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	<title>artigos-articles &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "artigos-articles"</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 16:50:47 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA["Moral, Ética e Vida Cristã" | "Morality, Ethics and Christian Life" [Tiago Zortéa]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=117</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 21:33:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/07/07/moral-etica-e-vida-crista-morality-ethics-and-christian-life-tiago-zortea/</guid>
<description><![CDATA[Moral, Ética e Vida Cristã


.
Tiago Zortéa
.


Meu intento neste texto é o de trazer os conceit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:center;"><span style="color:#ff9900;">Moral, Ética e Vida Cristã</span></h1>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">.</span></p>
<p style="text-align:center;"><em>Tiago Zortéa</em></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;">.</span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Meu intento neste texto é o de trazer os conceitos de ética e moral através de uma leitura da filosofia moderna ocidental integrando visões dos teóricos M. Foucault e B. Spinoza e posteriormente aproximar estes conceitos aos princípios do exercício cotidiano da vida cristã direcionados pela Bíblia sagrada.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff9900;"><strong>Moral.</strong></span> Conjunto de normas, leis a serem seguidas, preceitos, costumes, valores, código prescritivo norteador de comportamentos humanos para a convivência coletiva (grupo, comunidade, população, sociedade). A moral diz o que é certo e o que é errado, o que se deve fazer e o que não se deve fazer, o que é “bom” e o que “ruim”; geralmente é dicotômica.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffcc00;"><strong><span style="color:#ff9900;">Ética.</span> </strong></span>Postura política <span style="color:#ffffff;">[1]</span> que afirma a vida <span style="color:#ffffff;">[2]</span> através da problematização da moral, do questionamento e do ajustamento desta. A ética busca explicar e justificar os costumes de uma determinada sociedade, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. É o exercício do pensamento. O escopo da ética é determinar o que é bom, tanto para o indivíduo como para a sociedade como um todo. Ser ético é fazer algo que te beneficie e, no mínimo, não prejudique o "outro".</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">A discussão sobre Moral e Ética é interessante na medida em que nos auxilia a questionar nossas práticas que são, necessariamente, políticas. Não há práticas, visões, opiniões ou posturas que não se constituam como políticas. O entendimento dessas questões nos remonta à percepção de que somos seres sociais (até mesmo nos momentos em que estamos fisicamente sozinhos). Pensar a vida em sociedade, a convivência em grupos, leva-nos a pensar nos modos de relação que estabelecemos com estes grupos. Se existem códigos de conduta para a vivência coletiva, significa que, se o regime vigente for democrático, esses códigos foram acordados socialmente entre os integrantes deste grupo. Entretanto, nenhum grupo sobrevive com o seguimento “cego” de sua moral. Há que se ajustar através da ética o que não é alcançado pela moral, isto é, a afirmação da vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Trazendo a discussão para a vida cristã <span style="color:#ffffff;">[3]</span>, há uma aproximação muito grande da moral e da ética com a lei e a graça, respectivamente. No antigo testamento a lei prescrevia determinada conduta e ao mesmo tempo estabelecia conseqüências para o sujeito que não a obedecesse (Ex. 20, 21 e 22, por exemplo). Não havia espaço para perdão, diálogo, reflexão ou acordo (Ex. 21: 22-27). Portanto, é e continua sendo impossível viver estritamente segundo a lei. Em toda a história da humanidade, somente Jesus conseguiu cumpri-la. Ao mesmo tempo, sabendo Deus que o homem não era capaz de viver segundo a lei, estabelece no Novo Testamento uma nova aliança com o homem, enviando Jesus.</p>
<p style="text-align:justify;">Cristo é a “justiça de Deus”, que não é justa, mas muito mais do que justa. Se a justiça de Deus fosse justa, todos nós estaríamos mortos, pois pecamos e a moral nos prescreveria a morte. Assim, o comportamento de Deus em ceder seu filho em holocausto foi manifestação de amor desmedido (Jo. 3:16).</p>
<p style="text-align:justify;">Se já não bastasse esta ação divina, Jesus ainda traz a nova aliança, interpretando a lei, ajustando-a, problematizando-a, afirmando a vida e a possibilidade de viver eternamente, mesmo burlando a moral (pois a conseqüência que caberia a nós pagar por termos quebrado a prescrição normativa da moral já foi paga por Cristo) (Gal. 2:19-21). Portanto, a ética da vida cristã é a graça (Rom. 5: 20, 21). Jesus foi uma pessoa plenamente ética. Ele não rejeitou a lei, mas trouxe a ela novo sentido, abrindo caminhos e possibilidades às quais eram inacessíveis através da lei (Gal. 3: 19-26). Um ótimo exemplo foi o da mulher adúltera: João 8:1-11. A moral, presente em Levíticos 20:10, que regia a conduta do povo por séculos, teve agora um novo sentido e foi problematizada por Jesus. Quais critérios foram utilizados por Cristo para questionar a moral? Podem ter sido vários, mas creio que um dos principais foi a afirmação da vida e da possibilidade da salvação, entendendo a condição humana daquela mulher (essencialmente pecadora). Que princípios nortearam a ação de Jesus no ato de problematização da moral? Também podem ter sido vários, mas creio que o "amor ao próximo como a si mesmo" refletindo a comunhão que tinha com Deus, foi um dos centrais, senão o principal.</p>
<p style="text-align:justify;">Jesus nos ensina a sermos éticos. Em Lucas 6:36-42 Ele exemplifica a aplicação de posturas éticas no processo de problematização da moral, de forma a ajustá-la tendo como princípios cerceadores os dois mandamentos aos quais se referiu como sendo maiores: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mar. 12:30, 31). Em suas próprias palavras: "Não há outro mandamento maior do que esses". Portanto, poderíamos afirmar que tais princípios são a base da ética cristã.</p>
<p style="text-align:justify;">Pensando numa aplicação de todos esses pressupostos, cabe-nos, como cristãos, o desafio de viver eticamente. Precisamos entender, tal qual afirma o Pr. Josué Campanhã, que viver a vida cristã é algo impossível. Impossível no sentido de que, enquanto humanos, não conseguiremos alcançar a plena santidade, isto é, uma vida destituída de pecados. O apostolo Paulo afirmara isto em Romanos 7:14-25. O que faremos com esta informação? Desistiremos de ser cristãos? Ou então, sabendo que não estamos totalmente livres do pecado, poderemos fazer o que bem entendermos e atuar errantemente em transgressão, plenos de que independente disto estaremos salvos? Meu entendimento é o de que a vida cristã é um exercício cotidiano contra o pecado, através da permissão da ação do Espírito Santo por meio da fé, e o fortalecimento desta pela leitura e reflexão das escrituras (Rom. 10:17).</p>
<p style="text-align:justify;">Partindo dessas idéias, agir eticamente (para nós cristãos) é, através dos princípios fundamentais indicados por Jesus, viver numa relação transversal (não vertical: somente eu e Deus; e não horizontal: somente eu e meu próximo). O plano de relação transversal engloba os três pontos das dimensões horizontal e vertical: Deus, eu e meu próximo. Quando pensamos numa relação transversal, os planos horizontal e vertical deixam de existir. Em uma análise aplicada, significa dizer que minha relação com o próximo está em completa interferência com minha relação com Deus (I Jo. 4:20-21).</p>
<p style="text-align:justify;">O grande desafio ético cristão está em destituir-se do lugar moralista de apontamento de erros e pôr-se numa posição de compreensão da circunstância que levou nosso próximo a cair, entendendo-o, amando-o, perdoando-o e incentivando-o a prosseguir, sabendo que somos, tal como afirmou Nietzsche "humanos, demasiadamente humanos", entretanto, para nós esta é uma condição temporária. Lembremo-nos que Jesus disse à mulher que praticou adultério: "[...] Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais" (Jo. 8:11b). Façamos destaque para a primeira frase utilizada por Jesus. Se o próprio Cristo não a condenou, quem somos nós para condenar o próximo? Tenho percebido que em muitas igrejas que se propõem a serem cristãs é estabelecida uma hierarquia de pecados, e consequentemente, sanções equivalentes ao seu peso, quando na Bíblia esta hierarquia não existe.</p>
<p style="text-align:justify;">Rótulos nos enrijecem: religiões moralistas nos encarceram (Rom. 7:6). Temos um modelo ético a seguir, cujas leis são perfeitas pois afirmam princípios de vida e de uma relação transversal pautada no amor. O modelo é perfeito e tem nome: Jesus Cristo!</p>
<p style="text-align:justify;">------------------------------</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffcc00;"><strong>Notas</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffcc00;">[1]</span> Política aqui no sentido de polis, o coletivo. Portanto, “postura política” refere-se a uma postura perante o coletivo, perante o grupo, perante a sociedade.<br />
<span style="color:#ffcc00;"> [2] </span>Quando se fala em “afirmação da vida”, esta “vida” é necessariamente coletiva, isto é, diz respeito à vida do grupo, ao bem-estar do grupo.<br />
<span style="color:#ffcc00;"> [3]</span> Utilizo a expressão “Vida Cristã” me referindo a uma vida transformada por Deus, templo de habitação do Espírito Santo que tem por preceito fundamental amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mar. 12: 28-31).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Liberdade e Vida Cristã" | "Freedom and Christian Life" [Tiago Zortea]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=116</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 03:34:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/05/13/liberdade-e-vida-crista-freedom-and-christian-life-tiago-zortea/</guid>
<description><![CDATA[Liberdade e Vida Cristã


Tiago C. Zortea


Nos últimos tempos Deus tem usado a vida de muitas pes]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:center;"><span style="color:#ff9900;">Liberdade e Vida Cristã</span></h1>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><em>Tiago C. Zortea</em></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Nos últimos tempos Deus tem usado a vida de muitas pessoas para me abençoar e me trazer mensagens de despertamento para a obra e para o compromisso com Ele. Amigos da igreja, ministros, familiares, colegas de faculdade, textos, livros, músicas... estes têm sido instrumentos muito importantes neste processo de despertamento. Entretanto, como sempre em nossa caminhada, acabo por encontrar coisas que me fazem pensar mais ainda no que se tem dito sobre vida cristã tal como frases, atos, opiniões, e outras coisas mais.</p>
<p style="text-align:justify;">Estive recentemente em um congresso de música e adoração, através do qual fui grandemente abençoado. Várias pessoas trabalhavam neste evento para capacitar os músicos e ministros de adoração das igrejas locais. Muitos resultados legais e super motivadores foram produzidos! Mas, obviamente, não poderia faltar um produtor de pérolas! (O qual por uma questão de preservação própria prefiro não identificar).</p>
<p style="text-align:justify;">Este "irmão-ostra", ao final do evento, já poderia comercializar colares, tal era o número de pérolas por ele produzidos ali. Isto a começar das letras de várias das suas músicas, onde o humano é subliminarmente exaltado e Deus a figura complacente que está pronta a nos dar o que queremos na hora em que queremos. Mas gostaria aqui de discutir apenas uma das questões por ele elucidadas, sobre a qual temos muito a discutir: a liberdade.</p>
<p style="text-align:justify;">Tradicionalmente discutida como sinônimo de livre-arbítrio, a liberdade precisa ser pensada com muito cuidado. A Bíblia traz uma noção de liberdade bem diferente do que temos visto na discussão filosófica, e algo que se difere, em certa medida, do livre-arbítrio. Acredito que um texto-chave para entendermos esta noção de liberdade seja I João 1.5-7 que diz:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">"(5) E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhumas. (6) Se dissermos que temos comunhão com Ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade; (7) mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado."</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Percebemos aqui no verso (7) uma situação condicional: <em>"se andarmos na luz, como ele na luz está"</em> é uma condição para ter comunhão com Deus. Mas poderíamos nos questionar: o que isto tem a ver com liberdade? Não seria a idéia do versículo contrária ao tema que queremos discutir? O final do texto nos mostra que não: <em>"[...] e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado"</em>. Poderíamos substituir a palavra "purifica" por "liberta". Isto significa dizer que o sangue de Jesus, sua morte, seu sacrifício foi o que nos libertou do pecado. Uma nova aliança entre Deus e o homem foi realizada com a vinda de Cristo à Terra. Os pecados que antes eram "pagos" através da morte de um cordeiro agora foram apagados pelo sangue de Jesus derramado na cruz. Quando deveríamos morrer pela nossa transgressão, Cristo morreu por nós.</p>
<p style="text-align:justify;">Este é o ponto principal para entendermos o que vem a ser liberdade na vida de um cristão. Liberdade é ser livre do pecado, é não andar mais segundo sua lei, não estar mais sob seu jugo. Há versículos que exemplificam de forma interessante:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">"Assim, observarei de contínuo a tua lei, para sempre e eternamente; e <span style="text-decoration:underline;"><strong>andarei em liberdade</strong></span> pois tenho buscado os teus preceitos" (Salmo 119.44, 45)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">E um dos versículos mais importantes sobre a temática:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">"Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão" (Gálatas 5.1)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">O que a Bíblia nos descreve sobre a liberdade que temos em Cristo infelizmente se contrasta a muitas ações no meio evangélico atualmente. Tem-se pregado liberdade em outro sentido. Isso me lembra um dos artigos que escrevi aqui chamado <a href="http://musicaeadoracao.wordpress.com/2008/02/03/negligenciando-o-sacrificio-na-cruz-neglecting-the-sacrifice-in-the-cross-tiago-zortea/">"Negligenciando o Sacrifício da Cruz"</a> quando discutia as várias interpretações do "Tudo posso naquele que me fortalece". Acredito que a noção de liberdade dentro de muitas igrejas tem sido pensada tal qual o "tudo posso".</p>
<p style="text-align:justify;">Retomando o nosso "irmão-ostra" supracitado, ele cantava "... Eu sou livre! livre para correr, dançar, etc." e no meio da música coreografias que representavam a letra eram encenadas. Tudo bem, nada contra coreografias na igreja, desde que tenham um objetivo biblicamente plausível. Entretanto, naquele momento, fui percebendo como as coisas se davam, e sinceramente não sei qual era o objetivo daquela música. Se o alvo almejado era realmente transmitir a noção de liberdade discutida pela Bíblia, creio que talvez o que aconteceu tenha ficado um pouco distante.</p>
