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	<title>afrodite &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/afrodite/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "afrodite"</description>
	<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 23:38:50 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Hoje à noite... ]]></title>
<link>http://tagus.wordpress.com/?p=609</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 18:41:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Afro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Temos finalmente, e após adiamentos sucessivos, previsto um Mega Trivia  
Patrocionado pela SL TRAV]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Temos finalmente, e após adiamentos sucessivos, previsto um Mega Trivia :)</p>
<p>Patrocionado pela SL TRAVEL GALLERY e com o tema dos Descobrimentos, pelas 22.30 vamos todos embarcar para o fundo dos oceanos com o patrocínio das Deusas do Olimpo (a Artemisa e a Afro, claro) que ouvi dizer têm 2000L para distribuir. Aos mais sabidões, claro...</p>
<p>E só para dar o gostinho do que está para vir (podem preparar-se já para um bailarico mais ou menos formal para a próxima semana... )... <a href="http://tagus.files.wordpress.com/2008/07/path-t-love.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-610" src="http://tagus.wordpress.com/files/2008/07/path-t-love.jpg" alt="" width="763" height="1312" /></a></p>
<p>E com o patrocínio da Travel e das Afrodite's relationships, inserindo-se nas semanas arábicas de Portucalis, segue aqui o anúncio e ínicio do caminho. "The path to Love..." e para o templo da Afrodite (ou nestas alturas, será Sherazade?). Exprimentem e vêem que não se irão arrepender. E preparem a roupinha arábica (ou de gala...) para um ballroom dos Deuses para a próxima semana...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Afrodite]]></title>
<link>http://espartilho.wordpress.com/?p=376</link>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 02:24:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Chris</dc:creator>
<guid>http://espartilho.wordpress.com/?p=376</guid>
<description><![CDATA[
Via Amante das Imagens
Afrodite
Formosa.
Esses peitos pequenos, cheios.
Esse ventre, o seu redondo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://espartilho.files.wordpress.com/2008/06/amante-das-imagens-44.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:left;">Via <a href="http://amantedasimagens.wordpress.com">Amante das Imagens</a></p>
<p><strong>Afrodite</strong></p>
<p>Formosa.<br />
Esses peitos pequenos, cheios.<br />
Esse ventre, o seu redondo espraiado!<br />
O vinco da cinta, o gracioso umbigo, o escorrido<br />
das ancas, o púbis discreto ligeiramente alteado,<br />
as coxas esbeltas, um joelho único suave e agudo,<br />
o coto de um braço, o tronco robusto, a linha<br />
cariciosa do ombro...<br />
Afrodite, não chorei quando te descobri?<br />
Aquele museu plácido, tantas memórias da Grécia<br />
e de Roma!<br />
Tantas figuras graves, de gestos nobres e de<br />
frontes tranquilas, abstractas...<br />
Mas aquela sala vasta, cheia, não era uma necró-<br />
pole.<br />
Era uma assembleia de amáveis espíritos, divaga-<br />
dores, ente si trocando serenas, eternas e nunca<br />
desprezadas razões formais.</p>
<p>Afrodite, Afrodite, tão humana e sem tempo...<br />
O descanso desse teu gesto!<br />
A perna que encobre a outra, que aperta o corpo.<br />
A doce oferta desse pomo tentador: peito e ventre.<br />
E um fumo, uma impressão tão subtil e tão pro-<br />
vocante de pudor, de volúpia, de reserva, de<br />
abandono...<br />
Já passaram sobre ti dois mil anos?</p>
<p>Estranha obra de um homem!<br />
Que doçura espalhas e que grandeza...<br />
És o equilíbrio e a harmonia e não és senão corpo.<br />
Não és mística, não exacerbas, não angústias.<br />
Geras o sonho do amor.</p>
<p>Praxíteles.<br />
Como pudeste criar Afrodite?<br />
E não a macerar, delapidar, arruinar, na ânsia de<br />
a vencer, gozar!<br />
Tinha de assim ser.<br />
Eternizaste-a!<br />
A beleza, o desejo, a promessa, a doce carne...</p>
<p class="MsoNormal">(Autora: Irene Lisboa)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Descoberta Cabeça de Cleópatra em Alabastro em Templo Egípcio]]></title>
<link>http://liverig.wordpress.com/?p=184</link>
<pubDate>Sat, 31 May 2008 14:50:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>liverig</dc:creator>
<guid>http://liverig.wordpress.com/?p=184</guid>
<description><![CDATA[Foi encontrado uma cabeça da Múmia Dercy Gonçalves. The brazilian actress mummy was foundin Egypt]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration:line-through;">Foi encontrado uma cabeça da Múmia Dercy Gonçalves. The brazilian actress mummy was foundin Egypt</span><img class="alignright" style="float:right;" src="http://bp3.blogger.com/_GmUNiilnTnc/Rn35IR8LB_I/AAAAAAAAAIs/LTnjdlOkmjE/s320/dercy100anos_f_029.jpg" alt="múmia dercy gonçalves, mummy dercy gonçalves, la momia Dercy Gonçalves" width="246" height="320" /><br />
Uma estátua com a cabeça da Cleópatra em Alabastro (espécie de conservante, também conhecido como espato acetinado, mistura de gesso com a calcita) e uma máscara que possivelmente pertenceu ao seu amante Marco Antônio são partes de um monte de tesouros descobertos no Norte de Alexandria, anunciou o Conselho Supremo Egípcio de Antigüidades na Segunda-Feira.</p>
<p>Os artefatos foram descobertos dentro do Templo Egípcio de Taposiris Magna, um enorme templo no qual Abusir encontra-se agora foi construído durante o reinado de Ptolomeu II, o qual reinou durante 282 à 246 a.C.</p>
<p>De acordo com a lenda, o famoso casal cometeu suicido quando Antônio  foi derrotado em 31 a.C. durante uma curta série de batalhas em terra e marítimas que fortificaram as regras de Otaviano sobre Roma.</p>
<p>Hawass, que também é um pesquisador da National Geographic, disse que além da cabeça e da máscara, a equipe encontrou 22 moedas estampadas com o rosto da Cleópatra e uma estátua de bronze da deusa grega Afrodite (que na Mitologia Grega é a deusa da beleza e do amor (Mitologia Grega).</p>
<p>Enquanto procurava-se o caminho do sítio nas galerias subterrâneas e túneis and tunnels, Hawass também descobriu ossadas que ele afirmou serem semelhantes aos cadáveres dos primeiros Crsitãos escondendo-se de autoridades Romanas.</p>
<p><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://news.nationalgeographic.com/news/images/thumbs/080530-antony-cleopatra_170.jpg" alt="Zahi Hawass" width="170" height="114" />De qualquer forma as mais recentes descobertas significam que peremptoriamente (decisivamente)   eles não estão perto de encontrarem as tumbas, os pesquisadores pensam que Taposiris é "um lugar perfeito para nós para procurar por Cleópatra e Marco Antônio," disse Hawass.</p>
<p>"É apenas uma teoria—não temos 100 por cento de certeza—que este era um lugar típico para esconder as tumbas longe de Otaviano."</p>
<p><strong>Maior que Tutankhamon?</strong></p>
<p>A Cleópatra foi a última governante do Egito durante o Período Greco-Romano, no qual uma família real  Grega governou de 323 à 30 a.C. Ela foi inegavelmente uma das mulheres mais poderosas e influentes do mundo antigo.</p>
<p>Em 48 a.C. ela seduziu o imperador romano Júlio César e deu-lhe um filho.</p>
<p>Traduzido da <a title="Notcia do National Geographic News" href="http://news.nationalgeographic.com/news/2008/05/080530-antony-cleopatra.html">National Geographic News</a></p>
<p>______________________________________________________<br />
Yuhuuuuuuuuuuuuu !</p>
<p>Caramba, como está frio !<br />
Comecei a traduzir esta notícia e baixar umas músicas na manhã deste Sábado [31/05/08], agora tenho que estudar, assitir um DVDzinho alugado e mais tarde ouvir um som.</p>
<p>Obrigado leitores, hoje estou muito contente, não sei por qual motivo    :-D</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O casamento dos Deuses]]></title>
<link>http://tagus.wordpress.com/?p=388</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 01:21:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Afro</dc:creator>
<guid>http://tagus.wordpress.com/?p=388</guid>
<description><![CDATA[Pois este foi o casamento mais lindo do meu SL (ok, vamos tentar esquecer que foi o unico a que cons]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pois este foi o casamento mais lindo do meu SL (ok, vamos tentar esquecer que foi o unico a que consegui assistir a tudo eheh...senão era rifada). </p>
<p>E foi logo o casamento de duas "pessoinhas" queridas: o meu paizinho Zeus e a querida Zinha. O amor tem destas coisas, e acho que são poucos os casais que demonstram o seu amor tão apaixonadamente. </p>
<p><a href="http://tagus.files.wordpress.com/2008/05/casamento-dos-deuses128.jpg"><img src="http://tagus.wordpress.com/files/2008/05/casamento-dos-deuses128.jpg" alt="" width="400" height="231" class="alignnone size-full wp-image-389" /></a></p>
<p>Um casamento assim até a mim dá vontade de experimentar :)</p>
<p>Oa meus parabéns à Ana e ao JoãoLuis, que proporcionaram uma festa espectacular. Atentamente que quase toda a decor foi construída por eles. Um MUST. </p>
<p>E os meus sinceros agradecimentos ao Peltzer...e até à sua amiga Nicole eh eh (tens de a trazer mais vezes ;)) ....</p>
<p>Jinhos grandes e muitas felicidades!!!!!!!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os anos da Afro]]></title>
<link>http://portucalis.wordpress.com/?p=470</link>
<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 19:50:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Winter</dc:creator>
<guid>http://portucalis.wordpress.com/?p=470</guid>
<description><![CDATA[Na 5ª feira passada a Afro(dite) fez anos RL. No dia anterior a Sonya e a Dinha perguntaram-me se p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Na 5ª feira passada a Afro(dite) fez anos RL. No dia anterior a Sonya e a Dinha perguntaram-me se podia enviar os notices para uma festa japonesa que iria ter lugar no dia seguinte onde a Afro iria fazer DJing.</p>
<p>Mal eu sabia que, afinal, a festa era surpresa para a nossa Deusa. E surpresa bem merecida! A Afro é das pessoas que mais admiro no nosso grupo de amigos (nada de ficarem com ciúmes OK? :P ). A sua serenidade, simpatia, empreendedorismo acompanhados de um bom humor único, tudo isto sem ondas, sem aparatos ou alaridos fazem da Afro uma pessoa excepcional e que me orgulho de ter no topo da minha lista de amigos (pronto, pronto eu sei que começa por A hehe).</p>
<p>Afro um muito obrigada por tudo quanto tens feito por e para nós. Um beijão enorme!</p>
<p>P.S.: Uma nota especial para a decoração do espaço patrocinada pelo TP. Estava linda maninho caçula.</p>
<p><a href="http://portucalis.wordpress.com/files/2008/03/festa-anos-afro-paradisus-1.jpg" title="Festa Afro 1"><img width="445" src="http://portucalis.wordpress.com/files/2008/03/festa-anos-afro-paradisus-1.jpg" alt="Festa Afro 1" height="355" /></a></p>
<p><a href="http://portucalis.wordpress.com/files/2008/03/festa-anos-afro-paradisus-4.jpg" title="Festa Afro 2"><img width="445" src="http://portucalis.wordpress.com/files/2008/03/festa-anos-afro-paradisus-4.jpg" alt="Festa Afro 2" height="355" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[MAS AFINAL QUEM É A DEUSA???]]></title>
<link>http://slescarnioemaldizer.wordpress.com/?p=35</link>
<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 19:33:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Afro</dc:creator>
<guid>http://slescarnioemaldizer.wordpress.com/?p=35</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;
Antes demais, guerra aberta ao WordPress e à net do trabalho, que depois de ter feito a m*rd]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Antes demais, guerra aberta ao Wordpress e à net do trabalho, que depois de ter feito a m*rda do post original, ao fazer publish “crashou” sem ter gravado nada.</p>
<p>Por isso este é um post “rebuscado” dum testamento cheio de links e cenas, mas o sentido é o mesmo... Deixem de falar de Deusas!!!!!!</p>
<p>Os únicos Deusas e Deuses que passo a reconhecer no SL tuga sou eu, a minha maninha Art e o nosso papi Zeus. Mais são benvindos, desde que se relacionem com a família.</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal">Todos os restantes residentes SLianos, se kerem este estatuto devem adquirir pelo menos um alt de Deus (pode ser olímpico ou não...). Faço uma excepção para as restantes mitologias e credos, desde que justificados.</p>
<p>Tá para aqui uma pessoa a esforçar-se para ser uma Deusa decente, e de repente parece que cai o céu em cima do Olimpo??? Que mal fizemos nós, genuínos <span> </span>Deuses do SL???</p>
<p>E já que parecem não ter (ainda) percebido, lá vou ter de ser eu a citar o Decálogo (ou 10 Mandamentos, para os mais incultos):</p>
<address><font face="Times New Roman"></font></address>
<address><font face="Times New Roman">1. <font size="+0"><i>Adorar a Deus(a) e amá-lo(a) sobre todas as coisas</i>. </font></font></address>
<address><font face="Times New Roman">2. </font><i><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';">Não invocar o Seu santo nome em vão</span></i><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';">. </span></address>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Romeinen hadden hekel aan verwijfde, homo-erotische Grieken"]]></title>
<link>http://towntalk.wordpress.com/?p=1206</link>
<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 04:57:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Benjamin</dc:creator>
<guid>http://towntalk.wordpress.com/?p=1206</guid>
<description><![CDATA[De Grieks-Romeinse goden, de Grieks-Romeinse Oudheid, de Grieks-Romeinse filosofie. Vaak zien we het]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>De Grieks-Romeinse goden, de Grieks-Romeinse Oudheid, de Grieks-Romeinse filosofie. Vaak zien we het Oude Rome en het Oude Hellas als coherent geheel. Maar eigenlijk hadden beide volkeren een bloedhekel aan elkaar.</p>
<p><!--more-->"<a href="http://www.uitgeverijprometheus.nl/BB/result_titel.asp?id=1564" target="_blank">Grieken komen van Venus, Romeinen van Mars</a>" schrijven de Nederlandse historici <a href="http://multiblog.vrt.be/ramblasblog/?p=308" target="_blank">René van Royen en Sunnyva van der Vegt</a>. Beiden zijn gekend om hun <a href="http://users.pandora.be/berserk/acta/a0708.htm" target="_blank">Asterix-kennis</a>. Al zou "Grieken van Aphroditè" juister zijn. Maar soit. Grieken en Rromeinen verschilden heel erg van elkaar, zo blijkt.</p>
<p>"De Romeinen vonden de Grieken best wel interessant. Ze haalden ze vaak naar Rome vanwege hun intellectuele en artistieke kwaliteiten. Maar aan de andere kant vonden ze Grieken ook wel praatjesmakers en hun dokters waren volgens hen échte charlatans, die meer kwaad dan goed deden. En dat verwijfde, homo-erotische gedoe, daar werden de Romeinen helemaal tureluurs van", zegt Van der Vegt in Het Belang van Limburg (wo. 27.02.2008).</p>
<p><b>Misogyne Grieken</b></p>
<p>"Grieken bewonderden de Romeinen dan weer om hun organisatorische kwaliteiten en hun doorzettingsvermogen, maar vinden de Romeinen anderzijds decadente gekken die eindeloos tafelen en brassen zonder enig doel voor ogen. Wat hun slechtste eigenschappen zijn? Bij Grieken bestond er een opvallende ongelijkheid tussen mannen en vrouwen. De man mag gaan en staan waar hij wil, de vrouw zit meestal thuis opgesloten achter haar weefgetouw."</p>
<p>Of hoe clichés over anderen even oud zijn als de wereld.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Kwizien Erotiek]]></title>
<link>http://herboristeria.wordpress.com/?p=15</link>
<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 12:52:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>herboristeria</dc:creator>
<guid>http://herboristeria.wordpress.com/?p=15</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;


Wat is er nu leuker dan een workshop over afrodisiaca voor te bereiden?
