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	<title>artes-e-entretenimento &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/artes-e-entretenimento/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "artes-e-entretenimento"</description>
	<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 01:51:36 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Uma geração irônica, indiferente e impotente]]></title>
<link>http://thepompeiatimes.wordpress.com/?p=34</link>
<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 04:05:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro Humberto</dc:creator>
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<description><![CDATA[(caro leitor, a minha conclusão não é preconceituosa, mas eu sei que vai parecer. Lembre-se: eu t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>(caro leitor, a minha conclusão não é preconceituosa, mas eu sei que vai parecer. Lembre-se: eu também sou da tal geração Y).</em></p>
<p>Uma reportagem de domingo passado da Folha de S.Paulo se propôs a esquadrinhar a "Geração Y" (Geração Young) no mercado de trabalho. Pesquisa da consultoria Stanton Chase International ouviu 1,3 mil jovens de 29 anos para baixo, com a única condição de que estivessem trabalhando.</p>
<p>Descobriu que: "Apelidados de geração Y -ou geração milênio-, os futuros líderes empresariais são identificados como ansiosos, preocupados com o equilíbrio entre qualidade de vida e trabalho e interessados em construir uma carreira que não dependa da empresa em que trabalham". Mais: "No geral, trata-se de jovens atraídos por empregos que lhes permitam sentir-se bem com projetos, crescer rapidamente e ter boa remuneração. Preocupam-se com o ambiente de trabalho e com o tempo livre". E ainda: "Um dos traços marcantes dos entrevistados é não terem medo de arriscar".</p>
<p>A primeira menção à geração Y surgiu em 1997. Os marqueteiros, àquela época, já tentavam saber o que nós, nascidos no advento da internet, com pais vindos ao mundo logo depois da 2ª Guerra Mundial, pensávamos e desejávamos consumir. Descobriram que valorizamos mais o humor do que a violência, somos vidrados em séries de TV e reality show, achamos que sem estudo não se vai longe,  repudiamos o preconceito, gostamos mais de ir ao cinema do que namorar, comprar ou dormir, apenas um terço de nós é caucasiano, curtimos bizarrices, desdenhamos as marcas consagradas.</p>
<p>A expressão voltou quando Fidel Castro renunciou ao poder em Cuba, no começo deste ano. Uma moça de 32 anos (até a geração Y chega com atraso ao Caribe) criou um blog chamado Geração Y, que andou criando problemas para o regime porque, ao descrever a rotina de um jovem no país, aplicou humor e sátira aos tons cinzas da política da ilha (há humor em Cuba: uma banda de rock tem uma música sobre  Fidel _e sua saúde_ com o nome "El coma andante"). </p>
<p>Reportagem, também da Folha, explica: "Yoani define Geração Y: 'É um blog inspirado em gente como eu, com nomes que começam ou contêm ípsilon. Gente nascida na Cuba dos anos 70 e 80, marcados pelas escolas no campo [todos os secundaristas foram mandados para escolas rurais], os bonecos russos, as saídas ilegais e a frustração. Assim é que convido especialmente Yanisleidi, Yoandri, Yusimí, Yuniesky e outros que arrastam seus ípsilons para que me leiam e me escrevam.' Geração Y é o blog das pessoas que nasceram ou foram educadas na Cuba hegemonizada pelos burocratas russos, bem antes da queda do Muro de Berlim (em 1989)".</p>
<p>Neste final de semana, terminei de ler "Os indiferentes", livro de Alberto Moravia publicado quando ele tinha 22 anos, em 1925. É a primeira obra do escritor italiano. Conta a história de uma família burguesa em decomposição formada por uma mãe lasciva, o amante que prefere a filha à mãe, a filha, que quer uma nova vida sem saber exatamente qual e sai com o amante da mãe, e o filho, Miguel. Ele é indiferente às miudezas, irônico na maneira de se relacionair com os mais velhos, impotente porque sabe o problema mas adia sempre a solução. Ele vê o mundo desabar ao seu redor e não sabe se assiste à queda ou se salva ou se ajuda as pessoas ou se tenta fazer as três coisas ao mesmo tempo. É um dos poucos livros que antecipam com vários anos de diferença, em uma única pessoas, características que só muito tempo mais tarde pesquisas de marketing iriam identificar na Geração Y. Eu recomendo.</p>