<p style="text-align:justify;">Como dito anteriormente, acho que quando o assunto é "liberdade" as coisas devem ser conduzidas com cuidado! O apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas alerta:</p>
<blockquote><p>"Porque vós, irmãos, <span style="text-decoration:underline;"><strong>fostes chamados à liberdade</strong></span>; porém <span style="text-decoration:underline;"><strong>não useis da liberdade para dar ocasião à carne</strong></span>; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor." (Gálatas 5.13).</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">A liberdade cristã é o que nos torna mais próximos de Deus! Quanto mais livre sou, mas longe do pecado estou e conseqüentemente mais próximo do Pai. Pensar assim, em minha avaliação, se difere bastante em pensar "sou livre para dançar, pular, correr, etc." Precisamos retomar o que a Bíblia nos traz sobre este assunto e não deixar que o conceito de liberdade que existe no mundo se confunda com o que as escrituras têm a nos dizer sobre isto.</p>
<p style="text-align:justify;">Precisamos exercer a liberdade seguindo a lei de Deus! Parece paradoxal, mas quando entendido segundo à luz da palavra, esta sentença faz todo o sentido! Ei-la:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">"Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, <span style="text-decoration:underline;"><strong>lei da liberdade</strong></span>, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar." (Tiago 1:25)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">E Pedro traz brilhantemente o que devemos entender por liberdade, ao contrário do que o mundo concebe:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">"Como livres, <span style="text-decoration:underline;"><strong>e não tendo a <span class="highlight">liberdade</span> por cobertura da malícia</strong></span>, mas como servos de Deus." (I Pedro 2.16)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Portanto cuidado! Não ouça o que muitos cristãos estão dizendo sobre "ser livre"! Seja livre segunda Bíblia! Não dependa do pecado para viver!</p>
<p style="text-align:justify;">Seja livre: não se dobre a um jugo daquilo que não vem de Deus!</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Salmos de lágrimas para a atualidade" | "Psalms of tears for today" [Anderson Chagas]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=115</link>
<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 17:43:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/04/26/salmos-de-lagrimas-para-a-atualidade-psalms-of-tears-for-today-anderson-chagas/</guid>
<description><![CDATA[Salmos de lágrimas para a atualidade

Anderson Chagas*



Concordo com o Rev. Ed René Kivitz quand]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:center;"><span style="color:#ff9900;">Salmos de lágrimas para a atualidade</span></h1>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;"><strong><em>Anderson Chagas*</em></strong></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Concordo com o Rev. Ed René Kivitz quando afirma que os Salmos são expressões passionais da Bíblia Sagrada. Não são necessariamente sentenças teológicas, antes são poesias e com isso não tem por finalidade expressar um conteúdo doutrinário, mas sim, expressar o coração daqueles que os escreveram.</p>
<p style="text-align:justify;">Tomando essa premissa como base, nosso olhar é transformado na medida em que transitamos por este livro de poesias das escrituras sagradas, uma vez que enxergamos nele, todas as nuances possíveis na vida daqueles que andam com Deus.</p>
<p style="text-align:justify;">Isto me ajudou a compreender o ânimo do salmista no salmo 77, um grito, um lamento, o derramar de um coração angustiado.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“Clamo a Deus por socorro... Lembro-me de ti, ó Deus, e suspiro; começo a meditar e o meu espírito desfalece... Irá o Senhor rejeitar-nos para sempre?”</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Neste salmo o salmista experimenta o silêncio de Deus e em conseqüência disso, externa toda a sua tristeza, sim, um cântico de tristeza, um hino de lágrimas. Este salmo parece estar totalmente desconexo da tônica das mensagens ouvidas não só dominicalmente em grande parte dos templos evangélicos no Brasil, em quase todos os cansativos programas evangélicos de TV e infelizmente, nas letras que compõem nossos cânticos congregacionais.</p>
<p style="text-align:justify;">Em dias de confissão positiva, teologia da prosperidade, determinações, conquistas, restituições, “neurolingüística gospel” em geral, é quase inconcebível falar em sofrimento nas nossas celebrações, e externar nossas angústias parece trazer “azar” aos fiéis, conquanto não se é permitido externar tais sentimentos.</p>
<p style="text-align:justify;">Certa vez fui abordado por uma irmã que sentia-se incomodada porque nas vezes em que eu dirigia os cânticos, sempre falava de esperança em meio às lutas, de perseverança nas tribulações e não cantava cânticos de vitória, de conquista, não orientava a congregação a tomar posse de nada, a determinar nada, nem fazia promessas de sucessos à igreja.</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, quem me autoriza a fazer tais promessas? Quem irá responder a uma pessoa que não obteve a resposta esperada? E quem disse que o derramar de nossas angústias diante de Deus, não é expressão de louvor?</p>
<p style="text-align:justify;">Sim, à luz da Bíblia, entendo que até mesmo nossas aflições são elementos de culto ao Senhor. É o que Paulo ensina ao escrever aos crentes de Filipos: <em>“Sejam conhecidas diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. – Fp 4:6”</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Porquanto da instituição das ofertas ao Senhor, a bíblia ensina que devemos ofertar ao Senhor com as primícias dos nossos bens, mas no contexto neo-testamentário, não existe oferta desassociada de um coração, ou seja, o que é ofertado primeiramente é o coração, pois ele está apegado ao que realmente tem valor (Lc. 12:34).</p>
<p style="text-align:justify;">A bíblia diz que os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra, para fortalecer aqueles que lhe dedicam inteiramente o coração (2 Cr. 16:9), com isto aprendemos que o que devemos levar a Deus como elemento de culto, é a integridade do nosso coração, é a totalidade do nosso ser, com todas as nossas angústias, temores, ansiedades, humanidade, expectativas, verdades, enfim, tudo o que somos, pois sendo o nosso Deus um Deus de verdade, Ele não compactua nem mesmo com mentiras que lhe dêem glória.</p>
<p style="text-align:justify;">Precisamos aprender a chorar juntos, a ouvir com reverência as lições da dor uns dos outros, a nos dispor como companhia na jornada do sofrimento dos nossos irmãos, para que desta forma, cumpramos a dinâmica do corpo de Cristo que é consolar uns aos outros, tornando eficaz a nossa adoração, que na verdade é a AÇÃO que resulta da DOR.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Anderson Chagas<br />
Companheiro de lágrimas na jornada</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">&#124;</p>
<p style="text-align:justify;">&#124;</p>
<p style="text-align:justify;">&#124;</p>
<p>* Anderson Chagas é músico, vocalista da Banda Praxis e membro atuante da Igreja Batista da Praia do Canto em Vitória-ES. Tem desenvolvido um belíssimo trabalho no ministério da música cristã, trazendo reflexões para o exercício de uma vida em convivência com Deus.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O Perfil de Um Líder de Adoração" | "The Leader Worship's profile" [Ron Kenoly]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=112</link>
<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 15:33:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/04/20/o-perfil-de-um-lider-de-adoracao-the-leader-worships-profile-ron-kenoly/</guid>
<description><![CDATA[O Perfil de Um Líder de Adoração

Ron Kenoly

A escolha de um líder começa observando seis qual]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color:#ff9900;"><strong>O Perfil de Um Líder de Adoração</strong></span></p>
<p align="center">
<p align="center"><span style="color:#ffffff;"><em>Ron Kenoly</em></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p><span style="color:#ffffff;"><strong>A escolha de um líder começa observando seis qualidades necessárias.</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">Pastores algumas vezes me perguntam o que observar para selecionar um líder de louvor e adoração. Embora a escolha do líder de adoração seja do Senhor - e Ele nos surpreende algumas vezes - bons líderes de adoração normalmente tem certos requisitos:</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff9900;"><strong>1. Consagrados e andando consistentemente com Cristo.</strong> </span>Algumas igrejas, sentem-se apressadas para improvisar sua música, podem se sentir tentadas a indicar líderes de louvor que tenham pouco fundamento espiritual. Enquanto habilidade musical e experiência podem ser muito importantes, isto não deve ser mais importante do que o caráter pessoal e o relacionamento com Deus.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff9900;"><strong>2. Um dedicado estudioso da Bíblia.</strong></span> Nem toda música cristã ou de louvor estão em linha com a Palavra de Deus. O líder de adoração precisa estar fundamentado biblicamente para discernir com que tipo de material, ele ou ela está alimentando as pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff9900;"><strong>3. Ser capaz de liderar outros em oração.</strong> </span>De tempos em tempos, aqueles que estão no grupo de louvor irão inevitavelmente vir ao líder com problemas precisando de oração. Grupos de adoração devem orar juntos antes dos cultos, "Senhor, nós deixamos tudo que pode nos desviar de te adorar". Com todas as atenções voltadas para o Senhor, eles podem sair e liderar a congregação à presença de Deus.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff9900;"><strong>4. Um líder forte.</strong></span> Se o líder de adoração é apático diante das pessoas, a congregação irá se sentir desconfortável e terá dificuldades para adorar. As pessoas estão mais prontas a seguir líderes que demonstram confiança e mostram que sabem onde eles estão indo.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff9900;"><strong>5. Um habilidoso músico ou cantor.</strong> </span>Davi indicou músicos que eram habilidosos. Isso não significa que é necessário uma graduação em música; mas notas ruins e canções fora do tom devem ser evitados tanto quanto for possível. Músicas com qualidade pobre são uma distração e desviam as pessoas da adoração. Muitos músicos cristãos agem como se eles fossem tão espirituais que não precisassem trabalhar suas habilidades ou treinar e ensaiar suas músicas.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff9900;"><strong>6. Submisso à autoridade.</strong> </span>Muitas igrejas tem sido prejudicadas por líderes de louvor que tem suas próprias agendas. Líderes de adoração são subordinados ao Ministério - Deus tem colocado pastores sobre nós. Aqueles que acham que lideram melhor do que o pastor prega precisam lembrar que Lúcifer teve uma decepção igual. Ninguém é mais prejudicial do que alguém que está cheio de orgulho.</p>
<p style="text-align:justify;">Um líder de adoração precisa ser conhecedor do seu pastor; sua personalidade, canções preferidas e a visão da igreja. Comunicação é vital. O pastor deve ser ser conhecedor de qualquer acontecimento no departamento de música. O líder de adoração precisa estar ligado com o que está sendo pregado, assim as canções reforçarão as mensagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Um efetivo líder de adoração é não apenas alguém que é um bom músico ou cantor que lidera pessoas nas canções. Liderar outras pessoas à adoração requer, primeiro de tudo, que seja um adorador. Conforme nós genuinamente adoramos ao Senhor, outros também irão compartilhar da Sua presença.</p>
<p style="text-align:justify;">&#124;</p>
<p style="text-align:justify;">&#124;</p>
<p style="text-align:justify;">&#124;</p>
<p style="text-align:justify;">Créditos: Levi de Paula Tavares &#62;&#62; Musica Sacra e Adoração.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Comunhão com um dos caminhos para a Adoração | Communion as way to Worship [Tiago Zortea]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=106</link>
<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 19:40:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Comunhão com um dos caminhos para a Adoração
&nbsp;
Tiago Zortea
&nbsp;
Compreendendo adoraçã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font color="#ff9900"><b>A Comunhão com um dos caminhos para a Adoração</b></font></p>
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<p align="center"><i>Tiago Zortea</i></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="justify">Compreendendo adoração como um modo de vida, como um alvo a ser atingido constantemente, o conceito estravaza a idéia de ser uma "ferramenta", aquilo que utilizo nos domingos. Como disse Michael W. Smith em uma de suas entrevistas (<a href="http://musicaeadoracao.wordpress.com/2008/02/14/entrevista-com-michael-w-smith-interview-with-michael-w-smith/" target="_blank">disponibilizada</a> aqui no Música &#38; Adoração) "Para mim, as coisas são claras: adoração não é música ou estilo de música. A adoração sequer acontece no culto de domingo. Adoração é um estilo de vida. É conexão direta entre o indivíduo e o Pai." Nesse sentido, várias são as "vias" para a adoração, e as Escrituras nos mostram muito neste sentido. A oração, a pregação da palavra, a música, a visitação, o pedido de perdão, dentre outras. Tenho me detido ultimamente de um modo mais específico à discussão da música como um desses dispositivos para uma vida de adoração. Entretanto, gostaria de falar sobre algo que talvez nunca tenha falado: a comunhão.</p>
<p align="justify">Pensar em comunhão é pensar em relacionamentos interpessoais. Nos últimos quatro anos muito tenho visto, ouvido, lido e discutido sobre esta parte da vida humana na universidade, e o que escuto das pessoas envolvidas nestes processos é que as relações são basicamente o que nos constrem. Obviamente que não posso, de modo algum, negligenciar a importância dos relacionamentos para a nossa vida na Terra. Contudo, penso que para nós cristãos essa importância ganha um sentido ainda maior. Fico pensando na igreja em Atos dos Apóstolos, por cairem na graça de todo o povo e terem tudo em comum. Ter tudo em comum transcende a um compartilhamento de idéias e alcança uma crença comum, um alvo comum! Ao mesmo tempo em que avalio esta situação como sendo belíssima, fico pensando nos desdobramentos disso para a vida, isto é, quão grande é nossa responsabilidade na manutenção de nossos relacionamentos, sabendo que carregamos o nome de Cristo, o que precisamos preservar até os mínimos detalhes da nossa vida.</p>