Isabel Allende]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom:0;">&#160;</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://i212.photobucket.com/albums/cc239/Herborist/DSCF1541.jpg" /></div>
<div style="text-align:center;"></div>
<p>Wat is er nu leuker dan een workshop over afrodisiaca voor te bereiden?</p>
<p style="margin-bottom:0;">Isabel Allende's "Afrodite" en Laura Esquivels “Rode Rozen &#38; Tortilla's” hebben niet alleen m'n liefde voor Latijns-Amerikaanse auteurs gevoed. Deze beide dames weten liefde en koken in deze twee boeken gewoonweg meesterlijk te combineren. Steeds poëtisch, doorspekt met humor, nooit plat of vulgair, en dat is een kunst.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Als voorsmaakje: Allende's 1001-nacht-wortelsoep, aangeraden door Arabieren om de hele nacht door de liefde te kunnen bedrijven...</p>
<p style="margin-bottom:0;">2 grote winterpenen</p>
<p style="margin-bottom:0;">2 koppen groentenbouillon of 1 ½ kop bouillon en ½ kop sinaasappelsap</p>
<p style="margin-bottom:0;">1 kruidnagel</p>
<p style="margin-bottom:0;">1 kaneelstokje</p>
<p style="margin-bottom:0;">1 stukje gember</p>
<p style="margin-bottom:0;">1 snuifje kardemom</p>
<p style="margin-bottom:0;">1 snuifje nootmuskaat</p>
<p style="margin-bottom:0;">peper/zout</p>
<p style="margin-bottom:0;">1 theelepel honing</p>
<p style="margin-bottom:0;">4 eetlepels room</p>
<p style="margin-bottom:0;">Snij de winterpenen in stukken en breng ze samen met de bouillon en de specerijen aan de kook.</p>
<p style="margin-bottom:0;">(Zelf vind ik het 't makkelijkst de specerijen eventueel fijn te snijden en ze in een thee-eitje mee te laten koken. Zo kun je ze achteraf gemakkelijk verwijderen).</p>
<p style="margin-bottom:0;">Laat sudderen tot de wortelen zacht zijn geworden.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Haal de soep van het vuur.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Verwijder de specerijen, voeg de honing en room toe, en mix de soep met een staafmixer.</p>
<p style="margin-bottom:0;">Geniet van de soep in goed gezelschap :)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Arvore Genealogica do Portugal]]></title>
<link>http://portugaldecosta.wordpress.com/?p=8</link>
<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 12:21:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Portugal Decosta</dc:creator>
<guid>http://portugaldecosta.wordpress.com/?p=8</guid>
<description><![CDATA[
                                        Deliciosa + Russo
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="journal_header"><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span><font size="3"><font face="Times New Roman"></p>
<div><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">                                       <span> </span>Deliciosa + Russo<br />
 <span style="font-family:Times New Roman;"><span><span style="font-size:small;"><span>                              </span><span>     </span><span>              </span><span>   </span><span>  </span></span></span><span><span> </span></span><span><span style="font-size:small;">&#124;<br />
</span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span><span>            </span><span>         </span><span>   </span><span>   </span><span> </span>-------------------<br />
</span></span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span><span style="font-size:small;"><span>                </span><span>                    </span><span>   </span><span> </span></span></span><span><span> </span></span><span><span style="font-size:small;">&#124;<span>     </span><span>      </span><span>  </span></span></span><span><span> </span></span><span><span style="font-size:small;">&#124;<span>         </span><span> </span><span>  </span></span></span><span><span> </span></span><span><span style="font-size:small;">&#124;<br />
</span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>       </span><span>  </span><span>          </span><span>  </span><span>   </span><span> </span>Leo + Anem <span>    </span>Nelly<span>     </span>Mariha + Ri<br />
</span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>         </span><span>                     </span><span>  </span><span> </span>&#124;<br />
</span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>        </span><span>           </span><span>    </span><span>  </span>-----------<br />
</span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>      </span><span>               </span><span>  </span><span> </span><span> </span>&#124;<span>    </span><span> </span><span>  </span><span>   </span><span>     </span>&#124;                          [Relacao anterior]<br />
</span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Afrodite<span>  ?</span><span> </span><span>  </span>Portugal<span>     <span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>Fabio + Xanaleta   <span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>{</span></span></span></span></span></span></span></span></span>Fabio + Peyton}</span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> <br />
      </span>&#124;<span>                 </span>&#124;<span>       </span><span>         </span><span> </span><span>  </span><span>  </span><span>  </span>&#124;</span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>                              &#124;<br />
</span>      {Sunflower}<span>      </span><span>      <span> </span>   </span>-----------                  Sister + Sleal </span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span><br />
</span>       [Adopcao]                <span> </span>&#124;<span>    </span><span> </span><span>  </span><span>   </span><span>     </span>&#124;                             <br />
<span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">                                    <span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>Bruno        Gupi</span></span></span></span>         <span>                    </span></span></span></span><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>  </span></span></span></span></p>
<p>A maior surpresa sera a revelacao de que eu tenho uma filhota!<br />
Pois e verdade!<br />
A Sunflower precisava dum pai e eu, na minha famosa generosidade, ofereci-me.<br />
Pensei varias vezes que ela seria o resultado dum capricho da deusa comigo.<br />
Mas a deusa sempre negou que isso tivesse ocorrido.<br />
Claro que as deusas usam os mortais, quando bem lhes apetece, debaixo dum encanto.<br />
E, quando os mortais acordam do encanto, nao se lembram...<br />
Portanto, para todos os efeitos, a Sun e minha filha adoptiva.<br />
Mas por umas coisas que ouvi...<br />
Nao sera so isso no caso da deusa...<br />
Afrodite deve mesmo ser a mae...<br />
Alias...<br />
A filha e bonita como a mae...<br />
Mas o cabelo e mais para o meu lado...<br />
Coincidencias...</span></span></span></span></span></span></div>
<p></font></font></span></span><span><font size="3"></font></span></span></p>
<div></div>
<p></span><span><span style="font-size:small;"></span></span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O sexo é sagrado... - Cláudia Marczak]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=141</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 18:00:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
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<description><![CDATA[O sexo é sagrado&#8230;  - Cláudia Marczak 
O sexo é sagrado,
como salgadas são as gotas de suo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:large;"><strong>O sexo é sagrado...</strong></span> <strong> - </strong><span style="font-size:large;"><strong>Cláudia Marczak</strong> </span></p>
<p><a href="http://flaviasilva.files.wordpress.com/2008/07/rosa20vermelha2011111.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-142" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/rosa20vermelha2011111.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a>O sexo é sagrado,<br />
como salgadas são as gotas de suor<br />
que brotam dos meus poros<br />
e encharcam nossas peles.<br />
A noite é meu templo<br />
onde me torno uma deusa enlouquecida<br />
sentindo teus pelos sobre a minha pele.<br />
Neste instante já não sou nada,<br />
somente corpo,<br />
boca,<br />
pele,<br />
pêlos,<br />
línguas,<br />
bocas.<br />
E a vida brota da semente,<br />
dos poucos segundos de êxtase.<br />
Tuas mãos como um brinquedo<br />
passeiam pelo meu corpo.<br />
Não revelam segredos<br />
desvendam apenas o pudor do mundo,<br />
descobrem a febre dos animais.<br />
Então nos tornamos um<br />
ao mesmo tempo em que<br />
a escuridão explode em festa.<br />
A noite amanhece sem versos,<br />
com a música do seu hálito ofegante.<br />
O sol brota de dentro de mim.<br />
Breves segundos.<br />
Por alguns instantes dispo-me do sofrimento.<br />
Eu fui feliz.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Afrodite - Irene Lisboa]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=136</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 00:23:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
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<description><![CDATA[






Irene Lisboa 





Afrodite
Formosa.
Esses peitos pequenos, cheios.
Esse ventre, o seu redond]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<table style="width:655px;height:1053px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="655">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size:x-small;font-family:arial,helvetica;"></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td align="left"><span style="font-size:small;font-family:arial,helvetica;">Irene Lisboa </span></td>
<td width="20" align="right"><span style="color:#c0c0c0;font-family:wingdings;"><br />
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<hr size="1" /><span style="font-size:large;"><strong><img class="alignleft" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/afrodite.jpg" alt="Afrodite" width="228" height="395" />Afrodite</strong></span></p>
<p>Formosa.<br />
Esses peitos pequenos, cheios.<br />
Esse ventre, o seu redondo espraiado!<br />
O vinco da cinta, o gracioso umbigo, o escorrido<br />
das ancas, o púbis discreto ligeiramente alteado,<br />
as coxas esbeltas, um joelho único suave e agudo,<br />
o coto de um braço, o tronco robusto, a linha<br />
cariciosa do ombro...<br />
Afrodite, não chorei quando te descobri?<br />
Aquele museu plácido, tantas memórias da Grécia<br />
e de Roma!<br />
Tantas figuras graves, de gestos nobres e de<br />
frontes tranquilas, abstractas...<br />
Mas aquela sala vasta, cheia, não era uma necró-<br />
pole.<br />
Era uma assembleia de amáveis espíritos, divaga-<br />
dores, ente si trocando serenas, eternas e nunca<br />
desprezadas razões formais.</p>
<p>Afrodite, Afrodite, tão humana e sem tempo...<br />
O descanso desse teu gesto!<br />
A perna que encobre a outra, que aperta o corpo.<br />
A doce oferta desse pomo tentador: peito e ventre.<br />
E um fumo, uma impressão tão subtil e tão pro-<br />
vocante de pudor, de volúpia, de reserva, de<br />
abandono...<br />
Já passaram sobre ti dois mil anos?</p>
<p>Estranha obra de um homem!<br />
Que doçura espalhas e que grandeza...<br />
És o equilíbrio e a harmonia e não és senão corpo.<br />
Não és mística, não exacerbas, não angústias.<br />
Geras o sonho do amor.</p>
<p>Praxíteles.<br />
Como pudeste criar Afrodite?<br />
E não a macerar, delapidar, arruinar, na ânsia de<br />
a vencer, gozar!<br />
Tinha de assim ser.<br />
Eternizaste-a!<br />
A beleza, o desejo, a promessa, a doce carne...<br />
&#60;!--</p>
<p align="right"><span style="font-size:x-small;color:#808080;"><em>(de "")</em></span>--&#62;</p>
<p> </p>
<hr size="1" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[*** - Maria Azenha]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=135</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 16:17:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
<guid>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=135</guid>
<description><![CDATA[
as cartas de amor são papéis pintados com máscaras
não se podem escrever cartas de amor em pap]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photobucket.com/" target="_blank"><img style="width:678px;height:402px;" src="http://i231.photobucket.com/albums/ee171/maatsete/michaelborgulatcartasdeamor.jpg" border="0" alt="Photobucket" width="945" height="612" /></a><br />
as cartas de amor são papéis pintados com máscaras<br />
não se podem escrever cartas de amor em papéis vulgares de cartas<br />
as cartas se são de amor fazem relâmpagos na água da alma<br />
e acendem o lume das casas interiores com metáforas</p>
<p>só se pode falar de amor usando estes fósforos com letras<br />
tudo o mais é falso e redutor porque não é amor</p>
<p>as cartas se são de amor falam todas as línguas ao mesmo tempo<br />
fazem grandes trovoadas dentro das secretárias<br />
não carecem de vozes exteriores para as enviar para o espaço<br />
elas lá seguem no pensamento invisível dos átomos</p>
<p>quem escreve cartas de amor atira o alfabeto contra as paredes sem nada<br />
vê de repente poentes escritos e sabe que o amor<br />
usa a mão do acaso das estrelas e dos astros<br />
<span style="font-size:x-small;"><span style="font-size:85%;color:#996633;">maria azenha</span><br />
<span style="font-size:85%;color:#993300;">fotografia de michael borgulat</span><br />
</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<div style="clear:both;"></div>
<div class="post-footer">
<div class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author vcard">Postado por <span class="fn"><strong><a title="Das Cartas De" href="http://margensdapoesia.blogspot.com/2008/06/das-cartas-de.html" target="_self">poemarte</a></strong></span> </span></div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A noiva da serpente macho - Joseph Campbell]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=96</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 03:01:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
<guid>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=96</guid>
<description><![CDATA[A noiva da serpente macho
A Deusa-Mãe Eva
            Ninguém familiarizado com as mito]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">A noiva da serpente macho</span></h2>
<p style="text-align:justify;"><strong>A Deusa-Mãe Eva</strong></p>
<p style="text-align:justify;">            Ninguém familiarizado com as mitologias da deusa dos mundos primitivos, antigo e oriental consegue ler a Bíblia sem reconhecer, em cada página, certas equivalências. Mas estão transformadas, para fornecer argumentos contrários às fés anteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">            Na cena de Eva junto à árvore, por exemplo, nada é dito para indicar que a serpente que apareceu e falou com ela era uma divindade legítima, reverenciada no Levante durante pelo menos sete mil anos antes da composição do Livro de Gênesis. Há no Museu do Louvre um vaso verde entalhado em pedra-sabão, inscrito por volta de 2025 A.E.C. pelo Rei Gudea de Lagash, dedicado a uma manifestação suméria tardia do consorte da deusa, sob seu título real de Ningizzida, "Senhor da Árvore da Verdade". Duas serpentes copulando, enroscadas num pilar à maneira do caduceu de Hermes, deus grego do conhecimento místico e do renascimento, são mostradas através de um par de portas abertas que estão sob a custódia de dois dragões alados de um tipo conhecido como leão-pássaro (figura 1<a name="_ftnref1" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn1">[1]</a>).</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.files.wordpress.com/2008/07/snv31282.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-103" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31282.jpg" alt="" width="336" height="385" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">            A capacidade da serpente de mudar de pele e assim rejuvenescer, transformou-a, em todo o mundo, em símbolo de mestre do mistério do renascimento. Por sua vez, a lua - que cresce mas também míngua, perde sua sombra e novamente cresce - é o símbolo celeste desse renascimento. A lua é a senhora e a medida do ritmo gerador de vida do útero. Portanto, também o é do tempo, através do qual os seres nascem e morrem. É senhora do mistério do nascimento e igualmente da morte. Os dois, por sua vez, são aspectos de um único estado da existência. A lua é a senhora das marés e do orvalho que cai à noite para refrescar o verde que os animais pastam.</p>
