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	<title>alemanha-filme &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "alemanha-filme"</description>
	<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 21:29:17 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Quatro Minutos (Vier Minuten)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=967</link>
<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 17:00:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
&#8220;Sou fera ferida, no corpo e na alma, e no coração.&#8220;
Duas mulheres a quem o destino f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#001250;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/09/vier-minuten-poster.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-973" title="vier-minuten-poster" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/09/vier-minuten-poster.jpg?w=500" alt="" width="350" height="441" /></a></span></p>
<blockquote><p><span style="color:#001250;">"<strong><em>Sou fera ferida, no corpo e na alma, e no coração.</em></strong>"</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#001250;">Duas mulheres a quem o destino fora cruel, e naquilo que lhes tocava fundo: seus corações. Ambas reagiram de um jeito. Mas não se pode nem comparar essa reação, porque as chagas foram em pontos diferente. Numa, elas foram também fisicamente. Com a primeira estocada, suas vidas tomaram rumos que nem sonharam. E esses dois corações feridos, nos leva a acompanhá-los sem desgrudar os olhos.</span></p>
<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/09/vier-minuten.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-985" title="vier-minuten" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/09/vier-minuten.jpg?w=500" alt="" width="397" height="234" /></a></p>
<p><span style="color:#001250;">Quem são elas? Como o caminho delas se cruzaram? E por que farão a diferença uma na vida da outra? Até porque há uma grande diferença de idade entre elas. E onde para ambas a vida até então era apenas em ainda se manterem vivas, só não sabiam o porque.</span></p>
<p><span style="color:#001250;">Traude (Monica Bleibtreu), nos altos de seus 80 anos de idade, ainda persiste em dar aulas de piano numa penitenciária. Mesmo com as barreiras imposta pelo Diretor de lá. O porque, ela relata depois. De tipo físico franzino, ela é decidida. Chega a ser rigorosa no tocante a disciplina e respeito. E isso irá aquebrantar aos poucos a outra.</span></p>
<p><span style="color:#001250;">Jenny (Hannah Herzsprung), bem mais jovem, reage com violência a qualquer aproximação. Por conta disso, seus dias na prisão tendem a aumentar. Ou não, já que a carceragem fecha os olhos para certos movimentos lá dentro. Chega a ser desumano.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#001250;">Traude, pressionada pelo Diretor que quer ver o fim daquelas aulas, acaba conhecendo Jenny. E mais, que ela tem um talento nato. Resolve então investir seu tempo, aliás, o seu pouquíssimo tempo para tentar mostrar o talento de Jenny num grande concurso. Mas não será tarefa fácil.</span></p>
<p><span style="color:#001250;">O filme é SEN-SA-CI-O-NAL!! A Jenny dá um show no piano! Assistam e confiram. Nota máxima em tudo!</span></p>
<p><span style="color:#001250;">Por: Valéria Miguez (LELLA).</span></p>
<p><span style="color:#001250;"><strong>Quatro Minutos (Vier Minuten)</strong>. Alemanha. 2006. Direção e Roteiro: Chris Kraus. Elenco: Monica Bleibtreu, Hannah Herzsprung, Sven Pippig, Richy Müller, Stefan Kurt, Vadim Glowna. Gênero: Drama. Duração: 112 minutos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Queda - As Últimas Horas De Hitler (Der Untergang)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=446</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 15:26:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
O filme nos é contado por Traudl Junge (Alexandra Maria Lara). Ela é a secretária particular de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000066;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/06/der-untergang03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-445" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/06/der-untergang03.jpg" alt="" width="495" height="319" /></a></span></p>
<p><span style="color:#000066;">O filme nos é contado por Traudl Junge (Alexandra Maria Lara). Ela é a secretária particular de Adolfo Hitler (Bruno Ganz). E narra os últimos dias desse ditador confinado num banker de segurança máxima.</span></p>