<p align="justify">O relacionamento interpessoal na vida cristã, isto é a comunhão, ultrapassa uma idéia de "relação" para uma idéia de "transversalização". Amizades, companheirismo, coletividade, solidariedade... são formas de se desenvolver esta relação interpessoal, e isto pode ser feito por qualquer pessoa num sentido puramente horizontal. Entretanto, o que nos difere de qualquer pessoa é a <b>presença da verticalidade.</b> O relacionamento com Deus (o que estou chamando de "verticalidade") e o relacionamento com o próximo (horizontalidade) não podem ser tidos de modo isolado. Há pessoas que vão à igreja (poderia ser qualquer outro lugar direcionado para cultos coletivos) somente com o objetivo social, de ver amigos, parentes e conhecidos, e saem do jeito que entraram. Há pessoas que "não precisam de nenhuma instituição cristã", pois seus negócios são "diretamente com Deus".</p>
<p align="justify">O mundo está cheio de "crentes transversais" e "crentes verticais". Entretanto tenho um entendimento bastante específico sobre isto: <b>a presença de Deus no cristão implica transversalidade!</b> Comunhão é transversalidade! E partindo deste princípio acredito que a comunhão (já implicitamente entendida como transversal) também se constitui um dos caminhos para a adoração (vida). Quanto me relaciono com um irmão em Cristo, sinto a alegria de estar com ele, a alegria de saber que ele é salvo, de que acreditamos nas mesmas coisas, de que a morte não nos separará, de saber que servimos ao mesmo Deus, de que intercedo por ele e ele por mim, de que trabalhamos com o mesmo objetivo, e muitas outras coisas. Quando exemplifico tais sentimentos e atos não há como separar "isto é vertical e isto é horizontal", pois estes sentidos se entrecruzam, se perpassam... é a transversalidade! Isso tudo contribui para o aumento da minha fé, para a força da minha crença na igreja de Jesus, no corpo de Cristo espalhado pelo planeta. Isso tudo me faz agradecer a Deus, buscar um esforço para ser diariamente melhor do que sou com Deus, com meu irmão e comigo, buscar uma vida de adoração.</p>
<p align="justify">Além de suplicar a Deus que nos desperte para a transversalidade, é preciso escolher viver transversalmente! Que este seja o nosso alvo cotidiano!</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA["Quando o artista, a arte e o adorador ocupam o lugar de quem deve ser adorado" | "When the artist, the art and the worshiper take the place of who must be worshiped" [Nelson Bomilcar] ]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=102</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 13:16:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/03/05/quando-o-artista-a-arte-e-o-adorador-ocupam-o-lugar-de-quem-deve-ser-adorado-when-the-artist-the-art-and-the-worshiper-take-the-place-of-who-must-be-worshiped-nelson-bomilcar/</guid>
<description><![CDATA[ Quando o artista, a arte e o adorador ocupam o lugar de quem deve ser adorado
&nbsp;
Nelson Bomilca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font color="#ff9900"><b> Quando o artista, a arte e o adorador ocupam o lugar de quem deve ser adorado</b></font></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><i>Nelson Bomilcar*</i></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="justify">Caetano em uma de suas canções mais inspiradas sobre São Paulo, lembrou-nos a presença e força de Narciso no coração das pessoas, clamando por aceitação e reconhecimento ou determinando nossos conceitos estéticos do belo.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">No princípio do século XX o conceito de personalidade começou a circular no meio cinematográfico. Imaginava-se que a personalidade era constituída das qualidades que caracterizavam as pessoas famosas nesse novo ramo de entretenimento. Esses eram os “astros” que se destacavam na multidão: narcisistas obcecados por chamar atenção para si mesmos.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">A propaganda foi usada para incitar e manipular o consumo e seus bens, produção que aumentou após a Segunda Guerra Mundial. Ela procurava ditar o que deveríamos “precisar”, “desejar”, e o que nos “tornaria felizes”. O culto da auto-realização tornou-se um alvo terapêutico e o culto da pessoa era o caminho da felicidade.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Estas noções impregnaram o contexto religioso e social de maneira geral. Noções de auto-importância acentuavam conceitos fantasiosos de liderança e da arte, fantasias de sucessos, poder, brilhantismo e beleza ilimitados, que frustram os que perseguem a realização da alma. Exibicionismo gerando falsas expectativas, sentimento de que o mundo “lhe deve algo” e quando a pessoa não é reconhecida, sente-se inferior, humilhada, com vergonha por não ter conseguido “vingar”.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Cria-se um ambiente favorável para a exploração interpessoal, busca-se a competição e o desejo de ver possíveis rivais frustrados e inferiorizados, desaparecendo a empatia e a sensibilidade com os outros. Junte o narcisismo, a propaganda e o contexto de comércio que se cria, e temos uma “equipe” nociva, destruidora e conspiradora contra as boas motivações, valores éticos e morais, e valores do Reino de Deus.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Todos os que atuam na área da música e da adoração, principalmente artistas, autores, compositores e grupos que deixaram registrados suas produções em CDs, DVDs, fitas, livros, etc, passam pela experiência da exposição de sua criação, arte e pensamento em busca também de reconhecimento e aceitação. Junto com a fome de sucesso, caminham em agenda paralela e não oficial (porém é a realidade do coração humano), pois a resposta “oficial” e politicamente correta, se argüidos, é buscar a glória de Deus e ser uma benção para os outros. Resposta automática e instantânea.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Mas, as tentações se apresentam sempre. Como diz o querido pastor Enéas Tognini, “elas continuam as mesmas: a barra de ouro, a barra da saia e a coroa de glória”.  Pastores e conferencistas tem vivenciado esta experiência também, quando suas mensagens e palestras são transformadas em “produtos” para serem comercializados. As pressões aparecem de todos os lados, dentro e fora, para serem transformados em objetos de culto e adoração, através do sucesso ou da aceitação na mídia.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Vê-se pastores, escritores e líderes de louvor conceituados, participando em programas que pregam o que eles mesmos não acreditam, ou que seus próprios ensinos ou cânticos delatam, mas vestidos de cara de pau e incoerência, fazem tudo para não desprezarem a “oportunidade” de sucesso, aceitação e venderem mais. Tudo muito triste, pois perdem credibilidade e deixam de ser referenciais. O engano da falsa unidade!</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Os modelos de fora que aportaram em nossas livrarias e igrejas fomentam o reconhecimento, o culto ao ego; os dons que devem “brilhar” e “serem promovidos”, as metas que precisam ser atingidas, e você não pode ser um Zé Mané, discreto, sem aspiração de aparecer, que é logo descartado ou ignorado. Buscar o reconhecimento e sucesso pode alavancar crescimento de nosso selo, gravadora, igreja, missão ou ONG e não podemos abandonar este caminho, dizem alguns.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">O Dr. James Houston, fundador do Regent College no Canadá, ensinou que “a última manobra do ego é o cultivo do narcisismo espiritual, isto é, o uso do inconsciente da prática, para aumentar ao invés de reduzir sua própria importância; a busca espiritual e a coisas e práticas espirituais passa a ser um processo ou jornada de auto-engrandecimento, ao invés de uma jornada de aprofundamento da humildade”.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Calvino e Wesley mostram que, quando não buscamos a felicidade e a glória de Deus, transformamos a vida religiosa em auto-promoção. A pessoa acredita que Deus a escolheu especialmente para ter habilidades excepcionais e fazer coisas especiais para Ele. O cara que começou aquele “grande ministério”, juntou tremendo patrimônio, o homem do descarrego 110 e 220V, que luta contra os demônios B ou C, o músico que enche estádios e aeroportos, ...é......olha o narcisista aí, gritando e precisando ser satisfeito.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Hoje, gravadoras, editoras e igrejas evangélicas copiam os modelos secularizados das gravadoras e editoras seculares (até com competência) sem critérios, modelos de gestão em seu negócio, buscando transformar o artista, o líder, ou a denominação na “sensação” nunca vista antes, que tem “uma unção” que ninguém nunca teve, que não deve ter contato pessoal com os outros simples mortais cristãos apreciadores de seu trabalho, apenas no meio da massa. Contam com nossos corações narcisistas, consumistas e sedentos de sucesso.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Vivi a experiência duma geração que fazia tudo por amor mesmo (pastores, missionários, jovens, artistas ou não) e quanto mais desafios, melhor. Quando nos achávamos mesmo servos (inúteis, porém alegres), movidos em servir ao Senhor pela causa que abraçamos, constrangidos pelo amor de Deus por nós, ou pelo amor às pessoas que atingíamos com nosso ministério e com nossa música, ficávamos realizados.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Tempos em que tínhamos alegria de ter contato com o público o tempo todo e não éramos transformados em seres impessoais, não ficávamos reclusos por orientação dos “empresários” evangélicos (não existiam ainda), nos hotéis cinco estrelas ou spas logo após as “gloriosas apresentações”, diga-se de passagem, devidamente pagas com cachês astronômicos.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Quer ter contato com o artista ou pregador? Lamento, tente mandar um e-mail, entre no site dele, inscreva-se no seu “fã” clube, aguarde aquela noite de autógrafos quem sabe em sua cidade, e não se esqueça, ore por ele e compre seu material!!! Se o trouxermos para nossa cidade para um evento, provavelmente, você não chegará perto de tamanha “efeméride”, pois foi mitificado e se tornou objeto de adoração, alguns com segurança e tudo.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Estamos sempre tentando cultuar o “narciso” que existe dentro de nós, o nosso ego, até porque, ele teima em comandar nossos sonhos, aspirações, e intenções do coração. Esta é uma herança indiscutível de nossa natureza adâmica. Natureza que busca o reconhecimento de sermos considerados pequenos deuses, objetos de culto e admiração, sem noção de nossa finitude, do Deus Infinito a quem servimos, e da realidade do sucesso transitório e efêmero. Somente o Espírito Santo para dominar “este espírito”.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Pode parecer que não defendo o sustento digno de seus trabalhadores e dos artistas, que tem sido, diga-se de passagem, explorados pelas próprias gravadoras e igrejas ao longo dos anos ou que acho não ser possível mostrar a criação para os outros. Não é este o raciocínio ou intenção deste artigo.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Temos que honrar aqueles que tem procurado viver seriamente e honestamente da arte e da pregação. E para isto devemos ter critérios e maturidade. Tenho um amigo muito chegado, grande pregador, que disse que agora ele “só canta” e a mensagem vai “de lambuja”, para não ser humilhado após conferências e congressos vendo os artistas ganhando “polpudos cachês” e ele, que “somente” pregou, ganhar aquela oferta vergonhosa de se dar.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Mas temos que reconhecer, na “linguagem de hoje”, Jesus teria que espantar os vendilhões do templo, das sacadas do templo, do telhado do templo, das imediações do templo. A pergunta que não quer calar: como lidar para que não se instale e se cultive o Narciso em nossas vidas? Quais vacinas para repelir este “vigoroso” vírus do sucesso e autopromoção, que muitas vezes pode nos afastar do Deus que quer ser adorado e reconhecido? Vírus solto no meio dos que estão na adoração, arte ou mesmo ministérios.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Este é o retrato: qualquer um cria ministério ou monta uma igreja, qualquer um tem CD, publica livro, fita, do zelador ao tesoureiro da igreja, do bispo cantor ao segurança da igreja, da filha do diácono ao genro do coordenador da escola dominical. Somos transformados em produtos agora, deixamos de ser pessoas, agora aspirantes a adorados e reconhecidos, roubando muitas vezes o lugar Daquele que deveria ser adorado, admirado e cultuado. Conformando-nos facilmente com isto, amoldamos a nossa consciência e ética cristã de forma distorcida e justificamos tudo e a todos. Temos que resistir! Deus nos ajude!</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">----------</p>
<p><i>*<font color="#ffffff"><b>Nelson Bomilcar</b></font></i> é pastor, compositor e músico, e tem trabalhado na adoração e música cristã nos últimos 30 anos, ministrando e pastoreando músicos, tendo produzido inúmeros cantores e grupos no Brasil. Participou de Vencedores, Semente, IBMorumbi. É membro da Associação de Músicos Cristãos (AMC) do Brasil.</p>
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<p>Créditos: ProVoice</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA["Adoração e Mordomia Cristã" | "Worship and Christian Service" [Nelson Bomilcar]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/2008/03/03/adoracao-e-mordomia-crista-worship-and-christian-service-nelson-bomilcar/</link>
<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 14:48:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/03/03/adoracao-e-mordomia-crista-worship-and-christian-service-nelson-bomilcar/</guid>
<description><![CDATA[ Adoração e Mordomia Cristã

Nelson Bomilcar*
Um dos conceitos básicos da fé cristã é que, co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><b><font color="#ff9900"> Adoração e Mordomia Cristã</font></b></p>
<div align="center"></div>
<p align="center"><i>Nelson Bomilcar*</i></p>
<p>Um dos conceitos básicos da fé cristã é que, como adoradores, somos responsáveis por zelar e cuidar da vida que Deus nos concedeu. No Gênesis, o homem foi colocado pelo Senhor como mordomo da criação, mas perdeu esta capacidade de cuidar dela pela queda (Gn 3) através do pecado. Desistindo de adorar, deixou de cuidar das coisas de Deus.</p>
<p>A salvação em Cristo trouxe de volta esta dimensão e perspectiva existencial, de cuidarmos e desfrutarmos da criação, relacionando a adoração com mordomia, em todas as áreas de nossa vida. Temos então que resgatar este cuidado por tudo que Deus nos deu e continua dando por Sua graça e amor, pois Ele é um Pai amoroso que tem prazer em nos compartilhar “toda boa dádiva”. Temos que cuidar e zelar como mordomos:</p>
<p><font color="#ffffff"><b>   1. Pela criação.</b></font></p>
<p>“No princípio criou Deus o céu e a terra” . Estas são as palavras de abertura da Bíblia. Na mesma narrativa de Gênesis, fala que nós, ao mesmo tempo que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, ele nos deu domínio sobre o restante da criação. Somos instrumentos cruciais de preservação e de cuidado com a natureza e com o ser humano. É uma tremenda responsabilidade e privilégio sermos mordomos da criação.</p>
<ul>
<li>Deus diz à humanidade na narrativa da criação que “sujeite a terra, cultive e a conserve”, assumindo sua administração e respondendo por ela diante Dele. Ser mordomo é cuidar da propriedade para a outra pessoa. “Não tem direitos legais sobre ela  mas está encarregado dela e responsável diante do proprietário” (Bruce Milne). Na linguagem bíblica, a humanidade é co-herdeira da criação.</li>
</ul>
<ul>