<p style="text-align:justify;">            Mas a serpente também é a senhora das águas. Vivendo na terra, entre as raízes das árvores, freqüentando fontes, charcos e cursos d'água, desliza em movimentos ondulantes. Ou sobe igual ao cipó nos galhos, onde se pendura como uma fruta mortal. A sugestão fálica é imediata e, na sua capacidade de engolir, também sugere o órgão feminino, manifestando em conseqüência uma imagem dual, que atua de modo sub-receptício sobre os sentimentos. Igualmente há uma associação dual do fogo e da água com o efeito de seu bote: o dardo da língua bífica e a queimadura letal de seu veneno. Quando imaginada mordendo sua cauda, como uróboro mitológico, sugere as águas que em todas as cosmologias arcaicas circundam - também sustentam e permeiam - o círculo flutuante da ilha Terra.</p>
<p style="text-align:justify;">            A figura 2<a name="_ftnref2" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn2">[2]</a>, de uma pintura em um vaso elamita, do período sassânida tardio (226 - 641 E.C.), mostra também o antigo guardião da Árvore do Mundo, enroscado em seu tronco. Nessa forma, o aspecto perigoso e alarmante da presença é aparente. Entretanto, como a serpente do Paraíso, Ningizzida é em geral benévolo para aqueles que se aproximam de seu santuário com o devido respeito. A figura 3<a name="_ftnref3" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn3">[3]</a>, de um antigo selo acadiano de cerca de 2350-2150 A.E.C., apresenta a divindade em forma humana, sentada no trono, com seu emblema caduceu atrás e a chama do altar na frente. Um devoto, o dono do selo, é conduzido à sua presença por uma divindade coroada, seguida de uma figura carregando um balde, com uma serpente pendendo da sua cabeça, que é um servidor do deus destronado. Corresponde aos guardiões do tipo leão-pássaro do caso de Gudea. A lua, a fonte das águas da vida, está suspensa acima da taça elevada na mão do deus, onde o iniciado irá beber.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31283.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-104" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31283.jpg" alt="" width="282" height="448" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">            Aqui, é óbvia a associação entre o Senhor Serpente, a taça da imortalidade e a lua. É também um motivo comum a todas as mitologias antigas. Ou seja, a aparência múltipla de um deus em seus aspectos simultaneamente superior e inferior. O guardião no portão, admitindo ou excluindo aspirantes, é uma manifestação atenuada do poder da própria divindade. Ele é o primeiro aspecto que vivencia quem dela se aproxima. Ou, dito de outra maneira, é o aspecto do deus que põe à prova podem aparecer sob uma ou mais formas: antropomórficas, teriomórficas, vegetal, celestial ou elementar. Como no exemplo presente: homem, cobra, árvore, lua e as águas da vida, que podem ser reconhecidas como aspectos de um único princípio polimorfo, simbolizando em tudo - porém, além de tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">            Uma série de três outros selos será suficiente para mostrar a relação desses símbolos com a Bíblia. O primeiro é o elegante exemplo sírio-hitita da figura 4<a name="_ftnref4" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn4">[4]</a>, que mostra o herói mesopotâmico Gilgamesh numa manifestação dual, servindo de guardião de um santuário, à maneira dos leões-pássaros do vaso de Gudea. Mas o que encontramos nesse santuário não tem uma forma humana, nem animal nem vegetal. É uma coluna feita de círculos serpenteados, exibindo no topo um símbolo do sol. Tal poste ou pilar é simbólico do ponto central em torno do qual todas as coisas giram (<em>Axis Mundi</em>), sendo, portanto, um correspondente da Árvore da Iluminação budista no "Ponto Imóvel" no centro do mundo. Em volta do símbolo do sol, no topo da coluna, são vistos quatro pequenos círculos. Dizem que simbolizam os quatro rios que correm para os quadrantes do mundo (comparar com o livro de Gênesis 2:10-14). Aproximando-se pela esquerda está o dono do selo, conduzido por um leão-pássaro (ou querubim, como tais figuras são denominadas na Bíblia) que tem na mão esquerda um balde e na direita um ramo erguido. Segue uma deusa no papel de mãe mística do renascimento. Na parte inferior há um ornamento formado de filetes entrelaçados - um emblema que nessa arte corresponde ao caduceu. </p>
<p style="text-align:justify;">            Novamente, reconhecemos aqui os símbolos comuns do jardim místico da vida, onde a serpente, a árvore, o eixo do mundo, o eterno sol e as águas sempre vivas irradiam graça a todos os quadrantes. Nessa direção o indivíduo mortal é guiado, por uma ou outra manifestação divina, para o conhecimento de sua própria imortalidade.</p>
<p style="text-align:justify;">            No selo seguinte, figura 5<a name="_ftnref5" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn5">[5]</a>, onde a abundância do jardim mítico é exibida, todos os personagens são do sexo feminino. As duas devotas da árvore são identificadas como uma manifestação dual da divindade ínfera Gula-Bau, cujas correspondentes clássicas são Deméter e Perséfone. A lua está diretamente acima do fruto oferecido, como na figura 3, em que aparece acima da taça. E a receptora da oferenda, que já tem um galho do fruto na mão direita, é uma mulher mortal.</p>
<p style="text-align:justify;">      <a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31284-copia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-134" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31284-copia.jpg" alt="" width="448" height="289" /></a>      Dessa maneira, percebemos que no antigo sistema mítico do Oriente Próximo nuclear - ao contrário do posterior sistema patriarcal rígido da Bíblia - uma divindade podia ser representada tanto em forma feminina quanto masculina. A própria forma qualificadora era apena a máscara de um princípio último não qualificado, além de tudo e no estado presente em todos os nomes e formas.</p>
<p style="text-align:justify;">            Tampouco há nesses selos qualquer sinal de ira divina ou perigo. Na há nenhum tema de culpa relacionado com o Jardim. A dádiva do conhecimento da vida está ali, no santuário do mundo, para ser usufruída. E ela é concedida prontamente a qualquer mortal, homem ou mulher, que estenda a mãe para pegá-la com a devida vontade e disposição de recebê-la.</p>
<p style="text-align:justify;">            Portanto, o antigo selo sumério da figura 6<a name="_ftnref6" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn6">[6]</a> não pode ser, como alguns eruditos acreditavam, a representação de uma versão suméria extraviada da Queda de Adão e Eva. Seu espírito é o do idílio, na visão muito anterior do jardim da inocência da Idade do Bronze, no qual os dois frutos desejados da tamareira mítica estão disponíveis para ser colhidos: o fruto da iluminação e o fruto da vida imortal. A figura feminina a esquerda, diante da serpente, é quase com certeza a deusa Gula-Bau (uma correspondente, como dissemos, de Deméter e Perséfone), enquanto a masculina à direita, que não é um mortal mas um deus - o que podemos concluir por sua coroa lunar em forma de chifre - , é com não menos certeza seu amado filho-esposo Dumuzi, "Filho do Abismo-Senhor da Árvore da Vida", o eternamente morto e eternamente ressuscitado deus sumério que é o arquétipo da existência encarnada.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31285.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-118" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31285.jpg" alt="" width="448" height="274" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">            Uma comparação apropriada seria com o relevo greco-romano exibido na figura 7<a name="_ftnref7" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn7">[7]</a>, em que a deusa dos Mistérios de Elêusis, Deméter, é vista com seu divino filho Plûtos, ou Pluto<a name="_ftnref8" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn8">[8]</a>, sobre quem o poeta Hesíodo escreveu:</p>
<p style="text-align:justify;">             <em>Feliz, feliz é o mortal que o encontra quando [ele] passa,</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>            Pois suas mãos estão cheias de bênçãos e seu tesouro transborda</em></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31286.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-119" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31286.jpg" alt="" width="448" height="255" /></a>           </p>
<p style="text-align:justify;">            Pluto, em um plano de referência, personifica a riqueza da terra, mas num sentido mais amplo é um correspondente do deus dos mistérios, Dioniso. Nos volumes anteriores, <em>Mitologia Primitiva</em> e <em>Mitologia Oriental</em>, analisamos uma série de tais divindades que são ao mesmo tempo consortes e filhos da Grande Deusa do Universo. Retornando ao seu seio com a morte (ou no casamento, de acordo com outra imagem), o deus renasce. Como a lua, que perde sua sombra, ou como a serpente, que muda de pele. Conseqüentemente, naqueles ritos de iniciação com os quais tais símbolos eram associados (como nos Mistérios de Elêusis), o iniciado, retornando em contemplação à mãe-deusa dos mistérios, separava-se mediante discernimento do faço de sua carcaça mortal (simbolicamente, o filho, que morre), identificando-se com o princípio que renasce eternamente, o Ser de todos os seres (o pai-serpente): então, no mundo onde apenas o sofrimento e a morte tinham sido vistos, o êxtase foi reconhecido como um eterno vir-a-ser.</p>
<p style="text-align:justify;">            Compare-se com a lenda do Buda. Quando ele se colocou no Ponto Imóvel sob a Árvore da Iluminação, o Criador da Ilusão do Mundo, Kama-Mara, "Desejo de Vida e Medo da Morte", aproximou-se desafiador ameaçando sua determinação. Mas o Buda tocou a terra com os dedos da mão direita e, como conta a lenda, "a poderosa Deusa Terra estremeceu com uma centena, um milhar, uma centena de milhares de trovões, declarando: ‘Sou testemunha!'; e o demônio fugiu". O Bem-aventurado alcançou naquela noite a iluminação. Por sete vezes sete dias permaneceu em êxtase. Nesse meio tempo, surgiu uma tremenda tempestade. O relato continua:</p>
<p style="text-align:justify;">            <em>E um poderoso rei-serpente chamado Mucalinda, emergido de seu lugar subterrâneo envolveu o corpo do Bem-aventurado sete vezes com suas voltas, e expandindo seu grande capelo sobre a cabeça do Buda disse: "Não permitirei que nem o frio nem o calor, nem os mosquitos nem moscas, nem o vento, nem o sol ou criaturas rastejantes se aproximem do Bem-aventurado!</em></p>
<p style="text-align:justify;">            <em>Depois, quando os sete dias se passaram e Mucalinda soube que a tempestade tinha acabado e as nuvens começavam a se dispensar, desenroscou então seus anéis do corpo do Bem-aventurado e, assumindo a forma humana, com as mãos postadas e elevadas na testa, prestou reverência a Buda".</em></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">            Na sabedoria e lenda do Buda, a idéia de libertação da morte recebeu uma nova interpretação psicológica, que, entretanto, não violou o espírito de suas anteriores representações míticas. Os motivos antigos foram desenvolvidos, ganhando nova função, pela associação com um personagem histórico verdadeiro que havia consumado em sua própria existência o significado daqueles motivos. Permaneceu o senso de equilíbrio entre o herói em sua busca e as forças do mundo vivente. Como ele próprio, essas forças eram em última instância apenas transformações do mistério único da existência.</p>
<p style="text-align:justify;">            Assim, na lenda do Buda, como nos antigos selos do Oriente Próximo, prevalece uma atmosfera de harmonia substancial na árvore cósmica. Nela, a deusa e seu consorte serpente dão apoio à busca de libertação, de seu ilustre filho, das cadeias do nascimento, doença, velhice e morte.</p>
<p style="text-align:justify;">            No Jardim do Éden, por outro lado, prevaleceu um espírito diferente. Pois o Senhor Deus (o nome hebraico escrito é Jeová) amaldiçoou a serpente quando soube que Adão comera do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. E ele disse a seus anjos: "Se o homem já é como um de nós, versado no bem e no mal, que agora ele não estenda a mão e colha também da árvore da vida, e como e viva para sempre!' E Jeová o expulsou do Jardim do Éden, para cultivar o solo de onde fora tirado. Ele baniu o homem e colocou, diante do Jardim do Éden, os querubins [isto é, os leões-pássaros] e a chama da espada fulgurante para guardar o caminho da árvore da vida".<a name="_ftnref9" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn9">[9]</a></p>
<p style="text-align:justify;">            O primeiro ponto que emerge desse contraste é que, no contexto do patriarcado dos hebreus da Idade do Ferro do primeiro milênio a.C., a mitologia (adotada das civilizações anteriores do neolítico e da Idade do Bronze das regiões que eles ocuparam e dominaram por um tempo) foi invertida, para produzir um argumento exatamente oposto ao de sua origem. Um segundo ponto, corolário ao primeiro, é que há uma ambivalência inerente em muitos símbolos básicos da Bíblia, que nenhuma ênfase retórica sobre a interpretação patriarcal, por maior que seja, consegue suprimir ou atenuar. Os símbolos enviam uma mensagem pictórica ao coração, que contraria precisamente a mensagem verbal enviada ao cérebro. Essa discordância nervosa existe tanto no cristianismo quanto no islamismo, nem como no judaísmo, já que compartilham do legado do Antigo Testamento.</p>
<p style="text-align:justify;">            Entretanto, a Bíblia não é a única fonte de tal ambivalência da pregação no Ocidente. Há uma igual inversão de sentido no legado da Grécia.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O Sangue da Górgona</strong></p>
