida.</div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Tânia Swain diz que “vivemos em meio a condições de possibilidade, condições de imaginação...”, então que tal aproveitarmos esse dia e todos os demais para, cotidianamente, rompermos fronteiras, amarras e amordaçamentos que nos convocam a sermos assujeitadas à tríade mulher-corpo-sexo? Cada vez mais parece necessário enfrentar o poder onde ele é mais insidioso, que é na produção de modos de vida que ele produz. </div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Certamente temos muito que comemorar hoje, pois as mulheres de outras gerações e as nossas – assim como as que virão, espero - vem modificando muito o mundo que vivemos, conquistando os seus espaços e possibilitando, com muita luta, que nos seja possível falar abertamente... De outro lado, afirmar isso não significa ficar inerte, pois temos ainda muitos motivos para continuar a lutar bravamente. E lutar contra os nossos assujeitamentos é algo que não parece ser possível sem uma <a href="http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/art03.html">ética</a> (e <a href="http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/art02.html">aqui</a>). Expressão que tem a ver, fundamentalmente, com as formas com que damos às nossas vidas. Ética enquanto uma produção crítica de si mesmo, é disso que necessitamos. Colocar na roda a “problematização” constante do que estamos nos tornando... Então: Mulheres! A que estamos sujeitas? O que nos assujeita? A luta continua... </span></div>
<p></span><span style="font-family:georgia;">
<div align="justify"><strong>Materiais sobre o tema:</strong> </div>
<p>
<div align="justify"><span style="font-size:85%;">1.</span></span></div>
<p><a href="http://www.scielo.br/scielo.php/script_sci_serial/lng_pt/pid_0104-8333/nrm_iso"><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">Cadernos Pagu</span></a><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">, que pretende "Contribuir para a ampliação e consolidação do campo de estudos de gênero no Brasil, através da veiculação de resultados de pesquisas inéditas e de textos ainda não traduzidos no país, viabilizando, assim, a difusão de conhecimentos na área e a leitura crítica da produção internacional."<br />2. </span><a href="http://www.scielo.br/scielo.php/script_sci_serial/pid_0104-026X/lng_pt/nrm_iso"><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">Revista Estudos Feministas</span></a><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">, cujo objetivo é "Divulgar a vasta produção de conhecimento no campo dos estudos feministas e de gênero, buscando dar subsídios aos debates teóricos nessa área, bem como instrumentos analíticos que possam contribuir às práticas dos movimentos de mulheres."<br />3. Revista </span><a href="http://www.unb.br/ih/his/gefem/"><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">Labrys</span></a><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">.<br />4. Artigo </span><a href="http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v19n48/v1948a02.pdf"><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">Elementos para compreender a modernidade do corpo numa sociedade racional</span></a><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">, de Ana Márcia Silva.</span><br /><span style="font-size:85%;">5. <a href="http://www.geerge.com/">Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero </a>(GEERGE). </span><br /><span style="font-size:85%;"></span><br /><span style="font-size:85%;"><strong>IMPORTANTE</strong>: post inspirado pela <strong>blogagem coletiva</strong> proposta pela Denise Arcoverde, do <a href="http://www.sindromedeestocolmo.com/">Síndrome de Estocolmo</a>. :-)</span><br /><span style="font-family:georgia;"></span><br /><span style="font-family:georgia;"></span></p>
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<title><![CDATA[Irritação crônica...]]></title>
<link>http://desespero.wordpress.com/2007/04/10/irritacao-cronica/</link>
<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 17:37:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>desespero</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eita Ferro!!!
Gente, por alguma razão obscura, ainda não identificada, sinistra, e novamente obscu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Eita Ferro!!!</p>
<p>Gente, por alguma razão obscura, ainda não identificada, sinistra, e novamente obscura, a minha amiga blogueira, Mércia, resolveu me passar essa tarefa sinistra, obscura e outra vez sinistra: dizer o que me irrita... Isso vai me dar uma dor de estômago daquelas! É tanta coisa, mas tanta coisa!, que acho que não vai ter espaço suficiente no blog... Enfim, resolvi dividir a coisa toda em categorias: “coisas que me irritam sem frescura” e “coisas que me irritam com frescura”. Lá vai:</p>
<p><strong>- COISAS QUE ME IRRITAM SEM FRESCURA! </strong>(ou seja, eu fico p* meeesmo!!!)<br />
1 – falta de consideração (me deixar esperando, quando pode avisar que não vai);<br />
2 – quando meu pai entra no meu quarto fumando;<br />
3 – quando eu estou dormindo e o pessoal lá de casa fica conversando aos gritos na sala;<br />