<li>Nosso ambiente é a matéria prima para a nossa sobrevivência e prosperidade, mas não é inesgotável e ilimitado. Estamos à nossa própria custa, e descobrindo por causa de sociedades industriais altamente complexas que as futuras gerações enfrentarão a perspectiva de um mundo falido e exaurido. Esta foi discussão presente no último fórum social em Porto Alegre. Nossa geração levará parte desta culpa por agir irresponsavelmente e de maneira egoísta com os recursos naturais do mundo.</li>
</ul>
<ul>
<li>Os problemas da humanidade são imensos e uma contribuição cristã não é apenas possível, mas necessária. Relativismo e individualismo são inimigas desta ação. Somos como adoradores, agentes de transformação e temos que descobrir e balizar caminhos para o serviço cristão.</li>
</ul>
<p>Andrew Kirk, missionário e professor, que trabalhou anos com a Intervarsity (ABU), destacou num encontro em Londres que, como criaturas das mãos de Deus, temos que nos envolver com o cuidado da criação, e contribuir para a sua não deterioração, tanto no contexto próximo onde estamos inseridos (nossa cidade e país), como nas questões ambientais mundiais.</p>
<p>Muitos cristãos, profissionais liberais, músicos e artistas lideram hoje ONGs e projetos sociais,  participam de movimentos de preservação em diversas frentes, com causas que temos que abraçar, dando testemunho de nossa fé em Cristo, numa ação e prática social dentro da perspectiva cristã sobre cada assunto. Howard Snyder sugere alguns exemplos de possível atuação contínua:</p>
<p>-   preservação da natureza<br />
-         reciclagem de lixo<br />
-         cuidado com a água (limpeza)<br />
-         saneamento<br />
-         cultivo e exploração adequada da terra<br />
-         instalação de filtros antipoluentes em fábricas.<br />
-         desenvolvimento de motores que poluam menos.<br />
-         Controle e qualidade de alimentos<br />
-         Programas de desarmamento<br />
-         Não violência na família e na sociedade.<br />
-         Projetos culturais que busquem sanidade emocional e mental.<br />
-         Manifestações artísticas educativas.</p>
<p><b><font color="#ffffff">   2. Pelo nosso corpo.</font></b></p>
<p>Somos responsáveis pelo corpo que recebemos de Deus, habitação do Seu Espírito. Cuidando dos agentes externos que vimos acima, somos muitas vezes negligentes com nosso corpo quando não o exercitamos e não controlamos nossa alimentação, tanto em qualidade como em quantidade. Isto também é pecado, mas parece que somos tolerantes neste aspecto. Tratar de disfunções orgânicas, por exemplo, faz parte do cuidado desejável, como também a busca por uma melhor qualidade de vida. Lazer e descanso são fundamentais. Tempo sabático tem sido negligenciado pelos cristãos e pela igreja, que se envolveu num ativismo desgastante. Enfim, um caminho enorme temos para projetos educacionais e preventivos de orientação.</p>
<p><font color="#ffffff"><b>   3. Por nossa mente e coração.</b></font></p>
<p>Paulo escreveu em Romanos 12. 1 e 2 que somos responsáveis em abastecer nossas mentes e corações com a Palavra de Deus. O cultivo da espiritualidade não pode ser negligenciada. O salmista recomenda a disciplina da leitura e meditação (Salmo 1); precisamos buscar conhecimento e cultura, reflexões cristãs sobre todos os assuntos da vida, caminhos saudáveis para cultivarmos nossa mente e a mente de Cristo que está em nós (1 Co 2). Jesus escreveu que se nossos olhos forem bons, todo o nosso corpo será, portanto, zelar pelo que entra através deles. É uma promessa de vida saudável e abundante em nossa mente e coração.</p>
<p><font color="#ffffff"><b>   4. Por nossos relacionamentos.</b></font></p>
<p>Toda a nossa vida é relacional. Primeiro com Deus, com a criação, com a família (relação marido e mulher, filhos) com a sociedade, com o próximo e conosco mesmos. Temos que buscar entendimento numa vida mais reta e justa, convivência pacífica, tolerância, exercício do amor, perdão, compaixão e comunhão e todas as dimensões da mutualidade cristã, que prevê até a dinâmica com nossos inimigos ou que fazem mal a nós (orar e abençoar os que nos amaldiçoam, retribuindo o mal com o bem. etc). Cuidado com uma vida comunitária bíblica e saudável é importantíssimo também neste item.</p>
<p><b><font color="#ffffff">   5. Por nosso dinheiro.</font></b></p>
<p>O princípio correto, é que “o dinheiro não é nosso, mas de Deus” (Tudo o que somos e temos é Dele). Ele provê o sustento necessário por sua fidelidade e cuidado, não só para nossa manutenção digna, mas para abençoarmos a outros e até a prosperidade deve ser entendida neste prisma. O Dr.Russell Shedd pregou num culto missionário em 2001 que Deus nos abençoa para abençoar a outros, para repartir e não para ajuntarmos individualmente tesouros na terra e sermos mesquinhos.</p>
<p>Dízimos e ofertas são respostas de obediência, compromisso e amor a Deus, que trazem os recursos necessários para o sustento da obra de Deus, seja na igreja local, em missões, obras sociais, e que contribuem para a expansão do Reino de Deus. Dar e repartir é investir com Deus, ato contínuo de sacrifício, generosidade e sensibilidade e liberalidade que deve ser praticado com alegria.</p>
<p>(Rm 12.13; 2 Co 9.12; Dt 15.7-8, Lc 16.10.13;    2 Co 8.12;  2 Co 9.6-7;   Pv 19.17;  Lc 19.17;  Mt 6.19-21;  2 Co 8.1-5)</p>
<p><font color="#ffffff"><b>   6. Por nossos sonhos e projetos ministeriais e profissionais.</b></font></p>
<p>Deus nos chamou como adoradores mordomos, para servir a Ele e ao próximo. Dentro deste prisma, nossa vocação, chamado e trabalho, habilidades e dons, foram dados por Deus para o coletivo e bem comum, para testemunho de Sua existência e presença, para a manifestação de Sua glória (1 Co 10. 31; Col 3.17). Busquemos com diligência, como adoradores, músicos e artistas, este saudável caminho de adoração.</p>
<p>----------</p>
<p><font color="#ffffff"><b>Nelson Bomilcar</b></font> é pastor, compositor e músico, e tem trabalhado na adoração e música cristã nos últimos 30 anos, ministrando e pastoreando músicos, tendo produzido inúmeros cantores e grupos no Brasil. Participou de Vencedores, Semente, IBMorumbi. É membro da Associação de Músicos Cristãos (AMC) do Brasil.</p>
<p>&#124;</p>
<p>&#124;</p>
<p>&#124;</p>
<p>Créditos: Provoice</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Onde estão os artistas?" | "Where are the artists?" [Mark Carpenter]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=95</link>
<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 20:50:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/02/19/onde-estao-os-artistas-where-are-the-artists-mark-carpenter/</guid>
<description><![CDATA[ Onde estão os artistas?
&nbsp;
 Mark Carpenter
Quando Ultimato me convidou para assinar esta colun]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1 align="center"><font color="#ff6600"><b> Onde estão os artistas?</b></font></h1>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"> <i>Mark Carpenter</i></p>
<p align="justify">Quando Ultimato me convidou para assinar esta coluna, aceitei imediatamente. Achei que no âmbito natural imposto pelo título da coluna (“Arte e cultura”) poderia discorrer sobre a relação entre vida cotidiana e a manifestação artística, sempre à luz do contexto brasileiro e da cosmovisão bíblica. Acreditei também que a disciplina bimestral de escrever sobre o tópico me levaria a descobrir o melhor da arte cristã brasileira. Infelizmente isto não aconteceu. Ou melhor, ocorreu o contrário. Descobri que o que se rotula de arte cristã no Brasil é quase sempre utilitário, kitsch ou mal executado.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Veja, por exemplo, o caso da música cristã. A igreja brasileira não é um bom lugar para quem aprecia música de qualidade. Quem gosta de música autêntica e bem composta padece calado (ou, quem sabe, fazendo mímica bem-comportada) todo domingo em milhares de igrejas espalhadas pelo Brasil.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Tenho certeza que alguns leitores, ao lerem essas declarações, concluirão que (1) sou um cristão rabugento e anti-pentecostal, daqueles que só sabem entoar hinos do Cantor Cristão, acompanhados por piano desafinado ou teclado imitando órgão de tubo; ou (2) sou um elitista, que provavelmente acha que Deus só ouve CD’s de música sacra da Deutsche Grammophon em seu home theater celestial. Mas esses rótulos não colam. Não sou nem retrógrado nem eruditista. Defendo apenas a busca de um padrão mais aculturado, relevante e genuíno, que espelhe a excelência criativa de Deus.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Certamente há exceções, mas são muito raras. O problema não é falta de talento musical. Há nas igrejas inúmeros músicos de grande alcance e potencial. Mas poucos ousam criar fora dos padrões estéreis da pasteurizada praise music mundial.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Não é diferente nas outras artes. O consumismo cristão força a arte a ser um meio, e nunca um fim. Deixamos de valorizar o compositor hábil que cria em louvor a Deus, e preferimos aquele que faz refrães previsíveis que abrem o clima emocional para a oferta ou o sermão. Deixamos de valorizar o artista plástico que se empenha para se expressar, e preferimos aquele que apenas ilustra “sem frescura”. Deixamos de valorizar o poeta, e preferimos o antologista de chavões. Acabamos sempre sacrificando a contemplação cristã no altar do entretenimento.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Não sou contra o entretenimento em si, mas quando ele usurpa o lugar da arte, tenho a impressão que perpetuamos a pobreza de espírito. A falta de contato com a arte não ameaça a salvação do crente em Cristo, mas tenho a sensação de que o deixa menos capaz de distinguir entre real e ideal, menos ciente da extensão do mistério de Deus, menos sensível às nuanças da criação, e menos capaz de dialogar com quem ainda não encontrou o Deus verdadeiro, mas busca significado e transcendência na música, no cinema ou nas galerias de arte.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Quem são os verdadeiros artistas cristãos do Brasil? Conheço alguns escritores, músicos, poetas e artistas plásticos que se expressam com grande talento e paixão. Mas são muito poucos. Peço ajuda dos meus leitores. Quais são os nomes que deverão constar da lista dos bons artistas cristãos nacionais? Enviem suas indicações para , incluindo uma nota biográfica do artista, citação de pelo menos uma das suas obras, e uma frase justificando a sua inclusão nesta lista de “melhores”.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Quem sabe isso seja o início de uma nova oportunidade para os que trabalham com talento na obscuridade.</p>
<p>----------</p>
<p><font color="#ffffff"><b>Mark Carpenter </b></font>é diretor-presidente da Editora Mundo Cristão e mestre em letras modernas pela USP.</p>
<p><font color="#ff0000"><b>COMENTÁRIOS AO ARTIGO</b></font></p>
<p align="justify"><i>David Tiburcio dos Santos</i> [<font color="#c0c0c0">david_guitar10@hotmail.com</font>] comentou:</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">"É uma ótima visão do colunista. Precisamos realmente desmascarar o consumismo, a manipulação e interesses pessoais no meio da música cristã. Temos que divulgar aqueles que fazem música boa, e com um coração voltado para o reino, para divulgação do seu amor através da música. O poder seduz, corrompe, cega e tira o bom senso, e vários músicos estão se deixando seduzir por esse poder. Conheço muitos músicos na igreja e na faculdade que fazem o que gostam, muito bem feito e exaltando o nome do Senhor, porém não são reconhecidos por não se deixarem manipular."</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><i>Marcos Ronald C. da Silva </i>[<font color="#c0c0c0">roninhopn@hotmail.com</font>] comentou:</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">"Tive a felicidade de participar de um culto ontem, na cidade de Itabira, onde o cantor Josimar Bianchi foi o responsável pelo louvor. Fora de série. O amigo, além de humilde, é de um carisma excepcional e deixa transparecer muita fé e espiritualidade em sua apresentação. Merece ter seu nome na lista proposta na coluna. Parabéns Josimar. (Zé Ronim)"</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><i>Moisés Ferreira do Nascimento</i> [<font color="#c0c0c0">moyseshoots@hotmail.com</font>] comentou:</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">"Minhas Sugestões culturais são: Grupo Sal da Terra(forró e música nordestina recheados de boas poesias); Carlinhos Veiga (um dos únicos a fazer música popular cristã brasileira); Josimar Bianchi (cantor que, como todos os outros, grava independente); Tiago Vianna (músico graduado pela Unicamp, que faz música de primeira);Comunidade S8(louvor de pura qualidade. Acredito ser a comunidade que mais transparece Cristo no Brasil), e muitos outros que estão espalhados por esse Brasil. Sem falar nas figuras antológicas, como: João Alexandre, Jorge Camargo, Guilherme Kerr, Quarteto Vida e Nelson Bomilcar"</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><i>Moisés Ferreira do Nascimento</i> [<font color="#c0c0c0">moyseshoots@hotmail.com</font>] comentou:</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">"A mais pura verdade. Carecemos de música e arte de qualidade na música cristã. Isso não quer dizer que nãos existam, mas que são sufocadas por tantos lixos evangélicos, que somos obrigados a engolir."</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><i>Jonatas Eduardo Haeuser</i> [<font color="#c0c0c0">reidostolos@gmail.com</font>] comentou:</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">"Ótimo texto. Meus sentimentos foram verbalizados pelo Mark Carpenter. Sou um daqueles que faz mímica bem comportada. Os momentos de louvor estão cada vez mais mecânicos e organizados para gerarem emoções. Não sou contra a pessoa se emocionar ao louvar, mas forçar isso e sugerir que louvor tem que ser isso é o problema. Quanto a artistas nacionais, realmente é difícil encontrar. Aristeu Pires possui ótimas poesias musicadas com ritmos brasileiros como a Milonga gauchesca e a Bossa nova."</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><i>Cláudia Carvalho Sathler de Melo</i> [<font color="#c0c0c0">ccsathler@ig.com.br</font>] comentou:</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">"O articulista tem uma visão acurada do assunto, o que denota seu mérito à frente de uma coluna muito delicada, a exigir alguém com competência e sensibilidade equivalentes. Embora não dispondo dos dados pertinentes, gostaria de citar Asaph Borba como um dos inquestionáveis talentos de que a igreja brasileira dispõe, fundamentado que está em uma carreira além de sua geração (ele já tem filhos que o acompanham e o poderiam suceder!). Outro baluarte cuja obra ainda está viva, o inesquecível Sérgio Pimenta, precisa ser conhecido por essa geração que pouco ouviu, além dos "enlatados" evangélicos."</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><i>Meireana Dutra de Assis Silva</i> [<font color="#c0c0c0">assisnet1@aol.com</font>] comentou:</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">"O artigo "Onde estão os artistas?" falou muito do que estou sentindo há muito tempo: Não temos cultura. A cultura dos evangélicos é pobre, e são poucos os verdadeiros artistas no nosso meio. Aquilo que temos produzido é para ganhar o "mercado" e não para fazer a diferença; não tem qualidade, porque qualidade não vende. O livro O Cristão e a Cultura mostra como nós separamos o secular do sagrado, sendo que não existe essa divisão; a Palavra não faz essa distinção. Jesus não se separava do povo, ele andava no meio dele; era lá que ele queria fazer diferença; foi de lá que muitos foram salvos."</p>
