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	<title>baixo-qi &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "baixo-qi"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 19:32:57 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Para Dimenstein, baianos precisam da "disciplina paulistana" e são "capital humano"]]></title>
<link>http://emerluis.wordpress.com/?p=512</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 18:20:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>emerluis</dc:creator>
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<description><![CDATA[O professor baiano que recentemente disse que seus conterrâneos tem &#8220;déficit de inteligênci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O professor baiano que recentemente disse que seus conterrâneos tem "déficit de inteligência" fez escola.</p>
<p>O jornalista (?) Gilberto Dimenstein <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u398811.shtml">em sua coluna na Folha Online</a>, ao tentar justificar o que disse o professor, jogou mais coisas no ventilador.</p>
<p>As vezes eu me pergunto se alguns jornalistas não tem mais o que fazer. E descubro que tem sim, como escrever coisas desse tipo.</p>
<p>No texto, GDimen diz algumas barbaridades a mais. Ele afirma que o déficit existe pq as inteligências baianas saem para trabalhar em outro estado. e cita como exemplo (?) o publicitário Nizan Guanaes.</p>
<p>Do texto dele, então concluímos que quem fica em Salvador realmente tem QI baixo.</p>
<p>Mas Gdimem vai além, sem nenhum censo do ridículo. Veja a frase: "Vejo como muitos deles prosperam rapidamente, beneficiados pela criatividade baiana combinada com a disciplina paulistana."</p>
<p>Ou seja, baianos são indisciplinados e por isso precisam do adestramento do Sul.</p>
<p>Prestem atenção em mais essa frase: "O que me deixa perplexo é que, na Bahia, quase ninguém parece perplexo com esse déficit de inteligência, o que acaba estimulando um círculo vicioso do baixo capital humano."</p>
<p>Como um jornalista (?) que faz parte do conselho editorial de um jornal como a Folha (que já tem poucos méritos) pode propagar idéias tão preconceituosas? Piores até do que o próprio professor baiano, que aliás, pediu demissão do cargo de coordenador da UFBA.</p>
<p>Só uma coisa explica isso: a vontade de propagar o status quo em detrimento da valorização pessoal, conduzido pela benção do marketing moderno.</p>
<p>GDimen, pede pra sair vc tb.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Baixo QI ou boicote, meu rei?]]></title>
<link>http://tancredojr.wordpress.com/?p=11</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 21:06:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>tancredojr</dc:creator>
<guid>http://tancredojr.wordpress.com/?p=11</guid>
<description><![CDATA[Baixo QI ou boicote, meu rei?
 Por Tancredo Junior

Depois dos cursos de direito e pedagogia, agora]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>Baixo QI ou boicote, meu rei?</strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong> Por Tancredo Junior</strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong></strong></p>
<p>Depois dos cursos de direito e pedagogia, agora o Ministério da Educação decidiu supervisionar 17 cursos de medicina, todos com notas abaixo da média no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia o conhecimento dos alunos, e no IDD (Indicador de Diferença de Desempenho), que compara o desempenho de calouros e formandos e mede o quanto o aluno absorveu de conhecimento na universidade.</p>
<p>De início, o MEC irá apenas notificar os cursos mal classificados - que terão, por sua vez, uma chance de tentar explicar o fracasso no exame -, e logo depois poderá tomar medidas punitivas, dentre elas cortar a oferta de vagas ou proibir que novos vestibulares sejam realizados.</p>
<p>Há duas notícias que sutilmente ecoam dessa avaliação: uma boa e outra péssima. A boa, é que o MEC demonstra que está de olho nas instituições superiores que não se adequam à qualidade de ensino. E a péssima, é que das 17 universidades listadas no ranking das "piores", quatro são federais. São elas: UFAL (Universidade Federal de Alagoas), UFPA (Universidade Federal do Pará), UFAM (Universidade Federal do Amazonas) e UFBA (Universidade Federal da Bahia). Das quatro federais, a UFBA é uma das mais conceituadas, e detém o privilégio de ter criado o primeiro curso de medicina do país, em 1808.</p>
<p>Para o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, "pode ter havido boicote dos estudantes ao exame". Se houve, foi burrice dos alunos. Simplesmente, jogaram lama em si mesmos e marcaram um gol contra o próprio time. AFinal, é o diploma deles que está em jogo. Tudo bem que o brasileiro tem memória curta, e esse episódio logo será esquecido pela maioria. Mas pode ser que isso cause prejuízo a curto prazo para os recém formados. Quem vai querer contratar um médico formado na UFBA, sabendo que a instituição recebeu o selo "de baixa qualidade acadêmica"?</p>