<p style="text-align:justify;">            Jane Ellen Harrison demonstrou, há mais de meio século que nos festivais agrários e cultos de mistérios da Grécia sobreviveram numerosos vestígios de uma mitologia pré-homérica. Nessa, o lugar de honra era ocupado não pelos deuses masculinos do ensolarado panteão olímpico, mas uma deusa - misteriosamente agourenta - que podia aparecer como uma, duas, três ou muitas, e era a mãe tanto dos vivos quanto dos mortos. Seu consorte tinha usualmente a forma de serpente. Seus ritos não eram caracterizados pelo espírito jovial dos jogos atléticos masculinos, da arte humanista, do convívio social, das festividades e do teatro, que a mentalidade moderna associa com a Grécia clássica. Ao contrário, tinham espírito misterioso e apavorante. Os sacrifícios não eram de bois, graciosamente engrinaldados, mas de porcos e seres humanos. Portanto, eram dirigidos para baixo, e não para cima, para a luz. E aconteciam não em templos de mármore polido, radiante na hora do alvorecer rosado, mas em arvoredos e campos sombrios, sobre valas pelas quais o sangue quente jorrava para o abismo. "Os seres adorados", escreveu Sra. Jane Harrison, "não eram seres humanos racionais, deuses que obedeciam à lei, mas sim <em>daimones</em> vagos, irracionais, em geral, malévolos, coisas-espíritos, fantasmas e seres rasteiros, ainda não concebidos e formatados em divindades".</p>
<p style="text-align:justify;">            A atmosfera dos rituais, outrossim, não era a de uma comunhão festiva, no espírito simples do <em>do ut des</em>, "dou-te para que me dês", mas de livrar-se: <em>do ut abeas</em>, "dou-te para que partas". Estava sempre presente, porém, a idéia de que se o aspecto negativo do <em>dáimon</em> fosse afastado, a saúde e o bem-estar, a fertilidade e a abundância surgiriam por si mesmos de sua fonte natural.</p>
<p style="text-align:justify;">            A figura 8<a name="_ftnref10" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn10">[10]</a> é de uma tabuleta votiva encontrada no Pireu, dedicada a uma forma de Zeus olímpico conhecido como Zeus Meilichios. Que o Zeus celestial - de todos os deuses! - tenha assumido a forma de uma serpente é surpreendente, pois como observa Harrison, "Zeus é um dos poucos deuses gregos que jamais aparece acompanhado de uma cobra". Sua explicação para a anomalia é que tanto o nome quanto a figura pertenceram originalmente a um demônio local, o filho-esposo da deusa-mãe Terra, cujo local de culto, Pireu, foi tomado pelo deus supremo conquistador do panteão ária do Norte. Ao nome de Zeus foi acrescentado então o do espírito-da-terra local, como um epíteto. E os ritos anuais de primavera do culto do demônio também foram assumidos, juntamente com seu modelo de sacrifício não-olímpico - um holocausto de porcos - realizado, como observou um comentarista grego, "com um certo traço de indiferença".</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31290.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-123" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31290.jpg" alt="" width="296" height="448" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">            Indiferente, entretanto, não é a atmosfera associada com as civilizações da Idade do Bronze da pré-homérica Creta minóica e das contemporâneas Ilhas Cíclades, das quais a maioria desses cultos não-helênicos parece ter-se originado. A atmosfera sugerida nas suas belas obras de arte, ao contrário, é de uma graciosa harmonia com a majestade do processo cósmico. Tampouco pode-se afirmar que, mesmo nos períodos clássicos posteriores, a antiga deusa-mãe, entre seu séquito de serpentes, leões, tanques de peixes, pombais, tartarugas, lulas, cabras e touros, era sempre uma personagem temida e abominada. Sir James G. Frazer, em <em>O Ramo Dourado</em>, demonstrou que seu culto, no hoje famoso bosque do Lago Nemi, perto de Roma, era de fato sombrio e agourento. Nas páginas iniciais de sua grande obra ele escreve:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>            </em><em>Havia no bosque sagrado uma certa árvore, em torno da qual, a qualquer hora do dia e provavelmente até da noite, uma figura sombria podia ser vista rondando de guarda. Levava na mão uma espada nua e todo o tempo olhava cautelosamente à volta, como se esperasse ser atacada a qualquer momento por um inimigo. Era sacerdote e assassino e o homem a quem espreitava iria matá-lo, mais ou mais tarde, para ocupar seu lugar como sacerdote. Era essa a regra do santuário. O candidato ao ofício sacerdotal só poderia ascender a ele matando o sacerdote e, concluído o assassinato, ocupava o posto até chegar sua vez de ser morto por alguém mais forte ou mais hábil. É verdade que esse posto, em que ele se instalava tão precariamente, conferia o título de rei: mas certamente nenhuma cabeça coroada jamais esteve tão pouco segura sobre os ombros, ou foi visitada por piores sonhos, que a sua. Ano após ano, no verão ou no inverno, com bom ou mau tempo, o rei do bosque tinha que manter sua solitária vigilância e, toda vez arriscava um cochilo agitado, fazia-o com perigo de vida.</em></p>
<p style="text-align:justify;">            De fato, uma cena sombria! E temos outras também, dos anais da Grécia e de Roma, que produzem a mesma atmosfera de pavor: a lenda da Rainha Pasífae de Creta, por exemplo, com seu amor por um touro proveniente do mar; e seu filho, o terrível Minotauro, andando para lá e para cá no labirinto construído para aprisioná-lo. Entretanto, outras cenas de rituais pré-helênicos sugerem um idílio, mais de harmonia e paz, sabedoria e poder de profetizar, para aqueles em cujos corações não existe o medo de fanstasmas. Na obra <em>Sobre a Natureza dos Animais</em>, o autor romano Aelian (morto em 222 d.C.) descreve um santuário à serpente na região de Epiro, que se dizia na época ser do deus Apolo. Mas na verdade era - como santuário da serpente de Zeus Meilichios - o vestígio de uma mitologia anteior egéia pré-helênica.</p>
<p style="text-align:justify;">            <em>O povo de Epiro faz sacrifícios a Apolo e em um dia do ano celebram em sua homenagem a festa principal. Uma festa e grande magnificência e reputação. Há um bosque dedicado ao deus, com um muro circular, dentro do qual certamente existem obras - brinquedos do deus, sem dúvida. Somente a sacerdotisa virgem aproxima-se delas. Nua, ela leva alimento para as cobras. O povo de Epiro diz que essas cobras são descendentes da Píton de Delfos. Quando a sacerdotisa aproxima-se das cobras, se recebem mansamente a comida, diz-se isso significa que será um ano de abundância e livre de doenças. Mas se elas a amedrontarem e não aceitam os bolos de mel que ela oferece, é porque estão agourando o inverso.</em></p>
<p style="text-align:justify;">            Vejamos agora a pintura do vaso da figura 9<a name="_ftnref11" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn11">[11]</a>, que mostra a mesma temática, exibindo a árvore mítica das maçãs douradas, desta vez na terra do pôr-do-sol das Hespérides. Uma imensa cobra provida de chifres enrosca-se numa árvore. De uma cova, na terra s eu pé, a água jorra de uma fonte de duas vertentes, enquanto as belas Hespérides - uma família de ninfas conhecidas na antiguidade como filhas sem pai da deusa cósmica Noite - estão devotadas ao seu serviço. E tudo era precisamente como as coisas teriam permanecido no Éden, se o recém-instalado patriarcado - que não apenas reivindicava primazia sobre a propriedade como também sobre a existência - não houvesse ficado ressentido ao perceber que os acontecimentos estavam se sucedendo.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31291.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-124" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31291.jpg" alt="" width="300" height="448" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">            Agora fica evidente que antes que os pastores nômades árias de gado vacum - procedentes do Norte - e dos pastores semitas de ovelhas e cabras - vindos do Sul - chegassem de modo violento aos veneráveis locais de culto do mundo antigo - no final da Idade do Bronze e início da Idade do Ferro - , nesse mundo prevalecia uma visão essencialmente orgânica, vegetal e não heróica da natureza e das necessidades da vida. Essa visão era completamente repulsiva àqueles "corações de leão" para quem, ao contrário do trabalho paciente da terra, era a lança de batalha com sua pilhagem a fonte tanto da riqueza quanto do prazer. Nos anteriores mitos e ritos da mãe, os aspectos claro e escuro da coisa complexa que é a vida tinham sido respeitados igual e conjuntamente.</p>
<p style="text-align:justify;">            Nos mitos posteriores patriarcais, masculinos, tudo o que é bom e nobre foi atribuído aos novos senhores deuses heróicos, deixando para os poderes nativos naturais apenas o caráter da obscuridade. A isso foi acrescentado também um julgamento moral negativo. Como um grande volume de evidências demonstra, as ordens social e mítica dos dois estilos de vida contrastantes opunham-se. Onde a deusa tinha sido venerada como a concessora da vida, bem como consumidora dos mortos, as mulheres - como suas representantes - tinham ocupado uma posição superior, tanto na sociedade quanto no culto. Uma tal ordem de costumes sociais e religiosos de orientação feminina é chamada, de uma maneira ampla e geral, a ordem do Matriarcado. E oposta a essa está a ordem do Patriarcado, marcada pelo ardor da eloqüência justa e pela fúria do fogo e da espada.</p>
<p style="text-align:justify;">            Por isso, nas primeiras literaturas da Idade do Ferro, tanto da Grécia ária quanto de Roma e do vizinho Levante semita, abundam diferentes tipos de relato sobre a conquista, por um herói resplandecente, de um tenebroso e desacreditado monstro da ordem anterior de divindades, de cujas entranhas algum tesouro era obtido: uma boa terra, uma virgem, uma dádiva de ouro ou simplesmente a libertação da tirania do monstro impugnado.</p>
<p style="text-align:justify;">            O principal exemplo bíblico foi a vitória de Jeová sobre o monstro-serpente do oceano cósmico, Leviatã, da qual ele gabou-se a Jó: "Poderás pescar o Leviatã com anzol e atar-lhe a língua com uma corda? Serás capaz de passar-lhe um junco pelas narinas, ou perfurar-lhe as mandíbulas com um gancho? Virá a ri com muitas súplicas, ou dirigir-te-á palavras ternas? Fará um contrato contigo, para que faças dele o teu criado perpétuo? Brincarás com ele como um pássaro, ou amarrá-lo-ás para tuas filhas? Negociá-lo-ão os pescadores, ou dividi-lo-ão entre si os negociantes? Poderás crivar-lhe a pele com dardos, ou a cabeça com arpão de pesca? Põe-lhe em cima a mão: pena na luta, não o farás de novo".</p>
<p style="text-align:justify;">            O exemplo correspondente entre os gregos foi a vitória de Zeus sobre Tifão, o filho mais novo de Gaia, a deusa Terra. Essa façanha assegurou o reinado dos deuses patriarcais do Monte Olimpo sobre os anteriores descendentes titãs da grande deusa-mãe. O corpo do titã, metade homem metade cobra, conta-se, era enorme. Era tão que sua cabeça freqüentemente batia nas estrelas e seus braços conseguiam estender-se do nascer ao pôr-do-sol (figura 10<a name="_ftnref12" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn12">[12]</a>). De seus ombros, de acordo com a narrativa de Hesíodo, saía uma centena de cabeças de serpente, todas com línguas de fogo, enquanto labaredas dardejavam de seus muitos olhos. Dentro do seu corpo podiam-se ouvir vozes emitindo sons que os deuses conseguiam entender, além de bramidos de touros, rugidos de leão, latidos de cães, ou silvos tão fortes que as montanhas ecoavam. E aquela coisa terrível teria se tornado o senhor da criação se Zeus não o tivesse enfrentado em combate.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31292.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-125" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31292.jpg" alt="" width="448" height="252" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">            O Olimpo estremeceu sob os pés do pai dos deuses quando ele se moveu. A terra gemeu. Do fulgor do seu raio, bem como dos olhos e respiração de seu antagonista, o fogo irrompeu sobre o mar escuro. O oceano ferveu. Ondas elevaram-se e bateram em todos os promontórios da costa. O solo tremeu. Hades, senhor dos mortos, agitou-se. Até mesmo Zeus, por um tempo, ficou paralisado. Mas quando recuperou a força, empunhando a arma terrível, o grande herói saltou de seu monte e, arremessando o raio, disparou fogo em todas aquelas cabeças que emitiam rugidos, latidos e silvos. Chamas saíram dele, percorrendo as florestas das montanhas íngremes, rugindo, tão quentes que grande parte da terra dissolveu-se como ferro incandescente na fornalha subterrânea do artífice coxo dos deuses, Hefesto. E então o poderoso rei dos deuses, Zeus, prodigioso em sua explosão de ira, levou a vítima flamejante para a boca aberta do Tártaro. Por isso, até hoje saem dali, daquela forma titânica, todos os ventos que sopram através dos mares causando aflições aos mortais, dispersando navios, afogando marinheiros, destruindo o trabalho dos habitantes da região com tempestades e poeira.</p>
<p style="text-align:justify;">            A semelhança entre essa vitória e a de Indra - rei do panteão védico - sobre a serpente cósmica Vritra é indubitável. Os dois mitos são variáveis de um mesmo arquétipo. Alem do mais, em cada um o papel do anti-deus foi atribuído a uma figura de uma mitologia anterior - na Grécia, a dos pelasgos e na Índia, a dos dravidianos - , a demônios que outrora tinham simbolizado a força da própria ordem cósmica, os mistério oculto do tempo, que devora as façanhas heróicas como se fossem poeira: tinham simbolizado a força da serpente imortal, mudando de vida como de pele, que, impulsionada para diante volta de modo incessante ao seu ciclo do eterno retorno. Deve continuar dessa maneira para sempre, em ciclos por toda a eternidade, chegando a absolutamente nenhum lugar.</p>
<p style="text-align:justify;">            Contra esse símbolo do poder imortal encontramos o princípio guerreiro da grande façanha do indivíduo que arremessou seu raio, fazendo ceder - por um tempo - a antiga ordem de crença, bem como de civilização. O império minóico de Creta desintegrou-se, exatamente como na Índia a civilização das cidades gêmeas dravídicas, Harapa e Mohenjo-Daro. Entretanto, na Índia, a velha mitologia do poder da serpente em pouco tempo recuperou seu vigor, até que, por volta da metade do primeiro milênio a.C., já havia absorvido o espírito e o panteão inteiro dos deuses védicos - Indra, Mitra Vayu e os demais - , transformando-os em meros agentes dos processos de seu próprio círculo de eterno retorno. No Ocidente, por outro lado, o princípio de indeterminação representado pelo livre arbítrio do herói historicamente eficaz não apenas conquistou, mas também firmou raízes, mantendo sua influência até o presente. Além do mais, a vitória do princípio do livre-arbítrio, juntamente com seu corolário moral de responsabilidade individual, estabelece a primeira característica distintiva da mitologia especificamente ocidental. Refiro-me não apenas aos mitos da Europa ária (gregos, romanos, celtas e germânicos), mas também aos mitos dos povos semitas quanto árias do Levante (semitas, acádios, babilônicos, fenícios, hebreus e árabes; persas árias, armênios, frígios, trácio-ilírios e eslavos). Quer pensemos nas vitórias de Zeus e Apolo, Teseu e Perseu, Jasão e os demais, sobre os dragões da Idade de Ouro, ou nos voltemos para a de Jeová sobre Leviatã, a lição é a mesma. A de uma força autopropulsora maior que a do destino de qualquer serpente terrena. Todas são (para usarmos uma frase da Sra. Jane Harrison), "acima de tudo, um protesto contra a adoração da Terra e os <em>daimones</em> da fertilidade da Terra".</p>
<p style="text-align:justify;">            "O culto dos poderes da fertilidade, incluindo toda a vida vegetal e animal, é suficientemente amplo para ser forte e saudável", ela acrescenta, "mas como a atenção do homem centra-se cada vez mais em sua própria humanidade, uma tal adoração é obviamente uma fonte de perigo e doença".</p>