<p align="justify">&#124;</p>
<p align="justify">&#124;</p>
<p align="justify">&#124;</p>
<p align="justify">Créditos: Revista Ultimato &#62;&#62; www.ultimato.com.br</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Cantando para o Diabo" | "Singing to the Devil" [Tiago Zortea]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=77</link>
<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 01:26:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/02/11/cantando-para-o-diabo-singing-to-the-devil-tiago-zortea/</guid>
<description><![CDATA[Cantando para o Diabo
Tiago Zortéa
Parece assustador não é? Pois é, mas o pior não é nem o tí]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font color="#ff9900"><b>Cantando para o Diabo</b></font></p>
<p align="center"><i>Tiago Zortéa</i></p>
<p align="justify">Parece assustador não é? Pois é, mas o pior não é nem o título, mas sim os acontecimentos dentro da igreja cristã brasileira concernentes a ele. Exatamente: estão "cantando para o Diabo" dentro e fora de nossas igrejas. Gostaria de citar aqui duas canções que exemplificam e infelizmente dão vida ao que estou falando:</p>
<blockquote><p><font color="#ff9900">"Valente, onde estás?"</font><br />
<i>[Comunidade Internacional da Zona Sul]</i><br />
Valente, onde estás?<br />
O Senhor me preparou<br />
E de forças me cingiu<br />
Nesta guerra pra vencer<br />
Vou correr e te alcançar<br />
Só descansarei em ter<br />
A vitória em minhas mãos<br />
Tu serás derrotado<br />
E o teu nome apagado<br />
E as nações verão, verão quem é Deus<br />
O Senhor é Deus!</p></blockquote>
<blockquote><p><font color="#ff9900">"Mais que vencedor"</font><br />
<i>[Ministério de Louvor Diante do Trono]</i></p>
<p><span class="texto10Cinza666666">Em Jesus, sou mais que vencedor</p>
<p>Você pensa que vai me fazer tropeçar?<br />
Você pensa que vai me fazer cair?<br />
Você não se cansa de me tentar<br />
Mas eu não me canso de te resistir<br />
Você quer saber quem vai vencer?<br />
Te digo: Maior é o que está em mim<br />
Bem maior é o que está em mim<br />
Eu me cansei sim, de você<br />
Eu me cansei de acreditar em suas mentiras<br />
Não sou mais seu escravo e agora em mim habita<br />
O Espírito de vida que me faz vencer</p>
<p>Em Jesus, sou mais que vencedor</p>
<p>ÔÔ ÔÔ ÔÔÔÔ</p>
<p>Você pensa que vai me fazer parar?<br />
Você pensa que vai me fazer desistir?<br />
Você não se cansa de me afrontar<br />
Mas eu não me canso de te resistir<br />
Quem vai retroceder, é você<br />
Mas eu vou avançar e chegar ao fim<br />
Coroa de vitória é o que vou receber<br />
E no lago de fogo você vai arder</span>.</p></blockquote>
<p align="justify">Bom, mais uma vez, como um bom cristão e ainda por cima Analista do Comportamento, me pergunto: qual a função disso?</p>
<p align="justify">A função de escrevermos e cantarmos músicas ao nosso Deus é de adorarmos, exaltarmos o Nome do Senhor pelas maravilhas que ele fez, tem feito e fará em nossas vidas. Todos nós sabemos que Deus não precisa da nossa Adoração. Quando adoramos, nós somos os beneficiados, pois nós é que necessitamos ofertar ao Senhor a Adoração que lhe é devida. Essa é apenas uma "virgula" dentro de um "livro de infinitas páginas" sobre a função da Adoração ao Senhor Jesus. Entretanto, quando questiono qual é a função de se cantar uma música cuja palavra é diretamente direcionada ao Diabo, as conclusões que me vem se distanciam um pouco daquilo que nós cristãos objetivamos, daquilo que é nosso alvo, nossa finalidade.</p>
<p align="justify">Dentro desta perspeciva, algumas interrogações nascem: Não saberia o Diabo que ele é derrotado? Qual é o propósito de se dirigir a ele com palavras das quais já conhece antes mesmo de termos nascido? Por que a necessitade tão grande de dirigir ao Diabo palávras de escárnio? E agora, a pergunta mais importante, a qual sempre faço em minhas reflexões: Qual foi o comportamento de Jesus perante as armações do tentador? A situação aconteceu em três momentos (Mateus 4:1-11):<br />
1º - Satanás manda que Jesus transforme pedras em pão, estando Jesus sem comer por mais de um mês. Eis que Jesus o responde:</p>
<div align="justify">
<blockquote><p>"Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus".</p></blockquote>
</div>
<p align="justify">2º - Satanás ordenou que Jesus se jogasse de cima do pináculo do templo para provar que era filho de Deus, aguardando os anjos virem salvá-lo, e Jesus novamente lhe respondeu:</p>
<div align="justify">
<blockquote><p>"Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus".</p></blockquote>
</div>
<p align="justify">3º - Após mostrar muitas riquezas do mundo a Jesus, Satanás o disse que se ele se prostrasse em adoração ao Diabo todas essas riquezas seriam dadas a Jesus. Mas o Mestre respondeu:</p>
<div align="justify">
<blockquote><p>"Vai-te, Satanás, por que está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás"</p></blockquote>
</div>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">É interessante obervar alguns pontos: (1) Jesus só se dirigia ao Diabo em resposta a ele, mais nada. (2) As respostas de Jesus eram TODAS citações das Escrituras, isto é, ele estava preparado com "a espada do Espírito, que é a palavra de Deus" (Efésios 6.17). (3) Além de ter sua palavra toda baseada nas escrituras, as respostas de Jesus foram todas curtas, objetivas.</p>
<p align="justify">Ao contrário do que muitos fazem hoje, Jesus não levava uma congregação inteira a se direcionar ao Diabo para cantar-lhe uma música de profanação; Ele não ficava conversando com espíritos demoníacos em pessoas possessas, tal como muitos "pastores" fazem hoje, laçando "o diabo pelo pescoço com a gravata, fazendo-o de cachorrinho" e atração principal de um culto; Ele também não falava futilidades, muito pelo contrário, disse: <i>"Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo. Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas suas palavras serás condenado"</i> (Mateus 12:36, 37).</p>
<p align="justify">Acredito que o exemplo de Jesus é mais do que suficiente para quebrar toda este "descaminhamento" dos líderes de música que seguem por este viés. Além disso, é preciso lembrar também de alguns versículos que depõem contra essas práticas:</p>
<blockquote>
<p align="justify">"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem" (Efésios 4.29)</p>
</blockquote>
<p align="justify">Vamos supor que estas músicas não sejam "palavras torpes", ok! Mas são elas boas para a necessária edificação? Elas ministram graça aos seus ouvintes?</p>
<div align="justify">
<blockquote><p>"Que as palavras da minha boca e meditação do meu coração sejam todas em louvor a Ti, ó Senhor" (Salmo 19.14)</p></blockquote>
</div>
<p align="justify">Bom, acho que não preciso comentar nada sobre este versículo em contraposição aos cânticos mensionados, não é?</p>
<p align="justify">Fica o alerta! Minha oração é no senitido de que Deus desperte um pouco mais a visão de nossos compositores, para que caminhem mais junto à Palavra, mais junto às Escrituras.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Bem e mal" | "Good and Bad" [Ricardo Gondim]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=71</link>
<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 01:58:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/02/08/bem-e-mal-good-and-bad-ricardo-gondim/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;

 Naran, meu neto, gosta de classificar os personagens de seu mundo infantil em rígidas cate]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&#160;</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://www.ultimato.com.br/image/revistas/ult_310/home40.jpg" height="259" width="148" /></div>
<p align="justify"> Naran, meu neto, gosta de classificar os personagens de seu mundo infantil em rígidas categorias. Vez por outra, ele me pergunta: “Vovô, o Homem Aranha é do bem ou do mal?”. Claro, procuro antecipar-me às suas expectativas e digo que o seu herói é do bem. Certo dia, vi-me num beco sem saída. Sério como um professor na hora da sabatina, ele me questionou: “Vô, Davi era do bem ou do mal?”. Eu respondi sem titubear: “Do bem”. “E Golias?”. Não hesitei: “Do mal”. Com essas duas respostas para trabalhar em sua cabecinha, ele recontou o que aprendera sobre o célebre embate entre o rei e o gigante, e emendou: “Mas, vô, Davi cortou a cabeça de Golias depois que o derrubou com uma pedra, não foi? Naquela hora ele não virou num homem do mal?”. Só consegui responder: “Eu nunca tinha pensado assim, mas acho que você tem razão”.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Nossa disposição para separar as pessoas em arraiais distintos, além de ingênua, não subsiste aos questionamentos de uma criança. Os seres humanos são infinitamente mais complexos que nossas pobres categorizações. Recentemente, vi o filme sobre a vida da cantora francesa Edith Piaf. Sua história mexeu com as minhas emoções, saí do cinema com o coração comovido. Sua infância, suas constantes perdas, sua adolescência nas sarjetas a tornaram uma mulher tempestiva, que bebia demais e parecia desequilibrada. Mas ela não podia ser rotulada com gradações que vão de boa a perversa.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Os personagens bíblicos são inconstantes em suas virtudes e os vilões não encarnam o mal absoluto. O único personagem bíblico absolutamente mal é Satanás. Todos os demais agem com vileza e bondade; são execrados e aplaudidos. Abraão creu, hesitou, mentiu. Moisés ousou, titubeou, perseverou. Davi amou, assassinou, arrependeu-se. A seqüência de exemplos lota o texto sagrado. Todos os heróis são cavalheiros e nobres, réprobos recomendáveis.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Jesus lidou com a alma humana como um vasto universo. Ele era extremamente cuidadoso e jamais subestimava a subjetividade de cada pessoa. Não deixou que apedrejassem a mulher apanhada em adultério. Considerava injusto que aqueles religiosos não levassem em conta o passado, os traumas, as feridas anteriores de tal muher. Não, ele não permitiria que a história dela fosse jogada na sarjeta só para que a lei fosse mantida. Quando li a biografia do Garrincha, talvez o maior ponta-direita do futebol brasileiro de todos os tempos, não consegui depreciá-lo como um devasso, mas como um desafortunado, um alcoólico carente de misericórdia. Chorei por sua sorte.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Li uma frase no blog do Allyson Amorin (http://alyssonamorim.blogspot.com/) que apreciei bastante: “Por trás de uma grande queda há sempre uma curva acentuada”. Quanta verdade! Devemos olhar não apenas para as quedas, mas considerar também as curvas acentuadas.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">A monumental obra de Victor Hugo Os Miseráveis expôs Javert como um homem detestável, porque não conseguia conceber que um condenado pudesse ter alguma nobreza no coração. Uma vez condenado, para sempre perdido. Os maus mereciam, segundo sua percepção, os rigores da lei.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Jean Valjean, criminoso execrado por um homicídio, foi tenazmente perseguido por Javert, que só se preocupava em mostrar sua coerência com a lei. Durante toda a narrativa, Victor Hugo revela outro lado: o fugitivo era correto, bondoso, nobre, enquanto o legalista, um detestável vingativo. O caráter impoluto do policial camuflava um homem inclemente. A lei e o aparato policial escondiam a pequenez de Javert.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Preocupo-me com os religiosos que identificam facilmente quem vai para o inferno. Regras, conceitos teológicos e catecismos não conseguiriam por si só peneirar os bons dos ruins. Joio e trigo se parecem e é necessário esperar pelo fim dos tempos.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Só Deus conhece os porões de cada vida. Só ele sabe as guinadas que a existência de cada um sofreu, e só ele tem critérios suficientes para lidar com as histórias humanas. E a melhor notícia é que Deus não nos trata segundo uma lei fria. Ele é um pai tão compassivo e bom que no Salmo 103 considera nossa fragilidade como pó e, por isso, afasta de nós as nossas transgressões.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Quando penso em certo e errado, ordem e desordem, ligado e desligado, me esqueço da graça e dessa infinita capacidade divina de nos entender sem explicação. Sem a graça, resta o pavor da lei, que não considera as inadequações humanas, com agravantes e atenuantes. Sim, o justo juiz é um pai que me pôs em seu regaço, sem precisar esclarecer o porquê do seu amor.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Todos nós já nos comportamos como Davi. Em algumas circunstâncias o rei “virou do mal”, mas encontrou a infinita disposição de Deus para tratar-lhe com misericórdia. Essa disposição é a causa pela qual nós também não fomos destruídos.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Soli Deo Gloria.</p>
<p align="justify">-------</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#ffffff"><b>Ricardo Gondim </b></font>é pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros, O Que os Evangélicos (Não) Falam e Eu Creio, mas Tenho Dúvidas — a graça de Deus e nossas frágeis certezas. www.ricardogondim.com.br</p>
<p align="justify">&#124;</p>
<p align="justify">&#124;</p>
<p align="justify">&#124;</p>
<p align="justify">Créditos: Revista Ultimato</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Coragem para pensar fora da caixa" | "Courage to think outside of the box" [Ricardo Gondim]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=55</link>
<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 03:59:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/02/04/coragem-para-pensar-fora-da-caixa-courage-to-think-outside-of-the-box-ricardo-gondim/</guid>
<description><![CDATA[Coragem para pensar fora da caixa
Ricardo Gondim*
Os escritores norte-americanos Phillip Yancey, Ron]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font color="#ff9900"><b>Coragem para pensar fora da caixa</b></font></p>
<p align="center"><i>Ricardo Gondim*</i></p>