<p><span style="color:#000066;">Durante o filme fiquei me perguntando porque tantos seguiram um louco como ele. Dá para ver a personalidade desequilibrada do Hitler. Com um baita desvio de caráter. Claro que ele não foi o único monstro nessa história. Aqueles que fecharam as portas aos judeus, também o foram. E infelizmente, o ideal nazista, ainda se encontra e em vários países. Ele ainda tem fãs. Para lamentar ainda mais sobre esse séquito atual - eles chegaram a criar o Revisionismo. Mas deixo como registro aos mais jovens que não caiam nessa balela. Porque o que querem de fato são as terras onde está o Estado de Israel. O Holocausto figura sim nas páginas lamentáveis da História Real da Humanidade.</span></p>
<p><span style="color:#000066;">De tão absurdas que eram as suas leis, em uma das passagem chega a ser engraçada. É a cena do casamento dele com Eva Braun (Juliane Köhler). Com o juíz de paz perguntando a ele se era ariano. E um Oficial presente tentando dizer ao Juiz que é o Hitler que está diante dele. Ou, para o ditador-mor, não há leis que o atinja.</span></p>
<p><span style="color:#000066;">Por outro lado, um dos talentos de Hitler também é focado - sua excelente memória. Algo que também foi mencionado no filme "<a href="http://lella.wordpress.com/2008/03/07/a-vida-secreta-das-palavras-the-secret-life-of-words/">A Vida Secreta das Palavras</a>". Mostrando o quanto Hitler premeditou o extermínio aos judeus. E mais, que muitos com o passar do tempo esqueceriam essa atrocidade. Eis o trecho:</span></p>
<blockquote><p><span style="color:#000066;">"<em>Sabe quanto sangue, quantas mortes? Sabe quanto ódio cabe nestas fitas? Sabe por que as gravamos? Antes do holocausto, Adolf Hitler reuniu os seus colaboradores e para convencê-los de que o seu plano funcionaria, perguntou: "Quem se lembra do extermínio armênio?". Foi isso que ele disse. Trinta anos depois, ninguém lembrava que um milhão de armênios tinham sido exterminados da maneira mais cruel possível. Dez ano depois... Quem se lembra do que aconteceu nos Balcãs? Os sobreviventes. Os que, por alguma... virada do destino, viveram para contar</em>."</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#000066;">Até gostaria de rever o filme para uma análise mais detalhada. Inclusive com as passagens dos seus oficiais. Mas confesso que no momento eu não tenho vontade de rever. É uma história real que enoja. Sendo assim, peço que relevem esse texto.</span></p>
<p><span style="color:#000066;">Eu não sei se a Traudl real quis ao contar essa história limpar um pouco a sua passagem nessa história. Sendo secretária... Creio que o querer saber, também conta. Mais do que "o não ver", o de não procurar saber o que se passava de fato. Talvez tenha sido isso o fato dela ter ficado o tempo que ficou como secretária do Hitler. Mesmo assim... Uma lágrima teimou em cair, ao ouvir essa frase: "<strong><em>Que a juventude não é desculpa.</em></strong>" Assistindo, entenderão o porque!</span></p>
<p><span style="color:#000066;">É um filme que nos deixa sobre impacto! Sobre vários aspectos, ele com certeza irá mexer com quem assistir. Quer seja por nos mostrar uma parte da História. Quer seja pelas interpretações! O ator que faz o Hitler, merece muitos aplausos!</span></p>
<p><span style="color:#000066;">Por: Valéria Miguez (LELLA)</span></p>
<p><span style="color:#000066;"><strong>A Queda - As Últimas Horas de Hitler (Der Untergang)</strong>. Alemanha. 2004. Direção: Oliver Hirschbiegel. Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Juliane Köhler. Gênero: Drama, Histórico, Guerra. Duração:156 minutos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Do Outro Lado (Auf der anderen seite)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=468</link>
<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 22:54:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.pt-br.wordpress.com/2008/06/17/do-outro-lado-auf-der-anderen-seite/</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Tão longe, e tão perto&#8230;&#8221;
Nossa! O filme começa de mansinho e de repente]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/06/auf-der-anderen-seite.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-469" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/06/auf-der-anderen-seite.jpg" alt="" width="495" height="265" /></a></p>
<blockquote><p><strong>"Tão longe, e tão perto..."</strong></p></blockquote>