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<title><![CDATA[Dizem por ai que somos estúpidos]]></title>
<link>http://thepompeiatimes.wordpress.com/?p=28</link>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 02:36:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro Humberto</dc:creator>
<guid>http://thepompeiatimes.pt-br.wordpress.com/2008/05/28/ode-ao-nerd-amigo/</guid>
<description><![CDATA[(O texto é um pouco longo, mas você, nerd amigo, vai encontrar motivo para se alegrar)
Alguns dos ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>(O texto é um pouco longo, mas você, nerd amigo, vai encontrar motivo para se alegrar)</em></p>
<p>Alguns dos meus amigos costumam dizer que os imbecis tomaram conta do mundo, proposição bastante razoável para quem trabalha com comunicação e é bombardeado diariamente por releases obtusos, notícias bizarras e telefonemas inoportunos. Tanto que tivemos a idéia de criar uma consultoria de bom senso, para aconselhar as pessoas a não tomar decisões estúpidas.</p>
<p>Soube hoje que Mark Bauerlein, professor da Universidade de Emory, nos EUA, acha a mesma coisa. A sua conclusão é que a geração a qual pertenço, os sub-30, é formada pelas pessoas mais estúpidas de todos os tempos. Ele lançou o livro The Dumbest Generation" ("A geração mais estúpida"), cujo subtítulo é bastante óbvio sobre o conteúdo: "Como a era digital embasbaca os jovens americanos e põe em risco nosso futuro. Ou, nunca confie em ninguém com menos de 30". A tese de Bauerlein é que a tecnologia faz jovens e adultos estudarem menos e provoca a perda de memória cultural, já que os indivíduos recebem tantas informações sobre o presente que vivem em um moto contínuo (é a mesma tese de Umberto Eco), sem nenhuma ligação com o passado.</p>
<p>Claro que o fato de os mais velhos olharem para os mais novos com desdém não é nenhuma novidade. À medida que o tempo passa, vemos o mundo em que crescemos ruir aos poucos. A melhor proteção é atacar a prole recente, e alguns até fizeram piada com isso. Os tropicalistas (Gil, Caetano, Betânia e Gal) formaram os "Doces Bárbaros". O diretor Denys Arcand olhou para a sua geração, alguns criados em 68, e fez um filme chamado "Invasões Bárbaras". O problema é que, desta vez, até quem faz parte dessa geração acha que os seus pares são estúpidos.</p>
<p>O escritor francês Martin Page lançou, em 2002, aos 27 anos, o livro "Como me tornei estúpido" (no Brasil, foi publicado em 2005).  Conta a história de Antoine, um jovem de 25 anos que tenta desesperadamente se tornar obtuso. Ele chega à conclusão de que só os imbecis são felizes. Seu livro foi um sucesso, traduzido para mais de 19 idiomas. Leiam, é interessante. Mas hoje, aqui em casa, cheguei à conclusão de que ele está errado.</p>
<p>A internet, a abundância de informações, apenas permitiu que mais imbecis se expressassem. Antes, eles existiam, mas não tinham blogs, orkut. O mercado financeiro merecia pouca cobertura. O jornalismo falava de menos assuntos. A TV chegava a poucos lugares. O que existe é a sensação de que há mais imbecis. Eles sempre existiram. Em Caieiras, por exemplo, alguns amigos costumavam fazer algumas apostas entre si: ver a aula de matemática só de cuecas, colocar bombas de cloro no banheiro da lanchonete, encher de água o estojo de caneta do amigo mais bobo (isso tudo, claro, homens acima de 16 anos).</p>
<p>Eu acho, na verdade, que a tecnologia fez bem às pessoas legais. Nerds tímidos, como eu e alguns dos meus melhores amigos, tem agora espaço para falar internet afora e publicar livros desancando os imbecis. Talvez, no futuro, abrir consultorias de bom senso e tirar dinheiro deles.</p>
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<title><![CDATA[2008, o ano que não acabou]]></title>
<link>http://thepompeiatimes.wordpress.com/?p=11</link>
<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 03:38:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro Humberto</dc:creator>