<p align="justify">Os escritores norte-americanos Phillip Yancey, Ronald Sider, Jim Wallis e Rob Bell vêm afirmando que o movimento evangélico já não consegue responder satisfatoriamente aos desafios deste milênio. É verdade. Na Europa pós-cristã, ele permanece periférico; nos Estados Unidos, foi absorvido pela religião civil do “Destino Manifesto”, que considera o país eleito e abençoado por Deus; na América Latina seu crescimento numérico o afasta do protestantismo clássico enquanto o condena a tornar-se uma religião popular sem práxis transformadora.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Considerando a obra de Thomas Kuhn sobre mudanças de paradigmas, A Estrutura das Revoluções Científicas, dá para perceber como o movimento evangélico se esvazia. Para Kuhn, um paradigma enfraquece quando se torna incapaz de explicar algum fenômeno científico, mesmo que já tenha servido para nortear a pesquisa. Os paradigmas, depois de convincentemente desafiados por novas evidências, precisam sofrer mudanças.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Na tese de Kuhn, enquanto um paradigma se mostrar eficiente, as pesquisas e as descobertas são graduais e cumulativas. Porém, no instante em que as inovações deixam de ser absorvidas, as rupturas passam a ser bruscas; surgem pessoas que se atrevem a desafiar tanto os antigos conceitos quanto a noção do progresso gradual e constante do saber em direção à verdade.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Muito tem sido publicado procurando um diálogo da teologia com a historiografia, psicologia, física quântica, sociologia, antropologia e até arqueologia; novos pensadores evangélicos se revezam na crítica a alguns pressupostos. Segundo Kuhn, todos eles pagarão um alto preço por essa aventura; seguirão Galileu, que quase morreu quando descobriu que Júpiter tinha luas. Por derrubar a astronomia ptolomaica, desacreditou também a teologia que acreditava em um universo geocêntrico. A igreja defendeu seus dogmas e Galileu, para salvar a pele, precisou se retratar.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Os evangélicos tentam responder à atual crise de várias maneiras:</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Com a resposta piedosa. Ressoam apelos de que os crentes precisam voltar a orar. Li no quadro de aviso de uma igreja uma convocação para que os crentes entrassem numa “maratona” de oração. O pastor queria promover um avivamento espiritual colocando sua congregação de joelhos. Contudo, vale perguntar se é preciso mais intercessão ou se não é hora de repensar o conteúdo das orações. Convivi entre os pentecostais por anos e posso afirmar, sem medo de errar, que multiplicar os “círculos de oração” não resolverá o problema.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Com a resposta legalista. Avivalistas acusam, com o dedo em riste, que “o mundo entrou na igreja”. Alguns acham que conseguirão anular o declínio ético propondo que “endureçamos” nos usos e costumes. Os jovens, principalmente, deveriam se arrepender do estilo de vida “carnal” que adotaram. Eles esquecem que o legalismo não tem valor nenhum contra a sensualidade e que impor tantas exigências acaba gerando mais hipocrisia.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Com a resposta ortodoxa. Já escutei líderes evangélicos afirmarem que carecemos de uma nova Reforma. Alguns buscam reavivar liturgias e paramentos de trezentos anos atrás. Os evangélicos realmente se distanciaram de várias doutrinas do protestantismo do século 16. Contudo, seria ilusão pensar que um novo Lutero resgatará o movimento. Em um mundo globalizado, com tanta complexidade cultural, uma nova Reforma, semelhante àquela, jamais se repetirá.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Com a resposta organizacional. Principalmente os estadunidenses tentam manter suas igrejas pelo viés da administração eclesiástica. Eles acreditam que a fé voltará a ser relevante com uma liturgia mais “amigável”, com uma mensagem mais contemporânea, com bons estacionamentos e redes ministeriais.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Diante da crise, acredito ser preciso fazer um novo “dever de casa”; admitir que urge começar a pensar fora da antiga caixa e ter coragem de enfrentar novos desafios.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Para essa tarefa, proponho que a graça volte a ser pedra principal da espiritualidade cristã e que o exercício teológico leve, até as últimas conseqüências, o amor gratuito de Deus; que se enfatize que ele não faz acepção de pessoas; que se reverta a tendência de transformar as igrejas em “bingos”, onde muitos buscam milagre e poucos recebem bênção. Por último, é preciso aprender a pensar globalmente. Não é possível continuar apostando que Deus prospera os crentes que gostam de supérfluos e desprezar os miseráveis dos campos de refugiados africanos e das periferias urbanas brasileiras.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Junto com o enfraquecimento de um paradigma existem tanto o desafio para que saiamos do quadrado e demos um salto qualitativo, como a possibilidade de nos condenarmos ao anacronismo. A decisão está em nossas mãos.</p>
<p>Soli Deo Gloria.</p>
<p>-------</p>
<p><font color="#ffffff"><b>*Ricardo Gondim</b></font> é pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros, "O Que os Evangélicos (Não) Falam" e "Eu Creio, mas Tenho Dúvidas", e também colunista da Revista Ultimato.</p>
<p>Publicação autorizada pelo autor.</p>
<p>&#124;</p>
<p>&#124;</p>
<p>&#124;</p>
<p>Crétidos: <font color="#ffffff">Ricardo Gondim</font> e <font color="#ffffff">Revista Ultimato</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Menos Convencional" | "Less Conventional" [Ricardo Gondim]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/2008/02/04/menos-convencional-less-conventional-ricardo-gondim/</link>
<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 03:44:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/02/04/menos-convencional-less-conventional-ricardo-gondim/</guid>
<description><![CDATA[Menos convencional
Ricardo Gondim*
Deixe de ser tão convencional. Aposente as gravatas e calce as c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font color="#ff9900"><b>Menos convencional</b></font></p>
<p align="center"><i>Ricardo Gondim*</i></p>
<p align="justify">Deixe de ser tão convencional. Aposente as gravatas e calce as chinelas. Leia mais livros desnecessários. Na mesa dos otimistas, pergunte por que Florianópolis inundou e só morreram pobres. Quando estiver entre pessimistas fale de como a criação de Deus lhe deslumbra, pois enquanto os robôs andam desengonçados, sobram contorcionistas na China.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Deixe de ser tão convencional. Na assembléia do partido que vai escolher o candidato a prefeito, vote contra. Se vista de preto e acompanhe seu filho adolescente na festa “dark” e cite o Cazuza para a turma dele: “a burguesia fede, mas tem os seus encantos”.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Deixe de ser tão convencional. Defenda os patrões na assembléia do sindicato, mas seja o primeiro a levantar a mão na hora de votar pela greve por melhores salários. Na igreja, no culto dos empresários da segunda-feira, cite o texto da Bíblia: “Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a desgraça que lhes sobrevirá. A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas. O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo lhes devorará a carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias. Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de abate. Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência” – Tiago 5.1-6.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Deixe de ser tão convencional. Quando seus amigos discutirem jazz, diga que gosta de pagode, mas deixe claro que a bossa-nova lhe fascina. Leia tudo o que puder sobre o Chico Buarque de Holanda e comente suas letras com certa freqüência. No barzinho, pergunte se alguém gosta de canto gregoriano, mas reclame com o pároco que as músicas da igreja não atraem a moçada.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Deixe de ser tão convencional. Durma cedo e acorde de madrugada. Vá nadar, pedalar, correr enquanto seus amigos dormem, depois, na hora do almoço, peça a sobremesa mais calórica que puder e deixe todo mundo babando o guardanapo. Quando estiver entre atletas, converse sobre o Fim da Modernidade segundo o pensamento de Gianni Vattimo. Elogie o “bicho-grilo-naturalista-vegetariano-protetor do meio ambiente", depois peça para explicar por que ele fuma. Aplauda os que fazem passeata contra o aborto, depois pergunte por que defendem a pena de morte.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Deixe de ser tão convencional. Leia o que Jacque Ellul escreveu sobre anarquismo cristão e proponha uma maturidade humana que torna desnecessário leis, instituições e governos. Mas não deixe de pagar seus impostos, não abandone sua comunidade de fé e se emocione na hora de cantar o hino nacional.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Deixe de ser tão convencional. Se algum religioso lhe acusar de relativista, incoerente ou mal resolvido, escandalize logo de uma vez e retruque com Raul Seixas: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".</p>
<p align="justify">-------</p>
<p align="justify"><b>*Ricardo Gondim </b>é pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros, "O Que os Evangélicos (Não) Falam" e "Eu Creio, mas Tenho Dúvidas".</p>
<p>Publicação autorizada pelo autor.</p>
<p>Créditos: <a href="http://www.ricardogondim.com.br" target="_blank">Ricardo Gondim</a> e <a href="http://www.ultimato.com.br" target="_blank">Revista Ultimato</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Negligenciando o sacrifício na cruz" | "Neglecting the sacrifice in the cross" [Tiago Zortea]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=51</link>
<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 01:36:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/02/03/negligenciando-o-sacrificio-na-cruz-neglecting-the-sacrifice-in-the-cross-tiago-zortea/</guid>
<description><![CDATA[ Negligenciando o sacrifício na cruz
&nbsp;
Tiago C. Zortea
&nbsp;
Há uns dez anos atrás, Marquin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font color="#ff9900"><b> Negligenciando o sacrifício na cruz</b></font></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="right"><i>Tiago C. Zortea</i></p>
<p align="right">&#160;</p>
<p align="justify">Há uns dez anos atrás, Marquinhos Gomes lançou a música "Rei da Glória" no álbum "Tudo Posso", e lembro-me de um trecho que dizia "para ser abençoado não precisa pagar promessas, Jesus Cristo já morreu por nós e a vitória já é certa". Grande verdade. Até então, eu reduzia a letra desta música às pessoas que, trancafiadas em centenários dogmas religisos, pagavam promessas feitas após receber uma bênção. Assim, quando via em um noticiário ou até mesmo presenciava pessoas andando quilômetros de joelhos, subindo escadas já com as pernas sujas de sangue deixando rastros ao chão, logo me vinha à memória este trecho da música de Marquinhos.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Curiosamente, passados esses tempos todos, retornou a mim este exato trecho, contudo, a situação que o trouxe se diferenciava em sua topografia das cenas que estavam anteriormente relacionadas a esta música, mas sua função, sua essência era a mesma. Uma amiga pediu para que eu orasse por seu pai pois ele havia feito jejum e oração durante algumas semanas e estava em "pele-e-osso", internado no hospital, fraco e desidratado. Naquele momento, fiquei a me perguntar por que aquele homem havia feito isto e então sua filha me disse que era por um pedido muito específico. E pensei: "Tudo bem! Mas onde está o significado do sacrifício de Cristo?". Antes mesmo de morrer, Jesus disse em Mateus 21.22:</p>
<div align="justify">
<blockquote><p>"E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis".</p></blockquote>
</div>
<p align="justify">Tudo bem se Jesus dissesse "E, tudo o pedirdes na oração, andando dois quilômetros de joelhos, ou deixando de comer por um mês, ou pagando cem reais à igreja, ou dando tudo o que tem aos pobres (enfim...), o recebereis", mas não foi isto o que ele disse! O que Jesus queria era que acreditássemos! Acreditássemos em seu poder e creditássemos a Ele a perfeição de sua vontade para nós. O que acontece é que geralmente não estamos dispostos a confiar que a vontade do nosso Deus é a melhor coisa para nós e assim escolhemos alguma coisa para "pagar" em troca daquilo que desejamos. Assim, teremos um suposto "pretexto", um "motivo" para "determinar ao Senhor a nossa vitória", ou então criaremos uma situação em que observadores dirão "vejam só, não há como Deus negar esta bênção ao nosso irmão, dado o tamanho de seu sacrifício". É criar uma situação de merecimento.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Muito sinceramente em minha avaliação, entendo isto como negligenciar o sacrifício do Senhor Jesus, esquecer que "pelas suas feridas fomos sarados". Eu até arriscaria que tudo isto é uma forma que querer "comprar" Deus, negociar com Ele.</p>
<div align="justify">
<blockquote><p>"Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito." (João 15 : 7)</p></blockquote>
</div>
<p align="justify">Creio que se estivermos em Cristo e suas palavras em nós não precisaremos construir nenhuma situação de "negociação" com Deus. Confiar nele basta, e Ele sabe o que queremos, o que necessitamos.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Precisamos estar atentos a isso. Não podemos simplesmente esquecer o sofrimento de Jesus, de que levou sobre si nossas dores (Isaías 53.5).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["A teologia da lata de Nescau" | "The Theology of the chocolate's tin" [Rodrigo de Lima Ferreira] ]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=50</link>
<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 23:45:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/02/02/a-teologia-da-lata-de-nescau-the-theology-of-the-chocolates-tin-rodrigo-de-lima-ferreira/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;
A teologia da lata de Nescau
&nbsp;
Rodrigo de Lima Ferreira*
&nbsp;
Certa vez li um livro in]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><font color="#ff9900"><b>A teologia da lata de Nescau</b></font></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="right"><i>Rodrigo de Lima Ferreira*</i></p>
<p align="right">&#160;</p>
<p align="justify">Certa vez li um livro interessante com um título curioso: <i>A teologia do cachorro e do gato</i>. Nele os autores comparam as atitudes desses dois animais em relação aos donos (o gato, manhoso, quer se satisfazer, enquanto o cão, leal, quer agradar) e nosso relacionamento com o nosso "Dono". Achei a analogia dos autores muito interessante. Fiquei pensando se é possível criar “teologias” a partir de coisas cotidianas, como, no caso, dos animais domésticos, até que um dia eu tive um estalo a partir da brincadeira de minhas filhas pequenas.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Crianças (e alguns adultos) gostam muito de fazer barulho. A coisa que elas mais apreciam é fazer uma “batucadinha”. Minhas meninas gostam de pegar latas vazias de alumínio, dessas de Nescau, e fazer uma bateria improvisada. Vendo aquela lata agredindo meus ouvidos, comecei a formular a <i>teologia da lata de Nescau</i>.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Todos sabem como é a lata de Nescau. O alumínio faz um barulho intenso se batermos nele. Porém, a lata só faz barulho se estiver vazia. Experimente fazer batucada em uma lata cheia, de preferência lacrada, que você acabou de comprar no supermercado. O som que sairá é mínimo se comparado ao de uma lata vazia.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Na minha caminhada com Jesus tenho visto muita "lata de Nescau vazia" nos templos. Pessoas ocas de vida, sem conteúdo, sem relacionamento sadio e santo com Deus, mas, que fazem muito barulho. Porém, o barulho que fazem, na verdade, não é para atrair a atenção para o Senhor, mas sim para si mesmas. Quanto mais vazias, mais barulhentas.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Felizmente há também muita "lata de Nescau cheia". Gente que não atrai a atenção para si, e sim para o seu conteúdo -- a presença de Deus neles. Gente que não se importa com holofotes, gente com um relacionamento com Deus baseado na graça. O conteúdo de suas vidas ocupa todo o espaço. Naturalmente essas pessoas exalam aquilo que Paulo classificou de bom perfume de Cristo (2Co 2.15).</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Quando vamos a um supermercado, não nos interessamos pela embalagem. Queremos saber se o conteúdo do produto é bom, se satisfaz as nossas necessidades. Tanto é que, quando o produto acaba, jogamos a embalagem fora. Uma lata de Nescau vazia só terá utilidade se for reutilizada para outros fins (guardar quinquilharias como pregos enferrujados, por exemplo). Caso contrário, o seu destino é a lata de lixo. O que queremos, portanto, é o conteúdo, e não o invólucro.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Não é à toa que a Bíblia nos exorta tanto a estarmos cheios do Espírito (Ef 5.18), tendo em nossas mentes somente aquilo que presta (Fp 4.8). Na medida em que nosso <i>conteúdo</i> for o de Deus, despertaremos a atenção para Deus, e poderemos realizar o nosso papel de sal da terra e luz do mundo. Contudo, se estivermos vazios, seremos como o sal insípido, que só serve para calçamento (Mt 5.13), ou seja, ser pisado (outro termo poderia ser “humilhado”) pelos homens, e, no final, ser jogado no lixo da história.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Fica então a admoestação de Deus: viva cheio de Deus. Busque-o sempre (Is 55.6). Molde seus padrões em conformidade aos dele, e não tente fazer o contrário (Rm 12.1-2). Enfim, seja uma lata de Nescau cheia, plena, e não uma lata vazia, barulhenta e sem significado.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">------</p>