<p>A explicação mais absurda para o vexame partiu de Antônio Dantas, coordenador do curso de medicina da UFBA. "O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais [cordas], não conseguiria". Pronto. A celeuma foi criada e o bá-fá-fá eclodiu, principalmente, entre os baianos. Para Dantas, não houve boicote. A culpa é da lerdeza mental, típica de quem é nascido na terrinha, salvo algumas exceções. Em suas palavras, o problema está no "baixo QI (quociente de inteligência) dos baianos".  E tal lentidão cerebral seria um fator hereditário, facilmente comprovado por quem convive com o pessoal da terra do acarajé e do carnaval.</p>
<p>Se for hereditário, o baixo QI dos baianos não seria constatado apenas nos estudantes da UFBA, mas em todos: alunos, professores, coordenadores de curso e reitores, extensível para os não-acadêmicos, também. É a lógica mais sensata, se partirmos do pressuposto de que o pensamento de Dantas está correto. Ele próprio estaria incluído nessa deficiência, afinal é baiano da gema.</p>
<p>Quem sabe, se houvesse um exame para avaliar o nível intelectual dos docentes da UFBA, incluindo no mesmo balaio de gato o próprio Dantas, não teríamos uma surpresa? O resultado poderia revelar que baixo QI não é uma dádiva exclusiva de estudantes e pessoas comuns, mas de gente que roga para si a sapiciência suprema. Fica registrada essa sugestão para o MEC: fazer um exame nacional para avaliar o conhecimento transmitido por professores de faculdades públicas e privadas. Seria um tira-teima intelectual. Quem é mais burro e tem menos QI? Alunos ou docentes?</p>
<p>Se o conceito 2 atribuído à UFBA no Enade e no IDD revelar, de fato, que houve boicote dos estudantes ao provão, estamos diante de duas prováveis causas: a obrigatoriedade de realizar o exame; e a discordância da maioria dos estudantes em relação às regras de classificação e avaliação das instituições. Conheço várias pessoas que fizeram a prova por pura obrigação, sem o menor compromisso em responder corretamente as questões, colocando em xeque o resultado final do exame, que é justamente a avaliação do conhecimento obtido pelo aluno em sua universidade. No fim, uma boa universidade pode ser execrada por causa da falta de comprometimento de seus alunos.</p>
<p>Para acabar com o boicote, ou mudam-se as regras classificatórias das instituições de ensino ou extingue-se, de uma vez por todas, a obrigatoriedade do exame. Sou a favor da segunda opção. Não significa que eu esteja defendendo as universidades federais, muito menos fazendo apologia ao boicote. Só não gosto de compartilhar desse tipo de obrigação que nos é imposta, passivamente. Somos obrigados a votar, apesar de vivermos em uma democracia. Quem não vota, não pode fazer isso ou aquilo, não pode tirar documentos ou prestar concursos, por exemplo. Quem não faz o Enade não recebe o diploma. Coisas desse tipo, que nos faz parecer uma republiqueta de araque.</p>
<p>Ainda em relação a UFBA, é importante ressaltar que a frase do senhor Antônio Dantas foi infeliz, mas inegavelmente carregada de um sarcasmo incomum. Uma brincadeira que ele quis fazer com aquele jeito "tranqüilo" de ser dos baianos. Além de tocar o berimbau, instrumento típico que dá a cadência das lutas nas rodas de capoeira, o baiano vive e transpira música, arte e cultura, sem falar naquela simpatia e alegria que lhe são peculiares. De lá vieram a inovação do trio elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar, o som contagiante da guitarra de Pepeu Gomes, a "axé music", que revolocionou o mercado fonográfico nos anos 80, mesmo criticada pelos supostos defensores da boa música brasileira. Me lembro que nos anos 90, quando trabalhava em emissoras de rádio FM na Bahia, eu ficava injuriado com a profusão de música descartável que o pessoal de lá fabricava. Detestava o Luis Caldas e o Ricardo Chaves, e não entendia como eles faziam tanto sucesso nas rádios e programas de TV em todo Brasil.</p>
<p>Mas não é só de axé music que vive a Bahia. Ela nos deu a Tropicália de Gil, Caetano, Gal, Bethânia, Moraes Moreira e dos Novos Baianos. O rock tupiniquim de Raul Seixas. A irreverência de Tom Zé. A bossa nova de João Gilberto. As belas canções na voz firme de Dorival Caimmy. O rock contemporâneo de Pitty. No cinema, o imortal Glauber Rocha deixou sua marca. No direito, destacamos Anísio Teixeira, Gregório de Matos, Conselheiro Saraiva, Luís Gama. Na literatura, Castro Alves, Afrânio Peixoto, Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro. A Bahia também exportou diplomatas renomados, tais como Ruy Barbosa, Miguel Calmon, Domingos Borges de Barros. E artistas plásticos, como Calasans Neto e Mário Cravo.</p>