<guid>http://thepompeiatimes.pt-br.wordpress.com/2008/04/15/2008-o-ano-que-nao-acabou/</guid>
<description><![CDATA[Eu pensei em fazer um &#8220;tempo real do Roda Viva&#8221;, lance a lance. O jornalista Zuenir Ven]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Eu pensei em fazer um "tempo real do Roda Viva", lance a lance. O jornalista Zuenir Ventura foi o entrevistado. Ele falou sobre 1968. Ele é autor do livro "1968, o ano que não acabou". Como em todo Roda Viva, os participantes se digladiaram para ver quem concordava mais um com o outro. Ia ficar muito chato o lance a lance. O Roda Viva sobre 1968 foi previsivelmente decepcionante.</p>
<p>Gostei muito de "Os Sonhadores", do Bernardo Bertolucci, filme que se passa em 1968. Eu o assisti em 2005, no Top Cine da Paulista, noite de fevereiro, dia chuvoso. Tinha 22 anos. Gravei a trilha sonora. Não é um filme sobre 1968. É a geração de 1968 tentando encontrar em alguns jovens daquela geração, dois meninos e uma menina, a suposta origem das pessoas da minha geração. Os personagens são hedonistas, falsamente politizados (maoístas de boutique),a menina lasciva na verdade é virgem, um dos meninos é misógino, passam o dia inteiro dentro de casa. Em 2005, alguns de nós tentamos viver o 1968 de "Os Sonhadores".</p>
<p>Claro que não foi possível. Porque 1968 não foi o ano que não acabou. 1968 foi o ano que não existiu. Acho que foi simplesmente o melhor ano da vida de muitas pessoas que depois se tornaram bastante influentes: jornalistas, cantores, atrizes. Ou alguém acha que a libertação sexual chegou em Pirituba durante 1968? O Roda Viva, onde o entrevistado viveu 1968 e alguns dos entrevistadores também, reforçou essa impressão. Um clube da saudade, um grande "Cartola Clube", como o belo clube da terceira idade na esquina da Paulista com a Brigadeiro.</p>
<p>Eu poderia escrever um livro chamado "1996, o ano que não acabou". Ou "2003, o ano que não acabou". Ou "2007, o ano que não acabou". A única coisa que 1968 nos deixou foi um clichê de libertação sexual, liberalização das drogas, rock, participação polícia. E, claro, nos legou a expectativa de um dia ter saudade de alguma coisa que não vivemos. Em 2005 mesmo, desisti de 1968. Meu tempo me interessa. O Bertolucci reconhece isso. Se ele fizesse "Os Sonhadores" tomando como base o clichê de 1968, o Roda Viva sobre  1968, o filme seria muito mais chato: meninos do interior assustados com a ditadura, alguns turistas em Paris, gente reclamando que não menino não podia dormir com menina no quarto, centro acadêmico como única opção de lazer.</p>
<p>2008 é muito melhor. Mas meus filhos não vão achar isso. Tomare.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[BBB é melhor do que o Roda Viva]]></title>
<link>http://thepompeiatimes.wordpress.com/?p=4</link>
<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 03:56:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Leandro Humberto</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vou ficar com saudades do Pedro Bial. Ele parecia realmente triste com o final do BBB8. Eu fiquei]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vou ficar com saudades do Pedro Bial. Ele parecia realmente triste com o final do BBB8. Eu fiquei de verdade. Bial disse que tiveram de prorrogar a votação em um minuto _ele quase ficou feliz por ter ganho um minuto a mais no programa. Eu também fiquei feliz com um minuto a mais de votação. Porque só dava empate. Nos estertores do espetáculo, Rafinha, o emo, bateu Gyselle, a cajuína, e se sagrou campeão da oitava edição do Big Brother Brasil.</p>
<p>Eu já falei. Vou repetir. O BBB é o melhor programa da televisão aberta brasileira. No mesmo horário, o <a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/" title="Observatório">Observatório da Imprensa</a>, capitaneado pelo Alberto Dines, organizava um debate sobre o Conselho de Comunicação Social da Câmara. É um formato curioso de debate. Todos concordam entre si. É um debate de concordâncias. A disputa é sobre quem é capaz de concordar mais com o outro.</p>