<p align="justify"><font color="#ffffff"><b>*</b></font><b><font color="#ffffff">Rodrigo de Lima Ferreira</font>,</b> casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Serranópolis, GO.</p>
<p align="justify">&#124;</p>
<p align="justify">&#124;</p>
<p align="justify">&#124;</p>
<p align="justify">Créditos: Revista Ultimato &#62;&#62; <a href="http://www.ultimato.com.br" target="_blank">www.ultimato.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O que fizemos com o Natal e o que vamos fazer com o Ano-Novo?" | "What did we do with Christmas and what will we do with New Year?" [Elben M. Lenz César]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/?p=49</link>
<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 23:24:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/02/02/o-que-fizemos-com-o-natal-e-o-que-vamos-fazer-com-o-ano-novo-what-did-we-do-with-christmas-and-what-will-we-do-with-new-year-elben-m-lenz-cesar/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;
O que fizemos com o Natal e o que vamos fazer com o Ano-Novo
 
Elben M. Lenz César*
&nbsp;
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><font color="#ff9900"><b>O que fizemos com o Natal e o que vamos fazer com o Ano-Novo</b></font></p>
<p align="right"> <i><br />
Elben M. Lenz César*</i></p>
<p align="right">&#160;</p>
<p align="right">&#160;</p>
<p align="justify">Passados os festejos de natal e de ano-novo, é bom fazer um pequeno inventário sobre a qualidade e seriedade dessas comemorações.</p>
<p align="justify">Para o comércio foi um sucesso enorme. Em grande parte por causa da decoração de natal. Só os 622 centros comercias brasileiros investiram 350 milhões de reais nesse setor.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">A ausência cada vez maior do verdadeiro sentido do natal assustou até pessoas cultas sem nenhum compromisso com o cristianismo. Em sua coluna no <i>Jornal do Brasil</i>, o escritor Fausto Wolf disse que sempre quis acreditar na concepção sobrenatural de Jesus Cristo, na remissão dos pecados através de sua morte, na ressurreição da carne e na vida eterna. Porém, se limita apenas a gostar de Jesus porque este era pobre, ofendido e maltratado assim como nós somos. Ele se queixa dos ricos que, desde Adriano, “encheram Jesus de jóias, perfumaram-no, trancaram-no num palácio longe do povo para melhor poderem explorar esse mesmo povo”. Wolf cita o pronunciamento de alguém que faz sérias acusações: “É no período natalício que os veículos de comunicação em geral e a televisão em particular mais torturam este país. Uma aluvião de bestas do apocalipse cai de uma só vez sobre a pobreza ignorante e a classe média abobalhada: ‘Compre, compre’. Sei da força do Verbo, mas odeio o natal. Creio que só um homem o odiaria mais que eu: [o próprio] Jesus Cristo”.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">O filósofo Leandro Konder também protestou: “Como descrente que sou -- marxista convicto irrecuperável -- quero apenas registrar minha expectativa de que o festival consumista em torno de <i>Santa Claus</i> não atrapalhe a celebração do aniversário do Justo”. Até o empresário Antônio Ermínio de Moraes, um dos homens mais ricos do país, desejou, dois dias antes do natal em sua coluna na <i>Folha de São Paulo</i>, que os brasileiros tivessem um “<i>santo</i> natal junto às suas famílias” e que reservassem algum tempo para pedir a Deus que "fortaleça entre nós o amor e o respeito pelo próximo”, porque “a felicidade dos seres humanos não se resume ao êxito econômico”.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">É possível que um dia, quando nossos olhos forem verdadeiramente abertos, nós enxerguemos a grandeza do natal na perspectiva dos Evangelhos sinóticos e no Evangelho de João, onde se lê que “no princípio [o mais remoto] era o Verbo [Deus, o Filho], e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (...) e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio da graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.1,14). E, então, a profanação do natal seja confessada com muita tristeza, muitas lágrimas e muito arrependimento.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Que Deus seja propício a cada um de nós!</p>
<p>------</p>
<p><font color="#ffffff">*</font><font color="#ffffff"><b>Elben M. Lenz César</b></font> é diretor e redator da Revista Ultimato.</p>
<p>&#124;</p>
<p>&#124;</p>
<p>&#124;</p>
<p>Créditos: Revista Ultimato &#62;&#62; <a href="http://www.ultimato.com.br" target="_blank">www.ultimato.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Se você crê que Jesus é Deus, tire o seu pé do chão e faça muito barulho!" | If you believe Jesus is the Lord, remove your foot from the ground and make a lot of noise" [Tiago Zortea]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/2008/01/24/se-voce-cre-que-jesus-e-deus-tire-o-seu-pe-do-chao-e-faca-muito-barulho-if-you-believe-jesus-is-the-lord-remove-your-foot-from-the-ground-and-make-a-lot-of-noise-tiago-zortea/</link>
<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 20:07:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/01/24/se-voce-cre-que-jesus-e-deus-tire-o-seu-pe-do-chao-e-faca-muito-barulho-if-you-believe-jesus-is-the-lord-remove-your-foot-from-the-ground-and-make-a-lot-of-noise-tiago-zortea/</guid>
<description><![CDATA[Foi exatamente a expressão que ouvi, quando assistindo a um DVD de músicas cristãs, um dos convid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Foi exatamente a expressão que ouvi, quando assistindo a um DVD de músicas cristãs, um dos convidados do organizador do evento gritou ao microfone em um local solene com atmosfera de contrição. Naquele momento, fiquei pensando: "Se eu creio que Jesus é Deus, que ele é o Senhor de tudo, que é poderoso, eu realmente precisaria retirar o meu pé do chão e fazer muito barulho?"; "Aquele que não fizer muito barulho e tirar o pé do chão não crê que Jesus é Deus?". Me senti envergonhado naquele momento, e também ao me lembrar de alguns dos rumos que a igreja cristã brasileira vem seguindo.</p>
<p>Sinceramente não me recordo de Jesus ter dito: "Mas você, quando orar, vá para algum lugar bem movimentado, tire o seu pé do chão e faça muito barulho". Ao que me lembro, Jesus nos disse em Mateus 6.6: <i></i></p>
<blockquote><p><i>"Mas você, quando orar, <b>vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto</b>. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe recompensará". </i></p></blockquote>
<p><i></i>Não sei... talvez eu esteja errado, mas vejo na pessoa de Jesus alguém discreto, alguém que não precisava tirar o pé do chão, fazer muito barulho, cair no chão, se sacudir, enfim, não precisava de nenhum desses artifícios para proclamar a glória do Senhor, para testemunhar, para ensinar, para abençoar. Em minha avaliação, Jesus é o exemplo maior, aquele a quem devo me espelhar. Partindo desta idéia, para quê eu precisaria gritar? Para quê tirar o pé do chão?</p>
<p>Acredito que este é apenas um exemplo dos movimentos que rondam a igreja cristã contemporânea, infelizmente. Milhões podem ser os argumentos para creditar essas práticas, mas uma coisa sempre questiono: Jesus faria isto?</p>
<p>Ouvi recentemente de mulheres que quando vão para a igreja levam toalhas ou panos de prato para que, no momento de irem à frente orar, sabendo que gritarão, pularão e cairão ao chão, tenham um instrumento para cobrir as pernas e a saia, quando caidas ao chão da igreja. O que é isso? Evangelho? Bom, se isto for evangelho, sinceramente, não quero ser chamado de "evangélico", mas de "crente em Jesus"!</p>
<p>Acho que é hora, ou melhor, passou da hora de questionarmos algumas das práticas realizadas nas igrejas ditas "evangélicas" neste país, de rever o que está sendo pregado, de parar de voltar à Idade Média com venda de indulgências, de se perguntar se o que estou fazendo está escandalizando a Deus e ao meu irmão, de voltar à palavra certa, às escrituras!</p>
<p>Se você crê que Jesus é Deus, testemunhe, não escandalize, abençoe, ore... e sinceramente não "faça muito barulho", mas "vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto". Talvez seja melhor fazer o que Jesus diz do que o "ministrante de louvor" da sua igreja. Ou não?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Saudades dos crentes" | "I miss the believers" [Robinson Cavalcanti]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/2008/01/24/saudades-dos-crentes-i-miss-the-believers-robinson-cavalcanti/</link>
<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 19:03:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/01/24/saudades-dos-crentes-i-miss-the-believers-robinson-cavalcanti/</guid>
<description><![CDATA[Em volta, a beleza da natureza de Paripueira e o som das ondas do mar. Recosto-me na rede, no alpend]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Em volta, a beleza da natureza de Paripueira e o som das ondas do mar. Recosto-me na rede, no alpendre (que os não-nordestinos insistem em chamar de terraço), lanço um olhar sobre minha caminhada religiosa...</p>
<p>Vencendo os preconceitos, aproximei-me dos “crentes” em meados dos anos 50. Fiquei surpreso como pessoas bem simples conheciam profundamente as Sagradas Escrituras e como o Evangelho, como “plano de salvação”, era exposto com clareza e autoridade, o que demandava uma resposta de compromisso dos ouvintes. Encantei-me com o clima fraterno entre os “irmãos”, como família da fé. A escola dominical me deslumbrava, quando eu via a Bíblia sendo aberta e estudada. Passei a conhecer um novo mundo. Jamais seria o mesmo. Tornei-me um “crente”.</p>
<p>Em 1960, assisti ao primeiro culto com Santa Ceia na Igreja Presbiteriana de Garanhuns, PE, onde imperava uma atmosfera de solenidade e reverência, um silêncio respeitoso. Uma música clássica tocava suavemente; seguia-se uma “ordem do culto” como roteiro litúrgico. O pastor vestia um terno preto com colarinho clerical. As leituras, os hinos e a música do coral se harmonizavam, conduzindo-nos a um enlevo espiritual, numa experiência marcante. Familiarizei-me com os Salmos e Hinos e o Cantor Cristão, com suas melodias, conteúdo teológico e temas apropriados para cada ocasião. Festas de aniversário, casamentos (nunca “mistos”) e, particularmente, funerais representavam nova experiência de fé, alegria e irmandade. Todo mundo tinha um espaço na vida eclesial, o que então eu aprendi como sendo o “sacerdócio de todos os crentes”.</p>
<p>E a preocupação com a preparação dos sermões, com os clássicos “3 pontos”, que ocupam o centro do culto, alimentando-nos espiritualmente? Aquele era um tempo em que se referia a “grandes pregadores”, pessoas simples, sóbrias, profundas, conhecedoras da Palavra, da doutrina e também do vernáculo (não se usavam “tu” e “você” misturados, como hoje).</p>
<p>Os protestantes eram minoria num contexto (já declinante) de discriminação e, até mesmo, de perseguição. Isso reforçava o espírito de corpo, a coesão interna, não somente dentro das denominações, mas em seu conjunto, como “o povo evangélico” (nossa identidade), aspirando maior aceitação, espaço e respeitabilidade. Não dava para disfarçar o orgulho pela pioneira visita do presidente da República à Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, em 1959, ou pelo Maracanã lotado pelos batistas em l960.</p>
<p>Enfatizava-se a necessidade de conversão, ou “novo nascimento”, e era costume ouvir “testemunhos”. O recém-convertido ficava longos meses na classe dos “catecúmenos”, aprendendo a Bíblia, as doutrinas básicas da fé cristã e as características marcantes de sua denominação. Essa foi, também, minha rica experiência de aprendizagem e amadurecimento antes da minha confirmação (pública profissão de fé), em 1963, na Igreja Evangélica Luterana.</p>
<p>As igrejas eram divididas em organizações (com seus departamentos), onde se procurava aplicar o ensino à vida. Entre os jovens, aos sábados, se promoviam as chamadas festas sociais. Os pastores, de várias denominações, faziam intercâmbio de púlpitos, sem temores de atitudes antiéticas por parte dos colegas.</p>
<p>O crente brasileiro de então vivia sob a ideologia de um Destino Manifesto: a crença de que a presença do protestantismo entre nós concorreria para trazer a democracia e o progresso.</p>
<p>A Confederação Evangélica Brasileira (CEB) tinha legitimidade como órgão aglutinador da comunidade protestante. Realizava eventos memoráveis, como a Conferência do Nordeste, de l962, no Recife, envolvendo intelectuais evangélicos e não-evangélicos, sob o tema “Cristo e o Processo Revolucionário Brasileiro”. Como esquecer a Semana da Reforma, que acontecia todos os anos, em outubro, quando milhares de igrejas, em todo o país, estudavam, com o mesmo material, um aspecto ou personagem da Reforma Protestante do Século 16, o que contribuía para a consolidação de uma identidade? Conheciam-se os Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus. Grêmios, sociedades literárias e publicações contribuíam para o crescimento não só espiritual, mas também intelectual dos “crentes”. Grandes pastores estavam preocupados em edificar igrejas sólidas para suas denominações, e não impérios religiosos para si. Os vínculos eram do tipo: fiel–igreja–denominação, e não fiel–pastor. A modalidade de culto espetáculo, centrado nos pastores estrelas, era algo inimaginável.</p>
<p>Históricos, primeiro; pentecostais, depois; éramos todos, acima de tudo, evangélicos. O fundamentalismo e o liberalismo chegariam muito depois, de forma marginal ou periférica, tidos como estranhos à nossa maneira de ser.</p>
<p>Apesar dos problemas naturais, inerentes aos seres humanos, posso, com convicção, afirmar: “Bons tempos aqueles... Meninos, eu vi!”</p>