4 – quando alguém me acorda gritando, ou quando eu acordo e o ambiente ta com muita zoada;<br />
5 – quando eu percebo que alguém me trata diferente depois que eu digo qual é a minha profissão (questão de status que, a propósito, é só na cabeça dos outros)<br />
6 – quando eu vejo uma dondoca tratar um atendente de supermercado como se fosse um lixo humano;<br />
7 – humilhação;<br />
8 – gente que fica pedindo comida no sinal segurando um bebê recém-nascido no meio do sol quente (acho que pouquíssimas coisas podem justifica tamanha maldade com a criança);<br />
9 – areia grudando no protetor solar quando eu to na praia;<br />
10 – a situação: eu to no meio de uma conversa que já dura horas e alguém (meu irmão) chega e pergunta: “hein? De que vocês estão falando?!”<br />
11 – quando se metem demais na minha vida.<br />
12 – A programação da tv em dia de domingo (por que ninguém matou o Faustão ainda?)<br />
13 – <strong>QUANDO EU VISTO UMA ROUPA QUE FICAM SALTANDO PNEUZINHOS PRA TODOS OS LADOS!!!!</strong>14 – feijão com farinha (me mate, mas não jogue farinha na minha feijoada, não! Nem em vinagrete!)<br />
15 – quando me ligam de madrugada e perguntam “<em>te acordei?!</em>”</p>
<p>- <strong>COISAS QUE ME IRRITAM COM FRESCURA! (eu perco o rebolado, mas não chego a matar ninguém...)</strong><br />
1 – água no meu pé - quando eu estou calçada com uma sandália, principalmente;<br />
2 – areia no meu pé - idem;<br />
3 – CALOR! Poucas coisas me irritam mais que calor (costumo dizer que eu realmente perco minha educação! – o problema é que nessa cidade isso SEMPRE acontece...)<br />
4 – FORRÓ (em negrito, itálico, sublinhado, piscando, fonte 80 e caixa alta!!!!) (desculpem-me os fãs, mas não dá mesmo pra ficar de bom humor com aquele monte de mulher <strong>berrando e gemendo </strong>e <strong>homens falando grosseria </strong>como se isso fosse o máximo...);<br />
5 – fome (como eu não podia deixar de dizer aqui nesse blog, né? – <em><strong>EU ABOMINO FICAR COM FOME!!!</strong></em>);<br />
6 – eu ter ficado alérgica a sardinha – que eu amo!;<br />
7 – comida com terra (nem na praia eu consigo...);<br />
8 – lugar lotado demais, onde eu não possa circular sem ficar me batendo nas pessoas;<br />
9 – quando alguém não espera eu pedir a informação completa em uma ligação telefônica e desliga (da vontade de ligar de novo só pra mandar a pessoa ir tomar...);<br />
10 – quando eu não consigo dormir à noite (como foi o caso hoje...);<br />
11 – quando pegam alguma coisa minha e não colocam de novo no mesmo lugar (dependendo do dia, isso pode vir a ocupar um lugar na primeira lista...);<br />
12 – banheiro sujo (quando é lá em casa, definitivamente faz parte da primeira lista!);<br />
13 – eu definitivamente uso telefone celular porque é o jeito!<br />
14 – quando alguém vira pra mim e diz: “eita, ta mais cheinha, né?” (<strong>P.Q.P.! Isso devia ser ensinado na escola junto com os dez mandamentos!: NUNCA DIRÁS QUE ALGUÉM “ANDOU ENGORDANDO”!</strong>)<br />
15 – ver como essa lista parece não acabar mais e concluir que eu to ficando rabugenta....</p>
<p>Ok, antes que eu chegue à conclusão de que eu estou precisando fazer uma análise, ou um tratamento daqueles de controle de raiva, que nem aquele do filme Tratamento de Choque (que é óoootimo!), vou parar com minha lista de coisas que me irritam e coisas que me irritam mais ainda.... Acho que eu ando estressada, né? Será o regime (que eu não to conseguindo fazer, o que ta me irritando!) ou será que eu to ficando umas daquelas coroas enjoadas?</p>
<p>Mas tudo bem! Pra aliviar a minha barra, eu vou fazer uma coisa: uma mini-lista daquelas <strong><em>coisas que eu não entendo porque irritam tanto os outros, e que não me afetam nem um pouquinho</em></strong>:<br />
1 – deixar a tampa do vaso sanitário levantada (alguém pode me explicar porque isso é tão grave?);<br />
2 – espremer o tubo de creme dental no meio, e não na ponta...;<br />
3 – fazer exercício (apesar de não conseguir fazer regime, eu adoro fazer exercício!);<br />
4 – barra de cereal (não é porque é light que é ruim, ora... é tãaaaao gostosinha!!!);<br />
5 – arrumar o quarto (poucas coisas representam uma terapia tão boa pra mim quanto arrumar o quarto... eu relaxo mesmo fazendo isso!)</p>
<p>Pronto! Ta aí! Agora eu repasso a tarefa de volta para a Mércia, e passo adiante para a minha amigona Lara Croft: digam aqui o que as irrita mais (a Mércia já fez isso, né?), e o que irrita todo mundo e vocês não conseguem entender o porquê!<br />
Espero não ter gerado um acesso de fúria em vocês, nem criado nenhuma NEURA nova... Também não sou lá um barril de pólvora, né, gente?! sejam bonzinhos... ;)<br />
Um bjo em todos!</p>
<p>VIVA A CALÇA AMADA!<br />
VIVA O LADO REVOLT DO MUNDO!<br />
VIVA O DIAZEPAN! (que acalma e ainda ajuda a emagrecer em alguns! – mas que eu não tomo...)<br />
VIVA A SALA DA DESAJUSTEZA!!!!<br />
VIVA!!!</p>
<p>ELEKTRA</p>
<p>P.S.: acho que minha amiga Trinity anda em Marte....<br />
<a href="http://desespero.wordpress.com/files/2007/02/elektra.jpg" title="Elektra"><img src="http://desespero.wordpress.com/files/2007/02/elektra.miniatura.jpg" alt="Elektra" /></a></p>
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