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	<title>alcool-etanol &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "alcool-etanol"</description>
	<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 07:11:38 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA['Petrolíferas estão por trás de pressão contra etanol', diz Lula]]></title>
<link>http://soatualidades.wordpress.com/?p=102</link>
<pubDate>Fri, 16 May 2008 14:09:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye14</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em Lima, presidente afirma que debate sobre biocombustíveis será &#8216;longo e duradouro&#8217;
 ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">Em Lima, presidente afirma que debate sobre biocombustíveis será 'longo e duradouro'</span></em></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Com um discurso em defesa do etanol, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as indústrias petrolíferas estão por trás da crise que coloca os biocombustíveis como vilões da recente crise de inflação dos alimentos. "Há uma disputa comercial no mundo. Obviamente as petroleiras estão por trás disso, obviamente que os países não querem mudar suas matrizes (tecnológicas)", afirmou Lula na noite da última quinta-feira em sua chegada a Lima, onde participará da 5ª Cúpula de Chefes de Estado da América Latina, Caribe e União Européia. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><br />
Lula disse que o debate em torno dos biocombustíveis "está só começando". "Nós precisamos estar preparados porque vem um debate longo e duradouro", ponderou. O presidente brasileiro chega a Lima para protagonizar um dos pontos que prometem ser o alvo de polêmicas durante o encontro dos chefes de Estado.</p>
<p>De um lado, encontrará líderes latino-americanos preocupados com a produção de etanol à base de alimentos, leia-se Evo Morales (Bolívia), Alan Garcia (Peru) e os mandatários centro-americanos, e os europeus, que não estão convencidos que a revolução energética defendida por Lula seja o caminho para a produção da chamada "energia limpa". </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Contradição</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Para Lula a polêmica é "compreensível" e "contraditória". "Como o tema é novo eu compreendo que as pessoas recusem. É muito difícil as pessoas aceitarem mudanças", disse.</p>
<p>"Mas acho muito engraçado porque as pessoas querem despoluir o planeta, desaquecer o planeta, assinar o protocolo de Kyoto e quando o Brasil oferece um combustível que não emite CO2 eles preferem utilizar um combustível que emite CO2, então há uma contradição", afirmou.</p>
<p>Lula criticou os ataques aos biocombustíveis como responsáveis pelo aumento dos preços agrícolas e responsabilizou o aumento dos preços do petróleo pela crise.</p>
<p>"As pessoas não querem discutir quanto tempo a Europa pagou para seus produtores não produzirem, as pessoas não querem discutir quanto implica um barril de petróleo a US$ 124 no preço do frete e dos fertilizantes", afirmou.</p>
<p>Para o presidente brasileiro, outro fator que implica a suposta escassez de alimentos é que "os pobres estão comendo mais".</p>
<p>"O povo pobre está comendo mais e eu quero que eles continuem comendo mais o que vai exigir que nós produzamos mais comida para eles comerem mais", disse Lula.</p>
<p>De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) o problema em torno da crise alimentar não está relacionado à escassez de comida e sim à falta de poder aquisitivo para comprar os alimentos. </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Debate </span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Lula disse que proporá a seus colegas mandatários um amplo debate, "sem ideologia e emoção, mas com muita razão".</p>
<p>Questionado sobre as possíveis tensões que poderão haver entre os mandatários que participam da Cúpula, em alusão ao atrito entre Hugo Chávez e a chanceler alemã Angela Merkel e com o mandatário colombiano Álvaro Uribe, Lula saiu em defesa da democracia.</p>
<p>"É verdade que pode ter uma ou outra tensão, mas temos democracia na região como nunca tivemos em outro momento histórico. Hoje com exceção das Farc, não tem grupo armado, não tem guerrilha, não tem terrorismo e temos países construindo democracia, isso é o que interessa." </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Melhor que Evo</span></strong></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">Ao saber que o presidente da Bolívia Evo Morales havia participado de um jogo de futebol realizado em Lima com jogadores da década de 70, Lula brincou e disse que não participou da partida por acreditar que está em melhor forma física que seu colega boliviano.</p>