<p>Nossa! O filme começa de mansinho e de repente... Chega a dar um arrepio com o que o destino aprontou. Chega até a ser cruel, eu diria. O filme vai seguindo até que num determinado ponto ele meio que volta a fita. Mas não em mostrar que algo nos escapou, e sim para mostrar por outro lado. E nesse, é de tirar o fôlego. É, até porque na vida real não tem essa de voltar a fita.</p>
<p>Ele traz o destino de 6 pessoas que num determinado momento da vida se cruzam de um jeito. O diferencial aqui, é que sabemos quem irá morrer; vem como um título de um capítulo. Logo é algo que não dá mesmo para voltar atrás. Aconteceu! E por conta de que? Da pressão de um país onde até a religião cerceia as aspirações principalmente das mulheres? Da estupidez em mostrar que se é dono de alguém? De que por causa de uma mentira, mesmo com a melhor das intenções, de que sem ela o destino de todos, teria sido outro?</p>
<p>Deixo um convite a pais e filhos não mais crianças de assistirem. Pois aqui é bem mais que conflitos de gerações. São fatos irreversíveis. Que reforçariam a idéia de que diálogo, respeito por ideais, carinho, e sobretudo, sinceridade, deveriam fazer parte do dia-a-dia desse tipo de relacionamento. Por vezes, alguns percalços poderiam ter sido evitados se o caminho trilhado não fosse uma via de mão única.</p>
<p>O que temos no filme? Um jovem professor universitário, Nejat, não muito motivado. Sua vidinha beira a sonolência. Num belo dia, ao chegar em casa, se depara com uma bela mulher. Seu pai, um viúvo, a trouxe para ser sua mulher. Quando a sós, ela, Yeter, lhe conta que seu pai a conhecera num bordel. Nasce uma afinidade entre eles, mas num tipo fraternal. Os três vivem na Alemanha, mas nasceram na Turquia. Tudo ia bem, até que seu pai, após passar um tempo internado, se deixa dominar pelo ciúme. Fica violento.</p>
<p>Nejat, brigado com o pai resolve partir para Istambul. À princípio, motivado em encontrar e ajudar a filha de Yeter, a jovem Ayten. Mas ela é uma ativista política. O que dificulta encontrá-la. Compra uma Livraria. E por lá fica. Em seu caminho, surge Lotte. Ele loca um quarto para ela. Ela é alemã. Ele não fica sabendo o que está fazendo ali.</p>
<p>À Yeter, o peso da religião a fez sair da sua terra para tentar dar estudo a sua filha. Sem coragem de contar a filha o que fazia, dissera que trabalhava numa sapataria. Sem poderem se encontrar, uma não conhecia a realidade da outra. E por conta da mentira, quando mais Ayten precisou da proteção, do colo da mãe...</p>
<p>Há uma quarta mulher, Susanne, mãe de Lotte. Enfim, são quatro mulheres fortes, determinadas, a quem o destino pregou uma peça. E qual a lição a tirar? O que elas representaram na vida de Nejat?</p>
<p>O filme é belíssimo! Amei inaugurar com ele o Cinema da Turquia.</p>
<p>Por: Valéria Miguez.</p>
<p><strong>Do Outro Lado (Auf der anderen Seite / The Edge of Heaven)</strong>. 2007. Turquia. Direção e Roteiro: Fatih Akin. Elenco: Nurgül Yesilçay, Baki Davrak, Tuncel Kurtiz, Hanna Schygulla, Patrycia Ziolkowska, Nursel Köse. Gênero: Drama. Duração: 122 minutos.</p>
<p>Curiosidade: Há uma cena onde Nejat dá ao pai um livro. O título do livro é "Demircinin Kizi": "A Filha do Ferreiro".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Escritores da Liberdade (Freedom Writers)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=294</link>
<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 11:01:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.pt-br.wordpress.com/2008/04/27/escritores-da-liberdade-freedom-writers/</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/04/freedomwriters2.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-295" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/04/freedomwriters2.gif" alt="" width="500" height="330" /></a></p>
<blockquote><p><span style="color:#660033;">"<strong><em>Mas é preciso ter manha<br />
É preciso ter graça<br />
É preciso ter sonho sempre<br />
Quem traz na pele essa marca<br />
Possui a estranha mania<br />