<p style="text-align:justify;">            Bem, e assim é! Entretanto, não se pode deixar de sentir que há algo forçado, até mesmo não convincente, em todas as atitudes morais masculinas dos resplandecentes heróis justos, seja da doutrina bíblica ou da Greco-romana; pois, por vingança ou compensação, a Vida Suprema - e com ela a profundidade e o apelo espirituais dos mitos nos quais eles figuram - continua latente junto às presenças obscuras da amaldiçoada e no entanto grávida terra. Essas presenças e seus poderes correspondentes, embora derrotados e subjugados, nunca foram totalmente absorvidos. Subsiste neles um resíduo de mistério. E esse mistério, em toda a história do Ocidente, esteve sempre subjacente, emanando dos símbolos arcaicos dos posteriores sistemas "superiores", como se dissesse silenciosamente: "Mas você não ouve o som mais profundo?"</p>
<p style="text-align:justify;">            Na lenda da Medusa, por exemplo, apesar de ser narrada do ponto de vista do sistema patriarcal olímpico clássico, a mensagem ancestral pode ser ouvida. Os cabelos da Medusa, Rainha das Górgonas, eram serpentes silvantes. Seu olhar transformava os homens em pedras. Perseu matou-a com astúcia e fugiu com sua cabeça no embornal; mais tarde Atena fixou-a em seu escudo. Mas do pescoço cortado da Górgona surgiu o cavalo alado Pégaso, que fora gerado pelo deus Posídon, e logo atrelado à carruagem de Zeus. E com a assistência de Atena, Asclépio, o deus da crua, recolheu o sangue da Medusa, tanto das veias do seu lado esquerdo quanto do direito. Com o primeiro ele mata, mas com o segundo cura e traz de volta à vida.</p>
<p style="text-align:justify;">            Assim como os dois poderes coexistiam em Medusa, o mesmo ocorre com a deusa negra Kali, da Índia. Com a mão direita concede benefícios, com a esquerda empunha uma espada. Kali dá à luz todos os seres do Universo, embora sua língua longa e vermelha espiche-se para lamber seu sangue. Ela usa um colar de caveiras. Seu saiote é feito de braços e pernas cortados. Ela é o Tempo Negro, tanto a vida quanto a morte de todos os seres, o útero e túmulo do mundo. A primeira e única realidade suprema da natureza, de quem os próprios deuses não passam de agentes funcionais.</p>
<p style="text-align:justify;">            Vejamos agora a curiosa lenda do sábio cego Tirésias, a quem até mesmo Zeus e Hera procuraram uma vez em busca de um veredicto. "Insisto", tinha dito jocosamente o rei dos deuses à sua esposa, "você mulheres têm mais prazer em fazer amor do que os homens". Ela negou-o. e assim eles convocaram Tirésias; pois, em conseqüência de uma estranha aventura, ele tinha vivenciado os dois lados do amor. "Um dia, enquanto caminhava no bosque", conforme Ovídio narra a lenda,</p>
<p style="text-align:justify;">            <em>Tirésias golpeou com uma vara duas imensas serpentes que se acasalavam e (milagre!) foi transformado de homem em mulher. Viveu assim sete anos. No oitavo, viu as duas juntas novamente e disse: "Se golpeando-as obtém-se tal virtude que o responsável pela façanha é transformado em oposto, então vou golpeá-las novamente". Assim fez e sua forma anterior retornou, de maneira que recuperou o gênero de seu nascimento.</em></p>
<p style="text-align:justify;">            Quando chamado a resolver a disputa entre o pai dos deuses e sua esposa, Tirésias sabia a resposta, portanto. E tomou partido de Zeus. A deusa irritada, deu-lhe um golpe que o deixou cego. O deus, em compensação, concedeu-lhe o dom da profecia.</p>
<p style="text-align:justify;">            Nessa lenda, as serpente acasaladas, como as do caduceu, são o símbolo da força geradora do mundo que age através de todos os pare de opostos, masculino e feminino, nascimento e morte. Em seu mistério Tirésias tropeçou, enquanto vagava pelo bosque dos segredos da imortal deusa Terra. Seu golpe impulsivo colocou-o entre as duas, como o pilar central da figura 1 (<em>axis mundi</em>). Foi então arremessado para o outro lado por sete anos - uma semana de anos, por uma pequena vida - sobre o qual não tinha nenhum conhecimento prévio. Lá, intencionalmente, voltou a golpear o símbolo vivo do dois, que em essência é um. Retornando à sua própria forma, tinha o conhecimento de ambos os lados: em sabedoria era superior tanto a Zeus, que era meramente macho, quanto à deusa, que era meramente fêmea.</p>
<p style="text-align:justify;">            O ponto de vista patriarcal é diferente da visão arcaica anterior, por separar todos os pares de oposto - macho e fêmea, vida e morte, verdadeiro e falso, bem e mal - como se fossem absolutos em si mesmos e não apenas aspectos da entidade maior da Vida. Podemos comparar essa perspectiva com a visão mítica solar, como oposta à lunar. A escuridão foge do sol como seu oposto, mas na luz a luz e a escuridão interagem numa mesma esfera. A de Tirésias foi resultante de uma comunicação da sabedoria lunar. Era uma cegueira para o mundo da luz do sol, visão correlata do olho interior, que penetra nas trevas da existência. Portanto, Tirésias surge como um visitante originário do estrato subliminal mais profundo da herança grega, para mover-se como uma presença misteriosa entre as personagens da esfera posterior dos deuses e mitos do Olimpo, que eclipsaram aquele estrato ancestral - sem conseguir suprimi-lo.</p>
<p style="text-align:justify;">            Já não citamos a serpente Zeus Meilichios? E não foi sob essa forma que eus teve relações sexuais com sua filha Perséfone, quando a deusa-terra Deméter, que a tinha parido, deixou-a numa caverna em Creta, protegida pelas duas serpente que normalmente puxavam sua carruagem?</p>
<p style="text-align:justify;">            O leitor lembra-se, talvez, da lenda órfica citada no volume <em>Mitologia Primitiva</em>. Ela narra que a deusa virgem estava lá sentada (na caverna), tecendo calmamente um manto de lá no qual haveria uma representação do Universo; sua mãe tramava para que Zeus descobrisse sua presença. Ele se aproximou na forma de uma cobra imensa. E a virgem concebeu o eterno deus do pão e do vinho, Dioniso, que foi parido e nutrido naquela caverna, dilacerado até à morte, ainda bebê, e ressuscitado.</p>
<p style="text-align:justify;">            Comparativamente na lenda cristã, originária do mesmo pano de fundo arcaico, Deus Espírito Santo, na forma de uma pomba, aproximou-se da Virgem Maria. E ela, através da orelha, concebeu Deus Filho, que nasceu numa caverna, foi morto, ressuscitou e está presente hipostaticamente, no pão e no vinho da Missa. Pois a pomba, não menos que a serpente, era um atributo e parceiro da Grande Deusa do Oriente pré-homérico, pré-mosaico. Na figura 11<a name="_ftnref13" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn13">[13]</a> ela é vista como Afrodite, cercada pelos devotos Eros, segurando uma pomba na mão esquerda. Assim, no panorama mundial da mitologia, o Deus Pai da Trindade Cristã, o pai-criador de Maria, Deus Espírito Santo, seu esposo, e Deus Filho, sua criança morta e ressuscitada, reproduzem numa época posterior o mistério órfico de Zeus, na forma de uma serpente que gera, em sua própria filha Perséfone, o filho encarnado Dioniso.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31293.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-126" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31293.jpg" alt="" width="338" height="336" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">            A vitória das divindades patriarcais sobre as divindades matriarcais anteriores não foi tão decisiva na esfera greco-romana, quanto nos mitos do Antigo Testamento. Como Jane Harrison demonstrou, os deuses anteriores sobreviveram, não apenas perifericamente sob formas tão aberrantes como a de Zeus Meilichios, mas também nos ritos da esfera popular e nos cultos das mulheres. Me particular nos mistérios de Deméter e nos órficos, de onde numerosos elementos das heranças passaram para o cristianismo - de maneira mais evidente nos mitos e ritos da Virgem e da Missa. Na Grécia os deuses patriarcais não exterminaram, mas desposaram, as deusas locais. Elas conseguiram por fim reconquistar influência, enquanto na mitologia bíblica todas as deusas foram exterminadas - ou, pelo menos, foram tidas como tal.</p>
<p style="text-align:justify;">            Entretanto, conforme podemos ler em cada capítulo dos livros de Samuel e Reis, os antigos ritos da fertilidade continuaram a ser realizados por todo Israel, tanto pelo povo quanto pela maioria de seus governantes. E no próprio texto do Pentateuco permaneceram os sinais, contidos silenciosamente em símbolos, da sabedoria da antiga mãe-terra e seu esposo serpente:</p>
<p style="text-align:justify;">            Jeová Deus disse à mulher: "Que fizeste?" E a mulher respondeu: "A serpente me seduziu e eu comi". Então Jeová Deus disse à serpente: "Porque fizeste isso és maldita entre todos os animais domésticos e todas as feras selvagens. Caminharás sobre teu ventre e comerás poeira todos os dias de tua vida. Porei hostilidade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar".</p>
<p style="text-align:justify;">            Assim Jeová amaldiçoou a mulher a dar á luz com dores e se submeter ao esposo - o que selou o patriarcado da nova era. E ele amaldiçoou também o homem que fora até a árvore e comera do fruto que ela lhe havia oferecido. "Com suor de teu rosto comerás teu pão até que retornes ao solo, pois dele foste tirado. Pois tu és pó e ao pó tornarás." (Gênese 3:13-19)</p>
<p style="text-align:justify;">            Mas a terra, o pó, de onde o casal tinha vindo, era, sem dúvida, a deusa Terra, privada de suas características antropomórficas, embora retendo em seu aspecto elementar a função de proporcionar a substância na qual o novo esposo, Jeová, tinha soprado o alento de vida de seus filhos. E eles deveriam retornar a ela, não ao pai, na morte. Dela eles haviam sido retirados e a ela retornariam.</p>
<p style="text-align:justify;">            Como os titãs da fé anterior, Adão e Eva eram dessa maneira filhos da deusa mãe Terra. Tinham sido apenas um no início, como Adão. Depois, tinham sido divididos em dois, como Adão e Eva. E o homem, repreendido, respondeu ao desafio de Jeová de uma maneira inteiramente apropriada ao seu caráter titânico. "O homem", lemos, "chamou a mulher de Eva, por ser a mãe de todos os viventes". Como a mãe de toda vida, a própria Eva, então, tem que ser reconhecida como o aspecto antropomórfico perdido da deusa-mãe. E Adão, portanto, deve ter sido seu filho, além de seu esposo. A lenda da costela é claramente uma inversão patriarcal (que dá precedência ao macho) do mito anterior do herói nascido da deusa Terra, que retorna a ela para renascer. Sugerimos ver novamente as figuras 6 e 7.</p>
<p style="text-align:justify;">            Outrossim, como nas representações de Ningizzida da Idade do Bronze, com seus guardiões da serpente, temos evidências claras e apropriadas, em todos o texto bíblico, de que o Senhor Jeová era um aspecto do poder da serpente. Portanto, era o próprio esposo serpente da deusa do caduceu, Mãe Terra. Vamos recordar, primeiramente, a vara mágica com a qual Moisés amedrontava o faraó. Jeová perguntou-lhe: "Que é isso que tens na mão?" E Moisés respondeu: "Uma vara". Jeová ordenou: "Lança-a na terra". Então ele a jogou no chão e a vara transformou-se em serpente. Moisés fugiu. Mas Jeová disse a Moisés: "Estende a mão e pega-a pela cauda". Então ele estendeu a mão e a pegou. A serpente transformou-se novamente numa vara. A mesma vara mais tarde produziu água das rochas no deserto. E quando as pessoas murmuravam contra Jeová, lemos:</p>
<p style="text-align:justify;">            <em>Então Jeová enviou contra o povo serpentes abrasadoras, cujas mordeduras fez perecer muita gente em Israel. [...] Moisés intercedeu pelo povo e Jeová respondeu-lhe: "Faze uma serpente abrasadora e coloca-a em uma haste. Todo aquele que for mordido e a contemplar viverá". Moisés, portanto, fez uma serpente de bronze e a colocou em uma haste; se alguém era mordido por uma serpente contemplava a serpente de bronze e vivia.</em></p>
<p style="text-align:justify;">            Somos informados no Livro Reis II que as pessoas continuaram a adorar esse ídolo serpente de bronze em Jerusalém, até o tempo do Rei Ezequias (719-691 a.C.) que, como nos dizem, "reduziu a pedaços a serpente de bronze que Moisés fizera, pois os filhos de Israel até então ofereciam-lhe incenso; chamavam-na Noestã".</p>
<p style="text-align:justify;">            É para ficarmos perplexos, então, ao descobrirmos que o nome da tribo religiosa de Levi, os principais protagonistas de Jeová, provinha da mesma raiz verbal da palavra Leviatã? Ou que quando, por fim, apareceram imagens do deus não representável, sua forma era a de um deus com pernas-serpentes?</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31297.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-130" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31297.jpg" alt="" width="448" height="193" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31298.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-131" src="http://flaviasilva.wordpress.com/files/2008/07/snv31298.jpg" alt="" width="448" height="197" /></a><a name="_ftnref14" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftn14">[14]</a></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<hr size="1" />
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn1" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref1">[1]</a>CAMPBELL, Joseph. "As Máscaras de Deus - Mitologia Ocidental". São Paulo: Editora Palas Athena, 2004. pp. 19: "O Senhor Serpente".</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn2" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref2">[2]</a> Ibidem, pp. 20: "A Árvore do Mundo".</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn3" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref3">[3]</a> Ibidem, pp. 20: "O Senhor Serpente Entronado"</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn4" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref4">[4]</a> Ibidem, pp. 21: "Axis Mundi".</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn5" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref5">[5]</a> Ibidem, pp. 21: "O Jardim da Imortalidade".</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn6" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref6">[6]</a> Ibidem, pp. 22: "A Deusa da Árvore".</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn7" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref7">[7]</a> Ibidem, pp. 23: "Deméter".</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn8" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref8">[8]</a>  Não é o mesmo que Plutão ou Plúton, deus do mundo ínfero, embora freqüentemente confundido com ele por causa da semelhança de nomes.</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn9" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref9">[9]</a> Gênese 3:22-24. As citações de Campbell são inteiramente da<em> Revised Standard Version of the Bible.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn10" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref10">[10]</a> Ibidem, pp. 26: "Zeus Meilichios".</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn11" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref11">[11]</a> Ibidem, pp. 28: "A Árvore das Hespérides"</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn12" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref12">[12]</a> Ibidem, pp. 29: "Zeus contra Tifão".</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn13" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref13">[13]</a> Ibidem, pp. 33: "Afrodite com numerosos Eros"</p>