<p>Citamos apenas alguns baianos famosos. Há muitos outros. Pessoas que mudaram o seu tempo e se tornaram referência naquilo que faziam de melhor. Pelo histórico desses ilustres nascidos na Bahia, com certeza o resultado do Enade não tem nada a ver com questão de falta de inteligência. É apenas um deslize, um vacilo cometido por jovens estudantes de uma universidade pública conceituada, que decidem protestar contra as regras do MEC fazendo um boicote ao exame. Com isso, perderam uma boa oportunidade de honrar a tradição dos seus inteligentes conterrâneos. Vão carregar, pro resto da vida, o peso da decisão que tomaram, e serão sempre lembrados como os "alunos de baixo QI da UFBA".</p>
<p>                                                                 ********</p>
<p>Tancredo Junior, 35 anos, baiano de Feira de Santana, casado. Radialista e teólogo, atualmente é aluno do 5º semestre de Jornalismo, na UNIP, e sócio-diretor da empresa de comunicação Publicitarget Comunicação sem Limitees  <a href="http://www.publicitarget.com.br">www.publicitarget.com.br</a></p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Advogado do Diabo: há exageros de parte à parte  ]]></title>
<link>http://framos.wordpress.com/?p=123</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 15:47:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>framos</dc:creator>
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<description><![CDATA[O professor Antonio Natalino Dantas, que afirmou que baiano tem QI baixo, renunciou ao cargo de coor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O professor Antonio Natalino Dantas, que afirmou que <a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI2858408-EI8266,00.html">baiano tem QI baixo</a>, renunciou ao cargo de coordenador do colegiado do curso de Medicina da UFBA, lançando <a href="http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=878339">nota pública</a> na qual se diz envergonhado, arrependido e mal-interpretado.  Os movimentos sociais e mesmo manifestações individuais foram fulminantes. Exigem a expulsão, execração, enxotamento etc do professor. Natalino foi estúpido, conforme já opinei <a href="http://framos.wordpress.com/2008/05/01/baiano-tem-qi-baixo-segundo-professor-da-ufba/">aqui</a>. Mas foi linchado pela mídia local e mesmo nacional, autuado pelo Ministério Público, renunciou ao cargo de coordenador, sofreu <a href="http://www.portal.ufba.br/ufbaempauta/2008/05maio/quinta01/notapublica">adverências oficiais da UFBA e da Faculdade de Medicina</a> e lançou uma carta na qual a vergonha é a tônica. Ademais os movimentos sociais já mostraram sua cara e deram seu recado. O que mais se pode exigir? O esquartejamento e a exibição em postes das partes do seu corpo? Deixemos - fiscalizando, é claro - a Justiça averiguar se medidas penais ou cíveis são cabíveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Na democracia, mesmo que formal, como a brasileira, os cidadãos têm o direito à livre expressão. Como afirmou o ministro do STF Carlos Ayres de Britto, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade. Mas quando os indivíduos ou grupos ultrapassam os limites do bom senso no usufruto desse direito e caem no preconceito/racismo a democracia tem que punir. Mas punição desmedida, nos ensinou o pensador francês Michel Foucault, só serve para alimentar a barbárie. Uma punição proporcional serve não apenas apenas para punir o infrator, mas sobretudo para educar os demais cidadãos através do exemplo.</p>
<p style="text-align:justify;">O desastre da Revolução Cultural na China já demonstrou que justiça sumária nas supostas mãos "do povo" leva à injustiça e ao abuso. Temos que equilibrar a ação institucional com a ação social. Os movimentos sociais devem, desse modo, medir palavras e ações na execução de sua justíssima luta. E focar no X da questão, que não é o comportamento ou a fala de um indivíduo isolado, mas o arraigado e atávico preconceito numa sociedade dita bastião da "democracia racial", do qual o comportamento do professor é apenas um dos muitos exemplos, mas que tomou eco por seu portador ser uma figura pública. A questão, contudo, é estrutural e os movimentos sociais devem aproveitar a oportunidade para educar a sociedade e não para saciar uma recôndita sede de sangue. O grande problema é a reprodução do pensameto (e ação) racista/preconceituoso no mundo da vida cotidiana, reproduzindo, dessa forma, de modo imperceptível ou silencioso a estrutura excludente da nossa sociedade. O sangue derramado de um bode expiatório sacia a indignação acumulada e reprimida, mas não resolve o problema. Ademais, bodes expiatórios são ótimos para a elite: vão-se os anéis, mas os dedos ficam intactos.</p>
<p style="text-align:justify;">Para continuar na polêmica, a realidade é como o <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2858117-EI6594,00.html">berimbau</a>: aparenta ser simples, mas ultrapassa todos os maniqueísmos e demonstra, em um nível mais profundo, sua complexidade.</p>
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