De ter fé na vida...</em></strong>"</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#660033;">Algumas pessoas acham que Diploma já é o topo. Creio que essas o exibe como um troféu na parede. Sei que a profissão de Professor não é muito valorizada pelos políticos atuais. Travando o idealismo de poucos para o engrandecimento de muitos. Quando a dificuldade não parte deles, vem do próprio Conselho de Ensino. Rígidos demais às regras. Ficando cegos à realidade local. Fechando as portas, numa mão única.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Eis que entre tantos, chegam um que faz toda a diferença. Um que sabe que mais do que ensinar o que está no livro oficial, quer preparar seus alunos para a vida. A esse que tem o magistério como o seu sacro-ofício cabe, de fato e de direito, o título de Mestre.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Falando nisso, há pouco tempo revi o <a href="http://br.youtube.com/watch?v=HL-xE9K6_8E&#38;feature">"Ao Mestre com Carinho 2"</a>. O primeiro, marcou minha pré-adolescência. Perdi as contas das vezes que vi; e em todas, eu chorava. Esse segundo, também me emocionou! Rever o ator, Sidney Poitier é sempre um grato prazer! Talvez por isso, comecei a ver "Escritores da Liberdade" como se ele fosse uma versão feminina desse Grande Mestre. E me encantei com a Mestre desse!</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Erin Gruwell (Hilary Swank) em vez de seguir a carreira de advocacia, algo trazido da infância por admirar o pai nas causas civis, vai ser professora. Num Colégio onde  passou a receber alunos da periferia: os de baixa-renda. E uns que cumpriam uma condicional por crimes cometidos. Sendo assim, para lá de misto. Cheia de motivação, primeiro não recebe um apoio que esperava por conta da Diretora. Essa, descarrega toda a aversão por ter que receber esses alunos em seu santuário. Ela os despreza.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Depois, Erin se assusta com os seus alunos. Mas sua determinação, a faz seguir em frente. Em sua odisséia. Seus alunos são como animais feridos. Reagem e agem num círculo viciante até por questão de sobrevivência. Não se tocando que o que tanto criticam no outro, fazem igual. A partir de uma caricatura que um dos alunos fez para ridicularizar um colega de classe negro, ressaltando os lábios, ela também cai na real. De que ali eles formam guetos. E começa a falar do Holocausto. Algo que só um deles sabia o que era.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Desde o início, o filme prende a atenção. Não se sente o tempo passar. Acompanhamos numa torcida a cada um daqueles alunos que consigam quebrar a corrente do preconceito. Que hispanos, asiáticos, negros e um único "branco" sintam-se iguais. Ao tentar fazer com que leiam o <a href="http://img.timeinc.net/time/time100/images/main_frank.jpg">"O Diário de Anne Frank"</a>, a Diretora proíbe. Os livros do Acervo da escola não são para eles. Incrível, uma biblioteca proibida aos carentes; por temer que irão destruir. Por essa, e outros impedimentos mais, Erin resolve ter outros trabalhos; uma renda extra. Para dar aos seus alunos o que a escola nega. Então cada um deles constrói o seu Diário...</span></p>
<p><span style="color:#660033;">A cada satisfação, a cada acesso obtido na mente de seus alunos, fazendo-os pensarem por si mesmo no quanto agiam errado, a cada pequeno sucesso deles... além das duchas-frias da Diretora, mas dela ela já tirava de letra... tem um abalo em seu casamento.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Esse filme veio pontuar algo que costumo reclamar. Para o meu contentamento, ele será um a mais na lista de grandes personagens femininas. Aqui, mostrando carreira e casamento de uma mulher. Algo bem real. Mas como também não tão irreal, o de um homem não segurar a barra em ver a esposa crescer, quer seja em sua profissão, quer seja no seu talento. Erin está radiante. Investindo em si mesma, até por conta de que está em seus planos, mais a frente, constituir família: filhos. O contrário do marido que já não tinha mais ambição alguma.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">É um filme que tem muito para comentar, mas para não tirar mais a emoção que irão sentir, paro a história por aqui. Fica a certeza de que houve momentos que meu corpo arrepiou, noutros, que não retive as lágrimas. Minhas faces ficaram umedecidas até o final do filme. Faço votos que os governantes assistam esse filme. Que invistam mais nesse Profissional. Heróis e Mentores para muitos.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Um filme que vale a pena ver e rever sempre! Nota 10 com louvor! Eu também gostei da <a href="http://br.youtube.com/watch?v=QcVjKAKRpDw&#38;feature">trilha sonora</a>!<br />
</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Por: Valéria Miguez.</span></p>