<p style="text-align:justify;"><a name="_ftn14" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-180/plugins/paste/blank.htm#_ftnref14">[14]</a>  Ver figuras 25 e 26, pp 228 e 229.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fado e Saudade Reactions]]></title>
<link>http://fadoesaudade.wordpress.com/?p=23</link>
<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 13:54:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Afro</dc:creator>
<guid>http://fadoesaudade.wordpress.com/?p=23</guid>
<description><![CDATA[Couldn&#8217;t help expressing here the feelings of some of the friends that shared yesterday night ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color:#ffff99;">Couldn't help expressing here the feelings of some of the friends that shared yesterday night with us.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#ffff99;">Reactions not only to the place, but to the music were wonderful. And these words are our biggest support.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#ffff99;">Note: for privacy, avatars names are changed to abreviatures.</span></strong></p>
<p><em><strong>About Peltzer music...</strong></em></p>
<p>NR: I don#T get a single word... but I so love how his music feels...</p>
<p>RK: /raras sao as oportunidades de ouvir boa musica em portugues</p>
<p>NR: this was totally beautifull and perfect ;)<br />
<em></em></p>
<p><em><strong>About the place and fado music..</strong></em></p>
<p>RK: /epa isto ate doi, eu conduzo pelas ruas de londres com um cd de camane no carro</p>
<p>WW faints<br />
WW: e o sol penetrou<br />
WW: no meu coração<br />
WW: mas logo os teus olhos disseram que não<br />
WW: e o sol penetrou...<br />
WW: no meu coração...</p>
<p>AC: tank you for the invitation Tpglourenco, this is really nice<br />
PL: so lovey and emotional<br />
WW faints<br />
PL: lovely*<br />
AC: it is I"m so happy ;)<br />
Tpglourenco Forcella: :)))<br />
PL: I know aka you have been looking for this<br />
PL: :-))<br />
AC: I been dieing for a Fado place for so long<br />
AC: yes ;)<br />
SM: and thanks for tping me to such a beautifull place</p>
<p>AC: I saw a Fado performance when I was in Bairro Alto it was sooo nice<br />
AC: I buy the CD fromt he lady, she had such a lovely voice<br />
AC: I will thank you a million times for the invite<br />
FS: This is realy a very beautifull place and love the music</p>
<p>Tpglourenco Forcella: i dream<br />
Tpglourenco Forcella: with this<br />
Tpglourenco Forcella: in a boat trip</p>
<p>AC: oh wow<br />
AC: hb EE<br />
AC: when I got the invite I thought it was a joke lol<br />
AC: cuase I do not know you<br />
AC: and there is no Fado in SL</p>
<p>PL: lovely place wish this was real...<br />
Tpglourenco Forcella: just for relax<br />
Tpglourenco Forcella: or fado<br />
Tpglourenco Forcella: :)<br />
AC: I absolutely love it<br />
PL: yes I feel I am PT<br />
Tpglourenco Forcella: :)<br />
Tpglourenco Forcella: im in lisbon<br />
Tpglourenco Forcella: rl<br />
Tpglourenco Forcella: ;)<br />
AC: oh wow<br />
AC: I miss Lisboa<br />
Tpglourenco Forcella: :)<br />
AC: I have a thing for the floors lol<br />
AC: such a wonderful change of pace<br />
PL: hear the record jump<br />
PL: that's brilliant<br />
Tpglourenco Forcella: yes<br />
EO: :DDD adoro a pedra filosofal!!!!<br />
Tpglourenco Forcella: yap<br />
AC: I love the sound of the Portuguese guitar is so pretty<br />
Tpglourenco Forcella: a pedra é linda<br />
EO: this music is beautiful!<br />
PL: mmmh i so agree<br />
Tpglourenco Forcella: :)<br />
AC: oh yes<br />
PL: this is very wanted in sl<br />
AC: omg yes, I been looking like crazy<br />
PL: i agree<br />
PL: i must leave now for bed with regret...</p>
<p>RK: ainda nao sabes que tiveste aqui um casamento esta noite<br />
WW: que perfeito coração...<br />
WW: no meu peito bateria...<br />
WW: meu amor...<br />
WW: na tua mão...<br />
WW: nessa mão onde cabia...<br />
WW: perfeito o meu coração...<br />
RK: TP, acabaste de ter o primeiro casorio na ilha do fado<br />
Tpglourenco Forcella: isso era gira<br />
WW: que perfeito coração...<br />
RK: ja esta<br />
Tpglourenco Forcella: jaaaaa<br />
Tpglourenco Forcella: opaaaaaaa<br />
RK: ya<br />
WW: nessa mao onde cabia...<br />
WW: perfeito o meu coração...<br />
KG: ?  '&#124;&#124;'   &#124;&#124;''&#124;&#124; '&#124;&#124;'    ?<br />
KG: ?  .II..I II..II .II..I  ?<br />
Tpglourenco Forcella: parabensssssssssssssssssssssss<br />
Tpglourenco Forcella: lindoooooooooo<br />
WW: &#60;3 &#60;3 &#60;3 &#60;3<br />
RK: fizemos questao de ser os primeiros<br />
RK: obrigado<br />
KG: ;))))<br />
Tpglourenco Forcella: um casamentoooooooooo<br />
Tpglourenco Forcella: uauuuuuu<br />
Tpglourenco Forcella: no primeiro diaaa<br />
Afrodite Ewry: parabens Rod e kleos!!!!<br />
Tpglourenco Forcella: parabensssssssssss<br />
KG: yep e um sitio lindo<br />
SW: parabens!<br />
RK: obrigado<br />
FS: Bye everyone, till (very) soon, awesome place this :-)<br />
KG: lolol tivemos direito a concerto e tudo ficou nos barato<br />
KG: e convidados<br />
WW: meu amor...<br />
WW: na tua mão...<br />
Tpglourenco Forcella: parabens mesmooooo<br />
RK: looooool<br />
WW: nessa mão onde perfeito...<br />
KG: l;)<br />
Tpglourenco Forcella: opa tou feliz<br />
WW: bateu o meu coração...<br />
Tpglourenco Forcella: muitoooooooo<br />
Tpglourenco Forcella: ^V^HOWLZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ^V^</p>
<p>RK: o ideal era radios nacionais a transmitir para dentro do sl<br />
JK: também vou. parabéns, está muito bonito. jinhos para todos<br />
GL: adoro o conceito da "jangada de pedra flutuante" :D</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Criação do Mundo II]]></title>
<link>http://gregomania.wordpress.com/?p=8</link>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 16:06:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>gregomania</dc:creator>
<guid>http://gregomania.wordpress.com/?p=8</guid>
<description><![CDATA[Gaea é a mãe de Urano, os céus, tornando-se seu companheiro. Juntos tiveram os 3 Ciclopes, os 3 H]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Gaea é a mãe de Urano, os céus, tornando-se seu companheiro. Juntos tiveram os 3 Ciclopes, os 3 Hecatoncheiros (os Doze Mãos) e os doze Titãs.</p>
<p>Urano foi um mau pai. e um mau marido. Odiava os Doze Mãos.</p>
<p>Aprisionou-os escondendo-os na terra.</p>
<p>Gaea, furiosa, orquestrou a sua vingança. Fez uma foice de sílex e tentou convencer os seus filhos a atacar Urano. Todos tiveram medo à excepção do Titã mais novo, Cronus.</p>
<p>Gaea e Cronus fizeram-lhe uma emboscada, castrando-o e atirando os genitais ao oceano.</p>
<p>Não é totalmente claro o destino subsequente de Urano. Talvez tenha acabado por morrer ou simplesmente abandonado a terra, não sem antes prometer castigo futuro a Cronus e todos os Titãs. Do sangue que saltou apareceram os Gigantes, as Ninfas das Árvores, as Erínieas (ou Fúrias) e Afrodite (esta da espuma do mar onde os genitais de Urano caíram).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Afrodite, deusa grega do amor - Mitologia grega]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=80</link>
<pubDate>Sun, 18 May 2008 21:06:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
<guid>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=80</guid>
<description><![CDATA[Afrodite
O grego aphrós, &#8220;espuma&#8221;, teve evidentemente influência na criação do mito ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/afrodite.jpg" alt="Afrodite" />Afrodite</h2>
<p style="text-align:justify;">O grego aphrós, "espuma", teve evidentemente influência na criação do mito da deusa nascida das "espumas" do mar. Do ponto de vista etimológico, no entanto, <em>Afrodite</em> nenhuma relação possui com aphrós. Trata-se de uma divindade obviamente importada do Oriente. Afrodit é a forma gerga da deusa semítica da fecundidade e das águas fertilizantes, <strong><em>Astarté</em></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Na <em>Ilíada</em>, a deusa é filha de Zeus e Dione, daí o seu epíteto de Dionéia. Existe, todavia, uma Afrodite muito mais antiga, cujo nascimento é descrito na <em>Teogonia</em>, 188-198, consoantes o tema de procedência oriental da mutilação de Úrano. Com o epíteto de <em>Anadiômene</em>, a saber, "a que surge" das ondas do mar, de um famoso quadro do grande pintor Apeles (século IV A.E.C.), tão logo nasceu, a deusa foi levada pelas ondas ou pelo vento Zéfiro para Citera e, em seguida, para Chipre, daí seus dois outros epítetos de Citeréia e Cípris. Essa origem dupla da deusa do amor não é estranha à diferenciação que se estabeleceu entre Afrodite <em>Urânia</em> e <em>Pandêmia, </em>significando esta última, etimologicamente, "a venerada por todo o povo", Pándemos, e, posteriormente, com discriminação filosófica e moral, "a popular, a vulgar". Platão, no <em>Banquete</em>, estabelece uma distinção rígida entre a <em>Pandêmia,</em> a inspiradora dos amores comuns, vulgares, carnais, e a <em>Urânia</em>, a deusa <em>que não tem mãe</em>, amétor e que, sendo <em>Urânia</em>, é, <em>ipso facto, a Celeste</em>, a inspiradora de um amor etéreo, superior, imaterial, através do qual se atinge o amor supremo, como Diotima revelou a Sócrates. Este "amor urânico", desligando-se da beleza do corpo, eleva-se até a beleza da alma, para atingir a Beleza em si, que é partícipe do eterno.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Chipre, a deusa foi acolhida pelas Horas, vestida e ornamentada e, em seguida, conduzida à mansão dos Olímpicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar dos esforços dos mitógrafos, no sentido de helenizar Afrodite, esta sempre atraiu sua procedência asiática. Com efeito, Hesíodo não é o único que estampa as origens orientais da deusa. Já na <em>Ilíada</em> a coisa é bem perceptível. Sua proteção e predileção pelos troianos e particularmente por Enéias, fruto de seus amores como Anquises, denotam claramente que Afrodite é o menos grega possível. No <em>Hino Homérico a Afrodite</em> o caráter asiático da deusa ainda é mais claro: apaixonada pelo herói troiano Anquises, avança em direção a Tróia, em demanda do nome Ida, acompanhada de ursos, leões e panteras. Pois bem, sua hierofania voluptuosa transtorna até os animais, que se recolhem à sombra dos vales, para se unirem no amor que transborda de Afrodite. Essa marcha amorosa da grande deusa em direção a Ílion mostra nitidamente que ela é uma Grande Mãe do monte Ida.</p>
<p>Entre os troianos, seu grande protegido é Paris e os <em>Cantos Cíprios</em> relatam como a deusa, para recompensá-lo por lhe ter ele outorgado o título de <em>a mais bela das deusas,</em> o auxiliou na viagem marítima a Esparta e no rapto de Helena.</p>
<p style="text-align:justify;">Seu amante divino Adônis nos leva igualmente à Ásia, uma vez que Adônia é mera transposição do babilônico Tamuz, o favorito de Istar-Astarté, de que os gregos modelaram <em>sua</em> Afrodite. Seus filhos Enéias, Hermafrodito e Priapo "nasceram" também do no Oriente.</p>
<p style="text-align:justify;">Desde seu nascimento até suas características e mitos mais importantes, Afrodite aponta para a Ásia. Deusa tipicamente oriental, nunca se encaixou bem no mito grego: parece uma estranha no ninho!</p>
<p style="text-align:justify;">Em torno da mãe de Enéias se amalgamaram mitos de origens diversas e que, por isso mesmo, não formam um relato coerente, mas episódios desconexos.</p>
<p style="text-align:justify;">O grande casamento "grego" da deusa do amor foi com Hefesto, o <em>deus dos nós</em>, o deus ferreiro e coxo da ilha de Lemnos. Ares, nas prolongadas ausências de Hefesto, que instalara suas forjas no monte Etna, na Sicília, partilhava constantemente o leito de Afrodite. Fazia-o tranqüilo, porque sempre deixava à porta dos aposentos da deusa uma sentinela, um jovem chamado Aléctrion, que deveria avisá-lo da aproximação da <em>luz do dia</em>, isto é. Do nascimento do Sol, conhecedor profundo de todas as mazelas deste mundo... Um dia, o incansável vigia dormiu e <em>Hélio</em>, o Sol, que tudo vê e que não perde a hora, surpreendeu os amantes e avisou Hefesto. Este, deus que<em> sabe atar e desatar</em>, preparou uma rede mágica e prendeu o casal ao leito. Convocou os deuses para testemunharem o adultério e estes se divertiam tanto com a picante situação, que a abóbada celeste reboava com as suas gargalhadas. Após insistentes pedidos de Posídon (Poseidon), o deus coxo consentiu em retirar a rede. Envergonhada, Afrodite fugiu para Chipre e Ares para a Trácia. Desses amores nasceram <em>Fobos</em> (o medo), <em>Deimos</em> (o terror) e <em>Harmonia</em>, que foi mais tarde mulher de Cadmo, rei de Tebas.</p>
<p style="text-align:justify;">No que tange à preferência da deusa do amor pelo deus da guerra, o que trai uma <em>complexio oppositorum</em>, uma conjugação dos opostos, Hefesto sempre a atribuiu ao fato de ser aleijado e Ares ser belo e de membros perfeitos. Claro está que o deus das forjas não poderia compreender que Afrodite é antes de tudo uma deusa da <strong><em>vegetação</em></strong>, que precisa ser fecundada, seja qual for a origem da semente e a identidade do fecundador. Além do mais, casamento por compensação costuma fracassar!</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto ao jovem Aléctrion, sofreu exemplar punição: por haver permitido, com seu sono, que Hélio denunciasse a Hefesto tão flagrante adultério, foi metamorfoseado em <em>galo</em> (<em>alektryón</em> em grego é <em>galo</em>) e obrigado a cantar toda madrugada, antes do nascimento do Sol...</p>
<p style="text-align:justify;">Ares não foi, no entanto, o único amor extraconjugal de Afrodite. Sua paixão por Adônis ficou famosa e entrou para a história. O mito, todavia, começa bem mais longe.</p>
<p style="text-align:justify;">Téias, rei da Síria, tinha uma filha, Mirra ou Esmirna, que, desejando competir em beleza com a deusa do amor, foi por esta terrivelmente castigada, concebendo uma paixão incestuosa pelo próprio pai. Com auxílio de sua aia, Hipólita, conseguiu enganar Téias, unindo-se a ele durante doze noites consecutivas. Na derradeira noite, o rei percebeu o engodo e perseguiu a filha com a intenção de matá-la. Mirra colocou-se sob a proteção dos deuses, que a transformaram na árvore que tem seu nome. Meses depois, a casca da "mirra" começou a inchar e no décimo mês se abriu, nascendo Adônis. Tocada pela beleza da criança, Afrodite recolheu-a e a confiou secretamente a Perséfone. Esta, encantada com o menino, negou-se a devolvê-lo à esposa de Hefesto. A luta entre as duas deusas foi arbitrada por Zeus e ficou estipulado que Adônis passaria um terço do ano com Perséfone, outro com Afrodite e os restantes quatro meses onde quisesse. Mas, na verdade, o lindíssimo filho de Mirra sempre passou oito meses do ano com a deusa do amor... Mais tarde, não se sabe bem o motivo, a colérica Ártemis lançou contra Adônis adolescente a fúria de um javali, que, no decurso de uma caçada, o matou. A pedido de Afrodite, foi o seu grande amor transformado por Zeus em <em>anêmona</em>, flor da primavera, e o mesmo Zeus consentiu que o belo jovem ressurgisse quatro meses por ano e vivesse ao lado da amante. Efetivamente, passados os quatro meses primaveris, a flor anêmona fenece e morre. O mito, evidentemente, prende-se aos ritos simbólicos da vegetação, como demonstra a luta pela criança entre Afrodite (a "vida" da planta) e Perséfone ("a morte" da mesma nas entranhas da terra), bem como o sentido ritual dos <em>Jardins de Adônis</em>, de que se falará mais abaixo. Há uma variante do mito que faz de Adônis filho não de Téias, mas do rei de Chipre, o qual era de origem fenícia, Cíniras, casado com Cencréia. Esta ofendera gravemente Afrodite, dizendo que sua filha Mirra era mais bela que a deusa, que despertou na rival uma paixão violenta pelo pai. Apavorada com o caráter incestuoso de sua paixão, Mirra quis enforcar-se, mas a aia Hipólita interveio e facilitou a satisfação do amor criminoso. Consumando o incesto, a filha e amante de Cíniras refugiou-se na floresta, mas Afrodite, compadecia com o sofrimento da jovem princesa, metamorfoseou-a na árvore mirra. Foi o próprio rei quem abriu a casca da árvore para de lá retirar o filho e neto ou, segundo outros, teria sido um javali que, com seus dentes poderosos, despedaçara a mirra, para fazer nascer a criança. Nesta variante há duas causas para a morte do lindíssimo Adônis: ou a cólera do deus Ares, enciumado com a predileção de Afrodite pelo jovem oriental ou a vingança de Apolo contra a deusa, que lhe teria cegado o filho Erimanto, por tê-la visto nua, enquanto banhava-se.</p>