<p>"Não quero jogar com o Evo porque tenho a impressão que estou com melhor preparo físico que ele, não posso", brincou.</p>
<p>Morales chegou à capital peruana na tarde desta quinta-feira e sua primeira atividade "oficial" foi uma partida de futebol com jogadores peruanos da seleção de 70.</p>
<p>A partida foi organizada pela Cúpula dos Povos, encontro paralelo realizado por movimentos sociais que são contra as políticas de abertura econômica aplicadas pelos governos da América Latina e União Européia.</p>
<p>Com estádio lotado, Evo Morales jogou 30 minutos, marcou um gol de pênalti e voltou a criticar o veto da FIFA a jogos em locais de altitude maior.</p>
<p>"Isso é um apartheid, uma atitude que discrimina a Bolívia", afirmou.</p>
<p>A organização vetou a realização de partidas internacionais de futebol em estádios com altitude superior a 2.750 metros. A altitude média na Bolívia é de 3.600 a 3.800 metros e sob essas regras o país fica fora de disputas internacionais como o campeonato Libertadores da América.</p>
<p>Sobre o acordo de livre comércio que a Comunidade Andina de Nações (CAN) pretende estabelecer com a União Européia, Morales foi crítico e sugeriu como condição a livre circulação de pessoas entre os continentes.</p>
<p>"No meu país não tem sido uma solução política o livre comércio. Nos falam de livre comércio para produtos e serviços, mas não há livre circulação do ser humano. Porque não para o ser humano e simplesmente para o negócio", questionou Morales em conferência de imprensa na noite desta quinta-feira.</span></p>
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNoSpacing" style="text-align:justify;">
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family:&#34;">Post anteriores:</span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family:&#34;"> </span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family:&#34;"><a title="Lula diz que poltica ambiental continua e dá recado a ministros" href="http://soatualidades.wordpress.com/2008/05/15/lula-diz-que-politica-ambiental-continua-e-da-recado-a-ministros/" target="_blank">Lula diz que política ambiental continua e dá recado a ministros</a></span></p>
<p class="MsoNoSpacing"><span style="font-family:&#34;"><a title="Demissão da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva" href="http://soatualidades.wordpress.com/2008/05/14/demissao-da-ministra-do-meio-ambiente-marina-silva/" target="_blank">Demissão da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva</a></span></p>
<p style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasil oferece ao Panamá cooperação em álcool e obras em canal ]]></title>
<link>http://mauricius.wordpress.com/2007/05/27/brasil-oferece-ao-panama-cooperacao-em-alcool-e-obras-em-canal/</link>
<pubDate>Sun, 27 May 2007 13:01:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mauricio Sodré</dc:creator>
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<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs nesta sexta-feira ao presidente panamenho, Martín T]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs nesta sexta-feira ao presidente panamenho, Martín Torrijos, cooperação para o desenvolvimento da indústria do álcool e falou sobre o interesse do Brasil nas obras de ampliação do Canal do Panamá.</p>
<p>Os temas de biocombustíveis e construção dominaram a reunião que os dois presidentes tiveram hoje no Palácio do Planalto, na primeira visita oficial de Torrijos ao Brasil como presidente.</p>
<p>"Estamos prontos para contribuir com seu governo nessa empreitada. Podemos contribuir com capacidade empresarial e tecnológica, internacionalmente reconhecida, das empresas brasileiras nos setores de construção civil e engenharia", disse Lula em discurso ao lado de Torrijos.</p>
<p>O presidente afirmou que os empresários brasileiros estão dispostos a apostar no Panamá. De acordo com fontes panamenhas, esses assuntos também foram discutidos em reuniões de ministros dos dois países.</p>
<p>Na reunião presidencial também foram abordados assuntos relacionados ao comércio bilateral, que no ano passado somou US$ 319 milhões, com superávit de US$ 293 milhões para o Brasil.</p>
<p>Nesse sentido, ficou acertado "abrir um depósito de produtos brasileiros no Panamá o quanto antes", para usar o país como grande centro de distribuição para América Central, Estados Unidos e a região do Pacífico, disse um porta-voz da delegação panamenha.</p>