<p><span style="color:#660033;"><strong>Escritores da Liberdade (Freedom Writers)</strong>. 2007. Alemanha. Direção: Richard LaGravenese. Elenco: Hilary Swank, Patrick Dempsey, Scott Glenn, Imelda Staunton, April Lee Hernandez, Mario, Kristin Herrera, Jacklyn Ngan, Sergio Montalvo, Jason Finn, Deance Wyatt, Vanetta Smith, Gabriel Chavarria, Hunter Parrish, Antonio Garcia. Gênero: Drama. Classificação: 14 anos. Duração: 123 min. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Querelle (Querelle)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=200</link>
<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 01:40:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.pt-br.wordpress.com/2008/03/26/querelle-movie/</guid>
<description><![CDATA[
A história de um jovem marinheiro, Querelle, que se vê deslumbrado diante do seu poder de seduzir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a title="querelle-052.jpg" href="http://lella.files.wordpress.com/2008/03/querelle-05.jpg"><img src="http://lella.files.wordpress.com/2008/03/querelle-05.jpg" alt="querelle-052.jpg" width="546" height="484" /></a></p>
<p><span style="color:#cc0066;">A história de um jovem marinheiro, Querelle, que se vê deslumbrado diante do seu poder de seduzir e deixar a todos fascinados.</span></p>
<p><span style="color:#cc0066;"> O filme é uma </span><span style="color:#cc0066;">adaptação livre do livro de Jean Genet. Assim Fassbinder explicou sua obra, numa entrevista pouco antes de morrer:</span></p>
<blockquote><address><span style="color:#cc0066;">"<em>Em relação à contradição existente entre a intriga objetiva e os fantasmas subjetivos que são descritos em "Querelle De Brest", ele me parece ser o romance mais profundamente extremista de toda a literatura mundial. Na realidade, a história em si, se for isolada da imagem do mundo de Genet, apresentaria pouco interesse, seria apenas uma banal história policial.</em></span></address>
<address><span style="color:#cc0066;"><em>Por outro lado, existe o modo de Genet contar esta história, sua imaginação excessiva, que dá vida a um mundo que, a princípio, nos parece estranho, um mundo que parece existir apenas em função de suas próprias leis, e que encontra suas origens em uma mitologia inteiramente extraordinária</em>."</span></address>
</blockquote>
<p><span style="color:#cc0066;">É um filme diferente tanto na forma como no conteúdo. O cenário é visivelmente gravado em estúdio. Não que isso seja algo negativo. Pelo contrário, dá uma teatrilização a história. Eu gostei! Embora a luz recaia mais nos atores, ficando um aspecto sombrio em volta, ao mesmo tempo que angustia um pouco, também nos envolve aquela atmosfera carregada de erotismo.</span></p>
<p><span style="color:#cc0066;">O filme aborda o homossexualismo... Diria que bem provocador àqueles que discriminam. A única personagem feminina é a mais idosa. Não sei se por algo freudiano... Mas ela faz uma ponte entre Querelle e os personagens do Bar/Cabaré.</span></p>
<p><span style="color:#cc0066;">Uma das frases - "<strong><em>Todo homem mata aquilo que ama</em></strong>", pontua a subversão nesse filme. Há um crime, que termina por envolver várias pessoas, as que desembarcaram no porto, e as que vivem ali. Quem morreu? Quem matou? O que tem Querelle com toda essa história?</span></p>
<p><span style="color:#cc0066;"> O jovem que era quando ali chegara, o homem que se transformou em tão pouco tempo, é o que ficamos conhecendo. E os outros personagens também. </span></p>
<p><span style="color:#cc0066;">Querelle subverte a ordem de um jeito que nos encanta. Mas fica d</span><span style="color:#cc0066;">ifícil antever se a moçada irá gostar desse personagem. Ah! É um filme desaconselhável para homófobos.</span></p>
<p><span style="color:#cc0066;">Nota: 10.</span></p>
<p><span style="color:#cc0066;">Por: Valéria Miguez (LELLA).</span></p>
<p><span style="color:#cc0066;"><strong>Querelle.</strong> 1982. Alemanha. Direção: Rainer Werner Fassbinder (As Lágrimas Amargas de Petra von Kant). Elenco: Brad Davis (Midnight Express), Franco Nero (Django), Jeanne Moreau (Jules et Jim), Gunther Kaufmann, Hanno Poschl. Gênero: Drama, Policial, Romance. Duração: 108 minutos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lugar nenhum na África (Nirgendwo in Afrika)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/2007/11/14/quando-lhe-tiram-o-chao-o-que-fazer/</link>
<pubDate>Sun, 10 Feb 2008 07:58:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.pt-br.wordpress.com/2008/02/10/lugar-nenhum-na-africa-nirgendwo-in-afrika/</guid>
<description><![CDATA[
Quando lhe tiram o chão&#8230; O que fazer?