<p style="text-align:justify;">De qualquer forma, a morte de Adônis, deus oriental da vegetação, do ciclo da semente, que morre e ressuscita, daí sua <em>katábasis</em> para junto de Perséfone e a conseqüente <em>anábasis</em> em busca de Afrodite, era solenemente comemorada no Ocidente e no Oriente. Na Grécia da época helenística deitava-se Adônis morto num leito de prata, coberto de púrpura. As oferendas sagradas eram frutas, rosas, anêmonas, perfumes e folhagens, apresentados em cestas de prata. Gritavam, soluçavam e descabelavam-se as mulheres. No dia seguinte, atiravam-no ao mar com todas as oferendas. Ecoavam, dessa feita, cantos alegres, uma vez que Adônis, com as chuvas da próxima estação, deveria ressuscitar.</p>
<p style="text-align:justify;">O mitologema da morte prematura de Adônis, quer se deva a Ártemis, Apolo ou Ares, está sempre ligado ao nascimento e à cor de determinadas flores. A <em>anêmona</em> prende-se, como se viu, à metamorfose do deus daquela flor; a <em>rosa</em>, de início branca tornou-se vermelha, porque Afrodite, no afã de salvar o amante das presas do javali pisou num espinho e seu sangue deu à rosa um novo colorido. O poeta grego da época alexandrina, Bíon (fins do século IV A.E.C.), relata que de cada gota de sangue de Adônis nascia uma anêmona, de cada lágrima de Afrodite, uma rosa.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem, foi exatamente para perpetuar a memória de seu grande amor oriental, que Afrodite instituiu na Síria uma festa fúnebre, que as mulheres celebravam anualmente, na entrada da primavera. Para simbolizar "o tão pouco" que viveu Adônis, plantavam-se mudas de roseiras em vasos e caixotes e regavam-nas com água morna, para que crescessem mais depressa. Tal artifício fazia que as roseiras se desenvolvessem e dessem flores, as quais, no entanto, rapidamente feneciam. Eram aos célebres<em> Jardins de Adônis</em>, cuja desventura era solenemente celebrada com grandes procissões e lamentações rituais pelas mulheres da Síria. Muitos séculos depois, Ricardo Reis, Fernando Pessoa, perseguido pela brevidade da vida e pela lembrança do <em>puluis et umbra sumus</em> (somos pó e sombra) de Horácio, recordou os <em>Jardins de Adônis</em>:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>As rosas amo dos jardins de Adônis,<br />
</em><em>Essas volucres amo, Lícia, rosas,<br />
</em><em>Que em o dia em que nascem,<br />
</em><em>Em esse dia morrem.                                                                                                              <br />
</em><em>A luz para elas é eterna, porque<br />
</em><em>Nascem nascido já o sol, e acabam<br />
</em><em>Antes que Apolo deixe<br />
</em><em>O seu curso visível.<br />
</em><em>Assim façamos nossa vida um dia,<br />
</em><em>Inscientes, Lídia, voluntariamente<br />
</em><em>Que há noite antes e após<br />
</em><em>O pouco que duramos.<a name="_ftnref1" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-138/plugins/paste/blank.htm#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></em> </p>
<p style="text-align:justify;">Os amores de Afrodite não terminam em Adônis. Disfarçada na filha de Otreu, rei da Frígia, amou apaixonadamente o herói troiano Anquises, quando este pastoreava seus rebanhos no monte Ida da Tróada. Desse enlace nasceu Enéias, que a deusa tanto protegeu durante o cerco de Ílion pelos gregos, como nos atesta a <em>Íliada</em>. Bem mais tarde, do primeiro ao décimo segundo canto da <em>Eneida </em>de Vergílio, Enéias a teve novamente por escudo e por bússola. É dessa Enéias, diga-se de passagem, que, através de <em>Iulus</em>, filho do herói troiano, pretendia descender a <em>gens iulia</em>, a família dos <em>Júlios</em>, como César e Otaviano, o futuro imperador Augusto. Falsas aproximações etimológicas geraram muitos deuses, heróis e imperadores...</p>
<p style="text-align:justify;">De sua união com Hermes nasceu <em>Hermafrodito</em>, etimologicamente (filho) de <em>Hermes</em> e <em>Afrodite</em>. Criado pelas Ninfas do monte Ida, o jovem era de extraordinária beleza. Tão grande como a de Narciso. Aos quinze anos, Hermafrodito resolveu percorrer o mundo. Passando pela Cária, deteve-se junto a uma fonte, habitada pela Ninfa Sálmacis, que por ele se perdeu de amores. Repelida pelo jovem, fingiu conformar-se, mas, quando este se despiu e se lançou às águas da fonte, Sálmacis o enlaçou fortemente e pediu aos deuses que jamais os separasse,; os dois corpos fundiram-se num só e surgiu um novo ser, de dupla natureza. Também um pedido de Hermafrodito foi atendido pelos Imortais: suplicou ele que todo aquele que se banhasse nas águas límpidas da fonte perdesse a virilidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Com sua eternamente insatisfeita "enérgeia" erótica, Afrodite amou ainda o deus do êxtase e do entusiasmo. De sua união com Dioniso nasceu a grande divindade da cidade asiática de Lâmpsaco, Priapo. Trata-se de um deus itifálico, guardião das videiras e dos jardins. Seu atributo essencial era "desviar" o mau-olhado e proteger as colheitas contra os sortilégios dos que desejavam destruí-las. Deus de poderes apotropaicos, sempre foi considerado como um excelente exemplo de <em>magia simpática</em>, tanto "homeopática", pela lei da similaridade, quanto pela de "contágio", pela lei de contato, em defesa dos vinhedos, pomares e jardins, em cuja entrada figurava sua estátua.</p>
<p style="text-align:justify;">Como deus da fecundidade, em presença obrigatória no cortejo de Dioniso, quando não por sua semelhança com os Sátiros e Silenos.</p>
<p style="text-align:justify;">Existe, aliás, uma variante importante acerca da filiação e da deformidade do deus de Lâmpsaco. Tão logo Afrodite nasceu, Zeus por ela se apaixonou e a possuiu numa longa noite de amor. Era, enciumada com a gravidez da deusa oriental, e temendo que, se da mesma nascesse um filho com a beleza da mãe e o poder do pai, ele certamente poria em perigo a estabilidade dos Imortais, deu um soco no entre de Afrodite. O resultado foi que Priapo nasceu com um membro viril descomunal, embora fosse impotente. Com medo de que seu filho e ela própria fossem ridicularizados pelos deuses, abandonou-o numa alta montanha, onde foi encontrado e criado pelos pastores, o que explicaria o caráter rústico de Priapo.</p>
<p style="text-align:justify;">Ficaram também célebres na mitologia as explosões de ódio e as maldições de Afrodite. Quando se tratava de satisfazer a seus caprichos ou vingar-se de uma ofensa, fazia do amor uma arma e um veneno mortal. Pelo simples fato de Eos ter-se enamorado de Ares, a deusa fê-la apaixonar-se violentamente pelo gigante Oríon, a ponto de arrebatá-lo e escondê-lo, com grande desgosto dos deuses, uma vez que o gigante, como Héracles, limpava os campos e as cidades de feras e monstros. O jovem Hipólito, que lhe desprezava o culto, por ter-se dedicado a Ártemis, foi terrivelmente castigado. Inspirou a Fedra, sua madrasta, uma paixão incontrolável pelo enteado. Repelida por este, Fedra se matou, mas deixou uma mensagem mentirosa a Teseu, seu marido, e pai de Hipólito, acusando a este último de tentar violentá-la, o que lhe explicava o suicídio. Desconhecendo a inocência do filho, Teseu expulsou-o de casa e invocou contra o mesmo a cólera de Posídon. O deus enviou contra Hipólito um monstro marinho que lhe espantou os cavalos da veloz carruagem e o jovem, tendo caído, foi arrastado e morreu despedaçado.</p>
<p style="text-align:justify;">Querendo proteger a Jasão na conquista do velocino de ouro, fez que Medéia o amasse loucamente. Esta, conhecedora de certos processos mágicos, como um bálsamo que tornavam quem o usasse insensível ao fogo e invulnerável, por um dia, deu-o a Jasão, que venceu todas as provas a que foi submetido por Eetes, rei da Cólquida e pai de Medéia. Mas Jasão, que tudo devia à esposa, abandonou-a, para se casar com Creúsa ou Glauce, filha de Creonte, rei e Corinto. Inconformada, porque, <em>graças a Afrodite</em>, ainda era apaixonada pelo esposo, Medéia, num acesso de loucura, matou a Creonte, Glauce e os dois filhos que tivera com Jasão.</p>
<p style="text-align:justify;">Tanto as desventuras de <em>Hipólito</em> quanto as de <em>Medéia</em> foram maravilhosamente bem retratadas por Eurípides, em duas tragédias imortais, <em>Hipólito Porta-Coroa</em> e <em>Medéia</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Puniu severamente todas as mulheres da ilha de Menos, porque se negavam a prestar-lhe culto. Castigou-as com um odor tão insuportável, que os esposos as abandonaram pelas escravas da trácia. Para se vingar, mataram todos os maridos e fundaram uma verdadeira república de mulheres, que durou até o dia em que os Argonautas, comandados por Jasão, passaram pela ilha e lhes deram filhos.</p>
<p style="text-align:justify;">A própria Helena, que, por artimanha da deusa e para premiar Páris, fugiu com ele para Tróia, deplorava como se fora uma loucura, uma cegueira da razão, o amor que lhe infundira Afrodite e a fizera abandonar a pátria e os deuses.</p>
<p style="text-align:justify;">Poderia se multiplicar os exemplos das vítimas da cólera ou da proteção da deusa do amor, sobretudo através da tragédia grega.</p>
<p style="text-align:justify;">A esta divindade do prazer pelo prazer, do amor universal, que circula nas veias de todas as criaturas, porque, antes de tudo, Afrodite é a deusa das "sementes", da vegetação, estavam ligadas, à maneira oriental, as célebres <em>hierodulas</em>, as impropriamente denominadas <em>prostitutas sagradas</em>. Essas verdadeiras sacerdotisas entregavam-se nos templos da deusa aos visitantes, com o fito, primeiro de promover e provocar a vegetação e, depois, arrecadar dinheiro para os próprios templos. No riquíssimo (graças às hierodulas) santuário de Afrodite no monte Érix, na Sicília, e, em Corinto, nos bosques de ciprestes de um famoso ginásio, chamado Craníon, a deusa era cercada por mais de mil hierodulas, que, à custa dos visitantes, lhe enriqueciam o santuário. Personagens principais das famosas <em>Afosidísias</em> de Corinto, todas as noites elas saíam às ruas em alegres cortejos e procissões rituais. Embora alguns poetas cômicos, como Aléxis e Eubulo, ambos do século IV A.E.C., tivessem escrito a esse respeito alguns versos maliciosos, nos momentos sérios e graves, como nas invasões persas de Dário (490 A.E.C.) e Xerxes (480 A.E.C.), se pedia às hierodulas que dirigissem preces públicas a Afrodite. Píndaro, talvez o mais religioso dos poetas gregos, celebrou com uma canção convival, um grande número de jovens hierodulas que Xenofonte de Corinto ofertou a Afrodite, em agradecimento por uma dupla vitória nos Jogos Olímpicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Atenas, um dos epítetos da deusa era Hetaíra, hetera, "companheira, amante, cortesã, concubina", abstração feita de qualquer conotação de prostituta. Tal epíteto certamente se deve a um outro de Afrodite, a <em>Pandêmia.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Falarei das hierodulas em um outro post/texto/artigo quanto escrever sobre Ártemis, a <em>de aluna triformis</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Afrodite é o símbolo das forças irrefreáveis da fecundidade, não propriamente em seus frutos, mas em função do desejo ardente que essas mesmas forças irresistíveis ateiam nas entranhas de todas as criaturas. Eis aí o motivo por que a deusa é freqüentemente representada entre animais ferozes, que a escoltam, como no hino homérico a que já aludimos. Nesse hino, a deusa do amor mostra todo o seu oderia e força não apena sobre os animais, mas até mesmo sobre o próprio Zeus:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Ela transforma até mesmo o juízo do próprio Zeus, o deus dos raios, o mais poderoso de todos os Imortais; e embora seja tão sábio, a deusa faz dele o que quer... Quando escala o Ida de mil fontes, seguem-na acariciando-a, lobos cinzentos, fulvos leões, ursos, velozes panteras, ávidas de procriar. Ao vê-los, a deusa se enche de alegria e lhes instila o desejo no peito. Então dirigem-se todo, para se acasalar à sombra dos vales.<a name="_ftnref2" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-138/plugins/paste/blank.htm#_ftn2"><strong>[2]</strong></a></em></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Eis aí o amor única e exclusivamente sob forma física, traduzido no desejo e no prazer dos sentidos. Ainda não é o amor elevado a um nível especificamente humano. A esse respeito P. Diel faz o seguinte comentário: "Num plano mais elevado do psiquismo humano, onde o amor se completa no elo com a alma, cujo símbolo é a esposa de Zeus, Hera, o símbolo de Afrodite exprimirá a perversa sexual, porque o ato de fecundação é buscado apenas em função da primazia do prazer outorgado pela natureza. A necessidade natural se exerce, portanto, perversamente".<a name="_ftnref3" href="http://flaviasilva.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-138/plugins/paste/blank.htm#_ftn3">[3]</a></p>
<p style="text-align:justify;">O mito da deusa do amor poderia, assim, permanecer por um longo tempo ainda a imagem de uma perversão da alegria de viver e das forças vitais, não mais porque o desejo de transmitir a vida estivesse alijado do ato de amor, mas porque o amor em si mesmo não seria humanizado. Permaneceria apenas como satisfação dos instintos, digno de animais ferozes que formavam o cortejo da deusa. Ao términode tal evolução, no entanto, Afrodite poderia reaparecer como a deusa que sublima o amor selvagem, integrando-o numa vida realmente humana.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fonte</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Brandão, Junito de Souza. "Mitologia Grega". Petrópolis: Editora Vozes, 17ª edição/2002 Volume I.<em></em></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<hr size="1" />
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">1. Pessoa, Fernando. <em>Obra Poética</em>. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1977, p. 259.</p>
<p style="text-align:justify;">2.  <em>Hh. a Afrodite, 36-38 e 68-74.</em></p>
<p style="text-align:justify;">3. Diel, Paul. Op. cit., p. 166.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eros (Cupido), deus grego do Amor - Mitologia Grega]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=79</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 12:48:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eros