<p>Torrijos reafirmou o compromisso do Panamá de se transformar numa zona de contato entre os países do Mercosul e a América Central e numa plataforma para que as empresas brasileiras melhorem seu acesso ao mercado americano.</p>
<p>Disse também que as negociações entre o Panamá e os Estados Unidos sobre o Tratado de Livre-Comércio (TLC) devem ser concluídas em junho, considerando que, desse modo, o Panamá se transformará numa ponte ideal para empresas brasileiras que pretendem ingressar no mercado americano, inclusive na área de álcool.</p>
<p>Os EUA integram o grupo dos principais compradores de álcool produzido pelo Brasil a partir da cana-de-açúcar, mas aplica altas taxas de importação ao produto. Se o combustível for fabricado e exportado pelo Panamá, estes impostos poderiam ser reduzidos a zero.</p>
<p>Durante a visita de Torrijos, vários acordos de cooperação foram assinados, entre os quais um em que o Brasil oferece ao Panamá experiência para o desenvolvimento de projetos de biocombustíveis, com ênfase no álcool.</p>
<p>Segundo o presidente do Panamá, o país tem atualmente 25 mil hectares plantados de cana-de-açúcar, mas seu potencial chega a 240 mil hectares, que poderiam ser usados para a indústria energética.</p>
<p>Sobre a futura ampliação do Canal do Panamá, Torrijos garantiu que se trata de "um grande projeto de integração latino-americana que ajudará todos a melhorar a produtividade de nossas economias e a capacidade exportadora de nossos países".</p>
<p>O custo das obras, que começarão a ser licitadas este mesmo ano, foi estimado em US$ 5,2 bilhões.</p>
<p>De acordo com Torrijos, trata-se de um dos maiores projetos de infra-estrutura previstos na América Latina para os próximos anos e atrai empresas "de todo o mundo".</p>
<p>Construtoras brasileiras, como Camargo Correa, Andrade Gutierrez e Odebrecht --que já constrói uma estrada e um sistema de irrigação no Panamá-- já manifestaram interesse no projeto.</p>
<p>Durante o discurso, Lula defendeu a competência dessas empresas e disse que "estão prontas" para dar outra prova de "excelência" com as obras de ampliação do Canal do Panamá.</p>
<p>Após a reunião e o almoço que teve com Lula, Torrijos viajou para São Paulo, onde nesta sábado (26), antes de retornar ao Panamá, visitará a Copersucar (Cooperativa de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo), uma das maiores produtoras de álcool etílico do mundo.</p>
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</item>
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<title><![CDATA[Aquecimento Global - Previa de Soluções]]></title>
<link>http://mauricius.wordpress.com/2007/05/01/aquecimento-global-previa-de-solucoes/</link>
<pubDate>Mon, 30 Apr 2007 15:44:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mauricio Sodré</dc:creator>
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<description><![CDATA[Mundo tem dinheiro e tecnologia para frear Aquecimento Global, segundo IPCC&#8230;
 O mundo tem a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Mundo tem dinheiro e tecnologia para frear Aquecimento Global, segundo IPCC...</p>
<p> O mundo tem a tecnologia e o dinheiro necessários para frear as mudanças climáticas perigosas, mas precisa do compromisso político entre os governos para evitar uma catástrofe. Essa é uma das principais mensagens do próximo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), sobre estratégias para lidar com a crise ambiental e que começa a ser debatido hoje em Bangcoc, na Tailândia.</p>
<p>Depois de dois relatórios sombrios sobre o futuro da Terra, divulgados em fevereiro e em abril, o próximo documento trará um plano para reduzir as emissões de gases-estufa e indicará quem deve pagar por ele, a fim de evitar uma catástrofe. O caminho mais factível é a sociedade moderna deixar a dependência dos combustíveis fósseis em prol de estratégias de eficiência energética, promoção da energia renovável e nuclear, além de aplicação de novos padrões na agricultura, construção civil e coleta de lixo.</p>
<p>O Estado obteve, na sede da ONU em Genebra, extratos do documento preliminar do IPCC que será revisto por cientistas e diplomatas em Bangcoc. Eles mostram que as tecnologias existentes, ou aquelas já em desenvolvimento, reduziriam em 26 bilhões de toneladas as emissões dos gases que geram o efeito estufa até 2030. Isso seria suficiente para evitar que o aumento de temperatura no século ultrapasse 2°C.</p>
