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	<title>auto-publicacao &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/auto-publicacao/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "auto-publicacao"</description>
	<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 06:22:39 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Google sites: um marco na questão dos sites.]]></title>
<link>http://webcultura.wordpress.com/?p=64</link>
<pubDate>Thu, 22 May 2008 18:33:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodolfo Arruda</dc:creator>
<guid>http://webcultura.pt-br.wordpress.com/2008/05/22/google-sites-um-marco-na-questao-dos-sites/</guid>
<description><![CDATA[Assim como o Blogger e o WordPress marcaram época no campo dos blogs, o novo serviço do Google Sit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como o Blogger e o Wordpress marcaram época no campo dos blogs, o novo serviço do Google Sites acena como um novo divisor de águas em máteria de páginas de internet.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://sites.google.com/" target="_self"><img class="alignnone size-full wp-image-65" src="http://webcultura.wordpress.com/files/2008/05/logo_sites.gif" alt="" width="150" height="55" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://sites.google.com/" target="_self"><img class="alignnone size-medium wp-image-66" src="http://webcultura.wordpress.com/files/2008/05/sites_infographic.jpg?w=300" alt="" width="300" height="155" /></a></p>
<p>A construção de páginas pessoais, profissionais, de grupos e comunidades é um tipo de serviço que sempre esteve presente na internet, desde muito cedo após a sua popularização. Basta lembrar do geosites, do tripod, do cjb, entre outros projetos e notar que não são propostas novas.</p>
<p>A idéia de oferecer páginas gratuitas aos usuários basicamente sempre esbarrou em dois tipos de erros comuns:</p>
<ul>
<li>O primeiro é a dificuldade ( o enigma quase insolucionável) de transformar esse serviço em algo com viabilidade econômica. O caminho mais comum foi a tentativa de vincular a utilização de banners e publicidade, o que nunca casou bem com as expectativas dos usuários e dos produtores de conteúdo.</li>
</ul>
<ul>
<li>O segundo é a dificuldade da produção de conteúdo significativo. Criar uma página na internet é uma idéia que desperta muito interesse e desejo dos usuários comuns da rede, mas a realidade de qualquer tipo de publicação (seja virtual ou impressa) é um tipo de comprimisso que demanda tempo, dedicação e trabalho, que na maioria das vezes não possui nenhuma contrapartida garantida.</li>
</ul>
<p>A partir desta observação, podemos pensar que mesmo com a oportunidade técnica (a popularização dos sites dinâmicos) garantida a todos os usuários da rede de se auto-publicarem, ainda assim temos um desafio não resolvido que se relaciona com  a inexistência de motivações plausíveis para usuários comuns publicarem materiais para além de registros privados de suas vidas particulares.</p>
<p>Neste campo minado, os blogs cumpriram um importante avanço diante do cenário de dificuldades. Conseguriam captar os usuários-produtores de conteúdo oferecendo facilidade na auto-publicação, atrairam leitores oferecendo novos canais de conteúdo alternativo e crítico dos meios comuns de mídia-imprensa, e avançaram também nas formas de monetização, com a expansão dos anúncios associados, contextuais e das cotas de publicidade.</p>
<p>Isso levou muitos analistas a decretarem a morte das páginas pessoais, de pequenos grupos e similares. Em relação aos blogs elas perdem muito em dinâmica de produção de conteúdo e agilidade com o público. As páginas estáticas também não ofereceram soluções de monetização interessantes para os usuários comuns.</p>
<p>Um dos pontos que me parecem centrais dentre as diferenças dos Blogs e dos Sites em formato de Página, é a diferença quanto a dimensão do projeto que cada um dos formatos impõem: os blogs, por sua estrutura simplificada e ágil, permitem projetos pequenos, sobre assuntos bem específicos, permitem o formato de esboço (os "posts" rápidos). Os sites em formato de página, se por um lado oferecem potencialidade técnicas muito interessantes em termos de exposição e publicação do conteúdo, por outro eles impõem um compromisso e um trabalho muito maior para a manutenção do espaço virtual. Realizar a manutenção-atualização de um blog é muito mais fácil do que de uma página. Produzir conteúdo para uma página exige um material mais credenciado pois espera-se que aquela página estática seja um material de consulta confiável.</p>
<p>Com todos estes pontos negativos, será que podemos ainda apostar na viabilidade da construção de sites-páginas no futuro da internet? Pois bem, do jeito que as coisas andavam, parecia que não havia muito mais campo, a resposta era "não". Mas o Google, com seu novo serviço de sites, parece sinalizar uma opção positiva neste campo.</p>
<p>Antes de comentar o serviço do Google propriamente, ainda julgo interessante comentar algumas idéias finais acerca de Blogs e Sites-página. Apesar de vencer a luta contra os sites, os blogs não conseguiram oferecer soluções para formatos de publicação mais estáticas. Como exemplo disto, podemos considerar que o formato dos blogs não facilitou a publicação de conteúdos como coletânea de artigos, livros, portifólios, galeria de imagens, crônicas, contos, colunas de escritores e demais modelos que exigem um perfil mais estático e com mais recursos.</p>
<p>Portanto, de acordo com nosso ponto de vista, a despeito do avanço dos blogs, o espaço das Páginas ainda existia. O que dificultava o avanço das páginas era também os obstáculos técnicos. Para montar uma página o indivíduo era obrigado a estudar o html, alugar uma hospedagem, adquirir um programa de html e ftp. Uma carga de trabalho considerável e que se torna a cada dia menos importante.</p>
<p>É aqui que entra o novo serviço do Google. O <a href="https://sites.google.com/" target="_self">Google Sites</a> conseguiu oferecer o que nenhuma outra empresa ofereceu até hoje: um mecânismo de fácil edição, que permite montar páginas bastante completas: possui topo com a possibilidade de subir o logo, menu interessante e fácil, miolo central com muitas opções de conteúdo (inclusive widgets) e rodápe. Há opções para fazer páginas com upload de arquivos, com listas de atividades e andamento de projetos, avisos, últimas contribuições. Tudo fácil de editar, sem precisar saber uma linha de html ou de php e mysql. Além disto, é possível associar muitos outros serviços do Google como o Google Docs, Google Calendário, o Picasa, o Google Video e o famigerado Youtube. Se não bastasse tudo isso, há a possibilidade de utilizar a maior parte dos widgets disponíveis no iGoogle, ou seja, a possibilidade de transformar a sua página pessoal num mini-portal pessoal.</p>
<p>Com isso o Google conseguiu realizar um modelo de página quase tão fácil quanto um blog, sem pecar pela qualidade e complexidade que toda a página estática deve oferecer. Com esse grau de qualidade e por ser um serviço gratuito, acredito que este passo adiante é um marco na questão dos sites e da auto-publicação. Se outras empresas seguirem esta pista aberta pelo Google e começarem a disputar mercado neste tipo de serviço, em breve os Sites pessoais ou de pequenos grupos complexos, bem feitos e com diversos recursos serão tão comuns quanto as contas de e-mail. Quando isso acontecer, restará o desafio do conteúdo, mas aí já não será responsabilidade do Google ou de outra empresa, e dependerá sim da nossa disposição e de uma nova cultura de compartilhamento.</p>
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