Em grego, Eros significa desejo incoercível dos sentidos. Personificado, é o deus do amor. O ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://content.answers.com/main/content/wp/en-commons/thumb/7/74/280px-Eros_bobbin_Louvre_CA1798.jpg" alt="" />Eros</h2>
<p style="text-align:justify;">Em grego, Eros significa desejo incoercível dos sentidos. Personificado, é o deus do amor. O mais belo entre os deuses imortais, segundo Hesíodo, Eros dilacera os membros e transtorna o juízo dos deuses e homens. Dotado, como não poderia deixar de ser, de uma natureza vária e mutável, o mito do deus do amor evoluiu muito, desde a era arcaica até a época alexandrina e romana, isto é, do século IX A.E.C. ao século VI E.C. Nas mais antigas teogonias, como se viu em Hesíodo, Eros nasceu do Caos, ao mesmo tempo em que Geia e Tártaro. Numa variante da cosmogonia órfica, o Caos e Nix (a Noite) estão na origem do mundo: Nix põe um <em>ovo</em>, de que nasce Eros, enquanto Urano e Geia se formam das duas metades da casca partida. Eros, no entanto, apesar de suas múltiplas genealogias, permanecerá sempre, mesmo à época alexandrina, a força fundamental do mundo. Garante não apenas a continuidade das espécies, mas a coesão interna do cosmo. Foi exatamente sobre este tema que se desenvolvem inúmeras especulações de poetas, filósofos e mitólogos. Para Platão, no <em>Banquete</em>, pelos lábios da sacerdotisa Diotima, Eros é um demônio1, quer dizer, um intermediário entre os deuses e os homens e, como o deus do Amor está a meia distância entre uns e outros, ele preenche o vazio, tornando-se, assim, o elo que une o Todo a si mesmo. Foi contra a tendência generalizada de considerar Eros como um grande deus que o filósofo da Academia lhe atribuiu nova genealogia. Consoante Diotima, Eros foi concebido da união de <em>Póros</em> (Expediente) e de <em>Penía</em> (Pobreza), no Jardim dos Deuses, após um grande banquete, em que se celebrava o nascimento de Afrodite. Em face desse parentesco tão díspar, Eros tem caracteres bem definidos e significativos: sempre em busca de seu <em>objeto</em>, como <em>Pobreza</em> e "carência", sabe, todavia, arquitetar um plano, como <em>Expediente</em>, para atingir o objetivo, "a plenitude". Assim, longe de ser um deus todo-poderoso, Eros é uma força, uma "energia", perpetuamente insatisfeito e inquieto: uma <em>carência</em> sempre em busca de uma <em>plenitude</em>. Um <em>sujeito</em> em busca do <em>objeto</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignright" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/54/William-Adolphe_Bouguereau_(1825-1905)_-_Love_on_the_Look_Out_(1890).jpg/230px-William-Adolphe_Bouguereau_(1825-1905)_-_Love_on_the_Look_Out_(1890).jpg" alt="" />Com o tempo, surgiram vários outras genealogias: umas afirmam ser o deus do Amor filho de Hermes e Ártemis ctônia ou de Hermes e Afrodite Urãnia, a Afrodite dos amores etéreos; outras dão-lhe como pais Ares e Afrodite, enquanto filha de Zeus e Dione e, nesse caso, Eros se chamaria <em>Ânteros</em>, quer dizer, <em>Amor Contrário</em> ou <em>Recíproco.</em> As duas genealogias, porém, que mais se impuseram, fazem de Eros ora filho de Afrodite Pandêmia, isto é, Afrodite popular, a Afrodite dos desejos incontroláveis, e de Hermes, ora filho de Ártemis, enquanto filha de Zeus e Perséfone, e de Hermes. Este último Eros, que era alado, foi o preferido dos poetas e escultores.</p>
<p style="text-align:justify;">Aos poucos, todavia, sob influência da poesia, Eros se fixou e tomou sua fisionomia tradicional. Passou a ser apresentado como um garotinho louro, normalmente com asas. Sob a máscara de um menino inocente e travesso, que jamais cresceu (afinal a idade da razão, o <em>logos</em>, é incompatível com o amor), esconde-se um deus perigoso, sempre pronto a traspassar com suas flechas certeiras, envenenadas de amor e paixão, o fígado e o coração de suas vítimas...</p>
<p style="text-align:justify;">Uma das Odes atribuídas ao grande poeta lírico grego do século VI A.E.C., Anacreonte, dá um retrato de corpo inteiro desse incendiário de corações:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Um dia, lá pela meia-noite,<br />
</em><em>Quando a Ursa se deita nos braços do Boieiro,<br />
</em><em>E a raça dos mortais, toda ela, jaz, domada pelo sono,<br />
</em><em>Foi que Eros apareceu e bateu à minha porta.<br />
</em><em>"Quem bate à minha porta,<br />
</em><em>E rasga meus sonhos?"<br />
</em><em>Respondeu Eros: "Abre", ordenou ele;<br />
</em><em>"Eu sou uma criancinha, não tenhas medo.<br />
</em><em>Estou encharcado, errante<br />
</em><em>Numa noite sem lua".<br />
</em><em>Ouvindo-o, tive pena.<br />
</em><em>De imediato, acendendo o candeeiro,<br />
</em><em>Abri a porta e vi um garotinho:<br />
</em><em>Tinha um arco, assas e uma aljava.<br />
</em><em>Coloquei-o junto ao fogo<br />
</em><em>E suas mãos nas minhas aqueci-o,<br />
</em><em>Espremendo a água úmida que lhe escorria pelos cabelos.<br />
</em><em>Eros, depois que se libertou do frio,<br />
</em><em>"Vamos", disse ele, "experimente este arco,<br />
</em><em>Vejamos se a corda molhada não sofreu prejuízo".<br />
</em><em>Retesa o arco e fere-me no fígado,<br />
</em><em>Bem no meio, como se fora um aguilhão.<br />
</em><em>Depois, começa a saltar, às gargalhadas:<br />
</em><em>"Hospedeiro", acrescentou, "alegra-te,<br />
</em><em>Meu arco está inteiro, teu coração, porém, ficará partido". 2</em></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">O fato de Eros ser uma criança simboliza, sem dúvida, a eterna juventude de um amor profundo, mas também uma certa irresponsabilidade. Em todas as culturas, a aljava, o arco, as flechas, a tocha, os olhos vendados significam que o Amor se diverte com as pessoas de que se apossa e domina, mesmo sem vê-las (o amor, não raro, é cego), ferindo-as e inflamando-lhes o coração. O globo que ele, por vezes, tem nas mãos, exprime sua universalidade e seu poder.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://img209.imageshack.us/img209/372/elraptodepsiquebp4.jpg" alt="" />Eros, de outro lado, traduz ainda a <em>complexio oppositorum</em>, a união dos opostos. O amor é a pulsão fundamental do ser, a <em>libido</em>, que impele toda a existência a se realiza na ação. É ele que atualiza as virtualidades do ser, mas essa passagem ao ato só se concretiza mediante o contato com <em>o outro</em>, através de uma série de trocas materiais, espirituais, sensíveis, o que fatalmente provoca choques e comoções. Eros procura superar esses antagonismos, assimilando forças diferentes e contrárias, integrando-as numa só e mesma unidade. Nessa acepção, ele é simbolizado pela cruz, síntese de correntes horizontais e verticais e pelos binômios <em>animus-anima</em> e <em>Yang-Yin</em>. Do ponto de vista cósmico, o Amor é a força, a alavanca que canaliza o retorno à unidade; é a reintegração do universo, marcada pela passagem da unidade inconsciente do Caos primitivo à unidade consciente da ordem definitiva. A libido então se ilumina na consciência, onde poderá tornar-se uma força espiritual de progresso moral e místico. O <em>ego</em> segue uma evolução análoga à do universo: o amor é a busca de um centro unificador, que permite a realização da síntese dinâmica de suas potencialidades. Dois seres que se dão e reciprocamente se entregam, encontram-se um no outro, desde que tenha havido elevação ao nível superior e o dom tinha sido total, sem as costumeiras limitações ao nível de cada um, normalmente apenas sexual. O amor é uma fonte de progresso, na medida em que ele é efetivamente união e não apropriação. <em>Pervertido,</em> Eros, em vez de se tornar o centro unificador, converte-se em princípio de divisão e morte. Essa <em>perversão</em> consiste, sobretudo, em destruir o <em>valor do outro</em>, na tentativa de servir-se do mesmo egoisticamente, ao invés de enriquecer-se a si próprio e ao outro com uma entrega total, um dom recíproco e generoso, que fará com que cada um seja <em>mais</em>, ao mesmo tempo que ambos se tornam <em>eles mesmo</em>. O erro capital do amor se consuma quando uma das partes se considera o todo.</p>
<p style="text-align:justify;">O conflito entre a alma e o amor é simbolizado pelo mito de <em>Eros</em> (Cupido/Amor) e <em>Psiqué</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<hr size="1" />
<p style="text-align:justify;">1. <em>Demônio</em>, em grego, significa deus, divindade, deus de categoria inferior, destino, como por vezes em Homero; gênio tutelar, intermediário entre os deuses e mortais, como as almas dos homens da Idade de Ouro; voz interior que fala ao homem, guia-o, aconselha-o, como o <em>demônio</em> que inspirava Sócrates. Em princípio, portanto, <em>demônio</em> não tem conotação alguma pejorativa, como "o diabo". Com o sentido de Satanás, demônio não é documentado no <em>Antigo Testamento</em>. Ao que parece, com a acepção que hodiernamente se lhe atribui, o "demônio" surgiu a partir da <em>Septuaginta</em> (séc. III e II A.E.C.), generalizando-se depois no <em>Novo Testamento</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">2.Das <em>Odes, Elegias e Iambos</em> Anacreonte só restam, hoje, fragmentos. As chamadas <em>Anacreônticas</em>, sessenta pequenos poemas conservados na <em>Antologia Palatina</em>, e atribuídos ao poeta, foram, na realidade, compostos em época bem posterior. É quase certo que nenhum deles pertence ao poeta do amor, do vinho e da mulher.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<h1>Fonte</h1>
<p style="text-align:justify;">Brandão, Junito de Souza. "Mitologia grega". Petrópolis: Editora Vozes, 17ª edição, volume I, 2002.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Algumas Deusas da Mitologia Hindu]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=72</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 14:41:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
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<description><![CDATA[ Durga
No Hinduísmo, Durga (inacessível, invencível) ou Maa Durga (Mãe Durga) é uma forma de D]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2><img src="http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/1/18/275px-S344_durga-idol-golden.png" alt="" width="275" height="374" /> Durga</h2>
<p style="text-align:justify;">No Hinduísmo, Durga (inacessível, invencível) ou Maa Durga (Mãe Durga) é uma forma de Devi, a deusa suprema. A Deusa Durga é considerada pelos hindus como a mãe de Ganesh, Kartikeya, assim como de Saraswati e Lakshmi. Ela é considerada a forma da esposa de Shiva, a deusa Parvati, como caçadora de demônios.</p>
<p style="text-align:justify;">Durga é descrita como um aspecto guerreiro da Devi Parvati com 10 braços, que cavalga um leão ou um tigre, carrega armas e assume mudras, ou gestos simbólicos com a mão. Esta forma de Deusa é a encarnação do feminino e da energia criativa (Shakti).</p>
<p style="text-align:justify;">A grande deusa Durga é dita requintadamente bela. Sua imagem é extremamente brilhante (devi), com três olhos como lótus, dez poderosas mãos, cabelos exuberantes com formosos anelados, um vermelho-dourado brilhante de sua pele e pedras preciosas. Cada deus também lhe deu a sua arma mais poderosa, o tridente de Rudra, o disco de Vishnu, o raio de Indra, kamandal de Brahma, gada de Kber, etc. Himalaia presenteou-lhe com um feroz leão dourado. Sobre o fim do 8º e início do 9º dia de luz, Chandra e Munda vieram para lutar contra a deusa. Ela virou azul de raica e a deusa Chamunda satou para fora do seu terceiro olho. Esta forma é uma das mais poderosas, com três olhos vermelhos, preenchidos de sangue, língua e pele escura, que finalmente matou os demônios gêmeos com sua espada. Esta forma da divina deusa é adorada durante o sandhikshan do festival de Durga Puja, como sandhi/chandi puja. Finalmente, no décimo dia da lua, a deusa Durga matou Mahishasura com o seu tridente.</p>
<p style="text-align:justify;">A palavra Shakti significa a força sagrada feminina, e Durga reflete o aspecto guerreito da deusa, encarnando um papel tradicionalmente masuclino. Ela também é muito bela e, inicialmente, Mahishasura tenta casar-se com ela. Outras versões incluem Annapurna e Karunamayi (Karuna= bondade).</p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com a narrativa do Devi Mahatmya do Markandeya Ourana, a forma de Durga foi criada como uma deusa guerreira para combater um demônio. O pai do demônio, Ranmbha, o rei dos demônios, se paaixonou por um búfalo, e Mahish Asur (o demônio Mahish) nasceu desta união. Ele é, portanto, capaz de mudar de forma de humano para búfalo, de acordo com sua vontade. Através de intensa oração para Brahma, Mahishasur tinha a vantagem que ele não poderia ser derrotado por qualquer homem ou deus. Ele desencadeou um reinado de terror sobre a terra, céu e os mundos inferiores.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma vez que só uma mulher poderia matá-lo, a Santíssima Trindade Masculina desceu até o rio Ganges e disseram o mantra "Om Namo Devaye", implorando à grande deusa Devi para salvar seu domínio da ruína. Eles foram abençoados com a sua compaixão quando a deusa Durga nasceu do rio.</p>
<p style="text-align:justify;">Os 9 dias do Durga Puja é o maior festival anual de Bengala, comemorando também com grande fervor na outra extremidade da Índia, Gujarat, e partes da Índia Ocidental, mas é comemorada em várioas formas em todo o universo Hindu,</p>
<p style="text-align:justify;">O da da vitória de Durga é comemorada como Vijaya Dashmi (Leste e Sul da Índia), Dashain (Nepal) ou Dussehra (Norte da Índia), essas palavras literalmente significam "O Décimo Vitorioso" (Dia), Vijaya significa "de-vitória". Em Caxemira, ela é adorada como shaarika (o principal templo está em Hari Parbat em Srinagar).</p>
<p style="text-align:justify;">O período efetivo doculto, no entanto pode ser os nove dias que precedem, seguido do último dia chamado Vijayadashami no Norte da Índia ou cindo dias em Bengala, (a partir do sexto ao décimo dia da quinzena lunar). Os nove aspectos de Durga são conhecidos como Navadurga, e são meditados, um a um, durante os nove dias de festa por seus devotos shakti.</p>
<p style="text-align:justify;">No norte da Índia, este decimo dia, significa a vitória de Rama na sua luta contra o demônio Ravana, e é celebrado como Dussehra, gigantescas efígeas de palha de Ravna são queimados em espaços abertos - por exemplo, os campos de Ram Lila em Delhi - assistidos por milhares de famílias e crianças.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Gujarat é comemorado como o último dia de Navarati, durante o qual a dança Garba é realizada para comemorar a vigorosa vitória de Durga Mahishasura-mardini.</p>
<p style="text-align:justify;">A deusa Durga é adorada na sua forma pacífica como MahaGauri, A Senhora Justa. Shree Shantadurga também conhecido como santeri, é o patrono da Deusa Goa. Ela é adorada por todos hindus Goan independentemente da casta e até mesmo por alguns cristãos em Goa.</p>
<p style="text-align:justify;">A deusa Durga é cultuada em muitos templos de Dakshina Kannada, distrito de Karnataka.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro texto importante sobre Durga é o poema <em>Mahishasura Mardini Stotram </em>(Oração à Deusa que matou Mahishasura), escrito por Sri Sri Sri Shankara Bhagavatpadacharya.</p>
<h2><img src="http://www.muktinath.org/images/hinduismfolder/Sarasvati.jpg" alt="" width="285" height="400" /> Sarasvati</h2>
<p style="text-align:justify;">Sarasvati é uma deusa hindu da sabedoria, das artes e da música, e a shakti, que significa ao mesmo tempo poder e esposa, de Brahma, o criador do mundo. Ela é representada como uma mulher muito 