Lugar nenhum na África (Nirgendwo in Afrika). Alemanh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a title="lugarnenhumnaafrica.jpg" href="http://lella.wordpress.com/files/2008/02/lugarnenhumnaafrica.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/02/lugarnenhumnaafrica.jpg" alt="lugarnenhumnaafrica.jpg" width="363" height="242" /></a></p>
<p><span style="color:#008000;"><strong>Quando lhe tiram o chão... O que fazer?</strong></span></p>
<p><span style="color:#008000;"><strong>Lugar nenhum na África (Nirgendwo in Afrika)</strong>. Alemanha. 2001. Direção e Roteiro: Caroline Link.</span></p>
<p><span style="color:#008000;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Esse filme </span></span>é merecedor de um texto. Muito embora gostaria de revê-lo para aguçar melhor, àqueles que ainda não viram, um interesse maior. Mas deixo aqui o que ficou retido em minha memória.</span></p>
<p><span style="color:#008000;">O filme foca um período triste da História: a perseguição nazista aos judeus. Mas mais precisamente sobre uma família. Que se por um lado lhes tiram o seu chão... Por outro, os levam a um "ponto" numa África imensa e desconhecida.</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Primeiro, vai o marido/pai/homem... E se ver numa aventura, que talvez nunca sonhara... Tão indefeso naquele lugar...  Seu corpo também sente pelo aventureiro que foi obrigado a ser... Praticamente começa do zero. Jogado nesse mundo novo (Seria a terra prometida???) busca em si o ferramental... Nessa hora, há uma cena emocionante; e é com a sua beca. E até ela ganha uma dimensão nessa vastidão de terra. Mais até, com essa beca, ou por ela, ganha uma amizade que independe de falarem a mesma língua, porque ela fala na linguagem do coração... Nossa! Até aí, há a grandeza de que o ser humano é um ponto sim nesse mundo, mas que faz parte dele, da sua engrenagem... Por mais inóspita que aquele lugar mostrou-se diante dos seus olhos, ele quis com ela apreender...<br />
</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Com rumo do nazismo... Partem para lá, a mulher e a filha... Em cartas, pedira que vendesse tudo e que procura-se levar alguns itens que seriam essenciais; um deles, uma geladeira. Mas...</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Para essa mulher que fora educada para ser uma boa dona-de-casa, esposa, mãe... Os itens essenciais eram outros... E levou alguns deles para aquele ponto na África... E por essa bagagem, somos brindados com cenas divertidas... Ela e as pessoas dali... Os valores de um e de outro tornam-se um elo... Os símbolos... Falam por e com linguagem do símbolo. Do seu significado ali...</span></p>
<p><span style="color:#008000;">E em vez de cair em algo fútil, um vestido de festa vai a uma festa... E levada pelas mãos da sua filha... Ou teria sido levada pelo coração de sua filha??? Lindo, lindo, lindo!!</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Deixei pra falar da menininha por último. E por que? Se é ela que nos conta toda a história. Mas até nisso, esse filme me encantou. Há muito mais filme visto pelo olhar masculino. Poucos, nos brindam com um clique feminino; que sai dos esteriótipos femininos. E essa menina narra o que foi para ela esse momento da História. Onde as idéias de um homem dizimou, desestruturou tantas famílias...</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Ela chega ainda menina. Talvez aí, sentiu com mais naturalidade todo o calor dessa terra... A pulsão dentro de si... Aos poucos, entende que a sua mãe ainda não sente aquele chão... Sendo assim, compartilha suas descobertas com as pessoas dali. (Quando eu rever esse filme, vou tirar uma dúvida sobre ela ficar, às vezes, em cima do telhado da casa.)<br />
Vivencia esse mundo novo com tudo que a infância nos leva a fazer. Para ela o que ficou para trás são pessoas da família, as brincadeiras na neve...<br />
</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Até nesse lugar,  a passagem para a adolescência lhe faz com mais luz... É pura emoção!<br />
</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Há uma cena dela com o Diretor do Colégio... Linda! E que me levou a um flashback. Me soou tão familiar...</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Com tantos símbolos presente nesse filme. Com o diferencial que cada um dos personagens trabalha, assimila cada um deles... E por ter me encantado tanto essa menina. Recomendo esse filme! Um filme que brinda a nossa sensibilidade!<br />
</span></p>
<p><span style="color:#008000;"> <strong>Reviravoltas...</strong></span></p>
<p class="para"><span style="color:#008000;"> O filme nos mostra que a bagagem que importa é a que levamos internamente. É essa que conta. É essa que em momentos cruciais será o nosso suporte. Nosso ferramental.</span></p>
<p><span style="color:#008000;">Como diz a canção: "<em>mas eis que chega a roda viva e carrega o destino prá lá</em>"...</span></p>
<p><span style="color:#008000;">E é isso: como cada um fará a seguir após essas reviravoltas.<br />
Alguns saem matando...</span></p>
<p><span style="color:#008000;">By: Valéria Miguez </span></p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Adeus, Lênin! (Good Bye, Lenin!)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/2007/11/01/fazer-do-agora-uma-vida-melhor/</link>
<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 03:55:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.pt-br.wordpress.com/2008/02/06/fazer-do-agora-uma-vida-melhor/</guid>
<description><![CDATA[
Fazer do agora, uma vida melhor!