<p>A estratégia deixa clara a importância do biocombustível e especula sobre a possibilidade de que economias ricas financiem o Brasil e outros países tropicais para evitar o desmatamento. A floresta em pé tira carbono do ar, enquanto o corte não apenas impede esse processo físico como promove a liberação do carbono estocado na mata para a atmosfera.</p>
<p><strong>CONTA</strong></p>
<p>Implementar a estratégia custaria menos de 3% do PIB mundial nas próximas duas décadas, ou seja, US$ 1,47 trilhões. Apesar de isso representar quase US$ 60 bilhões de dólares ao ano, é um custo inferior ao pago por danos previstos pelas mudanças climáticas, que chegaria a 20% do PIB, segundo um relatório encomendado pelo governo britânico. “É técnica e economicamente viável estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera”, afirma o documento.</p>
<p>Segundo o relatório, uma estratégia mais modesta custaria apenas 0,2% do PIB mundial. O problema é que não haveria qualquer garantia de resultados.</p>
<p>Um dos principais debates esperados para Bangcoc será sobre quem pagará a conta. Segundo fontes do Programa das Nações Unidas para Prevenção de Desastres Naturais revelaram ao Estado, o governo americano contestará os números do IPCC, alegando que as estimativas reais do custo de “limpar o planeta” são bem maiores. Washington ainda defenderá que a conta não poderá ser paga apenas pelos países ricos.</p>
<p><strong>SOLUÇÃO</strong></p>
<p>Debate econômico à parte, o caminho para evitar as mudanças climáticas perigosas é estabilizar o consumo de energia, com a aplicação de métodos mais eficientes, e permitir que, ao longo dos anos, fontes renováveis substituam o petróleo e o carvão. Para isso, os governos devem deixar de subsidiar combustíveis sujos. “Um portfólio de tecnologias está disponível hoje e outras devem ser comercializadas nas próximas décadas, desde que os incentivos apropriados existam”, diz o documento.</p>
<p>Uma das propostas que mais prometem gerar polêmica é a inclusão de usinas nucleares no escaninho de soluções. Outra é a captação e o estoque de dióxido de carbono em subsolos ou dissolvido no mar. O IPCC acredita que essa tecnologia pode se tornar economicamente viável nos próximos anos, então inclui a captação direta das usinas em suas projeções. O problema é que, atualmente, apenas três usinas modestas contam com a tecnologia, enquanto centenas serão inauguradas na China nos próximos anos sem ela.</p>
<p>No setor de transportes, as recomendações apontam para os carros híbridos, elétricos e movidos a hidrogênio ou etanol como alternativas. Os biocombustíveis serão fundamentais para permitir que os níveis de emissões sejam estabilizados, principalmente diante do aumento da frota de carros no mundo. Esse aumento não conseguirá ser freado com impostos mais altos.</p>
<p>No caso do etanol, o IPCC pede investimentos numa segunda geração do combustível. O temor é que o modelo baseado em grãos, como o milho, afete o preço dos alimentos e a disponibilidade de terras. Para evitar o problema, a solução passaria pelo desenvolvimento do etanol com base na celulose, mais eficiente e economicamente viável.</p>
<p><strong>FLORESTAS</strong></p>
<p>O painel considera a proteção das florestas tropicais, assim como o reflorestamento, uma peça-chave para compensar a emissão de gases-estufa. Uma das possíveis soluções seria um financiamento concedido a países tropicais, entre eles o Brasil, para pagar aos governos que mantenham a mata em pé. Segundo diplomatas em Genebra, a possibilidade fará parte tanto dos debates na Tailândia como no que ocorre entre os países ricos no G-8 + 5, que acontece em junho, na Alemanha.</p>
<p>Outra sugestão que teria impacto no País é a recomendação para que práticas agrícolas mudem, com a aplicação efetiva de fertilizantes mais eficientes e manejo diferente da terra. O objetivo é diminuir as emissões de metano e óxido de nitrogênio, que também causam o efeito estufa.</p>
<p>Diplomatas na ONU em Genebra esperam que o relatório sofra duros ataques nos próximos dias. Segundo um diplomata europeu, as negociações políticas serão intensas, já que se trata da estratégia que governos terão de adotar para suas economias e sociedades nos próximos anos.</p>
<p>Prova disso é que mais de mil sugestões de emendas no texto já foram enviadas por cem governos. Bruxelas admite que os países ricos temem a pressão para que paguem pelas reformas devido à sua responsabilidade histórica no problema. Pressão também deve cair sobre a China, que em breve vai se tornar o maior emissor de carbono no mundo. Para o IPCC, está claro que deve haver um compromisso político para que as estratégias funcionem.</p>
]]></content:encoded>
</item>

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