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	<title>antimecanismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/antimecanismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "antimecanismo"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 17:19:59 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Gerador de poesias dadaístas]]></title>
<link>http://alexprimo.com/2007/10/23/gerador-de-poesias-dadaistas/</link>
<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 19:18:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>alexprimo</dc:creator>
<guid>http://alexprimo.com/2007/10/23/gerador-de-poesias-dadaistas/</guid>
<description><![CDATA[Depois de publicar minha &#8220;Fantástica Coleção de Geradores de Texto&#8220;, lembrei que eu m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de publicar minha "<a href="http://alexprimo.com/2007/10/19/geradores-de-texto-para-todos-os-gostos/" title="Geradores de texto para todos os gostos">Fantástica Coleção de Geradores de Texto</a>", lembrei que eu mesmo tinha produzido anos atrás alguns geradores de texto. O primeiro traz uma versão digital da receita de poesia dadaísta do Tristan Tzara, que produzi juntamente com Camila Gonzatto em 1999. Para visualizar o projeto, clique na imagem abaixo (você precisará instalar o plug-in <a href="http://www.adobe.com/products/shockwaveplayer/" title="Instalar plug-in Shockewave">Shockwave</a>, que era popular na época. A instalação é muito rápida!).</p>
<p align="center"><a href="http://www6.ufrgs.br/limc/dada/dada.htm" target="_blank" title="Clique para interagir no gerador de poesia dada�sta"><img src="http://i226.photobucket.com/albums/dd317/alexprimo/antimecanismo.png" alt="Tela inicial do antimecanismo" height="296" width="402" /></a></p>
<p>Leia abaixo o texto que escrevi na época sobre este projeto experimental, que visava criticar a navegação determinística do que chamo de hipertextos potenciais:</p>
<blockquote><p><em>A tela inicial do "Antimecanismo" apresenta um inusitado readymade. No dadaísmo, essas peças tinham o intuito de dessacralizar os conceitos de arte e artista, expondo objetos do dia-a-dia como esculturas. Os antimecanismos eram máquinas produzidas com o único objetivo de desconcertar e provocar o público. A combinação de um cabide comum de lavanderia com um vulgar mata-moscas (foto e escultura produzidas especialmente para este hipertexto) põe em conflito duas situações contraditórias do movimento: o dinâmico (o mata-moscas) e o estático (o cabide).</em></p>
<p><em>A escolha do título é uma brincadeira com este hipertexto que tem por trás um código fechado que potencializa o funcionamento correto do produto. Por outro lado, apesar da estrutura determinística do código, o conteúdo gerado não é nada fechado. Constitui-se então em um mecanismo que não serve para a produção de nenhum texto específico. Mesmo os links no interior de cada texto não levam para nenhum lugar que o leitor/autor planejasse, deixando-o em uma construção aleatória.</em></p>
<p><em>Alguém poderia argumentar que trata-se de um mecanismo para geração de textos inúteis. Um mecanismo de geração de textos que não serve para nada. Finalmente, poderia-se também dizer que o título está dentro da perspectiva dadaísta, no sentido de não ter um comprometimento em dizer qualquer coisa ou explicar a obra.</em></p>
<p><em>Uma das motivações que conduziu à produção deste hipertexto foi o fato de que os links apresentados em sites na Web são normalmente fruto de uma programação estreita que conduz sempre a um mesmo destino, tantas vezes o link ou botão forem clicados. Nesse sentido, e inspirado pelo anarquismo dadá, programou-se uma peça em que os links (com exceção de alguns poucos) despertam sempre resultados aleatórios e imprevisíveis. Portanto, trata-se de um hipertexto onde a relação entre cada palavra-âncora não está rigidamente determinada.</em></p>
<p><em>Entretanto, por trás de "Antimecanismo", mais do que uma obra dadaísta informatizada e que permite a interação de pessoas navegando na Web, há a intenção de por em discussão a questão da seqüencialidade textual. Em muitas discussões emerge uma distinção entre texto impresso seqüencial e hipertexto informático não-sequencial. Será fiel essa dicotomia?</em></p>
<p><img src="http://www.caricatura.ro/tzara_ph.jpg" alt="Tristan Tzara" align="left" height="226" hspace="5" width="180" /><em>A poesia dadaísta, na radicalidade sugerida pela receita de Tzara, toma um texto impresso e estilhaça seu ordenamento. Cada palavra torna-se um fragmento dissociado das outras palavras que compunham a mesma página. Mas, para não dizer que este pequeno pedaço de papel rasgado já não tem nenhum traço de sequencialidade, poderia-se sugerir que no interior da palavra ainda existe uma seqüência de letras que constituem a palavra e seu reconhecimento (mesmo que falte alguma letra ou contenha algum erro de redação).</em></p>
<p><em>Ao serem colocadas todas as palavras recortadas em um saco, os fragmentos serão mais uma vez reaproximados, mas em um novo ordenamento e em diferentes planos. Ao ser agitado o saco, as proximidades e afastamentos entre cada pedaço do texto original serão alteradas randomicamente. Poderia, paradoxalmente, dizer-se que no interior do saco em agitação as palavras não teriam nenhuma ordem entre si, ou, pelo contrário, contra-argumentar-se que estariam compondo breves seqüencialidades que logo dão lugar a outras enquanto o saco é agitado.</em></p>
<p><em>Ao serem dispostas na tela, as palavras sorteadas serão posicionadas com alguma relação espacial entre elas. Como foram ordenadas aleatoriamente, o leitor pode ler cada uma na ordem e direção que desejar: de cima para baixo, em diagonal, etc. Porém, mesmo que faça a leitura de forma não-convencional ele não imprime uma certa seqüência em sua leitura? Logo, poderia se falar em não-linearidade ou seria melhor pensar em multi-seqüencialidade? Uma coisa é tratar de ausência de qualquer seqüência, outra é supor diversos ordenamentos possíveis.</em></p>
<p><em>Finalmente, por detrás do sorteio aleatório das palavras também existe uma programação fechada. Um dos momentos de maior trabalho na produção deste hipertexto localizou-se nessa fase. Queríamos potencializar o caráter não-previsível dessa poesia. Para tanto, foi necessário a redação de várias linhas de código fechado que assegurassem o sorteio dentro dos limites planejados.</em></p>
<p><em>Mesmo que as palavras pareçam estarem impressas sobre os pequenos papéis rasgados, tratam-se na verdade de elementos diferentes. Queríamos que em cada sorteio uma palavra não aparecesse sobre o mesmo papel. Assim, palavras e papéis são sorteados em separado e sobrepostos visualmente. Precisou-se também fazer uso do recurso de "listas" para se evitar que um mesmo papel ou palavra aparecessem duas vezes na interface (pois o sorteio informático comum não evita isso).</em></p>
<p><em>Portanto, mesmo por detrás de todo movimento do aleatório, existe uma programação em um sistema fechado, guiado por um planejamento prévio e determinístico que viabiliza certas ações e proíbe outras. Logo, com este hipertexto, pretendeu-se oferecer uma interface que pudesse servir para a discussão de questões como não-linearidade, imprevisibilidade, leitura e autoria, etc. </em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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