Passados 18 anos da Queda do Muro, Berlim. Um marco simbólico na ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a title="daniel_bruhl5.jpg" href="http://lella.wordpress.com/files/2008/02/daniel_bruhl5.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/02/daniel_bruhl5.jpg" alt="daniel_bruhl5.jpg" /></a></p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;">Fazer do agora, uma vida melhor!</span></strong></p>
<p><em><span style="color:#ff0000;">Passados 18 anos da Queda do Muro, Berlim. Um marco simbólico na reunificação das duas Alemanhas. Embora, ainda existindo diferenças entre elas...<br />
</span></em></p>
<p><span style="color:#ff0000;">Trago um convite: "<strong><span style="color:#f30b30;">Adeus, Lênin!</span>" (Good Bye, Lenin!).</strong> 2003. Alemanha. Direção e Roteiro: Wolfganger Becker.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">Aos que ainda não assistiram, mas mais em especial a essa moçada que pela idade não visualizaram o que de fato foi a Queda do Muro de Berlim. Creiam que não terão uma aula de História cansativa. E sim um ode do que isso representou para um jovem. Dêem um tempo as superproduções com mega efeitos especiais. Dêem a si esse tempo e conheçam um pouco da História real e contada por esse jovem: Alex (Daniel Brühl).</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">Alex, queria sua família perto de si, como também em ser um cosmonauta. Esse era seu sonho, ainda menino. Mas quis o destino, deixar que um membro dessa família feliz escapasse para o outro lado do Muro. Um outro mundo, desconhecido, mas que visto do espaço seria único; sem fronteiras...</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">E o sonhou acabou??? Parte dele sim. Pois um Muro era intransponível demais... Mas se a vida tomou outro rumo... Seus ideais teriam que se adequar. Mais até, a razão não poderia sobrepujar a emoção. E o menino foi crescendo...</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">Todo o carinho que poderia ter sido dividido... Vai para sua mãe. Alguém que sente também aquela perda... E que decide então <em>abraçar</em> o Socialismo...</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">Por mais um acidente de percurso, sua mãe, em coma, não vê a Queda do Muro. Ao <em>acordar</em>, e para que não sofra um grande choque, Alex decide que tudo continuaria igual. Que ainda existia as duas Alemanhas.</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">Nossa! Alex então, nos brinda com todo aquele esforço, com todo o seu carinho por sua mãe. De cá, ficamos juntos com ele nessa aventura em dar a entender que o Socialismo não acabara. Muito embora ele admita que estava fazendo como ele queria que de fato fosse:</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">"<em>O socialismo significa chegar aos outros, e viver com os outros. Não apenas para sonhar com um mundo melhor, mas tornar este mundo um lugar melhor.</em>"</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">No Harém (comunidade no Orkut), abri um fórum para os merchandising nos filmes que ficaram retidos na memória... Nesse, com certeza é uma faixa da Coca-cola. Que quase põe a perder todo o trabalho de Alex.</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">Por tudo isso, e muito mais, "<strong>Adeus, Lênin</strong>" é pura emoção!</span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">By: Valéria Miguez. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>

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