<p>Na TV Câmara, uma deputada do Amazonas, <a href="http://www.deputadavanessa.com.br/" title="Vanessa">Vanessa Grazziotin </a>(do democrático PC do B, que denúncia o imperialismo norte-americano no Tibete, embora seja a China que mate os monges), explicava o sistema elétrico brasileiro. Ela dizia que o nosso sistema é bom, esse com hidrelétricas. Mas que também é ruim: temos de usar gás. E óleo. Mas o nosso sistema é bom. E ao mesmo tempo é mais ou menos. Eu gosto de pessoas assim. Elas me lembram o rapazola que ganhou do computador em <a href="http://www.answers.com/topic/2001-a-space-odyssey-film?cat=entertainment" title="2001, o filme">2001, o filme</a>: uma seqüência de pensamentos ilógicos para derrotar as forças do mal.</p>
<p>Fui tomar minha limonada noturna, voltei ao Bial. Agora as cenas são do Marcelo. Dedo em riste. Sem essa de churumelas. Dois minutos para explicar. O doutor não tem muita paciência com frufru. Ou a Natália. Ela diz que o certo é usar camisinha. Mas que o bom é sem camisinha. É mais lógico que a deputada. Natália poderia ser deputada.</p>
<p>Voltei até a cozinha em busca de um pedaço de chocolate. Uma pena, perdi o vencedor do Oscar BBB8 de melhor atriz. Pego meu jornal e lembro que ontem foi dia de Roda Viva. O nosso mais tradicional programa de debates. É um lugar bastante interessante.</p>
<p>Você lê as feras no jornal. Fulano é um nefelibata. Siclano é um apedeuta. Vamos inaugurar o festival do tartufo nativo. No Roda Viva eles se comportam. Com açúcar com afeto. As perguntas são gentis. Eles concordam com os nefelibatas, os apedeutas e os tartufos. O programa tem evoluído bastante. Se o horizonte é a concórdia, o <a href="http://www.answers.com/Amit+Goswami?cat=technology" title="Amit Goswami">Amit Goswami </a>é o entrevistado. Ele debateu com físicos a força do pensamento positivo. Muito didático. Ele quase disse que podia movimentar objetos com o poder de sua mente. Eu tenho certeza de que ele não precisou hipnotizar os debatedores.</p>
<p>Se a roda está viva, talvez esteja só respirando por aparelhos.</p>
<p>Enquanto isso, no BBB8 o Marcelo assumia que era gay e em seguida declamava "passo por uma fase hétero diante da beleza da Gy", o Negão reclamava de preconceito racial, a ´Thati dizia que já tinha beijado homem e mulher ao mesmo tempo. Isso é um debate complexo, não o Jornal da Globo. O apresentador organiza um debate, digamos, sobre gás boliviano. O primeiro diz sim, o segundo também e o terceiro.... tchan tchan tchan tchan... concorda com os dois primeiros.</p>
<p>No BBB, um ameaça sair do país se o outro ganhar o programa. Debate-se o valor de uma amizade sincera. Grandes alianças. Rafinha quase namorou Juliana. Mas a mandou para o paredão. Ele não sabia, mas reeditava o alemão <a href="http://www.answers.com/topic/otto-von-bismarck" title="Bismarck">Bismarck</a> e a política de alianças européias do século 19. Você flerta com um e com o outro. Os dois são inimigos entre si. Você promete aos dois que vai lutar ao lado deles. E trai os dois com um terceiro, mais forte. No caso, o Marcão.</p>
<p>A superioridade do BBB não é apenas sobre os programas da Globo e da Cultura. Na Record, tem sempre o Paulo Henrique Amorim. Ele é muito legal. Ele fala que existe o colonismo. Os colunistas que escrevem sentados no colo do patrão. Engraçado. Eu quase acho que ele virou evangélico na Record. Posso estar enganado. Ele também. Ele fez uma denúncia contra o Lula nos anos 90. Perdeu na Justiça. Bajulava o Fernando Henrique Cardoso. Hoje, chama o ex-presidente de Farol de Alexandria. E o Lula de "captain, my captain".</p>
<p>Isso não seria tolerado no Big Brother. Thalita rompeu rapidinho com o Marcelo. Foi ao paredão e saiu com grande dignidade. Sem grandes conciliações. Acordos. Ou jeitinhos.</p>
<p>Agora tudo isso acabou. Não tenho mais quem me faça companhia qualificada na TV. Quem vai ficar falando enquanto eu preparo meu jantar? Ou digito alguma coisa no computador? Ou limpo meus sapatos? Ou jogo fora o lixo?</p>
<p>E aquela espiadianha? Acabou. Sorte do Roda Viva e do Jornal da Globo. A competição estava ficando humilhante. Agora é esperar o ano que vem. Tchau, Bial. Nos vemos no BBB9.</p>
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