<p>Depois... bem... Depois é o que temos e conhecemos hoje. Do passado pouca coisa parece ter ficado. Crescemos (talvez, tenhamos inchado), tragicamente nos fragmentamos. Do velho e sólido protestantismo parece nos ter restado apenas uma vaga memória. Os shows substituíram a solenidade dos cultos; os “astros e estrelas”, os estadistas do reino de Deus; a coreografia, a alma genuflexa; os gemidos inexprimíveis, os hinos. Voltamos à cosmovisão opressiva da Idade Média com as batalhas espirituais e a teologia da prosperidade, que, por sua vez, traz de volta as indulgências. As experiências tomam o lugar da fé na Providência; a importação de pacotes estrangeiros, o lugar da busca de uma construção nacional. Parece que perdemos o respeito e a credibilidade. Cada vez com mais freqüência, nos deslocamos para as páginas policiais. O neofundamentalismo bitolante já fez escola, e o liberalismo pós-moderno, cético e relativista, vai-se infiltrando, sorrateiro, venenoso e mortal.</p>
<p>Graças a Deus, há um remanescente fiel. Nem tudo está perdido, e nos movemos pela esperança no Senhor da Igreja, apesar de tudo. Ainda há muitos crentes no Brasil e, estamos certos, sempre haverá.</p>
<p>Apenas nostalgia? Apenas saudosismo de um velho na rede, ou um olhar no passado buscando forças para viver o melhor do presente e, ainda, teimosamente, continuar sonhando com o futuro?</p>
<p>Bons tempos no passado... Bons tempos, também, no presente e no futuro?</p>
<p>Meninos (e meninas), eu vi... E espero continuar vendo... Que todo o sério esforço do passado não tenha sido em vão!</p>
<p>Com fidelidade à Palavra de Deus e ao sagrado depósito da fé apostólica, e com discernimento, é tarefa de todos nós, enquanto estivermos aqui, enfrentar as adversidades externas e internas, procurando tornar o evangelho relevante à nossa geração, inclusive, até o dia em que você também estiver na rede...</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p><b>Dom Robinson Cavalcanti</b> é bispo da Diocese Anglicana do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política — teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo — desafios a uma fé engajada. <a href="http://www.dar.org.br">www.dar.org.br</a></p>
<p>Artigo disponível em <a href="http://www.ultimato.com.br" target="_blank">Ultimato.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Precisamos Orar?" | "Do We need pray?" [Tiago Zortea]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/2008/01/18/precisamos-orar-do-we-need-pray-tiago-zortea/</link>
<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 01:32:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
<guid>http://musicaeadoracao.pt-br.wordpress.com/2008/01/18/precisamos-orar-do-we-need-pray-tiago-zortea/</guid>
<description><![CDATA[Desde o início da nossa vida cristã lemos e ouvimos nossos irmãos recitar o versículo de I Tessa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o início da nossa vida cristã lemos e ouvimos nossos irmãos recitar o versículo de I Tessalonicenses 5.17 <i>"Orai sem cessar"</i>. Concordo! Acredito que precisamos mesmo viver essa ordenança das escrituras. Entretanto, alguns caminhos podem levar alguém a utilizar-se deste versículo como estratégia para manutenção de certas coisas ou situações, como acontece com outros versículos.</p>
<p>Vários cristãos e músicos caem neste erro. Algumas canções dizem <i>"levante e use a sua fé porque Jesus contigo é, <b>e nele você pode tudo</b>" ,</i> outros pastores e ministros em pregações dizem <i>"não se preocupe! faça o que quiser, <b>você pode todas as coisas naquele que te fortalece</b>, esqueceu?".</i> E o que essas pessoas realmente <i>esquecem</i> é de ler o versículo anterior de Filipenses 4.13 (isto é, o 12) que demonstra as possibilidades que um cristão pode viver, apontando importância principal à sua alma, à sua vida espiritual, reduzindo o valor de qualquer situação externa, pois independente desta há alguém que nos fortalece, Jesus Cristo!</p>
<p>Vivi há algum tempo atrás uma situação no mínimo cômica. Eis que surgiram vários pequenos problemas de relacionamento dentro da igreja, problemas estes que se não fossem tratados poderiam ganhar dimensões maiores, e consequentemente maiores estragos. Veio, então, uma irmã grandemente envolvida nessas questões informar-me sobre o que estava acontecendo e ao final de sua fala exclamou: <i>"precisamos orar!"</i>. Naquele dia fiquei pensando nessa expressão. Orar? Certo, precisamos orar, mas não podemos ficar orando para que Deus resolva o problema que nós mesmos criamos, quando nós deveriamos fazer isto. Não proponho aqui pararmos de orar; ressalto isto no primeiro parágrafo. Entretanto, precisamos ser responsáveis pelas conseqüências de nossa ação e dar conta das questões que nós mesmos construimos, que nós mesmos armamos, que nós mesmos escolhemos! Pergunto: O restou para Adão e Eva após comerem do fruto? Quais as conseqüências produzidas por Ananias e Safira ao mentirem para a igreja? Qual o produto da ação traidora do Rei Davi? Em que resultou a traição de Judas? Enfim, vários são os exemplos.</p>
<p>Então, por que orar suplicando a Deus que resolva um problema que eu mesmo criei? O que Deus tem a ver com isso? Precisamos parar de pensar que Deus está à nossa disposição 24h por dia para solucionar todas as <i>besteiras</i> que produzimos no decorrer de nossas vidas. Deus nos fez seres livres, e se ele interferisse tão constantemente em nossas vidas que tipo de liberdade seria esta? C. S. Lewis, brilhantemente em <i>Mere Christianity,</i> diz:</p>
<blockquote><p>O que estamos querendo dizer com "Deus nos ajude"? O que estamos querendo dizer é que Deus coloque algo de si em nós mesmos. É assim que nós pensamos: ele nos emprestaria algo de seus poderes racionais e colocaria um pouco do seu amor em nós e essa sería a forma com que amaríamos uns aos outros.</p></blockquote>
<p>A grande questão é se realmente queremos que "Deus nos ajude". Geralmente o orgulho ocupa um lugar tão grande, que esse <i>"vamos orar", "que Deus nos ajude"</i> não passa de mera sustentação de uma santidade aparente ou então uma fuga do que está acontecendo, ou mesmo uma transmissão de responsabilidades de nós para Deus.</p>
<p>O que nossa "geração adoradora" ainda não apredeu é negar-se, é seguir o chamado de Jesus quando (em Lucas 9.23) disse <i>"quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo [...]".</i>  E então retomo uma ilustre interrogação do grande homem de Deus, Pr. Paulo Cézar (Grupo Logos) na Canção "Servos" (Álbum "Conteúdo"): <i>"Olhando nossas vidas hoje em dia pergunto a mim mesmo: até que ponto eu tomaria a cruz e seguiria Aquele a quem chamo de Senhor?"</i></p>
<p>Neste sentido, quando em situações como estas colocadas neste texto me disserem "vamos orar" ou "vamos pedir a ajuda de Deus" eu direi: "Sim! Vamos orar, pedir a ajuda de Deus, mas vamos também nergar-mos a nós mesmos, vamos resolver o que nós mesmos produzimos, vamos nos destituir do orgulho, vamos nos arrepender, vamos perdoar, vamos deixar que Deus nos ajude começando pelo nosso quebrantamento! Vamos agora!".</p>
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</item>
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<title><![CDATA["Mudanças, modismos e mantras na adoração brasileira" | "Changes, fads and manthras in the Brazilian worship" [Nelson Bomilcar]]]></title>
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<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 22:56:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não é possível ignorar os processos de mudanças no louvor e adoração nos cultos públicos da i]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Não é possível ignorar os processos de mudanças no louvor e adoração nos cultos públicos da igreja brasileira nestes últimos anos. Muitos pontos positivos como maior participação congregacional, maior devoção, centralidade de Jesus, maior interesse em se estudar sobre o assunto, proliferação de encontros e congressos sobre o tema, contrastam com os modismos e modelos que aportam em nosso país levando os irmãos à uma adoração alienada da realidade da vida, da mente, da razão, com forte apelo emocional, e muito antropocêntrica.</p>
<p>Afinal, tudo está relacionada à “imagem” do ministro, do artista, da “unção ou carisma” que parece ter, do sucesso que ele tem, do recorde de vendagem de seus produtos, etc. Pouca relação com a integridade pessoal de uma vida reta, séria e coerente diante do Pai. Ouvi de uma diretora de gravadora que o que importa é a imagem, o que se vende através de uma boa mídia, já que o povo evangélico tá nem aí para o resto. Não importa a vida dos ministros ou artistas!</p>
<p>Surpreende-me ver líderes na igreja, tanto pastores como ministros de louvor, abraçarem estes modelos que chegam em nosso país, como sendo “inspirados” e “vindo diretamente do céu”, sem uma avaliação criteriosa de uma exegese bíblica, espírito humilde e de temor em oração, para discernir com sabedoria se o que tem sido ensinado, enfatizado e ministrado em cursos, CDs e DVDs são de fato verdade e que trazem edificação ao corpo!</p>
<p>É igualmente verdade que pastores e líderes maduros de louvor também estão sensíveis ao mover do Espírito Santo em outras nações e não desprezam de saída os “novos ventos”. Mas, daí a dizer que o que acontece lá tem que acontecer aqui, é manipulação e tentação de uma geração “coca-cola”, que adora fórmula pronta e novidades. Desculpem, se conhecessem o guaraná ou o cajá.....</p>
<p>Mas não podemos esquecer que Deus é criativo e age diferente em diversos lugares, respeitando as pessoas, suas histórias, suas culturas. Deus não está a serviço de uma tendência de globalização, de o que é bom na Austrália, Reino Unido e Toronto é bom para o sertão brasileiro, para a América Latina e para a igreja no Quênia. Que os missiólogos digam amém!</p>
<p>Muitos destes modelos já tem de saída, no mínimo, motivações dúbias, ainda mais quando aportam em nosso país com suas estruturas empresariais logo após seus congressos e encontros, para “venderem” seus produtos e artistas para nós. Nós que, além de “ministério”, somos também seus mercados e clientes em potencial. E quando se mistura ministério e negócios, como vemos na história da igreja, o resultado é quase sempre catastrófico para a igreja e para o reino de Deus.</p>
<p>Frases como “Deus me falou, me revelou, me disse” que o louvor é assim ou assado, não são suficientes para líderes servos, prudentes e experimentados, que precisam avaliar tudo e todo o vento de doutrina ou experiências pessoais de outros. Estamos inclusive numa fase no Brasil e no mundo de ouvirmos sobre “institutos de adoração”, faculdades, que querem ensinar o povo a adorar de verdade e sedimentar estes modelos.</p>
<p>Muitas delas, superpondo e seqüestrando o objetivo da missão que é da igreja local, da comunidade dos santos de formar discípulos e adoradores, da jornada peregrina de construir relacionamentos profundos com Deus, com o irmão, na família e com o próximo. Adoração que não é apenas contemplativa ou alienada, mas encarnada, numa espiritualidade realmente cristã presente em todas as dimensões na vida.</p>
<p>Muitos já confusos em seu conceito de adoração, pois adoração é um estilo de vida e não “um jeito X ou Y de fazer, de ministrar na frente, de uma coreografia ou ênfase nova, de ritos externos, de ficar repetindo o que o dirigente quer lá da frente à guiza de louvor profético, como se fôssemos seres sem cérebro, irracionais. Adoração não depende de usar shofar ou trombone, de alegorismos ou metáforas novas, de retorno ao louvor hebraico, de olhar para o público ou dar as costas a ele”, dos mantras musicais atuais de ficar cantando a mesma música durante 50 minutos levando o povo a uma catarse emocional e proporcionando aos músicos e cantores uma inércia e inutilidade criativa.</p>
<p>Os ritos e esforços externos definitivamente não enganam a Deus, que olha e sonda onde não vemos com Seu Espírito, isto é, a motivação, integridade e verdade do coração. Por mais esforços que o homem faça para adorar, ele não legitima adoração diante do Senhor, não garante que Deus aceitará qualquer tentativa nossa de louvar e adorar.</p>
<p>Segundo Hebreus 13:15, é por meio de Jesus que devemos oferecer sacrifícios de louvor. Somente a mediação de Jesus legitíma nossa adoração, somente o fato de Jesus ter descido da glória, habitado entre nós e ter ido até a cruz se entregando como adoração e louvor perfeito, torna nosso louvor aceito pelo Pai. Nada que o homem fizer em seu esforço pessoal, pode fazer a adoração chegar ao coração de Deus. A não ser reconhecer sua própria inutilidade e incapacidade, num coração quebrantado e humilde, aceitando que dependemos e precisamos de Jesus para adorar a Deus. Ele se fez adoração por nós!</p>
<p>Se enchemos estádios, se caímos ou não no chão, se choramos ou pulamos, se vendemos 100000 cópias, se ocupamos espaço na mídia, se temos representação e distribuição em muitos países, nada disso é garantia de que Deus aceita ou mesmo está neste processo. Não são modelos que abraçamos que legitimam nossa adoração, mas a pessoa e obra de Jesus Cristo, nosso Senhor!</p>
<p>Que Deus nos ajude e nos guarde de erros e desvios! Paz seja com todos!</p>
<ul>
<li><b>Nelson Bomilcar</b> é pastor, compositor e músico, e tem trabalhado na adoração e música cristã nos últimos 30 anos, ministrando e pastoreando músicos, tendo produzido inúmeros cantores e grupos no Brasil. Participou de Vencedores, Semente, IBMorumbi. É membro da Associação de Músicos Cristãos (AMC) do Brasil. Artigo disponível on-line por <a href="http://www.provoice.com.br/artigos-nb/nb4-modismos.htm">ProVoice</a>.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Confusão na Adoração: retrato de nossa época" | "Confusion of the worship: a picture of our time" [Nelson Bomilcar]]]></title>
<link>http://musicaeadoracao.wordpress.com/2008/01/16/confusao-na-adoracao-retrato-de-nossa-epoca-confusion-of-the-worship-a-picture-of-our-time-nelson-bomilcar/</link>
<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 22:42:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaeadoracao</dc:creator>
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<description><![CDATA[ Algumas décadas atrás, a igreja brasileira sofreu algumas divisões provocadas por entendimentos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> Algumas décadas atrás, a igreja brasileira sofreu algumas divisões provocadas por entendimentos diferentes quanto à doutrina do Espírito Santo e a adoração. Na adoração e louvor, as divisões quase todas se deram por uma análise das “posturas externas”. Uns levantavam a mão, outros não, uns diziam aleluia, outros não, uns batiam palmas, outros não, uns dançavam, outros não, uns falavam em línguas, outros não, uns eram informais nos cultos públicos, outros não, etc.</p>
<p>Nossa adoração pública era influenciada por movimentos musicais que refletiam situações específicas vividas por algumas pessoas ou algumas igrejas em seus países de origem. Recebemos heranças que, não há como negar, os missionários trouxeram para a igreja brasileira, e muito foi absorvido sem questionamento ou uma análise mais profunda. Por exemplo, dizia-se que não se podia usar música popular nos cânticos e hinos, e não nos dávamos conta que nossos hinários estavam repletos de músicas populares acrescidas com letras de temática bíblica ou cristã.</p>
<p>Tivemos a influencia de Ralph Carmichael, Otis Schillings, Salomão Ginsburg, Kurt Kaiser, Beverly Shea (das cruzadas de Billy Graham), do ministério Maranatha Music, das cantatas de Peterson, etc. Em seu pano de fundo, refletiam momentos com ênfases doutrinárias vividas pela igreja na América do Norte. A igreja brasileira, ainda sem uma identidade na adoração, simplesmente absorvia estes modelos e produções, muitas delas de excelente qualidade musical e teológica, outras nem tanto.</p>
<p>Fomos nos tornando mais rebuscados na adoração e em nossas ma